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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Revista de Imprensa (actualizado)

"MERCADO MUNICIPAL? QUE FORMATO E ONDE?"


Nas sociedades modernas, a instalação massiva de Centros Comerciais e de grandes e médias superfícies, veio alterar, de forma radical, a qualidade da oferta dos mesmos produtos, com um grande impacto nos hábitos dos consumidores.

Nas últimas duas décadas, todo o pequeno comércio de proximidade e também, ainda que de forma menos acentuada, os mercados municipais, com características populares muito enraizadas nos costumes das populações, vêm perdendo quota de mercado.

Para responder a este fenómeno, que parece ser irreversível, na medida em que a concentração de grandes volumes de negócios no mesmo espaço, gera economias de escala, que permitem a prática de preços muito mais competitivos, os comerciantes tradicionais estão a apostar na especialização da sua oferta e no atendimento personalizado, em que o cliente não é só o número do seu cartão de crédito, mas é reconhecido e tratado pelo seu nome, o que permite estabelecer o diálogo na base de um conhecimento pessoal que estimula o cliente a assumir, para além desse estatuto, o de amigo do comerciante.

Nos mercados municipais tradicionais, normalmente instalados em recintos fechados, vem-se a notar uma perda de afluência, que progride com a mudança de gerações, sendo previsível que se venham a extinguir nas próximas décadas, porque a sua frequência está concentrada nas populações mais idosas. É facilmente verificável, que as gerações mais jovens, nascidas após a década de 80, há muito que optaram pelas grandes superfícies, onde, para além dos produtos tradicionais expostos e vendidos em condições de preço e higiene muito superiores às dos mercados, dispõem de uma enorme variedade de oferta, o que lhes permite, no mesmo espaço, comprar quase tudo o que necessitam, desde usar um café/bar, almoçar num bom restaurante, ir ao cinema, etc., com uma oferta quase ilimitada de estacionamento para o carro.

No caso concreto da nossa cidade, o Mercado estava situado no Edifício da Resinagem, que para além de instalação fabril, já foi Quartel dos Bombeiros, uma parte usada como Conservatória, outra Biblioteca e instaladas algumas lojas nas alas laterais.

A progressiva degradação das instalações e a violação de normas comunitárias no capítulo das condições de higiene, a falta de condições para cargas e descargas, a ausência de espaço de estacionamento e a perda de importância como instrumento de alavancagem da atracção das pessoas ao Centro Tradicional, foram razões suficientes para que todos os partidos, nos programas eleitorais autárquicos, desde finais da década de 70, apresentassem a deslocalização do novo mercado como uma promessa a realizar, chegando a estar prevista, no mandato da CDU a sua nova deslocalização para as Vergieiras, na zona onde agora está a Escola Nery Capucho, porque eles achavam que aí se deveria criar, de raiz, uma nova centralidade, que para além do Mercado deveria vir a ter os Paços do Concelho, as novas Piscinas, etc.

Como se vê, a questão do Mercado encaixa num problema mais abrangente, que é o Planeamento Estratégico da Cidade e quando se coloca a discussão das opções a este nível, elas são, necessariamente, muito polémicas.

No final da década de 90, a Câmara adquiriu a desactivada fábrica “Abrigada”, com 6.000 metros quadrados de área disponível, localizada a poucas centenas de metros do velho mercado e desenvolveu um Plano de Salvaguarda do Centro Tradicional, com a intervenção de uma equipa técnica multidisciplinar integrada num GTL (Gab. Técnico Local), que tinha como pressuposto base, a deslocalização do Mercado para um novo edifício a construir no espaço da Abrigada, onde, para além do Mercado deveria haver um Centro Comercial, habitação e comércio, por forma a criar sinergias que facilitassem o sucesso empresarial dos investimentos que ali se fizessem, com a vantagem de se estabelecer, através do Parque da Cerca renovado, um corredor verde de ligação ao Centro Tradicional.

Em paralelo, foi desenvolvido um projecto inovador para o Edifício do velho Mercado, onde iriam coabitar departamentos camarários concentrados, escritórios, serviços, conservatórias, lojas, restaurantes, bares com animação nocturna, duas salas de cinema e ligação pedonal a um estacionamento subterrâneo a construir após se demolir o feio Quartel dos Bombeiros, que seria deslocalizado para um terreno municipal junto à Estação da CP, bem como se iria proceder à requalificação do Teatro Stephens para um bom Auditório Municipal, a integrar no Museu do Vidro.

