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sábado, 31 de outubro de 2009

A Hora do Pateta I

Porque o futebolês está na moda, permitam-nos aqui recordar as palavras dum treinador de futebol no início desta semana: “um vintém é um vintém e um cretino é um cretino”. Adaptando a frase ao contexto, diríamos: “um vintém é um vintém e um sectário é um sectário”.
Sem mais delongas, passemos ao primeiro de dois textos que esta semana vieram publicados no Jornal Expressões, paradigmáticos dessa forma de cegueira intelectual cujos piores exemplos infelizmente abundam, até mesmo entre gente com formação superior e com grandes responsabilidades, como é o caso da Sra. deputada Rita Rato.
Passemos então ao magnífico texto do Sr. Abílio S. Jordão.

Outra forma de fazer política ou como transformar uma maioria relativa
numa ditadura absoluta.

Ainda não são Câmara e já amedrontam, ameaçam, impõem, enfim. Ainda não mandam e já metem medo. Pudera! A máquina do partido mais votado vai instalar-se na Câmara. Não querem lá mais ninguém. A coligação que ainda é Câmara não foi ouvida nem achada em relação à forma de funcionamento da futura Câmara, não lhe vão ser atribuídos pelouros ao contrário do que aconteceu à 4 anos em que a CDU deu aos vereadores do PS pelouros importantes que estes não quiseram ou não souberam desempenhar ao ponto de terem que lhe ser retirados quando da alteração do executivo.
Mas, vergonha das vergonhas, preparam-se para “assaltar” a Câmara a avaliar por aquilo que alguma imprensa trás à estampa na sua última edição segundo a qual o Presidente vai ser ajudado pelo 4.º elemento da lista do PS à Câmara – só elegeram 3 – e pela responsável concelhia do PS na Marinha Grande. Quer dizer, como não têm confiança no Presidente eleito o melhor é ter sempre junto dele alguém da máquina do partido para lhe dizer como é que deve ser. Aliás esta prática não é nova neste partido e faz-nos recuar alguns anos ao tempo em que o Dr. João Paulo Pedrosa entrou para a Câmara para Assessor do então Presidente Álvaro Órfão. No mandato seguinte apareceu como candidato a Vereador e no seguinte como candidato a Presidente. É bom lembrar também a tentativa de substituição do então Vice-Presidente Armando Constâncio pela candidata não eleita Teresa Coelho só que o vice melhorou à pressa e ainda veio a tempo de não ser corrido pela máquina do partido que o elegeu. Também o actual N.º 4 da lista do PS tem um percurso parecido. Veio no último mandato do PS para a Câmara para colaborar com a máquina que detinha o poder, depois, com a alteração do executivo Camarário, manteve-se por lá para boicotar o trabalho sério e honesto dos novos Vereadores. Devia ter sido corrido mas vingança não faz parte do vocabulário da CDU.
Por isso saiu tarde de mais mas saiu. Agora está de volta para fazer o quê? Vamos esperar para ver mas não me admira nada que mais cedo do que se possa pensar esteja a decidir como Dirigente – ou Vereador? Enfim assim vai a política na nossa terra, mas se mesmo no tempo da outra ditadura o Povo não se vergou e acabou por vencer com o 25 de Abril de 1974 também não é agora que se vai deixar vencer.


(fonte: Jornal Expressões)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DISCOS PEDIDOS

- Boa tarde ouvinte. Com quem estou a falar?
- Olá eu sou o Rei das Massagens. Posso dizer a frase?
- Adiante D. Telles.
- “Novo Rumo”.
- Ó D. Telles, olhe que a frase não é essa!...
- Tá bem eu digo, táva a ver se passava. “A equipa que arregaça as mangas”. Posso pedir a música.
- Força jovem, até parece que se engasgou!...
- Queria ouvir aquela da Adelaide Ferreira, o “Quem perdeu foste tu só tu e nunca eu”.
- Ah, “O Papel Principal” da Adelaide Ferreira, é isso?
- Pois...
- E quer dedicar a alguém, Alteza?
- Quero dedicar ó jovem Inginheiro Nando Labareda, aquele que saiu de Campanheiro Mor por razões pessoais e que agora quer... quer... quer música.
- Ok D. Telles, fica o seu pedido e volte sempre.
- Obrigados.
- De nadas...


Revista de Imprensa

(foto da internet)


Tomada de posse preenchida de polémica

Vieira de Leiria Este sábado, dia 31 de Outubro, às 16h00, vai-se realizar a tomada de posse dos novos elementos da Junta de Freguesia da Vieira de Leiria podendo esta não decorrer na normalidade. O erro de cálculo que retirou um mandato ao PS e atribuiu ao MCI é a razão da polémica. O MCI afirma que vai “estar na tomada de posse da Assembleia da Vieira de Leiria e vamos apresentar o nosso candidato para tomar posse. Não se sabe ao certo de onde vem o erro, pode ter ocorrido no Tribunal tal como pode ter ocorrido nas mesas de voto e uma vez que o Tribunal é soberano, nós vamos cumprir a ordem do Tribunal”.
Perante esta situação, resta saber como irá decorrer o acto oficial e se será permitida a tomada de posse do candidato do MCI.



(surripiado do Jornal Expressões)

Testamento

Em tempos de “embalar a trouxa e zarpar” o Vereador eleito em 2005 nas listas do PSD, decidiu escrever um artigo de opinião publicado no Jornal da Marinha Grande, digno de dele se mandar fazer uma ampliação esculpida numa pedra nobre e junto com a reprodução do seu busto deixa-la a perpetuar a sua memória na entrada do mercado medieval que o Sr. Artur de Oliveira considera a sua grande obra (tipo obra do regime).

É evidente que um dia a barraca vai abaixo e nessa altura bastará acrescentar uma nota do tipo: Aqui jaz o mercado que nunca o chegou a ser.

Nesse artigo à laia de testamento o Sr. Artur “bate” em toda a gente que pelas mais variadas razões e formas se manifestou contra a “solução” pelos vistos a "melhor" que o executivo agora em extinção pôs em prática nas tais 48 horas.

Acaba mal o seu mandato Sr. Artur. As outras barracadas até já estavam esquecidas, poderia manter o seu ar afável e não ter destilado tanto ódio, até porque isso faz mal à saúde e o senhor deve cuidar-se porque a sua idade já não lhe permite entrar em tanta emoção.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dica da Semana

AUTARQUIAS.ORG


“Reportar, ver, partilhar ou debater problemas do seu Município”.

Numa consulta ao Município da Marinha Grande, verifica-se que já constam dois alertas.

Um site interessante, embora se desconheça se o mesmo é visto por quem pode e manda.

ESPECIAL DESPORTO


Após a tomada de posse de ontem, Sócrates dá a sua primeira conferência de imprensa. Será que se vai queixar da arbitragem? Ou que o plantel é curto e que não houve graveto para aquisições sonantes? Ou vai dizer que o adversário se prepara para estacionar o autocarro à frente da baliza?
Pelo sim pelo não é melhor o Camacho começar a fazer exercícios de aquecimento.

