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terça-feira, 7 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"Toxicodependentes obrigados a abandonar fábrica devoluta na Marinha Grande"

A PSP da Marinha Grande foi ontem chamada a intervir na IVIMA, para que o início das obras de demolição da antiga fábrica de vidro pudesse correr sem quaisquer incidentes.
Há vários anos que a fábrica está votada ao abandono, servindo de 'casa' para toxicodependentes e sem-abrigo. Por isso, ao longo da semana, agentes da PSP estiveram no interior da IVIMA para tentar dissuadir os 'residentes' a abandonar as instalações antes que as obras avançassem.
Ontem, a PSP voltou ao local, depois de a empresa a quem foi adjudicada a obra ter dado o alerta de que ainda estavam pessoas no interior do edifício.
"Já estava à espera que isto acontecesse", referiu Sara Santos, da construtora, mostrando-se pouco optimista que as obras possam avançar com o local totalmente vazio. "Por muito que o espaço seja fechado, eles voltam sempre", frisou.
Já com a PSP no interior do edifício, alguns 'residentes' acabaram mesmo por abandonar o espaço, outros optaram por fugir para outro pavilhão da fábrica, mas as autoridades reconhecem que, "só com as máquinas a demolir o espaço é que abandonam o local". "É uma questão muito sensível e com raízes", reconheceu um dos agentes.
Os trabalhos de ontem consistiram apenas em vedar a entrada do edifício e criar condições para que os trabalhos de demolição possam avançar hoje ou amanhã. Conforme explicou ao nosso jornal Sara Santos, apenas uma chaminé e a fachada do edifício irão manter-se. As obras de demolição deverão decorrer durante três meses.
O projecto de arquitectura da empresa Barbosa e Almeida foi aprovado na última reunião de câmara, e visa a demolição dos antigos armazéns e zona de fabricação, a requalificação da fachada do edifício e a recuperação do interior e parte histórica.
Ao Diário de Leiria, Sérgio Moiteiro, vereador do pelouro da Acção Social da Câmara Municipal da Marinha Grande, adiantou que o espaço renovado "poderá servir para estabelecer protocolos de utilização entre a empresa e associações que necessitem de espaço para desenvolver as suas actividades ligadas, por exemplo, à educação e cultura".
Contactado pelo nosso jornal, um dos colaboradores do Centro de Atendimento a Toxicodependentes da Marinha Grande não quis prestar qualquer informação, alegando não ter autorização para o fazer, adiantando que os dois responsáveis pelo centro se encontram de férias.
O Diário de Leiria tentou apurar o tipo de trabalho que as equipas estão a desenvolver neste caso ou se existe algum apoio aos toxicodependentes que utilizam a IVIMA como refúgio.

População satisfeita com demolição da fábrica

Há 50 anos que Júlia Maria reside 'paredes-meias' com a IVIMA e as notícias da demolição da antiga fábrica de vidro vieram trazer "descanso" a esta moradora.
"Vejo-os sempre a entrar e a sair e, desde que o meu marido morreu, chega aquela hora e meto-me para dentro", disse ao nosso jornal.
Júlia Maria, de 86 anos, admitiu sentir alguma "insegurança", adiantando já ter sido alvo de vandalismo. "Há três semanas, partiram-se as persianas das janelas", frisou. "Há muito tempo que deviam ter feito alguma coisa à fábrica", sublinhou, lamentando o estado de abandono do edifício. "É uma pena uma coisa tão linda estar assim", disse.
A mesma opinião é partilhada por Afonso Manuel Roldão, de 82 anos, que lamenta o abandono do edifício, manifestando algum sentimento de "insegurança" pela presença toxicodependentes e sem-abrigo no local.
"Aqui dentro já roubaram tudo o que tinham para roubar. Não imagina a romaria que é todos os dias", referiu ao nosso jornal.


À procura de um novo espaço

A movimentação de trabalhadores na IVIMA, ontem de manhã, não apanhou de surpresa aqueles que 'residem' ou utilizam o interior da fábrica. "Já sabia. A polícia disse que não podíamos ficar mais aqui", contou ao nosso jornal um dos frequentadores do espaço.
Com 45 anos e 20 de uso, este toxicodependente enfrente agora um novo dilema. Depois de utilizar o Parque dos Mártires, uma casa abandonada na Marinha Grande e as instalações da IVIMA, resta-lhe a casa onde reside com a mãe ou um novo espaço, talvez "no meio do Pinhal".
"Se não se pode estar aqui, também não vou estar a consumir no meio da rua", disse, considerando, porém, que será uma "questão de tempo até arranjarem um outro local".



(surripiado do Diário de Leiria)

3 comentários:

anarcabe disse...

Um sitio óptimo para consumir é em frente à CMMG.

Pode ser que assim se tomem medidas condizentes e definitivas sobre os toxicodependentes. Andarem a empurra-los de lado para lado, não é solução.

Anónimo disse...

DE todo este artigo, algo salta de forma notória uma vez que não faz parte do tema central do mesmo....
- A rapidez com que todo o projecto foi aprovado pela CMMG!!!!
deve ser tal cooperação que O Exmo Sr Presidente Assembleia Municipal, refere em artigo publicado recentemente.

Lamentavel, inqualifiavel, os pesos e as medidas como são diferentes consoante os interlocutores e os interessados!!!

Quanto ao problema ta toxicodependencia, ele é bem mais abrangente nao se limitnado à IVIMA.
Quem nunca viu as transacções efectuadas às claras junto à policia?
Alguma medida? Algua atitude?
NÃO

Apenas e só o habitual, conversa e mais conversa, troca de cusações estéreis e sem resultados práticos para a nossa cidade, para a nossa vida.

Quanto às opiniões e informações do Exmo Sr Vereador Sérgio Moiteiro, têm um valor que tem de ser enaltecido, pois para quem não se recorda já, convém relembrar que se hoje é pssivel à BA fazer o investimento referido, em parte o inicio do processo passa pelas mãos do Sr. Vereador, então Presidente do Sindicato da Industria Vidreira. Organização que se afirma defensora dos trabalhadores da Industria Vidreira, mas que não é conhecida qualquer acção de defesa desses, mas sim o potenciar, acelarar o ecerramento de TODAS as unidades fabrisque exsitiram no concelho.

EM tempo util, e em sedo própria, foi referido por destacado elemento dessa organização, de forma ligeira e com um sorriso (diria sarcástico)que se medidas foram aceites pelo "patronato" apenas foram eles os que aeitaram, pois a posição do STIV é pedir mais e mais regalias para os trabalhadores............
Lamentavel!
Redutor
Irresponsavel!
assim, para que precisam os trabalhadores de Sindicatos? se eles mesmo ocupam o lugar dos que tudofazem para atingir d morte os trabalhadores.

CHEGA de Brincar com as pessoas, empresas e com a nossa cidade

Anónimo disse...

Cá para mim este pessoal da CMMG, anda a injectar-se com a seringa das "farturas", só pode.