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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Telenovela sem fim Anunciado

Lembro-me para aí no final da década de 70 do século passado, começarem a ser transmitidas as primeiras telenovelas importadas do Brasil. Como quase toda a gente, também comecei a ver, até porque o autor da obra e o elenco de actores, prometiam. Rapidamente comecei a sentir que o desenrolar dos enredos era de tal forma lento e repetitivo para fazer “render a fruta “ deixando sempre os espectadores suspensos nos próximos acontecimentos, que comecei a desenvolver uma espécie de protesto solitário que se traduzia em assistir escassas vezes aos episódios. Porque na verdade, ver uma ou duas vezes por semana, mais as conversas que sobre o tema ia ouvindo, era suficiente para me manter a par dos acontecimentos.

Também por cá há seis anos e tal que se desenrola uma telenovela, que pelo tempo e finais anunciados já se tornou tão irritante que apetece desligar a televisão de cada vez que “começa” um novo episódio.

Hoje lá tive que ouvir mais um novo episódio. Ou seja o Exmo. Sr. Procurador da Republica, nomeou um procurador adjunto com a missão de indagar o porquê de uns outros tantos procuradores, não terem ouvido o Primeiro Ministro e o Ministro adjunto da presidência e mais alguns aspectos que apesar do tempo extremamente longo em que se desenvolveu o enredo, ainda ficaram por esclarecer.

Receio que ao exemplo de algumas telenovelas Brasileiras cujo final era diferente aqui e no País de origem, porque perderiam audiência por estas bandas, se fosse conhecido antecipadamente o final, não esteja por aqui em relação a este telenovela, a acontecer o mesmo. Ou seja, serem os argumentistas a estar permanentemente a ensaiar finais de acordo com as audiências e a necessidade de fazer “render a fruta” a determinar o final, de acordo não com a verdade e lógica mas ao sabor de interesses, motivações e timings que provavelmente nunca chegaremos a saber a favor de quem.
Ou seja parece claro que há “forças” que tudo farão para manter a duvida até que seja conveniente, saber, afinal quem é que é o “mau da fita”

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Só em Macau consegui ver uma ou outra novela de vez em quando. Por cá nunca tive pachorra.Não tenho muita paciência para fcar especado diante do televisor.

Anónimo disse...

Então alguém tem duvidas de que a corrupção está inocente.Pois claro.Este País está feito de gente que se entrega às causas nobres pelo dever civico.Qual tirar dividendos,nada disso.Quando se chega ao fim de tão nobres missões os nossos governantes estão empobrecidos e mais não têm que fazer senão serem assalariados de empresas publicas ou privadas a quem já prestaram serviços relevantes.Não brinquem com quem quem trabalha...Vão trabalhar malandros,não vivam à custa do suor alheio.