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quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Profecia


Este ano, os diligentes serviços camarários que têm a seu cargo a actualização do site da CMMG, disponibilizaram ainda no dia 24 de Abril (e com alguma antecedência), os discursos que os presidentes da Assembleia Municipal e do executivo iriam proferir nessa noite, com o seguinte texto introdutório :

“Inseridos nas comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril, os discursos em anexo foram proclamados da varanda do Salão Nobre da Câmara Municipal, às 00h00 do dia 25 de Abril de 2009, para uma audiência de milhares de munícipes que encheram a Praça Guilherme Stephens.”

Nós, que tantas vezes aqui temos criticado a falta de actualização do site da câmara e dos seus conteúdos, desta vez, para sermos justos, propomos um voto de louvor pela antecipação da divulgação dos discursos e pela perspectiva visionária do ambiente em que os mesmos iriam ser proferidos (embora o tempo verbal utilizado tenha sido o passado).
Pena foi que a profecia não se tenha cumprido uma vez que a evocação de tão importante data merecia uma "Praça Guilhereme Stephens" a abarrotar. Sinais dos tempos?
Excluindo o aspecto panfletário da abordagem, este é certamente um assunto que mereceria alguma reflexão e em que a responsabilidade pela ausência do povo, ao contrário do que alguns afirmam, é antes de mais uma responsabilidade colectiva. Ou como diz o povo ausente: todos têm culpas no cartório.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"PS candidata Álvaro Pereira à Câmara da Marinha Grande"


O farmacêutico Álvaro Pereira vai ser candidato do PS à Câmara Municipal da Marinha Grande, disse hoje à Agência Lusa a presidente da Comissão Política Concelhia, Tereza Coelho.
A dirigente explicou que o nome do candidato foi aprovado por unanimidade e que o propósito do PS é «ganhar a Câmara Municipal com maioria absoluta», a mesma meta traçada pelo candidato.
«É esse o objectivo», reiterou Álvaro Pereira, acrescentando que decidiu candidatar-se à Câmara Municipal porque gosta da sua terra.
Por outro lado, respondeu ao apelo da Comissão Política Concelhia, que entendeu que «reunia as melhores condições para liderar uma equipa».
«É um desafio», reconheceu ainda o militante do PS, que prometeu «lutar pelo bem-estar dos concidadãos e pelo desenvolvimento social e económico do concelho».
O candidato sublinhou que esse desenvolvimento «esteve parado nos últimos quatro anos», apontando como causas «os problemas na CDU», cujo presidente eleito saiu a meio do mandato.
Com 55 anos, Álvaro Pereira é proprietário e director técnico de uma farmácia na Marinha Grande, cidade onde reside.
Foi presidente da Junta de Freguesia da Marinha Grande no mandato 1997-2001 e, no mandato anterior, foi eleito membro da Assembleia Municipal.
Nas últimas eleições autárquicas, a CDU elegeu três dos sete vereadores no município, o mesmo número do PS.
Para garantir a maioria absoluta, a CDU teve de formar uma coligação com o vereador eleito pelo PSD, Artur Oliveira, que o ano passado se assumiu como independente.
A candidatura do PS à Assembleia Municipal da Marinha Grande é liderada pelo empresário Telmo Ferraz.


(surripiado do Diário Digital)

Ração de Combate


terça-feira, 28 de abril de 2009

Revista de Imprensa (actualizada)

Revista de Imprensa

"Movimento Cívico Independente apresentou-se ontem e admite candidatura à Câmara"

O Movimento Cívico Independente da Marinha Grande foi apresentado ontem naquela cidade, com o objectivo de ser um espaço de "reflexão e acção" sobre o concelho e admitindo a possibilidade de candidaturas à Câmara e Assembleia Municipal.
O seu promotor, Artur Pereira de Oliveira, vereador eleito pelo PSD na Câmara Municipal da Marinha Grande mas actualmente na qualidade de independente, explicou à agência Lusa que o movimento "tem como objectivo a discussão dos problemas relacionados com o desenvolvimento do concelho".
"No fundo, é uma plataforma de reflexão e acção, que não tem nada a ver com nenhum partido, nem se afirma contra qualquer candidato", afirmou Artur Oliveira, acrescentando que "têm existido pressões no sentido de o movimento avançar com candidaturas de independentes aos órgãos municipais".
O promotor declarou-se "disponível" para protagonizar uma dessas candidaturas e continuar "ao serviço da Marinha Grande".
O responsável destacou que a Marinha Grande "já foi um baluarte da indústria, do progresso e da inovação", mas ultimamente "tem sofrido revezes", que contribuem para "o seu atraso social e económico".
Segundo Artur Oliveira, esta situação deve-se "à falta de políticas adequadas", que contribui, também, para a "degradação social e económica".
"Muitos munícipes sentem-se desiludidos com alguns políticos e partidos", reconheceu, sublinhando que "é nesta altura, com estes problemas, que surge este movimento".
Para já, o Movimento Cívico Independente, que "está aberto a todas as pessoas", independentemente da sua cor partidária, vai tratar da sua "oficialização".
Artur Pereira de Oliveira tem 75 anos e foi um dos fundadores do PSD na Marinha Grande.
Fez parte da Comissão Administrativa do concelho e foi eleito vereador pelo PSD nas eleições autárquicas de 1979.
Após um interregno, regressou à actividade partidária em 2005, tendo sido eleito vereador.
Para garantir a maioria absoluta, a CDU, que ganhou o acto eleitoral, fez uma coligação com Artur Pereira.
Em Novembro do ano passado, Artur Pereira anunciou a entrega do cartão de militante ao partido, alegando que a Comissão Política Concelhia (CPC) do PSD lhe retirara a confiança política.
Ao mesmo tempo, devolveu os pelouros, entre os quais as Obras Públicas e o Ambiente, que o presidente da autarquia recusou.
Na ocasião, o presidente da CPC do PSD, Manuel Teles, esclareceu que "nunca o partido lhe retirou a confiança política", mas reconheceu "uma difícil articulação entre o vereador e a CPC".
"Por isso, ao delinearmos a estratégia para as próximas eleições autárquicas, entendemos que não se integrava na nova equipa de candidatos", adiantou Manuel Teles.


