.
.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Sessão Ordinária"

A Assembleia Municipal da Marinha Grande reúne em sessão ordinária no dia 30 de Abril, sexta-feira, pelas 20h30, no Auditório Municipal, sito na Av. Dr. José Henriques Vareda.

A ordem de trabalhos é a seguinte:

1. APRECIAÇÃO DO RELATÓRIO, BALANÇO E CONTAS DE 2009 DA TUMG - TRANSPORTES URBANOS DA MARINHA GRANDE, E.M;

2. APRECIAÇÃO DO RELATÓRIO, BALANÇO E CONTAS DAS ENTIDADES PARTICIPADAS PELO MUNICÍPIO;

3. APRECIAÇÃO DO INVENTÁRIO DE TODOS OS BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES PATRIMONIAIS E RESPECTIVA AVALIAÇÃO RELATIVA AO EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2009;

4. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DOS DOCUMENTOS DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MUNICÍPIO RELATIVOS AO EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2009;

5. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DO PROJECTO DE REGULAMENTO DE TAXAS MUNICIPAIS;

6. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DO PROJECTO REGULAMENTO MUNICIPAL DE EDIFICAÇÃO E URBANIZAÇÃO;

7. AFECTAÇÃO DE PARCELAS AO DOMÍNIO PÚBLICO - TERRENOS SITUADOS NA FREGUESIA DA MOITA;

8. ACTIVIDADE CAMARÁRIA E INFORMAÇÃO FINANCEIRA.



(surripiado do site da CMMG)



Nota da Comissão de Moradores:
Uma vez que se vão discutir as contas da TUMG, era interessante que as mesmas fossem disponibilizadas no site da câmara.

vão trabalhar! Malandros...

IOL Diário - Subsídios de desemprego podem baixar até 20%

Ora tomem lá! Eu cá tambem acho que a solução passa por pôr muito mais gente a trabalhar, os desempregados e os que têm emprego mas fazem muito pouco e ainda os que querem trabalhar mais e aparece muito pouco para fazer.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alerta Rosa Alaranjado


Soaram as sirenes de alarme e o Casal da Formiga parou para escutar, de forma patriótica, o bloco central da junta de salvação nacional. Inaudito.
De olhos bem abertos permaneci colado ao televisor, como uma criança que aguarda o castigo por se ter portado de forma inconveniente diante das visitas, para ouvir a declaração conjunta dos dois lindinhos, o interino e o candidato, que reuniram hoje de emergência para responderem veementemente (pufff…) ao ignóbil ataque especulativo das agências de rating, uns tipos porreiros que classificam as dívidas das nações com a mesma notação com que os produtores de frigoríficos classificam a eficiência energética dos aparelhos que produzem. Ciganices.
Os lindinhos, previsivelmente, comportaram-se como aqueles patrões que mandam reunir a canalha para anunciar que as vacas vão ter de jejuar face à escassez de palha e aos proibitivos preços da ração:
“Meus senhores a situação é muito grave e tem de ser tratada com pinças. A partir de hoje vamos ter de cortar na mesada, o papel higiénico passa a ter dois lados, vão começar a ir em grupos à retrete para só terem de puxar o autoclismo uma vez, atenção aos desperdícios com a fita-cola, acabaram-se os agrafos e os clipes, e se quiserem escrever tragam esferográficas de casa pois isto não está para brincadeiras!”
“Ó chefe, então e o leasing para o carro novo e aquele negócio da casa do Algarve, sempre são para avançar?” – pergunta um caramelo do escritório armado em diligente sindicalista de algibeira.
“Isso é outra conversa… isso são investimentos inadiáveis, indispensáveis para a estratégia que desenhei, para uma imagem e sinal de solidez e confiança que há que passar aos mercados, e para a boa performance empresarial de quem vos sustenta a família todos os meses!… Ou será que preferem que tenha uma depressão e fuja para o Brasil?”
Grande porra é o que é! Eu bem que andava desconfiado que ter um xerife com nome de filósofo grego era mau presságio…


Imagem do Dia

Especulações e Especulações...

Quem está na actividade económica, seja na indústria ou comercio, não pode deixar de estar atento às notícias com que somos bombardeados, no que respeita à situação económica do País, da Europa e mesmo dos restantes continentes.
Ontem foi a notícia bombástica de que uma agencia de rating, a Standadar & Poor`s (S&P) ter cortado o rating da dívida pública portuguesa. Deixando para os especialistas a análise aprofundada desta questão, não podemos deixar de ficar preocupados com as consequências que vêm aí provocadas por este facto.

No entanto creio ter que fazer um paralelo com o comportamento dos bancos que operam em Portugal, que como sabemos de Portugueses já têm muito pouco, com a excepção da CGD e não sabemos até quando.
Também os bancos em Portugal atribuem rantings aos seus clientes tendo como consequência a atribuição das taxas de juro praticadas nos empréstimos concedidos, quando o são.
Assistimos desde 2008 a um aumento dos juros (spreeds) praticados pela generalidade dos bancos, assumindo esses aumentos uma autentica prática de agiotismo, pois no momento em que as empresas mais precisavam e precisam de apoio, esse mesmo “apoio” tornou-se muito mais caro, quando não foi mesmo retirado. Quantas empresas não soçobraram por esse motivo? Quantas empresas não tiveram que reduzir drasticamente o número de postos de trabalho, para reduzir custos? Quantos investimentos programados deixaram de ser feitos? Quanto deixou de se exportar?
Poder-se-ia aceitar o argumento de que era a crise internacional e o aumento do custo do dinheiro (lá fora) argumento utilizado quando nos comunicavam o aumento das taxas, até aí praticadas. Mas ao ver os resultados apresentados pelos diversos bancos, verificamos que houve muita especulação e os bancos agiram, como os agiotas fazem em todas as crises, aproveitam-nas para melhor rentabilizar o seu negócio.

Sabemos que os especuladores internacionais desencadearam um ataque a Portugal, que certamente nos vai custar caro?
Mas como se vão comportar os nossos "especuladores" por cá?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Discurso do Sr. Presidente da CMMG

Discurso do Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande proferido na madrugada do dia 25/04/2010, na varanda dos Paços do Concelho, no âmbito das comemorações do 36º aniversário do 25 de Abril de 1974.



