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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Discos Pedidos

- …e já temos mais um ouvinte em linha. Boa noite ouvinte em linha, com quem estou a falar?
- Com o Tózé. Posso dizer a frase?
- Concerteza, caro ouvinte.
- “Largo das Calhandreiras - na Vanguarda da Queima de Resíduos Perigosos”. Posso pedir o disco?
- Estamos aqui para servir os ouvintes, caro ouvinte. Ora diga lá.
- Queria ouvir o disco “Que Pecado”, daquele, do… Marques Paulo.
- Para dedicar a alguém em especial, caro ouvinte?
- Queria dedicar ao Sr. Luís, que sou um grande fã dele. É uma pessoa que eu admiro muito e que diz coisas muito bonitas e sentidas. A seguir ao Sr. Camões é o que sabe melhor dizer as coisas por escrito. E um abraço também para o Beto e para o resto do pessoal dos Malucos do Riso.
- Um grande bem-haja para si, caro ouvinte. Fique então connosco e ouça o tema pedido. De Tózé para o Sr. Luís, a linda melodia “Que Pecado”, na voz do inimitável Marques Paulo.
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Revista de Imprensa

"Lisboa e Albufeira têm melhor qualidade de vida de Portugal"

Os concelhos de Lisboa e Albufeira são os que têm melhor qualidade de vida no país, de acordo com um índice elaborado pela Universidade da Beira Interior, a que a agência Lusa teve hoje acesso.
O Índice Concelhio de Qualidade de Vida, elaborado pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social daquela universidade, coloca nas últimas posições os concelhos de Vinhais e Sabugal, no Norte e Centro do país.
O índice baseia-se no anuário estatístico de 2004 do Instituto Nacional de Estatística sobre o qual foi aplicada "uma metodologia original e inovadora", segundo Pires Manso, professor catedrático da UBI e responsável pelo ODES, autor do trabalho juntamente com Nuno Simões, técnico do Observatório.
"O índice tem em conta centenas de variáveis quantitativas, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o consumo, e variáveis qualitativas como a disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição", explica.
Através de "técnicas estatísticas mais simples e outras mais elaboradas, como as multivariadas, caso da análise factorial", o índice avalia cada concelho em três factores: educação e mercado de emprego; infra-estruturas; ambiente económico e habitacional.
Lisboa lidera a tabela com um Indicador de Qualidade de Vida (IQV) de 205,07 pontos enquanto Sabugal (Guarda) ocupa a última posição (278ª) com um IQV de 5,29.
"Da análise do ranking, e começando pelo topo, é de realçar a posição dos municípios de área da Grande Lisboa e os do Algarve, que ocupam, no seu conjunto, 14 das primeiras 20 posições da lista ordenada", destaca Pires Manso.
"Surgem igualmente bem classificados", no grupo dos 20 primeiros, "os municípios de São João da Madeira (3º) e Porto (4º), ambos na região Norte, os municípios de Aveiro (10º), Coimbra (15º) e Marinha Grande (16º), na região Centro, e Sines (20º), o município melhor representado do Alentejo", sublinha.
"Olhando para fundo do ranking, a grande conclusão que se tira é que os últimos lugares são maioritariamente ocupados por municípios do Norte e Centro do país: dos últimos 50 lugares, 43 pertencem a municípios destas duas regiões", acrescenta o investigador.
Para além do ranking, Pires Manso coloca a ênfase do trabalho no facto de mostrar "como é importante a selecção dos indicadores quando se pretende medir a qualidade de vida. Apesar dos resultados, no geral ,não diferirem muito do esperado, permitem detectar casos particulares de sucesso".
Os primeiros 20 classificados por IQV: Lisboa 205,07; Albufeira 181,04; São João da Madeira 168,57; Porto 161,05; Sintra 158,73; Lagos 158,51; Cascais 148,57; Lagoa 143,95; Vila Franca de Xira 142,82; Aveiro 142,81; Loulé 141,43; Portimão 140,04; Oeiras 135,78; Faro 134,13; Coimbra 133,45; Marinha Grande 131,56; Vila Real de Santo António 130,86; Amadora 130,32; Palmela 128,77; Sines 128,65.
(...)

(surripiado da RTP)


"Valorlis avança para tratamento de resíduos orgânicos"

A empresa responsável pela recolha e tratamento de lixos de seis concelhos da Alta Estremadura – Pombal, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém e Porto de Mós – consignou ao consórcio liderado pela Efacec a construção da "Central de valorização orgânica" e "Unidade de digestão anaeróbia". Este passo é fundamental para que a empreitada possa ter início nos primeiros dias de Fevereiro. O custo da obra ascende a 17 milhões de euros, comparticipado pelo Fundo de Coesão da União Europeia, e estima-se que entre em funcionamento no final do próximo ano.
Para Miguel Aranda da Silva, administrador-delegado da Valorlis, "a entrada em funcionamento da "Central de valorização orgânica", através do aproveitamento energético de biogás, irá contribuir para a melhoria do ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos da Alta Estremadura, tendo sido concebido de acordo com as políticas comunitárias da área do ambiente".
A central vai diminuir a quantidade de matéria orgânica colocada em aterro e promover também a valorização energética, através do aproveitamento do biogás produzido, reduzindo assim as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), e colocando na rede eléctrica a energia produzida. Produz ainda composto orgânico que poderá ser utilizado como fertilizante.
A obra resulta de um concurso público internacional, conforme previsto no Plano Estratégico Nacional para a Redução de Resíduos Urbanos Biodegradáveis.


(surripiado do Diário As Beiras)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

foi no Roque ou no Meiavia?

"F-16 que se despenhou realizava primeiro ensaio após grande manutenção"

Ração de Combate

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"De facto, a posição do PS local é legítima. Não ficava mal a Alberto Cascalho, que liderou a comitiva [ao Tarrafal], convidar os partidos com representação na Assembleia Municipal. Aliás, o presidente deste órgão também seguiu viagem.
Se é legítima a posição socialista, não deixa de o ser a decisão do presidente em exercício da Câmara Municipal.
Em política tem de haver ética. Ora se Alberto Cascalho tirou os pelouros quando assumiu funções, demarcando-se totalmente dos vereadores do PS, que lógica teria ir agora de “mão dada” com João Paulo Pedrosa ou Álvaro Pereira para Cabo Verde?"
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A Direcção do JMG
Editorial de 24/01/08

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O PêCê Capitulou!

Camaradas, o PêCê capitulou aos interesses do grande capital, das grandes cadeias de distribuição que destroem o comércio tradicional e subordinam os fornecedores a uma lógica predadora!
Camaradas, o PêCê, mais preocupado com os interesses do futebol do que com o povo trabalhador, mais preocupado em fazer negociatas com o grande capital do que em defender os pequenos e médios comerciantes, ofereceu de mão beijada ao grande capital um terreno no centro da cidade, um terreno que deveria ser de todos! É a política e o futebol de braço dado!
Camaradas, o PêCê está a seguir uma política de direita, uma política neo-liberal do quanto pior melhor, em defesa do grande capital e das multinacionais. Este PêCê precisa de ser doutrinado e nós temos de lhes mostrar o caminho com a nossa luta. Eles que aprendam connosco e com estes camaradas!
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

PORTELA+1 - RESULTADO FINAL


3 - 0
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Já agora, alguém avisou os fulanos de que vão construir ao lado dum parque contaminado?
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A "BOMBA"


E andam os amaricanos preocupados com o Irão! Nós é que temos a BOMBA!... Estúpidos.

