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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

CMMG Confirma o Encerramento do Mercado pela ASAE


2007-09-19
Assessoria de Imprensa da CMMG
Mercado Municipal encerrado pela ASAE

O Mercado Municipal da Marinha Grande, situado na Praça Guilherme Stephens, está encerrado desde esta quarta-feira, 19 de Setembro, por decisão da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, na sequência de uma “inspecção das condições higio-sanitárias e técnico-funcionais” do denominado Edifício da Resinagem.
A Câmara Municipal tomou conhecimento da decisão às 15 horas desta quarta-feira, quando os quatro elementos que compunham a equipa da ASAE reuniram com o Vereador do Pelouro das Obras Públicas, Artur Pereira de Oliveira.
Tendo sido verificadas algumas situações que não observam as exigências legais, foi determinada a “suspensão imediata do funcionamento e utilização do referido Mercado Municipal”.
Apanhada de surpresa, a Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente, João Barros Duarte, refere que o encerramento do Mercado é o resultado de “uma situação de degradação do edifício cujo estado presente é o acumular de cerca de duas décadas em que os Executivos anteriores não realizaram obras de manutenção, beneficiação nem de ajustamento às novas exigências de salubridade que a nova legislação entretanto saída foi impondo”.
Face à ordem de encerramento, “a Câmara tomou diligências para pôr a funcionar os vendedores do mercado da Marinha Grande num outro espaço que, obviamente não oferecendo as condições ideais, servirá de solução transitória, até ser encontrada a solução definitiva deste problema de necessidade de um novo mercado que se arrasta há mais de 15 anos”, salienta o Presidente.
Não podendo adiantar ainda qual a resolução adoptada pela Autarquia, até porque esta vai ser alvo de discussão entre o Executivo e naturalmente na reunião ordinária da Câmara, que decorrerá amanhã, 20 de Setembro, João Barros Duarte garante que “tudo se irá fazer para que no mais breve espaço de tempo se tenha a solução desejada e que a Marinha Grande merece”.
Neste momento, são várias as possibilidades que estão a ser analisadas mas, sobre as quais ainda não há qualquer decisão, bem como a data em que a actividade comercial do mercado será retomada, que se pretende que aconteça muito em breve.
Depois de tomar conhecimento da decisão, o Presidente da Câmara, João Barros Duarte, e o Vereador Artur Oliveira, reuniram de imediato com os vendedores do Mercado, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Foi-lhes comunicada a determinação da ASAE e estudadas soluções alternativas, de modo a manter em funcionamento a actividade comercial do Mercado.
Consciente dos transtornos causados para vendedores e população, o Presidente apela à compreensão e colaboração de todos, na procura de uma solução que satisfaça todas as partes.
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Remodelação do Edifício da Resinagem em vista
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A Câmara tinha já procedido ao levantamento das necessidades do imóvel e respectivo orçamento, com vista à execução de trabalhos de beneficiação, que vinha executando.
O Presidente João Barros Duarte esclarece que, “consciente que o Mercado não reúne as melhores condições de salubridade, a Câmara tem vindo há uns meses a esta parte a diligenciar e negociar com o gabinete de arquitectura autor do projecto de requalificação do Edifício da Resinagem, a reconversão do imóvel e seu espaço adjacente, para o ajustar à continuidade funcional de mercado que tem vindo a assumir, face aos estudos e orçamento mandados fazer”.
Quanto à possibilidade de utilização do novo edifício mandado construir pelo anterior Executivo para instalar o Mercado, sito na Rua das Portas verdes, o Presidente assume não haver essa possibilidade dados os indeferimentos que aquele espaço teve das autoridades sanitárias concelhias e dos Bombeiros, que proíbe a sua utilização para aquele fim. Além disso, não existirem condições de viabilidade económica para o adaptar às exigências legais que não foram cumpridas aquando da sua construção, concluída em 2003.
Com este objectivo, o Presidente da Câmara reuniu esta terça-feira, 18 de Setembro, com o Director Regional da EDP, no sentido da Autarquia readquirir a parte do edifício onde estava instalada a antiga central eléctrica, junto ao Mercado Municipal, para ali instalar as bancas do peixe e poder aproveitar-se o actual espaço para actividade mais ajustada ao espaço do edifício principal.

6 comentários:

Marinhense entristecido disse...

Aqui d'El Rei quem nos acode?!
Afinal, em que é que ficamos? O outro edifício, o tal destinado ao mercado, ali na Abrigada, está pronto desde 2003, o PC e o PSD e a sua Cambra tudo fizeram para que ele jamais fosse utilizado e, agora no comunicado oficial confirmando o encerramento do mercado velho, o presidente JBD vem-nos com a pérola que, seguidamente, transcrevemos.
Vejam só o que se diz a certo passo do tal comunicado:

‘Apanhada de surpresa, a Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente, João Barros Duarte, refere que o encerramento do Mercado é o resultado de “uma situação de degradação do edifício cujo estado presente é o acumular de cerca de duas décadas em que os Executivos anteriores não realizaram obras de manutenção, beneficiação nem de ajustamento às novas exigências de salubridade que a nova legislação entretanto saída foi impondo”.’

