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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Silêncio, que se vai falar de coisas sérias!

Este blogue padece duma doença congénita e crónica. Devido às suas reduzidas dimensões e capacidade, sofre de falta de credibilidade. Esta doença, para além de obrigar à toma diária de quantidades industriais de prozac, tem também alguns efeitos indesejados, impede-nos de pôr aqui à discussão assuntos sérios e pertinentes, falarmos de coisas que nos preocupam, do futuro, por exemplo. O futuro da economia local, do urbanismo, da cultura, do ensino, da qualidade de vida, etc, etc, etc. Propor e discutir ideias sérias era o nosso maior desejo pois que, apesar de fraquinhos, temos vontade de ajudar. Só que não dá, porque este blogue não é credível.
É por isso que invejamos (sem malícia) as jornadas que a câmara está a realizar juntamente com o Centimfe e com a Open e que, concerteza, vão dar frutos. Assim o esperamos.
Assim, no sentido de emprestar alguma credibilidade a este fórum e de eventualmente lançar algum debate, socorremo-nos (com a devida vénia) de quem sabe. Socorremo-nos da comunicação que o jovem comunista Filipe Andrade (sim, porque não é só no PSD que há jovens…), o tal que o ainda presidente JBD tratou de forma depreciativa, proferiu na Conferência Nacional que o PC realizou sobre questões económicas e sociais. Vamos então “escutá-lo” com atenção - tenha a palavra o jovem.



Cristalaria e Moldes - Filipe Andrade, DOR Leiria
Sábado, 24 Novembro 2007

As políticas dos sucessivos têm-se pautado por subalternizar o Distrito de Leiria. Assiste-se à deslocalização da produção e mesmo de meios de produção para países do alargamento até por empresas da região.A indústria transformadora deve ser defendida, valorizada e potenciada, aproveitando o conhecimento e o saber-fazer seculares, como é o caso do Vidro e Cristalaria, a par de uma aposta forte no sector dos moldes, que é dos mais avançados do país.

O ataque geral ao sector produtivo não deixou de se fazer sentir nestes últimos anos, nos sectores tradicionais e que geram mais emprego, como o vidro e a cristalaria, mas também no sector dos moldes, sectores profundamente dependentes de mercados externos.
O processo de reestruturação da cristalaria, conduzido à margem das organizações dos trabalhadores, falhou.
A indústria da cristalaria entre 2004 e 2007 viu desaparecer postos de trabalho. Só em 2006, encerraram, para além de outras de menor dimensão, três das maiores empresas deste sector: a Dâmaso a Marividros e a Mortesen

Tal como as coisas estão só há capacidade de produzir para nichos de mercado.
Mas tal, pressupõe a credibilização dos produtos portugueses, melhorando a qualidade do vidro e a qualidade técnica e artística dos produtos, combatendo as lacunas sérias ao nível habilitacional e da formação dos trabalhadores.
Também na indústria de moldes encerraram diversas empresas e várias atravessam dificuldades.
As alterações na divisão internacional do trabalho capitalista provocam: a deslocalização de produções, o esmagamento de preços e a dilação dos prazos de pagamentos por parte da indústria automóvel que nos últimos anos se tornou o cliente dominante da indústria de moldes regional.
Tais alterações estratégicas, como a deslocalização, podem trazer graves consequências.
Também aqui se sentem deficiências ao nível da formação profissional, do domínio e utilização plena das mais recentes inovações tecnológicas, na cooperação com os sistemas científico e do conhecimento nacionais

Continuar a luta por medidas de apoio às indústrias estabelecidas, com programas para os sectores em crise, nomeadamente a indústria vidreira, que: promovam a sua modernização e novos métodos de gestão, organização da produção e da comercialização; que permitam à cristalaria repor factores de competitividade com as suas concorrentes; reduzam os preços da energia e dos combustíveis; criem um fundo de apoio à exportação, nomeadamente para a indústria de moldes, a fim de fazer face à grande dilação de prazos de pagamento

É possível respeitando os direitos laborais e sociais dos trabalhadores, promovendo uma justa repartição da riqueza, inverter o caminho de destruição e delapidação das potencialidades destes sectores produtivos, garantindo o futuro e o progresso da região e do país.


