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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Discurso de encerramento da conferência "Marinha Grande, que futuro?"

Quero confessar o enorme prazer em ter colaborado na organização deste evento.

Independentemente do brilhantismo das intervenções dos Conferencistas - que amavelmente acederam ao nosso convite e a quem agradeço – não esperávamos respostas concretas aos nossos problemas e anseios.

Definimos, pois, a “facilitação do diálogo” e a “união de esforços” como principais objectivos da conferência. Estou certo que foram inteiramente atingidos e que os resultados serão visíveis no futuro.

O diagnóstico à actual situação e a análise aos erros cometidos é, sem dúvida, importante. No entanto, o crucial é centrarmo-nos nas soluções.

Para a Marinha Grande, o mais urgente, é a elaboração - de uma forma alargada e inclusiva – do “Plano Estratégico para o Concelho”, traçando objectivos, definindo metodologias e estabelecendo prioridades.

O combate pela criação, no concelho, de infra-estruturas de relevância nacional, o desenvolvimento de uma forte indústria do “saber” e de um sector dinâmico de “turismo diferenciado” são, seguramente, alguns dos caminhos a percorrer.

A Câmara Municipal não tem de ser a solução dos nossos problemas, deve, contudo, ser o agente facilitador da mudança e do progresso. Nesse sentido, quero aproveitar a oportunidade para lançar um desafio ao executivo: A criação do “Concelho Comunitário”, órgão consultivo, constituído por um grupo significativo de Munícipes, resultado de uma escolha alargada de correntes de opinião, actividades e vivências.

Mesmo acreditando que os objectivos, da conferência, foram inteiramente atingidos, sabemos que para terem consequencia, estas acções não podem ser isoladas. Por isso, prometemos voltar com novos eventos, com iguais objectivos e envolvendo, sempre, um vasto leque de correntes de pensamento.

Muito obrigado!

Carlos Logrado

Marinha Grande, 05 de Junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Conferência “Marinha Grande, que futuro?”

Dialogar, sempre!

O melhoramento faz-se congregando esforços e vontades, não deixando ninguém de fora.

Aqui fica o convite a participarem na conferencia “Marinha, que futuro?”, amanhã, Sábado, 5 de Junho.

Tema: Marinha Grande, que futuro?

Data: Sábado, 05 de Junho de 2010

Horário: 14:00 às 18:00 horas

Local: Hall de entrada do Parque Municipal de Exposições

Número de lugares sentados: 150

Entrada Livre

Programa:

Ø 14:00 Horas

Ø Boas vindas e abertura da conferência

Ø Apresentador:

Ø António José Ferreira (Director do JMG)

Ø 14:15 Horas

Ø Estratégia de desenvolvimento do concelho

Ø Orador:

Ø Álvaro Pereira (Presidente Câmara Municipal Marinha Grande)

Ø 14:45 Horas

Ø Infra-estruturas nacionais como pólo de desenvolvimento regional

Ø Aeroporto Internacional do Centro (Monte Real)

Ø Plataforma de aviação low-cost para o Centro-Lisboa

Ø Aerodromo de Fátima

Ø Plataforma de pequenos aviões para formação, lazer e turismo religioso de Fátima

Ø Linha de comboio de média velocidade Porto – Monte Real – Lisboa

Ø Orador:

Ø Manuel Queiró (Fórum Centro Portugal)

Ø 15:15 Horas

Ø O QREN como ferramenta do relançamento económico da região

Ø Orador:

Ø Alfredo Marques (Presidente do CCDR-Centro)

Ø 15:45 Horas

Ø Debate

Ø Moderadores:

Ø Álvaro Orfão (Ex-Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø Armando Constâncio (Ex-Vice-Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø João Pereira (Provedor Santa Casa da Misericordia Marinha Grande e Ex-Vereador da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø Cristiano Chanoca (Ex-Candidato à Assembleia Municipal da Marinha Grande)

Ø Carlos Logrado (Fórum Municipal da Marinha Grande)

Ø 16:00 Intervalo

Ø 16:15 Horas

Ø O saber como ferramenta do desenvolvimento sustentado

Ø Fundação e campus para a investigação e ensino universitário na Marinha Grande

Ø Incubação de actividades em inicio de ciclo, na Marinha Grande

Ø Orador:

Ø Paulo Bártolo (Investigador e Director do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto)

