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sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Um post que devia ser bitaite (sobre a Jasmim)
Quando durante a manhã publiquei um post ilustrado com uma canção do Fernando Tordo (Adeus tristeza) e no pequeno texto que lhe inseri, desejava a todos um fim de semana “o menos triste possível” não imaginava que a seguir seria surpreendido com a noticia do fecho da Jasmim.
Infelizmente todos os dias “vemos ouvimos e lemos” noticias sobre o fecho de empresas em vários pontos do País com o consequente aumento do numero já gritante de desempregados.
Se qualquer uma destas noticias nos choca e assusta, o eventual encerramento da Jasmim, choca não só pelos mais 14 desempregados, mas pelo que significa em termos da nossa história.
Operário vidreiro, dos 10 aos 23 anos que passou todas as escalas, desde fechar o molde a oficial (de belga) seguindo a tradição dos meus Bisavôs, Avós, Pais e Irmãos não consigo como desejei aos nossos frequentadores deixar de sentir uma profunda tristeza , por mais esta situação que inevitavelmente aviva as cicatrizes mal curadas de muitas outras situações anteriormente vividas e a dor volta a sentir-se com o toque numa ferida mal curada..
Apesar de há cerca de 32 anos estar profissionalmente desligado da industria vidreira (não por vontade própria) as minhas raízes estão profundamente ligadas a esta industria, não fosse eu natural e residente nesta terra. Mas para além das nossas ligações profissionais, há a ligação efectiva e a nossa história colectiva.
Na mesma altura que se homenageia um dos grandes mestres vidreiros (Zé do Ernesto) manda-se para o desemprego um dos mestres vidreiros vivos (Fernando Esteves, perdoem-me a imodéstia, mas de quem eu fui 5º ajudante sendo ele 4º na obragem do Zé Lopes, na extinta FEIS).Este mestre vidreiro vivo e activo, foi a figura escolhida para a edição especial dos CTTs aquando das comemorações dos 250 anos da industria vidreira.
Creio que para além do queixume e nostalgia que aqui manifesto, parece-me que não nos devemos limitar a isto. Há que fazer mais. Todos somos excelentes treinadores de bancada. Está na hora de sugerir coisas concretas. Há muito que se discute a inclusão no nosso Museu do Vidro, de um museu “vivo”.
A Jasmim apesar de um projecto privado fazia em parte esse papel… que fazer, agora?
Infelizmente todos os dias “vemos ouvimos e lemos” noticias sobre o fecho de empresas em vários pontos do País com o consequente aumento do numero já gritante de desempregados.
Se qualquer uma destas noticias nos choca e assusta, o eventual encerramento da Jasmim, choca não só pelos mais 14 desempregados, mas pelo que significa em termos da nossa história.
Operário vidreiro, dos 10 aos 23 anos que passou todas as escalas, desde fechar o molde a oficial (de belga) seguindo a tradição dos meus Bisavôs, Avós, Pais e Irmãos não consigo como desejei aos nossos frequentadores deixar de sentir uma profunda tristeza , por mais esta situação que inevitavelmente aviva as cicatrizes mal curadas de muitas outras situações anteriormente vividas e a dor volta a sentir-se com o toque numa ferida mal curada..
Apesar de há cerca de 32 anos estar profissionalmente desligado da industria vidreira (não por vontade própria) as minhas raízes estão profundamente ligadas a esta industria, não fosse eu natural e residente nesta terra. Mas para além das nossas ligações profissionais, há a ligação efectiva e a nossa história colectiva.
Na mesma altura que se homenageia um dos grandes mestres vidreiros (Zé do Ernesto) manda-se para o desemprego um dos mestres vidreiros vivos (Fernando Esteves, perdoem-me a imodéstia, mas de quem eu fui 5º ajudante sendo ele 4º na obragem do Zé Lopes, na extinta FEIS).Este mestre vidreiro vivo e activo, foi a figura escolhida para a edição especial dos CTTs aquando das comemorações dos 250 anos da industria vidreira.
Creio que para além do queixume e nostalgia que aqui manifesto, parece-me que não nos devemos limitar a isto. Há que fazer mais. Todos somos excelentes treinadores de bancada. Está na hora de sugerir coisas concretas. Há muito que se discute a inclusão no nosso Museu do Vidro, de um museu “vivo”.
A Jasmim apesar de um projecto privado fazia em parte esse papel… que fazer, agora?