Não está mau, não senhor, mas… então e não seria possível ser um bocadinho menos vago?...

10 comentários:

Folha Seca disse...

Presumo que a intervenção não foi para aqui reproduzida por completo... Não acredito que o tal jovem não tivesse uma palavra para se referir ao pequenos comerciantes atacados pelos capitalistas da grande distribuição...Ou será que este assunto passou a tabu no PCP, dada a sua cumplicidade no licenciamento do Lecrerc e nos efeitos nefastos para os pequenos comerciantes da Marinha Grande???

Anónimo disse...

Presumo que a intervenção não foi escrita pelo Jovem!!
"Vago" acho pouco!
Acho que demonstrou um profundo desconhecimento dos reais problemas deste importantes sectores produtivos do Concelho!!

Acintoso disse...

Pois é. Tudo o que o jovenzinho disse é verdade. Só que dito assim, soa imensamente a oco, não tem substrato, é vago e toma foros de conversa ouvida por aí…!
Então e não se lembra o PCP (e o sindicato seu adjacente!) do muito que tem contribuído para se ter chegado a este estado de coisas, nomeadamente na cristalaria?
Porque será que estes 'papagaios' não param uns minutos para reflectir antes de darem som à cassete?
Ou pensarão que com estas discursatas algo balofas tapam os olhos a toda a gente? Olhem que não, olhem que não!!

Anónimo disse...

Aos interessados

Demonstrado o vosso interesse sobre a mat�ria, venho deixar um conjunto de notas sobre o assunto que n�o cabiam em uma interven�o de 2000 caracteres.
� sempre um prazer...
J� agora e antes das ditas notas, um ponto pr�vio:

- Esta de a culpa ser dos sindicatos faz-me lembrar tempos idos, infelizmente s� na �poca, em que muitos esclavagistas culparam os escravos por milhares morrerem de fome aquando da aboli�o da escravatura.

Seguem ent�o as notas:

V�rias empresas e grupos regionais vivem processos de crescimento pela concentra�o e centraliza�o de capitais, atravessando muitos deles fases de internacionaliza�o ou de maior expans�o internacional.
Nos �ltimos anos, importantes empresas do passado desapareceram em resultado das pol�ticas econ�micas neoliberais, por motivo de m� gest�o ou por incapacidade de adapta�o �s novas condi�es impostas pela globaliza�o capitalista e de uma economia desregulada.
A ind�stria marca o Distrito e � o grande diferenciador da actividade econ�mica regional. No contexto nacional, o Distrito destaca-se pela produ�o de vidro, cer�mica, cimento e produtos do cimento, pl�sticos e moldes. A dimens�o m�dia das empresas do Distrito � inferior � m�dia nacional.


- A ind�stria da cristalaria entre 2004 e 2006 viu desaparecer cerca de 650 postos de trabalho, quase todos em processos de encerramento de empresas. Recentemente, em 2006, encerraram, para al�m de outras de menor dimens�o, duas das maiores empresas que operavam neste sector: a D�maso e a Marividros. S� nos �ltimos tr�s anos perderam o emprego neste sector cerca de 3000 trabalhadores na regi�o.

- O alargamento da Uni�o Europeia veio trazer ainda outros factores de instabilidade e debilitar o Distrito no contexto da economia mundializada. Assiste-se � deslocaliza�o da produ�o e mesmo de meios de produ�o para pa�ses do alargamento at� por empresas da regi�o. Por outro lado, v�rios desses pa�ses concorrem com o Distrito nas mesmas fileiras industriais e agr�colas. Neste contexto, a persist�ncia de factores claramente desvantajosos para a economia nacional e regional � como, por exemplo, os custos energ�ticos e o baixo n�vel habilitacional e t�cnico � tem sido um elemento penalizante da competitividade das nossas empresas e da nossa economia
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- Particularmente vulner�veis encontram-se a cer�mica e o vidro, sectores hist�ricos de forte implanta�o regional e que atravessam s�rias dificuldades sem que se vislumbre da parte do Governo do PS vontade sincera de contrariar este estado de coisas. Estamos perante um governo submisso aos interesses do grande capital nacional e internacional e �s grandes pot�ncias e que n�o equaciona buscar solu�es fora do quadro neoliberal.

