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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Revista de imprensa (actualizada)


"PS acusa executivo de violar Plano de Pormenor"

Os socialistas da Marinha Grande acusam o executivo camarário de violar o Plano de Pormenor da Zona Desportiva, por ali ter instalado tendas para o Mercado Municipal, com base num parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro. Presidente da autarquia nega


A presidente da Comissão Política Concelhia do PS da Marinha Grande, Teresa Coelho, denuncia que a coligação no executivo camarário (CDU/PSD) está a violar o Plano de Pormenor (PP) da Zona Desportiva, por ter ali ter instalado provisoriamente tendas para a realização do mercado municipal.
Em conferência de imprensa - que contou com a presença de dois vereadores, José Lebre e Cidália Ferreira, e do líder do PS na Assembleia Municipal, Rui Rodrigues -, a presidente da estrutura concelhia baseou-se num parecer da Comissão de Coordenação da Região Centro (CCDRC) - que refere “que a instalação do Mercado Municipal em terrenos abrangidos pelo Plano de Pormenor da Zona Desportiva da Marinha Grande, viola este plano” -, para anunciar que o documento irá ser enviado para a Procuradoria Geral da República e para a Inspecção Geral da Administração Local (IGAL).
O parecer, segundo Teresa Coelho, pedido pela autarquia marinhense no passado mês de Maio, vem dar razão às dúvidas levantadas pelos socialistas na Assembleia Municipal (AM), em Setembro do ano passado, sobre a instalação provisória de tendas em terrenos da Zona Desportiva.
Em Outubro do mesmo ano, o assunto foi abordado numa reunião do executivo e, em Dezembro, os socialistas voltaram a levantar o assunto numa reunião do órgão deliberativo.
Em Maio deste ano o executivo liderado por Alberto Cascalho decidiu pedir um parecer à CCDRC, que o enviou no dia 19 de Junho. “Só tivemos conhecimento do documento este mês, ou seja, dois meses depois de a autarquia o ter recebido. Será que se terão esquecido”, questiona Teresa Coelho, criticando a postura do executivo, por “menosprezar” os vereadores do PS e “relegar” para segundo plano as propostas que são apresentadas.
Rui Rodrigues, líder de bancada do PS na AM, classifica de “barracada”a instalação do Mercado Municipal na Zona Desportiva e que a situação provisória parece estar a passar a definitiva, uma vez que já se arrasta há mais de um ano. “Este executivo trata os assuntos com muita leviandade e os vereadores do PS são relegados para segundo plano, sem que sejam respeitados os seus direitos de oposição, ou seja, têm de ser informados na sessões de câmara e contactados para discutir e analisar os assuntos”, acusa o advogado, salientando que a pavimentação do espaço para a instalação das tendas foi de “ajuste directo”, quando “deveria ser através de concurso público”.

Alberto Cascalho diz que está de consciência tranquila

Alberto Cascalho, presidente da Câmara em exercício, diz que está de “consciência tranquila” e considera que “não houve” violação do PP da Zona Desportiva, uma vez que o Mercado Municipal está a funcionar provisoriamente naquele local. “Fomos confrontados com o encerramento das instalações do Mercado Municipal e tivemos de encontrar, no imediato, uma solução que é provisória”, explica o autarca, acusando os socialistas de estarem a denunciar um caso que foi “amplamente” discutido.
“É necessário que as pessoas tenham mais ética, porque não temos uma varinha de condão para resolver o problema de um momento para o outro”, acrescenta Alberto Cascalho, adiantando que os “grandes problemas” existentes na Marinha Grande “são resultado de uma má gestão socialista durante 12 anos”.
O presidente da autarquia lamenta que os socialistas tenham revelado o conteúdo do parecer da CCDRC - que só não chegou mais cedo à AM “devido ao período de férias” -, e não tenham feito referência a um outro parecer de uma “conceituada jurista”, que lhes foi entregue, “onde diz que não há violação de qualquer PP”. “O PS anda em campanha eleitoral desde o dia em que este executivo tomou posse, mas a nossa preocupação é resolver os problemas da população, que é para isso que nos elegeram”, sustenta, concluindo que vai esperar “com tranquilidade” o desenrolar de todo o processo.



