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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Revista de Imprensa

"Barros Duarte pede suspensão de mandato por um ano"

O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, João Barros Duarte, entregou, sexta-feira à tarde, o pedido de suspensão do mandato por um ano, alegando razões de saúde. O documento vai ser analisado e votado na reunião de câmara da próxima quinta-feira e deverá ser aprovado, uma vez que a CDU/PSD têm a maioria no executivo. Após a aprovação, o presidente da autarquia passará a ser Alberto Cascalho (vice-presidente), tal como pretendia o PCP, e Sérgio Moiteiro ocupa o lugar na vereação.
Contudo, o vice-presidente da Câmara da Marinha Grande, Alberto Cascalho, admitiu, na sexta-feira de manhã, que a situação política na autarquia é “difícil”, provocada pela ausência de João Barros Duarte, que se encontra de baixa médica até ao próximo dia 8 de Dezembro.
Alberto Cascalho considerou que seria expectável que, durante o próximo mês, fosse encontrada uma solução para sair da crise em que está mergulhada a autarquia marinhense, depois de João Barros Duarte se ter recusado renunciar ao mandato, no mês de Outubro, no âmbito de um alegado acordo pre-eleitoral entre o autarca e o PCP.
“Continuo a desempenhar as funções de vice-presidente, mas a situação na autarquia é difícil”, afirmou Alberto Cascalho, na sexta-feira, no final da apresentação da Feira Nacional de Artesanato e Gastronomia (FAG) da Marinha Grande.
Refira-se que no início de Outubro, a estrutura local do PCP anunciou, em conferência de imprensa, que João Barros Duarte iria renunciar ao mandato e que seria substituído no cargo pelo vice-presidente, Alberto Cascalho. João Barros Duarte não acatou a decisão do partido e continuou a desempenhar as funções. No dia 8 de Outubro entregou uma baixa médica, que terminou na última quinta-feira, mas o autarca prolongou-a por mais um mês.
Durante o último mês, o PCP local retirou a João Barros Duarte a confiança política, mas, mesmo assim, o edil não renunciou ao mandato, optando pelo pedido de suspensão do mandato.
Para o vereador do PS, João Paulo Pedrosa, “esta suspensão não vem dar resposta à promessa do PCP”. O socialista afirma que não se opõe a nenhum pedido de suspensão, mas alega que a alteração “vem agravar as condições de ingovernabilidade da câmara, porque Barros Duarte continua a ser presidente e pode regressar quando quiser”.



(surripiado do Diário de Leiria)

5 comentários:

Anónimo disse...

Sobre o movimento de independentes do ex-cura gostaria de fazer o seguinte comentário:
O ex-cura já parou para pensar que na Marinha Grande votam cerca de 16.000 eleitores e que quantas mais forças politicas concorrerem mais se distribuem os votos entre elas?
Já pensou que o PêCêPê tem um eleitorado mais ou menos "fixo" o qual é controlado por parte dos seus militantes e que um movimento de cidadãos independentes vai ter como resultado retirar votos ao centro ao PSD e PS?
As eleições nacionais e locais são vencidas em função de um conjunto de eleitores que votam em função da conjuntura do momento e que tanto votam à direita como a esquerda em função de factores diversos (conjuntura económica, politica, equipa, programa, etc).
Para quem só se lembra de quem venceu e de quem perdeu as eleições, fica a lembrança que em 2001 o PS ganhou a “Cambra” por 340 votos e que em 2005 o PCP ganhou com uma diferença de 388 votos.
È por isso perfeitamente possível termos um cenário em que o PCP diminui o seu numero de votos resultado do desastre que tem sido a sua governação, mas que o movimento independente vá retirar ao PS e ao PSD um numero de votos que leve o PCP a ser a força mais votada!!!
E para quem não sabe é a força mais votada que governa (ou tenta governar) os nossos destinos por mais quatro anos.
Se a verdade é que quer o melhor para a Marinha Grande, penso que deve pensar a sua participação cívica para não vir a ser acusado de ter sido o movimento de independentes que permitiu que o PCP eventualmente diminuindo o seu número de votos ganhe de novo a “Cambra”.
Um abraço, deste seu admirador.

Anónimo disse...

Que falta de confiança nos cidadãos e cidadães.

ExCura Araújo disse...

Só para esclarecer: eu não tenho qualquer Movimento!! O facto de defender a liceidade, a viabilidade ou mesmo a importância de um Movimento Independente não significa que seja eu a criá-lo... apenas me disponibilizei neste momento para ser um «elo» de ligação...

orelhas disse...

uma espécie de José Veiga?

Anónimo disse...

Dependentes de quê??