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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Uma salsicha a Garcia

O Sr. Castro às vezes faz-me lembrar os cábulas. Lê umas coisas e, com a devida vénia, copia e cola links no seu blog como os putos a colar cromos da bola na caderneta. Mas o que é verdadeiramente da sua lavra reza assim:
“Sem dúvida, são dois posts excelentes...sérios, mas também divertidos e que, se lidos pelo tal Sr. Nobre, seguramente o farão pensar que se meteu em andanças para quais não parece ter pedalada... Obrigado por me permitirem fazer os links e abraços, OC “
O teor desses dois textos só interessa aos interessados e eu pouco interesse tenho neles. Ainda assim, desinteressadamente direi que criticam o ainda-não-candidato Dr. Fernando Nobre a propósito de uma entrevista ao DN e umas declarações na TVI. Que é inculto pois não sabe a data da cedência de Gibraltar à Inglaterra, que é demagogo e populista por revelar preocupação pela agricultura deste país que um presidente da República não têm funções governativas, que é mais isto e mais aquilo e que “ LIVREM-NOS DE UM CANDIDATO A PR ASSIM!!!!!! QUANTO MAIS A UM FUTURO PR !!!”. Claro que estes “analistas citados” são Laicos, Republicanos, Alegres e Socialistas, caso contrário pediriam a Deus que nos livrasse de semelhante "peste". Imagino que gostariam que se passasse a fazer poesia em Belém! Realmente gente erudita é outra coisa.
Mas voltemos ao Sr. Castro que confunde um respeitável cidadão com o Sr. Nobre, inventor da salsicha portuguesa. Não acredito que um político como o Sr. Castro não perceba nada de charcutaria! É certo que também não é candidato a coisa nenhuma (está ali para as dobras) mas podia consultar a Wikipédia que não vem lá nada sobre o assunto. Saberá o Sr. Castro com quantas salsichas se faz uma candidatura a Belém? Pois o Dr. Fernando Nobre não tem nada a ver com isso, embora confesse que tem, para mim, algum encanto a alegria de encher chouriços.
O leitor poderá pensar que estou a passar das marcas, que devo ter alguma coisa contra o Sr. Castro. Nada disso. Estou apenas a retaliar, civicamente a retaliar contra o menosprezo ou apoucamento com que este senhor deputado trata um cidadão que, no seu perfeito juízo da situação do País, meteu na cabeça que quer ser Presidente da República. Cada um tem direito ao seu nome e a pedalar pelos sonhos que entender (até pareço um poeta lol).
Pelo que vejo na Net, o Dr. Fernando Nobre ainda está a precisar de assinaturas para poder oficializar a sua candidatura. Mesmo que o Sr. Castro não vote neste candidato ficava-lhe bem dar uma assinaturazinha para viabilizar a candidatura do Dr. Fernando Nobre. Ora aqui está uma boa forma de se redimir, Dr. Osvaldo Castro.
Leve lá uma salsicha a Garcia!
A Posta Restante é a seguinte: http://www.fernandonobre.org/fnp/index.php?m=2&opcao=reg&id

11 comentários:

Anónimo disse...

Ora aí está uma saudável picardia, sem espinhas e muito bem esgalhada. (Espero que o nosso nóvel deputado tenha poder de encaixe e sentido de humor qb).

Beijoca :)

Maria

Fê-blue bird disse...

Quem "fala" assim não é gago!
Apoiado!
Um abraço

Anónimo disse...

É o sintoma da partidarite aguda. Se ele fosse do partido já teria pedalada.

Enquadro esta opinião noutra que hoje li no Diario de Leiria, e que diz: o presidente da câmara de Caldas da Rainha, Fernando Costa, defendeu ontem, a extinção das empresas municipais (EM), que considerou depauperarem o erário municipal e só servirem para fugir ao cumprimento da lei e "dar emprego ao boys partidários".
"Só são precisas empresas municipais para fugir ao cumprimento da lei, para dar emprego aos boys partidários ou porque a câmara é incompetente para gerir os assuntos municipais".

Se o Dr. Fernando Nobre fosse um boy partidário, seria concerteza um bom candidato na opinião dos sábios.

Aliás foi o que aconteceu à nossa EM.

Só para animar a Calhandrice disse...

