.
.
Mostrar mensagens com a etiqueta eu sou um munícipe compreensivo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eu sou um munícipe compreensivo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de setembro de 2008

Tarifa de disponibilidade VI - Perguntar não ofende

É evidente que estamos gratos à coligação maravilha, do fundo do coração, por esta sua preocupação em baixar as taxas de IMI, e à oposição pela sugestão de que o dito desagravamento fosse ainda maior. Estamos mesmo muito gratos. Mas, desculpem insistirmos, se querem mesmo desagravar os orçamentos familiares não seria mais fácil se acabassem com aquela tarifa ilegal e ridícula que se lembraram todos de aprovar? Sim, é essa mesmo, a da disponibilidade. Vá lá, não custa nada. Vão ver que não dói e ainda ficam bem na fotografia. Nós acreditamos que foi apenas um pequeno lapso.
.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Revista de Imprensa

"Moita sem PDM há sete anos"

Desde 2001, altura em que deixou de integrar o concelho de Alcobaça, que a freguesia da Moita espera fazer parte do Plano Director Municipal da Marinha Grande, processo que está a causar alguns constrangimentos com atrasos de vários processos, nomeadamente de obras particulares


Sete anos depois da passagem administrativa e territorial da freguesia da Moita para o concelho da Marinha Grande, aquela localidade, que até 2001 integrava o concelho de Alcobaça, continua com constrangimentos ao nível do Plano Director Municipal (PDM). O mesmo significa que, desde aquela data, a freguesia da Moita não está abrangida por nenhum PDM, dado o processo de revisão relativo a concelho marinhense ainda estar longe de se concluir.
"É verdade, não foi resolvido em 2001, altura em que deveria ter sido iniciada a revisão do PDM da Marinha Grande", admite o presidente da Câmara Municipal da capital vidreira, em funções no executivo desde o início do corrente ano. O autarca aponta que, por força de "várias razões" para a revisão do PDM ter tido início há mais tempo, enquadra-se o facto do "aumento do território" do concelho, com a integração da Moita.
"Neste momento estamos a tentar resolver o problema em duas frentes. Numa perspectiva de a curto prazo - para além de se consultar todos os condicionalismos da REN e RAN (reservas Ecológica e Agrícola nacional) -, temos um grupo de trabalho constituído por elementos divisão de Planeamento e da divisão de Licenciamento de obras particulares, que já iniciaram trabalhos com vista à realização de uma proposta a apresentar à Assembleia Municipal, com vista à aprovação de algumas medidas", explicou Alberto Cascalho, acrescentado que a outra medida passa por aprovar, até ao final do ano, o início do processo de revisão do PDM.
"Até lá implementaremos medidas pontuais", nomeadamente "clarificar melhor a apreciação técnica no que se refere aos processos da Moita", as quais "nunca passarão de medidas transitórias", frisou o autarca, referindo-se ao período que compreende a conclusão do processo de revisão do PDM.
Alberto Cascalho admite que a situação "tem criado algumas dificuldades", dado que alguns processos estão dependentes do PDM, mas sublinha que "tem-se procurado fazer de forma mais equilibrada" tudo o que se refere àquela matéria. Sobre a possibilidade de a situação poder originar algumas situações à revelia da Lei, o autarca da CDU é peremptório: "Estamos a fazer tudo para que não aconteça".

Processos com atraso

Sem conseguir especificar o número de casos pendentes face ao PDM, Alberto Cascalho adianta que "há alguns pedidos, mas não é nenhuma avalanche", sendo que a maioria refere-se a processos de obras particulares. Contudo, admite atrasos naquela matéria.
"Não há dúvida que a apreciação de alguns pedidos [licenciamento de obras] tem sido mais morosa face à situação, neste caso, excepcional" relativa ao PDM.
"Quando em 2001 foi tomada a decisão, pela Assembleia da República, de a freguesia da Moita ser integrada no concelho da Marinha Grande, terá havido um período em que o movimento de processos de Alcobaça para a Marinha Grande foi intenso. Houve pedidos que estavam em apreciação e que foram processados já na sua fase final pela câmara da Marinha Grande", exemplifica Alberto Cascalho, adiantando que houve, e ainda há, "a necessidade de pedir a colaboração da câmara de Alcobaça, o que acontecerá durante alguns anos", frisa o autarca, realçando a colaboração estreita entre ambas as autarquias naquela matéria.