REVISTA DE IMPRENSA

"Presas 50 pessoas por mês por não pagarem multas"

Observatório da Justiça revela que muitas das pessoas condenadas a multas, sobretudo por crimes rodoviários, como excesso de álcool no sangue, não cumprem o pagamento e acabam presas


Enquanto os grandes processos de fraude fiscal se arrastam nos tribunais, um cidadão que não pague uma multa a que foi condenado pelo tribunal - na maioria dos casos relacionada com infracções rodoviárias, como excesso de álccool no sangue -, na certa, vai para a cadeia. Todos os meses, segundo o Observatório Permanente da Justiça (OPJ) são presas 50 pessoas nesta situação.

São pessoas que não pagam as multas a que foram condenadas, seja por crimes rodoviários ou outros de menor gravidade, como injúrias. Como não pagam - e a crise económica pode explicar o aumento de casos -, a sentença passa a ser o cumprimento dos dias de multa em prisão efectiva, que pode atingir, no máximo, 360 dias. "O sistema de justiça, incluindo o sistema punitivo, parece, assim, agravar a sua tendência para se bipolarizar entre um sistema para ricos e um sistema para pobres", diz o relatório de monitorização à reforma penal de 2007.

O OJP chama a atenção para este aspecto do sistema judicial, uma vez que o mínimo do valor que pode ser aplicado à multa diária subiu de um para cinco euros (o máximo diário é 500 euros). Segundo depoimentos recolhidos pelo Observatório, a medida "não atende às reais condições socioeconómicas de muitos dos condenados nesta pena, podendo potenciar o crescimento de penas de prisão efectivas de curta duração". O que já se verifica: 30% dos reclusos das cadeias portuguesas estão a cumprir pequenas penas, sobretudo ligados a crimes rodoviários.

Quanto ao resto da população prisional, o relatório confirma uma percepção comum: é nos crimes contra a propriedade que a pena de prisão efectiva é mais aplicada.

"A principal diferença a registar é que, enquanto que no período antes da reforma o tipo de crime que se seguia era o respeitante a estupefacientes e substâncias psicotrópicas, no período pós reforma o segundo tipo de crime a que a pena de prisão efectiva é mais aplicada é os crimes contra as seguranças nas comunicações, com um aumento de condenações, em média mensal de 39 para 53", lê-se no documento. Para os investigadores, o "elevado número de reclusos em estabelecimento prisional para cumprir pena de prisão efectiva por crimes rodoviários faz aumentar, contra os objectivos da lei, a aplicação de penas de prisão de curta duração".

No que diz respeito à aplicação de penas, o observatório detectou ainda uma "perversidade" que tem ocorrido no sistema. Trata-se de um aumento do número de condenações por cinco anos e alguns meses. Onde está o problema? Segundo a lei, um juiz ao decretar uma pena até cinco anos, tem que fundamentar por que razão não a suspende. "Foi-nos referido uma prática de condenações em penas de prisão de 5 anos e poucos meses, em que os poucos meses apenas teriam como objectivo evitar a fundamentação pela não suspensão da execução da pena de prisão". O documento termina com recomendações ao poder legislativo e com certeza de ter encontrado "vários casos emblemáticos de resistência" à mudança.

(surripiado do DN)



Artigos relacionados: "Mais uma descarga poluente na Ribeira dos Milagres"

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ainda se lixam! Os homens da luta, claro.

Revista de Imprensa

"Mais uma descarga poluente na Ribeira dos Milagres"

A Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres alertou ontem para a ocorrência de uma nova descarga poluente, durante a madrugada de domingo, na Ribeira dos Milagres.
Rui Crespo, porta-voz da comissão, disse à Agência Lusa que "cerca das 04h30" passou pela ponte sobre a Ribeira e verificou "que tinha havido, ou estava ainda a haver, uma grande descarga, pois a quantidade de espuma branca era tanta que nem a água se via".
"O cheiro, curiosamente, não era muito, mas a descarga, pela quantidade de espuma, foi grande", disse Rui Crespo, acrescentando que nos últimos dias vinha alertando elementos da Associação de Suinicultores de Leiria para "alterações na água da Ribeira, que apontavam para a ocorrência de pequenas descargas".
Segundo Rui Crespo, "esta foi a primeira grande descarga desde o Verão", o que teme venha a registar-se com maior frequência, tendo em conta a chegada do tempo chuvoso. Este responsável disse à Agência Lusa ter alertado as autoridades para a ocorrência, mas fonte da GNR de Leiria afirmou, a meio da manhã, desconhecer qualquer queixa.


(surripiado do Diário de Leiria)

domingo, 25 de outubro de 2009

Esclareça por favor senhor deputado

Não sei porquê, mas ocorreu-me que o deputado JPP fez uma crítica implícita ao primeiro-ministro, pela forma como este constituiu o XVIII Governo. É que, utilizando a “terminologia” usada pelo senhor deputado, parecem existir macacos fora do galho, ou seja, professores doutores fora das universidades, em pastas tão importantes como a agricultura e as obras públicas.
A menos que a crítica seja dirigida ao Luís Filipe Vieira e ao Rui Costa por deixarem o Jesus abrir a boca. Mas isso também se resolve, basta suspender por seis meses a democracia no Benfica.
Apesar de tudo esta segunda hipótese parece-me mais palusível, a avaliar pela bio do senhor deputado no twitter: "benfiquista sempre, português, às vezes".

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ORÁCULO



E como o tempo começava a rarear e a ânsia pelo provir generoso era já mais do que muita, na ausência de Diocleciano, alquimistas, cunicultores, catedráticos e colectores, reuniram para tentear e solucionar: pontes ou túneis? – heis a questão.


Nestes tempos de indefinição, pós mijinhas e hirsutos alcaides, gostaria de expressar um pensamento que me tem tomado o miolo desde há alguns dias. Coisa de somenos.
Para unir de forma efectiva e praticável dois pontos inacessíveis entre si, permitindo calcorrear esse caminho de forma avisada e confiante, só conheço dois modos: as pontes e os túneis. Embora o resultado final se anteveja o mesmo, no que toca a este vosso prosaico concidadão, que toma algum do seu tempo a matutar nestas coisas de imberbe interesse, confesso que prefiro as primeiras às segundas. Nas pontes, vemos e somos vistos, admiramos a plenitude da paisagem, partilhamos reconhecidos o engenho e a arte dos que sonham e desafiam as leis da física para combinar natureza e materiais, cálculos e sonhos, bom senso e temperança, saboreamos a travessia que nos leva seguros até ao ponto de chegada. Por isso mesmo prefiro as pontes aos túneis, a vertigem das alturas à claustrofobia das profundezas. Convenhamos, à torre de Paris, todos exibem na ponta da língua o seu genial autor. E ao túnel da Mancha? Alguém se lembra do progenitor? Claro que não, porque as aves voam e as minhocas rastejam – ser e parecer, tal como a companheira do augusto César. Mas não será este meu cogito apenas e tão só uma mera questão de retórica sem qualquer apoquento? Talvez. Não sei.

