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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"ACIMG tem de devolver verbas"

A Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande (ACIMG) vai ter de devolver 15.424 euros à câmara. A decisão foi tomada na última reunião do executivo.
Segundo um relatório da autarquia, dos 45 mil euros recebidos pela ACIMG para actividades de animação natalícia, “apenas se comprovou ter gasto 29.576”, em Dezembro de 2008. Alberto Cascalho, presidente da câmara, recomenda à ACIMG a elaboração “com a necessária antecedência do seu programa de actividades natalícias, apresentando à câmara o respectivo orçamento”, de modo a atribuição do subsídio seja antecipada. Paulo Ferreira, presidente da ACIMG, revela que desde o primeiro momento reconheceu que a qualidade da iluminação ficou “muito aquém” do esperado. Por isso, exigiu à empresa que fizesse reflectir o preço sobre a qualidade. Assim sendo, Paulo Ferreira esclarece que se disponibilizou a devolver à autarquia o valor do apoio que não foi utilizado, lembrando, no entanto, que a ACIMG organizou outras actividades além da iluminação.



(surripiado do Jornal de Leiria)


18 comentários:

anarcabe disse...

Peçam de volta também, o dinheiro gasto no apoio à toirada, ouvi falar em mais de 15.000€ na compra de bilhetes para o circo.

Anónimo disse...

Não é preciso devolver, os que não foram utilizados devem servir para 6ª feira.

anarcabe disse...

Só por convite.

Anónimo disse...

Escusavam de ajudar a matar os animais, bastava entregar a verba em questão, eu sei que dava nas vistas, mas...

Anónimo disse...

Essa verba não seria mais bem utilizada na construção do canil municipal?

Anónimo disse...

Qual canil?

Anónimo disse...

Pois o melhor, seria investir num mani-comio-pensador!

Abstruso disse...

Este caso, parecendo que não, é um assunto particularmente sério. Não tanto pelos montantes em causa, mas, principalmente, pelo que ele representa em termos de desorganização, falta de planeamento e de rigor.
E aqui, atrevo-me a dizer, a culpa não é do município ou dos seus responsáveis, embora isso tenha reflexos também na sua execução. A culpa, para mim, é da ACIMG que não soube corresponder à solicitação que lhe foi feita (ou ao desafio a que se auto propôs) para dar mais vida à cidade por ocasião do Natal... e foi a pobreza que se viu!!
Apesar da exiguidade da verba que foi disponibilizada, nem mesmo assim foram capazes de a rendibilizar em pleno!
E, depois, os nossos comerciantes - será que ainda há alguns? - queixam-se da vil tristeza em que vivem e da (quase) miséria com que se debatem!
Poderia a ACIMG fazer mais? Estamos em crer que sim, embora compreendamos que algumas pessoas que estão à frente do nosso chamado comércio local, pouco ou nada contribuem para que as coisas corram melhor.
Os tempos vão de crise. Isto é já um chavão a que se deita mão a torto e a direito, mas no nosso comércio (e a sua Associação tem vindo a reflectir esse estado de coisas) a crise já vem de longe, muito, muito longe.
As raízes dessa crise assentam na deficiente preparação dos nossos comerciantes (aqui até não ficaria nada mal colocar aspas na palavra comerciantes!), na sua incapacidade para desenvolverem iniciativas e para inovar, acrescendo a tudo isto, uma larvar inveja e ciumeira que sempre entre eles existiu!
Mas também em nós, marinhenses, reside grande parte do problema - é que, enquanto teimarmos em fazer as nossas compras fora da terra, a coisa pouca possibilidade tem de vir a melhorar!

Wolverine disse...

Dos 45 mil euros, comprovaram-se ter gasto 30 mil. A minha pergunta aqui será: além dos 5000€ (e estou a pôr a fasquia alta), gastaram-se cerca de 25000€ em quê? No comboio?

Falta de rigor é pouco para classificar a tristeza de iluminação de Natal... Foi pura incompetência, falta de profissionalismo e uma falta de respeito para com a população. Isso sim...

anarcabe disse...

A crise vem tão de longe... é verdade. Vem de longe o suficiente, desde que alguns obscuros executores, decidiram acabar com a zona mais antiga da cidade, fechando o transito.

