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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Revista de Imprensa



"O túnel na IVIMA é inviável"


Alberto Cascalho considera que os interesses do concelho da Marinha Grande estão salvaguardados no processo de aquisição da IVIMA 1 - Com a construção dos armazéns nas antigas instalações da IVIMA o interesse da Barbosa & Almeida em deslocalizar-se mantém-se? A Câmara não poderia autorizar a operação que a Barbosa & Almeida pretende para o espaço da ex-IVIMA sem que fossem assegurados os compromissos que a empresa tinha assumido em relação à expansão da zona industrial. Este aspecto consta no processo e a empresa reafirmou o seu interesse em deslocalizar-se. Mas todos sabemos que é um processo moroso e dispendioso e que não será possível actualmente. 2 - A oposição considera que o acordo para a recuperação do edifício histórico da IVIMA é pouco claro. A reabilitação está garantida? O edifício frontal da IVIMA é de grande importância para a cidade. Esta questão foi abordada desde os primeiros contactos. A sua recuperação é importante e está salvaguardada. O uso público também está salvaguardado. Ninguém de boa fé pode pôr em causa a idoneidade da empresa. Desde o início que se comprometeu a requalificar o edifício. Vão fazê-lo no respeito pleno pela traça original e dos materiais originais. A utilização a dar ao edifício já está acordada. Vai acolher instituições ligadas à solidariedade social e da educação. É este o princípio acordado e está garantido. A passagem para papel vai ser formalizada em breve e não tenho qualquer razão para duvidar da palavra das pessoas. 3 - A construção de um túnel era um dos condicionalismos para a aprovação do projecto. Segundo o PS, a ideia caiu sem um explicação técnica que a sustente. O que levou a que a Câmara abdicasse dessa exigência? O túnel foi sugestão minha, para evitar que a circulação se fizesse à superfície. A ideia, na época, foi aceite. No entanto, quando se passou ao estudo técnico da solução, a empresa deparou-se com diversos problemas. Existiam apenas dois locais possíveis para fazer o túnel. Um a norte, que servia do lado da IVIMA, mas que chocava com as instalações da Barbosa & Almeida e que implicaria a mudança de fornos. A outra, a Sul, colocava em risco o edifício frontal da IVIMA e a sua construção poderia levar ao desabamento de parte do edificado. Sabemos que esta alteração vai aumentar a circulação dos camiões num troço de 300 a 400 metros. Mas não implica um aumento de tráfico de pesados na cidade.



(surripiado do Região de Leiria)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

"A fabrica da droga" (Jornal Região de Leiria)

Uma reportagem da edição do Região de Leiria desta semana.

IVIMA > Todos têm percursos idênticos. A vida levou-os até à dependência de drogas. Encontraram-se todos no mesmo local, nas instalações de uma das mais antigas fábricas de vidro da Marinha Grande. Um dia chegaram para comprar e consumir droga. Acabaram por descobrir um espaço onde não eram perseguidos e olhados com desdém. Voltaram. Alguns foram ficando e transformaram as ruínas da IVIMA, aquela que foi uma das maiores unidades de vidro manual da Marinha Grande, na sua casa. Chamam-lhe “A Fábrica”.

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(reportagem integral aqui)

Momento Coltural



Só espero é que a PSP de Braga não venha por aí a baixo e mande retirar este “poste”. Afinal, trata-se apenas da famosa gravura do mestre Cuberto, “A Rata”, uma obra do séc. XVII que, como se pode ver, está em bom estado. A menos que a ASAE ponha em causa o prazo de validade da bicha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Reportagem das Grandes

A Última Fase do Polis

(um trabalho de investigação da repórter Mulher Bidón)
foto: Região de Leiria

A última fase do Polis, relativa à requalificação da Ribeira das Bernardas e espaços envolventes ao estádio municipal, parece estar enguiçada. O problema, que transitou do anterior para o actual executivo, parece não ter solução à vista… mas tem culpados. Felizmente (e por enquanto) os blogues parecem estar a salvo. Já quanto aos jornais, não se pode afirmar o mesmo. Pelo menos da acusação de estarem a contribuir para agudizar o problema, não se livram.


Acta nº 2 - reunião de câmara de 29/01/09 – pág. 6 (disponível no site da CMMG)

Ribeira das Bernardas - o Sr. Presidente referiu que a situação é preocupante, e os jornais têm contribuído para a agudizar. A Câmara tem feito inúmeras tentativas de diálogo e só agora se chegou à fala com o morador, que veio acompanhado do seu advogado e de um outro jovem advogado. A Câmara disponibiliza uma moradia T2, no Camarnal, com um pequeno quintal, que responde ao número de pessoas que compõem o agregado familiar (3 pessoas: o proprietário, a esposa e uma filha).
Para além desta proposta foi apresentada uma proposta alternativa: caso o morador não aceite a anterior proposta será feita uma compensação em dinheiro, no valor de até 15.000 euros, valor que, mais tarde, e em conversa com os advogados, foi até 17.500 euros. O morador pede 25.000 euros. A posição é de tal modo intransigente que as possibilidades de negociação se esgotam. Entretanto aguarda-se a posição do Tribunal sobre a propriedade, que estamos certos que é da Câmara.


“Olhe que não, olhe que não!...”

Num país onde a justiça funciona a carvão, onde os políticos nunca têm responsabilidades e onde a incompetência não tem rosto, as culpas ou morrem solteiras ou são endereçadas para terceiros. Mas basta uma pequena pesquisa na internet para facilmente se concluir que as memórias são curtas e as incongruências muitas.
Vamos lá então à contribuição que os jornais tiveram para o agudizar do problema, chamando-se à atenção para o “pormenor” das datas.


Região de Leiria (03-02-2006)

Requalificação da ribeira depende de expropriações
Artur Pereira, vereador das Obras Públicas da Câmara Municipal da Marinha Grande, quer lançar o concurso público para a segunda fase de requalificação da Ribeira das Bernardas no primeiro semestre de 2006. A obra, que sofreu sucessivos adiamentos durante o anterior executivo, está agora dependente da expropriação de dois imóveis.
Segundo o autarca, o projecto está definido, o caderno de encargos está pronto, há verba para realizar a obra e o concurso público pode ser lançado a qualquer momento. Porém, as negociações com os proprietários dos dois imóveis pode atrasar o início. “Estamos em conversações. Sabemos que inicialmente estava prevista a instalação dessas famílias no bairro do Camarnal, mas isso pode não acontecer. Não queremos negociar à força”, afirma o autarca.
(…)


Região de Leiria (12-01-2007)

Ribeira das Bernardas desbloqueada
(…)
De acordo com o vereador das Obras Públicas da autarquia marinhense, Artur Pereira, o prolongamento da avenida será o primeiro passo a dar. “Vamos reunir com representantes do Modelo [responsável pela concretização da obra] para saber se estão dispostos a pagar tudo, ou a Câmara terá de financiar parte”, explica.
Depois de solucionada a questão da via rodoviária, a autarquia vai lançar o concurso público e avançar com as expropriações que ainda estão por realizar. “Tentámos evitar esta situação, através de acordos com os residentes. Mas não foi possível”, recorda.
(…)


Região de Leiria (16-03-2007)

Última obra do Polis avança na Marinha Grande
A reabilitação da ribeira das Bernardas, na Marinha Grande, e zona envolvente, uma obra no âmbito do programa Polis, vai avançar. A Câmara aprovou na última reunião do executivo, na quinta-feira da passada semana, o lançamento do concurso público e espera ter a obra concluída durante o segundo semestre de 2007.

(…)
Recorde-se que a realização da obra sofreu um atraso devido a problemas com a expropriação de terrenos. Também o traçado do prolongamento da Avenida da Liberdade obrigou um adiamento da obra, uma vez que a REFER, empresa proprietária dos caminhos-de-ferro, considerou que o trajecto da estrada ocupava parte de terrenos seus.
De momento, a questão com a REFER está resolvida e a maior parte dos proprietários chegaram a um acordo com a autarquia para abandonar o local.