Ø 16:45 Horas

Ø Actividades em fim de ciclo, a transformação inevitável

Ø Alteração do modelo da indústria de moldes

Ø Alteração do modelo da indústria do vidro

Ø As novas actividades em inicio de ciclo

Ø Orador:

Ø Henrique Neto (Empresário)

Ø 17:15 Horas

Ø O Estado da Nação

Ø Orador:

Ø Medina Carreira (Ex-Ministro das Finanças)

Ø 17:45 Horas

Ø Debate

Ø Moderadores:

Ø Osvaldo Castro (Deputado à Assembleia da República)

Ø Alberto Cascalho (Ex-Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø João Faustino (Empresário)

Ø Amândio Fernandes (Ex-Candidato à Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø António José Ferreira (Director do JMG)

Ø 18:00 Horas

Ø Encerramento da conferência

Ø Apresentador:

Ø Carlos Logrado (Fórum Municipal da Marinha Grande)

domingo, 28 de março de 2010

Aprender Com Quem Sabe ou Onde Nos Podemos Inspirar

Com algum atraso, quero dar os parabéns ao Jornal de Leiria pela organização do “Fórum Inovação e Futuro”, no passado 17 de Março.

Abordagens inovadoras às nossas realidades, são, sempre, fonte de reflexão e inspiração, ajudando-nos a desbravar novos caminhos.

Não podia deixar de partilhar com o “Largo”, transcrevendo, o relato do “Fórum”, pelo Jornal de Leiria, onde participaram Paulo Ferreira da Silva (Renova), Elvira Fortunato (Universidade Nova de Lisboa), Edmundo Nobre (YDreams), Guta Moura Guedes (Experimenta Design), Carlos Fiolhais (Universidade de Coimbra), Manuel Ramalho Eanes (Administrador Optimus), António Cunha (Reitor Universidade do Minho) e Daniel Pink (Autor norte-americano).

Maior ligação entre ciência e cultura estimula inovação

A criatividade e a inovação devem ser encaradas como um “paradigma nacional” e a relação entre cultura e ciência pode ser um aliado na luta contra a crise. Estas foram algumas das conclusões do Fórum Inovação e Futuro, promovido pelo JORNAL DE LEIRIA, que ontem encheu por completo o auditório da ESTG. O encontro, que será repetido no próximo ano, contou com a presença Daniel Pink, guru da gestão organizacional.
Uma maior aproximação e comunicação entre os mundos da ciência e da cultura pode funcionar como uma alavanca “altamente transformadora” da sociedade, porque são áreas com uma capacidade “brutal” para produzir inovação e desenvolvimento. Estas foram algumas das ideias-chave defendidas durante o painel O papel da inovação e da criatividade no desenvolvimento – aproximação ao futuro, inserido no fórum promovido pelo JORNAL DE LEIRIA.

Para Guta Moura Guedes, directora da Experimenta Design, é preciso “reformular estratégias”, invertendo a tendência actual da generalidade dos Estados e das empresas, que “não vê a cultura como um vector de desenvolvimento estratégico”. “Estamos a desperdiçar um potencial enorme, que reside na interligação entre a cultura, a criatividade e a ciência.”

Também a investigadora Elvira Fortunato considera que “tem de haver uma aproximação muito maior entre os artistas e os cientistas”, com a criação de equipas multifacetadas, com diversas formações e origens culturais. “A inovação parte dessa transversalidade”, defende a directora do Centro de Investigação de Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que conta com um artista na sua equipa de investigadores.

Socorrendo-se de uma citação de Einstein, que dizia que “a imaginação é mais importante do que o conhecimento, porque o conhecimento é limitado e a imaginação dá a volta ao mundo”, Carlos Fiolhais destaca a importância da criatividade na aquisição de conhecimento. “O mais importante não é o que se sabe, mas a forma como se sabe”, diz o físico, para quem a “imaginação é a arma do saber”, fundamental nas actividades criativas e na ciência.

A importância do contexto e do ambiente na capacidade inovadora das pessoas foi outro dos temas abordados pelos oradores. “Nascemos inovadores, mas educa-se também para a inovação”, defende Carlos Fiolhais, afirmando, no entanto, que “não há receitas, nem cursos para a inovação” e que esta surge, sobretudo, da obsessão em resolver problemas.

