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sexta-feira, 25 de abril de 2008

A Vida Dura do Vereador Oliveira

O Largo das Calhandreiras transcreve parcialmente, com a devida vénia, o artigo (“escrito”) pela jornalista Alice Marques, publicado no JMG desta semana, sobre Artur Oliveira, um dia de trabalho na sua “Vida (dura) de vereador”.
Pouco nos importa se é o primeiro a chegar ou se o seu gabinete é modesto, o que nos interessa é perceber como se articula o pensamento político do vereador do PSD e a sua (auto) avaliação do trabalho desenvolvido. À vossa consideração.


A política na rua

(…)

É o primeiro a chegar aos estaleiros, onde está instalado o seu modesto gabinete, bem como as quatro divisões que integram as Obras Públicas. Umas instalações provisórias há 25 anos. Uma secretária, Neuza Martins, é o seu staff mais próximo. No “pavilhão” em frente alinham-se, dos dois lados de um estreito corredor, uma dúzia de gabinetes onde um punhado de técnicos e técnicas, que constitui “a equipa de confiança” do vereador, prepara diariamente processos e projectos e executa outras tarefas de nomes menos sonantes, que contribuem para a satisfação (ou para o mal-estar) dos munícipes marinhenses.
Artur Pereira de Oliveira fica no gabinete só para o que é estritamente necessário: analisar e responder ao correio, atender os cidadãos que aqui se deslocam, reunir com a secretária para ir despachando serviço. Não tem uma agenda fixa, para além das rotinas - reuniões do executivo, reuniões com as divisões, atendimento com hora marcada - e todos os dias está na rua, para ver, “in loco”, os problemas que tem para resolver. Mesmo quando é o cidadão comum que aos sábados faz compras no mercado e ao domingo passeia no parque, Artur Oliveira não deixa de ser visto como um político.
O mercado da Marinha Grande continua a ser a pedra no sapato deste vereador. Mudá-lo para o Cristal Atrium está definitivamente fora de questão, recuperar o edifício da resinagem para esse fim, também, sondagens feitas aos vendedores dão como não recomendável o espaço nas proximidades do parque municipal de exposições, pelo que resta a opção de o ir mantendo ao ar livre, onde está agora, enquanto terrenos próximos do estádio se perfilam como candidatos a recebê-lo. Artur Oliveira defende esta solução e espera que a venda do “mercado do Atrium”, cuja base de licitação é de 4 milhões de euros, seja o primeiro passo para se construir um novo mercado e recuperar o edifício da resinagem.
Tal como faz todas as semanas, hoje é dia de visitar algumas obras em curso. A começar na Zona Industrial, onde o Centro Empresarial, uma herança problemática do anterior executivo, avança devagar. Hoje, por sinal, os trabalhadores nem sequer vieram, pelo que tem de ficar para outra oportunidade contar a história deste edifício. Seguimos para Vieira de Leiria, onde as obras do mercado caminham a bom ritmo. Um visita rápida ao espaço, e seguimos para a Praia da Vieira, onde as obras na lota solicitam também a sua atenção. Antes de regressarmos à Marinha passamos pelo mercado, onde uma escassa meia dúzia de vendedores se mantém nesta manhã de sexta-feira.

“O importante é deixar projectos”

