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terça-feira, 20 de julho de 2010

Revista de Imprensa


Pescadores sem medo das arribas
O dia de ontem em S. Pedro de Moel, na Marinha Grande, não estava para grandes banhos, nem para grandes pescarias. Ainda assim, algumas dezenas de pescadores aventuraram-se e fixaram as suas canas nas arribas ao longo da vila, indiferentes aos alertas de perigo.
Na passada semana, a câmara da Marinha Grande interditou o acesso ao passadiço marítimo e reforçou a colocação de placas de alerta para a existência de perigo nas arribas. Medida que os pescadores afirmam ser excessiva, criticando a falta de medidas das autoridades na estabilização das arribas.
Dos seus 70 anos, 55 foram passados a pescar, sobretudo no Penedo da Saudade (um dos principais pontos de atracção de turistas e pescadores e que agora está interdito), mas Carlos Póvoa afirmou que a zona é segura.
"Há 55 anos que aqui pesco e nunca morreu aqui ninguém", disse Carlos Póvoa, pescador, residente na Marinha Grande, considerando haver "proteccionismo a mais por parte das autoridades".
"Se calhar, é melhor interditar a circulação nas entradas de S. Pedro de Moel, e assim, acaba-se tudo, a pesca, o turismo", ironizou José Pereira da Silva, pescador de 61 anos, também residente na Marinha Grande. Aquele pescador há 40 anos disse ainda ao Diário de Leiria que "as arribas de S. Pedro de Moel nada têm a ver com as do Algarve".
"Aqui, é praticamente rocha", constatou. José Pereira da Silva, apoiado por outros pescadores ouvidos pelo nosso jornal, vai mais longe ao criticar as intervenções realizadas nas arribas. "Prometeram obras de fundo e a única coisa que fizeram foi colocar placas a interditar a zona", afirmou.
Entretanto, várias placas colocadas pela autarquia marinhense na passada semana já foram alvo de vandalismo. Umas estão partidas, outras foram arrancadas do local interdito.
Os avisos foram colocados "de modo a limitar e proibir a circulação de pessoas naquele passadiço marítimo" entre o Farol do Penedo da Saudade e o Hotel Mar e Sol, bem como no acesso ao pesqueiro do Penedo da Saudade, esclareceu o executivo camarário, numa nota informativa.
A interdição "prende-se com a situação de risco/instabilidade exibida pelo troço de arriba em causa, sendo as medidas consideradas as necessárias, para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes e, consequentemente, salvaguardar a segurança de pessoas e bens", salienta o município, em comunicado enviado na passada semana.
Surripiado ao Jornal de Leiria

5 comentários:

Fê-blue bird disse...

Todos os anos morrem pescadores que se aventuram a irem pescar em locais perigosos.
Essa realidade não conheço, mas conheço a algarvia e fico arrepiada quando os vejo "empoleirados" nas rochas.
Será que vale a pena?

beijinhos

Anónimo disse...

As arribas são de facto perigosas.Mas já estavam assim quando lá colocaram os passadiços.Porquê agora tanta dramatização ?
Será para justificar o inicio das obras para estabilizar as arribas ?
Porque razão o mês passado andaram trabalhadores da Camara a pintar os passadiços e agora foram interditos ?Não seria melhor investir alguns cobres e arranjá-los de modo a não haver perigos.
Esta inércia da Camara é por demais evidente e com esta postura nunca temos obras nas arribas,os passadiços degradam-se e aquilo que podia ser uma mais valia para o turismo e para os veraneantes em geral,torna-se uma vergonha.
Afinal o tão prometido dialogo entre o poder central e o poder local pelo facto de serem do mesmo partido é uma falácia.Uma aldrabice que nos quizeram vender para ganharem votos.Onde está uma posição firme e determimada da nossa Autarquia sobre a matéria.O silêncio é de ouro,porque não podemos atingir um governo que já de si está debilitado quase moribundo e não podem ser os camaradas do PS a contribuirem ainda mais para a sua desgraça.

Anónimo disse...

É lamentável que as pessoas, não aceitem que as autoridades responsáveis zelem pela sua segurança. Mas quando a infelicidade, bate à porta de alguém, todos apontam o dedo para culpar estas mesmas autoridades. Sejamos honestos com nós próprios, e aceitemos que independentemente de as arribas estarem ou não para cair, estar naquele lugar (Penedo da Saudade), é de facto muito perigoso.
Será que vale a pena perder a vida só por teimosia. No meu entender, a pesca à cana não é um desporto radical, mas sim de paciência e lazer.

Flor do Liz disse...

Pois é, honestidade e verdade, é o que faz falta.
Os Senhores Pescadores e não só, estão aflitos, porque acaba o turismo, pois acaba, talvez devido á lixarada que se encontra nas arribas, nas dunas, nos passadiços, nas ciclovias, na praia, no pinhal, etc. e não me venham dizer que os serviços têm que limpar e manter os equipamentos públicos, porque vejo que são feitos com regularidade, mas cabemos a TODOS NÓS, conservar e zelar pelo BEM PÚBLICO.
Tenho caminhado, em S.Pedro de Moel e, já me lembrei, de levar uns sacos e recolher o lixo que vou encontrando, são plásticos, beatas, garrafas, fraldas,etc. e, fazer uma exposição com os achados.
O que faz falta é EDUCAÇÃO CIVICA.

Anónimo disse...

NEM MAIS!