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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Revista de Imprensa (actualizada)

"Orçamento da Câmara da Marinha Grande aprovado com votos do PCP e PSD"

O orçamento e as grandes opções do plano da Câmara da Marinha Grande foram aprovados ontem em reunião extraordinária do executivo, com os votos favoráveis dos três vereadores do PCP e do vereador eleito pelo PSD.

Por sua vez, os três vereadores do PS votaram contra estes dois documentos que serão submetidos à aprovação da Assembleia Municipal, no dia 28 de Dezembro.

O orçamento prevê um montante de 35 milhões de euros.

(surripiado do Região de Leiria)


declarações de voto aqui

9 comentários:

Wolverine disse...

Gostei particularmente da frase final:

"O Vereador Sérgio Moiteiro pediu para subscrever a declaração do Sr. Presidente, o que foi aceite."

Este Vereador parece aquela figura triste que acompanha sempre, qual cachorrinho, o seu amo... Tal a necessidade que tem de se fazer notar e tentar deixar o seu nome para os anais da História da Marinha Grande que recorre a todo e qualquer método para o fazer... Este pseudo-vereador já parece o Topo Gigio...sempre com medo de ser esquecido...

Se calhar deviamos oferecer-lhe um Sequim D'Ouro agora pelo Natal...mas em latão.

Wolverine disse...

De tal modo hilariante foi a minha anterior intervenção (modéstia à parte), que me esqueci de comentar a notícia em si...
Pois bem, sendo que existem 35 milhões de euros para aplicar na gestão da Câmara, vamos ver se esta "gerência" é assim tão melhor como apregoa e como eu sinceramente espero que seja. Tempo demais já se perdeu e quem se lixa sempre é o mexilhão. A nossa cidade está velha e feia, Srs. Vereadores! Ao invés de andarem a acusar-se mutuamente, olhem para baixo por um bocadinho e vejam o estado em que está esta cidade: vende-se droga às claras mesmo ao lado da esquadra, estão cartazes a anunciar greves e outro tipo de propaganda política á entrada de rotundas e que tiram a visibilidade aos condutores, temos pequenos troços de estrada que mais parecem picadas em vários pontos da cidade(entre o ciclo preparatório e o cruzamento do Casal do Malta, entre a pastelaria Snoopy e o cruzamento do Cimarina...), vê-se pouco policiamento na cidade, enfim...não é preciso fazer muito para dar um alento ás pessoas, sendo que estes pontos que enumerei têm uma importância relativa face à falta de infraestruturas de que carece o concelho. Mas decerto que concordarão comigo quando digo que, se tirarmos o aspecto velho e degradado à cidade, a disposição das pessoas melhora... Uma última sugestão: perdoem-me se estiver enganado, mas penso que o edifício da Resinagem nem sequer é da Câmara (penso que pertence à Direcção das Florestas). E que tal negociar com esta a utilização do edifício para espaço de diversão ou restauração com as despesas de reparação e manutenção pagas por quem se fosse instalar em troca de algum tempo sem pagar renda pelo espaço? Sempre se puxava gente para o centro da cidade e regenerava-se um espaço importante para todos nós... Poderíamos ter um cinema de um lado da rua e restauração do outro...

Deixo à consideração do executivo esta proposta, pedindo só para que não fosse o Topo Gigio a gerir o processo, senão ainda temos que reparar o edifício e ainda pagar para ficar vazio...

Folha Seca disse...

ó wolverine

Devias ter visto(e ouvido á socapa)
a intervenção do homem sexta feira passada no jantar de funcionarios da camara na praia da vieira. não deu para ouvir muito porque não estava no jantar... mas por "azar" deu-me a vontade de fazer uma necessidade e o wc ficava daquele lado...que saudades daqueles plenários em que participei durante muitos anos(ainda dizem que já não há revolucionários)

Pirolito disse...

Nesta Quadra faço tréguas.
Fecho o saco (das asneiras) e liberto a pomba branca da paz e da harmonia!
Para parolices tenho todo o resto do ano e, se o Menino Jesus quiser, não me irão faltar oportunidades para soltar gás pelas ventas... Se vim hoje aqui, foi só para desejar a todos os frequentadores deste Blog um Natal Feliz e um Ano Novo com muitos trocos no bolso e muitas mais ideias (realizáveis) na cuca!!

Então, piroliticamente falando, cá vai um brinde à vossa e… à minha!
Hip, hip, urra...

vinagrete disse...

Apesar de estarmos na quadra Natalícia, não vejo razão para "tréguas", porque não encaro a minha participação neste blog como um acto de guerra.
Porque acho que o tema é muito interessante e dá pano para mangas, penso que se abre uma janela de oportunidade para se tentar perceber o que é o Orçamento da Câmara e como funcionam as suas variáveis financeiras.
Infelizmente, muita da "CASSETE" da pesada herança acaba por passar, porque as pessoas não conhecem como é feita a gestão financeira da Câmara.
De uma maneira muito simples, imaginemos a administração da nossa casa.
Assim, para a organização da nossa economia doméstica, nós temos que gerar e tentar aumentar as Receitas, controlando as despesas correntes da nossa vida familiar, com a alimentação, água, luz, comunicações, combustíveis, saúde, seguros, etc.
Todos nós procuraremos obter poupança, isto é, gastar menos do que recebemos, para investir em bens patrimoniais que aumentam o nosso património e são considerados Investimentos.
Se a poupança não for suficiente para pagar os investimentos que consideramos importantes, poderemos recorrer a empréstimos bancários, avaliando bem o risco do endividamento, ou seja, se o valor dos juros, mais a amortização do capital são suportáveis face aos nossos rendimentos normais. No caso das famílias, a taxa de esforço não deve ser superior a 35% do rendimento.
Se estas premissas forem respeitadas, nós poderemos estar devedores de somas importantes, mas temos a gestão da nossa casa equilibrada.
Numa Câmara é quase a mesma coisa, salvaguardadas as devidas proporções e as regras financeiras e orçamentais que terão de ser respeitadas.
As Câmaras obtêm dois tipos de Receitas:
A - CORRENTES
GERADAS PELAS RECEITAS PRÓPRIAS DO MUNICÍPIO COM AS TAXS E LICENÇAS, FORNECIMENTO DE ÁGUA, RECOLHA E TRATAMENTO DE EFLUENTES E DE RESÍDUOS SÓLIDOS.
A ESTAS ACRESCEM AS QUE VÊM DO o
ORÇAMENTO DE ESTADO.