Se, para aqueles que desenharam e tentaram implementar esta estratégia, tudo parecia fazer sentido, para outros, tratava-se de um disparate, elencando um sem número de razões, por ventura tão válidas como as que eram apresentadas para defender a ideia.

E se é verdade que mexer com hábitos e tradições de décadas já é suficientemente polémico, junte-se a isto a luta política pelo poder autárquico, a intervenção da imprensa escrita, que durante meses se alimentou destes antagonismos, mais os interesses dos comerciantes do mercado que se viram confrontados com a exigência de pagar o preço justo pelas novas bancas que iam utilizar, e temos um cocktail explosivo, que, para já, produziu efeitos demolidores.

Afirmar agora, mais a frio, que a solução encontrada era perfeita, é um disparate. De facto, foram encontradas algumas debilidades e insuficiências funcionais, que, todavia, não são de molde a inviabilizar o Atrium como solução.

É tecnicamente possível melhorar as acessibilidades dos produtos ao piso superior. È possível encontrar solução para a venda de criação viva e é fácil e resolúvel melhorar as condições de transporte das mercadorias para as bancas.

Abandonar a ideia da possível instalação do mercado onde estava previsto, é também enganar os comerciantes que investiram em lojas no Centro Comercial, na expectativa de que o mercado funcionasse como alavanca de atracção de clientes para todo o complexo.

Se o Mercado não voltar ao Atrium, antevejo um futuro ainda mais trágico para os comerciantes com lojas no Centro Comercial, logo que o Leclerc se instalar mesmo ali ao lado.

Julgo saber que o próximo executivo PS não está disponível para retomar o Atrium como solução, ou pelo menos, a testá-lo. Não concordo mas respeito. Por mim, as convicções e a razão não dispensam uma boa luta e há lutas que vale a pena travar, contra os interesses partidários de alguns, económicos de outros, mas a bem da cidade e daqueles que em nós confiam.

Armando Constâncio



(surripiado do Jornal da Marinha)

80 comentários:

Anónimo disse...

Tudo muito certo. Está defender a sua dama.

Não vi nenhuma explicação, entre outras, sobre as acessibilidades para os grossistas , assim como para vendedores.

Este senhor é o pai do elefante.

Ainda por cima não teve o minimo de cuidado por forma a evitar suspeitas sobre eventuais situações menos claras.

anarcabe disse...

Sobre o "Mercado" existem duas versões (promessas)diferentes... uma por parte do PSD e outra por parte do PS. A haver coligação,vamos começar por reparar quem começa a engolir os sapos, bem como quem irão ser os contorcionistas que terão de desdizer o que prometeram.

Ainda agora começámos...

folha seca disse...

Creio que a forma clara e fundamentada, atrevo-me mesmo a classificar de visionária com que Armando Constâncio põe a questão do Mercado deve ser analisada duma forma séria e sem preconceitos como o autor fez.

Sabemos que há largos anos este assunto se tornou polémico e fracturante criando grandes divisões na sociedade Marinhense. Sabemos também que o Partido ganhador das ultimas eleições pôs de parte a possibilidade de dar uso ao mercado construído. Mas também sabemos que a razão mesmo vencida (como dizia o poeta) não deixa de ser razão. Estou aqui a subscrever as teses defendidas por A.C no artigo que hoje publicou.

Se é certo que o mercado continua a ser uma necessidade na nossa terra, também não tenho duvidas que as características dos mercados sofreram e vão continuar a sofrer alterações que deverão ser alvo de estudos para que qualquer alteração tenha em conta o passado e as tradições mas que se olhe para o futuro e se consiga prever quais as medidas mais acertadas a tomar.
Uma coisa para mim é certa: O mercado já há muito que deixou de ser o local onde os pequenos produtores de frutas, cereais, hortícolas e outros, vão vender o seu produto. O mercado já não é o local onde as peixeiras da Nazaré e Vieira vão vender o peixe capturado pelos pescadores da região. Salvo algumas excepções que se mantêm, os vendedores do mercado actual não são mais que lojistas que adquirem no mesmos abastecedores das pequenas, médias e grandes superfícies os mesmos peixes refrigerados, ou até mesmo descongelados, os mesmos hortícolas e frutas importadas. onde convive a maçã de Alcobaça e o feijão verde do Casal dos Claros com a manga da Colômbia, exactamente como na velha e moderna distribuição.

