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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Xico - Espertice

Sem qualquer dúvida se algum dia houver uma tabela que meça o nível de Xico- Espertice a nível de um determinado numero de Países, Portugal vai de certeza ficar nos primeiros lugares da tabela.
Naturalmente que não me refiro ao tradicional Xico-Esperto de trazer por casa. Que pratica pequenas ” espertezas” desde o cravar um copo aqui e ali ou passar à frente numa qualquer bicha duma qualquer repartição Publica.

Refiro-me aos habilidosos de maior gabarito que sempre foram encontrando formas de contornar leis para seu benefício pessoal, de mais alguns amigos e familiares e de algumas das corporações em que estão ou são afectos.
Este desabafo naturalmente de um pregador no deserto é motivado por alguns dos acontecimentos e notícias dos últimos dias. O PEC (nº não sei quantos) determina um conjunto de medidas, algumas já em vigor outras para terem início em 2011. Tudo com o objectivo de controlar o défice Nacional e recuperar a confiança nos mercados. Coisa que ainda não consigo perceber bem o que é.
Então não é que ”vamos ouvindo e lendo” que parte dos dinheiros que se pensava (e provavelmente alguém fez contas com isso) entrarem nos cofres públicos estão a ser antecipadamente distribuídos, fruto de habilidades contabilísticas que se não existentes foram entretanto à pressa inventadas. Refiro-me claro aquela antecipação da distribuição de resultados antes que seja tarde (apetece-me repetir aquela expressão, ó meu dá cá o meu)

Como se não bastasse esta cena que meteu ameaças de demissão e tudo, assistimos a que varias corporações ligados a empresas do Estado ou participadas andam a engendrar planos para que a crise seja paga apenas por alguns. As excepções começam a ser tantas que tudo parece fazer crer que se inverta a velha expressão de que “não há regra sem excepção” pois as excepções parecem ser tantas que vão ser mais que as regras.

Desgraçado de País, onde só não se safa quem não pode e são estes últimos que ficam para pagar a conta.

7 comentários:

Fê-blue bird disse...

"Desgraçado de País, onde só não se safa quem não pode e são estes últimos que ficam para pagar a conta."
Esta sua última frase, cada vez faz mais sentido.
Manobras de diversão e aldrabices, já nem nos admiramos, sinal que se vulgarizou demais.

Beijinhos e bom fim de semana

Anónimo disse...

Caro Folha Seca.
Como eu entendo o seu desabafo!E como sei que muito tem lutado para inverter estas xico-espertices de "uma parte" dos portugueses.
Infelizmente, pela minha modesta análise e lendo algumas obras que relatam a nossa "evolução", como Nação, chego à conclusão que de facto não é possível alterar estas situações que relata, enquanto Portugal for habitado e governado (ou desgovernado) por essa "tal parte" de portugueses.
Não imagina como me dói o coração, quando tenho que reconhecer que de facto, no nosso país o "comportamento normal" se situa nos parâmetros da xico-espertice, e até lhe confesso que já algumas vezes fui apelidado de maluco, por querer agir dentro da ética e da moralidade.
Obrigado por me permitir este desabafo.
Um grande abraço.

Flor do Liz disse...

É uma vergonha o que se está a passar no nosso País, foi precisamente, por falta de regras e, excepções a mais, que o País chegou ao ponto onde nos encontramos.

Bom fim de semana

Isa GT disse...

Estamos mesmo arrumados... as leis são feitas à medida e com excepções que nunca mais acabam, chegou-se ao ponto de condenar a 4 anos de prisão quem rouba um telemóvel e quem rouba milhões paga a multa e vai roubar ainda mais... depois da poeira assentar.
Quando isto já não tiver senão dívidas, eles vão-se todos embora e ficamos cá nós...

Bjos

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Uma vergonha! E o pessoal aguenta estoicamente, até à estucada final.

Rogério Pereira disse...

O Carlos Barbosa, que ainda agora por aqui passou, propõe um boicote.
Estou a pensar nele!...

Abraço

Pedro Coimbra disse...

Meu caro, a ideia passa precisamente por transformar a excepção na regra.
Velhinha como o Mundo.