- A economia do distrito est� fortemente internacionalizada, o que � um factor positivo, mas as altera�es que se processam na divis�o internacional do trabalho capitalista t�m-na atingido com intensidade.

- O Distrito, tal como o pa�s, apresenta atrasos em inova�o. Em mat�ria de I&D, Portugal det�m indicadores que se ficam em cerca de metade da m�dia da UE. O Distrito apresenta indicadores abaixo da m�dia nacional, o que � preocupante.

- Portugal continua tamb�m com problemas ao n�vel da produtividade. Os indicadores mais recentes, avan�ados num Relat�rio da OIT � Organiza�o Internacional do Trabalho, colocam o nosso pa�s em 21.� lugar entre 29 pa�ses, com uma das mais baixas produtividades da Europa.

- Entre 2003 e 2007 Portugal v� degradar-se o seu desempenho competitivo, passando de 32.� lugar em 2004 para 39.� lugar em 2007, entre 55 pa�ses estudados. Os factores que mais contribu�ram para esta posi�o de Portugal foram o desempenho econ�mico (48.� lugar em 2007) e o da efici�ncia empresarial (44.� lugar em 2007).

- Com uma dimens�o empresarial m�dia inferior � nacional e com atrasos e insufici�ncias ao n�vel da inova�o e da produtividade, o Distrito tem tamb�m, obviamente, problemas de competitividade.

- Ao contr�rio do que diz a propaganda governamental e do patronato, n�o s�o os trabalhadores os respons�veis pela situa�o mas antes o pr�prio governo, os gestores e os empres�rios. Ali�s, o sub-factor menos favor�vel a Portugal � mesmo as pr�ticas de gest�o (50.� lugar).

- A pol�tica fiscal, nomeadamente em sede processual de IVA (reembolsos, entrega do imposto liquidado muito antes do recebimento da factura e novo regime para a constru�o civil e obras p�blicas) e de IRC (pagamentos especiais por conta) � francamente penalizadora do tecido econ�mico regional devido � sua pequena dimens�o m�dia, �reas de actividade e car�cter exportador esmagadoramente para pa�ses da UE.

- Os pre�os da energia el�ctrica e combust�veis, superiores aos praticados em pa�ses e regi�es nossos concorrentes, penalizam muito a Regi�o que det�m uma estrutura econ�mica grande consumidora desses bens.

- No caso do abastecimento de energia el�ctrica, a liberaliza�o do sector, com o fim dos pre�os fixados e a institui�o de contratos individuais, vai criar mais desvantagens competitivas comparativas �s micros, pequenas e m�dias empresas.

� Numa regi�o fortemente exportadora, o ajustamento ao Euro est� a ser penoso e a sua fort�ssima valoriza�o face ao D�lar dos EUA est� a diminuir ainda mais a capacidade exportadora para mercados fora da Eurozona e pa�ses terceiros, bem como a capacidade concorrencial nos pa�ses da Eurozona, onde os seus produtos e servi�os t�m de concorrer com produtos vindos de pa�ses que vendem em d�lares norte-americanos ou cuja moeda n�o est� indexada ao Euro
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- Invocando a necessidade de responder aos s�rios problemas que o capitalismo enfrenta, o grande capital tem conduzido uma fort�ssima cruzada contra os trabalhadores e os seus direitos duramente conquistados ao longo de mais de um s�culo de �rduas e incessantes lutas. Nesta ofensiva global tem contado com a cobertura e iniciativa dos partidos da direita (PSD e CDS-PP) mas tamb�m do PS.

- Estamos na presen�a de uma ofensiva contra os direitos laborais e sociais sem precedentes. O governo do PS, contrariando as suas promessas, amplia tal ofensiva pretendendo introduzir a chamada flexiguran�a, que mais n�o � que a liberaliza�o dos despedimentos e dos hor�rios de trabalho e a destrui�o da contrata�o colectiva.

