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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu não queria mas tem que ser, pronto



Parece-me que o nervosismo que o Deputado Ricardo Rodrigues demonstrou com o seu acto irreflectido que o levou a passar à acção directa, deve-se ao stress prococado pelas saudades do mar dos Açores.
Associando-me à manifestação de desagravo feita por alguns, repito alguns, dos seus companheiros de bancada, aqui lhe deixo uma cantiguinha bem ilustrada, para o ajudar a superar o mau momento que está a passar.

11 comentários:

vinagrete disse...

Mais um lamentável episódio, protagonizado por um personagem que tem responsabilidades acrescidas, não só por ser deputado, mas também por ser Vice-Presidente do Grupo Parlamentar, membro da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias e também um dos mais activos elementos da Comissão de Inquérito da "saga" TVI.
Pelo que li e julgo interpretar correctamente, a entrevista estava a ser conduzida para um plano, em que os rumores, os indícios e as suspeições funcionam como uma guilhotina que degola, inexorávelmente, a credibilidade e o direito ao bom nome de qualquer pessoa. Os "jornalistas" sabiam-no.
Tratavam da sua vidinha, procurando, zelosamente, satisfazer a encomenda. Não conheço o Sr. Deputado. Pessoalmente não simpatizo com o seu estilo, nem o estou a ver a assumir uma posição de relevo no próximo acto eleitoral nos Açores por achar que lhe falta estatura política para esses altos voos, mas isso não me impede de considerar que certo jornalismo, na Sábado, como na TVI, deveria envergonhar a classe jornalística.
Coisa diferente é a atitude assumida pelo Sr. Deputado, que podendo declinar o convite para a entrevista o não fez e podendo recusar-se a responder e interromper ali o interrogatório, optou por assumir uma postura arruaceira, arriscando-se, de forma irreflectida, a ser constituido arguido por roubo, na medida em que se apropriou de bens alheios, sem o consentimento dos seus proprietários.
Se foi um acto reprovável, tomado de cabeça quente, não deveria fazer outra coisa senão devolver os gravadores e pedir desculpa.
O que se passou na Assembleia da República, com alguns aplausos a intervenções avulsas que pretendiam desculpabilizar o Sr. Deputado, não pode ser assacado ao Grupo Parlamentar, mas só a alguns deputados, bem como tenho a certeza que se isto se tivesse passado há 7 ou 8 anos atrás, nenhum dos dois deputados marinhenses teria aplaudido, bem como agora tenho a certeza de que o deputado Marinhense eleito por Setúbal também não aplaudiu, porque nem sequer estava na sala, mas mesmo que estivesse, como bem o conheço, não se prestaria a esse papel.

Anónimo disse...

Eles são todos iguais.O estilo é que muda.
De resto os apoios ao estilo troliteiro não foram avulsos,mas sim do grupo Parlamentar do PS,que responde por todos os deputados.
Eles merecem-se uns aos outros.E este senhor deputado com altas responsabilidades no PS,tem este estilo bem conhecido dos Açorianos.
Portanto não se ponha água na fervura porque o PS,tinha o dever de dar explicações publicas e censurar o deputado,que ainda por cima faz parte da Comissão de liberdades e garantias,a tal presidida por um deputado Marinhense eleito pelo circulo de Setubal.Que também deveria ter uma palavra.Por isso os deputados do PS são todos iguais,sendo que uns assumem as suas posições e outros,ficam calados que nenm ratos.

Vinagrete disse...

A primeira frase do bitaite do anónimo anterior ("eles são todos iguais"), define o carácter do seu autor.
Na política, como na vida, não somos todos iguais. No caso particular dos políticos, a gestão dos seus silêncios deve ser lida com inteligência e muitas vezes, o silêncio vale por mil palavras.
De facto, o deputado eleito por Setúbal, de acordo e a ser verdade o que se escreve nos jornais e passa nas peças da TV, estava na Comissão a que preside.
De facto, nem todos os deputados no hemiciclo aplaudiram.
Para mim, que já passei pela política e sei o preço a pagar pelo afrontamento de certas correntes carreiristas, basta-me o silêncio.

Anónimo disse...

Também conheci na vida muitos manhosos,que o silêncio dava para todos os lados.
E na altura conveniente definiam a sua posição em função dos interesses em presença.Isto é caíam para o lado que mais lhes dava jeito.
A isto Chama-se oportunismo...

Rogério Pereira disse...

Eu já comentei este tema. Mas apetece-me, depois de ler o Ferreira Fernandes qualificar o gesto como uma "irreflexão suave". Se querem saber porquê leiam o original:

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1563070&seccao=Ferreira Fernandes&tag=Opini%E3o - Em Foco

Anónimo disse...