(surripiado do Diário de Leiria)

sábado, 31 de maio de 2008

(I)mobilidade

A propósito dos problemas da mobilidade e dos transportes públicos, o Largo das Calhandreiras publica este fim-de-semana um suplemento sobre a TUMG que talvez valha pena ler e reflectir, uma vez que a memória dos homens é curta. Trata-se do resultado de simples pesquisas feitas na internet sobre o nascimento e evolução da empresa de transportes municipais.
Pensamos que há uma conclusão que é óbvia, inegável e factual, o poder político está há oito anos para implementar um sistema de transportes urbanos na nossa cidade. E isso é muito mau para todos nós, a começar por aqueles que não dispõem de alternativas.
Se este facto por si só já é motivo para alguma reflexão, tudo o que tem acontecido a respeito deste desta matéria, remete-nos para uma questão de fundo, relativamente à qual não se vislumbra resposta: qual é a estratégia dos nossos decisores políticos para a resolução dos problemas de mobilidade do concelho?
Porém, uma coisa parece cada vez mais fazer todo o sentido. Tendo a Marinha Grande condições de relevo excepcionais, as quais permitiriam resolver com relativa facilidade os problemas de mobilidade existentes, uma solução inteligente e sustentável terá obrigatoriamente de passar pela reintrodução da bicicleta com meio de transporte por excelência. A aposta na sensibilização das gerações mais novas para este meio de transporte e a criação de ciclovias dentro dos perímetros urbanos das três freguesias do concelho, poderão ser um primeiro passo. Assim haja inteligência, sensibilidade e vontade política.



quinta-feira, 24 de abril de 2008

"CDU presta contas"? (e vai uma)

Caros amigos da CDU,

eu sei que estão mais preocupados com a intervenção ao Olho mas, por acaso estarão recordados de no ano passado, em pleno mês de Agosto, terem entrado pelo Bambi a dentro com maquinaria pesada, vereadores, engenheiros, capatazes e pedreiros, para fazerem um novo parque infantil? Pois é, o dito parque lá continua por concluir e já só faltam cerca de dois meses para a abertura da época balnear. Talvez no próximo mês de Agosto tenhamos novidades, não é? Chama o povo a isto “tesão de mijo”.


(leitor devidamente identificado*)




* é o que o Berlusconi chama aos anónimos que escrevem lá para o pasquim

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Regulamento às Malvas

A CMMG tem disponível para consulta, no seu site, o Regulamento dos Mercados Municipais da Marinha Grande, depreendendo-se que o mesmo foi aprovado pelo(s) órgão(s) competente(s), publicado em Diário da República e que se encontra em vigor, até porque não há qualquer indicação quanto a uma eventual revogação.

No preâmbulo do regulamento pode ler-se:
.

Por outro lado, quanto à legalidade do mesmo, são indicadas de forma clara as competências atribuídas à Câmara e que levaram à sua formulação:

Dispõe o artº 5º (“Direitos e deveres da Câmara Municipal”):

Da leitura do Regulamento, entre outras disposições, encontram-se previstos os locais onde se localiza o exercício do mercado por grosso e a retalho:

Já quanto à ocupação dos lugares de venda, a mesma encontra-se condicionada aos comerciantes titulares de licença emitida pela Câmara, na sequência de procedimento prévio de hasta pública.

Conclusão:
- caso o presente regulamento se encontre em vigor, salvo melhor opinião, parece manifestamente que o mesmo está a ser violado de forma grosseira, a começar pela própria Câmara que se encontra obrigada a cumpri-lo e a fazê-lo cumprir, e sem qualquer consequência para os prevaricadores. Exige-se por isso o seu cumprimento ou a sua revogação com a adopção de novo regulamento aprovado de acordo com a lei.
- caso o regulamento não se encontre em vigor é uma vergonha que esteja disponível no site oficial duma instituição que representa o Estado, exigindo-se de imediato que seja retirado.

