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sábado, 22 de setembro de 2007

Sai uma providência cautelar!

Encerrado pela ASAE na quarta-feira

Câmara da Marinha Grande interpõe providência cautelar para exigir reabertura do mercado
21.09.2007 - 21h42 Lusa


A Câmara da Marinha Grande interpôs hoje no Tribunal Administrativo de Leiria uma providência cautelar para exigir a reabertura do mercado municipal, encerrado quarta-feira pela Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Na acção judicial, a autarquia juntou “um parecer da autoridade de saúde que não aponta problemas de saúde pública”, como referiu a ASAE, contou João Barros Duarte, presidente da Câmara (CDU).

Além disso, a câmara não vê na ASAE competência para ordenar o encerramento do mercado, que passou a funcionar numa praça junto ao edifício da câmara.

O autarca garante que os problemas existentes “em caso algum” configuram um “problema de saúde pública”.

A ASAE encerrou o edifício da Resinagem onde se realizava o mercado alegando falta de condições de salubridade e de saúde pública, o que motivou a contestação da autarquia e dos vendedores.

O mercado tem sido alvo de polémica no concelho, já que o PS tem defendido o encerramento do local actual e a sua transferência para novas instalações no centro comercial Atrium, como esteve previsto no anterior mandato. A CDU tem recusado a proposta, preferindo alienar aquele espaço novo para custear as obras de remodelação do actual mercado.

2 comentários:

São Pedrocas disse...

Por motivos que só a mim dizem respeito, mas a que os tachos e as panelas não são totalmente alheios, não tenho sido muito habitual neste nosso querido espaço de calhandrisse. A minha ausência nos bitaites, não significa que não venha acompanhando, e com crescente interesse, o muito que aqui tem sido dito, com destaque para esta renascida e (quer-me parecer) sempiterna ‘novela’ dos mercados: O Velho e (o nado morto) Novo!
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Esta é uma história que, se não fosse tão ridícula, poderia ser catalogada de tragicomédia. Mas, bem vistas as coisas, talvez seja ambas em simultâneo… e o mais triste de tudo, é que quem sai altamente lesado com tudo isto, somos nós, os marinhenses.

Porque achei que também eu não deveria ficar indiferente perante esta trapalhada, é que me propus a deixar aqui alguns considerandos frutos das minhas reflexões e que penso serem oportunos. Perdoem-me se assim não for…

Penso já o ter dito aqui uma vez que, embora reconhecendo que o Mercado da Abrigada (M da A) (tem condições muitíssimo melhores que o Mercado da Resinagem (M da R), sou a primeira a reconhecer que a sua localização está longe de ser a melhor, nomeadamente no que respeita aos aspectos logísticos. Foi mal pensada a sua localização, o que não significa que com algumas correcções, aquele espaço não viesse a cumprir as funções para que foi projectado, pelo menos durante alguns anos.
Só que este espaço e esta solução nunca foram bem vistos pela CDU, o que levou a que fosse dada a cobertura populista que se conhece aos comerciantes do M da R que, através das célebres ‘providências cautelares’, impediram que aquele espaço fosse aberto.

Resultado, como a actual governação CDU-PSD não quis perder a face (em mais uma confirmação de que, nestas coisas da política, os interesses dos partidos podem sobrepor-se aos do colectivo!), eis que foram passados dois anos sem que qualquer solução fosse tomada.

Embirrou-se que o Mercado deve manter-se na Resinagem e pronto…

Resultado: hoje temos o problema que é de todos conhecido após a acção da ASAE, bem como as conhecidas e atabalhoadas decisões que estão a ser tomadas visando a que, através de caríssimas soluções de recurso, os transtornos para a população venham a ser minimizados!
(Deixem que faça aqui um parêntesis para salientar que, para uma Câmara que se diz em dificuldades financeiras, estas soluções, atávicas e dispendiosas, nos parecem ser completamente a despropósito de tão esbanjadoras que se mostram!…).

Permito-me uma notinha à consideração da coligação CDU-PSD: Estão no vosso pleno direito em discordar da localização do Mercado na Abrigada (como eu própria afirmei, essa localização também não me agrada a cem por cento!). Mas não acham que faria muito mais sentido passar o Mercado, temporariamente, para a Abrigada evitando os consideráveis custos que estamos, TODOS, a suportar?

Compreendo que esta solução lhes seja difícil, até porque essa decisão poderia vir a ser a demonstração de que, afinal, as coisas poderiam não ser assim tão más como quiseram fazer crer a toda a gente!

Mas, meus caros senhores, se tal viesse a acontecer não vinha mal ao mundo e assim resolveriam a esta pobre Marinha Grande um enorme rol de problemas e de trapalhadas que em nada estão a beneficiar a nossa terra e, menos ainda, as nossas gentes!...

Insiste-se na solução de remodelar o actual espaço do mercado (o da Resinagem, entenda-se) de forma a torná-lo apto para as suas funções.
Fala-se até (talvez por ter sido pensado ‘a quente’) em readquirir o edifício que foi sede da EDP para aí instalar o mercado do peixe!!!
Calma aí, meus senhores…
Por acaso já pensaram que com a continuação do mercado na Resinagem e os avultados custos que tal comportará (acrescidos agora com a anunciada compra do tal edifício), se venha a comprometer, definitivamente, a criação do Centro Cívico que a Marinha Grande tanto carece e com o qual se poderia trazer vida, a tempo inteiro, ao ‘centro histórico’ da cidade e não tão só a vida que o mercado possa trazer nas manhãs de alguns (escassos) dias da semana?

Por favor… parem para pensar e deixem-se de ‘jogos de poder’ que poderão ser muito interessantes e talvez sirvam para satisfazer clientelas pouco habituadas a pensar pelas suas cabeças, mas são ‘jogos’ que em nada contribuem para o desenvolvimento, harmónico, da cidade!

Mais, muito mais, há para dizer, mas este bitaite já vai longo e a sopa está a esturrar.

Talvez volte ao tema, pois lutar pelo desenvolvimento da minha terra é coisa que não me cansa!!

Pirolito disse...

De providência cautelar em providência cautelar, até ao descrédito total.
Até fico cheio de borbulhas só em ver tanta demagogia.
Talvez não saibam, mas a velha máquina pêcêpista continua muito bem oleada e a comprová-lo tive ontem o exemplo de um grupo de dedicados militantes que afanosamente, andaram por aí na recolha de assinaturas para pedir a reabertura imediata do imaculado espaço do mercado da resinagem.
Ao que me contaram essas assinaturas fizeram parte do processo que a Cambra fez seguir para o tribunal de Leiria!
'Assim se vê o jeito do PCP'.