“A inovação é não fazer mais do mesmo. É o valor acrescentado da criatividade”, acrescenta Elvira Fortunato, que reconhece que “o contexto poder fazer a diferença, mas não é determinante”. Perante a “incapacidade de Portugal de competir com os grandes”, Guta Moura Guedes diz que a solução passa por “descobrir caminhos ainda em aberto”. Até porque, como ironiza Carlos Fiolhais, “o cérebro português não tem nenhuma inferioridade em relação aos outros”.

Inovação quer-se “sexy e glamorosa”

Conhecido pelo carácter inovador que tem imprimido à Renova, Paulo Pereira da Silva, presidente do Conselho de Administração, defende que, para uma inovação ser viável, “tem de fazer sentido, ser desejada pelas pessoas, ser glamorosa, sexy, bem vendida e competitiva do ponto de vista dos custos”. O empresário lamenta a falta de cultura científica em Portugal, mas ressalva o salto dado nos últimos anos, com o aumento do investimento das empresas em inovação e em criatividade. “A nossa sobrevivência como empresas vai depender disso mesmo.”

José Ribeiro Vieira, director do JORNAL DE LEIRIA, explica que o fórum pretendeu “sensibilizar os empresários e agentes económicos para as novas formas de abordagem e de análise do mundo”, promovendo a reflexão sobre a inovação, com “o intuito de caminhar para um futuro melhor”.

Sociedade e ensino ´turvam´ céu das crianças

Para Edmundo Nobre, o problema da inovação e da criatividade não se resolve apenas com maior investimento, mas sim com alterações ao nível da educação e na “maneira da sociedade se organizar em torno” dos mais novos. “Para uma criança, o céu é o limite, mas durante o seu percurso até à faculdade os seus horizontes vão sendo progressivamente nublados”,constata o administrador da Ydreams. No seu entender, o investimento em inovação “será muito mais eficaz se se começar a tentar garantir, desde cedo, que o céu das crianças não fique nublado”, criando estímulos que ajudem a contrariar a “aversão ao risco”. Guta Moura Guedes defende também mudanças no sistema de ensino, lamentando que os alunos do 1º ciclo não tenham qualquer contacto com áreas artísticas e a inexistência, na generalidade das escolas, de “uma contaminação cultural, tão determinante e transformadora” nas sociedades actuais.

Jornal de Leiria

Maria Anabela Silva com Elisabete Cruz

https://docs.google.com/fileview?id=0B56QZdBPrZftNTdkNjk5ODItYTU4YS00NTc5LTgwOTEtZWYzYzZiZWNhYWEy&hl=pt_PT

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Melhorar a Democracia, a Revolução Serena

Nestes dias em que o “Largo” vai calmo – muitas visitas, muitos “calhandreiros” online, mas pouca participação – é uma boa altura de reflectirmos sobre metodologias para encontrar “pontes” que nos unam. As verdadeiras mudanças são feitas em serenidade e harmonia.

Que tal “vermos” alguns exemplos de metodologias inovadoras?

Orçamento Participativo – Falar a Sério, a Brincar

Orçamento Participativo – Bons Exemplos Autárquicos - Lisboa

Estes e outros exemplos em http://forummunicipal.blogspot.com/:

Ø Orçamento Participativo - Realidade Mundial

Ø Orçamento Participativo - Realidade Portuguesa

Ø Orçamento Participativo - Portugal

Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - São Brás de Alportel

Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - Odivelas

Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - Lisboa

Ø Orçamento Participativo - Falar a Sério, a Brincar

Ø Constituição Interactiva - Constituição 2.0

Ø Constituição Interactiva - Vitor Bento

Ø Constituição Interactiva - Fernando Nobre

Ø Cidadania - EQUAL

Ø Cidadania - EQUAL - Inovação Social

Ø Cidadania - EQUAL - Diver Cidades

Ø Cidadania - EQUAL - KCidade

Ø Cidadania - Exemplo de Vida - Fernando Nobre

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Iniciar o Diálogo

Sou dos que defende o princípio, (obrigatório por lei), de que a CMMG deve vender os seus serviços e produtos a um preço, no mínimo, igual ao seu real custo. Defendo, também, que este princípio só deve ter 2 excepções:

1- Descriminação positiva dos mais desfavorecidos

2- Planos integrados que visem objectivos a longo prazo, isto é, os prejuízos previstos na fase de implementação dos projectos terão de ser compensados pelos lucros gerados a longo prazo.