" Exactamente aos 00:46 , Ricardo Rodrigues espreita pela primeira vez o gravador; aos 00:49 fá-lo uma segunda vez; e uma terceira aos 00:51: aqui, o plano já está em marcha e o criminoso pergunta, retoricamente, "o que é que quer que eu lhe faça?", com a ironia de que só os grandes artistas são capazes porque o criminoso já sabe perfeitamente aquilo que se prepara para fazer. O que se passa a seguir só está ao alcance dos predestinados: o criminoso dá início ao plano e, num só movimento belo e sublime, levanta-se da cadeira e faz escorregar a mão pelo objecto que descansa inocente em cima da mesa conduzindo-o subtilmente para o seu bolso, sempre com o cuidado de ocultar o objecto das possíveis testemunhas. Visto em velocidade normal o crime passa absolutamente despercebido; é preciso recorrer à slow-motion para nos maravilharmos com a técnica do movimento e a perfeição da sua execução. Não ficam dúvidas: estamos na presença de um mestre. A maestria é de tal ordem que quando o criminoso nos revela que tomou posse "irreflectidamente" (areia para os nossos olhos, ele também nos sabe manipular a mente) de "dois aparelhos de gravação digital", nós exclamamos: dois? Dois? O primeiro conseguimos descortinar, a custo, através da mais avançada tecnologia policial (o slow-motion), mas o seguindo escapa-nos por completo. Desde que vi o marido da Claudia Schiffer fazer desaparecer a Estátua da Liberdade que não via um truque tão bem feito. "

folha seca disse...

O esclarecimento que esperava:
Retirado com a devida vénia do Blogue Praça Stephens:

folha seca disse...
Caro Dr. João Paulo Pedrosa

Por falar em amizade e se não me levar a mal, gostava de lhe perguntar se você foi um dos membros do grupo parlamentar do PS que se solidarizou e aplaudio o seu colega de bancada, naquela "estória" da confiscação dos gravadores?
Cumprimentos
8/5/10 12:

Praça Stephens disse...
caro folha seca

você, como é publico e notório (está no seu direito), não me "grama", como se isso não bastasse - pode-se sempre ir mais além, de facto - ainda me pergunta pelo meu comportamento numa coisa que não existiu, apre!!!!
9/5/10 02:09

Só não percebo onde é que o nosso ilustre deputado, foi buscar a ideia de "que não o gramo"

Anónimo disse...

Então pelos vistos aquela solidariedade manifestada pelos deputados do PS presentes na reunião do grupo parlamentar e o aplauso a uma intervenção duma Srª deputada defendendo o Dr. Ricardo Rodrigues, profundamente difundida por vários orgãos de comunicação social, "não existiu". Ó joão Paulo, "apre!!!! esta imprensa só difunde mentiras.

Anónimo disse...

Mentiras, mentiras...
Estava aqui a pensar, para os meus botões, quen´m é que usa e abusa da dita nos 364 dias do ano, já que no 1 de Abril todo a gente prega a sua peta.
Não me consigo lembrar, mas sei que é grande, muito grande...

Anónimo disse...

Eu tambem acho que a imprensa e os media em geral estão infestados de mentirosos que até relatam coisas que nem sequer existem.
A solução passa por domesticá-los. O Sr. Deputado do Concelho que até domina o PS no Distrito, podia arranjar um qualquer Rui Pedro Soares (cá do Sitio) e atravez de uma qualquer empresa domesticada, mandar comprar o "Região de Leiria" e o I que como é "publico e notório" estão à venda. A partir daí só se publicavam notícias auntenticas e verdadeiras.Isto só para começar.

Cigano Rico e candidato a Deputado Honesto disse...

Eu já tinha dito e escrito que estou a ficar farto de tanta “violência psicológica insuportável” a que sou sujeito diariamente.
Então? Como é ? Estavam os senhores da comunicação social a gravar a enérgica deputada mais uns quantos comparsas, a aplaudir o muito ágil (mais ágil que o meu bisavô a roubar carteiras no eléctrico) e não menos merecedor de tanta solidariedade o digníssimo e Ex. Mo. Sr. Dr. Gamador de gravadores, então ou colegas, no meio da confusão, ninguém dá a palmada na câmara de filmar e nos microfones?
Então? Assim não vão lá, o mais certo é chumbam na prática, porque na teórica já sabemos como é!
Muitos dos que se passeiam, à nossa conta pelo hemiciclo, só não lhes roubam a moral e os ideais, simplesmente porque não os têm, pelo facto de nasceram sem eles, ou venderam-nos para subir na política!
Como prenda passou a conselheiro!
O dito e redito povo é ordeiro, ovelhas para o sacrifício.