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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia da independência de Portugal

Para a maioria dos Portugueses hoje é apenas mais um dia feriado. Aliás cada vez mais os feriados não passam de isso mesmo.
Seria naturalmente um dia de regozijo Nacional. Se efectivamente sentisse-mos que a nossa soberania era a sério e não um faz de conta. Cada vez mais as decisões sobre o nosso País são tomadas por instituições internacionais capitaneadas por burocratas, em que alguns deles nunca puserem sequer os pés em Portugal .

Não sei porque não estava cá , se a ditadura dos Filipes era pior do que à que hoje estamos sujeitos, esta de facto é insuportável e sufocante e está a tirar-nos o que nos restava do orgulho de ser Português.
Sempre achei que aqueles milhões todos despejados à “palete” nos primeiros anos da nossa integração na Europa, seriam bem pagos. Adormeceram-nos de tal forma que hoje estamos atados de pés e mãos e assim um bocado, para o sem saber que fazer, porque os “criados” dos novos “Filipes” nos vão dizendo isso. Ou seja quem manda são eles e o resto é conversa.
Isto de ter que comer e calar, dá-nos cabo da capacidade de exercer o direito à nossa Cidadania.

Tenho esperança que uma expressão em tempos usada por um dos candidatos a um órgão de soberania se transforme num clamor popular e possamos todos dizer alto e bom som “A MIM NINGUEM ME CALA!”

VIVA PORTUGAL

7 comentários:

Rogério Pereira disse...

Para mim, tomava a história em mão
e ia discutir com um povo irmão...
Talvez daí resultasse a jangada de pedra, pois no resto da europa não há qualquer gesto solidário
(antes pelo contrário)

Abraço

A.Tapadinhas disse...

Quem cala consente, ou

Come e cala!

duas pérolas da sabedoria popular....

Obrigado pela visita!

Abraço,
António

flor de jasmim disse...

Eu também costumo dizer que "a mim ninguém me cala", mas nós falamos falamos e não nos ouvem ou fazem-se de surdos, por isso vamos ter que gritar, gritar até que a voz nos doua.

Beijinho

Isa GT disse...

O meu amigo já sabe a minha opinião... falar de independência quando estamos dependentes... até de quem não conhecemos como os tais mercados... mete dó celebrar a Restauração de algo que já perdemos.

Bjos

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Já exprimi a minha opinião sobre o assunto, mas quanto à sua esperança, desculpe desiludi-lo, mas parece-me que vai ter de esperar sentado. Este povo só se revolta mesmo é com o futebol.

Luís Coelho disse...

Bom dia
"come e cala"

Daqui já não saímos e seremos sempre os parentes mais pobres de toda esta Europa.

Uns trabalharam com um ideal e um fim que outros deturparam e usam para se auto promoverem escravizando cada vez mais os incautos e indefesos.

Triste país que tem governantes tão rascas.

Razão tem o outro que pediu a cidadania timorense. Certamente também irá pedir residência por lá.

Anónimo disse...

Diz que somos independentes

por Daniel Oliveira

Ontem foi um dia importante. Aquele em que celebrámos os 370 anos da restauração da nossa independência. Celebrámos o facto de podermos decidir o nosso futuro. De podermos determinar o que é melhor para nós.

Não fosse aquele dia e provavelmente não teríamos mais do que um governo provincial. Que se limitaria a aplicar políticas que não só não seriam decididas aqui como, provavelmente, não poderíamos influenciar. Não fosse aquele dia e, perante a crise que agora vivemos, apenas poderíamos esperar que outros nos dessem a receita de como sair (ou não sair) dela. Não fosse aquele dia e um qualquer candidato a governar este País teria de se mostrar disponível para receber ordens com uma instituição estrangeira que não elegemos. Não fosse aquele dia e a nossa palavra de nada valeria na determinação da nossa política económica e monetária.

Não, não julguem que a ironia é sinal de um ataque tardio de nacionalismo. Mas, apesar de tudo, gostava de ter celebrado, ontem, o facto de sermos donos do nosso destino. De ser um parlamento que elegemos - português, europeu, espanhol ou qualquer outro - e um governo que escolhemos a decidir das nossas vidas. Se foi para sermos governados pelos mercados e pela chanceler Merkel que os quarenta conjurados se juntaram não me parece que tenham feito grande serviço. Ao menos os espanhóis estavam aqui mais à mão.

Publicado no Expresso Online