Nesta 2ª excepção, nem sempre os prejuízos e lucros, a que me refiro, são tangíveis (dinheiro), muitas vezes são intangíveis, relacionados com a qualidade de vida dos Munícipes ou objectivos estratégicos Municipais a longo prazo. A decisão da CMMG de reduzir a taxa de IRS, poderia estar englobada nesta excepção e teria todo o meu apoio - independentemente de contrariar a 1ª excepção – desde que fosse uma ferramenta de um plano estratégico Municipal, global e integrado, com objectivo de aumentar a população do Município (dos actuais 30.400 eleitores, para 40.000 em 2014 e 60.000 em 2018). Infelizmente a decisão foi um erro de “casting”:

Ø Não descrimina positivamente os mais desfavorecidos;

Ø Reduz receitas e capacidade de investimento da CMMG;

Ø Não faz parte de nenhum plano estratégico com benefícios a longo prazo.

Vem isto a propósito de outra “tarefa” recém apresentada pelo executivo, “Regulamento Municipal da Edificação e Urbanização” (RMEU) e “Taxas das Operações Urbanísticas”. É verdade que tal tarefa deveria ter sido feita há já muito tempo, nessa medida elogio o actual Executivo. No entanto, a julgar pelos excessivos valores das taxas, comprova-se que não existe um plano de melhoria da eficácia dos serviços camarários, assente na redução de custos, isto é, para cumprir o principio PREÇO>=CUSTO, em vez de reduzir o CUSTO, aumenta-se o PREÇO. Senão analisemos 2 exemplos da proposta de taxas:

1- 10 Fotocopias, formato A4, de peças de um processo de operação urbanística

Ø Taxa a pagar à CMMG, apenas, pelas fotocópias: 10*4,25=42,5€.

Ø Para validar esta informação: Página 45, alínea 1.14, do novo RMEU,

2- Construção de muro de vedação num terreno com 2000m2 (100x20m, isto é 240m de muro):

Ø Não é necessário projecto ou licença de construção, basta uma comunicação prévia (Artigo 6.º -A, Lei n.º 60/2007).

Ø Taxa a pagar à CMMG, apenas, pela admissão de comunicação prévia: 250+240x0,55=382€.

Ø Para validar esta informação: Página 52, alínea 5, do novo RMEU,

Preços (taxas) absurdamente elevados! Não é verdade?

A pergunta é: que alternativas existem a esta politica de taxação? Seguramente muitas! Pessoalmente, apenas quero apresentar uma, e nada inovadora:

1- Adesão ao SIMPLEX AUTARQUICO, http://www.simplex.pt/autarquico/00_index.html, (CM Pombal aderiu em Julho de 2008);

2- Implementação do “Sistema Integrado de Informação de Suporte ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação”, ou “Portal do Licenciamento”, https://servicos.portalautarquico.pt/enterprise/, (CM Campo Maior iniciou a 2ª fase do Portal do Licenciamento em Fevereiro de 2009, nesta mesma data existiam outras 24 Câmaras Municipais aderentes, http://www.seaal.gov.pt/seaal/pt/int/20090206.htm).

Para além da comodidade e rapidez, para os Munícipes, estes sistemas reduzem, significativamente, o trabalho dos serviços municipais - por isso reduzem os custos - permitindo cobrar taxas mais baixas, (Veja estas e outras “Boas Praticas Autárquicas” em http://forummunicipal.blogspot.com/).

Ainda estão a tempo! Se precisarem, voluntario-me, gratuitamente, para ajudar.

Numa análise, preconceituosa, deste meu escrito, pode concluir-se que apenas me move o interesse de criticar o Executivo. Absolutamente falso! O que pretendo demonstrar, é que, a única forma de melhorar a performance do Executivo e torna-lo mais assertivo, relativamente aos que o antecederam, é “abri-lo” à participação dos Munícipes.

Sei que esta abordagem é inovadora mas difícil. Sei, também, que rompe com velhas tradições, dogmas e preconceitos, e, sobretudo, põe em causa a “intocabilidade” e “infalibilidade” dos “profissionais” da política, que, para garantirem o “ganha-pão” preferem defender o princípio: “ganhámos as eleições”, “temos inteira legitimidade”, então, “governamos orgulhosamente sós”.