Revista de Imprensa
Marinha Grande:
Empresa Jasmim encerrou produção e não paga salário de junho 02/07/2010 10:58
A Jasmim Glass Studio, empresa de fabrico de vidro à mão, na Marinha Grande, encerrou a sua atividade, tendo já desligado o forno e 14 funcionários suspenderam os contratos, tendo sido informados que não vão receber o salário de junho.A loja da Jasmim Glass Studio tem as portas fechadas desde o início da semana. Centenas de peças estão assim sem possibilidade de serem vendidas. A empresa encerrou a produção de vidro, pondo fim ao fabrico de peças de vidro à mão na Marinha Grande. O forno foi desligado no fim de semana e 14 pessoas, nove das quais vidreiros, suspenderam os seus contratos com a empresa por terem ordenados em atraso.O coordenador da zona Centro e Sul do Sindicato Democrático da Energia, Química, Têxtil e Indústrias Diversas (Sindeq), José Pedro Adrião, revelou à agência Lusa que os trabalhadores “só receberam 40 por cento do salário do mês de maio” e já foram informados por escrito pela empresa que deu a conhecer “não ter possibilidades de pagar o mês de junho”. “A empresa mandou desligar o forno. Se o forno já parou nada mais resta à empresa”, referiu José Pedro Adrião. A loja, na Marinha Grande, também encerrou as portas com a indicação aos clientes de que está fechada “para remodelação”. Para já, segundo José Pedro Adrião, a empresa não quer pedir a insolvência, pelo que não é possível acionar o fundo de garantia salarial.Os funcionários explicaram que a situação da Jasmim se agravou em janeiro. Em dezembro, o subsídio de Natal já foi “pago em duas prestações”.“Esta empresa era o ex-libris da cristalaria manual da Marinha Grande. Com o encerramento da Jasmim terminou a cristalaria manual”, salientou José Pedro Adrião.O dirigente sindical afiança que os vidreiros desta empresa eram os “melhores artistas” do vidro e alerta para o problema que pode surgir com o a criação de pequenos barracões “sem condições de higiene e segurança”, onde será produzido o vidro.Contactado pela agência Lusa, um dos administradores da Jasmim, José Sucena, recusou prestar declarações sobre a situação da empresa, afirmando apenas que está em “processo de acordo” neste momento.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***Lusa
Empresa Jasmim encerrou produção e não paga salário de junho 02/07/2010 10:58
A Jasmim Glass Studio, empresa de fabrico de vidro à mão, na Marinha Grande, encerrou a sua atividade, tendo já desligado o forno e 14 funcionários suspenderam os contratos, tendo sido informados que não vão receber o salário de junho.A loja da Jasmim Glass Studio tem as portas fechadas desde o início da semana. Centenas de peças estão assim sem possibilidade de serem vendidas. A empresa encerrou a produção de vidro, pondo fim ao fabrico de peças de vidro à mão na Marinha Grande. O forno foi desligado no fim de semana e 14 pessoas, nove das quais vidreiros, suspenderam os seus contratos com a empresa por terem ordenados em atraso.O coordenador da zona Centro e Sul do Sindicato Democrático da Energia, Química, Têxtil e Indústrias Diversas (Sindeq), José Pedro Adrião, revelou à agência Lusa que os trabalhadores “só receberam 40 por cento do salário do mês de maio” e já foram informados por escrito pela empresa que deu a conhecer “não ter possibilidades de pagar o mês de junho”. “A empresa mandou desligar o forno. Se o forno já parou nada mais resta à empresa”, referiu José Pedro Adrião. A loja, na Marinha Grande, também encerrou as portas com a indicação aos clientes de que está fechada “para remodelação”. Para já, segundo José Pedro Adrião, a empresa não quer pedir a insolvência, pelo que não é possível acionar o fundo de garantia salarial.Os funcionários explicaram que a situação da Jasmim se agravou em janeiro. Em dezembro, o subsídio de Natal já foi “pago em duas prestações”.“Esta empresa era o ex-libris da cristalaria manual da Marinha Grande. Com o encerramento da Jasmim terminou a cristalaria manual”, salientou José Pedro Adrião.O dirigente sindical afiança que os vidreiros desta empresa eram os “melhores artistas” do vidro e alerta para o problema que pode surgir com o a criação de pequenos barracões “sem condições de higiene e segurança”, onde será produzido o vidro.Contactado pela agência Lusa, um dos administradores da Jasmim, José Sucena, recusou prestar declarações sobre a situação da empresa, afirmando apenas que está em “processo de acordo” neste momento.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***Lusa
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
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sexta-feira, julho 02, 2010
5 comentários:
Adeus tristeza...
Ao ler o bitaite de uma regular visitante do largo assaltou-me uma das minhas angustias. Muitos de nós andamos tristes, angustiados, chateados, tesos, endividados... etc... etc... é preciso dizer adeus às razões que nos levam a andar assim. Cantar só por si não resolve, mas ainda me lembro dos tempos em "que a cantiga era uma arma".
Bom fim de semana, o menos triste possível.
Revista de Imprensa
Bloco questiona atraso nos salários dos professores da Escola Artística da Marinha Grande
A comunicação social dá hoje nota da denúncia feita pelo Sindicato dos Professores da Região Centro relativa aos cerca de 60 docentes da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG) que estão com salários em atraso há já quatro meses, a que se juntam os professores internos que estão sem remuneração há dois meses e os formadores externos que receberam o pagamento de relativo Fevereiro há apenas duas semanas.
Esta é uma situação insuportável que vem acrescentar desespero ao desespero, numa escola em que, aos problemas comuns a tantas escolas deste país, como o difícil quotidiano a que estão sujeitos alunos, docentes e restantes funcionários por via das conhecidas medidas do actual Ministério da Educação e da extrema precariedade em que alguns docentes exercem a sua actividade, existem professores a leccionar há 12 anos a recibo verde e com horário completo.
O Bloco de Esquerda considera esta situação intolerável, e exige uma solução urgente para regularizar a situação destes docentes. Manter nesta Escola a classe docente em exercício da sua actividade, sem vencimento, e sem qualquer perspectiva de quando esta situação será resolvida, não só põe em causa a qualidade do ensino prestado, como a viabilidade da própria Escola. Neste sentido, o Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério da Educação (ME) e do Ministério do Trabalho e Segurança Social (MTSS), sobre se tem o Governo conhecimento da situação dos docentes da Escola Artística da Marinha Grande, que estão sem receber salário há já 4 meses? aceitável que professores e formadores tenham salários em atraso? Considera o Governo aceitável que professores e formadores trabalhem há já 12 anos, e com horário completo, na situação de falso recibo verde? Irá o Governo garantir a disponibilização de verbas direccionadas para o pagamento dos salários dos funcionários e docentes da EPAMG, nomeadamente no âmbito dos programas de financiamento público de que a escola é beneficiária? Quando estará regularizada a situação salarial da EPAMG? Que medidas tomará o Governo para regularizar a situação laboral na EPAMG, nomeadamente para que sejam erradicados os falsos recibos verdes e para que os professores e formadores tenham contratos de trabalho adequados às funções que desempenham? Veja aqui as perguntas ao ME e ao MTSS .