Caros Marinhenses, Moitenses e Vieirenses:

Celebramos hoje 36 anos sobre o dia em que o nosso País marcou o encontro com o futuro. Os protagonistas, os factos e o contexto em que se deu a revolução marcaram para sempre o percurso de Portugal e ditaram que nada voltaria a ser como antes.
Foi graças a homens de coragem e de esperança que o regime foi derrubado. Deixo, por isso, a nossa homenagem aos Capitães de Abril, que lutaram para que hoje seja possível vivermos em liberdade. E, para evocarmos aquela noite de 24 de Abril de 1974, está em exposição na Praça Guilherme Stephens, durante este fim-de-semana, uma chaimite.
Nenhuma outra efeméride é tão oportuna para fazermos o balanço da nossa democracia.
Há ainda um caminho a percorrer no desafio de melhorar a sua qualidade e credibilidade. Ao Estado, às Autarquias, aos Partidos Políticos e aos seus titulares compete a responsabilidade de intensificar a democracia e contribuir para o prestígio das instituições.
A classe política deve ser alicerçar a sua intervenção em critérios éticos, de exigência e competência, pautando as suas decisões pela legalidade, rigor e transparência. É importante que todos adquiram confiança e respeito pela actividade política, nomeadamente os jovens de quem se espera uma atitude revitalizadora do sistema democrático.
O Portugal de ontem sonhou com a liberdade e com uma sociedade equilibrada.
O Portugal de hoje, embora possa estar marcado por alguma dualidade no seu desenvolvimento, é também um país de igualdade, promovendo igual acesso de todos os cidadãos aos seus direitos, sem privilégios ou limites.

“Em cada Rosto Igualdade”.
É este o lema que escolhemos para as comemorações do 25 de Abril, porque acreditamos ser possível construir uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva, em que seja assegurada a justiça e equidade entre gerações.
Somos responsáveis pela sociedade em que vivemos e que é fruto daquilo que construímos diariamente.
O País precisa de crescer em termos económicos, mas também em termos cívicos. E esse tem de ser um compromisso de todos, entidades e cidadãos.
A actual conjuntura nacional e internacional exige uma atitude pró-activa, por parte de todos os agentes, quer sejam do sector público ou dos sectores empresariais, da educação e formação, da acção social, da cultura e do turismo, do desporto e do ambiente, que contribua para consolidar uma visão estratégica de desenvolvimento económico e social no Concelho.
À Câmara Municipal compete promover essa participação cívica activa como factor potenciador do investimento, da garantia das condições de emprego e riqueza e da melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes.
As indústrias de vidro de embalagem, de moldes e de ferramentas especiais são um claro exemplo de reconhecimento a nível nacional e internacional, que têm apostado na incrementação da qualificação, nos processos de inovação, no empreendedorismo e na participação em projectos transnacionais.
Desde que tomei posse, tenho recebido dezenas de pedidos de empresários que desejam gerar a sua actividade económica no concelho. Fazem-no porque vêem na Marinha Grande um território de centralidade geográfica, com potencialidades, qualificações, know-how e competitividade.
Mas para que estes e outros empreendedores possam investir no concelho e os que já aqui se encontram possam potenciar os seus desafios empresariais, terão de ser garantidas condições à sua fixação. Esse trabalho deve ser assegurado pela Autarquia mas também pela Administração central.
Aguardamos do Governo o desbloqueio do alargamento da Zona Industrial da Marinha Grande, para termos condições de instalação de mais empresas, sendo certo que tudo temos feito para que tal seja uma realidade.
A Câmara Municipal está a desenvolver projectos que visam a melhoria das acessibilidades à Zona Industrial da Marinha Grande, à qual acorrem, diariamente, milhares de veículos. Pretendemos beneficiar o principal acesso – a Estrada dos Guilhermes - e construir uma ligação alternativa desta via à freguesia da Maceira.
As pessoas deste concelho são também motivo do enfoque do nosso trabalho. Preocupamo-nos com o seu bem-estar, criando medidas que as auxiliem.
Além do já anunciado apoio à natalidade, que deverá entrar em vigor ainda este ano e da oferta dos livros escolares a todas as crianças do 1º ciclo do ensino básico no próximo ano lectivo, ambicionamos criar creches para crianças até aos três anos.
Está em estudo a implementação a breve prazo de duas salas a funcionar 24 horas por dia nas instalações da antiga fábrica IVIMA, que sirvam mães e pais que trabalhem por turnos nas nossas empresas.
Serão criadas e implementadas medidas de apoio a famílias numerosas e desempregados, nomeadamente através da redução de preços dos serviços municipais.
Temos a firme convicção de criar melhores condições para as nossas empresas e de proporcionar uma melhor qualidade de vida para as nossas famílias, ambicionando um concelho mais próspero, capaz de enfrentar o presente e perspectivar o futuro.
Queremos fixar os jovens no nosso território e criar condições para que se sintam felizes e realizados na sua terra.
Contem com a Câmara Municipal para tornar o concelho da Marinha Grande um território de excelência, onde é bom viver, empreender, investir e ser feliz.
Trinta e seis anos depois, a melhor homenagem que podemos fazer ao 25 de Abril é respeitarmos a liberdade e tornarmo-la activa e inspiradora das nossas acções.
A liberdade deve ser um meio para vencermos os desafios. A liberdade não foi oferecida, foi conquistada, a pulso, durante décadas e por muitos homens e mulheres deste País que se debateram contra a opressão. É uma condição para a nossa realização individual e colectiva, numa sociedade plural e democrática.
Não deixemos que a erosão do tempo transforme o 25 de Abril numa mera efeméride.
Hoje e sempre, saibamos cumprir Abril!
Não adiemos o sonho dos que derrubaram a ditadura, porque como imortalizou o poema de António Gedeão, “A Pedra Filosofal”:
“Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.”

VIVA O 25 DE ABRIL!
VIVA A LIBERDADE!
VIVA O CONCELHO DA MARINHA GRANDE!
VIVA PORTUGAL!