(surripiado do Diário de Leiria)



Nota da Comissão de Moradores:
O Sr. A. Oliveira continua a constar no site do PSD como vereador daquela força partidária.

sábado, 25 de abril de 2009

Discurso do Sr. Presidente da CMMG

25 de Abril - 2009

Viva o 25 de Abril
25 de Abril Sempre

Boa noite a todos os cidadãos e cidadãs marinhenses e sejam bem vindos às comemorações dos 35 anos do 25 de Abril de 1974.

Permitam-me, antes de mais, que saúde, na pessoa do Dr. Waldir de Lima que hoje nos honra com a sua presença, todo o município de Várzea Paulista que aqui representa e envie, em nome da Marinha Grande, um abraço fraterno ao povo irmão do Brasil, neste momento de festa e alegria para todos nós.

Há 35 anos, por esta hora, os marinhenses e todos os portugueses estavam à beira de viver um dos mais notáveis e empolgantes acontecimentos da nossa História. Concluía-se assim o 24 de Abril sob o peso da opressão, do sofrimento e da negação dos mais elementares direitos de cidadania.

Sobre o 25 de Abril já muito se escreveu e disse mas é sempre tempo de lembrar os que prepararam e concretizaram o movimento que rapidamente se transformou em Revolução, aos quais aqui prestamos, mais uma vez, a nossa homenagem e manifestamos a nossa gratidão.

Estão também connosco, nas nossas memórias e nos nossos corações, todos os que ao longo de quase 50 anos sofreram, dia após dia, a injustiça e a indignidade impostas pelo regime fascista.

Lembramos e honramos a memória dos muitos milhares de portugueses que tiveram a coragem de lutar persistentemente para que os seus direitos fossem respeitados e a Democracia e a Liberdade fossem conquistados. De todos somos devedores, especialmente daqueles que, pelos seus ideais, tudo sacrificaram inclusive a própria vida.

Entre eles ocupam lugar de destaque muitos marinhenses dos quais lembramos, muito em especial, os revoltosos do 18 de Janeiro de 1934 a quem homenageámos recentemente com a inauguração da Casa-Museu de Casal Galego, em 2008 e com a medalha comemorativa dos 75 anos, em 2009.

Mas estas comemorações dos 35 anos do 25 de Abril de 1974, que apenas nos deveriam encher de alegria e de júbilo pela prossecução dos ideais de Abril, e pelo fortalecimento da vida democrática, ficam também marcadas pela profunda crise económica e social provocada pelas políticas neo-liberais traduzidas no liberalismo económico mais selvagem implementadas pelos sucessivos governos e agora agravada pelo colapso do sistema capitalista que o Governo e alguns partidos teimam em negar.

Há um ano, quando nesta mesma tribuna, alertámos para a realidade e os efeitos das medidas governamentais que vinham sendo seguidas, já então “dolorosamente vividas por muitos”, apenas antecipámos o cenário que hoje todos conhecemos e que na Marinha Grande nos enche de preocupação.

Não podemos ignorar que o desemprego neste concelho marcadamente industrial, é um drama sentido por um grande número de famílias, que tem vindo a crescer e que lhes provoca um sentimento de desespero, de depressão e de incerteza em relação ao futuro.

Ao contrário do que se esperava, e apesar de profusamente anunciadas, as medidas de combate à crise que ao Governo competia garantir, não se sentem no dia-a-dia da vida das empresas e dos cidadãos que delas tanto necessitavam, para além de que são, muitas delas, marcadamente demagógicas e desenvolvidas à custa das receitas dos municípios, chamados a assumir cada vez mais encargos que ao Estado cumpre assegurar para satisfação das necessidades básicas da população e em estrito cumprimento das suas funções tal como são definidos na nossa Lei Magna – a Constituição de Abril.

Ao invés do que Abril nos ensinou e deixou como herança, hoje, passados 35 anos, verificamos que se acentuaram os níveis de pobreza, aumentaram as desigualdades sociais, aumentou o desemprego para níveis incomportáveis, aumentou a precariedade no emprego e degradaram-se os serviços públicos essenciais, como por exemplo a segurança social, a educação, a saúde e o acesso à justiça, factos reconhecidos por todos excepto pelo Governo e pelos seus defensores.

É contra este estado de coisas que nós, democratas, estamos atentos, e fazemos ouvir a nossa voz para exigir, a cada momento, o cumprimento dos mais elementares direitos democráticos dos cidadãos e dos municípios, defendendo um poder local forte, interventivo e dotado dos meios necessários e suficientes para satisfazer as necessidades das populações e, dessa forma, contribuir para a elevação dos seus níveis de bem-estar e de qualidade de vida.

É necessário retomar os princípios, os valores, os caminhos de Abril, sob pena de deixarmos o País prisioneiro de um sistema iníquo, responsável pelas mais condenáveis desigualdades e injustiças sociais traduzidas na infelicidade e na miséria de milhões de seres humanos.