Mas os tempos são de mudança, é necessário procurar novos caminhos para melhorar a “arruinada” credibilidade na nossa democracia e não nos expormos a eventuais galopadas extremistas, já vistas em outras paragens. Lembram-se da recente história da Áustria? E da Holanda!? E de França, com Le Pen?

A CMMG tem uma capacidade de endividamento de 6 milhões? 8 Milhões? 10 Milhões? Não! O problema não é esse! A CMMG tem capacidade de INDUZIR investimentos, directa e indirectamente, de mais de 100 milhões nos próximos 4 anos. Para isso, deve colocar a ênfase na definição do plano estratégico do Município e deixar para 2º plano, a politica do imediatismo:

1- Admissão de novos 50 funcionários camarários? Não! Agrava os custos e não corrige nenhuma injustiça social.

2- Transferência de serviços, camarários, dispersos pela cidade, para o Arium? Não! Agrava os custos, não aumenta a eficácia dos serviços, não contribui para a reanimação do centro tradicional e elimina a possibilidade de um encaixe financeiro, com a venda ou aluguer do Atrium. Necessário é concentrar todos os serviços na sede do Município, aumentando-a “modestamente” para a rua Machado Santos.

3- Circulares exteriores, à cidade? Sim! Mas não a expensas do Município. São da responsabilidade do governo central (aqui está uma boa causa para JPP e OC!). A Câmara não deve gastar nem um tostão com elas!

4- Projectos de urbanismo, em zona REN, pagos pelo Município e antes da eventual desafectação dos mesmos? Nunca! A solução para os Munícipes interessados, foi, por eles, proposta ao executivo: criação, pelo Município, de uma bolsa de terrenos edificáveis e troca de terrenos, numa relação, justa, a acordar.

5- Troca de terrenos com o governo central, numa relação injusta, para alargamento da Zona Industrial? Nunca! Que contrapartidas tem o Município pela ocupação de 65% da sua área, pelas matas nacionais? Quase nenhumas! O governo central deve ceder ao Município, sem contrapartidas financeiras ou de terrenos, o direito de utilização da área necessária e não permitir a venda de lotes a terceiros, mas sim a cedência renovável em condições pré-estabelecidas, (outra boa causa para JPP e OC!).

6- Uma USF para o Município e só agora? Muito pouco! No Pais já existem 230 USF a funcionar e no rácio preconizado na legislação, o Município deve ter 4 USF. Claro que, para quem sabe, as USF não aparecem por perguntas dos políticos, mesmo sendo Deputados Nacionais. As USF configuram modelos de gestão. Na maioria dos casos, não trazem mais médicos aos CS e são criados por iniciativa voluntária dos profissionais de saúde. O que o executivo pode fazer é persuadir os profissionais de saúde, do Município, a candidatarem-se a mais USF e exercer influencia junto da “ACES Pinhal Litoral II” - temos um membro no Conselho da Comunidade do ACES; o Presidente do Conselho da Comunidade da ACES, Raul Castro, é, politicamente, PS; O Director Executivo, Isidro Costa, é, politicamente, PS - (outra boa causa para JPP e OC!). (Para mais informação sobre USF, http://forummunicipal.blogspot.com/).

7- Projecto QREN? É péssimo! Precisa de ser, urgentemente, reformulado e renegociado com a comissão QREN, de forma a não se perderem os fundos e cumprir-se o prazo de execução (Sim, é possível!).

8- Manter a TUMG como está? Não! Podem ser acrescentadas outras valências à TUMG, de forma a torna-la rentável e justificar 3 Administradores profissionais, eventualmente, com aumento de ordenado (indexado aos proveitos gerados).

Álvaro Pereira é “homem” para esta mudança de atitude? Estou certo que sim!

Ø Abra o diálogo à comunidade;

Ø Esqueça os erros dos Executivos anteriores;

Ø Corte radicalmente com o “modus operandi” tradicional;

Ø Não permita a “clubização” partidária;

Ø Tenha presente que, no Município, para além do PS e CDU, existem outras forças partidárias, movimentos, associações, clubes, grupos e pessoas, igualmente muito válidas e cooperantes em soluções sustentáveis e de qualidade.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

TUMG

Estou feliz pelo movimento que vai no “Largo”.