Por favor, haja decoro e evite-se a demagogia!!
Desculpe lá presidente JBD, mas tenho de lhe dizer que é preciso ter lata!

Anónimo disse...

Quem é que ficou surpreendido?
Há alguém que não tenha registado a actividade sistemática da ASAE nos últimos dois anos?
Não é evidente, que o princípio da aplicação das normas, dos regulamentos e da lei é geral e universal e que todos terão que ser tratados por igual?
Então?
O encerramento compulsivo "daquela coisa" foi, antes de mais, um acto de defesa da saúde pública.
O gabinete de relações públicas da Câmara, o seu presidente, o vereador (i)responsável, podem dizer o que entenderem, porque jamais serão capazes de explicar o óbvio.
Aquilo não podia funcionar. Aquilo punha em causa a saúde e segurança da população. Aquilo envergonhava os marinhenses.
Decorridos quase dois anos de mandato, bem pode o JBD dizer que "aquilo" se degradou porque nos anteriores executivos não foram feitas obras de conservação.
Os marinhenses estão atentos e já não aceitam argumentação demagógica.
JBD teve responsabilidades como presidente, alternadamente, em três mandatos.
Existe alguém que se lembre de obras no edifício da resinagem mandadas fazer por ele? Quais?
Se tiverem dúvidas, vão ao Arquivo Municipal e consultem os Planos e Relatórios de Actividades da Câmara, nos anos em que ele a presidiu.
Foi no mandato do Emílio Rato que se fez a primeira e penso que única tentativa de dar alguma dignidade ao edifício. Chapiscaram-se as fachadas para impedir as colagens de cartazes, colocaram-se varôes metálicos para encostar as bicicletas, arranjaram-se bancas, fizeram-se melhoramentos nas áreas das salsicharias, pão, bolos e charcutaria e pouco mais. Não passou de cosmética, porque para aquela função, numa sociedade moderna, aquele edifício estava desadequado e não reunia as mínimas condições.
Mas lembram-se que até 1987 as paredes do dito edifício eram os paineis publicitários do PCP?
Um presidente inteligente, com cultura democrática, tolerante, aberto a discutir com profundidade todas as situações, certamente seria capaz de voltar a pôr em cima da mesa a abertura do Novo Mercado, nem que fosse como medida de recurso até encontrar a solução que a aliança política PCP/PSD procuram.
Chamar a ASAE para colaborar numa inspecção prévia ao Novo Mercado e reunir com as entidades que ele afirma terem chumbado o projecto, de preferência com o enquadramento de representantes dos partidos políticos que compõem a A.M., seriam medidas que lhe ficariam bem.
Existem aspectos funcionais a melhorar, sem dúvida, ninguém o nega. Esta hipotética mudança "temporária" para o Novo Mercado seria o teste definitivo e os resultados seriam impossíveis de adulterar. Se não resultar, eu serei o primeiro a reconhecer que JBD e AA tinham razão e disso me penitenciaria. Se funcionar, o problema fica resolvido, os comerciantes, quer do mercado quer do Centro Comercial ficarâo satisfeitos, a população ficará servida e o velho Edifício da Resinagem pode vir a assumir o papel de alavanca na atracção de pessoas ao centro, com a qualidade e dignidade que nunca deveria ter perdido.

Paulo disse...

Se não tivesse lido não acreditava. Estou revoltado!

Anónimo disse...

Isto é de loucos, no minimo a demissão do AA para não dizer do JBD, e a culpa não é só deles é tb da estrutura concelhia do PSD que dá suporte politico ao AA para ele cometer estas barbaridades, e servir de capacho a um presidente fora do prazo.
Talvez uma inpecção da ASAE possa interditar os dois, afinal tb eles à muitoo passaram o prazo de validade.

Marinhense enraivecido disse...

Socorro! socorro!
E não há meio legal de correr com estes cabotinos?
Se esta gente continuar (ainda?) por mais dois longuíssimos anos, não sei onde vai parar o nosso concelho!
Socorro! socorro!

António Nunes ao Poder disse...

ASAE encerra CMMG por falta de condições técnico-funcionais, tendo recolhido amostras em algumas cadeiras de dois fungos altamente perigosos, mais conhecidos por AA e JBD, para serem analisados no famoso laboratório de Birmingham.
Os fungos tiveram de ser retirados à força por lutadores de Sumo e transportados em camisas de forças, dada a forma agressiva como se agarravam às cadeiras.