(surripiado do site do Grupo Parlamentar do BE)
A comunicação social dá hoje nota da denúncia feita pelo Sindicato dos Professores da Região Centro relativa aos cerca de 60 docentes da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG) que estão com salários em atraso há já quatro meses, a que se juntam os professores internos que estão sem remuneração há dois meses e os formadores externos que receberam o pagamento de relativo Fevereiro há apenas duas semanas.
Esta é uma situação insuportável que vem acrescentar desespero ao desespero, numa escola em que, aos problemas comuns a tantas escolas deste país, como o difícil quotidiano a que estão sujeitos alunos, docentes e restantes funcionários por via das conhecidas medidas do actual Ministério da Educação e da extrema precariedade em que alguns docentes exercem a sua actividade, existem professores a leccionar há 12 anos a recibo verde e com horário completo.
O Bloco de Esquerda considera esta situação intolerável, e exige uma solução urgente para regularizar a situação destes docentes. Manter nesta Escola a classe docente em exercício da sua actividade, sem vencimento, e sem qualquer perspectiva de quando esta situação será resolvida, não só põe em causa a qualidade do ensino prestado, como a viabilidade da própria Escola. Neste sentido, o Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério da Educação (ME) e do Ministério do Trabalho e Segurança Social (MTSS), sobre se tem o Governo conhecimento da situação dos docentes da Escola Artística da Marinha Grande, que estão sem receber salário há já 4 meses? aceitável que professores e formadores tenham salários em atraso? Considera o Governo aceitável que professores e formadores trabalhem há já 12 anos, e com horário completo, na situação de falso recibo verde? Irá o Governo garantir a disponibilização de verbas direccionadas para o pagamento dos salários dos funcionários e docentes da EPAMG, nomeadamente no âmbito dos programas de financiamento público de que a escola é beneficiária? Quando estará regularizada a situação salarial da EPAMG? Que medidas tomará o Governo para regularizar a situação laboral na EPAMG, nomeadamente para que sejam erradicados os falsos recibos verdes e para que os professores e formadores tenham contratos de trabalho adequados às funções que desempenham? Veja aqui as perguntas ao ME e ao MTSS .
(surripiado do site do Grupo Parlamentar do BE)
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
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sexta-feira, julho 02, 2010
2 comentários:
Poupar eu até poupo mas não sobra para comprar certificados do Tesouro
Certificados do Tesouro. Teixeira dos Santos pede mais poupança
Há já uns tempos, infelizmente longo, que sinto que muitos dos nossos governantes vivem num outro mundo, cada vez mais afastado do real. Quando Teixeira dos Santos se dirige às famílias apelando à poupança esquece-se de um pormenor, ou seja pura e simplesmente, acrescentar um simples "às que podem" como com o seu gesto demonstrou, ele de facto pode. Mas será que a generalidade das famílias Portugueses que forçosamente têm que poupar para fazer face ao agravamento do custo de vida e à redução das remunerações, ainda vai sobrar algum dinheiro para comprar os tais certificados? A mim não sobra. Pelo contrário, ando é sempre arrasquinha para conseguir cumprir com os meus compromissos.
Há já uns tempos, infelizmente longo, que sinto que muitos dos nossos governantes vivem num outro mundo, cada vez mais afastado do real. Quando Teixeira dos Santos se dirige às famílias apelando à poupança esquece-se de um pormenor, ou seja pura e simplesmente, acrescentar um simples "às que podem" como com o seu gesto demonstrou, ele de facto pode. Mas será que a generalidade das famílias Portugueses que forçosamente têm que poupar para fazer face ao agravamento do custo de vida e à redução das remunerações, ainda vai sobrar algum dinheiro para comprar os tais certificados? A mim não sobra. Pelo contrário, ando é sempre arrasquinha para conseguir cumprir com os meus compromissos.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Pois, assim tambem eu fazia boa Figura
Distribuição pressiona fornecedores a assumirem IVA - Economia - PUBLICO.PT
Muitos de nós assistimos nos últimos dias algumas cadeias de distribuição aproveitar para fazer "publicidade" com o aumento do IVA, fazendo crer que o iam suportar não o fazendo reflectir no preço final, ou seja no preço de venda ao consumidor final.
Quem minimamente conhece a forma de funcionamento de grande parte, das cadeias de distribuição instaladas em Portugal, sabe que muitas das promoções, cupões e outras acções, são em geral feitas à custa dos fornecedores que são miseravelmente esbulhados das suas margens mínimas de comercialização.
Muitas das falências têm muito a ver com a relação de dependência, de muitas pequenas e médias empresas, da grande distribuição para poderem escoar os seus produtos. Sendo prática corrente, quanto maior for a dependência maior é a pressão, que não passa só por descontos, rappeis, promoções, como ainda sistemáticos atrasos nos pagamentos o que torna a situação completamente insuportável.
Mas na verdade esta "mentira" a curto prazo vai fazer com que os preços disparem ainda mais, pois quem produz não vai aguentar e consequentemente vai ter que aumentar os preços.
Entretanto parte da chamada "moderna distribuição" aproveita esta boleia para fazer publicidade, fazendo os outros pagá-la.
Muitos de nós assistimos nos últimos dias algumas cadeias de distribuição aproveitar para fazer "publicidade" com o aumento do IVA, fazendo crer que o iam suportar não o fazendo reflectir no preço final, ou seja no preço de venda ao consumidor final.
Quem minimamente conhece a forma de funcionamento de grande parte, das cadeias de distribuição instaladas em Portugal, sabe que muitas das promoções, cupões e outras acções, são em geral feitas à custa dos fornecedores que são miseravelmente esbulhados das suas margens mínimas de comercialização.