Região de Leiria (08-06-2007)

Expropriações atrasam última obra do Polis
As expropriações estão a atrasar a última fase do programa Polis na Marinha Grande. As obras de reabilitação da segunda fase da ribeira das Bernardas, que têm previsto um investimento de 1,3 milhões de euros não vão avançar de imediato, apesar de a empreitada já ter sido adjudicada, de acordo com o vereador do pelouro das Obras Públicas, Artur Pereira.
“Estamos prontos para começar. Mas o problema das expropriações mantém-se. A Câmara chegou a acordo com alguns proprietários, mas outros não aceitaram. Inicialmente, estava previsto o seu realojamento no bairro social do Camarnal, mas há pessoas que não aceitam ir para aquele local”, explica o autarca.
Artur Pereira garante, contudo, que os trabalhos vão começar, no máximo, dentro de três meses. Até porque, caso não tenham início, a autarquia corre o risco de perder o financiamento.
(…)


Região de Leiria (15-02-2008)

Polis está em risco
O programa Polis da Marinha Grande corre o risco de perder o financiamento do Estado. A última etapa do projecto, as obras de reabilitação da segunda fase da ribeira das Bernardas, terá que ser concluída até Agosto para a Câmara poder receber o apoio de 1,3 milhões de euros. No entanto, a autarquia continua com problemas em expropriar parte do terreno, de acordo com o vereador das Obras Públicas, o social-democrata Artur Pereira.
“O gabinete jurídico está com o assunto em mãos. Mas não vai ser fácil conseguir terminar até ao mês de Agosto. Já conseguimos acordo com alguns dos residentes para deixarem aquelas casas e irem para o Bairro do Camarnal, mas há outros que se recusam”, explica o autarca.
Em Junho de 2007, a obra chegou a estar adjudicada. Mas o concurso público acabou por ser anulado, porque a Câmara foi obrigada a alterar o projecto devido à mudança do traçado da Avenida de Liberdade.
(…)


Região de Leiria (08-08-2008)

Última fase do Polis avança
A última fase do Programa Polis da Marinha Grande deverá arrancar no início de 2009. De acordo com a autarquia, falta apenas um despacho do secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades para avançar com a última expropriação.
“Já conseguimos acordo com a maior parte dos residentes para deixarem aquelas casas junto à ribeira das Bernardas e irem para o Bairro do Camarnal, mas há um que recusou, mas vamos invocar interesse público”, explica o vereador Artur Pereira.
(…)


Região de Leiria (12-12-2008)

Polis “isola” casa junto ao Estádio Municipal
Novembro de 2008, todas as casas nas traseiras do Estádio Municipal da Marinha Grande, onde estão a ser realizadas as obras da última fase do programa Polis, foram demolidas. Todas! Não! À semelhança da aldeia gaulesa de Asterix, uma ainda resiste aos invasores – neste caso as máquinas da empresa que ganhou o concurso público.
A história explica-se rapidamente. A Câmara tinha de avançar com a intervenção na zona para não perder a comparticipação estatal. A família que reside na vivenda sempre se mostrou relutante em sair do local, embora os terrenos sejam propriedade da autarquia.
Segundo o REGIÃO DE LEIRIA apurou, foram várias as providências cautelares que deram entrada no Tribunal Administrativo de Leiria para impedir o início da obra. Mas a Câmara acabou por sair vitoriosa do processo e foi determinado que a família teria de abandonar o local até 12 de Janeiro próxima. Uma data pouco adequada à necessidade da autarquia iniciar as obras ainda em 2008. Solução: avançar, vedar o local da empreitada e isolar a casa com uma vedação.
“Não tínhamos uma outra hipótese. Tentamos de tudo, mas mostraram-se sempre inflexíveis, apesar de lhes termos entregue uma casa no bairro do Camarnal”, esclarece o vereador das Obras Públicas, Artur Pereira.
(…)


Jornal de Leiria (15-01-2009)

Última fase do Programa Polis em causa
Câmara da Marinha Grande vai expropriar na Ribeira das Bernardas
Pelo menos dois moradores com habitações junto à Ribeira das Bernardas, em Casal de Malta, Marinha Grande, recusam negociar com a Câmara Municipal. Com necessidade de concluir a última fase do Programa Polis, o presidente Alberto Cascalho adiantou aos deputados municipais que vai expropriar à força. “A câmara já esgotou todos os esforços pela via do diálogo”, referiu, na sexta-feira à noite, Alberto Cascalho. Segundo o autarca, o anterior executivo já tinha tentado o acordo com os moradores sem sucesso. “Retomámos os contactos através dos advogados de alguns moradores e reforçámos a compensação para 12 mil euros.”
Garantindo que pretende evitar a expropriação à força, o presidente sublinha que não pode parar a obra, quando existem habitações “mais condignas” para albergar os moradores.
Pedro Silva, do PSD, lamentou só ter conhecimento desta situação agora, salientando que “seria importante ouvir a outra versão dos factos”. “A expropriação deve ser o limite. A câmara tem a decorrer em tribunal três processos.” O deputado lembra que não pode haver despejo havendo uma acção judicial a decorrer.
As máquinas da câmara já começaram a intervenção junto à Ribeira das Bernardas, na segunda-feira. À hora do fecho do JORNAL DE LEIRIA ainda não se tinha verificado algum acto forçado.
No entanto, será esperada uma posição da autarquia no decorrer do dia de hoje.


Região de Leiria (30-01-2009)

Cascalho quer esgotar diálogo nas obras do Polis
“Vamos esgotar todas as possibilidades de diálogo”. A frase é do presidente da Câmara da Marinha Grande, Alberto Cascalho, sobre as negociações com uma família que as obras da última fase do programa Polis, junto ao estádio municipal “isolou”.
Alegadamente, o terreno onde a casa está edificada é propriedade da autarquia. Mas os moradores não querem deixar o local. Na última reunião, a Câmara fez uma nova oferta. “Aumentámos o valor da oferta monetária que tinha sido feita. Neste momento, está em 12 mil euros. Estamos a aguardar uma resposta”, explica o autarca.
Alberto Cascalho garante que irá até aos limites do diálogo, antes tomar outra tipo de medidas. Isto porque, o Tribunal da Marinha Grande já deu razão à Câmara.


As conclusões? Cada um tira as que quiser…


Em missão especial para o Largo das Calhandreiras,

Mulher Bidón

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

isto quer dizer que se o "nosso" jovem intelectual dominar o mandarim, o PC e o PS da Marinha podem-se entender?

Um responsável do sector intelectual do Partido Comunista Chinês (PCC), Leng Rong, chefia a delegação da China ao congresso do PS português

Revista de Imprensa (actualizada)

Marinha Grande
De capital da indústria do vidro, quase só resta o museu


Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Manuel Pereira Roldão, J.F. Custódio e Ivima. Estes são alguns dos nomes que ao longo de várias décadas estiveram na génese do sucesso da indústria vidreira na Marinha Grande e que deram ao concelho o estatuto de capital do vidro. Foi, também, com aqueles nomes que se escreveram os momentos que marcaram o declínio deste sector, que tem no Museu do Vidro parte da sua memória.

"Hoje, a Marinha Grande, embora continue muito ligada à indústria do vidro, e continue a ostentar com orgulho o título de capital do vidro, mas a realidade é já bastante diferente do que era há 50, 100 ou 200 anos", admite o presidente da Câmara Municipal, Alberto Cascalho.

O autarca reconhece que "a cristalaria manual tem vindo progressivamente a desaparecer", mas destaca que o vidro de embalagem, as garrafeiras, se tem afirmado.