Artur Pereira de Oliveira não tem nenhuma grande obra que seja ideia sua. Herdou tudo, ou quase tudo, do anterior executivo. Mas isso não o incomoda minimamente, porque entende a política autárquica como “um trabalho de continuidade”, que deve estar acima dos interesses partidários.
Interrogo-o sobre as suas ambições neste mandato, a hipótese de se recandidatar, o apoio que tem ou não tem recebido do seu partido. Ele confessa que se tem sentido um tanto “maltratado” e não sabe se terá condições para voltar a ser candidato. Mas o que ele sabe muito bem é que “um mandato não chega para concretizar quase nada”. Gastou mais de um ano “a organizar a equipa”, encontrou falta de planificação, falta de motivação entre muitos funcionários, enfim, como salientou, “no primeiro ano, andamos sempre às apalpadelas”. Gostaria de deixar pronta a nova piscina municipal, as circulares externas, o abastecimento de água resolvido, a ampliação da zona industrial em marcha e, consciente das limitações do seu horizonte temporal, está mais preocupado com a ideia de “planear o futuro para a cidade, para daqui a 20-30 anos, o que não será certamente obra de um vereador, mas de toda uma equipa autárquica.” O excesso de leis e os constrangimentos financeiros condicionam as realizações, mas conforme afirma, “há algo que devemos e podemos fazer, mesmo sem dinheiro: planear, organizar”, porque os políticos não são “os gestores do dia-a-dia, devem ocupar-se sobretudo a pensar o futuro da cidade”.
Mas é com problemas do dia-a-dia que se confronta como vereador. Como os que terá de resolver antes do Verão que se avizinha: o abastecimento de água à Praia da Vieira, que será fortemente condicionado pelo orçamento, as ligações de algumas fossas ao saneamento municipal, no Vale do Ribeiro, em S. Pedro, para impedir que a praia venha a ser interditada, como quase foi no ano passado, o eterno problema das estradas em mau estado, a limpeza, a manutenção dos espaços públicos em boas condições, “enfim, pequenas coisas que têm um valor fundamental”, mas não são obras de “encher o olho”.
Uma volta em marcha lenta pela cidade dá-nos a verdadeira dimensão dessas “pequenas coisas”.
(...)
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20 comentários:

avatar disse...

O meu contributo para o 25 de Abril...



O 25 de Abril na Marinha Grande é apenas um feriado, o dia que trouxe a liberdade a um país tem hoje (quando se refere que estamos numa democracia consolidada) um concelho, uma câmara municipal anacrónica e não democrática.

Receio de falar por parte de funcionários da câmara e de todas as pessoas que prestam serviço ou dependem ou necessitam da câmara.

Há uma semana, no Jornal de Leiria, Paulo Gonçalves traçou o retrato fascizante desta autarquia liderado por um partido comunista.
Logo os comunistas vieram a terreiro referir que ele era (é) socialista, o crime do homem: não ser do partido.

Esta semana, no mesmo jornal, é dado eco desse artigo, e logo na capa com foto de Cascalho, referindo que há perseguição e um prejudicar de quem não é comunista.

Desta vez não é um ex-dirigente ou uma outra pessoa cujo crime é “não ser do partido”, quem o Jornal "ouviu" foi Barros Duarte que confirma que o PCP solicitou-lhe que colocasse nas chefias só os comunistas, que instaurasse processos disciplinares/despedimentos a pessoas que segundo o Presidente não tinha a haver com factos relacionados com o seu trabalho.

Refere Barros Duarte que é sectarismo (privilegiar os comunistas, prejudicar os socialistas), um crime que ele nunca cometeu apesar das pressões do PCP (segundo refere).

Refere o Jornal que até um comunista foi para assessor de Cascalho tendo sido promovido a técnico superior sem o estágio obrigatório por lei.

Mais refere o Jornal que o Presidente interino nada decide, é o comité que se reúne às sextas e dita o que ele deve fazer…

O Jornal não conseguiu obter uma reacção de Cascalho, provavelmente (digo eu) porque o contactaram antes da sexta-feira ou estaria a tomar café.

A juntar a isso, actos que fazem lembrar o despesismo das elites soviéticas como viagem turísticas e em segredo de militantes comunistas (pago pelo erário público) a Cabo Verde, agora um vereador vai a Cuba…

Assim vivem (bem) os comunistas da Marinha, quando o povo tem dificuldade em manter o emprego e em pagar a renda da casa e podendo a câmara devolver 5% do IRS, uma elite comunista desbarata fundos públicos.