A Marinha Grande tem sabido, ao longo destes 35 anos de Liberdade, manter bem vivo o espírito de Abril e tal tem sido possível graças à elevada consciência cívica e democrática de inúmeras instituições e personalidades, entre as quais destacamos as escolas e os professores, as autarquias do nosso Concelho e o forte movimento associativo que inclui largas dezenas de associações, clubes e colectividades que abrangem as nossas 3 freguesias e as mais diversas áreas de intervenção social.
A todos deixo, em nome do Município, o reconhecimento pelo seu empenhamento e magnífico trabalho em prol do bem comum e de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

De todos a Marinha Grande necessita para continuarmos a trabalhar pelo desenvolvimento e afirmação do nosso Concelho como um território de inovação e de progresso.

Por tudo isto aqui estamos, ano após ano, a festejar a Revolução dos Cravos e a afirmar que no País de Abril O POVO É QUEM MAIS ORDENA e que, como tal, exigimos que Abril se cumpra e se faça por todos cumprir.

2009 é um ano em que a democracia vai ser posta à prova. Um ano em que os marinhenses e todos os portugueses vão assumir o direito e o dever de escolher os seus representantes no Parlamento Europeu, na Assembleia da República e nas Autarquias Locais. É absolutamente fundamental para o futuro de todos nós que saibamos garantir através do voto que Portugal é o País de Abril, tal como a Marinha Grande é uma terra de Abril, escolhendo aqueles que estão, nas palavras como nos actos, ao serviço do Povo e dos valores de Abril.

O 25 de Abril constituiu a condenação de um dos períodos mais trágicos da nossa História e a ruptura com os valores do passado. Porque, para a Marinha Grande como para o País, o futuro tem de ser de progresso, só há um caminho a seguir – recusar os erros cometidos nestes 35 anos e retomar e cumprir os valores e os ideais de Liberdade, Igualdade, Progresso e Justiça Social de que Abril é portador. Seguir este caminho, os caminhos de Abril, é um dever que cabe a cada um de nós, a cada democrata e amante da liberdade, sob pena de se aprofundar o empobrecimento da nossa Democracia.

Sim, é possível se, como dizia o poeta garantirmos que
“Agora ninguém mais cerra
As portas que Abril abriu!”

Viva a Revolução de Abril
Viva a Liberdade
Viva a Marinha Grande
Viva Portugal




Alberto Cascalho
Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande


Discurso proferido nos Paços do Concelho, em 25/04/2009, nas comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril de 1974.

Discurso do Sr. Presidente da Assembleia Municipal

25 de Abril de 2009


Caros concidadãos
Caros amigos

A todos boa noite

Comemoramos hoje, mais um aniversário de uma data histórica que, se bem que sentida em todo o Portugal, foi particularmente sentida e vivida, aqui, no nosso concelho, e especialmente aqui, nesta praça.
Ainda que também muito outros, nós, aqui no nosso concelho, e particularmente aqui na Marinha Grande, tínhamos infinitas razões para comemorar, porque nessas comemorações recordávamos tantos filhos desta terra que, a par de outros, tudo deram de si, alguns até a própria vida, para que o dia da liberdade chegasse. È a esses Homens e Mulheres que ajudaram a construir Abril e, especialmente aos da minha terra, que quero, juntamente convosco, nestes 35 anos de Abril, começar por homenagear, da melhor forma possível. Não os esquecendo.
Mas estas comemorações servem também para comemorar a esperança. E também para a renovar. A esperança que tínhamos de que dias viriam em que, em comunhão com os ideais da liberdade, seria possível construir qualquer coisa nova, alicerçada em novos valores, nos quais seria possível edificar uma sociedade mais humana, mais fraterna, mais justa.
Passados 35 anos, muitas das nossas esperanças ficaram pelo caminho, travadas aqui e ali por aqueles que, dizendo-se com Abril, o procuraram subverter e utilizar de forma a provocarem novas desigualdades e novas injustiças.
Mas este dia serve também para renovar a esperança, e é também essa mensagem de renovação da esperança que, aqui, vos quero hoje trazer. Bem sei que os dias estão mais difíceis do que nunca. O desemprego alastra de forma incontrolável, trazendo consigo a depressão, a fome e a miséria. Agravam-se as condições sociais e atacam-se os direitos de quem menos tem. Mas se não soubermos renovar a esperança, se nos dermos por vencidos na luta por dias melhores, só veremos as coisas piorarem. È preciso fazermos das fraquezas forças e, em conjunto, travarmos essa batalha, difícil, por melhores dias, mas que pode ser vencida se continuarmos o caminho que Abril abriu. Bem sei que a crise está aí. Instalada de forma irreversível. Provocada, não por aqueles que tiveram esperança que Abril faria da sociedade uma coisa diferente, e que por essa sociedade nova se bateram e batem, mas sim por aqueles que, aproveitando muitas das liberdades que Abril abriu, abusaram delas, aproveitando-as em benefício próprio, e em prejuízo de todos aqueles que, vivendo do seu trabalho, se viram, e vêm, cada vez com menos, para que esses outros tivessem e tenham cada vez mais.
Hoje procuram-se estratégias para minimizar os efeitos nefastos que muitos desses criaram na sociedade. Apontam-se caminhos. O curioso é que, foram aqueles que mais loas teceram e mais endeusaram o caminho que o Mundo levou, e que conduziu á situação em que hoje estamos, que apresentam, agora, propostas para mudar as coisas. Por certo apresentam mais do mesmo, para continuarem a sua vida da mesma forma que antes, para que possam continuar a especular e a viver da melhor forma possível, não se importando, como não se importaram, se isso causa, a muitos outros, dificuldades de toda a ordem. Tenho por isso muitas dúvidas, que aqui partilho, se é com mais do mesmo que as coisas se vão resolver.
Mas, apesar de tudo, tenho esperança que a liberdade que Abril abriu, e que todos queremos ver continuada, nos permita mudar de rumo para que, quem menos tem, possa vir a ter mais, para que a vida venha a ser melhor e para que todos sintamos, continuadamente, que Abril está vivo. Tenho especialmente esperança que, aqui no nosso concelho, seja possível minimizar a crise. Tenho esperança que, a capacidade empreendedora de que os nossos empresários têm dado sobejas provas, aliada á capacidade de trabalho dos nossos trabalhadores, seja suficiente para que, entre nós, as coisas não atinjam a dimensão que, noutros lados, menos preparados e menos capazes, podem vir a atingir.
Não posso deixar, e para terminar, de vos fazer aqui um pedido. Pedido que é um apelo e uma homenagem a Abril, pois foi ele que criou as condições para que em conjunto, e em liberdade, possamos decidir do nosso futuro colectivo. Para isso Abril deu-nos uma arma. A arma que Abril nos deu tem nome. Chama-se voto. Estamos num ano particularmente importante para usarmos essa arma. Façamos pois dela um bom uso, utilizando-a bem. Para isso pensemos em Abril. Pensemos na liberdade. Pensemos no nosso bem-estar. Pensemos no que queremos da sociedade. E depois de bem pensar, vamos utilizar a arma. Vamos votar. Neste ano, em Portugal, vão haver 3 actos eleitorais. Como prova de que estamos com Abril, peço-vos, votemos todos. Que ninguém fique em casa. Utilizemos essa arma da forma como melhor entendermos. As opções são muitas, por isso não será difícil escolher. Escolhamos então e bem, e não deixemos para outros escolhas que a todos nós interessam. Por isso, vamos todos, este ano, demonstrar que estamos com Abril, da forma que Abril criou para todo nós. Votando.
Viva o 25 de Abril!
Viva o concelho da Marinha Grande!
Viva Portugal!