Muitas das falências têm muito a ver com a relação de dependência, de muitas pequenas e médias empresas, da grande distribuição para poderem escoar os seus produtos. Sendo prática corrente, quanto maior for a dependência maior é a pressão, que não passa só por descontos, rappeis, promoções, como ainda sistemáticos atrasos nos pagamentos o que torna a situação completamente insuportável.
Mas na verdade esta "mentira" a curto prazo vai fazer com que os preços disparem ainda mais, pois quem produz não vai aguentar e consequentemente vai ter que aumentar os preços.
Entretanto parte da chamada "moderna distribuição" aproveita esta boleia para fazer publicidade, fazendo os outros pagá-la.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Discussão Pública

Nas últimas semanas o PCP encheu a cidade com cartazes como este e outros, onde se acusa, para além do PS que tomou a iniciativa de aumentar as taxas, o MCI, o BE e o PSD por não se oporem a esses aumentos.
O aumento das taxas pouca ou nenhuma discussão originou na sociedade marinhense, seguindo aliás o estado de apatia geral que se abateu sobre o nosso concelho. Exemplo desta apatia é, por exemplo, a gravíssima situação que a EPAMG atravessa e que poderá culminar com o seu encerramento, despejando para outras escolas cerca de quinhentos alunos e lançando no desemprego mais de cem professores e funcionários.
Olhando para os valores dos aumentos enunciados nos cartazes do PCP, quer em termos absolutos quer em termos percentuais, eles representam um aumento brutal em relação aos anteriormente praticados. Bom seria que todos os partidos explicassem publicamente porque estão contra ou porque estão a favor, para percebermos da injustiça ou da justeza da medida. Fica lançada a discussão, recordando-se que a taxa de disponibilidade da água, uma taxa ilegal, continua a ser cobrada aos munícipes marinhenses e que a cidade continua ser inundada por toda a espécie de cartazes, alguns deles colocados de forma a tirar a visibilidade aos condutores.
A luta continua!
O aumento das taxas pouca ou nenhuma discussão originou na sociedade marinhense, seguindo aliás o estado de apatia geral que se abateu sobre o nosso concelho. Exemplo desta apatia é, por exemplo, a gravíssima situação que a EPAMG atravessa e que poderá culminar com o seu encerramento, despejando para outras escolas cerca de quinhentos alunos e lançando no desemprego mais de cem professores e funcionários.
Olhando para os valores dos aumentos enunciados nos cartazes do PCP, quer em termos absolutos quer em termos percentuais, eles representam um aumento brutal em relação aos anteriormente praticados. Bom seria que todos os partidos explicassem publicamente porque estão contra ou porque estão a favor, para percebermos da injustiça ou da justeza da medida. Fica lançada a discussão, recordando-se que a taxa de disponibilidade da água, uma taxa ilegal, continua a ser cobrada aos munícipes marinhenses e que a cidade continua ser inundada por toda a espécie de cartazes, alguns deles colocados de forma a tirar a visibilidade aos condutores.
A luta continua!
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
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quarta-feira, junho 30, 2010
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Revista de Imprensa
Requalificação da foz do rio Lis vai receber 900 mil euros
A margem esquerda do rio Lis, entre a ponte das Tercenas e o mar, vai ser requalificada, num projecto orçado em 900 mil euros e cujo protocolo foi assinado a 26 de Junho em Coimbra, anunciou hoje a Câmara da Marinha Grande.
Os trabalhos, que vão começar depois da época balnear e durar dez meses, vão recuperar uma zona degradada e descaracterizada devido “às obras de regularização do rio”, à “utilização desregrada das áreas marginais” e “à falta de ordenamento dos espaços”, segundo a autarquia.
“O ecossistema estuarino da Foz do Rio Lis reveste-se de um elevado potencial ecológico, de grande relevância para o desenvolvimento turístico do concelho da Marinha Grande”, considera a autarquia.
O plano de reabilitação e valorização do património natural visa, nomeadamente, consolidar uma rede de caminhos pedonais e cicláveis, plantar pinheiros-mansos e promover a biodiversidade local. Na margem direita do rio Lis será plantada vegetação “capaz de garantir a interligação entre a mata e o rio”.
As autoridades que assinaram o protocolo - Câmara Municipal da Marinha Grande e a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) – querem restabelecer o corredor ripícola no troço final do rio e permitir a utilização da área de forma sustentada.
O projecto prevê também a instalação do Parque Temático do Pinheiro Manso, que vai reforçar a ligação entre esta zona do concelho e a Mata Nacional do Pinhal do Rei.
(surripiado do Público)
A margem esquerda do rio Lis, entre a ponte das Tercenas e o mar, vai ser requalificada, num projecto orçado em 900 mil euros e cujo protocolo foi assinado a 26 de Junho em Coimbra, anunciou hoje a Câmara da Marinha Grande.
Os trabalhos, que vão começar depois da época balnear e durar dez meses, vão recuperar uma zona degradada e descaracterizada devido “às obras de regularização do rio”, à “utilização desregrada das áreas marginais” e “à falta de ordenamento dos espaços”, segundo a autarquia.
“O ecossistema estuarino da Foz do Rio Lis reveste-se de um elevado potencial ecológico, de grande relevância para o desenvolvimento turístico do concelho da Marinha Grande”, considera a autarquia.
O plano de reabilitação e valorização do património natural visa, nomeadamente, consolidar uma rede de caminhos pedonais e cicláveis, plantar pinheiros-mansos e promover a biodiversidade local. Na margem direita do rio Lis será plantada vegetação “capaz de garantir a interligação entre a mata e o rio”.
As autoridades que assinaram o protocolo - Câmara Municipal da Marinha Grande e a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) – querem restabelecer o corredor ripícola no troço final do rio e permitir a utilização da área de forma sustentada.