Revista de Imprensa

"Bares da praia da Vieira poderão fechar mais cedo"

A Câmara da Marinha Grande pondera reduzir o horário de funcionamento dos bares, localizados na praia da Vieira. A possibilidade tem vindo a ser estudada pelo actual executivo, devido à ocorrência frequente de incidentes, junto à denominada "rua dos bares". O homicídio, no último fim-de-semana, de um jovem, de 25 anos, colocou o assunto na ordem do dia. Antes de ser tomada qualquer posição, a autarquia convocou, para segunda-feira à tarde, uma reunião com a junta de freguesia de Vieira de Leiria e a GNR.

Segundo o presidente da Câmara, Alberto Cascalho, "a redução do horário, actualmente alargado para alguns estabelecimentos até às 4 horas, está em cima da mesa, há já algum tempo". Não por actos de violência, como o que aconteceu na madrugada de domingo, por considerar que se tratou de um "caso esporádico", mas sobretudo por causa do impacto do ruído. "É uma zona residencial e os bares, quer queiramos quer não, perturbam o sossego das pessoas", refere. Admite o líder do executivo que, antes da próxima época balnear, o funcionamento dos estabelecimentos nocturnos pode vir a ter novas regras e a redução do horário para as 2 horas é uma "hipótese bastante plausível", considera.

O presidente da Junta de Vieira de Leiria, Paulo Vicente, mostra-se "preocupado" com o sucedido, sobretudo pela "imagem que uma ocorrência desta gravidade transmite". "Acaba por afastar as pessoas que apenas querem divertir-se por um bocado", lamenta. Lembrando que "os bares atraem muita gente à praia da Vieira, constituindo uma mais valia na divulgação e promoção da praia, sobretudo no Verão", frisa que "o assunto é muito delicado e tem de ser analisado com muita sensibilidade". De um lado, os moradores, do outro, os estabelecimentos nocturnos e a concentração de multidões. Lados diferentes que precisam de se juntar para o bem de todos, defende Paulo Vicente.

Para o autarca, para além do policiamento, que "é muito importante", é necessário um "esforço das diversas autoridades para que reforcem a fiscalização, tanto aos bares como aos seus utilizadores". "Se a presença das autoridades for conhecida e divulgada, quem lá for, por bem, sente-se mais seguro e quem tem más intenções se calhar já não vai", observa.

A Câmara garante estar atenta ao problema, limitando o horário de funcionamento até às 2 horas a todos os novos pedidos de licenciamento. Recentemente, foram dadas ordens de encerramento a um bar, que estava a funcionar ilegalmente.

(surripiado do Jornal de Notícias)

Arrufos das Elites

A frase “assassina”:

"O que faz falta ao concelho?
(…) um jornal semanário vocacionado para os lugares e freguesias, cultura e vida local;"

Hermínio Nunes à Agenda Cultural da CMMG



A reacção “violenta”:

"Na Agenda Cultural de Janeiro, da responsabilidade da Câmara Municipal da Marinha Grande, paga pelos contribuintes, um destacado historiador local sugere que o concelho possa ter um jornal semanário “vocacionado para os lugares e freguesias, cultura e vida local”.
Se há semanário na região que está vocacionado para os lugares e as freguesias, para a cultura e a vida local é o Jornal da Marinha Grande.
(…) É assim ridículo que pessoas que pouco ou nada deram ao jornalismo concelhio venham a público defender cenários irreais, que num passado recente deixaram histórias macabras ainda por contar no panorama jornalístico concelhio.
Sejamos claros: a Marinha Grande, neste momento, não tem espaço para dois títulos. Se já não é fácil manter um, quanto mais dois. Daí que defender um novo semanário concelhio só pode ser visto como uma brincadeira de mau gosto ou uma leviandade. Não basta falar, é preciso dar o exemplo. Assim, desafiamos o autor a juntar-se à nossa equipa e a concretizar, no Jornal da Marinha, aquilo que defende num semanário. Se não o fizer, que se cale e deixe de meter a foice em seara alheia."

A Direcção do JMG em editorial na sua última edição


Conclusão (popular):

Quem te manda a ti historiador tocar rabecão? Quem sabe da tenda é o director encartado!
Deus nos livre de cair em desgraça… lagarto, lagarto, lagarto!
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

procurem nas veias e nas narinas, pode ser que a encontrem. ou então na Ivima.

Droga desaparece de quartel da BT e militares procuram até nos esgotos

ó geninhos, vejam lá se é desta que a malta encontrou

Revista de Imprensa

"Estacionamento do Cristal Atrium vai fechar"

Piso utilizado por clientes deverá fechar no último dia do mês

O parque de estacionamento do piso -1 no centro comercial Cristal Atrium, na Marinha Grande, vai encerrar no último dia de Janeiro. A decisão foi tomada pela proprietária do espaço, a Banif Leasing, na sequência de um desentendimento com a administração do edifício. No final de 2006, ambas as partes chegaram a acordo para que os cerca de cem lugares se mantivessem a funcionar, desde que os condóminos assegurassem as despesas. Segundo o Banif, o protocolo foi verbal e nunca foi cumprido, pelo que agora o encerramento é definitivo.

Mas a empresa MMC, que administra o prédio, garante que se encontra em negociações com o proprietário, de forma a adiar a decisão, pelo menos até que se realize a assembleia de condóminos, o que acontecerá em Fevereiro. Paulo Gaio, um dos comerciantes do centro comercial, acredita que "ainda é possível encontrar uma solução", admitindo que se "o parque fechar os prejuízos serão bastante significativos". "Iria afectar o centro. Aqueles lugares são uma mais valia, já que no exterior não há locais para estacionar e as pessoas não estão para andar a pé", adianta.

Mais contundente, Carlos Portugal, proprietário de uma loja de fotografia, afirma "Se o Banif fechar o piso -1, mata o centro comercial". E acrescenta que o centro "tem problemas financeiros graves, 20% das lojas estão hipotecadas e não pagam o condomínio. "Somos nós que temos mantido essas despesas", diz, referindo-se aos que são efectivamente donos dos estabelecimentos comerciais.

O presidente da associação comercial, Paulo Ferreira, lamenta que as negociações entre as partes não tenham chegado a bom termo, admitindo ser muito difícil chegar a acordo. A culpa, no seu entender, "é de todos" "O condomínio não tem dinheiro e o banco não quer perder dinheiro".

Já a Câmara, proprietária do edifício - onde também se encontra o mercado municipal, que nunca entrou em funcionamento e que, em breve, vai ser posto à venda - assegura que pouco pode fazer. O vereador Artur Oliveira acusa o executivo anterior de ter tomado "más decisões", no que respeita à permuta dos terrenos. Na sua opinião, "os condóminos deveriam pagar a manutenção do piso -1".


(surripiado do Jornal de Notícias)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

INCONGRUÊNCIAS?

Há tempos ouvimos Jerónimo de Sousa dizer, a propósito das “saídas” de Barros Duarte e Luísa Mesquita, que o PCP era um partido diferente, um partido onde os compromissos eram para ser levados a sério. Não duvidamos. Mas presumimos que esta seriedade se estende à coerência das posições do partido em relação àquilo que é o seu pensamento e a sua análise.

O JMG desta semana dá conta que o folhetim Marinhense/E.Leclerc poderá ter uma solução à vista uma vez que a questão irá a reunião de câmara na próxima quinta-feira. Ainda de acordo com este jornal, a construção do espaço comercial deverá ser votado favoravelmente pelos três vereadores do PCP.