E para terminar, segundo apurei o PCP da Marinha (o tal que se reúne às 6ªa feiras) decidiu não dar classificação de serviço de Excelente, o que levava a haver um bónus financeiro a esses funcionários.

Pergunto se o ministério da educação decretasse isso relativamente aos professores o que diria o PCP e a CGTP?

Quando pelo resto do país de grita “25 de Abril”, gritemos: “liberdade”.
Bom avatar.

Anónimo disse...

Fantástico, maravilhoso, exuberante, o autor deste blogue apaga os comentários que entende no dia da Liberdade, por aqui se vê o Socialismo do autor deste blogue. Inacreditável a arrogância e o desespero moral do autor deste blogue para apagar no dia 25 de Abril, data da livre opinião e liberdade de expressão um comentário que não ofendia ninguém, antes pelo contrário mostrava os podres e a má influencia que um presidente de Câmara exerce sobre uma incubadora tipo a OPEN.
Foi muito bem escolhido pelo autor deste blogue o dia 25 de Abril para mostrar como se faz censura, assim como o fez enquanto vereador, as verdades são para se esconder deve ter ele aprendido enquanto andou pela Câmara, tal como no passado agora no presente se vê onde está a censura, pide nunca mais 25 de Abril sempre. Viva a liberdade de expressão, denunciar os podres é um direito do cidadão, viva a Marinha Grande e o seu Povo sacrificado, abaixo a repressão, viva nós Marinhenses.
O Mercado, as Piscinas, a OPEN, etc. são para beneficiar a Marinha Grande e não para interesses e jogadas pessoais, basta de mentiras. A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. O autor deste blogue provou mais uma vez que deixou rabos de palha enquanto passeou pela Câmara Municipal. Quer esconder o que se passa na OPEN, vergonha.

Alice Ribeiro

Anónimo disse...

Oh D.Alice!!!! estou mesmo toldado da mona com o seu escrito...não podia ser mais explicita e trocar isso por miudos?

Anónimo disse...

Conte lá D. Alice, já não bastava não haver liberdade de expressão com os comunistas e agora os xuxas apagam comentarios...
Conte lá.

Anónimo disse...

Dona Alice, isso da OPEN já cheira a fumo e onde à fumo à fogo?

Marinhense atento disse...

Realmente também não entendo por que razão o raio do comentário teria de ser eliminado.
A mim pareceu-me mais um comentário resultante de uma certa dor de cotovelo que outra coisa.
E, convenhamos que o simbolismo da data merecia um pouco mais de respeito, caramba!

Agora daí até ao inflamado comentário da D. Alice!... e à tremenda confusão que vai para aí com xuxas, comunas e liberdades?! Só visto! Ele vai aí cada confusão!...

Marinhense atento disse...

Duas questões:
1- O Acordo Ortográfico vai trazer algumas mudanças, mas mantêm as diferenças entre o (à) e o (há).
Eis um bom exemplo resultado do contributo de um certo anónimo: "Dona Alice, isso da OPEN já cheira a fumo e onde à fumo à fogo?".
Ler-se-ia melhor: ...'onde há fumo há fogo?'.
Enfim… minudências!!

2- Mas deixem que vos diga que vejo aqui falar-se muito da OPEN, mas deduzo que os comentaristas não devem saber muito bem do que estão a falar. É que a OPEN não é da Câmara Municipal, apesar de ela ter lá a quota que lhe cabe como entidade pública que também foi fundadora.
E falar das coisas sem se saber bem o que se diz pode resultar em equívocos e em desprestígio para entidades que têm uma função de relevante interesse para o nosso concelho e até para a região.
O melhor mesmo é não misturarem alhos com bugalhos. Talvez isso seja mais assisado!

Marinhense atento disse...

Mas agora reparo - então não é que ninguém comenta a croniqueta sobre o ‘marterizado’ vereador que é o primeiro a chegar aos estaleiros e o último a de lá sair!
Esta falta de comentários ao assunto levanta-me uma dúvida quase existencial: mas afinal o que é que é irrelevante, é a reportagem ou a figura do focado?
Chato, não é?