"São unidades que do ponto de vista tecnológico estão bem apetrechadas e constituem hoje três principais baluartes em termos de emprego", afirma Alberto Cascalho.

A coordenadora da Zona Centro do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV), Etelvina Rosa, acrescenta que "são poucas as empresas da indústria vidreira que realmente resistem" no concelho.

Além das três garrafeiras, com um total de 1.200 trabalhadores, a sindicalista aponta uma unidade de produção de vidro automático e outra de vidro científico, a que acresce uma empresa de vidro manual.

"É manifestamente pouco", comenta Etelvina Rosa, apontando números que indicam que o sector perdeu, na última década, 1.200 postos de trabalho.

Parte desses trabalhadores tiveram como destino o Centro de Emprego local.

"O desemprego na Marinha Grande começou a sentir-se fundamentalmente no sector do vidro e, em particular, na cristalaria manual", anota o director do Centro de Emprego, Álvaro Cardoso, adiantando que "desde 1985 o volume do emprego no sector da cristalaria tem vindo a emagrecer substancialmente".

"No vidro manual não deverão ir além das duas centenas, sendo muito optimista", afirma Álvaro Cardoso.

A responsável do STIV diz no entanto que não é por esta razão que a Marinha Grande deve perder o estatuto de capital do vidro, alimentando uma espécie de regresso ao passado, ao mesmo tempo que se mostra crente na reactivação de unidades fabris de que, nalguns casos, apenas restam as paredes de um edificado que resiste ao tempo.

Opinião contrária tem o director do Centro de Emprego. "Do ponto de vista económico, de viabilidade deste sector, os exemplos que temos não nos auguram grandes esperanças a esse nível", refere Álvaro Cardoso, que antevê o futuro da cristalaria manual como uma arte mas não como uma actividade profissional.

"Penso que vão prevalecer sempre artesãos, mestres, interessados em perpetuar esta arte, mas do ponto de vista da arte e não em termos económicos", esclarece.

"Não acredito que fiquemos só com o museu", responde a sindicalista Etelvina Rosa, que lembra a importância do vidro.

"A Marinha Grande e o País não gostariam, naturalmente, que no futuro um sector tão importante como é este da cristalaria tivesse representação apenas como uma memória do passado, nomeadamente através do Museu do Vidro", diz, por sua vez, o presidente da Câmara Municipal.

Alberto Cascalho observa que este "é um sector histórico que tem prestigiado o País e a indústria nacional e que merece alguma atenção da parte do Governo", nomeadamente a "disponibilização de apoios e de medidas que permitam recuperar aquilo que foi sendo perdido".

O Museu do Vidro, instalado no Palácio Stephens, completou dez anos em Dezembro passado, data assinalada com a inauguração do espaço das reservas museológicas.

Propriedade da Câmara Municipal, o museu inclui peças concebidas pelos artistas vidreiros da Marinha Grande, representando igualmente alguns dos momentos mais marcantes desta indústria, que se instalou no concelho há cerca de 250 anos.

A exposição permanente, que se divide por dois pisos, contempla as peças mais significativas da colecção de vidros de cristalaria, de produção industrial, e elementos relacionados com aspectos tecnológicos da produção de vidro.

A transformação do espaço em museu nacional do vidro e a sua integração na Rede Portuguesa de Museus são dois dos objectivos da autarquia.


(surripiado do DN Madeira)

Revista de Imprensa

"Peritos avaliam terrenos para construção de variante"

Um grupo de peritos está a efectuar a avaliação dos terrenos na Marinha Grande, por onde irá passar a variante à cidade vidreira, que fará a ligação entre a zona da Embra e o acesso a Vieira de Leiria.
O primeiro troço a entrar em obras será o Nascente-Norte, por ser aquele em que o processo está numa fase mais adiantada, e a autarquia marinhense aguarda por um parecer da Administração das Regiões Hidrográficas (ARH), depois de terminada a fase de consulta pública.
Aquela entidade vai efectuar a análise das 12 reclamações/propostas apresentadas pelos munícipes da Marinha Grande e só depois é que avança o processo para o lançamento do concurso público.
Esta é apenas uma parte de um anel de variantes que vão ser construídas na Marinha Grande, com o objectivo de aliviar o trânsito - essencialmente o pesado -, do centro da cidade vidreira. Posteriormente, este troço irá ligar aos das variantes Sul e Poente.
“São obras fundamentais para a Marinha Grande, porque, como é sabido, todos os dias circulam centenas de viaturas na malha urbana e o nosso objectivo é retirá-las do centro”, explicou Alberto Cascalho, presidente da Câmara da Marinha Grande.
O autarca pretende que as obras avancem a curto prazo, mas não é garantido que arranquem ainda durante este ano. “Se as obras dependessem da autarquia já teriam começado”, acrescenta o autarca.

Variante de Albergaria é das mais estruturantes
Apesar da circular exterior à cidade da Marinha Grande ser uma obra necessária, o presidente da autarquia destaca a variante de Albergaria como “estruturante” por fazer a ligação às auto-estradas A1, A8 e A17 e ao futuro IC36.
A empresa Estradas da Portugal (EP) já entregou o projecto nos serviços da autarquia e o presidente da edilidade está a aguardar pela marcação de uma reunião com os responsáveis do EP para, em conjunto, discutirem alguns detalhes em relação ao projecto. “Embora não seja o projecto desejado pela autarquia, concordamos com a globalidade do que já foi feito, mas, mesmo assim, é necessário acertar alguns pormenores “, sustenta Alberto Cascalho.
Uma parte do investimento será suportado com verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).


(surripiado do Diário de Leiria)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CMMG disponibiliza actas a conta-gotas...

Aproveitamos para informar os nossos estimados calhandreiros, toda população em geral e a diáspora em particular, de que já se encontra disponível no site da CMMG a acta nº 2 relativa à reunião do executivo de 29-01-2009.
Então e a acta nº 1???
Cheira-me que deve conter "informação confidencial” ou algum “Segredo de Estado”. Só pode.


Revista de Imprensa (actualizada)

(foto: Região de Leiria)


Quero uma política virada para a pessoa e a sua dignidade


O cabeça-de-lista social-democrata já começou a campanha para conhecer a fundos os problemas do concelho

1 - Iniciou, no mês passado, “Um dia com…”. O que levou à realização desta acção e por que razão escolheu a saúde para primeiro tema?
A minha vida tem sido um pouco desligada da política, por isso tenho de me inteirar das situações concretas e específicas para depois decidir e por isso decidi avançar com esta iniciativa. Escolhi primeiro a saúde porque a minha política vai ser dirigida para a pessoa e para a sua dignidade humana. Durante esta primeira acção, deparamo-nos com sectores que dizem que o SAP do Centro de Saúde da Marinha Grande vai fechar e com outros que pensam o contrário. O director do Centro de Saúde é dos que defendem que o SAP deve encerrar.

2 - Que modelo defende para o Centro de Saúde?
É necessário, sobretudo, humanizar mais os serviços. Melhorar a eficácia.

3 - Que outras acções estão previstas no âmbito de “Um dia com…”
A próxima é dedicada à educação e será no dia 10 de Março. Contamos com a presença de José Manuel Canavarro, que foi secretário de Estado da Educação no Governo de Santana Lopes. Vamos também dar prioridade ao encontro com os comerciantes, por causa do centro tradicional. Temos ainda planeado os temas de ambiente, juventude, forças de segurança e turismo.

4 - Na sua apresentação como cabeça-de-lista, mostrou-se confiante que irá ganhar a Câmara. Tendo em conta o historial do PSD na Marinha Grande considera, realmente, possível atingir o objectivo?
Sei que a tendência de voto na Marinha Grande vai para o PCP e PS, mas eu quero mudar tendência para o PSD. Há uma saturação destes partidos políticos. São os próprios apoiantes do PCP e PS que dizem que a Marinha Grande está uma lástima e que é tempo de mudar. Vou ganhar porque conto com os votos flutuantes. Há 6.000 flutuantes. É nesta franja que vou lutar. Vou procurar os votos dos indecisos. Se conseguir 50 por cento, ganho as eleições.