Um dia quem sabe, ainda se fará história sobre isto e talvez venham os reais factos ao de cima. O que realmente aconteceu foi que os proprietários da zona velha, viram o seus negócios a descer, enquanto noutras zonas da cidade floresceram, pelo menos os imobiliários, sempre os imobiliários.

Alguém lucrou e muito com esta mudança.

Anónimo disse...

Ao sr. anarcabe

Estou inteiramente de acordo com o comentário que proferiu anteriormente...continue...

anarcabe disse...

Sem o sr., se faz o favor.

Anónimo disse...

vou satisfazer inteiramente o seu pedido... As pessoas devem ser tratadas pelo nome, neste caso pseudónimo, que mais gostam...Quero, no entanto, dizer-lhe que o fazia por uma questão de cortesia, respeito e educação...porque, como ja escrevi há dias parece-me ser uma pessoa que sabe ser e sabe estar, mas já que me coloca esse a vontade...

vinagrete disse...

Presumo, e não mais do que isso, porque não tenho a certeza, de que Anacarbe se reclama militante da esquerda dita "moderna". Ora, para quem quer assumir uma postura progressista e moderna, não me parece que seja coerente defender a ideia de que a facilitação da circulação automóvel pelo centro de aglomerados urbanos com características de Centro de Cidade, é razão para viabilizar uma actividade económica como é o comércio. Ponham-se os olhos nas outras cidades, como Leiria, Coimbra, Caldas da Raínha, Óbidos, Lisboa, Porto, Faro, Évora, Vizeu,....etc, sem ter necessidade de aqui invocar cidades europeias que já taxam a entrada de carros e logo percebemos que o presente e o futuro passa por dar prioridade aos peões e aos transportes públicos, impedindo os veículos motorizados de invadir um espaço que não é o seu.
Na minha opinião, Anacarbe andou mal neste comentário, porque querendo atacar interesses imobiliários mais ou menos obscuros que por aí proliferam, analisou o problema do comércio por um ângulo errado.

Anónimo disse...

Ao vinagrete

Tem piada, já reparou que a maioria das cidades que citou são do PSD ?...

Coincidências!...

Wolverine disse...

Desculpem , mas não concordo que a questão do trânsito influencie na baixa de vendas e consequente falência de estabelecimentos. Acho sim que tem que haver algo que chame as pessoas àquela zona para que passem em frente às lojas. O mercado era o que mantinha alguns negócios e isso acabou e convenhamos no entanto que não existe qualquer chamariz para aquela zona...

Será necessária uma alteração que torne atractiva a abertura de lojas naquela zona. Mas isso terá que ser um Executivo competente a fazer...Ou seja, outro que não este...

Acintoso disse...

Referência ao comentário do anónimo 4/19/2009 10:04AM,

Já me parece ser fixação que, a propósito de tudo e de nada, este anónimo venha 'vender o peixe' do PSD!

São realidades diferentes, amigo, embora eu reconheça os bons exemplos apontados pelo Vinagrete.
Como é evidente, quando há bons exemplos para destacar, eles devem ser apontados e até elogiados.

Agora um conselho: Um Director de Comunicação deve saber que o excesso de auto elogios a uma causa - seja ela própria ou alheia - podem conduzir ao ridículo e cair nas franjas da caricatura!
E olhe que já por lá anda muito perto!

zircónio disse...

Caldas, Porto, Coimbra, agora são do psd, agora Lisboa e Faro?, como Caldas até não é, assim tão longe, vejam o que fizeram ao comércio com o tal supra plano rodoviário supostamente made by ou in psd, encerramento da maior parte das lojas e prejuízos elevados para quem ainda mantém o estabelecimento aberto. Quando não se sabe, o melhor é tentar não vender, mas pelos exemplos iluminados do 1004 e pelo excelente desempenho do vereador eleito pelo PSD, Sr. Artur Pereira de Oliveira, dá para vermos supostamente, por onde ele andou a pensar a nossa Marinha.
A minhas duvidas são: qual foi a Cidade que serviu de inspiração, e qual foi a que serviu de exemplo, para as bonitas, magnificas , esplendorosas e práticas lombas implantadas na nossa moribunda espécie de Cidade,é que eu, conheço-as a todas e não vi em nenhuma igual aberração.