Nota final:
O presente post não tem qualquer intenção moralista, destina-se a chamar a atenção para um grave problema que mina a credibilidade de qualquer estado, o não cumprimento da lei, a começar pelo próprio Estado.
Este é um problema de cultura democrática que só se resolve com uma sociedade que caminhe para uma maior consciência cívica e em que exista uma censura social ao incumprimento da lei. Enquanto as normas forem letra morta não há estado democrático que resista. Este é apenas um exemplo (a ser verdade).

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Obrigados (depende do ponto de vista)

No seguimento da sua política do “quanto pior melhor”, parece que ontem a ASAE apreendeu em Peniche cinco toneladas de delícias do mar com o prazo de validade anterior à chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. Pois eu acho bem. Acho bem porque a malta não pode andar por aí sujeita a comer material estragado. É que não dá saúde nenhuma. E isto só tem a ver com a seriedade das pessoas. Por exemplos, estas delícias do mar que apanhei ontem na Praia da Concha estão fresquinhas e dentro do prazo...
São servidos? Gulosos!...


Ahh! Já agora, antes que me esqueça. Queria também agradecer aos senhores da ASAE porque, graças a eles e à sua atenta intervenção no encerramento do mercado, “cumprindo ordens do Governo PS/Sócrates e dos seus serventuários locais” é certo, pela primeira vez em dois anos e tal de mandato ouvi pela primeira vez a coligação maravilha que nos governa falar dum espaço de cultura para o centro da Marinha. Sempre é um avanço. Ou um recuo. Depende do ponto de vista.
Obrigados.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

hoje é dia de germinação


era uma óptima oportunidade para inaugurar a nova placa... ou como diria um famoso pensador marinhense: "obras de invulgar importância para o desenvolvimento do concelho"

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

PêCê Reage a Post do Largo das Calhandreiras

Esta tarde, algum tempo após ter sido publicado neste (excelente) blog um aturado trabalho de investigação do nosso camarada Zézé Camarinha, o PêCê decidiu substituir João Barros por Alberto Cascalho, na galeria dos presidentes de câmara, no seu site oficial. A substituição é por agora parcial uma vez que dada a ausência de Alberto Cascalho, em missão ao Tarrafal, não foi possível obter uma fotografia tipo passe que permita concluir com êxito a referida substituição.
Tendo em conta que João Barros ainda não renunciou ao mandato, sugere-se que seja indicado no site que Alberto Cascalho é, por agora, presidente em exercício.


Dois Pesos e Duas Medidas

A contrastar com a reacção imediata de substituição do presidente está a substituição da placa do “Beco das Cidades Germinadas”, um caso denunciado pelo Largo das Calhandreiras em 19 de Março de 2007 e ainda sem solução à vista. Volvidos quase dez meses o beco continua sem placa e os moradores começam a mostrar sinais evidentes de stress pós traumático e depressão nervosa. “Se o problema não se resolver rapidamente vamos denunciá-lo à SIC”, afirmou-nos um morador do beco, que se quis identificar mas que nós impedimos. Fica o aviso.

sábado, 29 de dezembro de 2007

é controverso...

A propósito do assassinato de Benazir Bhutto escreve o Deputado Osbaldo, e passo a citar:
“Sirvo-me para título das palavras que "a defensora dos pobres paquistaneses" usou, em entrevista ao "Le Figaro" ,em fins de Outubro passado, poucos dias após um atentado que vitimou mais de 130 mortos e centenas de feridos que assistiam a uma manifestação popular em torno da principal candidata às legislativas no Paquistão.”
Caro Deputado, esta afirmação é no mínimo controversa e até estranha. Em primeiro lugar não é muito vulgar que, como se depreende das suas palavras, mortos e feridos assistiam a uma manifestação popular em torno duma candidata, a menos que a senhora tivesse poderes divinos e os ditos participantes procurassem um milagre para as suas maleitas. Mas já quanto ao atentado propriamente dito, apesar de todos condenarmos o acto, não acha que teria sido bastante pior se o mesmo tivesse vitimado pessoas vivas e de boa saúde, em vez de mortos e feridos? Vá lá Deputado Osbaldo reveja o texto já que numa coisa todos estamos de acordo, a violência nunca tem justificação, nem mesmo num país onde os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos são escrupulosamente respeitados e onde a falecida candidata “defensora dos pobres paquistaneses" nunca tinha sido afastada do governo por corrupção.
Mas pior mesmo teria sido se o orçamento da nossa câmara tivesse sido chumbado pelos “novos” deputados do PSD. Bolas, não ganhei p’ró susto!...