Com a suspensão de mandato de Barros Duarte, terão ficado reunidas as condições para que nesta matéria o PCP fale (e vote) a uma só voz, viabilizando a construção daquele espaço comercial no centro da cidade.

O PCP, com a legitimidade que os votos lhe conferem, tem todo o direito de tomar a opção política que muito bem entender. Mas deve explicá-la. Até porque, a nível nacional, o PCP parece vir dar razão a Barros Duarte (que sempre se manifestou contra), quando nas conclusões da conferência nacional sobre questões económicas e sociais que realizou em finais de 2007, fez a seguinte avaliação relativamente ao sector do comércio e distribuição, no capítulo em que se analisa a situação económica e social do país, sendo apontados os seguintes “défices, estrangulamentos e desequilíbrios” (para o sector):

i) O comércio e distribuição - sob o ponto de vista qualitativo são de destacar as profundas alterações nos dois últimos decénios, com o crescimento exponencial dos novos formatos, onde avultam as grandes superfícies (hipermercados e supermercados), os discount, cash & carry, os centros comerciais e a redução brutal do pequeno comércio, dito tradicional. Segundo o Índice Nielsen Alimentar a percentagem de vendas de hiper e supermercados passou de 25,8% em 1987 para 83,6% em 2004, contrapondo-se com o comércio tradicional que regrediu de 74,2% para 16,3%, no mesmo período. O conjunto dos cinco maiores «operadores» (Sonae, Jerónimo Martins, Mosqueteiros, Auchan e Lidl) representa 67,5% do mercado de retalho.

As novas unidades do comércio, pertencentes a grandes cadeias comerciais nacionais e estrangeiras sob tutela de grandes grupos económicos (em Portugal Sonae/Belmiro, Amorim, Jerónimo Martins), para lá da liquidação do comércio tradicional, fazem sentir a lógica predadora igualmente na rede dos seus fornecedores, com a imposição de condições leoninas, e têm profundas consequências nos hábitos de consumo, tempos de lazer e socialização, e na vitalidade dos centros das grandes cidades.

Confirmando-se que os vereadores do PCP vão votar favoravelmente, embora eu não tivesse vontade de contrariar o Sr. Jerónimo de Sousa, a verdade é que parece haver aqui uma incongruência. Ou será que a reserva moral do PCP vai ser Barros Duarte que surgirá à última da hora para “salvar a honra do convento” e votar contra a instalação de uma unidade de comércio com tantos pecados mortais? Nunca se sabe. No lo creo, pero que las hay, las hay.

Bien Venue a S. Pedro - Maisons a Louer Toute L'Anne

Chama-se "Bien Venue a S. Pedro - Maisons a Louer Toute L'Anne" e é o mais recente filme promocional de S. Pedro de Moel, candidato à Cabra d’ Oiro, o mais alto galardão do Festival de Cinema de Curtas e Grossas de Perozelo.
Sob a batuta dum famoso realizador e argumentista que por certo irão identificar, esta pérola do cinema PIMBA (Produções Inteligentes de Muito Boa Aceitação) combina com mestria um argumento de sucesso, uma banda sonora cinco estrelas e uma fotografia só ao alcance dos mais dotados. Chamo a vossa particular atenção para a perícia dos condutores, para a riqueza dos interiores e para um valioso e raríssimo micro-ondas azul-pardal silvestre, uma preciosidade. "Bien Venue a S. Pedro - Maisons a Louer Toute L'Anne" é uma pedrada no charco da cultura merinhense em geral e da minha rica Praia da Concha em particular. Temos a certeza que vai ser um sucesso de bilheteira.

são as chamadas "vantagens competitivas"; afinal há tipos com visão estratégica!...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Momento Musical

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

o dia, que foi de memória e de festa, já vai longo. Mas nada melhor para fim de festa do que um agradável momento musical. E este é um momento musical especial, que vai surpreender muita gente.
Minhas Senhoras e meus Senhores, o Largo das Calhandreiras tem o grato prazer de vos apresentar o tema “Vocês Sabem Lá” na voz de dois ilustres marinhenses.

Muito bem! Muito bem!

E antes de terminar, aproveitamos para saudar Sérgio Moiteiro e Alípio Alves, que mostraram uma faceta artística de muitos desconhecida. Parabéns, nós gostamos e como a função foi desempenhada com algum brilhantismo, achamos que devem cantar mais uma. Minhas senhoras e meus senhores, para terminar, "Cartas de Amor", Sérgio Moiteiro, Alímpio Alves e um magnífico coro, com o FLC superiormente representado.

Bem hajam!...

Foi Reposta a Legalidade

Anónimo disse...
Pedimos desculpa pela demora. Vimos informar que o lapso já foi corrigido.
Gratos pela atenção dispensada,
Despedimo-nos,
Com saudações virtuais.

1/18/2008 6:26 PM





Afinal a espera valeu a pena, o nosso presidente (em exercício!) ficou todo catita.

hoje é dia de germinação


era uma óptima oportunidade para inaugurar a nova placa... ou como diria um famoso pensador marinhense: "obras de invulgar importância para o desenvolvimento do concelho"

HONRA AOS "VENCIDOS"


“O 18 de Janeiro foi uma espécie de ''25 de Abril'' daquela época?
Não! O Movimento Operário do 18 de Janeiro de 1934 fracassou no próprio projecto, não passando de uma derrota histórica do operariado português, fechando o ciclo do anarcosindicalismo em Portugal.”

Hermínio Nunes à Agenda Cultural da CMMG


A pior homenagem que hoje poderíamos prestar ao HERÓIS do 18 de Janeiro de 1934, seria levar-mo-nos demasiado a sério. A nós e a outros. A LUTA CONTINUA!


LIVRE

Não há machado que corte
a raíz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre


(poema de Carlos Oliveira)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

e isso inclui as “promessas eleitorais”?

Polícia ensina idosos a defenderem-se de burlas

Revista de Imprensa

"Parlamento discute nova lei eleitoral"


A pouco mais de um ano de distância das eleições autárquicas, o Parlamento discute esta quinta-feira uma nova lei eleitoral.


Uma proposta conjunta do chamado “Bloco Central”, resultante do entendimento entre PS e PSD, vai permitir a constituição de executivos maioritários.

O partido vencedor fica automaticamente com a maioria dos vereadores, que são escolhidos pelo presidente de entre os nomes da lista da assembleia municipal.

No caso de Lisboa, onde o número de vereadores vai ser reduzido de 16 para 12, o partido mais votado tem sete vereadores e a oposição fica com cinco.

O projecto que tem a assinatura do PS e do PSD reforça ainda os poderes de fiscalização da assembleia municipal, que passará a poder aprovar moções de rejeição, que precisam de uma maioria de três quintos. Em caso de segundo rejeição, realizam-se eleições intercalares para a Câmara.

Um outro ponto que já mereceu a contestação dos autarcas tem a ver com o facto de os presidentes de junta de freguesia ficarem, a partir de agora, excluídos das votações do orçamento e das Opções do Plano.

O diploma PS-PSD é fortemente contestado pelos outros partidos com assento parlamentar.

António Filipe, do PCP, diz que socialistas e social-democratas querem tornar-se “donos do sistema”.

Também o CDS-PP não fica atrás nas críticas e apresenta propostas de alteração. O deputado António Carlos Monteiro diz que a assembleia municipal deve reunir-se, pelo menos, uma vez por mês e ter poderes reforçados, em matéria regulamentar e orçamental.

PS e PSD já se mostraram disponíveis a acolher as propostas centristas, desde que não contrariem o essencial do projecto comum dos dois partidos.

