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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Revista de Imprensa


"Queremos reforçar o número de votos na Câmara"

Filipe Andrade é o novo rosto da CDU no concelho da Marinha Grande. O responsável garante que o partido está em condições de vencer as eleições.

EMG: Quem vai ser o candidato da CDU à Câmara da Marinha Grande?
Filipe Andrade: lsso é um assunto sobre o qual ainda não tenho uma resposta. Estamos a iniciar a discussão sobre as várias eleições, europeias, legislativas e autárquicas. Certamente que, dentro dos quadros do PCP e nos quadros da CDU, sairá um nome forte e em condições de continuar o trabalho, que iniciámos há quatro anos atrás.

EMG - Para quando se prevê a apresentação desse candidato?
FA: Do calendário que definimos apontamos para Abril/Maio.

EMG - Não será demasiado tarde, tendo em conta que alguns candidatos já estão em campanha?
FA: Penso que não. Temos provas dadas e o candidato, que vier a assumir essa responsabilidade e essa tarefa estará em condições de cumprir os objectivos, mesmo que seja só apresentado em Abril ou Maio.

EMG - Alberto Cascalho é o preferido?
FA: Acho que é forçoso e até óbvio, que Alberto Cascalho seja um nome em cima da mesa e um nome com força para isso, mas há outros nomes, que estão em discussão.

EMG - :Mas ainda não está mesmo decidido quem vai ser o candidato?
FA.: Não. Neste momento isso é uma discussão do PCP e vamos alargá-la para o âmbito da CDU.

EMG - O que pode fazer a CDU nestas autárquicas? É possível manter a Câmara Municipal?
FA: Da análise que fizemos, neste momento consideramos que, não só é possível manter, como é possível reforçar o número de votos e a influência que a CDU tem na Câmara.

EMG - Quais são os objectivos da CDU para estas eleições?
FA: Em relação à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia da Marinha Grande, o objectivo é reforçar. Em relação à freguesia da Moita, o objectivo é reforçar com uma perspectiva de vencer. E, em relação a Vieira de Leiria, o objectivo também é reforçar com mais votos e mandatos.

EMG - Ainda não há candidatos definidos às juntas de freguesia?
FA: A situação é equivalente à da Câmara. Equacionámos um conjunto de nomes e do colectivo sairá o nome, que estará em melhores condições, para poder cumprir os nossos objectivos.

EMG - Como esperam conseguir cativar os marinhenses?
FA: Não vamos fazer promessas de 150 mil empregos, nem de cheques criança. O que nós propomos aos marinhenses é redesenhar o programa da CDU, enquadrando-o nas condições que aqui existem actualmente. Não abdicamos dos nossos princípios e continuamos a defender, que deve ser o Estado e nunca as autarquias a gerir um conjunto de serviços, que são prioritários e primários, como a água, os esgotos e vias de comunicação. Relativamente ao resto, continuamos a apostar na cultura e queremos reforçar esse trabalho. Queremos reforçar a cooperação entre a capacidade histórica que a Marinha Grande tem nos sectores do vidro, moldes e plásticos e coordenar esta potencialidade com o trabalho da autarquia junto do Governo central, para permitir que possamos atrair para a Marinha Grande investimentos, que potenciem o seu desenvolvimento económico e que, de alguma forma, até combatam o desemprego que o concelho está a sofrer.

EMG - Em que medida a polémica saída de Barros Duarte da Câmara pode prejudicar a CDU nas próximas eleições?
FA: Acho que não prejudicará. Penso que isso é uma situação esclarecida e resolvida e o partido conta com o contributo de todos os militantes para atingir os seus objectivos.

EMG - O PCP precisa de alguma renovação para ganhar mais eleitores?
FA: Eu acho que essa renovação sempre existiu. Terá havido uma fase, há dez anos atrás, em que sofremos a influência de uma série de experiências socialistas. Felizmente, o PCP nunca teve modelos, sempre assumiu a sua independência nas opções políticas que fazia e acho que isso está a dar frutos, pelo bom momento que o partido vive e até pelo número de recrutamentos e de aderências, que temos no partido, ao nível de novos quadros. Para ganhar mais votos o partido precisa de continuar o caminho, que assumiu no 17° Congresso, que é aliar-se mais aos trabalhadores, aos locais de trabalho e às empresas e alargar a sua estrutura para enquadrar o maior número de militantes.


"Cascalho é um nome com força mas há outros em discussão"

EMG - Há jovens a interessarem-se pelos ideais do partido?
FA: Nós não alinhamos num discurso, que a maior parte dos partidos tem, em que os jovens não se interessam pela política. Eu costumo dizer que os jovens não se interessam por politiquices. Da experiência que o PCP tem, mesmo em relação à Marinha Grande, nos últimos anos tem havido um aumento de participação de jovens. Isso reflecte o interesse que os jovens têm pela política e por defender aquilo que são os seus direitos e que hoje estão a ser ameaçados e a ser destruídos. E acho que o jovens não se deixam alienar por uma ideia de que são todos iguais e querem todos é tachos. Acho que isso de facto não acontece, apesar desse discurso ter influência num sector grande da nossa sociedade.


(surripiado da edição nº 7 do Jornal Expressões da Marinha Grande)

5 comentários:

Anónimo disse...

Acho estranho ninguem comentar uma tão profunda dissertação do unico intelectual da nossa terra:

http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=32942&Itemid=789

Anónimo disse...

fraquinho, fraquinho, este intelectual que veio tomar conta dos comunistas da nossa terra.

Acintoso disse...

Comentário ao comentário do anónimo estranhado por "ninguém comentar uma tão profunda dissertação do único intelectual da nossa terra":
embora eu tenha vindo a verificar um crescente aumento da mediocridade em muitos dos comentários que se fazem aos bons postes que o FLC nos vai apresentando, reconheço que até os mais fraquinhos dos comentadores que não estejam ao serviço da 'casa vermelha' reconhecem que não vale a pena comentar vacuidades!

anarcabe disse...

É estranho o PCP entrar no mesmo nível de propaganda da direita, mas que fazer...é o que temos.

Anónimo disse...

Para quê comentar...é o PCP no seu melhor