E agora descendo à terra: se por mero acaso virem por aí o Sr. S. Pedro, façam o favor de lhe dizer da minha parte, que antes que torne irresponsavelmente a verter águas como quem metralha fogo à peça, ele que mande um funcionário para desafogar as sarjetas do Casal da Formiga. É o mínimo...

Tempo de "arregaçar as mangas"

De acordo com alguma imprensa de hoje, tudo indica que o PS vai gerir todos os pelouros da nossa autarquia, até porque segundo as mesmas notícias o PSD recusa aceitar pelouros, comprometendo-se no entanto a não fazer obstrução aos projectos que entender servirem os interesses da Marinha Grande, excepto os que “são para encher o olho”.

Depois da experiência do executivo anterior em que na prática funcionou numa coligação CDU/PSD em que as responsabilidades pelo bom ou mau trabalho realizado, aos olhos da opinião pública não ficaram clarificados, leva-me a considerar que, de facto, é mais eficaz a distribuição dos pelouros ser feita pelos eleitos do partido ganhador e a oposição ter um papel fiscalizador, desde que não se limite a pura e simplesmente, obstruir o trabalho do executivo. Se recordarmos a campanha e pré-campanha eleitoral recente, onde se assistiu ao triste espectáculo de ver o Vereador que funcionou como sustentáculo da maioria CDU criticar aquilo que o próprio tinha feito, leva-me a considerar que o PS deve assumir por inteiro a gestão da autarquia e daqui por 4 anos submeter-se ao julgamento do eleitorado, assumindo sem tibiezas o trabalho realizado e não ter desculpas para o não feito.

Está na hora dos eleitos em partidos que perderam, demonstrarem uma atitude colaborante e construtiva, sem abdicarem do direito a opor-se ao que entenderem não corresponder ao interesse da Marinha Grande, mas que essa oposição não seja gratuita e só para entravar o muito que urge fazer. Ao contrário do que é comum pensar-se, o eleitorado não julga só os vencedores mas também os vencidos. Uma oposição digna desse nome não tem que pactuar com erros, mas também não tem que estar sempre contra. Os interesses da Marinha Grande e dos seus munícipes deve estar sempre em primeiro plano. Enganam-se os que pensam que a oposição cega ganha votos.

Revista de Imprensa

Erro nas Autárquicas tira mandatos ao PS

O PS da Marinha Grande recorreu à justiça para tentar corrigir um "erro" que lhe retirou a eleição de três mandatos em duas das três freguesias do concelho, perdendo, inclusive, a maioria absoluta numa delas face aos resultados homologados nas últimas eleições. Em causa está o que os socialistas chamam "deficiente aplicação do método de Hondt", procedimento de cálculo aplicado na atribuição do número de eleitos nas Eleições Autárquicas, Legislativas, Regionais e para o Parlamento Europeu.
"Solicitámos à sra. dra. juíza que rectifique um erro material" resultado da "má aplicação do método de Hondt", afirmou ao nosso jornal a presidente da Comissão Política Concelhia do PS da Marinha Grande, Teresa Coelho, referindo-se à petição que aquele órgão partidário entregou no tribunal da capital vidreira, subscrito também pelas listas do PS candidatas às Assembleias de Freguesia (AF) da Moita e de Vieira de Leiria, e que foram encabeçadas, respectivamente, por Álvaro Vicente Martins e Joaquim Vidal Tomé.
Na eleição para a AF da Moita, e com base nos resultados homologados pela Assembleia Geral de Apuramento (AGA), os socialistas ficam prejudicados em dois mandatos, alterando profundamente os resultados, uma vez que com aplicação do método de Hondt deveriam ter elegido seis e não quatro mandatos, o que lhes retirou a maioria absoluta. Os dois mandatos em causa foram divididos pelo PSD e a CDU (coligação PCP-PEV), que, assim, obtiveram duas eleições cada e não uma, como sustenta o PS.
Naquela freguesia, de que resulta a eleição de nove mandatos, coube ainda a atribuição de um 'lugar' para a lista de Independentes, mandato esse que não está em causa.
"É um erro que nunca podia ter acontecido, porque o PS, sozinho, tem mais votos do que as outras forças políticas, logo, é evidente que o Partido Socialista tem a maioria absoluta", sublinha Teresa Coelho. De facto, na eleição de 11 de Outubro último, os socialistas tiveram na freguesia da Moita mais 22 votos (455) do que o total de votantes no PSD, CDU, BE e Independentes (433).
Por sua vez, no escrutínio referente a AF de Vieira de Leiria, o "erro" não permite ao PS chegar à maioria absoluta, mas retira-lhe um mandato, atribuindo-o à lista de independentes. Ou seja, perante os resultados homologados, o PS elege cinco em vez de seis mandatos. Simultaneamente, se o método de Hondt fosse devidamente aplicado, os independentes não alcançariam nenhum mandato. Quanto aos restantes eleitos, não se verificam alterações: PSD elege quatro, CDU dois e o BE um mandato.

"Um erro de matemática"

"A Assembleia [Geral de Apuramento] foi mal assessorada face aos erros", aponta Teresa Coelho. "Só ontem [leia-se terça-feira], quando o edital foi enviado para as juntas de freguesia, tomámos conhecimento oficial", adiantou.
A socialista refere-se aos resultados homologados pela AGA, que é constituída por um juiz, um delegado do Ministério Público, dois professores - por norma, de matemática -, representantes das mesas de voto e um funcionário da câmara, tendo as listas submetidas a sufrágio um prazo de 24 horas para reclamarem sobre os resultados homologados, o que deverão fazer para o Tribunal Constitucional. Os socialistas da Marinha Grande não o fizeram, porque, justificam, só anteontem tiveram conhecimento do erro após a publicação do respectivo edital nas juntas de freguesia em causa.
"Os partidos não sabem quando é feita a Assembleia Geral de Apuramento, por isso é que não demos, na altura, pelo erro, que, neste caso, é grosseiro", explica Teresa Coelho.
A presidente da Concelhia do PS esclarece que a petição entregue ontem em tribunal "manifesta o erro de cálculo" e pede uma "rectificação e reparação do erro material. A manter-se o erro, é uma violação da vontade do eleitorado", sustenta Teresa Coelho, frisando que se tratou de "um erro de matemática".
"Não há uma ilegalidade, mas um erro material. A lei foi cumprida mas foi mal aplicada", reforça a socialista, sublinhando que "a não haver uma rectificação" o PS "fica sem a maioria absoluta na Moita".
"É curioso como só retiraram mandatos ao PS", frisa ainda Teresa Coelho, manifestando a sua crença de que a petição entregue no Tribunal da Marinha Grande vai contribuir para repor a realidade dos resultados eleitorais.