� Esta ofensiva alarga-se �s fun�es sociais do Estado e ao poder local democr�tico degradando o n�vel e a qualidade de vida dos trabalhadores e da generalidade das popula�es, empobrecendo a democracia, agravando as assimetrias sociais e territoriais e enfraquecendo a economia.

- Neste ataque, lamentavelmente, se alguma coisa distingue a direita partid�ria do partido socialista � o afinco deste no desmantelamento dos direitos sociais e laborais e na atribui�o de novo ao Estado de fun�es meramente repressivas, ficando as fun�es sociais apenas com car�cter residual.

- O PS, em clara afronta � Constitui�o da Rep�blica, pretende de modo muito c�lere apagar da filosofia da interven�o do Estado qualquer ideia de solidariedade e redistribui�o para instituir e consolidar uma filosofia repressiva, por um lado, e assistencialisto-caritativa, por outro.

- Tamb�m aqui no distrito assistimos � imposi�o das pr�ticas ditadas pela cartilha do discurso oficial neoliberal que apresentam sempre como solu�o para os problemas de produtividade e competitividade a generaliza�o da precariedade do emprego, a desregulamenta�o das rela�es laborais, a liberdade total de despedimento, o aumento do hor�rio de trabalho, a flexibilidade total e a repress�o, por vezes feroz e violenta, como tem acontecido em v�rias empresas da Regi�o, provocando forte instabilidade aos trabalhadores e suas fam�lias e a degrada�o da sua qualidade de vida
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- Ao inv�s, o que se imp�e para melhorar a situa�o econ�mica no Distrito � superar as insufici�ncias e defici�ncias da gest�o e da organiza�o da produ�o ou das actividades operacionais e promover a qualifica�o dos trabalhadores, a eleva�o do n�vel habilitacional, a contrata�o de quadros com forma�o superior, o est�mulo � criatividade e envolvimento dos trabalhadores, a melhoria das condi�es laborais e sociais e ainda estimular a coopera�o empresarial.

- As pol�ticas de direita, persistindo num modelo de desenvolvimento de baixos sal�rios, numa especializa�o de fraco valor acrescentado, na subcontrata�o e na fraca valoriza�o do potencial regional, por um lado, e na submiss�o aos interesses do grande capital e das grandes pot�ncias, por outro lado, est�o a criar s�rias dificuldades � economia regional e a degrada�o da situa�o social no Distrito, n�o promovendo alternativas inovadoras capazes de estimular o sector produtivo, o desenvolvimento sustentado assente na promo�o do trabalho qualificado e valorizado, o emprego com direitos e uma justa distribui�o da riqueza.



- A ind�stria transformadora deve ser defendida, valorizada e potenciada, aproveitando o conhecimento e o saber-fazer seculares. Em 2002 e 2003 pertenciam � ind�stria transformadora 11% das sociedades sedeadas no Distrito, 7.220 em 2002 e 6.955 em 2003, e 39% (50.404) dos trabalhadores assalariados estavam ao seu servi�o em 2003, contra 41% (52.399) em 2002, o que corresponde a uma quebra de quase 4% no n�mero de trabalhadores ao servi�o.

- Os sinais preocupantes de evolu�o n�o deixaram de se fazer sentir nestes �ltimos anos, n�o s� nos sectores tradicionais e que geram mais emprego, como a cer�mica e o vidro, mas tamb�m no sector dos moldes, todos sectores profundamente dependentes de mercados externos. S�o as dificuldades inerentes � diminuta dimens�o, � gest�o e organiza�o do trabalho deficientes, � fraca inova�o dos produtos, � baixa incorpora�o t�cnica e cient�fica, � fraca coopera�o inter-empresas e destas com o sistema cient�fico-t�cnico e � dificuldade persistente de afirma�o de pol�ticas comerciais aut�nomas.

- Os custos da energia e dos combust�veis claramente acima dos pre�os de fornecimento �s empresas de outros pa�ses nossas concorrentes, s�o factores que agravam os custos finais de produ�o, introduzindo claras desvantagens competitivas. N�o h� uma pol�tica de defesa dos sectores produtivos.