Álvaro Manuel Marques Pereira
Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande


(surripiado do sítio da CMMG)

Damas de Branco impedidas de protestar em Havana

Damas de Branco impedidas de protestar em Havana

Talvez seja importante pensar um pouco e imaginar este País (o nosso) sem o direíto à liberdade de manifestação.

domingo, 25 de abril de 2010

Uma Gaivota Voava

Alvorada

Esta madrugada, atravessada pela esperança e pela lancinante insónia que me consome parte da existência, vigiei. Dei por mim sentado no cadeirão da sala a ouvir o rádio, o mesmo rádio que escutei horas a fio há 36 anos com o Manel, o Zé e o Chico, eternos companheiro de viagem.
Esta madruga, sozinho nesta incógnita casa do lugar do Casal da Formiga, na era da ciência e da tecnologia, dei por mim a ouvir o velho rádio a válvulas e a pensar alto: supremo bem este que conquistámos – A LIBERDADE!
Mesmo que o conciliábulo nos faça vaguear no torpor dos dias, mesmo que a inquietação nos tolha a abnegação, ignorar esta conquista seria, enfim, desonrar a coragem de tantos e ignorar este bem precioso. É pouco? Às vezes parece… Mas nunca nada está acabado e nunca se morre em vão. Prefiro pensar assim a não respirar. "Deixem-me ser feliz, porra!"

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Abril outra vez

A propósito de uma observação de um bitateiro anónimo que comentou o meu penúltimo post, onde publiquei um vídeo de um espectáculo realizado em 1977 (há 33 anos) em que vários cantores são vistos e ouvidos a cantar uma das emblemáticas canções de Abril, cujo refrão foi importado do Chile (o povo unido jamais será vencido) que vivia ainda (ou estava a acabar de viver) uma das mais sanguinárias ditaduras existentes nesses tempos e que infelizmente algumas ainda subsistem e outras se instalaram à posterior. Ou seja 36 anos depois de conquistarmos a (nossa) liberdade, “vimos ouvimos e lemos” noticias que nos fazem lembrar, não a todos os leitores do largo, felizmente porque já lá vão 36 anos e muitos provavelmente ainda não tinham nascido, a feroz ditadura que muitos de nós vivemos e sofremos.

É evidente que nem tudo correu bem. Está claro que não vivemos tempos de grandes euforias revolucionárias. Os dias que vivemos trazem-nos grandes angústias e incertezas. Os desempregados, os que viram baixar drasticamente o seu nível de vida, podem eventualmente pensar que isto tem algo a ver com o 25 de Abril e responsabilizar o Movimento dos capitães que souberam interpretar o sentimento do povo Português. Para os mais jovens é facilmente compreensível o seu desalento porque nasceram num período em que as coisas eram muito mais fáceis. Para os mais velhos só por esquecimento se pode dizer que “isto está pior”, naturalmente que ressalvo a existência dos”beneficiados” do regime deposto em 25 de Abril de 1974.

Mas há uma coisa! Podemos dizer o que pensamos sem ter que nos esconder. Podemos escolher os representantes nos órgãos do poder e mais! Até mesmo quando nos enganamos, podemos contribuir para depor até aqueles que ajudamos a eleger.
Como tudo o que temos, a democracia é para usar.
Eu vou dar-lhe uso amanhã à noite, mais uma vez, vou estar na Praça Stephens a gritar bem alto: ABRIL PRESENTE! AGORA E SEMPRE!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Delta vai transformar borras de café em cremes e biomateriais

Delta vai transformar borras de café em cremes e biomateriais

O post "Na volta do Correio" lembrou-me esta notícia que tinha lido de manhã. 2 Milhoes de euros para pesquisar a reutilização das borras de café. Até me parece uma boa iniciativa e de louvar pois presumo que as borras de café tenham um efeito poluidor. Mas se lermos a notícia verificamos que se trata de um projecto comercial e que se destina a reciclar apenas 10% das borras produzidas.
Tenho um grande apreço pelo comendador Rui Nabeiro e conheço parte da sua obra. Este post não tem qualquer objectivo critico, virado à sua empresa. No entanto faz-me confusão, haver 2 milhões de euros para financiar um projecto privado, de reduzido impacto e benefício publico e não haver um verba muito inferior para resolver o problema da ponte das tercenas. Naturalmente que não é a única. Mas esta, está à mão de semear e desculpem-me o egoísmo, mas passo por lá muita vez e não me apetece nada tomar banho naquela agua cheia de coliformes fecais, enviados da zona da Boavista e arredores, via ribeira dos Milagres e que ao Liz vem parar e à nossa Praia da Vieira vai desaguar. Mal por mal que sejam borras de café.

Canções de Abril ( versão largo das calhandreiras)



Osvaldo Castro no seu blogue "A Carta a Garcia" e de acordo com a efeméride que se aproxima, tem vindo a publicar quase diáriamente um conjunto de videos com canções "de Abril". No entanto parece-me que dada a alhada em que está metido (membro da comissão de inquérito ao caso PT/TVI) não deve ter tempo para alimentar o seu blogue. Não pretendendo substituir o excelente trabalho que tem feito no seu blogue, aqui deixo um video, onde se reconhecem vários dos cantores vistos e ouvidos nas suas "canções de Abril".
Reconheço que a muitos dos nossos visitantes isto possa não dizer nada. Mas desculpem, a mim diz-me muito.

Na Volta do Correio


ASSUNTO: Pergunta nº 1677/XI/1ª de 08 de Março de 2010 – Construção da Ponte das Tercenas sobre o Rio LIS na Ponte da Praia da Vieira Concelho da Marinha Grande


Encarrega-me Sua Excelência a Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, em resposta à Pergunta n.º 1677/XI/1ª, de informar V. Exa., do seguinte:

A construção da ponte das Tercenas foi objecto de uma candidatura ao Programa Operacional Regional Mais Centro – Acções de Valorização e Qualificação Ambiental, submetida em Julho de 2009.

Esta candidatura foi indeferida, conforme notificação de decisão comunicada ao Instituto da Água (INAG), em 8 de Março do corrente ano, com indicação de que a intervenção em causa não se enquadrava na tipologia das acções acima referidas. Para ultrapassar esta situação encontra-se agendada uma reunião com o PORCentro, para o próximo dia 14 de Abril, com o objectivo de encontrar uma alternativa.

Informa-se ainda que na actual ponte estão garantidas as condições de segurança, de acordo com as indicações do LNEC, embora condicionadas, apenas, à circulação de veículos ligeiros, utilizando a faixa central de forma alternada. A evolução da degradação da estrutura está ser acompanhada pelo LNEC através de inspecções periódicas.