sábado, 15 de dezembro de 2007

LEMBRETE

(Program eleitoral 2005 - CDU)

"UMA GESTÃO MODERNA, DEMOCRÁTICA E PARTICIPADA"

"Concretizar uma gestão democrática, moderna, aberta e isenta, estimulando a participação de todos nos processos de decisão, dialogando com as populações e promovendo a participação dos munícipes na vida da autarquia"

"Introduzir a prática da elaboração do Plano Anual de Actividades e do Plano Plurianual de Investimentos com a participação das populações.”

(...)

Apesar de terem encetado um "novo ciclo", é bom que não esqueçam os compromissos assumidos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Alguém Sabe?

De acordo com informação obtida no Portal do Governo, a Câmara Municipal da Marinha Grande irá receber do próximo Orçamento Geral do Estado 6.010.056€ e as Juntas de Freguesia do Concelho um total 461.878€.



Como não sabemos quais os valores recebidos em 2007, não podemos avaliar se de facto o Dr. Ruas tinha ou não razão.
Se por acaso alguém tiver esta informação, agradecíamos qua a partilhassem connosco.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

E agora camaradas?

Barros Duarte volta para cumprir mandato


Vai regressar à Câmara da Marinha Grande? “Sim, volto”. Para trabalhar? “Sim”. Foi desta forma lacónica, quase de fugida, que um simpático mas visivelmente abatido Barros Duarte respondeu ao REGIÃO DE LEIRIA, de roupão, à porta de sua casa em São Pedro de Moel.


Dentro de 30 dias regressa à Câmara? “Sim, volto”. Para trabalhar? “Sim”. Foi desta forma lacónica, quase de fugida, que um simpático, mas visivelmente abatido Barros Duarte respondeu ao REGIÃO DE LEIRIA, de roupão, à porta de sua casa em São Pedro de Moel.
“Estou doente, não me façam perguntas que eu me sentirei mal se não responder”, disse o presidente da Câmara da Marinha Grande, procurando evitar responder a qualquer questão sobre o actual momento político no concelho e que se centra na eventual renúncia do seu mandato.
Poucos dias depois de o PCP ter anunciado a saída do actual presidente de Câmara, num momento em que Barros Duarte estava de férias e ausente da conferência de imprensa que serviu para anunciar a “novidade”, o autarca refugiou-se em São Pedro de Moel, encontrando-se de baixa médica.
Na manhã de terça-feira, o presidente da Câmara rompeu o “ruidoso” silêncio a que se remeteu para dizer que… não falava, mas já no final revelou que, após a baixa médica, tenciona voltar à autarquia para continuar o seu trabalho. E mais não disse.
A fazer fé nas palavras de Barros Duarte, apesar dos dirigentes acreditarem na renúncia, o PCP fica na mesma: anunciou a saída do presidente e a sua substituição pelo vice-presidente, Alberto Cascalho, o que não se verificou, e tem a oposição à perna, a pedir eleições intercalares.
Dentro do executivo, Barros Duarte parece isolado, contando apenas com o apoio de Artur Oliveira, vereador do PSD, mas não dos seus camaradas, enquanto o PS já só tem olhos para as próximas eleições.


(surripiado do Região de Leiria)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Sem Resposta


"Onde está o Wally? Onde está o João?"
(Osvaldo Castro questionando Alberto Cascalho na última Assembleia Municipal)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

"A Luta Continua"