Esta é a grande vantagem dos meios de comunicação onde há comunicação bidireccional - preciosismos à parte, julgo mesmo tridimensional - em tempo real. O excesso de linguagem, a ofensa, o insulto, a falta de educação (Exemplo: JPP referindo-se ao ex-PCA da TUMG, Artur Oliveira, “…havia apenas uma caricatura.”) e, sobretudo, a contra-informação, são a expressão da terceira dimensão.

Para pessoas mais sensíveis, admito, pode ser difícil de aceitar. Para mim é fácil! Salvo alguns comentários indignos, a maioria, diverte-me! Mas, não é o meu género e não esperem resposta do mesmo nível, não a terão!

Também acho que o Administrador do blogue elimina demasiados comentários. Os que disserem respeito à minha pessoa, peço-lhe para não eliminar!

Já agora, aos Administradores do “Largo”, coloquem sempre marcadores (etiquetas) nas intervenções. È muito mais fácil seguir cada tema!

Sendo um apologista do diálogo, não podia deixar de responder às questões que me têm colocado. As que envolvam outras pessoas não terão resposta. Às não relacionadas com a intervenção pública, poderei responder pessoalmente, basta para isso mandarem-me por e-mail o nome e telefone (forummunicipal@gmail.com).

Aqui vai!

1- As propostas que apresentei ao Presidente da Câmara e Vereadores são “a sério”?

Absolutamente sério!

Já o tinha dito em escrito anterior. Não faço propostas levianas e irresponsáveis. As propostas foram entregues na reunião de Câmara, lidas em voz alta aos vereadores e anexadas à acta da reunião (https://docs.google.com/fileview?id=0B56QZdBPrZftNjlmYWE0ZTAtZmUwYS00MmFlLTkyNmQtYmE4Yzc1ODAxZDdm&hl=pt_PT). Posso começar o trabalho, gratuito, já segunda-feira. Em resumo são 2 propostas: Anulação da nomeação da Administração da TUMG; Oferta dos meus serviços, gratuitamente.

2- Quais são as minhas reais motivações?

Contribuir para o estabelecimento de uma cultura de diálogo e respeito pelos Munícipes, com objectivo de transformar o nosso Concelho num Município de Excelência, colaborando construtivamente com quem, legitima e democraticamente, detém o poder.

3- As minhas iniciativas são isoladas e pontuais?

Não são pontuais nem se iniciaram agora! Penso a Marinha há muitos anos!

Embora de uma forma menos visível, orgulho-me, de um projecto que co-liderei (também este de forma gratuita e que me consumiu centos de horas) e que considero ter sido o exemplo da cultura de diálogo, que defendo. Esse projecto – Modelo para implementação do 1º programa de Enriquecimento Curricular do 1º ciclo no Agrupamento Escolar Nery Capucho -, numa lógica de vantagens múltiplas e cumulativas, previa a participação de colectividades de reconhecida importância. Foi entregue, simbolicamente, na tomada de posse de Barros Duarte. Infelizmente os decisores não o tiveram em conta e substituíram-no por outro, de tão má memória.

Não são pontuais! A partir de agora, na medida do meu tempo disponível, publicarei de uma forma contínua e sistemática, outros escritos que contribuam para a definição de um Plano Estratégico do Município (cuja visão pessoal já a tenho elaborada). Possivelmente, os meus próximos escritos serão: “Plataformas de comunicação (imprensa) no Município”; “Politica de subsidiação - Subsídios versus pagamento pelos serviços prestados à Comunidade”; “Projecto integrado de reabilitação do centro tradicional”.

Aproveito para pedir ao executivo, que não lance as obras de adaptação do “Atrium”, antes de ouvir os Munícipes. Existem outras formas, que para além do encaixe financeiro para o Município, geram menores custos e maior eficácia dos serviços. Estes e outros assuntos importantes, podem e devem ser objecto de diálogo, em reuniões alargadas com os Munícipes, antes da concretização das medidas. Depois da concretização, já só nos restará a triste sina de criticar, sem podermos contribuir construtivamente.

3- As minhas iniciativas enquadram-se nalguma estratégia do grupo "Amar a Marinha"?

As iniciativas são de minha exclusiva e inteira responsabilidade, não são sujeitas a comentário, parecer ou aprovação prévia de ninguém, e apenas a mim vinculam.

Como sabe, fui mentor e principal impulsionador deste grupo informal de reflexão Municipal, pelo que as minhas iniciativas estão em linha com o que defendo nesse ou em qualquer outro grupo.