Parece-me que o tempo necessário para encontrar o local indicado para um novo mercado, fazer os estudos necessários, construir, equipar e pô-lo em funcionamento, seria tempo demais e até lá as barracas aguentariam? Porque não, mesmo que provisoriamente e a titulo experimental abrir o Atrium? Parece-me que ganharíamos todos.

mercador disse...

Não sei se o folha seca é um sósia, ou até a mesma pessoa que o AC. Mas achar visionário construir um mercado nas condições que foi feito no Atrium ou é incompetência, ou presunção, ou então havia interesses que dificilmente foram esclarecidos.

O elefante que fala o anónimo das 19:02, devia poder contar as razões que levaram a gastar tanto dinheiro, e quem assumiu tal decisão. Provavelmente metia alguns na prisão, calava-os para sempre ou pelo menos despedia-os.

Porque não procuramos a razão do mercado das tendas ter muito mais movimento. Se não é das condições de trabalho, então serão outros motivos.

Parece claro que o PS assumiu o erro de terem decidido fazer um mercado no Atrium, e anunciou que ali “jamais”. Agora o que fazer será uma incógnita até para eles, de tal modo que o próximo presidente pôs a hipótese de se fazer um referendo.

Duma coisa podemos todos ter a certeza, esta decisão de abandonar o mercado no Atrium, foi um motivo para recuperar alguns votos perdidos em 2005.

Será que vão perder a cara e voltar atrás na decisão ? Seria uma vergonha !!!

Anacrónico disse...

Permitam-me a colherada.
A possibilidade de o mercado voltar ao Átrium é perfeitamente visionária.
Também defendi a solução Átrium, vi as suas instalações que, não sendo irrepreensíveis, eram muito boas, mas, tendo sido alertado, por quem sabe do assunto (com saber feito de experiência), para os péssimos aspectos logísticos oferecidos pelo local, tenho de concordar que o mercado, no Átrium seria uma péssima solução.

Também não estou assim tão certo de que os mercados tradicionais venham a ter uma vida tão curta assim!
Caberá perguntar se conhecem bem o mercado de sábado, tal como é desenvolvido nos abarracados e redondezas e espaço que lhe está à volta?
Eu também não queria crer, até me certificar e cheguei à conclusão que não é a realidade pobre de que falam.

O PS afirmou nas suas ‘promessas eleitorais’ que o mercado não voltaria ao Àtrium e, do meu ponto de vista, fez muito bem…

Agora há que encontrar soluções que, concordo, deverão passar pela necessária articulação urbanística…

O tempo é curto? Ah, pois é!!... Perderam-se já, para pelo menos, três preciosos anos!

Anónimo disse...

O mercado para o Atrium, é um erro grosseiro. Além disso foi dito pelo cabeça de lista do partido ganhador, quer na campanha, quer nos debates entre os candidatos, que para o Atrium nunca. Mas reparem. Se passarmos a qualquer hora no atrium, já é um atrofiu passar por la, eu, que sou marinhense evito a todo o momento fazer deslocações por aquele sitio, quanto mais com um mercado em funcionamento, seria o caos. O PS tem de reconhecer de uma vez por todas que construiu ali um elefante branco. Continuar a insistir é uma aberração até porque para além de não agradar a vendedores e seus frequentadores os residentes também não o desejam.

Anónimo disse...

Ó Mercador o Folha Seca e o AC não são sósias, são é muito amigos e até tem percursos politicos iguais.

E depois estão sempre de acordo.
Como já disse alguém antes, o Folha Seca, antes de todos, teve acesso às cartas do AC sobre as contas da Câmara.

Depois parece que os dois estão naquilo que ninguém sabe o que é a que chamam "AMAR A MARINHA".

Esta coincidência faz-me cá uma confusão!

folha seca disse...

