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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Revista de Imprensa

(foto de arquivo*)


"Desemprego na Marinha Grande aumenta 44 por cento num só ano"


Mulher, tem entre 33 e 54 anos, só completou o primeiro ciclo de escolaridade e está sem trabalho há menos de um ano. É o retrato mais frequente do desemprego no distrito de Leiria, fácil de reconhecer, sem dúvida, em sectores como a cerâmica e a cristalaria, que têm sido severamente castigados pelo enfraquecimento da economia.
No ano passado, o número de desempregados no distrito aumentou 26,7 por cento, com um acréscimo de 3.301 inscritos nos centros de emprego de 31 de Dezembro de 2007 para 31 de Dezembro de 2008.
Destes, apenas 68,1% recebem subsídio e aos restantes falta protecção, de acordo com as estatísticas da Segurança Social.
Por concelhos, a maior subida ocorreu na Marinha Grande (44,2%), aparecendo depois Peniche, Batalha, Alcobaça e Pombal, todos acima de 30 por cento. Sectores como a cerâmica, moldes e plásticos, cartonagem, confecções, comércio e construção, incluindo actividades relacionadas como as madeiras e os mármores, estão entre os mais atingidos. As empresas de vocação exportadora sofreram enormes impactos.
Face à situação da economia, as perspectivas para 2009 são pessimistas. Os centros de emprego não estão a conseguir escoar para o mercado de trabalho o fluxo de novos inscritos, como revela a comparação do aumento de desempregados (26,7%) com o aumento de ofertas de emprego (2,3%) e colocações (4,4%) em 2008.
Nos últimos três meses, as ofertas colocadas pelas empresas e demais empregadores nos centros de emprego do distrito diminuíram 33,3%.
A tendência para o engrossar das fileiras do desemprego, que também envolve os imigrantes, surgiu logo em Janeiro e manteve-se – com excepção de Março e Junho – até Dezembro. Mas a situação agravou-se nos últimos seis meses, e, particularmente, de Outubro a Dezembro.
Um em cada quatro leirienses está há mais de um ano à espera de trabalho. De Dezembro de 2007 para Dezembro de 2008, o peso percentual dos licenciados caiu e o dos homens subiu. Os leirienses com curso superior são agora 1 em cada 11 desempregados e os jovens com menos de 25 anos correspondem a 15,3%.


(surripiado do Região de Leiria)

* do tempo em que se faziam vigílias em frente aos Paços do Concelho

9 comentários:

Anónimo disse...

Os promotores, agora já têm tacho com tampa!

Anónimo disse...

A culpa é da crise mundial de há 3 meses, que a gente do PS nã tem nada a ver com isto....

Anónimo disse...

A culpa é do Pinóquio ......

Anónimo disse...

Até porque, so o PSD fosse neste momento governo, das duas uma, ou não haveria crise (a famosa teoria do oásis) ou então assumiria que a culpa era sua...
tá-se mesmo a ver não tá-se?
O mais engraçado de tudo isto é que o PSD reclama inocência de culpa quanto ao estado calamitoso do concelho, porque dz nunca ter lá estado, mas em relação ao governo da nação empurra as culpas todas para cima do PS e é o PCP que faz o papel da virgem...
TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS!...

anarcabe disse...

A única culpa de que o PSD pode pedir isenção, é de capacidade para gerir os seus elementos eleitos para a câmara, pois é foram eleitos pelo PSD, por muito que lhes custe foi eleito um vereador, que é executivo, para a CMMG.

Anacrónico disse...

Meus amigos,
Este é um assunto demasiado sério para que sobre ele façamos paródia.
A realidade pura e dura é que há, entre nós, um número crescente de desempregados e, para nossa infelicidade, não se antevê que nos próximos anos a perspectiva da situação possa mudar substancialmente! Ao contrário.

Todos sabemos da tristíssima situação em que se encontra a indústria vidreira utilitária (e mesmo a de embalagem já registou muito melhores dias!...).
Desde que o ministro Mira Amaral encerrou a FEIS, as coisas têm sido uma constante no que respeita ao desaparecimento das nossas mais nobres empresas e, até das mais modestas, já pouquíssimas sobrevivem.

Por outro lado a indústria de moldes (por razões óbvias, uma vez que é, e sempre foi, extremamente dependente dos mercados externos) está a passar por dificuldades e constrangimentos nunca verificados.
E não se poderá dizer que esta actividade não tenha feito assinaláveis esforços para se manter entre as mais evoluídas das suas concorrentes!

A indústria transformadora de plásticos que conta com algumas das empresas mais bem equipadas do país, em nada deslustrando das suas congéneres europeias, está com enormes dificuldades para se manter à ‘tona’, havendo mesmo casos em que a redução do tempo laborar parece ser uma medida indispensável à sua sobrevivência...

Enfim, uma terra que já foi de enorme pujança industrial, corre o sério risco de se ver a 'marcar passo' por alguns e difíceis anos.

E não vale a pena estarmos com ping-pongs politiqueiros! Mais do que esses jogos 'florentinos' é bom que pensemos em unir esforços para, cerrando fileiras, encontrarmos fórmulas e meios de vencer esta crise que, somada à que já nos enegrecia a alma e a vida, poderá, se não tivermos forças para a vencer, dar cabo de nós!...

A cada um caberá a sua parte das responsabilidades, por muito modesta que seja. As gerações futuras irão julgar-nos por aquilo que soubermos, ou não, fazer!

Anónimo disse...

Ora aqui está uma reflexão nada anacrónica... muito lucída... e deveras realista!!

Alguém aí na CMMG imprime e dá a ler aos nossos deocraticamente eleitos representantes??

Já que para eles não há desemprego, ao menos que justifiquem o ordenado que NÓS lhes pagamos!!

Anónimo disse...

O "Anacrónico" tem razão. O problema na Marinha Grande é muito sério. Nós somos um Concelho industrial, conhecido no mundo como um exemplo de Cluster, que tem sido elogiado, estudaddo e até copiado noutros países.
Era inevitável que não escaparìamos aos efeitos da crise, porque exportamos grande parte da nossa produção, mas a verdade é que desde 1994, por razões de mera tática política, o PCP e as forças sindicais que controla, desenvolveram as mais agressivas campanhas de hostilização do Poder Local, sempre que se desenvolvia qualquer episódio de crise no sector da Cristalaria. Foi assim no caso da MPR e repetiu-se com a Mortensen com redobrada violência.
Manifestações de rua diárias, acampamentos em frente da Câmara, agressões verbais aos autarcas, tentativas de apedrejamento, assalto aos correios com altos dirigentes da DORLEI a comandar, cortes da linha do comboio, etc. etc.
Toda esta agitação e clima de pré-revolução, não contra o patronato, mas contra a Câmara e o Governo (que por mera coincidência eram do PS), em simultâneo com a pressão, na negociação colectiva, para aumentos de salários, redução de horas de trabalho semanal, aumentos de prémios de produção, etc, eram terreno fértil para abrir autênticas auto estradas para mais rápido nos conduzirem ao abismo.
Perdemos a cristalaria, corremos sérios riscos de que o sector dos moldes fique reduzido a uma actividade residual e é bom considerar a possibilidade de o sector da garrafaria vir a passar por grandes dificuldades.
Nos últimos três anos fecharam dezenas de empresas na Marinha Grande. Marividros, Dâmaso, Lepe, Canividro, Vitroibérica, Mandata e muitas outras, perante um silêncio que soa como um trovão, dos Sindicatos, do PCP e da Câmara.
Há quatro anos a culpa era da Câmara, agora é o destino.
Assim seja.

Anónimo disse...

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