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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Revista de Imprensa

"Não Aceitei Compadrices e Caprichos"

Reformado da banca, João Barros Duarte, de 73 anos, foi eleito para três mandatos consecutivos como presidente da Câmara da Marinha Grande, na década de 80, embora nunca cumprisse nenhum até ao fim. Em 2005, conquistou a autarquia ao PS.


No início de Novembro, suspendeu o mandato, após ter sido anunciada pelo PCP, a 2 de Outubro, a sua renúncia, algo que, garante nesta entrevista, nunca fora acordado. Notoriamente magoado, João Barros Duarte insinua que a decisão de afastamento tomada pelo partido resulta de vinganças de "uns quantos". Não os nomeia nem diz directamente se pretende regressar à política.



JNQuando foi eleito presidente, em Outubro de 2005, tencionava cumprir o mandato até ao fim, como afirmou então, ou acordou com o partido a sua saída?



João Barros DuarteEfectivamente garanti que iria cumprir o mandato até ao fim e essa era a minha vontade e determinação. Estava de acordo com a legislatura estabelecida por lei e com o compromisso assumido para com os eleitores que sempre desejei cumprir. Nada estava ou foi acordado para abandonar o cargo a meio.



Quando foi anunciada a sua renúncia, no dia 2 de Outubro, como estavam as suas relações com o partido?

No dia 2 de Outubro, as minhas relações com o PCP estavam normais. Não havia qualquer acordo para rescisão do cargo e consequentemente também não havia qualquer data.



Após o anúncio, optou por remeter-se ao silêncio. Por que não esclareceu de imediato o que se passava?

Não esclareci de imediato a situação porque fiquei surpreso e atónito com necessidade de ponderar do porquê de tal decisão. Que em termos políticos se me apresentava desastrosa e em termos de relacionamento partidário evidenciava a minha marginalização do processo de discussão e decisão de tal medida. O que não era habitual no partido e, para mais, sendo eu a principal figura no processo em causa. O que me deixou de sobremaneira pesaroso e, no imediato, apenas preocupado em descobrir o que é que eu tinha feito para deixar de merecer a confiança do partido, ao fim de 45 anos de militância com serviços prestados, que deram ao partido mais valia, sem qualquer recompensa que não tenha sido o dever cumprido. Por isso, o que procurei foi com serenidade recolher e analisar toda a informação sobre o que podia ter provocado a desconsideração com que estava a ser tratado, para o que até hoje ainda não encontrei outra razão senão má formação moral e mediocridade política dos responsáveis pela situação. Mas, os factos obrigam-me a concluir tratar-se de uma vingança por uns quantos, episodicamente com responsabilidades políticas no partido a nível local, por não me terem conseguido impor, no exercício do cargo para que fui eleito, as suas compadrices, caprichos, vontades e abusos de poder, o que sempre entendi condenável à luz da democracia. Os actores responsáveis pela cena optaram por lançar a sua fumaça, procurando envolver-se na tramóia que artilharam como explicação para o facto político que criaram, a meu ver despropositado e ferido de inconsideração do meio e condições políticas locais do momento.



Está magoado com o partido ou com algumas pessoas? Tenciona voltar?

Estou mais magoado comigo por só ao fim de 45 anos de filiação e militância intensamente vivida, com muitas consequências negativas sofridas na vida pessoal, familiar, profissional e social, descobrir que cometi um grave erro. Que foi ter-me dedicado com tanto empenhamento e determinação na ajuda à construção de algo que julgava respeitar e praticar os valores da democracia, da justiça, lealdade e solidariedade.



Que mensagem tem para transmitir aos marinhenses?

Que o meu envolvimento em todo o processo de candidatura, propostas e perspectivas de campanha eleitoral, e até no exercício do cargo para que me elegeram, nunca perpassou a ideia de não cumprir o mandato até ao fim. Foi total a minha boa fé nos compromissos eleitorais, pois nunca assumi qualquer acordo que não fosse o de cumprir o mandato até ao fim. Aliás, a ausência de tal acordo é que moveu os responsáveis pela situação a desencadearem uma campanha a denegrir a minha imagem política e social, que visou retirar-me condições para o exercício da função de presidente da Câmara, para que fui eleito, pelos votos do eleitorado marinhense.


(Surripado do Jornal de Noticias)

8 comentários:

Pensador disse...

O homem não pára. Só não diz é nomes, mas ele tem-nos mesmo debaixo da língua…

Eu sei que é uma questão de tempo, mas como marinhense e empenhado na verdade (para que não se aponte o dedo à pessoa errada), seria importante saber os nomes rapidamente. Até para sabermos quem anda por aí.

Não quero fazer a caça às bruxas, mas será que podemos relacionar estas afirmações recentes, de dois protagonistas da nossa praça:

“Mas, os factos obrigam-me a concluir tratar-se de uma vingança por uns quantos, episodicamente com responsabilidades políticas no partido a nível local, por não me terem conseguido impor, no exercício do cargo para que fui eleito, as suas compadrices, caprichos, vontades e abusos de poder, o que sempre entendi condenável à luz da democracia.” – JBD

“… o sr Fragata estava a ligar-me não para tratar de nenhum assunto de serviço, de facto, mas para meter "cunhas".” – JPP

F........ disse...

Para bem de todos, para sabermos o que se passa, e se é assim tao corajosos, o JBD tinha por obrigação para com quem nele votou dizer tudo com nomes para essas pessoas tb se poderem defender e não ficar esta suspeita no ar, que coloca todos os responsáveis do PCP local no mesmo saco.
Não basta apontar o dedo apenas ao elo mais fraco (o jovem comunista da madeira), pq isto sim é cobardia.

Anónimo disse...

Realmente .... este João Barbas é demais .......

Está de tal maneira ressabiado que agora aparece todas as semanas na imprensa a dizer mal de todos e de ninguém. Se tivesse a razão do seu lado já se tinha calado.

Desaparece e deixa os Marinhenses em Paz ....

Anónimo disse...

Estava tão bem caladinho... O homem fala, fala, fala, mas não diz nada.

Percebem agora como é que a nossa câmara estava a ser governada?

costa disse...

Estava não, está! Ou será que o PCP tomou uma posição oficial sobre tudo o que o homem tem dito e nós não a conhecemos? É que até ao momento o partido continua a elogiar o seu "ex-presidente" (que ainda não renunciou, é bom lembrar).

Anónimo disse...

Já chega de conversa!!

Anónimo disse...

Temos neste caso, um exemplo de como a nossa cidade naõ pode evoluir, e por paralelismo, o nosso país......
pois o importante para todos são as tricas, o diz que disse, o que deveria ser dito, deixando cair por terra toda uma logica muito mais profunda e essa sim com consequências ( se fossemos uma sociedade evoluida) ao nivel partidário e politico.
Mas como preferimos a conversa, a trica, o jogo, a anedota......ficamos no marasmo, e mesmo muita coisa mude, nada se Altera, por nossa culpa de todos, de todos os votantes e por total responsabilidade de uma falta de cidadania, que é algo que o Povo Português desocnhece a sua prática real, embora exemplos existam que vêm demosntrar que começa a surgir uma onda reformadora.

Porque, havendo tanta cbaeça pensadora, com ideias firmes e coincidentes para a nossa cidade, não largam cores, Bandeiras Partidárias e naõ avançam com uma lista de Idependentes pela MARINAH GRANDE?

Anónimo disse...

Vamos a isso!!
Sou um "Jovem" e estou disposto a largar a cor e a Bandeira e avançar com uma Lista de Independentes!!