O líder parlamentar social-democrata, Pedro Santana Lopes, sublinha essa mesma disponibilidade.

O debate na generalidade da nova lei autárquica vai ser acompanhado por dezenas de presidentes de junta, que se deslocam a Lisboa para mostrarem o seu descontentamento face ao projecto do “Bloco Central”.

Armando Vieira, presidente da ANAFRE, avisa que se não foram introduzidas alterações ao projecto dos dois partidos, o diploma acabará no Tribunal Constituciona.


(surripiado da Rádio Renascença)


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

PêCê Reage a Post do Largo das Calhandreiras

Esta tarde, algum tempo após ter sido publicado neste (excelente) blog um aturado trabalho de investigação do nosso camarada Zézé Camarinha, o PêCê decidiu substituir João Barros por Alberto Cascalho, na galeria dos presidentes de câmara, no seu site oficial. A substituição é por agora parcial uma vez que dada a ausência de Alberto Cascalho, em missão ao Tarrafal, não foi possível obter uma fotografia tipo passe que permita concluir com êxito a referida substituição.
Tendo em conta que João Barros ainda não renunciou ao mandato, sugere-se que seja indicado no site que Alberto Cascalho é, por agora, presidente em exercício.


Dois Pesos e Duas Medidas

A contrastar com a reacção imediata de substituição do presidente está a substituição da placa do “Beco das Cidades Germinadas”, um caso denunciado pelo Largo das Calhandreiras em 19 de Março de 2007 e ainda sem solução à vista. Volvidos quase dez meses o beco continua sem placa e os moradores começam a mostrar sinais evidentes de stress pós traumático e depressão nervosa. “Se o problema não se resolver rapidamente vamos denunciá-lo à SIC”, afirmou-nos um morador do beco, que se quis identificar mas que nós impedimos. Fica o aviso.

Toda a Verdade (a Bem da Verdade)

Legalmente, uma das funções/atribuições dos revisores de blogues, é a de repor a verdade dos factos. Quem foi que disse que, à boa maneira estalinista, andaram a “apagar” das fotos o (ainda) presidente com mandato suspenso, para aparecer apenas o (ainda) presidente em exercício? A bem da verdade o que aconteceu foi que, por uma ou por outra razão as objectivas não apanharam de facto JBD - ou porque se baixou para atar um sapato, ou porque foi chamado para dar um autógrafo, ou porque estava apertadinho e foi fazer um xixi, ou porque se estava a aconselhar com o vereador Artur, etc, etc, etc. Os acontecimentos não esperam pelas pessoas e se JBD não aparece nas fotos é porque por acaso naquele momento não estava ao alcance da objectiva, e esta é que é a verdade! Como é que nós sabemos? Está aqui a prova oficial. OFICIAL, repito. Para o partido o homem ainda é o presidente e a foto está lá para prová-lo! Foi esquecimento – dizem vocês. Isso é que não foi - dizemos nós! Ora confirmem lá se a foto da Dores Meira não está por cima da do Carlos de Sousa na câmara de Setúbal. Quem tem razão, quem é? O Largo das Calhandreiras, pois tá claro!

hum... não acredito!...

Parque verde na Portela

porra! fui outra vez enganado pelas “gordas”.
era bom, não era?
era...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

PARTIDOS

Uma coisa é certa, a democracia vai muito para além dos partidos. Mas, será possível uma democracia sem partidos? Este poderia ser eventualmente o ponto de partida para a discussão. O “divórcio” entre cidadãos e partidos, com reflexos imediatos na qualidade dos políticos e nas preocupantes taxas de abstenção aos actos eleitorais parece agravar-se, e nem mesmo algumas tímidas e pontuais tentativas de abertura dos partidos à sociedade civil parecem resultar. Diz-se muitas vezes que os partidos têm de alterar algumas das suas práticas, de se renovarem, de se reinventarem, mas a inércia parece ser a palavra de ordem.

A realidade partidária na Marinha não é excepção e os acontecimentos que marcam o passado mais recente da nossa vida autárquica vêm provar que os partidos se movem fundamentalmente por lógicas de poder (interno e externo), as quais subvertem por completo o seu verdadeiro papel. O poder nunca deveria ser um fim em si mesmo mas antes um instrumento. Não é por isso de estranhar que se constate esta crua realidade: os partidos servem-se das pessoas e as pessoas servem-se dos partidos. Mas esta lógica de poder pelo poder faz também com que, na maior parte do tempo, os partidos se percam em disputas mesquinhas, laterais à discussão dos principais problemas, mais preocupados em encontrar contradições na prática dos adversários do que em desenvolver mecanismo de auto-crítica que permitam ultrapassar as suas próprias insuficiências. Por regra a culpa é dos adversários e a responsabilidade nunca existe.

Para ajudar à reflexão transcrevo parte duma pequena entrevista que Philippe Schmitter, professor de ciência política no Instituto Universitário Europeu e um dos mais conceituados teóricos sobre a democracia, deu ao Diário de Notícias em Abril de 2006.

Schmitter aponta os partidos como o epicentro de um fenómeno de desencanto com a democracia. Como explica isso?

Os partidos já não são o que eram. Não estão a desempenhar as funções nucleares que sempre desempenharam.

Que funções são essas?

Primeiro, é mediar um sentimento de identificação política dos cidadãos. Em segundo lugar, os partidos devem representar, sós ou coligados, alternativas reais, de forma que os cidadãos sintam que votar num partido ou noutro faz uma significativa diferença, resultando daí um incentivo à participação. O problema é que os partidos, sobretudo os principais, já não têm perfis distintos, estão muito próximos uns dos outros. Finalmente, os partidos são supostos formar governos, mas não o fazem de uma forma que eu chamaria partidária. Explico: os governos cada vez mais são compostos por tecnocratas ou pessoas cujo recrutamento não depende da sua militância num partido, ou de se terem sujeitado a eleições com base partidária. Diria que se olharmos para os governos da Europa Ocidental encontraremos uma percentagem de indivíduos que nunca foram eleitos para qualquer cargo bastante mais alto do que no passado. Os partidos eram um mecanismo de recrutamento, de treino e de teste dos seus quadros perante a vontade popular e, nesse sentido, a composição dos governos era efectivamente partidária. Em muitos governos isso já não acontece.

Em Portugal os governos gostam de incluir quem nunca fez política. Acha que é uma coisa boa?

Não acho que seja uma coisa boa. Pode ser bom num sentido tecnocrático, no qual precisamos de pessoas que estejam acima dos partidos e que possam olhar para um problema difícil para o qual são necessários conhecimentos técnicos. Mas essas pessoas não têm que ser os ministros. É muito diferente recorrer ao contributo de um técnico ou fazer dele o responsável pela política.

E isso acontece porquê? Porque as pessoas estão fartas dos políticos?

Essa é uma parte deste desencanto [Schmitter usa a palavra portuguesa] a que me refiro - há um declínio dramático do grau de confiança nas pessoas que fazem política. Outra questão é saber se a nomeação de não políticos é uma resposta a isso. Não tenho a certeza. Em termos genéricos, tem razão: os políticos sabem que não estão nas boas graças dos cidadãos e nomeiam cada vez mais não políticos. Vimos isto com Villepin, que fez um erro típico de um tecnocrata. Por isso, acho que os que participaram na vida política e tiveram a experiência de concorrer à eleição para um lugar são melhores políticos.

E o que fazer com os partidos?