Anónimo disse...

Pois é tem razão...ninguem comenta o escrito da Alice que trabalha à jorna....Por mim estão bem um para o outro o Artur Autocolante está para Alice D'Arques como a Alice D'Arques está pró Artur Autocolante... é tudo farinha do mesmo tacho....

Anónimo disse...

Começo a não entender nada.
alguém me explica o que se passa como OPEN?
E já agora, quem são os F* do Dr. Paulo Gonçalves?
E quem é o assessor que entrou sem estágio?
Só para perceber do que se trata.

Anónimo disse...

A Dona Alice não arranjou tacho na OPEN, é a verdade

Nuno P.

Anónimo disse...

Há muito tempo que se sabe o que se passa na OPEN.

Filpe Gomes

xico disse...

hoje não chove
francisco silva, entre amigos, o xico

Anónimo disse...

"Vida Dura"??
Se "É" o primeiro a chegar - então todos os outros chegam atrasados???
e "É" o ultimo a sair então os outros saiem antes da hora???
Ou Tozé e Dr.ª Alice Marques - então o homem agora é "sério"???
Que dizem os seus ex-funcionários??
Que dizem os seus eleitores, os comerciantes da zona histórica, que dizem as populações da Vieira e da Moita??
E ainda tem a cara de pau em ponderar a Sua recandidatura - francamente - vergonha é que não Lhe falta!!!

Anónimo disse...

Quando se apaga um comentário no dia da Liberdade deve-se dar uma explicação ou então voltamos à censura, pelo que li o comentário não insultava ninguém, levantava questões acerca do que se passa na OPEN e de quem anda por lá, nada mais. Também me pareceu que o anónimo que comentou sabe de alguma coisa “ não há fumo sem fogo” comentou outro, como tal o autor do blogue se censurou mostra interesse em esconder algo, deve uma explicação aos leitores amigos deste blogue.

Cumprimentos

João P. P.

Anónimo disse...

Ando eu para aqui de férias e na paz do Senhor e só vejo que na minha terra querida só se fala nas asneiras que se fazem na OPEN como se fosse novidade alguma.
Aquilo é um antro de sabichões, uns jantares vínicos e tal, uns almoços camarários, uns lanches no tasco do Zé Orelhas, enfim, um pagode, só fachada na OPEN de resto nada fazem.

Abraços

Pedro Paiva

Anónimo disse...

A politica na rua....ou essa especie de vereador é que devia ir para a rua?
Mas cada um tem aquilo que merece... e a Marinha Grande merece este Vereador...Assim como merece esta especie de jornalista

calhau disse...

Novo blogue na Marinha Grande, visite.

Obrigada

Wolverine disse...

Eu limito-me a falar sobre a reportagem, pois não conheço essa questão da OPEN.
Quanto à reportagem, esta parece aquelas operações de propaganda comunista como as havia na União Soviética ou ainda há na China e Coreia do Norte. Trata-se de encontrar um jornalista, ou pseudo-jornalista que se baixe ao ponto de enaltecer um político quase ao ponto do "endeusar". Quem se baixasse a esse ponto já encontraram. Mas para não dar tanto nas vistas, lá vem aquela pequena salvaguarda das "obras fundamentais". Outra presença obrigatória em qualquer propaganda política é a da "herança do anterior executivo" ou a "pesada herança", esta então está presente em qualquer discurso de qualquer força política, seja à direita ou à esquerda.
Meus amigos...nunca ouviram dizer que tristezas não pagam dívidas? Se há um problema a resolver, resolvam-no! Não apontem as culpas sempre aos anteriores, pois isso não irá resolver o problema! O mérito será sempre de quem resolve, mas se passar o tempo que tem a chorar-se, será tão incompetente quanto os que o criaram...

Anónimo disse...

A "VIDA DURA" do vereador??
O Homem até é Sério?? Ou Tó Zé!!