(surripiado do Diário de Leiria)



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em sentido contrário



Há uns tempos numa das poucas homenagens prestadas ao ilustre Marinhense António José Guarda Ribeiro, alguem disse mais ao menos isto: "O Guarda Ribeiro era como a formiga da canção do Zeca, vinha sempre em sentido contrário" Recordo isto depois do ultimo post.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Revista de Imprensa (actualizado)

"MERCADO MUNICIPAL? QUE FORMATO E ONDE?"


Nas sociedades modernas, a instalação massiva de Centros Comerciais e de grandes e médias superfícies, veio alterar, de forma radical, a qualidade da oferta dos mesmos produtos, com um grande impacto nos hábitos dos consumidores.

Nas últimas duas décadas, todo o pequeno comércio de proximidade e também, ainda que de forma menos acentuada, os mercados municipais, com características populares muito enraizadas nos costumes das populações, vêm perdendo quota de mercado.

Para responder a este fenómeno, que parece ser irreversível, na medida em que a concentração de grandes volumes de negócios no mesmo espaço, gera economias de escala, que permitem a prática de preços muito mais competitivos, os comerciantes tradicionais estão a apostar na especialização da sua oferta e no atendimento personalizado, em que o cliente não é só o número do seu cartão de crédito, mas é reconhecido e tratado pelo seu nome, o que permite estabelecer o diálogo na base de um conhecimento pessoal que estimula o cliente a assumir, para além desse estatuto, o de amigo do comerciante.

Nos mercados municipais tradicionais, normalmente instalados em recintos fechados, vem-se a notar uma perda de afluência, que progride com a mudança de gerações, sendo previsível que se venham a extinguir nas próximas décadas, porque a sua frequência está concentrada nas populações mais idosas. É facilmente verificável, que as gerações mais jovens, nascidas após a década de 80, há muito que optaram pelas grandes superfícies, onde, para além dos produtos tradicionais expostos e vendidos em condições de preço e higiene muito superiores às dos mercados, dispõem de uma enorme variedade de oferta, o que lhes permite, no mesmo espaço, comprar quase tudo o que necessitam, desde usar um café/bar, almoçar num bom restaurante, ir ao cinema, etc., com uma oferta quase ilimitada de estacionamento para o carro.

No caso concreto da nossa cidade, o Mercado estava situado no Edifício da Resinagem, que para além de instalação fabril, já foi Quartel dos Bombeiros, uma parte usada como Conservatória, outra Biblioteca e instaladas algumas lojas nas alas laterais.

A progressiva degradação das instalações e a violação de normas comunitárias no capítulo das condições de higiene, a falta de condições para cargas e descargas, a ausência de espaço de estacionamento e a perda de importância como instrumento de alavancagem da atracção das pessoas ao Centro Tradicional, foram razões suficientes para que todos os partidos, nos programas eleitorais autárquicos, desde finais da década de 70, apresentassem a deslocalização do novo mercado como uma promessa a realizar, chegando a estar prevista, no mandato da CDU a sua nova deslocalização para as Vergieiras, na zona onde agora está a Escola Nery Capucho, porque eles achavam que aí se deveria criar, de raiz, uma nova centralidade, que para além do Mercado deveria vir a ter os Paços do Concelho, as novas Piscinas, etc.

Como se vê, a questão do Mercado encaixa num problema mais abrangente, que é o Planeamento Estratégico da Cidade e quando se coloca a discussão das opções a este nível, elas são, necessariamente, muito polémicas.

No final da década de 90, a Câmara adquiriu a desactivada fábrica “Abrigada”, com 6.000 metros quadrados de área disponível, localizada a poucas centenas de metros do velho mercado e desenvolveu um Plano de Salvaguarda do Centro Tradicional, com a intervenção de uma equipa técnica multidisciplinar integrada num GTL (Gab. Técnico Local), que tinha como pressuposto base, a deslocalização do Mercado para um novo edifício a construir no espaço da Abrigada, onde, para além do Mercado deveria haver um Centro Comercial, habitação e comércio, por forma a criar sinergias que facilitassem o sucesso empresarial dos investimentos que ali se fizessem, com a vantagem de se estabelecer, através do Parque da Cerca renovado, um corredor verde de ligação ao Centro Tradicional.

Em paralelo, foi desenvolvido um projecto inovador para o Edifício do velho Mercado, onde iriam coabitar departamentos camarários concentrados, escritórios, serviços, conservatórias, lojas, restaurantes, bares com animação nocturna, duas salas de cinema e ligação pedonal a um estacionamento subterrâneo a construir após se demolir o feio Quartel dos Bombeiros, que seria deslocalizado para um terreno municipal junto à Estação da CP, bem como se iria proceder à requalificação do Teatro Stephens para um bom Auditório Municipal, a integrar no Museu do Vidro.

Se, para aqueles que desenharam e tentaram implementar esta estratégia, tudo parecia fazer sentido, para outros, tratava-se de um disparate, elencando um sem número de razões, por ventura tão válidas como as que eram apresentadas para defender a ideia.

E se é verdade que mexer com hábitos e tradições de décadas já é suficientemente polémico, junte-se a isto a luta política pelo poder autárquico, a intervenção da imprensa escrita, que durante meses se alimentou destes antagonismos, mais os interesses dos comerciantes do mercado que se viram confrontados com a exigência de pagar o preço justo pelas novas bancas que iam utilizar, e temos um cocktail explosivo, que, para já, produziu efeitos demolidores.

Afirmar agora, mais a frio, que a solução encontrada era perfeita, é um disparate. De facto, foram encontradas algumas debilidades e insuficiências funcionais, que, todavia, não são de molde a inviabilizar o Atrium como solução.

É tecnicamente possível melhorar as acessibilidades dos produtos ao piso superior. È possível encontrar solução para a venda de criação viva e é fácil e resolúvel melhorar as condições de transporte das mercadorias para as bancas.

Abandonar a ideia da possível instalação do mercado onde estava previsto, é também enganar os comerciantes que investiram em lojas no Centro Comercial, na expectativa de que o mercado funcionasse como alavanca de atracção de clientes para todo o complexo.

Se o Mercado não voltar ao Atrium, antevejo um futuro ainda mais trágico para os comerciantes com lojas no Centro Comercial, logo que o Leclerc se instalar mesmo ali ao lado.

Julgo saber que o próximo executivo PS não está disponível para retomar o Atrium como solução, ou pelo menos, a testá-lo. Não concordo mas respeito. Por mim, as convicções e a razão não dispensam uma boa luta e há lutas que vale a pena travar, contra os interesses partidários de alguns, económicos de outros, mas a bem da cidade e daqueles que em nós confiam.

Armando Constâncio



(surripiado do Jornal da Marinha)

eu cá por mim aconselhava o Pika Ferreira a engrossar os números da abstenção...

Um por dia - artº 11º

Artigo 11.º
Símbolos nacionais e língua oficial
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1. A Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência, unidade e integridade de Portugal, é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910.
2. O Hino Nacional é A Portuguesa.
3. A língua oficial é o Português.