Em face do exposto e em resposta à pergunta em causa, informa-se que o início da obra de substituição da ponte está dependente da obtenção de fundos comunitários, dado que as verbas envolvidas que ascendem a cerca de 1,4 x 106 Euros, não se encontram disponíveis no orçamento do PIDDAC do INAG.

Com os melhores cumprimentos,

O Chefe do Gabinete


Luís Morbey

Revista de Imprensa

Contrapartidas dos submarinos deixam 20 projectos parados

Iberomoldes ainda espera negócio de 15 milhões


O Grupo Iberomoldes, da Marinha Grande, tem um dos 20 projectos “inactivos ou cancelados” no âmbito das contrapartidas dos submarinos, avançou o Expresso, com base no relatório de 2009 da Comissão Permanente de Contrapartidas.
De acordo com o documento, só um terço do valor negociado de contrapartidas está cumprido, de um total previsto de 1200 milhões de euros. Além disso, esse valor baixou dos 40% para os 32% de 2008 para 2009. “Há mais de uma dezena de contratos que os alemães querem pura e simplesmente deitar para o lixo”, acrescenta o semanário.
No que respeita ao Grupo Iberomoldes, o projecto prende-se com a área de moldes, padrão e ferramentas e o fornecedor é a MAN Ferrostaal. O negócio ronda os 15 milhões de euros, mas a percentagem de aprovação é de 0%.
O presidente do Conselho de Administração do Grupo, Joaquim Menezes, disse ao JORNAL DE LEIRIA que o negócio “continua de pé”. Portanto, “as contrapartidas continuam em jogo e a empresa continua à espera de fazer negócio”.
Já o ex-administrador do Grupo, Henrique Neto, lembrou que, nos últimos cinco anos, tem vindo a falar com insistência do assunto. “Há dois ou três anos fui à Comissão de Economia explicar que as contrapartidas estavam congeladas por falta de interesse do Estado. Fiz tudo para denunciar”, sublinha. Contudo, “os governantes não estão minimamente interessados” em que as contrapartidas funcionem.
Paulo Portas, ministro da Defesa de Durão Barroso, negociou o maior programa de contrapartidas de que há memória em Portugal: 1200 milhões de euros pela compra de dois submarinos.


(surripiado do Jornal de Leiria)

terça-feira, 20 de abril de 2010

1ª PÁGINA - EDIÇÃO Nº 1




Pela mão dos deputados do distrito
LEIRIA FOI AO PARLAMENTO
Mostra de produtos e sabores do distrito põe deputados a arrotar a morcela de arroz e a beber água das pedras em plena sessão plenária. Face à evidente degradação da qualidade do ar do hemicíclo Os Verdes falam em “flagrante violação do Protocolo de Quioto”.




BLOCO ENTUSIASMA-SE COM COMISSÃO DE INQUÉRITO
e requer as audições de Hulk e Sapunaru – “Nós ainda não sabemos as conclusões da comissão, mas lá que o Sócrates mentiu, disso não temos a mais pequena dúvida!”



INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA RECONHECE O ERRO
Afinal a nuvem detectada sobre o espaço aéreo nacional é proveniente da destruição das escutas ao primeiro-ministro e não do vulcão da Islândia. Alzinda Porfírio, a padeira da Vagueira em cujo forno as escutas foram destruídas, confirma a origem da nuvem e teme agora que se o forno não for bem desinfectado “o pão venha a ter um sabor esquisito”.

ARTUR OLIVEIRA AMEAÇA COM NOVA PROVIDÊNCIA CAUTELAR
“Ó Ribeirete, ó comes a sopa toda ou ponho uma providência cautelar” - ameaçou o líder do MCI enquanto obrigava o seu colega de movimento a comer uma pratada de canja. O incidente ocorreu durante a última Assembleia de Freguesia na Vieira. .
.

Notícias da nossa região



A propósito do definhar dos centros historicos de muitas cidades e vilas, cujo problema não se verifica só na Marinha Grande e a propósito de um artigo publicado no blogue Bom Dia Mondego, copiei para aqui um comentário que fiz na altura, no A Carta A Garcia.

http://bomdiamondego.blogspot.com/2010/04/o-valor-politico-da-baixa-de-coimbra.html

Caro Osvaldo

já li o post do João Silva. A questão que levanta é comum a muitas outras cidades e vilas.
foi no que deu, estarmos de "perna aberta" a tudo o que cheirava a grandes "Magazans" e à falsa ilusão de modernidade em ter uma grande superficie em todas as entradas e saídas das cidades.
Ainda me lembro de há uns tempos um secretário de estado do comercio
(por acaso de um governo socialista) travar o licenciamento de novas superficies comerciais, até que se procedesse a um estudo profundo, para o qual criou o observatório do comércio, cujas conclusões devem ter ficado guardadas num qualquer arquivo bafiento.
Esse secretário de estado fez mais umas coisas de grande utilidade... mas não digo mais, não vá ele ler este comentário e achar que estou numa de bajulice.
Abraço

14 de Abril de 2010 16:02

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Inveja Social"