Há duas questões. O que pode ser feito depende do que achamos que está a acontecer. Uma teoria diz que o que produziu este afastamento foi uma quebra na transmissão inter-geracional dos valores políticos. Uma das formas mais simples de medir esse fenómeno é perguntar aos jovens se sabem em que partido os pais votam. Isto costumava ser fácil: num país como a Itália, 80 por cento dos jovens sabia em que partido os pais votavam. Mas isso mudou. Em parte, porque os pais já não votam de modo consistente num partido - a volatilidade está a aumentar o que torna mais difícil transmitir um quadro reconhecível de ideias políticas. Neste caso, a resposta é: o que se pode fazer é trabalhar mais o processo de transmissão intergeracional de valores. Mas há quem diga que este aspecto não é assim tão importante, porque os jovens podem construir a identidade política através da escola, do trabalho, do tecido social. O problema são os partidos: por causa da convergência dos programas, as pessoas já não os conseguem distinguir. A razão para a desilusão é que o que os pais ou a escola ensinaram já não bate certo. Os debates e os slogans de campanha estão cada vez mais vazios.

Tudo se reduz a escolher pessoas e não programas.

Exactamente, há a mudança de perspectiva. Precisamente porque os programas já não têm um significado distintivo para grandes grupos da sociedade.”

domingo, 13 de janeiro de 2008


O famoso avião presidencial e a mais recente pérola da ressuscitada TUMGA, o Airtumga 1, prepara-se para transportar uma comitiva do nosso município ao Tarrafal como forma de cimentar a germinação das duas Cidades siamesas. A comitiva é composta pelos mais ilustres representantes políticos e líderes da sociedade civil do nosso Concelho (Confraria das Sopas de Bacalhau, Comichão de Utentes, etc…). Como não poderia deixar de ser o FLC, mesmo sem ter sido convidado, vai estar presente (na qualidade de representante dos blogues marinhenses clandestinos), ficando a promessa duma completíssima reportagem fotográfica (tipo KARAS) de toda a missão dos nossos homens por terras de África. Vamos lá ver é se temos lugar, parece que o avião só tem 500 lugares.


Os números


Nesta viagem, que é a maior operação de logística jamais organizada pela TUMGA, a comitiva marinhense não deixa nada ao acaso e os porões do Airtumga 1 vão carregados com cerca de 450.000 toneladas de víveres e material de primeira necessidade. Do precioso carregamento fazem parte, entre outros, qualquer coisa como: 1.600 doses de sopas de bacalhau pré-cozinhadas, 10.000 rissóis, croquetes e empadas de galinha, 1.400 kgs de coelho guisado com ervilhas, ultra-congelado, 500 kgs de bolo de pinhão, 500 litros de licor de leite, 1.250 litros de vinho corrente, 200 paletes de água das pedras, 5.000 sacos de enjoo, 700 metros de rede mosquiteira, 650 litros de bronzeador solar, 7 megafones, 150 bandeiras negras e 15.000 panfletos que sobraram do encerramento do mercado.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Revista de Imprensa

"Eleições para a Concelhia do PSD suspensas por irregularidades"


Marinha Grande, Leiria, 12 Jan (Lusa) - As eleições para a Comissão Política Concelhia do PSD foram suspensas esta noite porque alguns dos elementos que compõem a única lista não estão em condições de serem elegíveis.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Mesa da Assembleia de Militantes do PSD da Marinha Grande, Manuel Teles, disse que "alguns elementos da lista da Comissão Política não tinham condições para serem elegíveis" pelo que as eleições para este órgão foram adiadas.

Para a Mesa, Joaquim Pereira foi eleito como presidente e será deste dirigente a responsabilidade de organizar novas eleições para a Comissão Política Concelhia.

Para estas eleições, apresentou-se uma única lista, liderada por João Cruz, que quer "unificar o partido" depois das estruturas concelhias terem pedido o afastamento do vereador.

O candidato, João Cruz, afirmou à Agência Lusa que não pretende quebrar a solidariedade em relação ao único vereador social-democrata que tem viabilizado a liderança da CDU no executivo.

"Eu estou solidário com o senhor Artur Pereira Oliveira", afirmou João Cruz, referindo-se ao vereador, e rejeitando, nesta matéria, a posição da direcção do Partido, que pediu a demissão daquele eleito.


(surripiado da Lusa)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

"DIZ QUE É UMA ESPÉCIE DE CONTO DE NATAL"

Com este belo Conto de Natal encomendado aos melhores humoristas portugueses da actualidade (não podemos dizer o nome por causa da publicidade), o Largo das Calhandreiras encerra o ciclo das festas natalícias.


(conto propriamente dito)


