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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Revista de Imprensa (actualizada)

Água vai aumentar

A factura da água vai ficar mais pesada no concelho da Marinha Grande, já a partir de 1 de Outubro
Os aumentos, aprovados pela autarquia, com os votos favoráveis do PS, os votos contra da CDU e a abstenção do PSD, vão incidir na tarifa fixa de disponibilidade, que passa de 2,17 para 2,40; e contemplam o acesso e o fornecimento de água, a recolha e tratamento de saneamento e a recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos.

De acordo com a Câmara os preços apresentados sofreram aumentos na ordem dos 15 a 20%. Um consumidor com consumos médios de 10 metros cúbicos por mês pagava antes 12,50 euros e vai agora passar a pagar 16 euros.

A autarquia, embora reconheça o agravamento para a população com estes aumentos, defende que ainda assim são os mais baixos do distrito, dando como exemplo que com as novas tarifas uma factura de 10 metros cúbicos na Marinha Grande custa exactamente 16,04 euros, enquanto que no concelho de Leiria custa 20,02 e em Alcobaça 19,84 euros.

Os preços agora aprovados para os dois primeiros escalões (onde se incluem cerca de 85% da totalidade dos consumidores) ficam abaixo da recomendação da entidade reguladora: onde o regulador propõe 0,40 euros/m³ a Câmara definiu 0,36 (actualmente custa 0,32); e onde o regulador propõe 0,86 euros/m³ a Câmara definiu 0,58 (actualmente custa 0,48).

A Câmara explica ainda em nota de imprensa que estes aumentos são “absolutamente necessários”, acrescentando que os anteriores tarifários foram fixados em 1998 e neste momento “estão mais do que desajustados face aos aumentos dos custos com a prestação destes serviços”, além da obrigatoriedade legal de fixar os preços das taxas e dos serviços em função do seu custo real. A autarquia explica também que as infra-estruturas de fornecimento de água necessitam de “urgentes intervenções”.

Com vista a minorar o impacto destes aumentos para as famílias mais carenciadas, a Câmara integrou nos novos tarifários alguns princípios de protecção social, onde existe discriminação positiva para agregados familiares com baixos rendimentos e para famílias numerosas, que ficam isentos da tarifa de disponibilidade de água, e usufruem de uma redução de 50 por cento na tarifa fixa de saneamento e de resíduos sólidos.


(surripiado do JMG)

7 comentários:

Anónimo disse...

Era o que se esperava.Esta executivo,para além de não ter obra,o que tem sabido fazer é aumentar taxas e tarifas indiscriminadamente sem qualquer preocupação social.É mau de mais para ser verdade,pois num momento de crise que se vive no País,a forma mais fácil é aumentar impostos de igual para todos.Não reduzem na despesa,usam do populismo para reduzir o IRS,para dar cheques aos bebes e depois tocar a lixar o Zé.
E mais uma vez o PSD se abstem,como se não tivesse opinião nesta e noutras matérias.
É de facto uma coligação envergonhada que vai acabar mal,pois os Marinhenses ,que votaram maioritáriamente no PS,estão desacreditados,e nas próximas eleições vão de certo dar o cartão vermelho ao PS.

Anónimo disse...

Eu pela minha parte por estas e outras razões e porque me julgo enganado,não voto mais PS para a Autarquia.
Tenho uma supultura para comprar em Casal Galego e agora descobri que não tenho dinheiro paar a pagar,tal foi o aumento.
Depois estive atento a campanha eleitoral e nenhuma promessa foi até agora cumprida.

um gajo qualquer disse...

O PCP (e até mesmo o PSD), continuam a tapar o sol com a peneira.
Diz o Artigo 16.º da Lei das Finanças Locais (Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro)

Preços
1 - Os preços e demais instrumentos de remuneração a fixar pelos municípios relativos aos serviços prestados e aos bens fornecidos em gestão directa pelas unidades orgânicas municipais ou pelos serviços municipalizados não devem ser inferiores aos custos directa e indirectamente suportados com a prestação desses serviços e com o fornecimento desses bens.

Ora, como é dito pela autarquia, as taxas não eram actualizadas desde 1998 (12 anos!!!). Faz por isso todo o sentido que se faça reflectir na água, até para uma utilização mais racional, o seu custo real, ponderando positivamente os preços para os agregados familiares com mais dificuldades. O que já não faz qualquer sentido é estar incluída nessa ponderação a eliminação da tarifa de disponibilidade que, como se sabe, é ilegal, e por isso deveria ser definitivamente eliminada para todos os munícipes.
Bom seria também que o executivo estudasse formas alternativas de fornecimento de água às populações, promovendo o investimento necessário a esse objectivo, precavendo assim situações de potencial ruptura de fornecimento. A grande dependência do concelho da Marinha em relação à captação do Alto dos Picotes é um problema que urge resolver. Assim haja vontade política e inteligência para tal.

Anónimo disse...

Ó gajo qualquer:
andas-te a beber ou é da droga?
Ganha juízo mas é!!! Nem que fosse mais 1% já era um roubo, quanto mais 20%!!!!!!

Anónimo disse...

Mas que investimentos foram feitos des desde 1998,para que a camara venha agora aumentar as tarifas.Nada ou pouco nada,antes pelo contrário há mais de 17 anos que os investimentos são residuais.E durante o periodo de maior desenvolvimento urbanistico,em que os empeiteiros encheram o saco,também eles pouco contribiuiram para a manutenção e reforço das infraeestruturas,levando a que o hoje,estejamos àbeira do caos,com as redes velhas e sem capacidade de transporte de agua.Continuamos dependentes dos altos picotes,que tem muita agua,mas com teores de ferro acima das normas comunitárias.
A exploração da nossa água é relativamente barata e nada justifica este aumento.A MENOS QUE ESTES AUMENTOS TRAGAM AGUA NO BICO.ISTO É ,NÃO SEJA A JUSTIFICAÇÃO PARA ENTREGAR AO SECTOR PRIVADO UM BEM QUE E PUBLICO.Talvez cegamente esta Camara queira seguir os conselhos do governo do PS está a abrir as portas á privatização da agua.Prestem um serviço digno,porque há populações que reclamam e bem e depois pensem em aumentos moderados,socialmente justos e equilibrados.

Anónimo disse...

E ainda por cima,segundo estudos camarários a água já está a ser vendida acima dos seus custos reais.Então que necessidade em tempo de crise existe para aumentar em cerca de 20 por cento o seu preço.
E não se façam comparações com outros concelhos,alguns dos quais a água já está privatizada.Porque não há comparação possivel,porque a filosofia é o máximo de lucro,sem um minimo de preocupações sociais.E como a factura do saneamento e do lixo está indexada à factura de água,a factura final vai ser extremamente agravada.Será que os nossos Autarcas não têm sensibilidade para perceber que este não é o momento para agravar o orçamento das familias.

Sopro leve disse...

Hum...
Cheira-me que estão a preparar-se para entregar a água aos lucrativos privados...