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Revista de Imprensa

"Novo presidente da autarquia começa ronda negocial"


O recém-eleito presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Álvaro Pereira, começa hoje a ronda negocial com o vereador eleito nas listas do PSD, uma vez que o PS não conseguiu conquistar a maioria absoluta na autarquia marinhense.
Nas Eleições Autárquicas de domingo, o PS conquistou a autarquia à CDU com maioria relativa, precisando, por esse motivo, de chegar a um entendimento com a oposição para garantir a estabilidade governativa. Os socialistas elegeram três vereadores, os mesmos que a CDU, e o PSD conseguiu votação para eleger António Santos. É com este vereador independente que Álvaro Pereira vai reunir hoje para uma eventual acordo pós-eleitoral que garanta a maioria absoluta. “Vou conversar amanhã (hoje) com o meu amigo António Santos para o cumprimentar pelo facto de ter sido eleito e discutir outros assuntos”, referiu Álvaro Pereira, salientando que só depois de conversar com o eleito nas listas do PSD é que avançará com a distribuição de pelouros.
Álvaro Pereira propôs ao presidente da Assembleia Municipal em funções, Luís Marques, que a tomada de posse seja entre os dias 26 de Outubro e 2 de Novembro, para que o novo executivo entre em funções.
Alberto Cascalho, candidato derrotado, revelou que reuniu com Álvaro Pereira na terça-feira e mostrou disponibilidade para apoiar os novos eleitos no primeiro contacto com os dossiês mais estruturantes da autarquia. “Mostrei total disponibilidade para apoiar, contrariamente ao que aconteceu em 2005, que recebemos os gabinetes completamente vazios. Queremos total transparência em todo o processo de passagem de testemunho, porque foi sempre essa a nossa postura ”, afirmou o autarca, adiantando que vai ocupar o lugar de vereador no Executivo camarário, que irá acumular essa função com a profissão de professor na Escola Secundária Calazans Duarte, onde lecciona a disciplina de Sociologia.
Nos próximos quatro anos, o executivo da autarquia marinhense será formado pelo presidente Álvaro Pereira (PS), Paulo Vicente (PS) e Célia Ferreira (PS), Alberto Cascalho (CDU), Alexandra Bengucho (CDU), Vitor Pereira (CDU) e António Santos (PSD).


(surripiado do Diário de Leiria)

MARINHA GRANDE - Cidade livre de cartazes




Após dois actos eleitorais com apenas quinze dias de intervalo, a Marinha está inundada de propaganda eleitoral que, esperasse, seja removida em breve. Este é um voto que formulamos, a bem de uma "Cidade livre de cartazes", e é também uma boa oportunidade para os partidos demonstrarem as suas procupações ambientais.

Bom seria que este assunto tivesse acolhimento junto de todas as forças da nossa cidade (políticas, cívicas, ambientais, etc), o que com alguma boa vontade achamos ser possivel. Veja-se por exemplo o que se passa em V. N. Ourém onde a autarquia disponibiliza espaços próprios para a colocação de propaganda eleitoral, procedimento respeitado e aplaudido pela CDU.

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Por uma “Cidade Livre de Cartazes” junta-te a nós!

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bitaite marginal


Anónimo disse...
Emporcalhar mais não é possivvel. Durante os últimos anos fizeram com este blogue intriga da baixa e devassaram a vida privada de muita gente. Mentiram, inventaram e caluniaram. Usaram pessoas, fizeram e desfizeram aliados. Valeu tudo com um único objectivo ajudarem a recuperar os previlégios de alguns poucos que tem da politica uma concepção de que ela não é para servir as pessoas mas para a obtenção de vaidades e beneficios próprios. O que os safa é que a generalidade da população não tem acesso a estes meios. Vou esperar tranquilamente para ver o comportamento dos responsáveis deste blogue nestes próximos 4 anos.

14 Outubro, 2009 10:14





Nota da Comissão de Moradores:

não é nosso hábito responder a bitaites, sejam eles de que natureza forem. Contudo, tendo em conta o período pós eleitoral que estamos a viver e que se está a revelar bastante esclarecedor quanto à forma como algumas mentes brilhantes encaram a democracia e a existência de espaços desta natureza, face ao nervosismo demonstrado por quem tem dificuldade em entender o essencial e pelos ataques virulentos que estrategicamente estão a inundar as caixas de bitaites, parece-nos oportuno, uma vez mais, esclarecer o seguinte:
- o Largo das Calhandreiras é um espaço público de entretenimento, sujeito às regras e condições impostas pelos seus autores, e que traduz aquilo que é a sua forma de olhar a Marinha Grande o país e o mundo, o que aliás não é novidade para ninguém;
- o Largo das Calhandreiras é um blogue livre mas não é independente, depende da capacidade criativa dos seus autores, a qual resulta da livre expressão das suas personalidades e convicções, moldadas pelos seus percursos de vida e influências, o que aliás não é novidade para ninguém;
- mal seria que o Largo das Calhandreiras não fosse o produto da vontade dos seus autores e se deixasse condicionar por supostas análises morais, baseadas em insinuações genéricas de mau gosto e de má educação, ou por inconsequentes estratégias politiqueiras instigadas por quem tanto reclamou pela pureza da acção política, mas que agora se prova não saber respeitar com humildade democrática que o pensamento individual seja diverso e plural, o que aliás não é novidade para ninguém;

Por fim, não podemos deixar de registar o poder nos é atribuído na mudança decidida pelo eleitorado, o que só vem provar que quem não foi escolhido perdeu essa oportunidade no dia em este blogue foi posto à venda pelos seus autores, e não tratou de o comprar.
Queremos por último deixar claro que o facto da generalidade da população não ter acesso a estes meios não constitui para nós uma “safa” mas antes um grande e absoluto constrangimento. É que se a democraticidade destes meios já fosse uma realidade insufismável, as nossas opiniões seriam amplificadas a uma escala tal que quem revela ter passado por tantas "atribulações" na instrução primária, traduzidas nas mais que evidentes dificuldades de escrita, não teria certamente qualquer “SAFA”!

Parafraseando o Presidente Cavaco Silva, resta-nos deixar a pergunta no ar: “mas afinal, onde é que está o crime?”


A Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Figuras figurinhas e figurões

Agora que os resultados eleitorais estão lidos e relidos e mais virgula menos virgula, muito poucas alterações há a adicionar ao já conhecido, quer a nível nacional ou local, parece-me que algumas conclusões há a tirar.

A primeira é que no conjunto das 3 eleições, que verdadeiramente foram 5, pois nas ultimas o acto elegeu 3 órgãos autárquicos diferentes e como seria de esperar os resultados não foram lineares, houve um numero extremamente significativo de eleitores em pleno uso das suas faculdades eleitorais que abdicaram de usar um direito pelo qual gerações e gerações de portugueses lutaram, pagando muitos deles caro pela simples ousadia de reivindicarem o direito a escolher os órgãos de poder. Creio que um dos direitos conquistados no decorrer do processo que se iniciou em 25 de Abril de 1974, mais significativo,(se não o mais) foi precisamente o direito de votar. Para quem lutou para que esse direito fosse uma realidade não deixa de ser frustrante ver tanta gente a abdicar de o usar.