Casa dos Reis Magros, dia 6 de Janeiro, 10:24 am, batem à porta. (truz, truz, truz)
- Ó Gaspar, vê lá quem é que está a bater à porta que eu não posso lá ir que estou a massajar os camelos.
Gaspar abre a porta mas não vê ninguém e volta para o computador onde está a escrevinhar um editorial todo supimpa para o seu pasquim.
- Quem era? pergunta Belchior.
- Não era ninguém - responde Gaspar.
(truz, truz, truz) Batem novamente à porta. Gaspar volta a abri-la mas não vê ninguém.
- Ei, ei, aqui em cima, aqui em cima, meu, tás a ver?
Gaspar olha para cima e vê um tipo pendurado pela cintura, numa grua.
- Quem és tu? - pergunta.
- Sou uma estrela. Uma estrela pop-rock, bué de radical tás a ver? Tipo cenas altamente, Che, Karl, Lenine, tás a ver?
Gaspar vira-se para dentro e grita:
- Belchior, está aqui um jovem de brinco com um sotaque esquisito a dizer que é uma estrela, uma estrela pop-rock bué de radical.
Belchior chega à porta e confirma o relato do companheiro.
- O que é que queres, meu? – pergunta Belchior pondo uma pose à jovem.
- Tenho de levá-los até ao menino em exercício que já nasceu, tás a ver? Como diz no guião que é costume vocês levarem-lhe umas prendas, tás a ver?
- E como é que ele está? – insiste Belchior esfregando as mãos ainda a cheirar a bálsamo de massagem.
- O parto foi difícil mas apesar de tudo tá fixe - respondeu a estrela. Belchior não percebe e volta a questioná-lo:
- Apesar de tudo, porquê?
A estrela respondeu:
- É que os tempos tão bué difíceis. Cumpriram-se os escritos do profeta Quanto Pior Pior e o menino em exercício nasceu sob o signo da pesada herança, tás a ver? O pobrezinho nasceu na penúria, nem tem dinheiro para mandar cantar um mudo!
- Um cego! - corrigiu Gaspar que era letrado e esperto que nem um alho - Então e o menino em exercício, está com os pais biológicos?
- Não tá com os pais infectivos – respondeu a estrela.
- Afectivos! – corrigiu Gaspar que era letrado e esperto que nem um alho.
- Vamos mas é deixar de tangas e avante camaradas. Mas, espera lá, vocês não eram três manos? – pergunta a estrela.
- Pois era, mas o Baltazar que é monhé veio sem papéis e foi apanhado numa rusga do SEF. Os gajos não são para brincadeiras. Agora está no Tarrafal a cantar ku-duro. – respondeu Belchior arreando os camelos para a longa caminhada.
E assim lá partiram ao encontro do menino em exercício.
Pelo caminho passaram por um senhor baixinho e barbudo que estava a dar uma entrevista.
- Quem é aquele? – perguntou Gaspar.
- É o ainda rei Herodes. Tem mau feitio. Finjam que não o viram.
- Acho que não vou com a cara dele – disse Gaspar desconfiado – tenho de escrever qualquer coisa sobre esta sensação que estou a ter. O homem, não sei porquê, não me inspira confiança.
Só que era tarde. Herodes já estava a acabar a entrevista quando os avistou e dirigiu-se de imediato ao seu encontro.
- Então onde vão os meus amigos? – perguntou.
- Cumprir os escritos do profeta da desgraça – respondeu de forma seca a estrela.
- Vamos adorar o menino em exercício, levar-lhe presentes – adiantou Belchior sem se apear do camelo.
- Então e aqui p’ró Herodes não há nada? É que afinal eu é que ainda sou o rei! Já não há respeito!...
- Não nos queres acompanhar? – perguntou Belchior.
- Cruzes canhoto! Não é pelo menino em exercício, ele nem tem culpa, é por dois ou três gajos mal formados, e uma estrela, gente sem categoria que me tramou!
- Vá lá, não fiques com azia – parodiou Gaspar visivelmente satisfeito com a irritação do ainda rei. Tenho de escrever qualquer coisa contra este gajo – pensou.
- Queres uma lembrança? – perguntou Belchior.
- Pode ser – aceitou Herodes. A estrela, impaciente, olhava de forma insistente para o relógio.
- O que é que te faz falta? Talvez uns patins? - perguntou Gaspar com um sorriso maroto.
- Já estou servido, obrigado. O que me dava mesmo jeito era uma cozinha nova que a minha ardeu.
- Ardeu a cozinha e a carreira política – disse a estrela entre dentes.
- O que é que disse a jovem estrela de brinco e sotaque?
- Nada, nada – despachou a estrela tossindo sem vontade.
Gaspar teve uma ideia:
- Olha, o mais que posso fazer é publicar umas coisas tuas. Eu sou um gajo plural.
- Está bem – disse Herodes conformado. – Mandem saudades ao menino em exercício- rematou o ainda rei. Uma lágrima vermelha rolou pela sua face cansada e caiu à terra onde frutificou. Naquele local nasceu mais uma das suas incontáveis obras conforme tinha sido anunciado pelos profetas. Em jeito de despedida a estrela disse:
- Bom trabalho Herodes. Mas agora deixa-nos ir que já só temos dois anos e não podemos perder mais tempo contigo.
Retomada a marcha, após cinco dias e cinco noites de viagem os Reis Magros e a estrela chegaram a um pobre e modesto complexo abarracado onde se encontrava o menino em exercício e a família. Em cima da barraca principal um anjo desesperava.
- Olha, o que é está ali a fazer o João Portugal empoleirado? – perguntou Belchior surpreendido.
- É um anjo, o camarada anjo – esclareceu a estrela.
- Táva a ver que nunca mais chegavam. Vamos lá a despachar a coisa que me ligaram agora a dizer que estão umas ondas fantásticas – disse o jovem anjo.
Belchior e Gaspar entraram na barraca principal e curvaram-se diante do menino em exercício. O cenário era belo e resplandecente. Visto de fora ninguém diria as condições que o complexo abarracado reunia por dentro – águas quentes e frias, bancas em aço inoxidável, ambiente climatizado com controlo de temperatura, balneários, etc, etc, etc – disser-ía: não olharam a despesas. E não era caso para menos.
O menino em exercício olhou-os com ternura e simpatia:
- Sejam bem vindos, camaradas Reis Magros.
Conforme os escritos estava acompanhado por quatro figuras, os pais afectivos e os… padrinhos. Derivado ao hábito, um dos pais afectivos tomando a palavra deu início à condução aos trabalhos e perguntou:
- Que é feito do Baltazar?
- Está no Tarrafal a cantar ku-duro – respondeu Belchior.
- Mandem-lhe cumprimentos nossos e digam-lhe que havemos de visitá-lo – disse o menino docemente.
Atrás do menino em exercício um dos padrinhos, de farta cabeleira branca, parecia impaciente. Sentia-se que queria intervir e que tinha muito para dar.
O pai afectivo que conduzia os trabalhos deu a palavra ao segundo pai afectivo que prontamente colocou uma questão:
- Então o qué que os Reis Magues têêm p’ra dar ao menine em exercíce?
- Sim, que reivindicações, perdão, que presentes trazem para o nosso menino em exercício, o qual admiro muito, devo acrescentar para que conste em acta – acrescentou o outro padrinho ao megafone e empunhando uma bandeira negra.
Gaspar, que era letrado e esperto que nem um alho, adiantou-se mesmo sem lhe terem dado a palavra:
- Pois queira saber o menino em exercício que o menino para mim tem sido uma agradável surpresa. Sentem-se ventos de mudança neste complexo abarracado. Sopra uma nova brisa...
O padrinho de cabeleira branca interrompeu Gaspar a despropósito:
- Estou farto de dizer ao segurança para manter a lona da barraca para baixo, senão é só correntes de ar. Vou já providenciar mais uns sacos de areia.
- Não façam caso – sussurou a estrela – ele diz estas coisas mas é bom homem, faz tudo o que lhe mandamos.
Belchior sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha mas não desarmou. Gaspar retomando a palavra disse:
- Queria por isso oferecer ao menino em exercício a minha escrita escorreita e a minha fina análise política semanal. À sua disposição.
- Muito obrigado – agradeceu o menino gentilmente. – E o Belchior, o que tem para mim? Não são mais camelos, pois não? – gracejou olhando para o lado.
- Não, não, meu menino em exercício, não. Ofereço-lhe três imagens para compor o presépio. Três figurinhas que não lhe vão trazer qualquer problema. São tão discretos que nem abrem a boca, ao contrário dos outros que não se calavam.
- Nem tenho de lhes dar a palavra nem nada? – questionou o pai afectivo que conduzia os trabalhos.
- Entram mudos e saem calados – respondeu Belchior.
O padrinho de farta cabeleira branca agitou-se, sorriu e cumprindo os escritos dos profetas deixou escapar:
- E o burro sou eu, e o burro sou eu? Hum… Hum...


Interrompemos aqui este belo conto do Reis Magros para dar a palavra ao Provedor Alminhas:

“Uma vez mais sob a capa do anonimato, os autores deste blogue utilizam de forma abusiva as respeitáveis figurinhas do presépio como corruptelas nominais para parodiarem de forma duvidosa e pouco católica.
Porque todas as figurinhas do presépio têm direito ao bom nome, aqui fica lavrado o meu protesto.”


Nota da redacção do LC: os nossos respeitos ao Sr. Provedor. Embora sem grande brilho, este conto termina já aqui. Os nossos respeitos.

mas afinal, onde é que estão os jovens?


estão aqui!...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

e depois são os outros que alimentam a novela, não é?


"Pena foi que, exactamente, quando estava previsto o final da “missão”, o ambiente tenha sido toldado entre o Presidente Barros Duarte e o PCP, porque ele deu o dito por não dito."

Revista de Imprensa

Novo Aeroporto: Socialista Henrique Neto lamenta que "poder económico mande no Governo"

Leiria, 10 Jan (Lusa) - O empresário e ex-deputado Henrique Neto lamentou hoje a decisão do Governo de instalar o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, considerando que é um sinal do peso dos grupos económicos nas decisões políticas.

"Lamento que o poder económico em Portugal mande no poder político", afirmou o antigo porta-voz do PS para a Economia durante os Estados Gerais de António Guerres.