5 - O facto de ser o primeiro candidato a apresentar-se ao eleitorado tem vantagens?
Tem vantagens, mas também algumas desvantagens, porque pode existir uma saturação. Porém, também tem grandes vantagens. Se entrasse no decorrer da campanha dos outros candidatos não teria hipótese de apresentar as ideias. Agora é possível apresentar as minhas ideias de uma forma tranquila.

6 - Quais serão as suas prioridades caso seja eleito?
Quando digo que a política vai ser dirigida para a pessoa é em todos os sentidos. Desmaterializar, humanizar, desburocratizar a Câmara da Marinha Grande e torná-la mais amiga dos cidadãos é um dos problemas que tem de ser atacado. Penso que tenho algum traquejo para isso, dado ao meu currículo profissional. É necessário que os prazos dos licenciamentos das obras particulares sejam cumpridos.

7 - Essa tem sido uma promessa de todos os candidatos nos últimos anos. O que pode fazer de diferente?
Primeiro, motivar os funcionários. Quero contar com todos, independentemente do quadrante político. Esta é uma questão essencial. Depois, podemos partir para outras soluções. Ainda no capítulo das prioridades, quero dar atenção à revitalização do centro histórico. O saneamento, a revisão do PDM, o alargamento da zona industrial e a construção das variantes são as restantes. Se fizer isto, já coloco o concelho nos eixos.

8 - O assunto mercado municipal vai ser um dos temas a discutir durante a campanha. Que solução defende?
Temos de seguir as boas práticas dos outros. Os mercados da Nazaré e Figueira da Foz são junto aos centros históricos e funcionam bem. A minha intenção é mudar o quartel dos Bombeiros Voluntários para o Casal do Malta, que é uma boa ideia do PS e por isso deve ser aproveitada. No local das actuais instalações dos bombeiros, construía um parque de estacionamento subterrâneo em parceria com privados.

9 - Dê três boas razões para votar em si?
Apresento-me como independente. Não tendo nascido na terra, sou da terra. Sou uma pessoa com experiência e competência.


(surripiado do
Região de Leiria)

ele malha à direita, ele malha à esquerda, ele malha em cima, ele malha em baixo, ele malha ao centro...


ele malha, malha, malha...

para os nervos do camarada Cassete Guerrilha, ou sempre que lhe ocorra escrever uma das suas ternurentas “cartas de amor”, recomendo a opção “manic mode”...
(em http://fun.drno.de/flash/bubblewrap.swf)
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Revista de Imprensa

"Cidade vidreira passa a integrar cluster de plástico"


Chama-se 'Clusterplast' e é um projecto europeu que a câmara da Marinha Grande passou a integrar recentemente, com vista a afirmar o concelho no País e além-fronteiras como território de inovação.
No âmbito do projecto, o município pretende estabelecer parcerias com entidades de outros cinco países com o objectivo de promover as vertentes de pesquisa, investigação, conhecimento e inovação, nas indústrias de moldes e plásticos.
Alberto Cascalho, presidente da câmara da Marinha Grande, esteve em Lyon, França, para participar no lançamento do 'Clusterplast', destacando a importância do projecto "pela visibilidade e promoção internacional de que poderá beneficiar enquanto território de inovação e conhecimento".
O projecto, "de enorme interesse", refere Alberto Cascalho, será "potenciador de um modelo de cooperação capaz de trazer grandes benefícios para a Marinha Grande na área da economia e do conhecimento, mas também em termos institucionais".
"Abre-se a possibilidade através de contactos com outros municípios europeus, de obtenção de novas experiências em diversos domínios, que podem ir desde a cultura ao desenvolvimento urbanístico, passando pelo ambiente", adianta o autarca.
Por outro lado, afirma, "com este tipo de envolvimento, exploram-se possibilidades em matéria económica, com a vinda de investigadores estrangeiros, com a criação de empresas de elevado perfil tecnológico e, até, do ponto de vista turístico, pela associação da beleza paisagística e gastronomia de que a Marinha Grande dispõe e pode oferecer".
A constituição deste cluster europeu teve por base a apresentação de um projecto de financiamento junto da Comissão Europeia, com a duração de 18 meses, entretanto aprovado, com vista à promoção de intercâmbios e trocas de experiências entre investigadores destes países.
O município da Marinha Grande espera que, num futuro próximo, venham a ser estabelecidos contactos com outras entidades empresariais e de pesquisa, com vista a um acréscimo da capacidade de 'lobying' e visibilidade do sector dos moldes e plásticos junto das instituições de decisão política e económica internacionais.
Para além da representação portuguesa, participaram no encontro clusters de França, Espanha, Itália, Áustria e República Checa. Cada um destes clusters é constituído por três tipos de agentes: autoridades locais e/ou regionais, associações empresariais e universidades ou institutos tecnológicos que desenvolvem investigação para a indústria de plásticos dos seus países.




(surripiado do Diário de Leiria)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Revista de Imprensa

Empresa recua na construção de túnel no centro da Marinha Grande

"PS acusa câmara de não obrigar BA Vidros a cumprir acordo"

Os vereadores e deputados municipais do PS da Marinha Grande estão contra a instalação dos armazéns da BA Vidros nas antiga fábrica da Ivima, no centro da cidade, porque a empresa recuou na construção de um túnel. Em conferência de imprensa, acusam o presidente da câmara de aceitar a posição da BA Vidros sem contestar.
“Foi indicado que seria construído um túnel que iria ligar as instalações da BA Vidros ao edifício da Ivima, desviando alguns camiões TIR do trânsito local”, adianta João Paulo Pedrosa, vereador do PS, garantindo que o executivo veio mais tarde dizer que tal “não era viável”.
Além disso, “com a instalação dos armazéns, o estacionamento na rua Eng. Arala Pinto desaparece”, salienta o socialista. Considera ainda que será “uma tragédia” a passagem de cerca de 84 camiões TIR de dia na cidade.
Para João Paulo Pedrosa, esta obra é “ilegal”, porque “não cumpre as determinações que ficaram acordadas na informação prévia”. O vereador critica, assim, a autarquia por ter aceite – sem contestar - a resposta da BA Vidros, ao dizer “não ser possível fazer a passagem subterrânea”.
Quando a informação prévia foi levada à votação de reunião de câmara, o PS votou contra. Na altura, “a BA Vidros comprometeu-se a recuperar o edifício da frontaria da Ivima para serviços públicos e a construção do túnel”.
O PS defende que os armazéns deveriam ser construídos na zona industrial, nos terrenos que já foram desbloqueados pelo Governo, para o seu alargamento.

CASCALHO ESCLARECE
Alberto Cascalho explica que na apreciação prévia à proposta da BA Vidros, “a câmara tinha definido como uma das condições criar uma passagem subterrânea para o transporte das paletas da fábrica para os armazéns da Ivima”. No entanto, após análise dos técnicos da garrafeira e da câmara verificou-se que, “tendo em conta a localização dos equipamentos, não ser viável fazer o túnel”. Segundo o autarca, a solução seria a sua construção a Sul da fábrica, atravessando a Ivima de forma subterrânea. No entanto, “é extremamente difícil, pondo em risco o próprio edifício”. “O estacionamento não vai desaparecer”, garante ainda Alberto Cascalho, assegurando que a supressão de alguns lugares serão colmatados com a criação de 75 estacionamentos, que darão apoio aos serviços que irão funcionar no edifício principal da Ivima. O presidente lembra ainda que a BA Vidros irá recuperar a fachada da antiga fábrica, garantindo a utilização de todos os materiais originais.