� A manuten�o de uma estrutura empresarial atomizada, as baixas habilita�es liter�rias e t�cnicas dos trabalhadores, o baixo n�mero de quadros t�cnicos superiores nas empresas e o fraco recurso � forma�o profissional s�o factores que constituem s�rios entraves ao desenvolvimento consolidado da ind�stria regional. O n�vel habilitacional na regi�o continua a ser inferior � m�dia nacional, j� de si fraca, com menos diplomados com graus m�dios e superiores.

- Cristalaria

- Deu-se o colapso da Vitrocristal que gorou as expectativas criadas com a sua constitui�o. O processo de reestrutura�o da cristalaria, conduzido � margem das organiza�es dos trabalhadores, falhou.

- Tal como as coisas est�o s� h� capacidade de produzir para nichos de mercado, embora empres�rios defendam que com a redu�o de custos energ�ticos e pol�ticas de defesa e promo�o deste sector haveria capacidade de novo para produzir em larga escala.

- O sistema cient�fico e t�cnico e as empresas interagem pouco e sem perman�ncia.

- A credibiliza�o dos produtos portugueses exige um trabalho met�dico e consistente para melhorar a qualidade do vidro, a qualidade t�cnica e art�stica dos produtos e a sua contemporaneidade.

� Pelas crises profundas que tem atravessado e por praticar remunera�es inferiores a outros sectores, sofre de algum desprest�gio social e tem lacunas s�rias ao n�vel habilitacional e da forma�o dos seus activos.


Moldes e Pl�sticos

- Na ind�stria de moldes encerraram diversas empresas e v�rias atravessam dificuldades. O sector tem atravessado um per�odo de dificuldades com a deslocaliza�o de produ�es para o leste europeu e, sobretudo, para a �sia (seguindo as tend�ncias das ind�strias contratantes), com o esmagamento de pre�os e a dila�o dos prazos de pagamentos por parte da ind�stria autom�vel, que nos �ltimos anos se tornou o cliente dominante da ind�stria de moldes regional.

- Apesar de nos �ltimos meses se notar uma melhoria na carteira de encomendas entre a maioria das empresas sobreviventes, n�o se pode, por agora, falar em invers�o sustentada da situa�o que o sector tem atravessado.

- Embora neste ramo industrial os problemas n�o assumam um car�cter t�o agudo como nas ind�strias tradicionais do vidro, da cer�mica e das madeiras e mobili�rio, tamb�m aqui se sentem as defici�ncias ao n�vel da forma�o profissional, do dom�nio e utiliza�o plena da mais recentes inova�es tecnol�gicas, na coopera�o com os sistemas cient�fico e do conhecimento nacionais, dos prazos de entrega, etc.

- A excessiva depend�ncia da ind�stria autom�vel europeia � um elemento de preocupa�o. Altera�es estrat�gicas, como a deslocaliza�o, podem trazer graves consequ�ncias.

- Esta ind�stria tem, contudo, potencialidades nos planos da forma�o e qualifica�o da for�a de trabalho, da capacidade de gest�o, do n�vel organizacional e do dom�nio na utiliza�o dos meios de produ�o que superam em muito os das ind�strias tradicionais. O sector, dos mais avan�ados no pa�s, encerra um enorme potencial, inclusive para dissemina�o de m�todos e tecnologia por outros sectores.

- Do governo portugu�s esperava-se mais apoio, particularmente quanto � divulga�o da fileira e � inova�o tecnol�gica.

- O sector de pl�sticos, redireccionado nos �ltimos anos para os pl�sticos t�cnicos, sobretudo para a ind�stria autom�vel, e a embalagem, apresenta um enorme potencial e capacidade de expans�o. A excessiva depend�ncia do sector autom�vel, tal como nos moldes, merece a maior aten�o e a procura de alternativas.

- O tecido econ�mico da Regi�o tem uma rica experi�ncia de internacionaliza�o que urge saber aproveitar, nomeadamente com vista � resolu�o dos problemas de gest�o, de inova�o, coopera�o inter-empresarial, produtividade, competitividade e aproxima�o a novos mercados. As experi�ncias de internacionaliza�o e expans�o da actividade operacional para mercados externos s�o uma mais-valia regional.