4- Há algum tabu ou secretismo em torno do grupo "Amar a Marinha"?

Absolutamente não!

"Amar a Marinha" é um grupo informal de reflexão Municipal, que reuniu meia dúzia de vezes. A última das quais a 4 de Agosto, não tendo tido nenhuma actividade depois disso. Participaram nessas reuniões Munícipes, oriundos de todos os quadrantes políticos e partidários, interessados no equilibrado desenvolvimento do Concelho.

Informal como é, pode participar em reuniões ou outras iniciativas (a existirem no futuro), qualquer Munícipe, independentemente das opções partidárias, religiosas ou de outra qualquer natureza. Quem desejar ser convocado, por favor, envie e-mail com o nome e telefone amaramarinha@gmail.com. O acesso ao blogue é possível após participação numa, qualquer, iniciativa.

Pessoalmente, para além deste grupo, pertenço a outros onde, muitas vezes, o tema de conversa é o Concelho.

Para partilhar, com todos, informações e elementos interessantes para o desenvolvimento do Município, criei um sítio, completamente livre e público, que convido a visitarem http://forummunicipal.blogspot.com/.

5- Será positivo o balanço desta exposição pública?

Se conseguir contribuir para a melhoria do Município e para a alteração do “modus operandi” do que tem sido a gestão Municipal, claramente o balanço será positivo!

Estou consciente dos inconvenientes. O menor dos quais, será, eventual represália, que não acredito possível, na aprovação de projectos de loteamento que tenho na CMMG, um dos quais, vergonhosamente, desde 2003.

Mais cómodo seria, gozar dos meus privilégios, confortavelmente no anonimato, e ter tentado “favores” de amigos que ocuparam cargos nos sucessivos executivos camarários. Não concordo com tais procedimentos, recuso-me a tais “favorecimentos”.

6- Move-me a necessidade de protagonismo e/ou ambição de poder?

Absolutamente, não!

Sou mais dado ao recato da meu lar e à harmonia da minha família, do que à exposição pública.

Não tenho ambição de poder, mas também não tenho, nem medo, nem preconceito de o assumir, quando constato que é imperativo faze-lo. Não é claramente o caso! Pretendo contribuir, afincadamente, para o pleno sucesso do actual executivo, independentemente das opções partidárias.

Por mim não há equívocos nem ambiguidades, sou um livre-pensador, convictamente apartidário, não refém de interesses instalados, bato-me pelo tratamento equitativo de todos os Munícipes, com descriminação positiva dos mais necessitados e defendo uma gestão do Município baseado no sólido triangulo, TRANSPARÊNCIA, DIÁLOGO e RIGOR.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

TUMG

Como se previa, aos Munícipes disseram, nada!

Conclui-se pois, que não está pensado nenhum plano, inovador e criativo, que revolucione a TUMG, de forma a justificar o nível remuneratório aprovada para a Administração.

Não estando em causa, os nomes dos membros da Administração, carácter, honestidade, currículo e capacidade profissional, muito menos a legitimidade da escolha, podemos também concluir, que a medida aprovada rivaliza com o que de “melhor” faz Alberto João Jardim.

Assim, quero partilhar com a comunidade do “Largo” o documento que tenciono entregar, hoje às 17:30, na reunião de Câmara (a única mensal aberta aos Munícipes). Digo, tenciono, porque não me aceitaram a marcação para intervir ou entregar o documento, porque, pasme-se, as marcações têm de ser feitas com 1 semana de antecedência.

PROPOSTA PARA A TUMG

Confesso que estou, sempre, de pé atrás, no que diz respeito a empresas municipais (EM). Salvaguardando honrosas excepções – de que não me lembro, agora, nenhuma - a análise do histórico, demonstra que têm, essencialmente, servido para furar o tecto de endividamento das autarquias, servir clientelas partidárias e pagar principescamente a quem pouco faz para o merecer. A vantagem da flexibilidade é largamente ultrapassada pelo inconveniente do despesismo e pouco rigor de gestão, que desvirtuam, quase sempre, os propósitos para os quais são criadas.