Um texto de Rui Namorado, publicado "no Grande Zoo"

sábado, 3 de Abril de 2010
Sua alteza presidencial

As eleições presidenciais aproximam-se e, como aconteceu outras vezes, gerou já um fenómeno politicamente esotérico: a candidatura Nobre.
Num primeiro momento, encarei-a como um particularismo de alguém que quer aproveitar uma conjuntura especial, para saborear um banho de forte exposição mediática.

Estou muito longe de censurar este tipo de fenómenos. Se respeitarem a lei e se isso for possível, é um direito fundamental dos cidadãos serem candidatos ao que bem entenderem. Tal como, é exercício normal da liberdade de cada um apoiar seja quem for. E fenómenos destes dão sempre algum colorido ao, quase sempre previsível, palco da política.

Já me parece menos curial que um candidato se disfarce politicamente, para adquirir uma imagem pública que não corresponda à verdade : ou fazendo-o parecer alguém com um posicionamento político a que é alheio; ou escondendo uma identidade política que pensa ser-lhe politicamente desfavorável.

Era à partida ostensiva a grande versatilidade política do candidato Nobre.Eu próprio o qualifiquei neste blog como um "candidato catavento". Realmente, desde 2000 para cá, ele apoiou Durão Barroso, Mário Soares e (só no decurso de uns escassos meses dentro de 2009), o Bloco de Esquerda, António Costa, em Lisboa e António Capucho, em Cascais. Mas durante algum tempo passou despercebido um aspecto relevante do seu posicionamento político: o agitado candidato a Presidente da República afinal é monárquico.

Na verdade, basta percorrer o site da Causa Real para se verificar que o candidato Nobre é o Presidente da Assembleia Geral do Instituto da Democracia Portuguesa, entidade directamente ligada à Causa Real, que "tem como Presidente de Honra, S.A.R. o Duque de Bragança, Senhor Dom Duarte".

Ou seja, o candidato Nobre, que já mostrara uma das clássicas marcas da direita, ao assumir-se como "nem de direita nem de esquerda", varreu discretamente para debaixo do tapete o seu destacado lugar no séquito do alegado candidato miguelista ao inexistente trono de Portugal. Ou seja, o seu alinhamento com um dos sectores tradicionais da direita portuguesa mais ultramontana.

Insistir que um tal candidato tem alguma coisa a ver com a esquerda perdeu definitivamente qualquer sentido. E aos cidadãos que se consideram de esquerda, mas que foram iludidos pelo embuste político, que a candidatura Nobre objectivamente é, não resta outro caminho que não seja o de abandonarem rapidamente essas inóspitas paragens.
Postado por Rui Namorado às 10:09

Anónimo disse...

A bandeira e o Hino de Portugal são de direita ou de esquerda? Ora porque é que o presidente da República, outro dos simbolos da Nação,tem que ter uma conotação dessa natureza? Muitos declaram-se "presidentes de todos os portugueses" depois de vencerem as eleições e aí ninguém põe em causa a verticalidade das suas convicções. O proto-candidato Fernando Nobre, procura mesmo antes de ser eleito, mostrar que é candidato de direita e de esquerda, de republicanos e monárquicos, de católicos e de ateus... e ai jesus! que ele é um cata-vento oportunista!
Só para quebrar estes vícios formais já vale a pena o homem ser candidato para quebrar certos preconceitos e melhorar um pouco a qualidade da nossa democracia.

Menina Carreira disse...

Ponto prévio: embora o post não tenha nada a ver com o apoio a este ou àquele candidato mas antes a uma certa visão redutora e clubistica que alguns teimam em prosseguir, depois de ler o texto que alguém aqui trouxe do Sr. Rui Namorado, julgo oportuno dar uma opinião sobre as presidenciais e estes "ataques" a um "tal Sr. Nobre".