(surripiado do Diário de Leiria)

8 comentários:

Anónimo disse...

Lembra-se o PS do suposto novo mercado, que pela sua super gestão nunca chegou a abrir? Lembram-se, PCP e PS dos processos de contra-ordenação intentados pela ASAE contra algumas das vendedoras de peixe?
Vergonhosa a politica feita no concelho da Marinha Grande...

Acintoso disse...

Tenho de dar razão a este anónimo.
O concelho da Marinha Grande merecia melhor...

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

Lembro-me de receber em casa uma publicação municipal com um projecto de requalificação da zona histórica da Marinha Grande, com um aproveitamento do Edifício da Resinagem (ex-mercado municipal) bastante intertessante, com esplanadas, etc. Neste âmbito, o novo mercado municipal ficaria alojado no edifício do Atrium, devidamente preparado para tal (sendo quase a razão da construção de tal edifício).
O que é um facto é que por incompetência prática (para não dizer política, porque essa é, à priori, incompetente) e, talvez, por interesse de alguém ou alguns, o edifício da resinagem foi deixado, pelas autoridades, a degradar-se até ao culminar que se observou. Já o novo mercado municipal é o símbolo da trafulhice e oportunismo do anterior executivo PS que permitiu que interesses privados se sobreposessem aos intresses públicos com a agravante de serem coniventes com essa mesma situação. A Tereza Coelho, a quem foi atribuído uma função feita à medida dela em jeito de panelinha, vem agora com virtuosismos criticar a caca que os outros fazem, quando ela própria, eventualmente, poderia ter feito algo de mais construtivo acerca da situação em causa quando possuia o tacho, mas preferiu, por qualquer razão sinistra não o fazer.
Estes senhores do executivo actual que, se bem se lembram, nunca esperavam voltar tão cedo ao poder camarário e quase se assustaram com tal quadro, já deram mais que prova de incompetência e apatia, sendo a falta de dinâmica e a técnica do desenrrasca as características ilustrativas de tudo o que fazem.
O que é pena é que a Marinha Grande, como cidade industrial, histórica e turística que é (ou foi?) tem muito mais potencial do que o que está a ser operacionalizado, e todo este marasmo e fajutice a que tem vindo a ser sujeita tem vindo a resultar num empobrecimento municipal do qual o deserto em que se encontra o centro é um exemplo. O mercado municipal ser numa barraca na antiga feira dos porcos é só mais uma metáfora -quase literal - para as capacidades e aquilo que o executivo actual têm para dar à comunidade!

Marinhense atento disse...

Com excepção de alguns pormenores, eu quase diria que poderia subscrever o texto anterior.
Vamos lá a ver se os partidos cá da terra (com responsabilidade acrescida para o PS) saberão apresentar-se às próximas eleições com gente de qualidade e programas dignos desse nome.
Estamos cá todos para ver.

Anónimo disse...

Comentários de grande valor, contudo não se esqueçam que o concelho da Marinha Grande não se resume ao centro da cidade ... aos votos dos citadinos...

Anónimo disse...

Na realidade o anónimo anterior tem razão, basta ver a vergonha que foi a primeira parte da Assembleia Municipal realizada na Moita na passada Terça Feira.
O PS na tentativa de esconder o péssimo trabalho desenvolvido na freguesia da Moita, procurou e conseguiu desviar as atenções para a questão do Mercado e afins.
As questões da Freguesia ficaram para os muitos residentes que ali estavam sedentes de ouvir falar do Seu lugar. Espero que na segunda parte se possa discutir e levantar questões e necessidades prementes para toda uma população que merece mais e melhor.

Wolverine disse...

Meu senhores, sejamos francos: na Marinha, à semelhança do resto do país, nunca são escolhidos para cabeça de lista os mais capazes, mas sim os que subiram dentro dos partidos à custa de favores e atitudes menos sérias. É caso para dizer são sempre os incompetentes que são eleitos para os lugares de decisão. Sendo assim, não é de admirar a actual situação do país e por consequência, da cidade da Marinha...

O jogo que eles jogam é o mesmo desde há mais de 30 anos para cá: o jogo do empurra.