Para o Mercador e o anónimo das 8:26

Meus caros de facto não sou o A.C mas confesso que em muitas questões locais,tenho opiniões coicidentes e tambem até determinada altura da vida tivemos o mesmo percurso político. Será crime ou defeito? Já agora tambem vos digo que fui um dos eleitores que votou no partido ganhador. Terei cometido algum pecado? Ou será que emitir opiniões mesmo que "incorrectas" passou a ser uma pecha com que logo nos catalogam?

Sou daqueles que acham que o exercicio da democracia não se esgota no acto de votar de 4 em 4 anos.Considero que os cidadãos nas sociedades democraticas têm todo o direito de intervir, antes durante e depois dos actos eleitorais.

Quanto ao mercado apenas subscrevi as teses de A.C por considerar as mesmas pertinentes e não o fiz pela primeira vez. Se alguem se quiser dar ao trabalho vejam alguns bitaites que escrevi durante a discussão aqui travada aquando do encerramento do velho mercado e a "construção" do mercado Medieval.

Ao contrário de alguns bitateiros,não tenho certezas absolutas sobre qual a melhor solução, daí me parecer que o artigo de A.C seja um bom motivo de discussão, por isso o subscrevi.

Armando Constâncio disse...

Após já decorridos mais de 5 anos, face à prática continuada de veladas e não assumidas ofensas à honra e dignidade das pessoas e de mim próprio em particular, permitam-me que aborde a questão do novo Mercado em dois planos distintos;- 1) No plano financeiro, o que implica a defesa da honra de quem adoptou uma solução prevista na Lei, assente nas parcerias Público/Privadas e -2) No plano do interesse da cidade, do pequeno Comércio e da reorganização urbana.
1 - Questão Financeira.
A primeira grande mistificação é que a coligação PCP/PSD fez correr, tentando e conseguindo fazer passar a ideia de que a Câmara terá pago 5 milhões de euros pelo mercado, o que terá sido um grande negócio para o promotor que rubricou o contrato com a Autarquia.
Ora isto é uma GROSSEIRA MENTIRA. A Câmara permutou 3.000 m2 (50% do terreno da Abrigada), que custou aos cofres da Câmara 150.000,00€ e que foi avaliado em cerca de UM MILHÃO, na formatação do negócio.
A estes 3.000 m2, foi acrescentado um terreno na Praia da Vieira, a que foi atribuido o valor de 1.050.000,00€, que coincide com a avaliação feita pelo Banco Espírito Santo que financiou a construção dos edifícios.
Toda a formatação desta permuta, em que a Câmara TROCA dois terrenos por um edifício com 3.000metros quadrados de cave e mais 6.000 em dois pisos, totalmente equipado para funcionar como mercado, foi objecto de visto do Tribunal de Contas e foi escrutinado por uma inspecção ordinária da IGAT à Câmara, que decorreu já depois do mercado construido, não tendo sido levantada a mínima suspeita de procedimentos passíveis de censura.
Acresce que a área construida na parte do Mercado, a preços correntes, verificáveis nas instituições que regulam o mercado imobiliário, pode ser avaliada entre os 6.000.000 e 7.000.000 de euros, o que está em linha com os custos estimados pela coligação PCP/PSD, que orçamentou só algumas obras de adaptação em mais de 2.000.000 de euros.
Concluindo, a Câmara não pagou UM CÊNTIMO pelo mercado, tendo feito uma permuta de 2 terrenos avaliados em 4.050.000€, por um Mercado Novo, totalmente equipado, que a preços correntes está avaliado em 6.000.000€.
Se considerarmos o que a Câmara arrecadou com impostos, nomeadamente SISA, IMT e vai arrecadar todos os anos com o IMI, só por má fé, ignorãncia ou ódio mesquinho, se pode considerar que a Câmara fez um mau negócio.
(Cont.)

mercador disse...

Caro folha seca,

felizmente que podemos hoje discutir abertamente o que pensamos e até discordar, sem grandes males. Mas é preciso que tenhamos alguma coerência na vida, e sobretudo saber aceitar que por vezes tomamos decisoes erradas. Ninguem é perfeito, mas aceitar que cometemos erros é apenas para os que têm nobreza de caracter.