Barros Duarte mantém presidência à revelia do partido

O presidente da Câmara da Marinha, João Barros Duarte, continua a exercer funções a tempo inteiro, apesar da estrutura local do PCP ter anunciado, no dia 3 de Outubro, que o autarca iria renunciar ao cargo, e que, no dia seguinte, o lugar seria ocupado pelo vice-presidente Alberto Cascalho.
Ao que o Diário de Leiria apurou, Barros Duarte tem desempenhado diariamente as tarefas normais de autarca, incluindo reuniões com os munícipes que pretendem ver resolvidos alguns dos seus problemas.
O autarca entra pela manhã nas instalações da edilidade e, durante o dia, desdobra-se em reuniões no exterior para tratar de assuntos relacionados com o município.
Ontem de manhã, o edil esteve na autarquia a dar seguimento ao expediente diário e à tarde regressou à câmara para prosseguir o trabalho de gabinete, tal como tem feito desde o início do mandato.
Até ao fecho desta edição não foi possível obter um comentário de Barros Duarte sobre as razões que o levam a continuar a exercer as funções de presidente, quando a estrutura local do partido anunciou, em conferência de imprensa, que o cargo seria ocupado por Alberto Cascalho.
Nessa altura, os responsáveis pela estrutuura local do partido, afirmaram “que o camarada João Barros Duarte, de acordo com o PCP, e correspondendo a uma questão há muito colocada, deixará a presidência da Câmara a partir do próximo dia 4 de Outubro, sendo substituído pelo camarada Alberto Cascalho, actual vice-presidente".
Filipe Andrade, coordenador da CDU, apontou a necessidade de renovação e a idade de Barros Duarte (73 anos) como as causas para esta substituição. Referiu ainda que existia um “acordo” entre o partido e o autarca - desde as Eleições Autárquicas de 2005- que previa a sua substituição, apesar de “não ter sido definida uma data”.
Os dirigentes locais do partido elogiaram o trabalho de Barros Duarte à frente do município nos últimos dois anos, por ter dado “expressão ao projecto autárquico do PCP”.


Alberto Cascalho continua número dois


Na conferência de imprensa, Alberto Cascalho (vice-presidente) proferiu um discurso na qualidade de presidente da autarquia, ao anunciar que o Executivo de coligação PCP/PSD poderá ceder pelouros aos restantes partidos, após uma “avaliação política do trabalho realizado nos vários sectores”. “O que está em causa é a gestão dos destinos do concelho, até porque o estado das finanças (do município) é bem mais negro do que aquilo que os comunistas estavam à espera quando ganharam a autarquia”, explicou Alberto Cascalho.
O cargo de vice-presidente deveria estar a ser ocupado pelo ex-dirigente sindical Sérgio Moiteiro, mas como ainda não foi entregue oficialmente a renúncia ao cargo, Alberto Cascalho continua a ser o número dois no Executivo camarário.
O Diário de Leiria não conseguiu, até ao fecho da edição, obter uma reacção de Filipe Andrade, coordenador local do PCP, sobre a posição de Barros Duarte, em manter-se na presidência da autarquia.
João Paulo Pedrosa, vereador do PS na autarquia marinhense, considera que cabe ao PCP resolver o problema criado por João Barros Duarte.

(Diário de Leiria)
.
..

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Fuga Para a Frente

Assessoria de Imprensa da CMMG

Mercado Municipal funciona junto aos Campos de Ténis

A actividade comercial do Mercado Municipal da Marinha Grande está a decorrer temporariamente na Zona Desportiva, junto aos Campos de Ténis, desde o passado sábado, 22 de Setembro. A medida foi tomada pela Câmara Municipal, na sequência do encerramento do Mercado (Edifício da Resinagem), no passado dia 19, decretado pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Para que a actividade do Mercado não ficasse comprometida, já que há mais de 300 pessoas cuja ocupação profissional dali depende directamente e que não poderia ser posto em causa o abastecimento alimentar da população que acorre ao Mercado, a Câmara, dado estar em causa o interesse público, tomou medidas de emergência que permitiram que, em menos de 48 horas, os comerciantes pudessem voltar a vender, embora com algumas restrições.

Na passada sexta-feira, alimentos como frutas e legumes, que não exigem cuidados de refrigeração nem equipamentos de conservação e preparação dos alimentos como a carne, o peixe ou lacticínios, foram vendidos em bancas improvisadas pelos vendedores, na Praça Guilherme Stephens.

Num local onde já haviam sido construídos sanitários públicos, procedeu-se: à pavimentação do espaço, à colocação de três tendas em lona de 375 metros quadrados cada, ao reforço da iluminação pública e à instalação de tomadas eléctricas.