Luís Guerra Marques
Presidente da Assembleia Municipal da Marinha Grande


Discurso proferido nos Paços do Concelho, em 25/04/2009, nas comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril de 1974.

terça-feira, 21 de abril de 2009

QUEM É QUE VAI ARRASAR, MAIS UMA VEZ?

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Enquanto a oposição vai entretendo o pagode, nós mostramos o jogo... e o resto.

“CARINA À PRESIDÊNCIA DA JUNTA DA RIVIERA DE LEIRIA”

Os leitores do Largo das Calhandreiras merecem!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ASSEMBLEIA EXTRA ORDINÁRIA

ACTA Nº ??

(algures entre a 68 e a 70)

Por volta das 19h43m23s (mais coisa, menos coisa) do décimo oitavo dia do mês de Abril do ano da desgraça de 2009, na cave esquerda do nº 4 do Largo das Calhandreiras, reuniu em assembleia extra ordinária a Comissão de Moradores deste honrado e asseado Largo, para analisar a revisão em baixa anunciada pelo governador do Banco de Portugal e para decidir o futuro.
Após acalorada discussão, a qual envolveu duas alheiras de caça, uma chouriça de sangue e quatro morcelas de arroz, tudo regado com um monocasta (Touriga Nacional), e acamado com pão caseiro da padaria por detrás da cooperativa, ficou o Zézé de lavrar a presente acta na qual se verterá a moção de estratégia que a seguir se transcreve, aprovada por unanimidade, aclamação, lágrimas e champanhe.

Moção de Estratégia


Tendo presente a gravidade da situação económico-financeira que o país atravessa, reflectida de forma particular no dia a dia dos moradores do Largo das Calhandreiras, e tendo em conta que o mesmo Largo vem sendo palco privilegiado para a promoção e despromoção de candidatos à Câmara Municipal, assim como para uma acesa troca de galhardetes entre os respectivos apoiantes, assessores, directores de comunicação e outras figuras de idêntico calibre, decidiu esta comissão de moradores pôr o blogue “Largo das Calhandreiras” à venda, para fins politico-eleitorais, pela simbólica quantia de 5.550€, subordinada às seguintes condições:
- o blogue será vendido a qualquer partido, coligação ou grupo de cidadãos com pretensões de ascender ao poder nas próximas autárquicas, à condição de não ser revendido, cedido, ou emprestado a, seitas religiosas, movimentos independentes de beatas ou grupos de apoiantes da causa monarquica;
- a entidade compradora compromete-se a manter o (bom) nome do blogue e o nível de conteúdos a que a marca “Largo das Calhandreiras” se encontra indissociavelmente ligada;
- as propostas, devidamente identificadas, devem ser enviadas por e.mail para largodascalhandreiras@gmail.com;
- o pagamento será efectuado em dinheiro vivo, contra a entrega dos códigos de acesso, em local, dia e hora a indicar pela comissão de moradores;
- no caso de existirem várias propostas de compra, a venda será efectuada pela oferta mais elevada;
Decidiu ainda a comissão de moradores que deverão ser providenciados anúncios públicos de divulgação da venda do blogue.

Uma vez que o futuro está decido e a merenda já é passado, decidiu a comissão de moradores encerrar a presente reunião e aprovar a acta em minuta (como fazem na câmara).


A Comissão de Moradores

(uma série de rabiscos que nem o
Álvarito da Farmácia conseguia decifrar)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ração de Combate


eu bem me queria parecer que aquilo lá na assembleia era uma coisa calma...

Hoje há festança, camaradas!



À pois é, bébé! E para além da apresentação dos candidatos surpresa, o Largo das Calhandreiras está em condições de assegurar que o momento alto da noite será a subida ao palco de Pereirita, para interpretar o seu novo tema “Foste tu CDU”, um tema de despedida com um poema lindíssimo, onde o jovem artista agradece a oportunidade que lhe foi dada para ser vereador, uma coisa que nunca lhe tinha passado pela cabeça.
Vamos ouvir um bocadinho para aquecer o ambiente?
Minhas senhoras e meus senhores, camaradas, convosco, Pereita One Man Show e o tema “Foste tu CDU"! Avante camarada!