Achava que este assunto estava arrumado e enterrado. Foi claro desde que foi terminado o Atrium se percebeu que era impossivel utilizar como mercado. E deixe-me dizer que esta decisao foi no tempo em que o presidente Alvaro Orfao e o Armando Constancio ainda governavam, ou seja nao foi a CDU que tomou a decisão.

Ora depois de tudo isto, vir levantar o fantasma e dar-lhe vida, só por irresponsabilidade ou tentativa de esconder alguma outra coisa que não foi possivel apagar.

Ninguem tem duvida que o AC ficou chamuscado com o Atrium, e nem vou discutir se a postura deveria ter sido como a mulher de Cesar, mas quanto à decisao de terem feito o mercado naquelas condiçoes, o AC não se pode excluir da responsabilidade.

Já agora, porque será que o AC apareceu agora com esta conversa do mercado ? Terá alguma coisa a ver com o que refere o anonimo das 08:26 ?

folha seca disse...

mercador disse...
Caro folha seca,

"felizmente que podemos hoje discutir abertamente o que pensamos e até discordar, sem grandes males".

"Ora depois de tudo isto, vir levantar o fantasma e dar-lhe vida, só por irresponsabilidade ou tentativa de esconder alguma outra coisa que não foi possivel apagar".

Discutir abertamente o que pensamos e até discordar, não inclui no meu conceito a insinuação gratuita e maldizente que pretende manchar a honra de Homens que já mostraram o que valem...

Armando Constâncio disse...

Ainda no plano da defesa da honra, o signatário foi objecto de denúncas anónimas e de sucessivos artigos publicados na imprensa local, cuja leitura fácilmente identifica o autor das denúncias e o Ministério Pùblico, como era sua obrigação, investigou, durante dois anos, todos os meus actos, património, negócios privados e não encontrou o mais pequeno motivo para dar credibilidade às denúncias e suspeitas infundadas, produzindo um despacho de arquivamento, que ao contrário de processos similares, não se justifica com "por falta de provas", antes explicando o contexto dos procedimentos de minha responsabilidade, que não são passíveis de censura.
Este despacho foi por mim entregue na Câmara e na Assembleia Municipal.
Acresce que, quando fui acusado por uma figura muito conhecida mas de reconhecido mau carácter, de ter cometido crimes, na presença de reputados dirigentes socialistas, decidi levá-lo a tribunal, dando-lhe a possibilidade de demonstrar a veracidade das suas calúnias, assim consideradas pelo M.P. que o acusou, tendo o caluniador assente a sua defesa no argumento de que não teve a intenção de ofender, que estas divergências eram políticas, etc, etc, no que foi secundado por toda a comissão política do PS, que desfilou no tribunal, uns atrás dos outros, para atestar que o réu era uma pessoa de bem e que tudo não passou de tricas políticas.
Portanto, estou aqui a dar a cara, porque não devo nada à minha consciência, não tenho contas na Suiça, nem Of-Shores, nem terrenos, mas tenho compromissos com trabalhadores, com fornecedores e com a banca que honrarei e um nome que quero manter honrado, porque o herdei do meu pai valores de que não abdico

2- No Plano do Ordenamento da Cidade.
Parte das razões estratégicas da localização do novo Mercado estão plasmadas no artigo que escrevi.
Não quero fazer engolir sapos a ninguém, mas não desisto de lutar pelas minhas convicções, até que me demonstrem que estou errado.
Os grandes argumentos contra a nova localização, são as cargas e descargas e a movimentação dos produtos dentro do edifício.
Deixem que lembre que a coligação PCP/PSD quiz manter o Mercado na Resinagem. Os meus pais e eu próprio já vivi numa casa da Rua Joaquim Carvalho de Oliveira, paredes meias com o portão de entrada de mercadorias no velho mercado, com acesso ao Largo Ilídio de Carvalho, onde paravam a maioria das camionetas e saíam os produtos em carretas.
A comparação Atrium com a Resinagem, é claramente favorável ao Atrium.
Acresce que a decisão de o localizar no Atrium, tinha por base a localização de um Centro Multimodal de Transportes no Parque da Mobil, com um silo de estacionamento para 300 viaturas e mais de 600 estacionamentos na Zona da Cerca.
A zona do Parque da Cerca com frente para a Rua da Portela, está construida de forma a poder albergar a Feira do Levante e nada impede que lá funcione aos sábados.
Os comerciantes a instalar no Atrium, poderiam beneficiar de isenção de taxas durante o período de experiência, para verificar se
o Mercado funciona ou nâo.
Se funcionar, tudo bem. Se não, serei o primeiro a reconhecer que me enganei e então, avance-se para a construção de um Novo, num local que, por muito bom que seja, será sempre motivo de polémica para encher páginas de jornais.