Com os dados conhecidos, a análise à TUMG remete-nos para as seguintes conclusões:

1- Os genuínos e louváveis objectivos que lhe deram origem, nunca foram atingidos, porque o processo de criação não reuniu consenso alargado das forças partidárias do eixo da governabilidade do Município;

2- Os estatutos são excessivamente permeáveis à manipulação da EM, de forma a poder servir objectivos, meramente, eleitorais, por parte das forças partidárias que detenham a governação do Município;

3- Os estatutos não são garante da sustentabilidade da EM, nem do princípio da descriminação positiva da subsidiação, apenas, dos desfavorecidos;

3- O processo de implementação das 3 valências para as quais foi criada, gestão do parque de máquinas (GPM), estacionamento pago (EP) e transportes urbanos (TU), foi sempre ziguezagueante, provocando descontinuidades graves nos objectivos e gestão;

4- Apenas os benefícios dos TU reúnem o consenso alargado dos Munícipes, sendo certo, que o seu modelo é insustentável pelos elevados custos e baixas receitas, sendo questionável a vantagem de estarem integrados num EM, em vez de pertencerem directamente à CM;

5- O EP, gerador de maiores custos que receitas, (analisem-se exemplos de aglomerados urbanos, de igual dimensão da MG, onde foram implementados) é claramente um erro, sendo o oposto do que é necessário para revitalizar o centro tradicional da Marinha Grande, entendendo-se apenas numa lógica punidora e não como vantagem competitiva dos pequenos meios face às grandes cidades;

6- A TUMG, no seu modelo actual, é um projecto insustentável, sendo um voraz sorvedor de dinheiros do Município.

Tomando por verdade o que atrás foi dito, impõem-se um processo de reengenharia da TUMG, onde tudo possa ser posto em causa, inclusivamente a sua existência, de forma a encontrar solução sustentável para, pelo menos, os transportes urbanos.

Este processo, tecnicamente rigoroso, deve reunir o consenso alargado das forças políticas do Município e dos Munícipes, ser feito por uma Administração da TUMG impermeável a pressões e interesses partidários, assentar numa cultura de diálogo, e realizar-se num tempo útil de, no máximo, 3 meses.

Por achar imoral a exagerada remuneração da Administração, face á dimensão da TUMG e das tarefas a realizar, e por considerar que não está garantida a independência e equidistância da Administração face ao processo de reengenharia, que defendo, proponho que seja considerada nula, e sem efeito, a deliberação tomada na última reunião camarária e que seja nomeada nova Administração.

Certo que o meu currículo, formação, carácter e honestidade está ao mesmo nível dos actuais Administradores, e no caso de não se encontrarem pessoas com melhor perfil e competência, voluntario-me, a título completamente gracioso (SEM REMUNERAÇÃO E AJUDAS DE CUSTO), para fazer parte de uma Administração com os propósitos atrás referidos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TUMG

Antes de iniciar o tema, quero agradecer aos Administradores do “Largo” (não sei quem são!), terem-me feito “Opinador Convidado”. Tentarei utilizar esta prerrogativa com seriedade e parcimónia.

Como deixei claro nos meus últimos escritos, não basta criticar. É necessário analisar, sensatamente, os dados e apontar caminhos alternativos ou sugestões. Pela minha parte, é para isso que aqui estou.

No entanto, mesmo apontando os nomes de quem pode informar, apenas Armando Constâncio o fez. Todos os outros, independentemente da opção ou simpatia partidária, remeteram-se ao silêncio. Pessoalmente, tive o cuidado de, através de amigos comuns, fazer chegar, aos visados, os ecos da discussão que vai no largo.

Assim a analise, sugestões e propostas, que tentarei escrever amanhã, serão baseadas nos poucos dados públicos disponíveis e na observação dos autocarros da TUMG, quando com eles me cruzo.

Muito escasso, para uma análise seria!

Se alguém tiver mais, por favor, informe. Por exemplo:

1- Vendas, por rubrica, 2009;

2- Venda de bilhetes e passes 2009;

3- Passageiros transportados 2009;

4- Nº médio de passageiros por autocarro;

5- Nº máximo de passageiros por autocarro, nos picos de utilização;

6- Variação de passageiros transportados, nos oito meses de utilização;

7- Estrutura de custos 2009;

8- Contrato com a Rodoviária do Tejo;

9- Quadro de pessoal;

10- Transferências da Câmara para a TUMG (Subsídios e outras);

11- Outros Subsídios.

Compilação das intervenções podem ser consultadas em http://forummunicipal.blogspot.com/.