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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Revista de Imprensa

Finanças quer Junta da Vieira a pagar quatro milhões pela herança de Tomé Feteira



Além da junta de freguesia, também há herdeiros do empresário a ser notificados pela Direcação-Geral de Impostos a liquidar um imposto relativo à herança do milionário natural de Vieira de leiria, apesar de a fortuna ainda não ter sido apurada nem distribuída.

Os herdeiros do empresário Lúcio Tomé Feteira estão a ser notificados, pela Direcção Geral de Impostos (DGI), a liquidar um imposto relativo à herança do milionário natural de Vieira de Leiria, no concelho da Marinha Grande, apesar de a fortuna ainda não ter sido apurada nem distribuída.
Joaquim Vidal, presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, considera que esta situação resulta de um “lapso”, até porque a autarquia nem sequer é herdeira. Apesar disso, não esconde que, quando recebeu a notificação, na sexta-feira passada, ficou “um bocado preocupado”.
Apesar de Joaquim Vidal não ter revelado o montante em causa, o JORNAL DE LEIRIA conseguiu apurar que a DGI queria cobrar perto de quatro milhões de euros à Junta de Freguesia de Vieira de Leiria. Contudo, segundo a lei, os bens doados às autarquias estão livres de impostos.

Face a esta situação, a notificação da DGI já foi contestada pelos advogados da junta com base no facto de, além de não ter sido determinado ainda o valor do herança, a Junta de Freguesia de Vieira de Leiria nem sequer ser herdeira da fortuna do empresário, que deixou apenas expressa, em testamento, a vontade que criasse e gerisse a Fundação Família Feteira.
Em declarações prestadas ao JORNAL DE LEIRIA há dois meses, Joaquim Vidal afirmou que a junta tinha uma “mão cheia de nada”, já que se desconhecia o valor da herança de um dos dez homens mais ricos do mundo nos anos 60, o que inviabilizava a constituição da fundação. A intenção de Tomé Feteira era localizar a entidade, com fins sociais e culturais, na Quinta da Carvalheira, em Vieira de Leiria, de que era proprietário.
Tendo em conta que a quinta não foi doada à junta, Joaquim Vidal manifestou receito que os 80% da quota disponível do testamento do empresário não fosse suficiente para adquirir o imóvel, que se encontra abandonado há vários anos. “Não acredito que os herdeiros dêem a quinta de mão beijada”, declarou na ocasião ao JORNAL DE LEIRIA.
O Ministério das Finanças limitou-se a comentar que não se pronuncia sobre “situações cobertas pelo sigilo fiscal”.

Texto: Alexandra Barata
14-10-2010
Surripiado ao Jornal de Leiria

4 comentários:

Anónimo disse...

Está claro que estes 4 milhoes já estão orçamentados. Isto explica porque é que nunca se acerta nas contas publicas. Claro que isto vai ser só um buraquito.

Luís Coelho disse...

Deixou de haver bom senso e respeito pelas autarquias e pelo povo português.
Tantas coisa onde deviam mexer mas só sabem ser mesquinhos.
Além dos submarinos que falta nos fazem os aviões que agora pretendem comprar.............???
Já não há vergonha que lhes borre a cara.

Anónimo disse...

Não deixa de ser irónico. O Governo do PS colocou as finanças a cobrar impostos custe o que custar. Agora é a junta de freguesia do PS a provar do seu próprio veneno. Não tendo a população culpa, mas não deixa de ser bem feito. Afinal, é tudo farinha do mesmo saco!

Fê-blue bird disse...

Sinceramente ainda não percebi nada deste caso, e não sei se algum dia irei perceber.
Aliás acho que ninguém já sabe a quantas anda neste país.

Beijinhos

(Obrigada pelas palavras carinhosas que partem daqui sobre mim)