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sábado, 20 de novembro de 2010

Joaquim Gomes, Morreu.

Atravez de "a nossa candeia" blogue dinamizado pela Ana Paula Fitas, acabei de saber do passamento de Joaquim Gomes, Marinhense, ex operário vidreiro destacado militante e dirigente do PCP, protagonista de várias das fugas das prisões onde esteve encarcerado.
A estória deste herói da luta pela Democracia é tão grande que dificilmente cabe num post, especialmente quando a emoção me tolda a capacidade de escrever.
Até sempre camarada

10 comentários:

flor de jasmim disse...

Lamento imenso a morte de Joaquim Gomes não conheci pessoalmente mas sei atravéz de alguém que com ele conviveu que foi um Grande Senhor, como tantos outros que já não estão entre nós, outros ainda estão mas infelizmente em condições de saúde muito débeis, lamento que não tenhamos quem siga os passos desses Grandes Senhores.

Rogério Pereira disse...

Não deixaremos morrer os nossos mortos
exemplos impolutos e referência.
(vi isto escrito assim e passei a assumir como palavras minhas)

Ana Paula Fitas disse...

Caro Folha Seca,
Foi com emoção que li a referência ao A Nossa Candeia (onde também lhe agradeci) no Largo das Calhandreiras, trazida pela sua mão...
Obrigado!
Receba, com a minha admiração, um abraço solidário e fraterno.
Ana Paula Fitas

vinagrete disse...

Conheci Joaquim Gomes e através dele uma "estória" de vida igual á de muitos que deixam saudades, pelo exemplo, pela luta contra a ditadura, sem esperar nada em troca que não fosse a liberdade que alimenta a esperança.
Até sempre Joaquim Gomes.

ai ai disse...

Sem Duvida que Joaquim Gomes foi um Marinhense digno e deu uma vida inteira à luta pelo liberdade e o fim do Fascismo. Tudo o que possamos dizer não chega para atingir a grandeza deste verdadeiro Herói.
Mas será que é preciso morrer, para se conhecer a verdadeira dimensão dos nossos heróis?
A luta que homens do calibre de Joaquim Gomes travaram, permiten-nos hoje viver em liberdade. Mas foram muitos mais. Entre eles há um vivo e a viver em condições de saúde muitos débeis. Abandonado pela sociedade e pelo seu próprio partido, Joaquim Carreira perdeu o próprio conhecimento da realidade que o cerca. Essa realidade é muito má. Será que a um homem que lutou uma vida inteira pela dignidade do ser humano, não merecia viver o resto de tempo que lhe resta em dignidade. Existem instituições próprias, onde para ele não há lugar. Má Terra que trata assim os seus melhores filhos.

Flor do Liz disse...

Faço minhas as palavras do Sr ai ai, é uma VERGONHA o que se passa com o Sr Joaquim Carreia.
O partido em que toda a vida lutou e, os seus militantes, deveriam de ter vergonha da situação em que se encontra este Militante, em quanto lhes foi útil utilizaram-no, quando não precisaram dele descartaram-no, é o costume.
É uma situação profundamente lamentável e revoltante, onde estão os seus CAMARADAS DE LUTA?.

ai ai disse...

Cara Flor do Liz
Obrigado por secundarizar o meu comentário.
Para além do abandono de alguns dos seus Camaradas, o que ainda revolta mais é que o Joaquim Carreira há mais de 2 Anos que espera uma vaga no Lar da Santa Casa da Mesericórdia. Mas dado o estado de depedência em que se encontra, tem sido preterido. Há sempre a desculpa de que os que vão entrando,já estavam inscritos antes.
É revoltante e não vou por "preconceito" contar mais.
Cumprimentos

Flor do Liz disse...

Sr ai ai,

Desconhecia que a situação do Sr Joaquim Carreira era assim tão grave, é de lamentar que, a Cidade da Marinha Grande que, tem fama de ser uma Cidade Solidaria, não tenha vergonha desta situações, tratando-se da pessoa que é, goste-se dela ou não.
Pergunto, onde está o Sindicalista que teve o pelouro da Acção Social na autarquia, (não tenho a certeza se foi este o pelouro) e pertence á Comissão de Contestação pelo não encerramento do SAP?
Onde está o Sr Jordão da ASURPI, que tanto clama no n/Jornal contra o Executivo Camarário, que não lhes dá subsídios etc., esta organização só organiza festa?
E a SANTA CASA DA MISERICÓRDIA?, os seus dirigentes que não olhem a cores políticas, não é caso para isso.
Estas situações dizem respeito a todos nós.
Presumo que, a actual responsável pela acção social da autarquia não tem conhecimento da situação, espero que venha a este Blog e que faça alguma coisa.

Boa noite e peço desculpa pelo meu tom, mas estou muito triste e revoltada

Anónimo disse...

Mas agora os camaradas socialistas é que estão na camara e podiam e deviam intervir nesta situação.
De resto têm obrigação moral de o fazer,pois quando ele ainda estava em plenas faculdades,deu uma ajuda preciosa à campanha de Alvaro Orfão no seu primeiro mandato.
E fizeram-lhe uma homenagem com a imtenção de o colar,quando toda a vida o odiaram.Hipocritas...tenham vergonha !!!

ai ai disse...

Caro anónimo das 16:57
Provavelmente não vai voltar aqui para ver o resultado do seu vómito azedo. Já que fui eu que levantei a questão do J.Carreira se me permite gostava de esclarecer o seguinte:
1- O problema do Carreira não é um problema do municipio. Pois a situação em que se encontra não pode já ser resolvida pelo executivo camarário. Pois trata-se do estado de saude que atingiu já a debilidade mental e não pode estar sózinho, o que durante o dia está resolvido mas durante a noite não.
2- Quanto à obrigação moral ela é de todos nós, que não estamos a saber ser solidários com aqueles que como Joaquim Gomes e Joaquim Carreira tudo fizeram para nos restituir a dignidade e o direito a sermos tratados como seres humanos.
3- Quanto ao que fez para que Alvaro Orfão fosse eleito, foi o mesmo que muitos outros militantes comunistas fizeram, apenas o Carreira escreveu um artigo num jornal local a explicar o porquê. Por isso foi expulso. O tempo deu-lhe razão. João Barros aguentou a mascara enquanto se pôde servir do PCP e quando não pôde, mostrou o ser execrável que é e que o Carreira conhecia há muito.
4- Quanto à dita homenagem, está enganado, o que se fez foi uma festa de anos, sem mais qualquer intenção de que não fosse dizer-lhe que ainda tinha amigos. Eu sei porque estive mais 3 amigos na dimanização desse jantar e estive lá como é obvio.

Quanto à hipocrisia e vergonha, estamos conversados.