B - DE CAPITAL
ESTAS RECEITAS PROVÊM DA VENDA DE TERRENOS OU OUTRO PATRIMÓNIO DO MUNICÍPIO E AS QUE SÃO TRANSFERIDAS DO ORÇAMENTO DE ESTADO

Do lado da despesa, a situação é semelhante e esta divide-se em dois tipos:
A - CORRENTE
SÃO AS CHAMADAS DESPESAS DE FUNCIONAMENTO, EM QUE A COMPONENTE MAIS PESADA É A DOS SALÁRIOS, A QUE SE JUNTAM TODAS AS OUTRAS, COMO AS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS, ENERGIA ELÉTRICA COM ILUMINAÇÃO PÚBLICA, ESCOLAS E OUTROS EDIFCIOS CAMARÁRIOS, CONSERVAÇÃO E REPARAÇÕES DIVERSAS, CONSUMÍVEIS, COMBUSTÍVEIS, COMUNICAÇÕES, ETC.

B - CAPITAL
ESTA DESPESA É AQUELA QUE REFLECTE OS INVESTIMENTOS DA CÂMARA EM ESTRADAS, ESCOLAS, MUSEUS, VIATURAS, MÁQUINAS, EDIFÍCIOS, PARQUE E JARDINS NOVOS E EM TUDO O QUE SEJAM BENS DE LONGA DURAÇÃO.
Ora aqui chegados, consideraremos boa gestão a que for capaz de gerar receitas correntes suficientes para suportar as despesas do mesmo tipo, criando excedentes de exploração que poderão ser aplicados em Obras de Investimento. Assim sendo convem tentar conhecer o que as contas da Câmara revelaram até 2005 e o que revelam a partir dessa data.
Como os tais excedentes de exploração ( se os houver) não são suficientes para cobrir o valor total dos investimentos que é preciso realizar, a Autarquia pode recorrer à venda de bens imobiliários ( se os tiver), à verba que vem do Orç. de Estado só para esse efeito e ainda recorrer a financiamentos bancários de longo prazo.
E é aqui, nesta fase, que se mede a estatura dos gestores públicos que elegemos para a Câmara.
Podemos fazer uma gestão defensiva, assegurando o funcionamento do Município sem riscos, mas travando o investimentos e atrasando a satisfação das necessidades básicas dos munícipes, ou, em alternativa, medir e comparar a antecipação da construção dos investimentos que a população reclama, recorrendo ao crédito ou a parcerias público-privadas, sempre com a monitorização da taxa de esforço para liquidação das responsabilidades assumidas.
Até 2005, o serviço da dívida da Câmara(juros mais amortizações de capital)representava cerca de 5% do total das receitas do município. Este rácio está muito longe de poder ser considerado exagerado e muito menos pode ser usado para justificar a falta de obra deste executivo.
Importa dizer que as Câmaras só podem contraír empréstimos para fazer Obras e que essas obras, decorrendo no Concelho, são um factor de dinamização e vitalidade económica, pelos empregos que geram e pelo grau de satisfação que obtêm junto da população.
Como a conversa já vai longa, muito gostaria de ver os planos e Orçamento publicados no Site da Câmara, para que os pudéssemos consultar.
Feliz Natal.

Anónimo disse...

Como será na Assembleia Municipal?
Será que o AAutocolante vai levar de novo os "Super Vendedores" afim de tentar influenciar os deputados??
Quem vai estar sentado na bancada do PSD??
Será que o Bloco de Esquerda vai viabilizar o presente Orçamento??

Anónimo disse...

Vá lá. Alguém que conhece o Orçamento deve frequentar este espaço de calhandrice.
Mande para cá os números, de preferência desde 2005 e indicando o total que estava a render juros em depósitos a prazo.
Com os diabos, não é pedir muito a quem sabe, para esclarecer a malta.

Anónimo disse...

sim sim o salazar tambem fazia essa analogia da gestão do governo com a casa. muito bem, fica-te de facto muito bem... porque não aproveitar e ir interrogar alguns sindicatos e identificar esses perigosos agitadores profissionais ao srviço do PC?

Anónimo disse...

Caro anónimo das 4h32.
O que é que os comentários ao Orçamento têm a ver com Salazar?
Gestão orçamental é matemática pura.
Gestão de objectivos e de expectativas é um exercício de bom senso, mas um e outro terão que estar relacionados.
Sindicatos, agitadores do PCP, profissionais ou amadores, serão assuntos que o meu amigo parece conhecer bem e que eu desconheço.