"Sempre estive convencido que este Governo iria escolher Alcochete" porque o Executivo "não tem nenhum interesse em defender o interesse nacional, mas sim os interesses dos grupos económicos mais poderosos do país", disse Henrique Neto à Agência Lusa.

"A partir do momento em que a CIP tomou posição a favor de Alcochete, o Governo foi atrás", acrescentou o empresário da Marinha Grande, que lamentou esta subserviência numa "expressão tão clara".

"Os negócios de curto-prazo e da especulação tomaram conta do país", afirmou.


(surripiado da Lusa)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ração de Combate



conclusão: apenas um dos porquinhos é exegeta

Revista de Imprensa

"Concurso para linha TGV entre o Porto e Vigo vai avançar"

Eixo Porto-Vigo abriu primeiro concurso para escolher modelo de exploração. A estação internacional do Caia também está em andamento.

O projecto nacional da rede ferroviária de alta velocidade está a avançar nas três frentes, desde as linhas de Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto, até à linha Porto-Vigo, que está mais atrasada.

O Diário Económico apurou que, na sequência da última assembleia geral da AVEP – Alta Velocidade Espanha-Portugal (agrupamento europeu de interesse económico), realizada em Dezembro, as duas empresas estatais ibéricas responsáveis pela alta velocidade decidiram avançar com o concurso público internacional para o estudo do modelo de exploração do serviço de passageiros de ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Vigo. Este é o primeiro passo para a concretização no terreno desta linha de TGV, seguindo-se depois o estudo de impacto ambiental. Após a respectiva aprovação, avançar-se-á para o lançamento do concurso público internacional para a construção


(…)

Também na linha Lisboa-Porto, já sob a alçada exclusiva da RAVE, empresa estatal responsável pelo projecto de alta velocidade em território nacional, se registam avanços. Ontem, foi emitida a Declaração de Impacto Ambiental favorável ao traçado do troço Alenquer-Pombal, numa extensão de cerca de 120 quilómetros e com ligação à Ota, independentemente de ser aí construído o novo aeroporto. O traçado aprovado pelo Instituto do Ambiente prevê a localização da estação de Leiria a poente, ou seja, entre esta capital de distrito e a Marinha Grande. Segundo um comunicado da RAVE, “esta solução é também a que permite uma melhor articulação com a linha do Oeste, estando prevista uma ligação a esta linha na futura estação de Leiria, a executar em simultâneo com a construção da linha de alta velocidade”.

(surripiado do Diário Económico)

"Confirmada ligação da linha do Oeste com TGV em Leiria"

Em resposta a um requerimento interposto pelo deputado Feliciano Barreiras Duarte, o gabinete do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações revelou que os estudos técnicos indicam que haverá uma ligação directa entre a linha do Oeste e a futura estação de alta velocidade de Leiria.
Será possível, "a partir da linha do Oeste aceder às duas localizações alternativas para a nova estação de Alta Velocidade de Leiria", permitindo assim a "articulação" entre as duas redes ferroviárias.
Esta solução irá "permitir a revitalização da linha do Oeste e constituir um forte apoio à sua modernização", conclui o Ministério, em resposta ao deputado social-democrata Feliciano Barreiras Duarte, que foi eleito pelo distrito de Leiria. “A intermodalidade e a dinamização da procura entre a rede de alta velocidade e a rede convencional são situações a promover” pela tutela e como a actual estação da linha do Oeste não pode ser incorporada na rede de alta velocidade fica garantido, pelo menos, a sua ligação.
Actualmente, estão em análise duas localizações para a nova estação de Leiria, "uma a nascente e outra a poente da cidade, a decidir em função da avaliação de impacte ambiental do troço Alenquer - Pombal, actualmente em curso".
A modernização do Oeste é uma das "acções prioritárias" da tutela, refere o gabinete ministerial, estando em curso a conclusão do Plano Estratégico para esta rede onde ficará estabelecido "o conjunto de acções a realizar na modernização desta infra-estrutura.
No requerimento, o deputado deu conta das preocupações da população do concelho de Alcobaça relativamente à nova linha de alta velocidade, lembrando os protestos dos moradores e da autarquia.
Em resposta, a tutela recorda que os dois traçados em discussão, a poente da Serra dos Candeeiros, terão sempre medidas de engenharia que visam a "minimização dos impactes negativos", através soluções como a construção de túneis e viadutos, a atenuação de ruído com barreiras acústicas, a garantia de locais de atravessamento para a fauna a que se somará depois a identificação e acompanhamento arqueológico de qualquer património detectado.

(…)

(surripiado do Diário de Leiria)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Revista de Imprensa

"Utentes da Marinha Grande querem criar movimento nacional contra encerramento de urgências"

A Comissão de Utentes do S.A.P. 24 horas na Marinha Grande, que reivindicou a manutenção daquele serviço de saúde na cidade, anunciou hoje que pretende organizar um Movimento Nacional pela Manutenção dos SAP.

Em comunicado, a comissão de utentes considera que “a melhoria do funcionamento dos centros de saúde, só pode ser conseguida através de uma mobilização nacional, de Norte a Sul do País”.

Para já, a comissão de utentes anuncia a decisão de entrar em contacto com todos os movimentos locais, entre eles, o Movimento Unidos pela Saúde, de Anadia.

No entender deste movimento da cidade vidreira, “a manutenção do SAP na Marinha Grande, cuja data de encerramento estava prevista para 01 de Outubro 2007, só se ficou a dever à mobilização da sua população”.


(surripiado do Região de Leiria)

está explicado, era "um sonho" que se tinha de cumprir






(estava escrito nas estrelas - Junho de 2005)

domingo, 6 de janeiro de 2008

Revista de Imprensa

"Efluentes vão ser tratados na estação do Coimbrão"


A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Norte, situada no Coimbrão, Leiria, considerada o "projecto-chave" no processo de despoluição da bacia do rio Lis, está concluída e, dentro de dois meses, estará a funcionar em pleno, recebendo efluentes domésticos e suinícolas. Aquela que é uma das maiores estações de tratamento do país - resultante de um investimento de 15,6 milhões de euros - financiados em 86% pelo Fundo de Coesão da União Europeia, encontra-se desde o final do ano em testes. Para já, os resultados são bastante satisfatórios.

Para o administrador-delegado da SIMLIS (Saneamento Integrado dos Municípios do Lis, SA), Cláudio de Jesus, "esta mega-ETAR representa o elemento-chave de todo o processo de despoluição, interligando-se com a futura estação de tratamento de efluentes de suiniculturas (ETES), já que o tratamento final, que permite o lançamento da água para o rio Lis, será feito na ETAR Norte". A infra-estrutura, adianta, "apresenta um grau de sofisticação muito elevado e obedeceu a um estudo de impacte ambiental". Daí ter sido sujeita a uma série de ensaios, primeiro com água limpa, depois com águas residuais.

Finda esta fase, está tudo a postos para receber os efluentes domésticos, até agora tratados na ETAR da Ponte das Mestras, em Leiria, que vai ser desactivada. Em breve, serão também encerradas as estruturas de Monte Real (Leiria) e Garcia e Escoura, ambas na Marinha Grande. Dentro de um ano, prevê-se que trate cerca de 38 mil metros cúbicos de efluentes por dia, provenientes de 248 mil habitantes dos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém e Porto de Mós, o que corresponde a 70% dos efluentes domésticos da bacia hidrográfica do Lis.

Dada a sua dimensão e localização, a ETAR tem uma longa lista de requisitos que deverá cumprir. O facto de se destinar também ao tratamento de dejectos suinícolas, esta estação de tratamento "terá capacidade para remover o azoto e o fósforo, compostos que se encontram naqueles efluentes e que se fossem lançados em grandes quantidades ao rio causariam o crescimento exagerado das plantas, desequilibrando os ecossistemas", explica o responsável.