A segunda conclusão prende-se com o aparecimento de alguns novos actores neste espectáculo que se repete de tempos a tempos em que se procura conquistar um lugarzito e para isso, para além de se porem em bicos de pés em tudo o que é sitio, recitam textos lidos e relidos pelos actores principais, apenas para tentar dar nas vistas e disfarçar a sua pequenez.

A terceira conclusão a tirar refere-se ao aparecimento de algumas personalidades retiradas da vida politica activa cuja situação não os inibiu de dar um contributo directo e indirecto, nuns casos para rectificar dados pouco verdadeiros postos a circular e noutros intervindo directamente , trazendo o seu prestigio e conhecimento à campanha eleitoral.

Por ultimo queria referir-me ao triste espectáculo de alguns figurões, que por vingança e maus perderes, procuraram na altura que acharam mais adequada intervir, trazendo achegas despropositadas que acabaram por tornar o espectáculo menos conseguido, mas cuja (má) figura, creio só ter prejudicado os próprios e em nada ter alterado o resultado final.

domingo, 11 de outubro de 2009

Desafio

Dado que a nossa TV local ainda não deve teve pedalada para uma emissão em directo e tendo em conta que alguns dos nossos calhandreiros devem ter informações previligiadas e ainda, como suspeito que o site da camara é capaz de entupir antes de tempo! Que tal criarmos aqui uma especie de emissão em directo em que cada um de nós, calhandra em cima do acontecimento aquilo que vai sabendo.

E tambem alguns palpites, mas estes só depois das 20 horas, para não lixarmos o largo com alguma multa da CNE.

Está lançado o desafio.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

12 de Outubro

Sopa de cação e pézinhos de coentrada, abundantemente regados por um soberbo Alfaraz Reserva Tinto de 2006, um complexo multicasta produzido nas afamadas termas da Vidigueira, obrigaram-me a permanecer de vigia com o bandulho a trabalhar à razão de 1.000 rotações por minuto e os intestinos a roncar como as dez trompas da Segunda Sinfonia de Mahler, embora os olhos e a cabeça suplicassem pelo conforto do colchão ortopédico comprado no Lopes, quando a espinha começou a acusar os danos irreversíveis dos maus tratos infligidos pelas loucuras da juventude e das companheiras libidinosas que passaram pelo travesseiro imperial do Casal da Formiga.
É sempre assim quando, uma vez por ano, no 5 de Outubro, rumo a uma pequena aldeia do concelho de Portel para dar vivas à república com o meu compadre e indefectível companheiro Manuel Casquete Cachapa, um alentejano orgulhoso, fino que nem um alho, arguto, comunista dos quatro costados, um irmão com quem comungo de modo desabusado e peito aberto a utopia e a divisa proclamada por Rosseau - Liberté, Egalité, Fraternité. Entre nós o mais importante não são as diferenças, antes pelo contrário, elas são a argamassa da nossa união de facto que dura vai para mais de trinta e muitos anos, dos tempos em que partilhámos a G3, o cantil e as longas tardes de domingo sob um sol abrasador, passadas debaixo dum imbondeiro, ansiando pelo regresso a casa, sãos e escorreitos. Depois veio o regresso e as longas tardes de domingo sob um sol abrasador, passadas debaixo dos chaparros de S. Bartolomeu do Outeiro, ressacando de dois anos de balas e de perdas irreparáveis, discutindo Marx e Engels, recitando Prévert, bebendo malgas de vinho e as palavras irredutíveis do poeta anarquista:
Empregado contra a vontade na fábrica de idéias
Recusei-me a marcar o ponto
Mobilizado mesmo assim para o exército das idéias
Eu desertei
E quando o vinho nos alagava os capilares e as memórias os olhos de lágrimas, as discussões atingiam, não raras vezes, a intensidade do ponto de ebulição e as hormonas e os punhos entravam em acção, até que um de nós visse escorrer no nariz do outro, um fino fio de sangue que anunciava o armistício – estava selada a nossa camaradagem. Abraçados e descompostos seguíamos passo trocado para a taberna do Xico Ministro, a fim de rematar a missão de sobrevivência. “Estranha amizade”, dir-me-ão os mais cépticos. Nada disso, meus caros, nada disso. “E porquê?”, insistirão vocês, os mais cépticos. Simples, demasiado simples. Porque entre nós há uma preposição nuclear que condiciona a nossa reserva mental e que marca a nossa inabalável convivência: o respeito mútuo. Porque as diferenças são a argamassa da nossa união de facto que dura vai para mais de trinta e muitos anos e porque elas nos fazem perceber que, embora por caminhos diferentes, o nosso destino é comum, e é nele que fundimos a nossa vontade e a nossa bandeira: Libedade, Igualdade, Fraternidade! Fui claro?





Independentemente de quem ganhe ou perca no próximo domingo, não devemos esquecer que há uma coisa que nos deve unir a todos, um grande amor à nossa terra. Talvez essa seja a argamassa que a nossa Marinha Grande tanto precisa para que as diferenças sejam de uma vez por todas factor de união. Concentremo-nos no essencial.

Chiça corre tudo mal

Comissão Nacional de Eleições determina suspensão de divulgação de revista municipal
07 de Outubro de 2009, 19:55

Marinha Grande, Leiria 07 Out (Lusa) -- A Comissão Nacional de Eleições (CNE) determinou a suspensão imediata da divulgação da revista MG Magazine, feita pela Câmara Municipal da Marinha Grande, disse hoje, à Agência Lusa, a presidente da Comissão Política Concelhia do PS.

Segundo Tereza Coelho, "a divulgação da revista MG Magazine, feita pela Câmara Municipal da Marinha Grande, foi mandada suspender, de imediato, pela Comissão Nacional de Eleições".

"Foi igualmente determinado ao presidente da Câmara que não deve utilizar a revista municipal para promover a sua candidatura à referida Câmara", afirmou Tereza Coelho, acrescentando que a decisão "vem dar razão à participação feita pelo Partido Socialista" em Setembro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

TRIBUTO A PEREIRITA

Camarada,

infelizmente só há lugar para um intelectual e a vaga já está preenchida. Lamentamos por isso o fim da tua carreira política. Mas ficam tantos momentos lindos, como naquele dia em que o camarada Fidel te tomou nos braços. Enfim, não vale a pena chorar sobre o vidro partido, não é?
Até sempre camarada e vai em paz.