Desde pequenino que me habituei a ouvir dizer que tenho “maus fígados” e que sou rancoroso. É verdade, corroboro. Sobretudo quando a azia resulta daquilo a que o messiânico e multifacetado doutor do Abrupto, no seu superior estado de probidade um dia apelidou de “inveja social”. Nem mais! Sou compulsivamente um “invejoso social”, admito o vício! Pois por muito que tente não consigo esquecer os Mexias e quejandos, os que mamam as uvas e os que, ironicamente, mesmo tendo quota e feitoria na vinha, ficam de atalaia para confirmar se a uvas são mamadas até à grainha. Ao menos que nos deixassem “ir ao rabisco”, expressão utilizada pelo meu avô Serafim, quando no fim de uma jorna de vindima nos obrigava a passar a leira a pente fino, de cócoras, para apanharmos os preciosos baguitos que haviam caído. Mas nem isso - “está tudo congelado até novas ordens da administração!”. Punhetas duma figa!...
Ponhamos tudo em pratos limpos, de uma vez por todas: o que se passa nos privados não é coisa que me apoquente, são dores que não carrego. Agora quando nos toca a todos, aí sim, fico amofinado! Quando o Estado discute o quinhão com uns mas a outros estende-lhes graciosamente a teta engordando-os a leite e mel, até rebentarem a escala lipídica, aí sim, fico chateado, aborrecido mesmo, a-r-r-e-l-i-a-d-o, tal qual o Pinheiro de Azevedo quando foi sequestrado no parlamento. Desabafos…
Mas como em tudo na vida, há nesta descarada subtracção… perdão, nesta justa atribuição de “prémios de performance”, algo a reter, conclusões que os meus agastados neurónios vão arrumando na já atulhada prateleira dos insultos e dos ultrajes, ao ritmo do palavrório dos argumentadores e contra-argumentadores dos prós e dos contras. É que, ao contrário do que se possa pensar, o Portugal límbifero não é só paisagem meus caros, temos dos melhores gestores do mundo, uma raça autóctone de mamíferos que valem o que produzem, o que reproduzem e mais o que defecam, a peso d’ouro, upa, upa! Como diz o povo: “são poucos mas bons”! Mas coincidência das coincidências, geralmente esta fina-flor da estratégia, que saltita graciosamente de nenúfar em nenúfar, está à frente de empresas que, com o beneplácito do Estado, vivem da posição do missionário, subalternizando os tão defendidos e propalados valores liberais da sã concorrência e da mão invisível do mercado, que tudo estabiliza e que tudo regula, subjugando os consumidores a uma posição espúria de companhia de alterne, de usar e deitar fora, de “pagas e não bufas”. Mas há mais. Estas performances de mérito têm um único mentor e lugar-tenente – os gestores de topo – pois toda a maralha e camarilha que se lhes segue na pirâmide do organigrama, não pensa, não produz, não rentabiliza, não tem mérito. Nada! É por isso que essa casta de burros de carga, em vez que quinhoar nos ganhos, é “convidada” a fazer mais um furo na tira de couro que lhes cinge as calças, a bem da estabilidade e do futuro.
Confesso porém que há uma coisa que me intriga nisto tudo. Então e o topo da classe política, não protesta? Está tudo manso? É que comparados com estes gurus do lucro, os seus salários não passam de amendoins e de tremoços. Quer-se dizer, então os fulanos no topo da hierarquia do Estado, aqueles em que de tempos a tempos depositamos as nossas esperanças e a nossa confiança, vivem à míngua? Vivem da migalha e do rissol? Os tipos que meditam horas e horas a fio no PEC, na PAC, no OGE, na escolha dos gestores de topo a colocar no sítio certo, ganham um cinquenta avos dos seus subordinados? Dir-me-ão, é evidente que há aqui uma pequenina questão, que é a da p-e-r-f-o-r-m-a-n-c-e. Deixemo-nos de merdas: isso é apenas um pormenor... De uma coisa tenho a certeza, algo tem de mudar! - Cavaco, Sócrates, Ministros, Secretários de Estado, Deputados: o Relaxoterapeuta está convosco nesta luta! Força! Avancem sem medos! Exorto-vos a avançarem para a rua, por melhores salários, pela dignidade das vossas carreiras! Vamos fazer uma grande concentração em frente à sede da EDP e pedir a cabeça do Mexia. E não se preocupem com a logística, está tudo previsto: o Sérgio Moiteiro leva as bandeiras negras, o João Paulo leva o megafone e eu levo o curriculum. É que se o Mexia cair, alguém tem de o substituir, não é? E eu estou aqui com uma ideias para a EDP que acho que iam resultar. Qual é a dúvida? Pois se até o Artur de Oliveira chegou a vereador, porque é que eu não hei-de chegar a gestor milionário da EDP?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"Um passo à frente e dois atrás"



Segundo me pareceu durante esta semaana para aí na quarta feira a "Lusa" noticiou que Franscisco Assis e josé Socrates se reuniram e decidiram o apoio a Manuel Alegre nas próximas eleições presidenciais. Esta noticia que foi sendo divulgada ao longo do dia e parecia ser um dado adquirido, foi desmentida lá para o fim da tarde.
Hoje ao ouvir esta musica, achei que foi feita de propósito para esta situação. Se tivesse sido escrita agora, até parecia que tinha sido inspirada numa daquelas escutas esquisitas que andam por aí.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ver o Papa sem ir a Roma

Há uns anitos, quando Bagão Félix era ministro do trabalho e S.Social ( penso que era mais ou menos isto) alterou as leis do trabalho prejudicando os trabalhadores nos chamados “direitos adquiridos”. para atenuar as manifestações contra, teve a “esperteza” de aumentar as férias anuais em 3 dias. Ou seja tirou com uma mão e deu com outra. Diga-se de passagem que teve um grande êxito pois os sindicatos logo se ocuparam a discutir a forma de interpretar a lei, pois o importante passou a ser trabalhar menos 3 dias por ano e logo foram esquecidos os “direitos adquiridos” retirados nessa mesma lei.
Ainda me lembro da reacção dum trabalhador da minha empresa ao dizer: “para que é que quero mais dias para gozar férias, se o dinheiro do subsidio já tem para onde ir (dividas acumuladas) e nas férias não vou sair de casa, porque não tenho dinheiro para as gozar”.
Ainda gostava de ver alguém fazer as contas e saber quanto custa em termos de redução de produtividade e do PIB esta “Chico-espertice deste ministro do governo PSD/CDS.

Noutra forma e noutros tempos e de acordo com o PEC (que vai ter umas costas muito largas, para justificar muita coisa que se está a fazer e ainda a procissão vai no adro) o governo actual (PS) congelou os salários durante 3 anos à função publica. Com uma série de protestos agendados, zás, sai o coelho da cartola. Mais 1 dia (que se transforma em 2) de férias extra a propósito da visita papal.

Dirão alguns que não faz mal, até se poupa nos subsídios de alimentação. E o resto? Quantos Pais que trabalham nas empresas privadas não vão poder trabalhar, por não terem onde deixar os filhos? Quantos actos administrativos se vão deixar de fazer prejudicando os cidadãos que deles precisam. Quantos julgamentos vão ser atrasados numa justiça que já anda a passo de caracol… etc. , etc.…

Alguém me disse que foi uma alta individualidade colocada no” vértice do estado” que pressionou nesse sentido. Então e o PEC? As recomendações de prudência de Bruxelas? E a real situação do País?
Não tenho nada contra a visita de tão alta individualidade ao País. Não tenho nada contra, que se facilite a ida de quem em Lisboa, Porto ou Fátima queira saudar o Santíssimo. Mas porra ,que não seja à custa de quem fica a trabalhar, porque a tolerância de ponto não é para todos.