E já agora, antes que me esqueça, alguém sabe se o João das Barbas vai?



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"ACIMG tem de devolver verbas"

A Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande (ACIMG) vai ter de devolver 15.424 euros à câmara. A decisão foi tomada na última reunião do executivo.
Segundo um relatório da autarquia, dos 45 mil euros recebidos pela ACIMG para actividades de animação natalícia, “apenas se comprovou ter gasto 29.576”, em Dezembro de 2008. Alberto Cascalho, presidente da câmara, recomenda à ACIMG a elaboração “com a necessária antecedência do seu programa de actividades natalícias, apresentando à câmara o respectivo orçamento”, de modo a atribuição do subsídio seja antecipada. Paulo Ferreira, presidente da ACIMG, revela que desde o primeiro momento reconheceu que a qualidade da iluminação ficou “muito aquém” do esperado. Por isso, exigiu à empresa que fizesse reflectir o preço sobre a qualidade. Assim sendo, Paulo Ferreira esclarece que se disponibilizou a devolver à autarquia o valor do apoio que não foi utilizado, lembrando, no entanto, que a ACIMG organizou outras actividades além da iluminação.



(surripiado do Jornal de Leiria)


Breaking News - Pára Tudo!




Barroso na presidência da Comissão Europeia
Guterres como alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados
Bo na Casa Branca
O que é que querem mais, hã? O Artur Autocolante na Greenpeace?
Não exagerem...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"Politécnico de Leiria quer aproximar ciência das empresas"

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) vai transferir até ao final do mês a unidade de investigação Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto para o Centro Empresarial da Marinha Grande.
Esta mudança é objecto de um contrato a assinar no final do dia de hoje entre o IPL e a Câmara Municipal da Marinha Grande, cerimónia na qual vai ser também feita a escritura que dará ao estabelecimento de ensino o direito de superfície de um terreno no qual vai ser construído um edifício de raiz para a instalação do centro.
À agência Lusa, o presidente do Politécnico de Leiria, Luciano de Almeida, explicou existirem duas razões – «uma de filosofia e outra de meios» – que determinam a transferência do centro.
«É importante que esta unidade de investigação ocupe o mesmo espaço que empresas e que haja uma relação de proximidade entre a ciência e quem a valoriza economicamente», afirmou Luciano de Almeida.
Por outro lado, o presidente do Politécnico de Leiria sublinhou que «a expansão da actividade do centro impõe ou exige a necessidade de instalações de maior dimensão, que o Centro Empresarial da Marinha Grande dispõe».
O responsável acrescentou que a mudança do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto (CDRsp), onde actualmente cem alunos fazem investigação no âmbito de cursos de mestrado, permite, ainda, «a afectação do espaço que vai ser libertado para outras unidades».
Luciano de Almeida destacou igualmente que as unidades de investigação «são uma frente muito, muito importante» do Instituto Politécnico de Leiria, adiantando que na passada semana terminou a fase de candidatura interna a um programa de apoio à investigação no valor de 1,3 milhões de euros.
Já o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Alberto Cascalho, regozijou-se com esta transferência, apontando as «mais-valias» que o centro trará para o concelho e região.
«Temos instaladas no concelho empresas, sobretudo do sector de moldes, que lideram em termos tecnológicos o que há de melhor a nível mundial e fortemente implantadas no mercado externo», referiu Alberto Cascalho.
O autarca apontou ainda a existência do Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos e um incubadora de empresas, acreditando que a presença do CDRsp vai «potenciar recursos e novas sinergias que aumentem a competitividade do tecido económico».
O CDRsp tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico, conduzindo a produtos, materiais e processos mais adequados, efectivos e eficientes, revela a página na Internet do IPL.
Ao mesmo tempo quer contribuir para a geração de valor acrescentado à indústria e promover na sociedade a consciência da importância e do papel do desenvolvimento rápido e sustentado de produto.



(surripiado do Diário Digital)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

“Onde está o Wally?”

Bolas, bolas, bolas! Ele há coisas fantásticas n’um há? Atão n'é que, por falar em bumbeiros e em candidatos, a malta “descobriu” uma foto d’arquivo c’um candidato d’outros tempos, no antigo quartel dos bumbeiros? Será que a história se repete?
Vá lá ver, 250 gr de camarão tigre e uma lambreta, para quem descobrir o Wally!...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Revista de Imprensa

Bombeiros querem obras de remodelação ou novo quartel

Os Bombeiros Voluntários da Marinha Grande querem obras de remodelação ou um novo quartel. Assim o expressaram ao 'cabeça-de-lista' do PSD que vai candidatar-se à presidência da câmara da 'capital vidreira', no âmbito de uma visita do candidato ao quartel dos soldados da paz, na passada semana.
No âmbito do ciclo de actividades 'Um dia com as forças de segurança', António Santos - que se candidata na qualidade de independente pelo PSD -, ouviu dos elementos da Direcção daquela corporação e do seu comandante, Vítor Graça, algumas das necessidades que enfrentam, nomeadamente a necessidade de criar um novo quartel noutro local, ou remodelar o espaço actual, divulga o candidato do PSD, que deixou a promessa, caso vença as eleições, de fazer uma "análise das opções para dignificar esta corporação", tendo demonstrado que o facto de o actual edifício estar inserido na zona histórica e sem potencialidade de ampliação, poderá levar a ponderar uma nova localização.
"No decorrer desta visita, foi possível verificar a degradação do edifício, nomeadamente a falta de portões nas garagens e a própria falta de espaço coberto para guardar alguns dos veículos, o que levanta sérias questões de segurança", adianta a candidatura de António Santos, sublinhando ainda "a falta de um carro de combate a acidentes químicos".
Mas o que mais surpreendeu o candidato foram as condições "muito abaixo do aceitável", disse, referindo-se às camaratas onde os bombeiros descansam.
"É incrível o esforço que têm feito pela manutenção do edifício", referiu ainda António Santos. "Os bombeiros agradeceram, tendo ainda manifestado o seu apoio a qualquer decisão que leve ao melhoramento das condições actuais", adianta a mesma candidatura. "Os bombeiros nunca serão parte do problema mas sempre parte da solução", referiu, por sua vez, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros da Marinha Grande, António Guterres.