Camarada, concede-nos um último pedido: canta para nós aquele belo tema do lari-lá-lá-lari-foste-tu-lá-lá, pode ser?



sábado, 3 de outubro de 2009

"A CARTA"

Em qualquer país civilizado, onde a honorabilidade de pessoas e de instituições tem de estar acima de qualquer suspeita ou questiúncula, A CARTA teria inevitavelmente consequências. É por isso que em condições normais de sã convivência democrática e de subordinação do poder político, e do seu exercício, a escrupulosos princípios éticos e de serviço público, “A CARTA” representaria uma importante prova de fogo à credibilidade e à coerência do actual presidente e do seu partido.
É evidente que “A CARTA” é “apenas” a visão de um dos lados do conflito. Mas é-o porque o seu autor teve a coragem de divulgar a sua versão dos acontecimentos incluindo nela alguns elementos e argumentos factuais de extrema importância e até gravidade.
Do outro lado, o silêncio e a contradição podem fazer supor o mal estar instalado e a tentativa de querer abafar uma questão melindrosa e nada agradável em vésperas de avaliação popular.
Uma coisa porém é certa, alguém não disse a verdade! E se também é certo que em democracia a ocultação da verdade não é tolerável, não é menos verdade que partir para um novo mandato sem o cabal esclarecimento de um facto que marca o anterior é extremamente pernicioso, inaceitável e poderá até comprometer de forma irreparável a credibilidade das pessoas e das instituições envolvidas.
Certos que a qualidade da democracia passa também pela nossa exigência e critério enquanto cidadãos responsáveis, cremos que as posições individuais e a avaliação política de “A CARTA” não nos devem deixar resvalar para o atoleiro que os que não pensam como nós desejariam numa circunstância destas.

Uma vez que o fim-de-semana é grande e uma atenta leitura de “A CARTA” deveria ser motivo de alguma reflexão serena e ponderada em véspera de grandes decisões, sugerimos ainda que revisitem um texto do Relaxoterapeuta escrito em 30 de Outubro de 2007, sob o título “A Ética e a Estética”, recordando-se que esse período temporal correspondeu à baixa médica de JBD, após o partido lhe ter retirado a confiança política, tendo AC assumira interinamente a presidência até se conhecer se JBD renunciaria ou não ao mandato. Talvez hoje, à distância de dois anos, as palavras do Relaxoterapeuta sejam mais perceptíveis. Oportunas e actuais, são certamente.

Eleições Poder Local

Se bem me recordo é a primeira vez que decorrem 2 campanhas eleitorais praticamente sem interrupção. Se considerarmos que há já alguns meses, estamos em pré campanha podemos meter no mesmo cesto as 2 eleições recentes e a próxima, respectivamente; Europeias; Legislativas e autárquicas.

Se fizermos uma ideia dos meios e pessoas envolvidas, não será exagero dizer que em valores e horas de trabalho perdidas o nosso PIB vai ressentir-se com este “desgaste”quer em termos financeiros quer em meios humanos. Naturalmente que não tenho nada contra e considero que o exercício da Democracia a isto obriga e nunca poderia ser por razões financeiras ou da crise que as eleições se deviam deixar de fazer, embora me pareça que os gastos deveriam ser mais comedidos de acordo com a grave situação financeira do País. Se pode parecer que não tenho nada a ver com isso tenho, eu e todos os Portugueses que contribuem para o orçamento geral do Estado, pois parte do valor gasto nas campanhas sai daí com as subvenções dadas aos partidos políticos.

Nas eleições cuja campanha eleitoral está a decorrer há um envolvimento directo de largas dezenas de milhares de cidadãos, só na qualidade de candidatos aos vários órgãos a eleger. Sabemos que legalmente durante a campanha, os mesmos se podem ausentar do local de trabalho sem perda de remuneração e também sabemos que se há quem não utilize esta prorrogativa legal, não falta quem a aproveite. Seria um trabalho para uma das inúmeras empresas de sondagens que durante uns tempos vão ficar sem muito que fazer, concluir quantos milhares de dias de trabalho se perderam neste período.

Por razões profissionais, passo mais tempo fora que por cá, tenho relações pessoais e profissionais com vários candidatos de diversos partidos e sinceramente que o que vejo e oiço nalgumas Freguesias e Concelhos, me arrepia, pela forma como os compadrios e apoios oportunistas se manifestam. Apesar de algumas situações menos agradáveis que por cá na minha terra se verificam creio que a democracia aqui funciona, naturalmente com os defeitos que a própria democracia tem.

Quanto aos programas já apresentados, parecem-me todos bons, uns mais extensos do que outros, mas em todos encontramos algumas boas soluções para o muito que há que fazer e pelo tempo perdido que urge recuperar. Mas um programa é um programa, por muito mais bem elaborado que seja. Para mim o importante para alem do programa, é a capacidade de concretização dos próximos ganhadores, a sua dinâmica e a sua dedicação à coisa publica e aos cidadãos. É por isso que dou mais importância às equipes do que propriamente às promessas. O meu voto vai para aqueles que ao longo da sua vida já demonstraram não querer ser eleitos apenas em busca de um melhor emprego, ou de um bom complemento de reforma, mas para efectivamente servir os interesses da nossa terra.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Correio dos Leitores

Apresento-lhe a MGR TV a primeira televisão local da Marinha Grande que poderá ser vista em http://mgrtv.webs.com/ .

A MGR TV - Televisão Local da Marinha Grande é um projecto de WEB TV destinado a servir a cidade da Marinha Grande.

É produzido com os mais simples meios, daqueles que toda a gente tem ao dispor, pelo que todos estão convidados a dar o seu contributo. Não pretende seguir quaisquer modelos mas somente colectar toda a informação com relevância local e organiza-la numa emissão permanentemente actualizada.

Assim, estará desde hoje ao serviço de todos os marinhenses e de todas as instituições públicas e privadas da cidade abrindo o seu espaço à divulgação das suas iniciativas, preocupações, anseios e também alegrias.

Peço-lhe que passe esta informação aos seus contactos.

Vamos levar a cidade aos marinhenses.

Vamos acordar a Marinha.