(surripiado do Jornal de Leiria)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dica da semana

Uma vez que a Av. da Liberdade já vai da Av. Vitor Gallo até à rotunda junto ao estádio (linha a vermelho), e uma vez que o trânsito que vem de sul (Zona Industrial, A8, Moita, Nazaré, etc) e que se dirige para Marinha-Este (Embra, Albergaria, etc), Leiria, etc, já tem mais uma alternativa para evitar a Rotunda do Vidreiro, sugere-se que a câmara coloque sinalização adequada de forma a indicar essa alternativa. Por exemplo, quem vem da Nazaré e se dirige para Leiria poderá agora fazê-lo através da Av. da Liberdade e na Av. Vitor Gallo toma a direcção de Leiria (à direita), ou então cortando à direita na Av. Engº Arala Pinto (junto à PSP) e seguindo depois, ou em direcção a Albergaria (Casal dos Ossos, Lameira e estrada Picassinos/Albergaria) ou então na Arala Pinto à esquerda para a Av. 1º de Maio, passando junto à antiga Ivima e tomando a direcção de Leiria na Av. Vitor Gallo (percursos indicados a verde).
Percurso inverso poderá igualmente ser sinalizado a partir de Albergaria ou já na Av. Vitor Gallo (no cruzamento da Av. 1º de Maio e no cruzamento da Av. da Liberdade).
Não custa nada!

ALERTA LARANJA! ALERTA LARANJA!



ATENÇÃO JOVENS! ATENÇÃO JOVENS! INTRUSO NA ÁREA DO PODER LOCAL! REPITO: INTRUSO NA ÁREA DO PODER LOCAL!!! QUEIRAM TOMAR AS MEDIDAS ADEQUADAS À SUA REMOÇÃO!


Pois é camaradas, ele há coisas dos caraças... a menos que (isto é um “suponhamos”), o homem se tenha arrependido e não tenha entregue o cartão, ou então que o seu bom desempenho (como tem sido reconhecido pelo Jovem Santos & sus Muchachos) seja reclamado pelo partido que o projectou para todo o sempre, na história da cidade. Profundo, não foi?!...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Revista de Imprensa




"Serei o candidato natural da CDU à Câmara"
Cascalho preparado para enfrentar a oposição


Como lida com a oposição na Câmara da Marinha Grande

A oposição actual, que é a do Partido Socialista, tem tido uma postura de total falta de ética e de sistemática obstrução à acção da Câmara. É feita por uma verdadeira máquina de propaganda eleitoral, que iniciou a campanha no dia em que perdeu as eleições. O PS não revela que deixou a Câmara da Marinha Grande com um limite de endividamento completamente esgotado. Posso dizer que o actual executivo está a pagar as dívidas do anterior executivo. Em finais de 2005, os Quadros Comunitários tinham fechado a torneira, não havia mais acesso a financiamentos e, entretanto, por inércia do actual Governo PS, o actual Quadro Comunitário - o QREN - leva já mais de dois anos de atraso. Por um lado, é necessário pagar as dívidas do PS e resolver problemas complicados que não foram resolvidos em 12 anos e, por outro, é necessário avançar com projectos estratégicos para o concelho. São quatro anos de mandato em que podemos falar de uma clara fase de transição e em que, também pela mão do PS, nos vimos impedidos, durante vários meses de candidatar várias obras. O PS tem feito tudo para que á Câmara não dê um passo e quando a Câmara está a dar um passo, faz tudo para a obrigar a recuar.


Essa mesma oposição tem acusado o executivo de não concretizar obras.

Durante vários anos foi difundida a ideia de que em termos de infra-estruturas o concelho da Marinha Grande teria graus de cobertura dos mais elevados do país. Quando chegámos confrontámo-nos com zonas que foram urbanizadas sem qualquer infra-estrutura. O caso mais exemplar é nas Trutas. É um trabalho imenso que está a fazer-se, ao contrário do que já foi dito e escrito, de que este executivo não fez um metro de saneamento. Isto para além de ser falso, é repugnante. É tanto mais repugnante quanto, infelizmente, na semana em que o presidente da Federação Distrital do PS e vereador do PS na Câmara da Marinha Grande escreveu sobre assunto faleceu um operário de uma empresa que estava a executar uma obra de saneamento na freguesia da Moita. É bom que as pessoas pensem antes de porem no terreno a sua estratégia de terra queimada para tentarem destruir a qualquer preço o trabalho que tem vindo a ser feito.
Não temos nenhuma dificuldade em confrontar o trabalho feito em três anos com o trabalho desenvolvido pelo PS em 12 anos de mandato. Tive o privilégio de inaugurar uma nova escola nas Trutas, o mercado da Vieira, que o PS não fez e muitas outras intervenções que têm melhorado a vida no concelho. Sei que o PS vai dramatizar ainda mais estas situações e há-de vir aí a fase dos ataques pessoais, mas estamos preparados.


A sua candidatura à Câmara da Marinha é ponto assente?

Essa situação só poderá acontecer depois de, entre mim e o partido, isso estar assente. O partido já me colocou a questão, como certamente já terá falado com outros militantes e independentes. Mas, no meu partido e na CDU, ao contrário do que acontece nalguns outros partidos, as pessoas não se perfilam para ser candidato. As coisas fazem-se a partir de uma avaliação da realidade, de como correu o mandato, das perspectivas de futuro, da situação de cada um em concreto, mas com base num trabalho colectivo. Esse processo está em curso. Não quero negar que, pelas circunstâncias do actual mandato e pela situação com que me vi confrontado, serei o candidato natural. Alguns jornais já o disseram e penso que faz algum sentido. Admito que poderei ser o candidato, apesar de não estar tomada uma decisão sobre a matéria.




(surripiado do Suplemento Distrito de Leiria do Jornal de Leiria - Fevereiro 2009)

O equívoco - 1ª resposta

Com o mesmo destaque com que se tratou os anteriores posts sobre este assunto, aqui fica a primeira resposta, uma chamada de atenção para os "mais desatentos" a qual se regista e agradece;

Anónimo disse...
Aos mais desatentos. O anúncio pertencia a apenas uma imobiliária, a Century 21. Os outros dois (Bolsa Caixa Imobiliário e Loja.com.pt) são portais de imobiliário que apenas replicaram o anúncio original.

2/16/2009 10:25 AM

é mais ou menos como na bola: “perdemos, mas saímos de cabeça erguida!”

Fundos do QREN voam

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O equívoco





"Imobiliária “coloca” Câmara à venda na internet"


“Vende-se imóvel para investimento (loja) com uma área bruta do de 2.106 metros quadrados. O preço de venda está fixado em 950 mil euros (negociáveis). Caso opte pelo arrendamento pagará 5,927 euros mensais”. O texto podia pertencer a um qualquer classificado do REGIÃO DE LEIRIA ou de outro jornal, mas não. Está em várias páginas da internet dedicadas ao sector imobiliário. Nada seria de estranhar se a foto escolhida para ilustrar o anúncio não fosse uma imagem do edifício da Câmara Municipal da Marinha Grande.
“century21.pt”, “loja.com.pt” e o site de imobiliário da Caixa Geral de Depósitos (www.bci.cgd.pt) anunciam, desde a semana passada, a venda dos Paços do Concelho. Os mais alarmistas chegaram a pensar que a autarquia estava a alienar um dos elementos mais preciosos do seu património. Outros, julgavam que se tratava de um equívoco e que o anúncio se referia ao ex/futuro mercado municipal junto ao centro comercial Atrium. Porém, tudo não passou de um grande equívoco.
A imobiliária Century 21 decidiu ilustrar a venda de uma loja situada na Praceta do Vidreiro, com uma imagem “da bela Praça Stephens”, como nos explicou Luís Barbosa, mediador imobiliário com a carteira do imóvel em questão.
Depois de tomar conhecimento do facto insólito, a Câmara enviou um e-mail à empresa Century 21, a solicitar um pedido formal de desculpas pelo que aconteceu e pedindo que fossem tomadas medidas de imediato para que pusesse um ponto final naquela situação.