Mais, será que nalgum destes locais, cabem os 700 mil funcionários públicos?

Revista de Imprensa

Região vende mais para o exterior do que importa

"Leiria e Marinha Grande exportam mais de metade do distrito"

Contrariando a balança comercial deficitária que, de forma geral, caracteriza a economia do País, o distrito de Leiria registou em 2009 um volume de exportações superior ao das importações. Para esse cenário, contribuíram, principalmente, os concelhos da Marinha Grande e de Leiria que, em conjunto, exportaram mais de metade (54%) do que todo o distrito.
De acordo com os dados do Instituto de Nacional de Estatística (INE), no ano passado, as importações custaram a Portugal mais de 50 mil milhões de euros, sendo que o País só conseguiu exportar o equivalente a 31 mil milhões de euros.
Por oposição, no distrito de Leiria, as importações corresponderam a cerca de 862 milhões de euros, valor largamente superado pelas exportações, que atingiram cerca de mil milhões de euros.
A nível distrital, os concelhos que mais exportaram foram Marinha Grande (301 milhões de euros) e Leiria (279 milhões de euros), seguidos por Alcobaça (134 milhões de euros) e Pombal (mais de 84 milhões de 500 mil euros).
No distrito de Leiria, os produtos exportados relacionaram-se principalmente com o sector das indústrias transformadoras, mas também com o comércio por grosso e a retalho, a reparação de veículos automóveis motociclos e de bens de uso pessoal e doméstico.
O mercado europeu foi o principal destino das exportações. Na Marinha Grande, os valores mais altos das exportações foram conseguidos nos mercados espanhol (93 milhões de euros), alemão (65 milhões), francês (40 milhões) e norte-americano (11 milhões). Já em Leiria, os valores mais altos das exportações foram alcançados com Espanha (86 milhões de euros), Angola (52 milhões), Alemanha e França (ambos na casa dos 38 milhões de euros).


SECTOR DOS MOLDES SOBREVIVE À GLOBALIZAÇÃO

Ao contrário das indústrias de cerâmica, de Alcobaça, que não resistiram ao fenómeno da globalização e à concorrência asiática, o sector dos moldes, com forte incidência na Marinha Grande e em Leiria, soube resistir à chegada do mercado global.
O economista Eduardo Louro explica desta forma que concelhos, como o de Alcobaça, tenham perdido a pujança económica de outros tempos, deixando a Marinha Grande e Leiria numa posição de destaque em matéria de exportação.
Os dados do INE não surpreenderam o presidente da Associação Nacional da Indústria de Moldes, Leonel Costa, “pois é nestes concelhos que se concentram as maiores indústrias exportadoras, de moldes e plástico, que exportam cerca de 90% da sua produção”. Pena é que não se exporte ainda mais, lamenta o presidente, lembrando constrangimentos como o elevado custo da energia e dos combustíveis.


(surripiado do Jornal de Leiria)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Saudosismo ou Semelhanças?





Com o meu pedido de desculpas aos calhandreiros mais sensíveis, deixo aqui uma cantiga que me apeteceu ouvir esta noite.

domingo, 11 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Adriano 68 anos



Osvaldo Castro no seu blogue “a carta a Garcia” lembrou Adriano Correia de Oliveira que teria feito ontem 68 anos se não tivesse partido prematuramente. Como disse em resposta amável ao comentário que fiz mantinha com o Adriano uma grande amizade desde os tempos de Coimbra, que se manteve até á sua partida.
O Adriano veio à Marinha Grande dezenas de vezes ainda nos tempos em que o regime obscurantista deposto no 25 de Abril, não lhe permitia cantar livremente. Ainda recentemente circulou por vários blogues a história de um “concerto” no Sport Operário Marinhense, pouco tempo antes desta data, em que o Adriano, O Zeca e o José Jorge Letria foram impedidos de cantar pelas “autoridades” desse mesmo regime.
O Adriano Vinha regularmente à Marinha Grande, para cantar, pernoitar ou simplesmente visitar amigos onde estava o Osvaldo, mas especialmente o Joaquim carreira.

Osvaldo Castro ao postar uma das mais belas e significativas canções do Adriano “menina dos olhos tristes” quis deixar (interpretação minha) um recado. Se este Cantor da resistência e da liberdade marcou a minha geração com inúmeras canções com grande significado, há uma que provavelmente se sobrepõe “A Trova do Vento Que Passa” poema de Manuel Alegre, brilhantemente interpretada pelo Adriano. Perdoa-me caro Osvaldo, mas acho que era esta a canção que querias postar, mas?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Na pretéria semana houve fumaça