O projecto prevê também a instalação do Parque Temático do Pinheiro Manso, que vai reforçar a ligação entre esta zona do concelho e a Mata Nacional do Pinhal do Rei.
(surripiado do Público)
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
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quarta-feira, junho 30, 2010
2 comentários:
terça-feira, 29 de junho de 2010
Homenagens às nossas Gentes...

Confraria da Sopa organiza homenagem a Zé do Ernesto - 3 de Julho
A Confraria da Sopa do Vidreiro promove no dia 3 de Julho, Sábado, no Museu do Vidro, uma homenagem a “Zé do Ernesto”, um artista da indústria vidreira marinhense.
O programa de homenagem é o seguinte:
15h15 | Homenagem Pública
16h00 | Inauguração de exposição de obras do homenageado.
José António Duarte Carvalho nasceu na Marinha Grande, a 5 de Abril de 1928 e desde muito cedo passou a ser conhecido no seu meio como “Zé do Ernesto”, por ser filho do conceituado vidreiro Ernesto Duarte Carvalho.
Aos 12 anos começou a trabalhar na “Fábrica de Vidro Neutro”, de Alípio Morais. Aos 14 transitou para a Fábrica Marquês de Pombal, onde ingressou na obragem de seu pai, nessa altura já muito perto da reforma, e foi dele que herdou e aprendeu a mestria de trabalhar o vidro. Mais tarde foi transferido como ajudante para a obragem de seu irmão, também conhecido como o “Quim do Ernesto”.
“Zé do Ernesto” manifestava excepcionais qualidades e foi célere na sua ascensão profissional, produzindo peças artesanais com grande procura no mercado. Cedo chegou a oficial vidreiro e, depois da Fábrica Marquês de Pombal, trabalhou na Vicriz e na Crisal, vindo a ingressar na Ivima nos finais da década de 70.
A obra de “Zé do Ernesto” foi fértil e original na produção de peças de qualidade artística pois, contam-se por milhares as peças produzidas nos seus 60 anos de profissão. A sua arte e o seu profissionalismo - à “boca do forno”- estão reflectidos desde os simples copos até aos artísticos castiçais, peças originais de arte em vidro, que são hoje pertença de muitos coleccionadores ou ainda em uso no quotidiano de muitos lares marinhenses.
Aos 76 anos ainda produzia peças em vidro, por entretenimento. Não esqueceu o tempo das fábricas. Sentiu algum desgosto pelo facto de, devido ao encerramento de fábricas, “se terem perdido tantos bons mestres vidreiros, porque ainda há muitas mãos engenhosas na Marinha Grande que não continuaram a profissão”.
E, momentos antes de falecer, endereçou um conselho a quem tem na indústria vidreira o seu ofício: “O mais importante é um vidreiro saber colher o vidro redondinho, dentro do forno. O vidro tem de ser tratado, como um homem deve tratar uma senhora: com delicadeza”. Palavra de um Mestre Vidreiro.
“Zé do Ernesto” faleceu a 14 de Julho de 2004.
Foi homenageado pela Câmara Municipal da Marinha Grande no âmbito da “5ª Bienal de Artes Plásticas”, em Outubro de 2004, decisão que tinha sido deliberada ainda antes do seu desaparecimento.
Fonte: Câmara Municipal da Marinha Grande
28 de Junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Estava a ver que nunca mais se fazia o diagnóstico Correcto...
Fernando Nobre compara situação de Portugal a uma "hérnia estrangulada"
O problema é, se com as listas de espera a "urgente" operação vem a tempo?
O problema é, se com as listas de espera a "urgente" operação vem a tempo?
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Maravilhoso! Vale a pena dispensar algum do nosso Tempo.
Não deixe de ver este vídeo incrível… mas leia o texto antes.
Este vídeo apresenta a ganhadora do programa "Ukraine’s Got
Talent", Kseniya Simonova, de 24 anos, a desenhar uma série de
imagens, com areia numa mesa iluminada, mostrando como as pessoas
comuns foram afectadas pela invasão alemã durante a Segunda Guerra
Mundial. O seu talento, é claramente diferente e fascinante.
As imagens, projectadas numa grande tela, levaram várias pessoas
do auditório às lágrimas e ela ganhou o primeiro prémio de cerca de £
75.000,00. Começa, criando uma cena com um casal sentado,
dando as suas mãos, num banco sob um céu estrelado. Mas, quando
chegam os aviões de guerra, a feliz cena é desfeita. Ela é
substituída por um rosto de mulher a chorar, quando chega uma
criança, a mulher volta a sorrir. A guerra volta novamente e a
artista manda areia formando o caos, onde o rosto de uma jovem
aparece. Rapidamente se transforma numa velha viúva, com o rosto
enrugado e triste, antes da imagem se transformar no monumento ao
Soldado Desconhecido da Ucrânia.
Esta cena externa fica emoldurada por uma janela, como se o
observador estivesse a olhar para o monumento de dentro de uma casa.
Na cena final, uma mãe e uma criança aparecem do lado de dentro, com
um homem parado do lado de fora da casa, pressionando a sua mão sobre o
vidro, dizendo adeus.
A Grande Guerra Patriótica, como é chamada na Ucrânia, resultou na
morte de ¼ da população, com 8 a 11 milhões de mortos numa
população de 42 milhões de pessoas.
A artista Kseniya Simonova diz:
“Acho bastante difícil criar arte usando papel e lápis ou pincéis,
mas usar a areia e os dedos está além do meu entendimento. A arte,
especialmente quando a guerra é usada como tema, chega a levar as
pessoas às lágrimas. E não existe maior elogio do que este.”
"Roube" ao se tempo, cerca de 8 minutos, para ver esta incrível obra de arte.