(Região de Leiria)


Depois de se lerem as notícias publicadas no Jornal de Leiria e no Região de Leiria (ambos de Leiria!), parece que há aqui qualquer coisa que não cola. O equívoco parece sugerir mais algumas perguntas:
- como se explica a coincidência de, em três sites de imobiliárias diferentes, aparecerem as mesmas fotografias?
- é natural um dos mediadores imobiliários dizer que decidiu ilustrar a venda de uma loja situada na Praceta do Vidreiro, com uma imagem “da bela Praça Stephens”? Então e os outros, também decidiram o mesmo por obra e graça do acaso?
- e a câmara ao tomar conhecimento do sucedido enviou um e-mail à empresa Century 21, a solicitar um pedido formal de desculpas pelo que aconteceu e pedindo que fossem tomadas medidas de imediato para que pusesse um ponto final naquela situação? Então mas estas coisas tratam-se por mail? E apenas para uma das imobiliárias?

Duma coisa podem ter a certeza absoluta, é que se alguma imobiliária “pusesse à venda” o Largo das Calhandreiras, mesmo por engano, levava com um par de sapatos pela afronta, e ficava com as orelhas a arder pelo atrevimento!
.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A Hora do Pateta


Edifício da câmara à venda

“Não creio que haja qualquer intenção de lesar a câmara”, adianta Alberto Cascalho, presidente da autarquia da Marinha Grande, em resposta ao anúncio que apareceu em duas imobiliárias, onde colocava o edifício dos Paços do Concelho à venda. A denúncia surgiu no blog de João Paulo Pedrosa, vereador socialista, a quem Alberto Cascalho não poupa críticas: “Demonstra bem aquilo que é a oposição socialista, liderada pelo dr. João Paulo Pedrosa, em relação aos assuntos de interesse do município.” Admitindo o “equívoco”, o presidente revela que já deu instruções aos serviços da câmara para contactarem as empresas responsáveis.
“A foto pode ser um vírus. Se é uma doença viral, vamos tentar não ser contaminados”, acrescenta.


(Jornal de Leiria)



Embora imprecisa, a resposta do Sr. Presidente mostra-se bastante convincente...

Por isso, algumas notas:
Que não haja qualquer intenção de lesar a câmara, parece óbvio.
Ao contrário do que é dito o anúncio aparece em três imobiliárias e não em duas. Imprecisão à parte, pergunta-se, será mera coincidência?
O Sr. Presidente admite um equívoco. Mas afinal que “equívoco” é esse?
A câmara pôs ou não, algum imóvel à venda?
É dito que o Sr. Presidente mandou contactar as empresas responsáveis. Mas responsáveis de quê e que empresas?
Uma vez que o anúncio é preciso e colocado em simultâneo nos sites de três imobiliárias, se o que se pretende vender não é o edifício da câmara nem a Rotunda do Vidreiro (a que aludem as fotos), então o que é?
Mas afinal quais são os "assuntos de interesse do município" que o Sr. Presidente refere a propósito da forma como a oposição tratou o tema?
E porque é que hoje (13/02/09) os anúncios continuam on-line, agora com o mapa de localização da Marinha?
E o vereador que levantou a lebre (não confundir com o vereador com o mesmo nome!), não tem novidades tal como prometia há mais de uma semana?
Mas caso se tome como verdadeira a teoria do vírus, muito semelhante à da cabala e ainda mais brilhante do que a da bala que matou Kennedy, parece só restar uma solução: a câmara abrir os cordões à bolsa e usar um anti-vírus adequado (o Dr. A. Aspirina tem para entrega imediata).
Aguardamos respostas na volta do correio...

"Vais levar com os sapatos!"



Esta semana vai um par de sapatos para cada um dos energumenos (para não dizer pior) que deixam carros velhos abandonados um pouco por toda a cidade. O que se passa nesta matéria, com a aparente impassividade geral, é uma vergonha! Para além dos lugares de estacionamento que “roubam”, estes chaços espalhados um pouco por todo o lado, contribuem para a poluição da nossa cidade, o que, somado à selvajaria de cartazes, publicidades e afins, fazem da Marinha uma cidade suja e desordenada.
Será que não podem ser tomadas medidas?

Para quem ainda não se apercebeu desta realidade e de forma (eventualmente) a chamar à atenção das autoridades com competências nesta matéria, proponho que na caixa de comentários indiquem situações destas (incluindo a sua localização) que sejam do vosso conhecimento ou das quais se venham a aperceber, uma vez agora alertados. Vão ver que a lista vai ser extensa e que ainda se vão “arranjar” uns lugares de estacionamento.

Revista de Imprensa

Presidente da Câmara da Marinha Grande satisfeito com respostas

"Alargamento da zona industrial no bom caminho"


O alargamento da zona industrial Casal da Lebre da Marinha Grande pode ficar desbloqueado finalmente. A garantia terá sido dada pelo director nacional da gestão florestal a Alberto Cascalho, presidente da câmara, ao referir que a taxa de protecção pode deixar de existir.
A expansão tem sido bloqueada devido à exigência de uma área de protecção fixada em 100 metros, que impede a construção nesse espaço. “Na zona industrial da Vieira de Leiria isso determina praticamente a totalidade da área de expansão, o que inviabiliza a expansão de imediato”, assegura Alberto Cascalho.
Na zona industrial da Marinha Grande, a área prevista para alargamento é maior. Mas o presidente da autarquia lembra que o espaço prevê albergar duas das maiores vidreiras do concelho - Barbosa e Almeida e Ricardo Gallo.
“Precisam de uma área muito grande para os armazéns, que foi negociada com a anterior câmara. Mas se houver a obrigação desta taxa limite também inviabiliza de imediato esses projectos”, diz o autarca.
No entanto, Alberto Cascalho conta que o director nacional foi “sensível a estas questões” e revela que poderá haver uma alteração à lei, excluindo essa taxa de protecção. “A concretizar-se o que nos foi dito, teríamos o problema ultrapassado.”



(surripiado do Jornal de Leiria)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Revista de Imprensa


"Queremos reforçar o número de votos na Câmara"

Filipe Andrade é o novo rosto da CDU no concelho da Marinha Grande. O responsável garante que o partido está em condições de vencer as eleições.

EMG: Quem vai ser o candidato da CDU à Câmara da Marinha Grande?
Filipe Andrade: lsso é um assunto sobre o qual ainda não tenho uma resposta. Estamos a iniciar a discussão sobre as várias eleições, europeias, legislativas e autárquicas. Certamente que, dentro dos quadros do PCP e nos quadros da CDU, sairá um nome forte e em condições de continuar o trabalho, que iniciámos há quatro anos atrás.

EMG - Para quando se prevê a apresentação desse candidato?
FA: Do calendário que definimos apontamos para Abril/Maio.

EMG - Não será demasiado tarde, tendo em conta que alguns candidatos já estão em campanha?
FA: Penso que não. Temos provas dadas e o candidato, que vier a assumir essa responsabilidade e essa tarefa estará em condições de cumprir os objectivos, mesmo que seja só apresentado em Abril ou Maio.

EMG - Alberto Cascalho é o preferido?
FA: Acho que é forçoso e até óbvio, que Alberto Cascalho seja um nome em cima da mesa e um nome com força para isso, mas há outros nomes, que estão em discussão.

EMG - :Mas ainda não está mesmo decidido quem vai ser o candidato?
FA.: Não. Neste momento isso é uma discussão do PCP e vamos alargá-la para o âmbito da CDU.

EMG - O que pode fazer a CDU nestas autárquicas? É possível manter a Câmara Municipal?
FA: Da análise que fizemos, neste momento consideramos que, não só é possível manter, como é possível reforçar o número de votos e a influência que a CDU tem na Câmara.