Estas medidas permitem que grande parte dos comerciantes continue a laborar e que a população seja abastecida. Falta agora assegurar que, com a instalação de bancas apropriadas, se criem condições para que o peixe seja vendido.

Esta é, obviamente, uma situação provisória a que a Câmara Municipal foi obrigada a recorrer, perante o encerramento do edifício do Mercado, determinado pela ASAE e o consequente impacto social que acarretaria a sua falta de operacionalidade, para vendedores e população.

No passado sábado, 22 de Setembro, o Mercado foi já realizado na Zona Desportiva, onde a Câmara Municipal tentou proporcionar condições mínimas de higiene alimentar e funcionalidade a vendedores e clientes, o que foi acompanhado no local pelos inspectores da ASAE que comprovaram a existência de condições para o funcionamento do Mercado, com excepção da venda do peixe.

Novo Mercado chumbado

A proposta apresentada pelos Vereadores do Partido Socialista, na última reunião da Câmara, consistia em transferir os vendedores para o edifício do Centro Comercial Atrium, construído pelo anterior Executivo. A pretensão dos Vereadores foi contrariada pelos quatro votos do Executivo permanente.

Estando concluído desde 2003, o espaço nunca foi inaugurado apesar de o Executivo do Partido Socialista ter continuado a gerir os destinos do Concelho até Novembro de 2005.

Com a entrada em funções do novo Executivo, o referido espaço continuou encerrado. Foram mandados efectuar vistorias e estudos que avaliassem as condições funcionais e técnicas daquele imóvel, no sentido de confirmar a sua operacionalidade, de acordo com as disposições legais.

No dia 16 de Janeiro de 2006, no âmbito da vistoria requerida pelo Presidente da Câmara da Marinha Grande, “deslocou-se ao edifício denominado como “Cristal Atrium” a Comissão de Vistorias convocada para o efeito, composta pelos seguintes técnicos:
Pela ARSC: Dr. Artur Felisberto, Delegado de Saúde e Anabela Cruz, Técnica de Saúde Ambiental;
Pelo Serviço Nacional de Bombeiros: Victor Graça, Comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande e Mário Silva, Adjunto de Comando;
Dr. Rui Vinagre, Veterinário Municipal;
Pela Câmara Municipal: Alexandre Fava, Arquitecto, Maria João Oliveira, Engenheira Civil, Carlos Duarte, Fiscal Municipal;
Esteve igualmente presente, como observador, em representação da Protecção Civil, o Sr. Artur Granja.
No local encontrava-se o Sr. Eng.º Massano, que facultou o acesso às várias áreas do edifício”.

O relatório daquela vistoria dá conta que, “dado o parecer desfavorável da ARS e do Veterinário Municipal, o espaço não reúne condições para ser utilizado como Mercado Municipal”. Recorde-se que estes pareceres têm carácter vinculativo.

Por sua vez, o relatório da referida vistoria sanitária redigido por aquelas duas entidades, constata deficiências técnicas e funcionais: a zona de recepção dos produtos na cave é comum ao horto, frutas, carne); o número de monta cargas é insuficiente; o único transporte de mercadorias da cave para o 1º andar é feito por um só elevador; não existem zonas de frio; não é possível efectuar a entrada e saída de viaturas de abastecimento em simultâneo; bancas de venda de peixe com inclinação reduzida; os talhos não apresentam características estruturais que permitam o exercício da actividade para os fins que foram destinados; escadas de acesso aos diferentes andares de dimensão reduzida; entre muitos outros aspectos.

Um relatório de avaliação proposto pela Assembleia Municipal e encomendado pela Autarquia a uma entidade externa, datado de Março de 2007, denota estarmos “perante um lay-out funcional, que não cumpre a legislação em vigor, nem serve os interesses dos vendedores e não serve bem o público”.

Nesse documento, são apontadas soluções de reengenharia externa e interna do edifício, cujas obras se estimam em mais de 2,3 milhões de euros. É também referido que essas obras não permitiriam solucionar deficiências estruturais e funcionais como o abastecimento do mercado e estacionamento para vendedores e utentes, condições sem as quais não é possível o funcionamento como mercado.

