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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

"A fabrica da droga" (Jornal Região de Leiria)

Uma reportagem da edição do Região de Leiria desta semana.

IVIMA > Todos têm percursos idênticos. A vida levou-os até à dependência de drogas. Encontraram-se todos no mesmo local, nas instalações de uma das mais antigas fábricas de vidro da Marinha Grande. Um dia chegaram para comprar e consumir droga. Acabaram por descobrir um espaço onde não eram perseguidos e olhados com desdém. Voltaram. Alguns foram ficando e transformaram as ruínas da IVIMA, aquela que foi uma das maiores unidades de vidro manual da Marinha Grande, na sua casa. Chamam-lhe “A Fábrica”.

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(reportagem integral aqui)

12 comentários:

anarcabe disse...

A verdade dói, dói sempre.

Anónimo disse...

Marinha grande : paraiso dos ciganos e paraiso dos drogados... o que estará para vir a seguir? E a miseria que vem pôr a cereja no bolo da desgraça em que se transformou a nossa terra nos ultimos anos.. SOCORRO!!!

Anónimo disse...

Há quantos anos há um elevado nível de toxicodependência na Marinha Grande? A resposta é: Há anos. Recuperou-se o parque mártires do colonialismo. Os toxicodependentes da Marinha Grande sairam de lá. Foram para outro local. E parece-me que o problema não é só dos últimos anos. É um problema de décadas e todos têm responsabilidade nisto. Todos sem excepção.

Anónimo disse...

Essa conversa de-que-todos-temos responsabilidade- nisso, no que toca ao flagelo da droga, é realmente enjoativa...então para que é que serve o dinheiro dos meus impostos quando paga CAT´s, institutos de apoio, sociologas, psicologas, grupos de apoio de rua etc...A unica coisa que vejo é o falhanço total dessa estratégia de combate ao problema, aliada a um quadro penal ultra permissivo...e quanto às datas é capaz de ter razão...há pelo menos 35 anos que temos cá disto, desde que esta desgraçada terra caiu nas mão super "habeis" do PCP e do PS...querem soluções? elas existem...

Anónimo disse...

Quais? Repressão?
Culpar partidos políticos por estas questões é fácil. O difícil é olhar para nós e interrogar o porquê do flagelo. Todos somos culpados. Nem que seja por passarmos o tempo a olhar para o lado e fingir que isto não acontece.

anarcabe disse...

Tem de haver um acompanhamento directo/diário, não pode ser ao sabor de um qualquer jornal, não podem ser pessoas ao acaso, têm de ser pessoas que conheçam a problemática e os seus desvios.

Os CAT'S, não podem servir unicamente para dar emprego aos que lá trabalham, são criados para ajudar os que entraram nesta situação de dependência. Não se esqueçam nunca deste simples pormenor.

A policia tem que servir como catalisador, não como cerca para os delimitar, porque é assim que pensam todos, enquanto estão juntos em determinado local, são mais fáceis de controlar, será??

Deixem-se de hipocrisias e ajudem realmente estes dependentes da sociedade, não ganhem só dinheiro à custa deles.

Acintoso disse...

Ó Anarcabe,
Que belo discurso. Gostei. Mas a gaita é saber se os drogados querem realmente ser ajudados!!?
Eu sei que há casos e casos, mas ele há cada um!...
E, já agora, haverá dúvidas quanto à lei ser permissiva?
Não venham cá com tretas que só com boas palavras e muita compreensão este problema se pode resolver.
É o resolves...

anarcabe disse...

Caro Acintoso

Não falo de "falinhas mansas", nem de "tretas". Refiro-me a trabalho de campo... lá no lugar, todos os dias.

Falar aqui é fácil, estou a ver que fala por interpostos conhecimentos da "treta", quando se referia à minha pessoa.

Este é um dos assuntos onde não admito interposição partidária, quer queiram ou não, eles necessitam de ajuda.

Acintoso disse...

Pois precisam. Reconheço isso.
Mas também reconheço que lhes falta uma boa dose de juízo e de mão firme. Não se esqueça Anarcabe que, neste momento, este fenómeno é um dos que mais concorre para a instabilidade social!
Conheço muito bem o assunto e não pretendo dar-lhe, nem a si nem a ninguém, quaisquer lições.
Acontece é que eu não alinho, de forma nenhuma, no discurso do politicamente correcto que tudo releva, envolvendo esta triste situação no ‘pacote’ da piedade, da compaixão e até na desculpabilização fácil.
Reconheço que a esmagadora maioria dos toxicodependentes é vítima, mas isso não impede que eu tenha a convicção de que a permissividade da lei, contribui, em muito, para o actual estado de coisas.

anarcabe disse...

A falta de "juízo", como lhe chama é óbvia, senão não teriam caído nesta armadilha.

Sobre a permissividade da lei, já é um assunto mais complicado. A lei simplesmente, não está a ser cumprida com todo o rigor. Como sempre temos leis excelentes..., que não funcionam.

Wolverine disse...

Caríssimos:

Neste campo, e já esperando repreensões de tudo quanto for lado, eu acho que não deve haver compaixão alguma.

Acho sim que a questão deveria ser posta da seguinte forma:contactar os toxicodependentes e dar-lhes duas hipóteses. Tratarem-se ou continuar a ser como são.

Caso se quisessem tratar, dar todo o apoio para a sua recuperação que, no caso de recaída ou falha, teria como pena o destino de todos os que não se quisessem recuperar: um complexo industrial fechado ou uma quinta onde produzissem algo a troco da tão desejada droga que o Estado apreenda nas operações policiais.

Assim, seriam de alguma utilidade para a sociedade e dar-se-ia uso à vil substância que destrói famílias inteiras.

Eu trabalho mais do que oito horas diárias, tenho problemas como todos os outros e família a cargo. Nem por isso sigo o caminho da droga. E já a vi de bem perto nas mãos de colegas antigos da escola que hoje vejo por aí aos caídos.

Mercê da compreensão pelos "desgraçadinhos", já muita gente foi assaltada mais do que uma vez pelo mesmo indivíduo e ninguém pode fazer nada. Pelo contrário, se encostarmos um dedo no "desgraçadinho", quem fica numa carga de trabalhos somos nós.

Não falo sem conhecimento de causa, pois tenho dois casos que acompanho de perto em que o ponto em comum é que se valem do amor dos pais para destruir tudo à sua volta.

Dou todo o valor e apoio a quem se queira realmente curar e precise de ajuda, mas considero que não deve haver compaixão para quem não se quer libertar dessa teia que agarra tantos jovens e não só deste mundo.

Uma chamada de atenção: verão que com o possível evoluir da crise, todo este panorama irá evoluir também. E talvez os que agora defendem tudo quanto desculpabiliza os toxicodependentes, depois de se tornarem vítimas, passem a defender soluções mais drásticas ainda das que falo.

anarcabe disse...

Agora é que me vão bater todos!

Eu sou a favor da livre circulação das drogas, todas elas. Garanto que era tudo bastante mais claro e transparente.

É a minha opinião, para mim ponto final.