(surripiado do Diário de Leiria)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Oposição Distraída

A propósito do início da demolição da Ivima e das grandes preocupações do Sr. J. P. Pedrosa, vieram-me à memória as palavras que o Sr. L. G. Marques escreveu há algumas semanas atrás no JMG, as quais não mereceram qualquer comentário por parte do principal partido da oposição, “entretido” com outras coisas por ventura bem mais importantes.
Dizia o Sr. Marques:

(...) "E que vantagens, para além das directamente dadas à empresa [BA Vidros] que se reflectem na economia local, nos traz este projecto. Primeiro, recuperar um edifício histórico da cidade. Dos poucos com história. Claro que, para o PS, que nos 12 anos em que esteve na Câmara mais não fez que permitir a sua degradação e o deixou transformar num centro de droga “A Fábrica da Droga”, custa muito que haja um outro executivo que cria condições para que o edifício se recupere, que seja entregue à fruição da população, e se acabe com o antro de terror e com o inferno em que aquela fábrica se transformou. Custa, mas para arranjar soluções é preciso pensar e saber negociar." (...)


Pela parte que me toca, devo referir que as palavras do Sr. Marques, para além de me terem tranquilizado (porque agora estamos em boas mãos), ainda serviram para me esclarecer e para poder formar opinião sobre diversos assuntos relativamente aos quais eu não tinha certezas, mas andava desconfiado. A saber:


- ao contrário do que se pensa (e diz) o PC defende a economia de mercado e não se importa de dar vantagens às grandes empresas uma vez que essas vantagens se reflectem na economia local; (Bem visto! Os Srs. dos sindicatos que ponham os olhos no camarada Marques!)
- a culpa do problema da droga na Marinha, é do PS;
- a culpa da degradação do edificio da Ivima, é do PS;
- com a recuperação do edifício da Ivima o problema da droga fica resolvido;
- o actual executivo PCP/Verdes?/AA é muito bom a negociar;
- o PS tem inveja do PCP/Verdes?/AA;

Se o Sr. Pedrosa estivesse atento aos escritos do Sr. Marques, de certeza que agora não teria dúvidas quanto à recuperação e preservação do edifício e, pelo contrário, estaria nesta altura a agradecer-lhe pelos bons serviços prestados por esta câmara, ao concelho. Pede-se por isso à oposição mais atenção ao bom trabalho que este cavalheiros estão a desenvolver e, quem sabe, o seu eventual apoio para mais um mandato duma coligação que tudo tem feito para levar o nome da nossa cidade bem alto.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"Toxicodependentes obrigados a abandonar fábrica devoluta na Marinha Grande"

A PSP da Marinha Grande foi ontem chamada a intervir na IVIMA, para que o início das obras de demolição da antiga fábrica de vidro pudesse correr sem quaisquer incidentes.
Há vários anos que a fábrica está votada ao abandono, servindo de 'casa' para toxicodependentes e sem-abrigo. Por isso, ao longo da semana, agentes da PSP estiveram no interior da IVIMA para tentar dissuadir os 'residentes' a abandonar as instalações antes que as obras avançassem.
Ontem, a PSP voltou ao local, depois de a empresa a quem foi adjudicada a obra ter dado o alerta de que ainda estavam pessoas no interior do edifício.
"Já estava à espera que isto acontecesse", referiu Sara Santos, da construtora, mostrando-se pouco optimista que as obras possam avançar com o local totalmente vazio. "Por muito que o espaço seja fechado, eles voltam sempre", frisou.
Já com a PSP no interior do edifício, alguns 'residentes' acabaram mesmo por abandonar o espaço, outros optaram por fugir para outro pavilhão da fábrica, mas as autoridades reconhecem que, "só com as máquinas a demolir o espaço é que abandonam o local". "É uma questão muito sensível e com raízes", reconheceu um dos agentes.
Os trabalhos de ontem consistiram apenas em vedar a entrada do edifício e criar condições para que os trabalhos de demolição possam avançar hoje ou amanhã. Conforme explicou ao nosso jornal Sara Santos, apenas uma chaminé e a fachada do edifício irão manter-se. As obras de demolição deverão decorrer durante três meses.
O projecto de arquitectura da empresa Barbosa e Almeida foi aprovado na última reunião de câmara, e visa a demolição dos antigos armazéns e zona de fabricação, a requalificação da fachada do edifício e a recuperação do interior e parte histórica.
Ao Diário de Leiria, Sérgio Moiteiro, vereador do pelouro da Acção Social da Câmara Municipal da Marinha Grande, adiantou que o espaço renovado "poderá servir para estabelecer protocolos de utilização entre a empresa e associações que necessitem de espaço para desenvolver as suas actividades ligadas, por exemplo, à educação e cultura".
Contactado pelo nosso jornal, um dos colaboradores do Centro de Atendimento a Toxicodependentes da Marinha Grande não quis prestar qualquer informação, alegando não ter autorização para o fazer, adiantando que os dois responsáveis pelo centro se encontram de férias.
O Diário de Leiria tentou apurar o tipo de trabalho que as equipas estão a desenvolver neste caso ou se existe algum apoio aos toxicodependentes que utilizam a IVIMA como refúgio.