� A economia s� tem a ganhar se os empres�rios e gestores entenderem que a salvaguarda e promo�o de direitos sociais e laborais e uma distribui�o mais justa dos rendimentos gerados nas empresas lhes trar� vantagens acrescidas quer directamente na empresa, pelo incentivo � disponibilidade e criatividade dos trabalhadores, quer pela expans�o da actividade econ�mica regional. Trabalhadores com rendimentos mais elevados e com direitos t�m condi�es para promover a eleva�o do seu n�vel social e cultural e aumentar e qualificar o consumo de bens e servi�os.

- Promover ou apoiar a cria�o de condi�es parit�rias com outros pa�ses europeus, particularmente nos dom�nios da energia e dos combust�veis.

- Continuar a luta por medidas de apoio �s ind�strias estabelecidas, com programas para os sectores em crise, nomeadamente a ind�stria vidreira e cer�mica, que promovam a sua moderniza�o e novos m�todos de gest�o, organiza�o da produ�o e da comercializa�o.

- Defender e valorizar a ind�stria regional atrav�s da discrimina�o positiva das micro, pequenas e m�dias empresas na distribui�o dos fundos nacionais e comunit�rios e uma mais substancial participa�o do distrito nos programas nacionais, nomeadamente no apoio a programas regionais e empresariais de forma�o profissional.

- Pol�ticas e medidas concretas que permitam � cristalaria repor factores de competitividade com as suas concorrentes, no respeito pelos direitos sociais e laborais dos trabalhadores.

- Criar um fundo de apoio � exporta�o, nomeadamente para a ind�stria de moldes, a fim de fazer face � grande dila�o de prazos de pagamento da ind�stria autom�vel.

- Promover a diversifica�o dos ramos industriais regionais, particularmente em zonas onde predomina a mono-ind�stria ou uma excessiva especializa�o, dando especial aten�o ao desenvolvimento de novas ind�strias e servi�os que permitam acrescentar valor �s produ�es regionais (�rea alimentar, madeiras e mobili�rio, m�rmores, etc.),

Nota final:

Caso estejam interessados est� pronto o livro da �Confer�ncia Econ�mica e Social do Distrito de Leiria�, realizada no final do ano passado.

Anónimo disse...

Este estuda para "Fidel" ..... pelo menos já consegue escrever discursos de 6 horas ....

Anónimo disse...

Toma lá!

E alguem disse que o discurso do rapaz era demasiado vago!

Anónimo disse...

Aonde estão as soluções para os problemas??

Anónimo disse...

As soluções são sempre as mesmas .... bandeiras pretas.

folha seca disse...

Este "escrito"publicado pelo "anonimo"2/3/2008 5:59
Fez-me recordar um episodio passado ha 30 anos aprox. que mostra o ridiculo em que certo tipo de carreiristas da politica caem com bastante frequencia. Aqui vai a estória...

Num comicio com a presença de Alvaro Cunhal foi incubido um jovem funcionário do partido de fazer uma intervenção em nome do seu organismo...eu estava junto de um camarada com uma forte formação e como tal conhecia de cor e salteado quase tudo o que Karl Marx; Engels e Lenine tinham escrito...O jovem funcionaria lia com grande veemencia o discurso e tal eram as palavras bem ditas que a assistencia batia palmas com bastante frequencia.O meu companheiro ia ficando cada vez mais desconfiado e ia-me dizendo que conhecia aquilo de qualquer lado...

Um dia ou dois depois esclareceu-se:

O tal funcionário copiou um capitulo do Capital e foi esse o discurso que ele leu.

Anónimo disse...

É mesmo uma cópia do documento aprovado da “Conferencia Económica e Social do Distrito de Leiria”, realizada no final do ano passado, e sobre a qual está ser editada uma brochura.

Aliás como está escrito no comentário anterior.

Que tal ler antes de mandar papaias?

E sobre a matéria em causa? Nada! V. Excia tem a criticar ou a acrescentar algo?

É compressível esta postura, até porque a maior parte dos assuntos que são aqui trazidos, são tratados desta forma… é pena!

Fica claro quem é que quer parecer o que de facto não é.

Erro meu julgar que se pretendia discutir a matéria.