Carlos Caetano
MGR TV

Revista de Imprensa

Barros Duarte abandona PCP ao fim de 50 anos de militância

O ex-presidente da Câmara da Marinha Grande, João Barros Duarte, desfiliou-se do PCP ao fim de 50 anos e transmitiu a sua posição numa carta enviada ao Comité Central, onde, em seis páginas, explica as razões que o levaram à saída da presidência da autarquia, em Novembro de 2007.
"Os factos de que fui alvo por parte do partido, pela gravidade que assumiram, tiveram profundas consequências na minha vida, pelas quais tive de tirar as devidas consequências. E algumas, do foro pessoal, foram bem dolorosas pela crueldade que revestiram", refere o ex-militante do PCP, salientando que as consequências de cariz político manteve-as "silenciadas".
Num longo documento crítico em relação à forma como diz ter sido tratado nos últimos anos, Barros Duarte frisa não ter dúvidas de uma "premeditada aniquilação cívica, política e moral que desenvolveram" contra si, "com mentiras utilizadas até à indecência".
"Nisso usaram total indiferença pelo trabalho realizado até então, e pelo espírito de colaboração sempre demonstrado até à data, sem o direito de discordar e discutir no plano do interesse do partido, de ter ideias próprias e as manifestar nos locais próprios", acrescenta o ex-militante comunista, acusando alguns dirigentes do partido de terem "destruído a imagem pessoal que desfrutava junto de outros militantes" do seu ciclo de amizades, com quem conviveu e trabalhou "cívica e politicamente".
Seguiu-se "um período de continuados ataques até a despropósito, misturando o meu nome em documentos de troca de piropos em que se envolveram com o PS, numa ignóbil manobra de baixa política", esclarece Barros Duarte, referindo ao período após a sua saída da autarquia. "Acabando agora, mais recentemente, por encomendarem a alguns membros da Comissão Concelhia, seus lacaios, a suja tarefa de irem junto de nossos outros camaradas destruírem a imagem que eles tinham de mim, com mentiras e deturpações torpes e mentirosas. Envolvem nesse esquema de baixa índole, indivíduos sem escrúpulos, ainda por cima apostados em mesquinhas vinganças", acusa o ex-militante do PCP.
Apesar de abandonar a militância, Barros Duarte revela que continuará a ser comunista e que o partido é "necessário para assegurar a defesa dos interesses do povo", lamentando, contudo, a existência de "núcleos no partido onde a democracia não é respeitada. Por isso não posso continuar filiado de uma Organização onde tal acontece, onde continuo a ser agredido e onde por me terem tirado a confiança política e me continuarem a excluir, estou coarctado do exercício dos meus direitos civis e políticos. É com muita mágoa, mas porque a coerência não me deixa outra alternativa, que venho colocar ao partido a minha renúncia de militante", frisa na carta enviada à direcção nacional do partido.

"Não estava previamente acordada a renúncia ao mandato"

Tal como tinha referido na primeira entrevista publicada pelo Diário de Leiria após a saída da câmara, em Novembro de 2007, João Barros Duarte reitera a sua posição de que "não estava previamente acordado" a renúncia, a meio do mandato, à presidência da autarquia. "Aliás, isso não fazia sentido nenhum porque além de ser anti-democrático, constituía uma traição aos eleitores que me dessem a sua confiança, ignomínia a que conscientemente eu jamais me prestaria. Se assim tivesse acontecido, quando me chamaram ao partido para me anunciarem a sua decisão de correrem comigo, logo invocariam esse facto e não teriam tido necessidade de arranjarem a desculpa esfarrapada que arranjaram", frisa.
O ex-autarca revela ainda a justificação que lhe foi dada pelos dirigentes locais do partido para sua saída da autarquia: "O partido tem estado a analisar o trabalho da câmara e chegámos à conclusão de que as coisas não estão a correr bem. Está-se a degradar a tua imagem e a da CDU pelo que o partido decidiu que deves pedir a renúncia do mandato".
No final da mesma carta, o ex-autarca acusa alguns camaradas de "fedífragos" e de terem contribuído "para o definhamento do partido, em vez de o engrandecer", e a concluir reafirma porque deixa o partido. "Não por discordância ideológica, mas apenas porque fui miseravelmente utilizado e traído por camaradas arvorados em dirigentes locais completamente patetas e incapazes para a política".


"Estamos de consciência tranquila"

"Este pedido de desfiliação do PCP é resultado de um processo de ajustamento de Barros Duarte. Importa salientar que este pedido ocorreu há mais de um mês, pelo que esta divulgação para os órgãos de comunicação social só pode ser entendida como um elemento desvirtuador da verdade, que procura desviar as atenções do que é fundamental, que são as Eleições Autárquica. Mais, as atitudes ficam com quem as toma".
A Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP reage, assim, ao pedido endereçado ao partido pelo ex-presidente de câmara da 'capital vidreira' e consequente conhecimento que deu ao nosso jornal. "Estamos de consciência tranquila. Seja pelo desenvolvimento do nosso trabalho autárquico no concelho da Marinha Grande, quer pela equipa que apresentamos", acrescentou, em declarações ao Diário de Leiria, Filipe Andrade, responsável daquela Comissão Concelhia.


(surripiado do Diário de Leiria)


Nota da Comissão de Moradores

O dirigente local do PCP, Filipe Andrade, refere ao Diário de Leiria que a carta de Barros Duarte tem mais de um mês, questionando por isso a oportunidade da sua publicação. É no mínimo curioso que ontem à noite no debate promovido pelo Jornal de Leiria com os cabeças de lista às autárquicas, Alberto Cascalho, instado a comentar este assunto tenha dito que não conhecia o teor da carta. Das duas uma, ou equivocou-se ou andam-lhe a ocultar informação. Talvez seja esta segunda hipótese que tenha justificado a divulgação da carta por parte de Barros Duarte, para se assegurar que o seu ex número dois a pudesse conhecer. Está explicado.

(mas como não queremos que ninguém fique de mãos a abanar, vamos tratar do assunto…)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Uma cantiga para a animar a malta



Perdoem-me os amigos calhandreiros mas há cancões que caiem sempre bem.

Largo das Calhandreiras Escabicha a Esquerrrda Alterrrnativa

Srrr. Amândio:

se o Srrr. forrr eleito, uma vez que não vai terrr poderrres para nacionalizarrr, nem pra pôr na ordem o Belmirrro ou o Amorrrim, não teme ficar sem nada prrra fazerrr? Hum?
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Largo das Calhandreiras Escabicha Elefantes

Dr. Alberto:

em relação ao Mercado do Atrium, os senhores acusaram o PS de ter construído um Elefante Branco e de ter delapidado património público. O que eu gostaria de saber é que medidas é que o Sr. e a sua equipa tomaram nos últimos quatro anos para mudar a cor ao animal, ou seja, para rentabilizarem aquele espaço?
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Largo das Calhandreiras Escabicha Prognósticos

Dr. Paulo:

há quatro anos o senhor escrevia assim, após a vitória da CDU:
"Mas o que verdadeiramente terá de ser implementado nos próximos quatro anos, é uma cultura de participação das populações, através de uma forte democracia participativa que permita a elaboração dos Planos de Actividades e dos Planos Plurianuais de Investimentos com a colaboração estreita das populações, quer directamente, quer através dos partidos com expressão social no concelho."
Pois muito bem, passados que estão os quatro anos, será que daqui em diante vai assumir que "prognósticos, só no fim dos jogos"?

Largo das Calhandreiras Escabicha Apoios

Dr. António:

verificamos que no seu vídeo de apresentação, um dos apoiante mais entusiasta à sua candidatura é o Sr. Engº Alta Tensão (como carinhosamente lhe chamamos).
Tendo em conta a importância de ser apoiado por um dos pais, senão mesmo a mãe, do Mercado Abarracado (e de outros números artísticos, como por exemplo aquele pseudo-jantar de desagravo ao Sr. João das Barbas), não acha que é no mínimo deselegante que o vosso programa eleitoral não contemple um simples busto de homenagem a tão distinta personagem, como tributo pelos relevantes serviços prestados ao Concelho, sempre ao lado do inefável compincha Artur? Hum?