População satisfeita com demolição da fábrica

Há 50 anos que Júlia Maria reside 'paredes-meias' com a IVIMA e as notícias da demolição da antiga fábrica de vidro vieram trazer "descanso" a esta moradora.
"Vejo-os sempre a entrar e a sair e, desde que o meu marido morreu, chega aquela hora e meto-me para dentro", disse ao nosso jornal.
Júlia Maria, de 86 anos, admitiu sentir alguma "insegurança", adiantando já ter sido alvo de vandalismo. "Há três semanas, partiram-se as persianas das janelas", frisou. "Há muito tempo que deviam ter feito alguma coisa à fábrica", sublinhou, lamentando o estado de abandono do edifício. "É uma pena uma coisa tão linda estar assim", disse.
A mesma opinião é partilhada por Afonso Manuel Roldão, de 82 anos, que lamenta o abandono do edifício, manifestando algum sentimento de "insegurança" pela presença toxicodependentes e sem-abrigo no local.
"Aqui dentro já roubaram tudo o que tinham para roubar. Não imagina a romaria que é todos os dias", referiu ao nosso jornal.


À procura de um novo espaço

A movimentação de trabalhadores na IVIMA, ontem de manhã, não apanhou de surpresa aqueles que 'residem' ou utilizam o interior da fábrica. "Já sabia. A polícia disse que não podíamos ficar mais aqui", contou ao nosso jornal um dos frequentadores do espaço.
Com 45 anos e 20 de uso, este toxicodependente enfrente agora um novo dilema. Depois de utilizar o Parque dos Mártires, uma casa abandonada na Marinha Grande e as instalações da IVIMA, resta-lhe a casa onde reside com a mãe ou um novo espaço, talvez "no meio do Pinhal".
"Se não se pode estar aqui, também não vou estar a consumir no meio da rua", disse, considerando, porém, que será uma "questão de tempo até arranjarem um outro local".



(surripiado do Diário de Leiria)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Hora do Professor Pardal


Reunião ordinária da Câmara Municipal da Marinha Grande realizada no dia 12/03/2009 - Acta n.º 06

PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA
O Sr. Vereador Dr. João Paulo Pedrosa solicitou os seguintes esclarecimentos:
(...)
- ETAR da Escoura - o Sr. Vereador perguntou se houve alguma descarga da referida ETAR.
O Sr. Vereador Artur de Oliveira explicou sucintamente o que se passou, referindo que as águas derramadas e provenientes da ETAR são limpas, contudo, ao secarem no terreno, deixaram uma espécie de nata composta por microalgas. Já foi pedida a análise dessas algas, aguardando-se ainda para hoje os resultados.


Nota da Comissão de Moradores
Em qualquer país civilizado do mundo, uma situação destas daria naturalmente origem à demissão dos implicados e a um pedido de desculpa à população.
Uma vez que por cá o que prevalece é o princípio da irresponsabilidade, só vemos uma maneira destes cavalheiros se retractarem: vão ter de papar a nata toda e, para ajudar a empurrar, beber três goladas da dita água limpa! E não se fala mais no assunto.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

VACUIDADES



Baralha, parte e dá, baralha, parte e dá - pim-pam-pum - já está! Atenção cavalheiros, useiros e vezeiros, damas ao bufete que se vai dar início às quadrienais Lutas Intestinas! Os costumeiros alfarricoques vão tomar posições e em suas mãos os destinos da nação e a defesa da honra, uma espécie de jogos florais em que ganham sempre as tubas canoras e belicosas que insuflarem o mais imponente e habilidoso vazamento de tripa, apoiados por aperaltados comparsas lambe-botas. Brruuummmm – já está! Mas, convenhamos camaradas, apesar do aparato e das parangonas que vendem papel de rotativa a rodo, é o momento mais incolor, inodoro e insípido da nossa desbotada democracia, um momento tão previsível como a quantidade de cuecas borradas que sobram em consequência da fratricida peleja, um pungente e lancinante dó d’alma e de assaduras cutâneas, polvilhadas com camadas de talco e unguento gordo, para apaziguar as dores dos que não viram reconhecido um lugarzinho nas listas. E colunas vertebrais partidas? Também, algumas. Muitas. Talvez nem tantas, que muitos há que a deixam com frequência dependurada no guarda-fatos.
Para os que não têm estratégia nem rasgo, a aposta vai toda para genialidade da figura providencial, para o candidato papal, o homem iluminado que trará progresso e bonança, alegria e fartança, o eleito dos eleitos, que para cair em desgraça basta que não tenda bem a massa, que não a acomode ao jeito dos siliginários de cacete e fralda. Não, este é muito melhor que o outro, que os outros... este é que é!...
Já para os que evidenciam grandes dificuldades em triar o dito candidato, ou a paridade, o segredo não está na massa mas no molho, nas ervas aromáticas e nas azeitonas, que o importante são a iluminura das intenções e a lustreza das ideias, as mais eruditas e avançadas, desenhadas a régua e esquadro por perspicazes visionários, fruto de aturada esculca e denudado debate com a sociedade civil cantas-bem-mas-não-me-alegras. Um fartote...
Mas para os que vertem sabedoria, ciência e água de fezes inócuas nos leitos dos ribeiros, transformando as suas águas em miraculosos, purificadores e providenciais fluídos medicinais, termais, a esses predestinados que fervilham ideias como pipocas, a esses não há mal que lhes chegue, c’um carago, a esses haver-lhes-á de valer o povo trabalhador, o povo que mais ordena, o povo que crê pio na mansidão do tom coloquial e na bondade circunspecta do Benedito, que sucedeu ao outro, o proscrito. “E a obra, catano?” questionam vossas excelsias, desconfiadas, mirando o espectro. A obra dela, da estouvada coligação pois claro, está aqui, está ali, está em toda a parte - numa lomba altaneira, numa barraca de legumes, no leito de um ribeiro, numa moderna escola de proximidade, na "ilha" da Bernarda, num armazém de garrafões, num piquenicão, no Tarrafal, em Cuba, na lua, eu sei lá – está em todo o lado, c’um carago!...
E é por tudo isto e por muito mais, que há-de vir, que se afigura oportuno rememorar as palavras sábias, intemporais e avisadas do Brigadeiro Tomás Candeias de Sá, meu ilustre professor de álgebra:
“Um líder sem equipa, é uma perda de tempo. Uma equipa sem líder, é uma desgraça. Um líder e uma equipa sem estratégia, é um embuste!”
Estranha terra esta que para debelar extensas e dolorosas metástases, corre insana atrás de uma aspirina... Enfim!...