Comerciantes do centro tradicional preocupados

Na última segunda-feira, 24 de Setembro, o Vereador das Obras Municipais, Artur Pereira de Oliveira, reuniu com representantes da Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande e alguns lojistas do centro tradicional, que vieram mostrar a sua preocupação pelo encerramento do Mercado Municipal, que afasta o público desta zona do centro da cidade.

Foram apresentadas propostas que, segundo aquela entidade e comerciantes, poderão evitar a desertificação imediata e o encerramento dos estabelecimentos que se encontram ainda em actividade.

Esta é, também uma preocupação partilhada pela Câmara Municipal que, atendendo aos interesses de todas as partes, tentará encontrar soluções que minimizem o impacto do fecho temporário do Edifício da Resinagem.
.
.
E perguntamos nós: ó Senhor Presidente, só se esqueceu de dizer é quanto é que custou esta brincadeira toda para que não fosse "posto em causa o abastecimento alimentar da população que acorre ao Mercado". É que a malta tem direito a ser informada e assim a coisa era mais transparente, não é?

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

"Transportes urbanos chegam no dia 17"


Calma, não se assustem que não é cá! Nós já não vamos em cantigas, somos mais espertos do que os outros.



A cidade de Oliveira de Azeméis vai passar a dispor de um circuito de transporte urbano já a partir do dia 17 de Setembro, anunciou a autarquia.

Depois de testado nos últimos anos, no decurso da Semana da Mobilidade, o circuito de transporte urbano de Oliveira de Azeméis deixa de ter carácter experimental para se afirmar como uma aposta do executivo em termos de mobilidade.
O arranque dos Transportes Urbanos de Azeméis (Tuaz) coincide com o início da semana da Mobilidade, a decorrer entre os dias 17 e 22 de Setembro. O executivo está confiante na adesão do público até porque, «no período experimental o número de passageiros aumentou de ano para ano».
«É a altura certa de colocarmos em marcha este projecto», afirma o presidente do município, Ápio Assunção, sustentando que «a realidade da cidade mudou nos últimos anos em que não estava disponível ao público um conjunto de equipamentos públicos e superfícies comerciais». «Queremos proporcionar a todos os oliveirenses a oportunidade de frequentarem esse grupo de equipamentos como as futuras piscinas, a biblioteca municipal ou complexo desportivo», especificou.
Também o vereador Albino Martins considera «útil este serviço pela falta de mobilidade entre as zonas sul e norte dentro do próprio miolo da cidade».
O vereador admite que no futuro possa «haver ajustamentos, sempre na perspectiva de servir bem a população e colmatar carências ao nível da sua mobilidade».
A influência dos “Tuaz” compreende a zona entre Silvares e Santiago de Riba Ul, beneficiando a zona industrial, o hospital, o futuro centro de saúde e as escolas da cidade. Também as pequenas e médias superfícies vão integrar a linha dos «Tuaz».
O percurso, de aproximadamente quatro quilómetros, vai ser amplamente divulgado em cartazes que serão colocados nas paragens do autocarro, bem como os horários praticados.
O preço do circuito - que inclui 26 paragens - é de 0,70 euros para o público em geral e de 0,50 para as crianças (entre os quatro e os 12 anos), idosos e pessoas portadoras de deficiência.
Existe confiança na adesão do público ao transporte urbano embora, segundo o executivo, seja necessário continuar a trabalhar na sensibilização da população para a utilização deste tipo de transporte alternativo. Nesse sentido estão projectadas, nos próximos meses, campanhas de divulgação do circuito com a primeira a ser lançada durante a Semana da Mobilidade.
«Estamos em condições de servir os oliveirenses que hoje não têm grandes alternativas de transporte e que vão passar a ter maior mobilidade». Albino Martins está convicto que «a população irá aderir ao aperceber-se da importância deste tipo de transporte, quer por razões económicas, quer ambientais». Depois da pedonização do núcleo central, a criação dos transportes urbanos é encarada pelo município como uma das medidas mais importantes para reforçar a mobilidade entre os perímetros da cidade.

(retirado daqui)