EMG - Quais são os objectivos da CDU para estas eleições?
FA: Em relação à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia da Marinha Grande, o objectivo é reforçar. Em relação à freguesia da Moita, o objectivo é reforçar com uma perspectiva de vencer. E, em relação a Vieira de Leiria, o objectivo também é reforçar com mais votos e mandatos.

EMG - Ainda não há candidatos definidos às juntas de freguesia?
FA: A situação é equivalente à da Câmara. Equacionámos um conjunto de nomes e do colectivo sairá o nome, que estará em melhores condições, para poder cumprir os nossos objectivos.

EMG - Como esperam conseguir cativar os marinhenses?
FA: Não vamos fazer promessas de 150 mil empregos, nem de cheques criança. O que nós propomos aos marinhenses é redesenhar o programa da CDU, enquadrando-o nas condições que aqui existem actualmente. Não abdicamos dos nossos princípios e continuamos a defender, que deve ser o Estado e nunca as autarquias a gerir um conjunto de serviços, que são prioritários e primários, como a água, os esgotos e vias de comunicação. Relativamente ao resto, continuamos a apostar na cultura e queremos reforçar esse trabalho. Queremos reforçar a cooperação entre a capacidade histórica que a Marinha Grande tem nos sectores do vidro, moldes e plásticos e coordenar esta potencialidade com o trabalho da autarquia junto do Governo central, para permitir que possamos atrair para a Marinha Grande investimentos, que potenciem o seu desenvolvimento económico e que, de alguma forma, até combatam o desemprego que o concelho está a sofrer.

EMG - Em que medida a polémica saída de Barros Duarte da Câmara pode prejudicar a CDU nas próximas eleições?
FA: Acho que não prejudicará. Penso que isso é uma situação esclarecida e resolvida e o partido conta com o contributo de todos os militantes para atingir os seus objectivos.

EMG - O PCP precisa de alguma renovação para ganhar mais eleitores?
FA: Eu acho que essa renovação sempre existiu. Terá havido uma fase, há dez anos atrás, em que sofremos a influência de uma série de experiências socialistas. Felizmente, o PCP nunca teve modelos, sempre assumiu a sua independência nas opções políticas que fazia e acho que isso está a dar frutos, pelo bom momento que o partido vive e até pelo número de recrutamentos e de aderências, que temos no partido, ao nível de novos quadros. Para ganhar mais votos o partido precisa de continuar o caminho, que assumiu no 17° Congresso, que é aliar-se mais aos trabalhadores, aos locais de trabalho e às empresas e alargar a sua estrutura para enquadrar o maior número de militantes.


"Cascalho é um nome com força mas há outros em discussão"

EMG - Há jovens a interessarem-se pelos ideais do partido?
FA: Nós não alinhamos num discurso, que a maior parte dos partidos tem, em que os jovens não se interessam pela política. Eu costumo dizer que os jovens não se interessam por politiquices. Da experiência que o PCP tem, mesmo em relação à Marinha Grande, nos últimos anos tem havido um aumento de participação de jovens. Isso reflecte o interesse que os jovens têm pela política e por defender aquilo que são os seus direitos e que hoje estão a ser ameaçados e a ser destruídos. E acho que o jovens não se deixam alienar por uma ideia de que são todos iguais e querem todos é tachos. Acho que isso de facto não acontece, apesar desse discurso ter influência num sector grande da nossa sociedade.


(surripiado da edição nº 7 do Jornal Expressões da Marinha Grande)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Bitaite da Semana


Anacleto Fontaínhas disse...


Vejo, com muita apreensão, que a um assunto com a importância que tem o focado nesta notícia, poucos parece terem 'ligado'!
Pelo menos é o que me leva crer a caixa de comentários completamente vazia!!

Será que os marinhenses têm bem presente o que, de facto, representa para o nosso concelho (para não falarmos já na região) a nossa Mata Nacional?
Por ventura teremos todos presentes que a gestão privada desta Mata, que é nossa, poderá por em risco muitas das coisas que hoje vivemos livremente, como seja, por exemplo, usufruir daquele espaço e, mais do que isso, sentirmo-lo como nosso ao ponto de aí podermos colher lenha e caruma?
Dir-me-ão que cada vez há menos gente a dedicar-se a estas coisas tão prosaicas e quase dignas de livros das memórias marinhenses!
Admito, mas deixem-me ser 'velho-do-Restelo' quando afirmo que, se hoje (já) há pouca gente a ir 'apanhar pinhocas', poderá não vir longe o dia em que esse número aumente consideravelmente!

Mas, mesmo sem atendermos a esses aspectos que até poderão ser de somenos, não será uma afronta (mais uma!), retirarem-nos o prazer histórico de sentirmos aquele espaço como nosso?

Mas que gestão moderna é esta que nos vem amputando do pouco que tínhamos?
Mas que iluminados gestores temos nós que, sentados algures na selva de cimento da capital e sem que, presumivelmente, aqui tenham vindo alguma vez a não ser em raide automobilístico, vão amputando esta Mata a que chamamos, com todo o carinho, 'O Pinhal do Rei', ao ponto de ela ser, já hoje, uma sombra do que foi no passado?

Como se poderá explicar que, durante anos e anos e até ao último quartel do século passado, a Mata tenha tido capacidade para suportar um corpo de técnicos superiores de relevante qualificação, guarda própria, dezenas de trabalhadores diários, serviços de serração, oficinas de manutenção, uma rede viária significativa (infelizmente deixada deteriorar) e hoje esteja na iminência de ser entregue a privados, para exploração?
Haverá, com certeza explicações para este estado de coisas, só que, a um leigo como eu, são muito difíceis de entender!

Jamais nos foi convenientemente explicado por que razão foram daqui, da Marinha Grande, retirados os serviços florestais, colocando-os em Santarém!...
(Que saibamos a mancha florestal existente no Ribatejo não é, em nada, comparável à que aqui existe!).
Será que essa decisão foi tomada no sentido de tornar a gestão florestal mais eficiente? Se sim, então permitam a um leigo como eu que deixe uma pergunta: Se era essa a finalidade, porque razão os resultados não apareceram?... Bem ao contrário, do nosso ponto de vista! O que se vê é uma floresta dotada ao abandono, ou quase, pois nada do que então existia, hoje existe!

Diz-se, na notícia, que as Câmaras de Marinha Grande e de Leiria estão contra este eventual projecto da tutela. Acho muito bem que estejam, assim como concordo com a ideia que ali se aflora de que a Câmara da Marinha Grande venha a reivindicar a gestão deste espaço que, afinal, ocupa a parte maior do seu concelho!

Por tudo isto e que muito me surpreende é que, acerca deste estado de coisas, nem uma palavra tenha havido por parte dos nossos comentadores calhandreiros!
Vejo, com muita tristeza, que se ‘babam’ à volta de politiquices baratas e balofas, mas quando se trata de comentar coisas realmente sérias e graves… …!!