A partir de Março, haverá condições para o tratamento de efluentes de cerca de 20 mil suínos. A ETAR Norte receberá diariamente 280 metros cúbicos de dejectos provenientes de suiniculturas, assim como 1500 metros cúbicos de efluentes pré-tratados na futura ETES, que deverá ser construída na freguesia de Amor. Este projecto, que não é pacífico, encontra-se em fase de consulta pública.

De futuro, parte da água a ser lançada para o rio vai ser integrada no processo de rega do vale do Lis, após a devida desinfecção dos efluentes. Em paralelo, a estação de tratamento irá produzir biogás. Os três motores colocados na infra-estrutura têm um megawatt de capacidade instalada, o que possibilitará que, a médio prazo, a produção de energia torne as instalações auto-sustentáveis.


(surripiado do Jornal de Notícias)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Alerta Amarelo

Chama-se à atenção de todos os comerciantes e utentes do Mercado Abarracado da Feira dos Porcos para o estado do tempo previsto para este fim de semana:


O Largo das Calhandreiras aconselha a utilização de cintos de segurança e capacetes caso as barracas decidam levantar voo.

e só para terem uma ideia da minha revolta e indignação, abstenho-me!

Revista de Imprensa

"Leiria aprova deslocalização da Valorlis"

Pombal não quer aterro sanitário

O presidente da Câmara de Pombal considera que o aterro sanitário da Valorlis deveria manter-se em Leiria ou Marinha Grande, recusando – pelo menos para já – receber aqui a empresa de recolha e tratamento de lixo. Narciso Mota alega que Pombal não é, de todo, o concelho que produz mais resíduos. E que também por isso o equipamento deverá manter-se em Leiria, ou tranferir-se para a Marinha Grande.
Apesar de não estar agendado, o assunto deverá ser debatido na reunião da Assembleia Municipal de amanhã. Em declarações prestadas esta semana ao Diário de Leiria, Narciso Mota manifestou-se “desiludido” e “revoltado” com a decisão tomada pela Câmara de Leiria, por unanimidade, numa proposta apresentada pelos vereadores socialistas daquela autarquia.
Um acordo assinado há 10 anos pelos municípios de Pombal, Leiria, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós e Ourém, dava conta da rotatividade prevista para a localização do aterro sanitário. Contudo, o presidente da Câmara de Pombal é peremptório: “está referido o princípio da rotatividade, mas também está mencionado que o próximo concelho a receber o aterro é o que produz mais resíduos sólidos urbanos”. Ora, sendo a Marinha Grande o que se encontra nessas circunstâncias, é para lá que o autarca defende a deslocalização.
De acordo com os dados divulgados pela Valorlis, até ao final do ano passado Leiria foi o concelho que mais lixo produziu no ano passado (mais de 48 mil toneladas), seguido da Marinha Grande (mais de 19 mil toneladas). Seguem-se os municípios de Pombal (14, 831), Ourém (14,095), Porto de Mós (7,758) e Batalha (5,790).

ed. 2758, 03 de Janeiro de 2008


(
surripiado de O Eco de Pombal)

Ração de Combate

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Revista de Imprensa

"Não Aceitei Compadrices e Caprichos"

Reformado da banca, João Barros Duarte, de 73 anos, foi eleito para três mandatos consecutivos como presidente da Câmara da Marinha Grande, na década de 80, embora nunca cumprisse nenhum até ao fim. Em 2005, conquistou a autarquia ao PS.


No início de Novembro, suspendeu o mandato, após ter sido anunciada pelo PCP, a 2 de Outubro, a sua renúncia, algo que, garante nesta entrevista, nunca fora acordado. Notoriamente magoado, João Barros Duarte insinua que a decisão de afastamento tomada pelo partido resulta de vinganças de "uns quantos". Não os nomeia nem diz directamente se pretende regressar à política.



JNQuando foi eleito presidente, em Outubro de 2005, tencionava cumprir o mandato até ao fim, como afirmou então, ou acordou com o partido a sua saída?



João Barros DuarteEfectivamente garanti que iria cumprir o mandato até ao fim e essa era a minha vontade e determinação. Estava de acordo com a legislatura estabelecida por lei e com o compromisso assumido para com os eleitores que sempre desejei cumprir. Nada estava ou foi acordado para abandonar o cargo a meio.



Quando foi anunciada a sua renúncia, no dia 2 de Outubro, como estavam as suas relações com o partido?

No dia 2 de Outubro, as minhas relações com o PCP estavam normais. Não havia qualquer acordo para rescisão do cargo e consequentemente também não havia qualquer data.



Após o anúncio, optou por remeter-se ao silêncio. Por que não esclareceu de imediato o que se passava?

Não esclareci de imediato a situação porque fiquei surpreso e atónito com necessidade de ponderar do porquê de tal decisão. Que em termos políticos se me apresentava desastrosa e em termos de relacionamento partidário evidenciava a minha marginalização do processo de discussão e decisão de tal medida. O que não era habitual no partido e, para mais, sendo eu a principal figura no processo em causa. O que me deixou de sobremaneira pesaroso e, no imediato, apenas preocupado em descobrir o que é que eu tinha feito para deixar de merecer a confiança do partido, ao fim de 45 anos de militância com serviços prestados, que deram ao partido mais valia, sem qualquer recompensa que não tenha sido o dever cumprido. Por isso, o que procurei foi com serenidade recolher e analisar toda a informação sobre o que podia ter provocado a desconsideração com que estava a ser tratado, para o que até hoje ainda não encontrei outra razão senão má formação moral e mediocridade política dos responsáveis pela situação. Mas, os factos obrigam-me a concluir tratar-se de uma vingança por uns quantos, episodicamente com responsabilidades políticas no partido a nível local, por não me terem conseguido impor, no exercício do cargo para que fui eleito, as suas compadrices, caprichos, vontades e abusos de poder, o que sempre entendi condenável à luz da democracia. Os actores responsáveis pela cena optaram por lançar a sua fumaça, procurando envolver-se na tramóia que artilharam como explicação para o facto político que criaram, a meu ver despropositado e ferido de inconsideração do meio e condições políticas locais do momento.



Está magoado com o partido ou com algumas pessoas? Tenciona voltar?

Estou mais magoado comigo por só ao fim de 45 anos de filiação e militância intensamente vivida, com muitas consequências negativas sofridas na vida pessoal, familiar, profissional e social, descobrir que cometi um grave erro. Que foi ter-me dedicado com tanto empenhamento e determinação na ajuda à construção de algo que julgava respeitar e praticar os valores da democracia, da justiça, lealdade e solidariedade.



Que mensagem tem para transmitir aos marinhenses?

Que o meu envolvimento em todo o processo de candidatura, propostas e perspectivas de campanha eleitoral, e até no exercício do cargo para que me elegeram, nunca perpassou a ideia de não cumprir o mandato até ao fim. Foi total a minha boa fé nos compromissos eleitorais, pois nunca assumi qualquer acordo que não fosse o de cumprir o mandato até ao fim. Aliás, a ausência de tal acordo é que moveu os responsáveis pela situação a desencadearem uma campanha a denegrir a minha imagem política e social, que visou retirar-me condições para o exercício da função de presidente da Câmara, para que fui eleito, pelos votos do eleitorado marinhense.


(Surripado do Jornal de Noticias)