Na pretérita semana, a da Páscoa, a única do ano em que o meu afilhado Luís Eduardo, um mimoso e viçoso rapaz na casa dos trinta e sete anitos ainda virgens, tem o seu assomo anual de memória a respeito da minha medíocre existência, lá se cumpriu uma vez mais a insalubre tradição de extorquir o dízimo ao padrinho. O asno, atributo que aproveitou por via genética da sua tia e minha ex-mulher, a azémola Cintinha de Jesus, veio como de costume ao Casal da Formiga, de forma desinteressada está-se mesmo a ver, ansioso por me esganar a carteira. A contra-gosto lá tive de me desfazer duma nota das gordas e dum folar de dois ovos que a vizinha Carminda simpaticamente me tinha oferecido, sem segundas intenções – “olhe que fui de propósito às Figueiras, ao Quintino, para lhe trazer este folarzinho, que é uma categoria”. Se a pobre senhora lhe sonha o fim, ainda tem um fulminante achaque. Justamente.
Mas, caros calhandreiros, não foi por certo para falar do asno, nem da azémola, que hoje vim a terreiro. Não. O que me fez verdadeiramente fazer saltar a carica na pretérita semana, foi o habitual, um recital de folclore pífio, nas barbas do agonizante Titanic. A pique. Pois justamente.
Na pretérita semana, no mesmo dia em que o Constâncio do Banco, de olho pisco e pinta de merceeiro, sacando do lápis preso atrás da orelha, revia em baixa, mais palmo menos dedo, a sua projecção para o desempenho da economia em 2010, prevendo agora um robusto crescimento de 0,4 por cento, ardilosa metáfora para nos revelar que se a coisa não acelera o FMI faz um intervalinho na Grécia, onde se encontra diligentemente a puxar o autoclismo, e num pulinho vem por aí abaixo limpar o cuzinho aos meninos, as modernaças têvês brindaram o povo sereno e porreirinho, em horário nobre, com uma generosa dose de cromos da bola. Fumaça, digo eu que me estou perfeitamente a cagar para o Vieira e para o Costa. Fumaça e ponto final, parágrafo!
Ao ritmo do tremoço e da cervejola, os popularuchos presidentes subiram ao ringue das audiências para espalharem magia e arrotos de gás carbónico. E o povo, esse indulgente juiz, rendido à epifania mandou a crise para trás das costas e continuou a discutir os túneis, os penaltis, o filho-da-puta do árbitro e outras tantas realidades que nos condicionam o dia-a-dia, enquanto os Mexias se entretêm a utarem-nos com vazelima esterelizada. Fumaça, digo eu – fumaça!
Mas, a verdade é que, há qualquer coisa de grave que está a acontecer e que eu não consigo explicar. Como por exemplo aquele diálogo surreal que mantive esta tarde com a Lurdes Rata, a minha mulher-a-dias, que há pergunta – então Lurdes, como está o teu marido? Continua desempregado? – respondeu indiferente – “ora, tudo na mesma, cada vez menos dinheiro na carteira e mais ralações. Mas olhe, pelo menos nunca o vi tão satisfeito, diz que este ano é que é!” – é que é o quê? – retorqui – “então não sabe? Este ano o Benfica vai ser campeão!” - rematou.
Não sei, não sei, não sei. A coisa está ficar cada vez mais complicada e as forças e o discernimento começam a faltar-me. Não sei se emigre ou se eremite, não sei. Se calhar... se calhar... acho que tive uma ideia: vou suscitar a inconstitucionalidade do Tratado de Zamora. Isso, isso, pode ser que pegue e que volte tudo à estaca zero.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Actividade Parlamentar

Sempre atentos à actividade dos “nossos” políticos (ao contrário de outros), e tendo em conta a importância da matéria em causa para o concelho da Marinha Grande, damos aqui conta de duas perguntas, ainda sem resposta, formuladas pelos deputados do PS eleitos por Leiria, perguntas essas que têm como primeiro signatário o nosso conterrâneo e padrinho do novo barco da campanha de pescadores, o famoso “Viking”.



Pergunta 1677/XI/1
Data: 2010-03-04
Assunto: Construção da Ponte das Tercenas sobre o Rio Lis na Praia da Vieira, Concelho da Marinha Grande
[DAR II série B Nº.72/XI/1 2010.03.06]
Autores: João Paulo Pedrosa (PS) , Jorge Manuel Gonçalves (PS) , José Miguel Medeiros (PS) , Odete João (PS)
Enviado a: MIN AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO em 2010-03-05

Ex. mo Sr. Presidente da Assembleia da República

Na sequência de vários relatórios do LNEC sobre as deficientes condições de segurança da Ponte das Tercenas (ponte rodoviária sobre o Rio Lis que liga a Praia da Vieira, concelho da Marinha Grande e Praia do Pedrogão, concelho de Leiria), o governo civil de Leiria patrocinou um acordo que foi celebrado entre o INAG, a Câmara Municipal da Marinha Grande e a CCDR do Centro, com vista à substituição urgente da actual Ponte que apresentava o perigo de ruir.
Esta obra, da responsabilidade do INAG, estava para ser executada no ano de 2009,o que não veio a acontecer por circunstâncias de diversa ordem.
Recentemente, através da nota técnica do relatório do LNEC referenciada pelo Instituto da Água I.P. à Câmara Municipal da Marinha Grande com a designação específica (SAI - PCCRU2010/12de 2 de Fevereiro de 2010) é dito o seguinte:
"(...)Durante os meses de Outubro, Novembro, Dezembro de 2009, notou-se um avanço na degradação da ponte, nomeadamente no que diz respeito à delaminação do betão(...)".
Considerando a gravidade do exposto, os deputados signatários vêm, por intermédio de V. Exa. Perguntar à Srª. Ministra do Ambiente e Ordenamento do Território:
1) Para quando está previsto o início da obra de substituição da Ponte das Tercenas sobre o Rio Lis.




Pergunta 1678/XI/1
Data: 2010-03-04
Assunto: Arribas marítimas em S. Pedro de Moel
[DAR II série B Nº.72/XI/1 2010.03.06]
Autores: João Paulo Pedrosa (PS) , Jorge Manuel Gonçalves (PS) , José Miguel Medeiros (PS) , Odete João (PS)
Enviado a: MIN AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO em 2010-03-05
.
Ex. mo Sr. Presidente da Assembleia da República
.
Na frente marítima da Praia de S. Pedro de Moel. concelho da Marinha Grande, tem vindo progressivamente a constatar-se uma erosão do maciço rochoso (arribas) da referida praia. A erosão tem sido de tal modo grave que as autoridades decidiram interditar toda a circulação automóvel na frente marítima, verificando-se mesmo um aluimento numa grande extensão da avenida marginal.
As autoridades estão conscientes do problema e há a garantia de intervenções no maciço rochoso por forma a colmatar as falhas.
Considerando o exposto, os deputados signatários vêm. por intermédio de V. Exa perguntar à Srª Ministrado Ambiente e Ordenamento do Território:
1) Para quando está previsto o inicio das obras de reforço e consolidação do maciço rochoso (arribas) em S. Pedro de Moel.


(surripiado do Parlamento)

e também vai ao Chão da Lagoa? hum?



Passos Coelho na Festa do Pontal

estou convencido que a taróloga do Pasquim do Tozé é capaz de adivinhar esta…

IOL Diário - Estado introduz mil milhões nas empresas públicas

À custa de quem?

Aqui está a resposta ao post do Torrente

IOL Diário - Estado introduz mil milhões nas empresas públicas

terça-feira, 6 de abril de 2010

e à custa de quem, seu palerma?


António Mexia justifica remuneração com objectivos que a EDP atingiu

e o patrãosinho Estado? não tem responsabilidade nenhuma nesta pouca vergonha?

Informação a conta-gotas

Apesar de já por variadíssimas vezes aqui termos chamado à atenção para o atraso com que a informação chega aos munícipes, nem com o novo executivo a situação se alterou, nomeadamente nos respeita às actas das reuniões do executivo camarário.
Pese embora já estarmos em Abril de 2010, a última acta disponibilizada no sítio da CMMG remonta a Novembro de 2009. Será que não nos ligam nenhuma ou é mesmo má vontade?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Será mesmo verdade?