2/07/2009 1:24 AM

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Revista de Imprensa

"PSD duvida das promessas do presidente da Câmara"

Os membros do PSD da Assembleia Municipal da Marinha Grande (AMMG) não acreditam que a actual Câmara consiga cumprir as promessas que fez na última reunião de deputados. Os social-democratas, que votaram a favor o Orçamento para 2009, têm dúvidas que a autarquia consiga iniciar as obras da variante rodoviária nascente, coloque os transportes urbanos a funcionar e encontre soluções para o mercado municipal, edifício da resinagem e o centro tradicional.
Em conferência de imprensa, realizada na última segunda-feira, Pedro André, eleito do PSD, confessou ter “dúvidas” em relação à “capacidade de execução” do actual executivo autárquico. “Infelizmente, temos dúvidas na capacidade de execução deste executivo”. “O mercado municipal está fora de questão. A TUMG [empresa de transportes urbanos]… vamos ver?”, referiu Pedro André.
Os deputados municipais criticaram ainda a forma de fazer oposição do PS. Para Pedro André, os socialistas limitam-se a criticar sem dar opções. “O Partido Socialista é um partido com responsabilidade e quando vota contra tem de dizer por que razão e indicar um caminho”, afirmou Pedro André, deputado municipal.
Os membros da bancada “laranja” da AMMG fazem um balanço positivo da actividade naquele órgão autárquico durante 2008. Para os social-democratas grande parte da discussão “aprofundada e moderna”, com que foram debatidos os assuntos na Assembleia Municipal deve-se ao contributo do PSD e à forma diferente com que olhámos e conseguimos pôr os outros partidos a olhar sobre esses mesmo assuntos”, sublinhou Pedro André.


(surripiado do Região de Leiria)


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"USADO" PARA VENDA

Insólito? Nada disso, apenas abriu a época de saldos.

lojas.com.pt




Bolsa Caixa Imobiliário






Century 21



Imobiliária Elefante Branco

Revista de Imprensa

Leiria e Marinha Grande contra privatização do Pinhal de Leiria

As Câmaras Municipais de Leiria e Marinha Grande estão contra a eventual possibilidade do Pinhal do Rei ser privatizado ou entregue a entidades privados.
De acordo com o decreto-lei 159/2008, a nova orgânica da Autoridade Florestal Nacional (AFN) possibilita “a gestão por parte de terceiros”, permitindo ainda “promover a simplificação administrativa no âmbito dos recursos da floresta”.
Receando a entrega da concessão do Pinhal do Rei a entidades privadas ambas as câmaras tomaram uma posição, partindo da presidente autarquia de Leiria uma postura firme na última reunião do executivo. Isabel Damasceno levou o assunto à reunião de câmara de terça-feira, colocando “à consideração” de todo o executivo a sua posição sobre aquela matéria, a qual mereceu concordância. A autarca manifestou o seu desagrado sobre a possibilidade de o “Estado entregar em regime de concessão ou privatizar o Pinhal de Leiria”, num quadro “previsto” para “várias matas nacionais”, frisou.
“Quero pôr isto à consideração”, porque “o Pinhal de Leiria tem um peso histórico”. “Este Pinhal tem um significado muito grande. É o nosso pinhal”, sublinhou Isabel Damasceno perante todos os vereadores, justificando a necessidade de, a par com a câmara da Marinha Grande, ser tomada “uma posição conjunta, no sentido de alertar que se trata de uma propriedade com peso histórico e não a entregar a privados”, justificou.
“A mata [Pinhal do Rei] é de Leiria e do País”, adiantou a presidente da câmara de Leiria, considerando que uma eventual concessão daquele espaço florestal a provados “não faz qualquer sentido”. Aliás, segundo Isabel Damasceno, “a câmara da Marinha Grande tem manifestado que até está receptiva a gerir o Pinhal de Leiria”, o que, para autarca, seria uma melhor solução. Sobre esta possibilidade, a câmara marinhense ponderaria estudar o modelo de gestão da Mata Nacional, para tentar impedir que a mesma fosse entregue a privados, apurou o nosso jornal.

Concessões apenas para limpeza

Quanto à câmara da Marinha Grande, o presidente Alberto Cascalho rejeita “qualquer intenção” da Autoridade Florestal Nacional (AFL) de “privatizar ou concessionar a entidades privadas” a exploração do Pinhal do Rei.
A hipótese não agrada ao município marinhense, mesmo depois de ter reunido com a AFN na passada semana.
Em comunicado, a autarquia manifesta a sua “preocupação” relativamente à possibilidade “de se poder vir a concessionar a gestão da Mata Nacional a empresas do sector privado”, cenário que não foi confirmado pela própria AFN, que adiantou, porém, estar “em estudo a possível concessão da gestão das mesmas a entidades privadas, não estando a Mata Nacional de Leiria, pelo seu carácter histórico e emblemático contemplado para o efeito”.
Durante a referida reunião, a AFN adiantou ao presidente da câmara da Marinha Grande que “as únicas concessões actualmente previstas para o Pinhal do Rei são as de limpeza de matos e alguns desbastes, dirigidas para as empresas privadas do sector da biomassa que, não só contribuirão para a redução dos riscos de incêndio, como também irão rentabilizar os proveitos da Mata”.
Pinhal à espera
de reflorestação
As preocupações da autarquia marinhense para com o Pinhal de Leiria vão mais longe e dizem respeito ao “desmantelamento dos serviços florestais locais e a ausência de reinvestimento por parte do Estado na floresta da região”, sobretudo na Mata Nacional, “aquela que, desde sempre, proporcionou elevados rendimentos ao erário público sem as adequadas contrapartidas para o concelho”.
Neste contexto, a autarquia lembrou à AFN o incêndio ocorrido no Verão de 2003, no concelho da Marinha Grande, que consumiu cerca de 2.500 hectares de floresta (o equivalente a um quarto da sua área total) e, “passados seis anos, não foram tomadas medidas de reflorestação”.
A área afectada pelo incêndio, sublinhou a câmara, está localizada numa zona com cordões dunares frontais, “sujeitos a elevados índices de erosão desde 2003”.
Em resposta, a AFN reconheceu que “a reflorestação não foi ainda executada” devido a “alguns constrangimentos provenientes das candidaturas”, adiantando, contudo, estar “assegurada uma área considerável de regeneração natural dos próprios talhões do Pinhal”. “Haverá apenas a necessidade de reflorestar as áreas desprovidas de regeneração”, medida que, segundo a AFN, será tomada brevemente.

Ligação afectiva e de protecção à população

A protecção costeira que a Mata Nacional proporciona à população da Marinha Grande foi também um dos aspectos realçados pela autarquia durante a reunião com AFN.
A este factor, salientou, acresce a importância do pinhal para a qualidade do ar, tendo em conta que se trata de uma zona fortemente industrializada.
Por outro lado, a câmara sublinhou a ligação afectiva que a população marinhense tem para com o Pinhal do Rei, e o seu “incomparável valor”, já que se trata de um “regulador do clima, dos habitats e da biodiversidade, purificador do ar, indispensável para a protecção dos solos, regularizador dos recursos hídricos, protector das zonas litorais, e preponderante para um ordenamento racional do território”. Características que, segundo o município, “dão consistência e plena justificação à implementação do Museu Nacional da Floresta na Marinha Grande”.


Governo nega privatização mas admite contratos de concessão

O Ministério da Agricultura negou, ontem, a hipótese de privatizar o Pinhal de Leiria. Em resposta ao solicitado pelo nosso jornal, aquele organismo garantiu que “o Governo não pensa privatizar o Pinhal de Leiria nem qualquer outra mata pública”, não havendo, portanto, “qualquer processo a decorrer”.
No entanto, o Ministério afirma que o Governo “confiou à Autoridade Florestal Nacional, na sua lei orgânica, a possibilidade de estabelecer contratos de concessão com terceiros para assegurar a gestão do património e de atribuições que lhe estão cometidas”.
Para o efeito, a AFN irá elaborar “um estudo comparado de todas as realidades existentes no universo da União Europeia, relacionadas com a gestão de propriedades públicas por parte de entidades que não sejam as administrações florestais públicas”. De acordo com o Ministério, deverão ser igualmente estudados “processos em desenvolvimento em países de outros continentes”, ao nível federal e estadual, com vista a apurar “as possibilidades de concessão da totalidade de gestão a entidades públicas ou de direito público, de concessão da conservação a empresas públicas participadas, e a concessão da manutenção dos espaços florestais e a exploração dos negócios complementares a entidades privadas”.
O estudo deverá estar concluído até dia 30 de Junho deste ano.


(surripiado do Diário de Leiria)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009