O nosso opinador convidado "vinagrete" mandou-me um mail com esta obra de arte, sugerindo que o mesmo daria um excelente post. Dado que ainda não encontrou a palavra chave, aqui está a seu post.
Este vídeo apresenta a ganhadora do programa "Ukraine’s Got
Talent", Kseniya Simonova, de 24 anos, a desenhar uma série de
imagens, com areia numa mesa iluminada, mostrando como as pessoas
comuns foram afectadas pela invasão alemã durante a Segunda Guerra
Mundial. O seu talento, é claramente diferente e fascinante.
As imagens, projectadas numa grande tela, levaram várias pessoas
do auditório às lágrimas e ela ganhou o primeiro prémio de cerca de £
75.000,00. Começa, criando uma cena com um casal sentado,
dando as suas mãos, num banco sob um céu estrelado. Mas, quando
chegam os aviões de guerra, a feliz cena é desfeita. Ela é
substituída por um rosto de mulher a chorar, quando chega uma
criança, a mulher volta a sorrir. A guerra volta novamente e a
artista manda areia formando o caos, onde o rosto de uma jovem
aparece. Rapidamente se transforma numa velha viúva, com o rosto
enrugado e triste, antes da imagem se transformar no monumento ao
Soldado Desconhecido da Ucrânia.
Esta cena externa fica emoldurada por uma janela, como se o
observador estivesse a olhar para o monumento de dentro de uma casa.
Na cena final, uma mãe e uma criança aparecem do lado de dentro, com
um homem parado do lado de fora da casa, pressionando a sua mão sobre o
vidro, dizendo adeus.
A Grande Guerra Patriótica, como é chamada na Ucrânia, resultou na
morte de ¼ da população, com 8 a 11 milhões de mortos numa
população de 42 milhões de pessoas.
A artista Kseniya Simonova diz:
“Acho bastante difícil criar arte usando papel e lápis ou pincéis,
mas usar a areia e os dedos está além do meu entendimento. A arte,
especialmente quando a guerra é usada como tema, chega a levar as
pessoas às lágrimas. E não existe maior elogio do que este.”
"Roube" ao se tempo, cerca de 8 minutos, para ver esta incrível obra de arte.
O nosso opinador convidado "vinagrete" mandou-me um mail com esta obra de arte, sugerindo que o mesmo daria um excelente post. Dado que ainda não encontrou a palavra chave, aqui está a seu post.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Eu até acho isto um bocado foleiro, mas não me ocorreu mais nada...
Com um pedido de desculpas aos melómanos mais puristas.
E o burro sou eu? Claro!
Cavaco ontem:
"Aos jovens empresários, Cavaco Silva aconselhou que “não esperem que nos anos mais próximos o Estado seja um agente impulsionador directo da nossa economia”. “O Estado português está sob escrutínio muito rigoroso vindo do exterior no que diz respeito à sua situação financeira e não vai ter meios nos anos mais próximos para conduzir uma política expansionista que possa levar Portugal à aproximação de níveis de desenvolvimento mais próximos da média da União Europeia”, declarou."
Sócrates hoje:
Executivo lança nova linha de crédito de 700 milhões
O país amanhã:

TIREM-ME DAQUUIIII!...
Um complemento ao post do Torrente...
Portugal ganhou 600 novos milionários no ano passado
Crise! Qual Crise? Alguns até são bastante conhecidos. O do post do Torrente gamou a massa ao Belmiro, mas há para aí uns marmelos que nos gamam a nós. Claro que haverá quem o faça honestamente, acho eu.
Crise! Qual Crise? Alguns até são bastante conhecidos. O do post do Torrente gamou a massa ao Belmiro, mas há para aí uns marmelos que nos gamam a nós. Claro que haverá quem o faça honestamente, acho eu.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
E depois não querem que se digam Coisas...
Ex administrador da PT a trabalhar para a Ongoing - Expresso.pt
Até que podiam ser mais discretos, mas pronto não é proíbido mudar de emprego, mas que dá para desconfiar dá!
Até que podiam ser mais discretos, mas pronto não é proíbido mudar de emprego, mas que dá para desconfiar dá!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
E o burro sou eu? Claro!
Simão Sabrosa, jogador ao serviço da selecção nacional, pago pela Federação Portuguesa de Futebol para representar o futebol do nosso país, marcou um golo à Coreia e festejou-o assim:
É por estas e por outras que tenho por estes tipos o mesmo desprezo que tenho pelos mercenários. Isto não é desporto, isto é uma máquina de facturar milhões à conta de lorpas como nós. E burro sou eu e o Sá Fernandes que não quis receber o donativo do Domingos Névoa.
Que raio de "Tango" tão mal Amanhado...
PSD ameaça votar pela suspensão das portagens nas SCUT - Expresso.pt
É no que dá escolher o par errado.
É no que dá escolher o par errado.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Património Esquecido

O vasto património do Estado constituído pelas casas florestais e postos de vigia situados na nossa mata, património esquecido, degradado e abandonado, é uma daquelas coisas que faz doer a alma a qualquer marinhense.
O mesmo Estado que exige aos cidadãos tudo e mais alguma coisa, é o primeiro a delapidar por omissão e inércia, aquilo que pertence a todos nós e que faz parte integrante da nossa cultura e do nosso imaginário. A pergunta é por isso pertinente e oportuna estando de parabéns os deputados que a formularam.
Se a resposta demorar tanto tempo com a resposta à questão das arribas de S. Pedro de Moel, estamos conversados. Daqui a poucos anos nada mais restará do que um amontoado de ruínas e de memórias. É por isso urgente que o Estado tome medidas, quanto mais não seja, entregar este património a quem sempre pertenceu de facto, ao povo do concelho da Marinha Grande.