Sócrates assinou 21 projectos de casas quando era exclusivo na AR

Prometi a mim próprio refrear as críticas que directa e indirectamente tenho feito ao Enjº Jose Socrates, Primeiro Ministro deste País.
No entanto, não consigo ignorar aquilo que a imprensa vai dizendo sobre o presente e o passado daquele que detém a condução dos destinos do nosso País.
Especialmente numa altura em que seria necessária uma grande confiança nos nossos dirigentes políticos, o desenvolvimento deste tipo de notícias que põem em causa a sua honorabilidade, faz-nos pensar se se trata duma perseguição política, ou investigação jornalistica suficientemente bem documentada, o que parece ser o caso do trabalho publicado hoje no jornal, "Publico".
Câmara acusa Recilis de tomar posição "irresponsável e egoísta"

A Câmara Municipal da Marinha Grande emitiu um comunicado onde "estranha" as declarações da Recilis, empresa responsável pela valorização e tratamento dos efluentes suinícolas, mostrando-se "preocupada" com o "incentivo" dado a possíveis descargas ilegais.
O comunicado foi emitido depois de declarações proferidas pela Recilis, numa entrevista ao Diário de Leiria, onde os dirigentes da empresa afirmam não saber que destino dar aos efluentes suinícolas, depois de ter perdido licença de descargas nas linhas de água.
Na referida entrevista, os dirigentes da Recilis atribuem mesmo a responsabilidade ao Ministério do Ambiente e à Administração Hidrográfica da Região Centro por eventuais descargas que possam ocorrer nos próximos tempos.
Declarações que deixaram a câmara da Marinha Grande "preocupada" com o "incentivo dado por esta entidade ao incumprimento da legislação aplicável em matéria das descargas dos efluentes provenientes das suiniculturas".
"As declarações proferidas levam a autarquia a temer pela saúde pública no território do concelho, tantas vezes prejudicado por estas descargas no Rio Lis, com inúmeros danos provocados na qualidade das águas que banham a nossa costa", faz saber a autarquia, que considera as declarações, "irresponsáveis e egoístas, já que apenas pretendem disfarçar a incapacidade de resolução dos seus próprios problemas e esconder as desconformidades legais que ao longo do tempo têm vindo a promover".
"Merecem da parte da câmara as maiores reservas e preocupação, mas igualmente uma posição de defesa intransigente dos direitos da população e da qualidade de vida no concelho", esclarece a autarquia marinhense.
Nesse sentido, o presidente da câmara já solicitou ao governador civil de Leiria e forças de segurança "o reforço da vigilância ao Rio Lis e seus afluentes". Dirigiu ainda comunicações ao primeiro-ministro e à ministra do Ambiente "a exigir uma posição firme no combate a estas ameaças e ao descarado incentivo ao desrespeito pela lei pelos suinicultores da região de Leiria, acreditando que estes possam mostrar mais respeito pelo interesse e saúde pública do que a entidade que supostamente os representa”.


(surripiado do Diário de Leiria)

sábado, 3 de abril de 2010

Revista de Imprensa

"Suinicultores de Leiria exigem solução para efluentes"


Empresários do sector ameaçaram fazer acções de protesto se não houver reposta para o problema

Um grupo suinicultores de Leiria exigiu esta quinta-feira uma solução para a deposição dos efluentes das explorações pecuárias, ameaçando com acções de protesto na próxima semana se não for dada uma resposta às suas pretensões, informa a Lusa.

Carlos Dinis, proprietário de uma exploração com 300 porcas reprodutoras no concelho de Leiria, afirmou que «a renovação da licença à empresa Recilis para o despejo dos efluentes suinícolas em solos agrícolas é uma solução».

Leiria: suinicultores podem libertar efluentes

O responsável reconheceu que a estação de tratamento de águas residuais (ETAR) Norte, em Leiria, «resolve 20 por cento» da produção diária de efluentes suinícolas produzidos na região, que é da ordem dos 2 000 metros cúbicos.

«Quase todas as 450 explorações da região estão neste momento na sua capacidade máxima e não podem reter mais efluentes, mas também não têm onde os colocar», disse o empresário, assegurando que a vontade dos suinicultores «não é ir para a rua deliberadamente prejudicar as pessoas».

Suinicultores de Leiria desmobilizaram

No entanto, admitiu que, neste momento, protestos de rua são uma possibilidade para «alertar» a população do que se passa no sector.

Carlos Dinis declarou estar esperançado que na próxima semana haja um «consenso entre as várias entidades» para ser encontrada uma resposta «até à construção da estação de tratamento de efluentes suinícolas».

A Câmara Municipal da Marinha Grande anunciou ter solicitado o reforço da vigilância do rio Lis e dos seus afluentes, onde se inclui a ribeira dos Milagres.

O município teme «pela saúde pública» no concelho, «tantas vezes prejudicada por descargas no rio Lis», e informa que dirigiu comunicações ao primeiro-ministro e à ministra do Ambiente «a exigir uma posição firme no combate a estas ameaças e ao descarado incentivo ao desrespeito pela lei pelos suinicultores da região de Leiria».


(surripiado do IOL)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

1 de Abril

É evidente que nos referíamos a António Joaquim Ferreira, eminente cartomante, João Pacheco Pedrosa, habilidoso prestidigitador, e Horácio Neto, conceituado mecânico auto, todos eles conhecidas figuras da nossa praça e excelentes colunistas. Uma inocente brincadeira de 1 de Abril.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"OPINIÃO"

Prosseguindo a sua missão de debate plural e de publicação de contributos para a discussão da actualidade através de “diferentes olhares”, o Largo das Calhandreiras conta com novos opinadores, cuja presença muito nos honra, e que por certo contribuirão para um debate de ideias mais rico e diverso.

Comunicado

Dado que nos ultimos anos se tem verificado uma deriva esquerdizante no tipo de artistas contratados para animar as comemorações da data histórica do 25 de Abril. A comissão organizadora das mesmas, comunica que acaba de contratar o famoso cantor Helio dos Passos para o próximo evento.

Só uma amostra...


Dado que o objectivo é só uma amostragem este post desaperecerá dentro de algumas horas.