Revista de Imprensa

Álvaro Pereira é o escolhido do PS para câmara da ‘capital vidreira’

O farmacêutico Álvaro Pereira é o escolhido para vir a 'encabeçar' a lista socialista à Câmara da Marinha Grande, nas Eleições Autárquicas do corrente ano. O marinhense e militante do PS é "o único nome que está em 'cima da mesa'" que vai ser submetido a votação da Comissão Política Concelhia (CPC) da ‘capital vidreira’, o que acontecerá, somente, depois da Páscoa, confirmou ao nosso jornal a presidente daquele órgão partidário.
"Ainda não marquei a reunião, mas como quero que seja participativa, só acontecerá depois das férias da Páscoa", esclarece ao nosso jornal Teresa Coelho, concluindo "que é aos militantes que cabe decidir" sobre a aprovação de Álvaro Pereira para liderar a lista à autarquia marinhense, pelo que o avanço do socialista depende, apenas, do voto dos elementos que integram a CPC. Contudo, a 'luz verde' deverá confirmar-se, uma vez que Álvaro Pereira é a escolha do Secretariado daquele órgão partidário.
"Neste momento ainda não está nada definido", diz, por seu turno, Álvaro Pereira, que assume a sua disponibilidade para avançar, desde que essa seja a vontade dos militantes. "A minha disponibilidade em servir o partido e a minha terra é total", afirma, adiantando: "Claro que não rejeito nenhuma possibilidade, mas mais do que isso [neste momento] é pôr o carro à frente dos bois. As pessoas têm de se pronunciar".
Álvaro Pereira é proprietário, há 15 anos, da Farmácia Moderna, na Marinha Grande, onde, até há oito anos, e por um mandato, o socialista presidiu à Junta de Freguesia local. Actualmente, o farmacêutico ocupa o lugar de vereador na câmara da capital vidreira, para o qual foi eleito há quatro anos.
O empresário Jorge Martins foi outra 'personalidade' marinhense equacionada para avançar pelo PS. Como noticiámos na última semana, o administrador da Inteplástico, empresa sedeada na Marinha Grande, não desmentiu o interesse dos socialistas, afirmando apenas que não era candidato e que "não houve nenhum convite formal".
Jorge Martins foi, até há quatro anos, e por vários mandatos, deputado na Assembleia Municipal, primeiro pelo ex-PRD e mais tarde como independente nas listas do PS.


(surripiado do Diário de Leiria)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ração de Combate


Revista de Imprensa

"Autarquia promete estudar legalidade de lombas"

Alberto Cascalho, presidente da Câmara da Marinha Grande, prometeu estudar a legalidade das lombas na estrada Marinha Grande-Amieira, na reunião em que participou com o grupo de cidadãos utentes, na sexta-feira, na sede do clube da Amieira.
“Admiti esclarecer todas as dúvidas das pessoas e assumi que vou colocar a questão aos técnicos da câmara. Quando tiver uma resposta volto a reunião com os representantes dos utentes”, adianta ao JORNAL DE LEIRIA Alberto Cascalho.
Segundo a população das localidades de Amieira e Trutas, as lombas redutoras develocidade não respeitam a legislação em vigor e têm provocado acidentes. O problema estará na geometria das lombas, que são demasiado altas, inclinadas e pouco visíveis.
O presidente mostrou-se satisfeito com a presença de cerca de 150 pessoas no encontro e convidou os representantes dos utentes a trabalhar em conjunto com o município. Alberto Cascalho revelou também que estão em estudo medidas de acalmia de tráfego para toda a via, salientando que a autarquia cumpriu “tudo o que se tinha comprometido com o grupo de utentes”.



(surripiado do Região de Leiria)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

FIM

O Largo das Calhandreiras termina hoje as suas emissões regulares a partir deste espaço que foi um fórum de discussão diário de muitos marinhenses (e não só), ao longo de mais de três anos de serviço público e de uma quantas piadolas.
Correspondendo a um convite endereçado por um importante e prestigiado jornal regional de grande tiragem, o Largo das Calhandreiras passará a ser “servido” a toda a região através de um suplemento semanal dessa publicação.
Reconhecidos a todos quantos contribuíram generosamente com as suas visitas e com os seus comentários para a divulgação e para o enriquecimento deste Largo, o nosso reconhecido obrigado, esperando que passem a ser nossos leitores semanais no novo espaço comunicacional.
Gratos pela vossa atenção, deixamos o nosso caloroso abraço, sublinhado o prazer que tivemos na companhia de todos, sem excepção, ficando no ar a inevitável pergunta: é tão bom, não foi?