Revista de Imprensa (actualizada)
Monte Real procura low-cost para se afirmar como aeroporto de turistas
Um edifício parecido com um grande stand de automóveis, uma pista militar (que já existe desde os anos 1940), um parque de estacionamento e uma central eléctrica. É assim, simples e barato, o aeroporto de Valladolid, a infra-estrutura que serve de exemplo para o lobby em formação no Oeste e na Região Centro para construir, algures na zona de Leiria, uma infra-estrutura deste tipo vocacionada para o mercado turístico.
A ideia passa por aproveitar a base aérea de Monte Real, ou construir de raiz um pequeno aeroporto em Fátima ou em Leiria, perto da estação do TGV e da Linha do Oeste e da bifurcação da A8 com a A17 (numa prática de intermodalidade aero-rodo-ferroviária).
Em Valladolid, a adequação da base militar a aeroporto civil data de 1964, mas o grande salto qualitativo realizou-se em 2000, com a construção de um novo edifício terminal no valor de 9,6 milhões de euros. Um valor que António Carneiro, presidente da Turismo do Oeste, considera ao alcance de qualquer grupo de autarquias e que representa 1 por cento do aeroporto de Alcochete. "Não tem nada a ver", diz, explicando que pretende apenas uma pequena infra-estrutura que receba voos charter e low cost para os mercados dos resorts que estão a nascer no Oeste (ancorados no golfe), para o turismo religioso de Fátima e para as viagens de negócios do eixo Leiria-Marinha Grande.
Em Valladolid, a Iberia (através da sua afiliada Air Nostrum) realizava voos para Barcelona e Paris, mas a chegada da Ryanair em 2002 foi decisiva para o sucesso do aeroporto. Aquela low cost voa para Paris, Londres, Bruxelas, Milão, Frankfurt, Alicante e Málaga e representa, segundo Amadeo Estébanez, subdirector do aeroporto de Valladolid, 60 por centro do seu seu tráfego. De 190 mil passageiros em 2002, este aeroporto atingiu um pico de 600 mil em 2007, tendo a crise feito descer a cifra para 350 mil no ano passado (só a Renault, que detém em Valladolid uma das suas mais importantes fábricas, foi responsável pelo fim de algumas rotas para Paris porque, subitamente, cancelou todas as viagens de avião dos seus quadros).
A Ryanair fez com que pessoas de toda a província de Castela e Leão (e até de Madrid, que está agora a 50 minutos de Valladolid com a alta velocidade) acedesse a este aeroporto para viajar a partir daí a preços baixos.
Amadeo Estébanez diz que o perfil dos passageiros é diversificado e inclui viagens de lazer e de negócios e grupos turísticos.
"Nao se pode partir para isto sem ter uma Ryanair ou uma Easyjet", sublinha António Carneiro, presidente da Turismo do Oeste, que quer criar um lobby na região para se bater por um aeroporto deste tipo. Afinal, este tipo de coisas passa por acordos com as autoridades políticas da região, como reconhece o director do aeroporto de Salamanca, Pedro San Martín. Que também opera numa base militar e que, ao contrário do seu colega de Valladolid, não tem a sorte de ali ter uma low cost a operar.
Ainda assim, e mesmo aproveitando os controladores aéreos, que são militares, o aeroporto de Valladolid dá prejuízo (4,9 milhões em 2009). Amadeo Estébanez prefere nao revelar a estrutura de custos fixos da infra-estrutura, que emprega 50 pessoas da AENA (Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea) e mais 70 empregos indirectos.
(surripiado do Público)
Um edifício parecido com um grande stand de automóveis, uma pista militar (que já existe desde os anos 1940), um parque de estacionamento e uma central eléctrica. É assim, simples e barato, o aeroporto de Valladolid, a infra-estrutura que serve de exemplo para o lobby em formação no Oeste e na Região Centro para construir, algures na zona de Leiria, uma infra-estrutura deste tipo vocacionada para o mercado turístico.
A ideia passa por aproveitar a base aérea de Monte Real, ou construir de raiz um pequeno aeroporto em Fátima ou em Leiria, perto da estação do TGV e da Linha do Oeste e da bifurcação da A8 com a A17 (numa prática de intermodalidade aero-rodo-ferroviária).
Em Valladolid, a adequação da base militar a aeroporto civil data de 1964, mas o grande salto qualitativo realizou-se em 2000, com a construção de um novo edifício terminal no valor de 9,6 milhões de euros. Um valor que António Carneiro, presidente da Turismo do Oeste, considera ao alcance de qualquer grupo de autarquias e que representa 1 por cento do aeroporto de Alcochete. "Não tem nada a ver", diz, explicando que pretende apenas uma pequena infra-estrutura que receba voos charter e low cost para os mercados dos resorts que estão a nascer no Oeste (ancorados no golfe), para o turismo religioso de Fátima e para as viagens de negócios do eixo Leiria-Marinha Grande.
Em Valladolid, a Iberia (através da sua afiliada Air Nostrum) realizava voos para Barcelona e Paris, mas a chegada da Ryanair em 2002 foi decisiva para o sucesso do aeroporto. Aquela low cost voa para Paris, Londres, Bruxelas, Milão, Frankfurt, Alicante e Málaga e representa, segundo Amadeo Estébanez, subdirector do aeroporto de Valladolid, 60 por centro do seu seu tráfego. De 190 mil passageiros em 2002, este aeroporto atingiu um pico de 600 mil em 2007, tendo a crise feito descer a cifra para 350 mil no ano passado (só a Renault, que detém em Valladolid uma das suas mais importantes fábricas, foi responsável pelo fim de algumas rotas para Paris porque, subitamente, cancelou todas as viagens de avião dos seus quadros).