Todos sabemos que a vitória em quaisquer eleições se joga no eleitorado indeciso ou flutuante (o chamado centro), aquele que tanto vota um pouco mais à esquerda como um pouco mais à direita. Esse eleitorado, o do portugês médio sem grandes convicções político-partidárias, que nem PS nem PSD ousam afrontar (ou adjectivar de "catavento"), é um eleitorado que à imagem de Fernando Nobre escolhe o melhor da esquerda e da direita, rejeitando o que de pior se cultiva nos partidos e na politiquice. É por isso que Fernando Nobre (de quem sou admirador mas de quem não sou apoiante!), na minha modesta opinião, encarna o perfil desse português médio que serve de fiel da balança. Talvez por isso e porque o PS teme que ele se torne naquilo que Manuel Alegre foi para Soares, esta espécie de esquizofrenia caricatural que parece ter tomado conta dos apoiantes de Alegre (ex-apoiantes de Soares), com laivos de corporativismo político. Afinal, ao contrário do que apergoam, segregam quem não tem passado político e veêm uma ameaça naqueles que fazendo parte da sociedade civil são abundantemente utilizados para manobras eleitorais (estados gerais, candidatos independentes apoiados por partidos, etc, etc, etc).
Fernando Nobre tem mais de 35 anos, é cidadão português, não tem cadastro e se conseguir as assinaturas necessárias reunirá todas as condições para se candidatar. Não vejo problema nenhum nisso nem tão pouco porque essa candidatura deva ser desvalorizada. A menos que incomode. Mesmo assim preferia ver nos seus opositores uma atitude diferente, valorizando as virtudes dos seus candidatos em vez de desvalorizarem as candidaturas dos outros. O problema é que a maior parte dos políticos profissionais está cheia de maus vícios e esses maus vícios sabemos bem onde nos levaram, basta olhar para o estado do nosso país.

Aliás, disse...

o Dr. Castro parece que anda muito distraído... (se calhar na visita o amigo Folha Seca assim tantas vezes como diz)
(http://forumlc.blogspot.com/2010/04/maravilhas-da-tecnologia.html)

folha seca disse...

Já que fui para aqui chamado pelo caro "Aliás", que pelos vistos está atento aos meus comentários noutros blogues, queria deixar claro algumas coisas, objectivas e subjectivas:

1-Nesta comissão de moradores (de que sou um membro recente, cooptado e não eleito na respectiva assembleia geral, mas a que me deram direitos iguais, aos eleitos na dita e que aproveito, sempre com o cuidado de não ultrapassar os compromissos que assumi, quando aceitei ser opinador convidado.

2-Como alguem disse "a isenção neste blogue (é como as virgens) já eram.

3- Não fiz nenhum voto de fidelidade. Ninguem me obrigou a dedicar-me a 100% ao largo, embora voluntáriamente pusesse a hibernar 2 outros blogues de que era autor, só por um motivo, a dificuldade em tempo e capacidade, não deixando de visitar alguns outros de referência e ir deixando aqui e ali umas "bocas".

4- Quanto ao post em referência apenas mostra a pluralidade dos vários intervenientes aqui no largo.

5- Quanto às minhas opções, creio que o que por aqui tenho deixado postado e escrito é o suficiente, para quem se quiser pôr a adivinhar, não precisando eu de fazer aqui qualquer declaração de intenções, porque assumi em pleno a declaração de intenções inscrita, logo no cimo da margem direita do Largo das Calhandreiras.

Quanto às pessoas que de vez em quando aqui são alvo de reparos criticos, elas têm a oportunidade e capacidade de se defenderem, não precisando naturalmente de quem o faça por elas.

Aliás disse...

Folha Seca,

pelos vistos não se apercebeu do meu recado. O que eu disse é que o Dr. OC se calhar não visita tantas vezes quanto diz o seu blogue, pois cazo o fizesse não teria postado um vídeo que vocês postaram á mais de um mês, como se tivesse descoberto a pólvora, com o habitual coro de palmadinhas nas costas.
O que eu quiz dizer tem muito a ver com habilidade política ou politicamente correcto como por exemplo: o Dr. OC atirou-se ao Passos Coelho acenando com a Constituição por causa das alterações laborais e nada disse quando o seu ministro das Finanças falou que o IRS era desde o início do ano (para trás)e isso também está na Constituição. Dois pezos e duas medidas.

folha seca disse...

Caro Aliás

Crei dever-lhe um pedido de desculpas (isto é o que faz visitar os blogues, numa de "rapidinha" de facto pensei que se referia ao comentário que ontem fiz no "a Carta a Garcia" a proposito de um post lá publicado, quando de facto ele já aqui tinha aparecido. Mas creio que a resposta que o O.C. me deu deu serve tambem para o meu caro.
Quanto ao resto, mantenho dado que fui dos primeiros a postar algo que mee pudesse identificar com uma das candidaturas em presença às próximas presidenciais e já agora, não pela primeira vez.Quanto às posições politicas e pessoas do Dr. Osvaldo Castro, creio que não precisa que eu o defenda, até porque ele é que é advogado.
Renovo o meu pedido de desculpas, pela interpretação errada apareça sempre.
Cumprimentos

Insana disse...

Chegando e amando tudinhoo.


Bjs
Insana