A Ryanair fez com que pessoas de toda a província de Castela e Leão (e até de Madrid, que está agora a 50 minutos de Valladolid com a alta velocidade) acedesse a este aeroporto para viajar a partir daí a preços baixos.
Amadeo Estébanez diz que o perfil dos passageiros é diversificado e inclui viagens de lazer e de negócios e grupos turísticos.
"Nao se pode partir para isto sem ter uma Ryanair ou uma Easyjet", sublinha António Carneiro, presidente da Turismo do Oeste, que quer criar um lobby na região para se bater por um aeroporto deste tipo. Afinal, este tipo de coisas passa por acordos com as autoridades políticas da região, como reconhece o director do aeroporto de Salamanca, Pedro San Martín. Que também opera numa base militar e que, ao contrário do seu colega de Valladolid, não tem a sorte de ali ter uma low cost a operar.
Ainda assim, e mesmo aproveitando os controladores aéreos, que são militares, o aeroporto de Valladolid dá prejuízo (4,9 milhões em 2009). Amadeo Estébanez prefere nao revelar a estrutura de custos fixos da infra-estrutura, que emprega 50 pessoas da AENA (Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea) e mais 70 empregos indirectos.
(surripiado do Público)
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
às
terça-feira, junho 22, 2010
Sem comentários:
Revista de Imprensa
Estudo de viabilidade de abertura da base de Monte Real à aviação civil foi suspenso
O estudo sobre a abertura da base aérea à aviação civil internacional, promovido pelo Fórum Centro Portugal, foi suspenso, embora a estratégia de fundamentar a viabilidade do projecto se mantenha, disse ontem o promotor.
"Os estudos foram suspensos sem se encontrarem concluídos", revelou à agência Lusa Manuel Queiró, presidente do Fórum Centro de Portugal.
O professor universitário e antigo deputado do CDS-PP disse existirem razões - que recusou adiantar - para o estudo não ter sido concluído, apenas afirmando que aquelas "não são imputáveis" ao organismo a que preside.
O grupo de estudo para a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil internacional, coordenado por António Pais Antunes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, iniciou o trabalho em Maio de 2009 e previa a entrega do relatório final em Março de 2010.
Integrava outros professores universitários e investigadores, além de representantes da ANA - Aeroportos de Portugal, da NAV Portugal, do Instituto Nacional da Aviação Civil e da Força Aérea Portuguesa.
O plano de trabalho, apresentado publicamente em Maio do ano passado, contemplava capítulos sobre a importância dos aeroportos no desenvolvimento regional e a utilização de aeroportos militares para fins civis.
Outras áreas do documento residiam na procura de viagens aéreas no Centro Litoral e o papel do aeroporto de Monte Real na rede nacional de aeroportos. O grupo comprometia-se ainda, entre outros aspectos, a analisar impactes ambientais da abertura do aeroporto e as transformações requeridas pela abertura ao tráfego civil da infra-estrutura.
Na sexta-feira, responsáveis do Fórum Centro Portugal reuniram, na Figueira da Foz, com autarcas de Coimbra, Leiria e Caldas da Rainha, encontro que serviu para fazer um balanço do processo e preparar um conjunto de iniciativas a serem divulgadas "oportunamente".
Ouvido pela Lusa, o autarca da Figueira da Foz, João Ataíde, anfitrião do encontro, disse esperar que as iniciativas em preparação "possam acolher receptividade junto do poder central".
"Há um grande interesse regional no sentido de dinamizar a base área de Monte Real e criar um aeroporto", sublinhou o autarca.
(surripiado do Diário de Leiria)
O estudo sobre a abertura da base aérea à aviação civil internacional, promovido pelo Fórum Centro Portugal, foi suspenso, embora a estratégia de fundamentar a viabilidade do projecto se mantenha, disse ontem o promotor.
"Os estudos foram suspensos sem se encontrarem concluídos", revelou à agência Lusa Manuel Queiró, presidente do Fórum Centro de Portugal.
O professor universitário e antigo deputado do CDS-PP disse existirem razões - que recusou adiantar - para o estudo não ter sido concluído, apenas afirmando que aquelas "não são imputáveis" ao organismo a que preside.
O grupo de estudo para a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil internacional, coordenado por António Pais Antunes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, iniciou o trabalho em Maio de 2009 e previa a entrega do relatório final em Março de 2010.
Integrava outros professores universitários e investigadores, além de representantes da ANA - Aeroportos de Portugal, da NAV Portugal, do Instituto Nacional da Aviação Civil e da Força Aérea Portuguesa.
O plano de trabalho, apresentado publicamente em Maio do ano passado, contemplava capítulos sobre a importância dos aeroportos no desenvolvimento regional e a utilização de aeroportos militares para fins civis.
Outras áreas do documento residiam na procura de viagens aéreas no Centro Litoral e o papel do aeroporto de Monte Real na rede nacional de aeroportos. O grupo comprometia-se ainda, entre outros aspectos, a analisar impactes ambientais da abertura do aeroporto e as transformações requeridas pela abertura ao tráfego civil da infra-estrutura.
Na sexta-feira, responsáveis do Fórum Centro Portugal reuniram, na Figueira da Foz, com autarcas de Coimbra, Leiria e Caldas da Rainha, encontro que serviu para fazer um balanço do processo e preparar um conjunto de iniciativas a serem divulgadas "oportunamente".
Ouvido pela Lusa, o autarca da Figueira da Foz, João Ataíde, anfitrião do encontro, disse esperar que as iniciativas em preparação "possam acolher receptividade junto do poder central".
"Há um grande interesse regional no sentido de dinamizar a base área de Monte Real e criar um aeroporto", sublinhou o autarca.
(surripiado do Diário de Leiria)
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
às
terça-feira, junho 22, 2010
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
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