CURIOSO disse...
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ai ai disse...

Pena que não haja mais gente aqui a dar a cara. Especialmente quando se utiliza o anonimato para tentar emporcalhar o nome e a honra de alguem que claramente demonstra que "quem não deve não teme"

Desculpem a minha azia(foi dos torresmos)mas parece-me que alguns calhandreiros (e agora verdadeiros) querem impedir, atirando com insinuações já desgastadas para cima de alguem que de todas as maneiras já demonstrou estar muitos níveis acima dos boateiros maldosos que de tasca em tasca andaram há uns anos a denegrir a sua imagem .Provavelmente são os mesmos que aqui aparecem a despejar a bílis, pois nunca perdoam que um Marinhense tenha realizado obras com uma visão de futuro, saíndo da medíocridade que infelizmente nos obrigaram a viver estes ultimos 4 anos e que espero ser alterada no futuro próximo.

Anónimo disse...

O ai ai está enganado. Não me parece que haja alguem a emporcalhar, até porque a discussão vai animada e elevada. Naturalmente quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, e com franqueza o curioso colocou uma questão que tambem gostava de saber, mas que nunca tive coragem de perguntar.

“…fui acusado por uma figura muito conhecida mas de reconhecido mau carácter…” - quem é que tem mau carácter ? Acho que foi apenas um acerto de contas.

“… teve a intenção de ofender, que estas divergências eram políticas, etc, etc, no que foi secundado por toda a comissão política do PS, que desfilou no tribunal…” - está a pôr em causa pessoas de elevada indole social, incluindo deputados da nação. Será que era a esta afirmação que o ai ai considera emporcalhar ?

Armando Constâncio disse...

Ao anónimo das 12H30
Acha mesmo, que escrever nos jornais, chalacear nas tascas, propagandear nas festas e reuniões caseiras e afirmar, de viva voz, na presença do ex- Presidente A. Órfão, do Sr. Henrique Neto, do sr. deputado Osvaldo de Castro e do sr. Telmo Ferraz, que eu era corrupto, que tinha recebido dinheiro de um empresário do ramo alimentar para impedir a instalação de um concorrente, que tinha recebido luvas de uma empresa de recplha de lixo, que tinha sido subornado por uma empresa que me ofereceu uma casa, que tinha carros topo de gama, que tinha o meu filho no CLIC sem rendimentos que o suportassem, etc. etc., são ajustes de contas?
Quais Contas?
Alguém alguma vez me viu, ouviu, ou leu, expressões minhas que pusessem em causa a honra e a dignidade das pessoa?
Será que perante isto, eu deveria ter ficado calado, mudo e quedo?
Fiz o que tinha de ser feito.
Movi uma queixa crime contra o empresário referido pelo caluniador como a pessoa que lhe tinha dito a ele, pessoalmente, que me tinha pago, e indiquei o caluniador como testemunha.
Sabe o que aconteceu?
A personagem sem carácter faltou 3 vezes ao inquérito para que foi convocada pelo M. Público e à terceira, porque teve mesmo que ir, afirmou que as acusações que fez na presença das testemunhas que atrás indiquei, eram uma invenção e que ele, nunca as poderia ter produzido, porque eram falsas.
Mesmo assim, à excepção de Álvaro Órfão que não pactuou com estas baixezas, todos os outros e mais alguns foram testemunhar a favor do sem carácter, no julgamento em que o M. Público o acusava de injúria e difamação sem fundamento.
Se isto é pôr em causa essas personalidades, algumas deputados da Nação, então assino por baixo, mas estou certo que, agora, pelo menos alguns, já se arrependeram de fazer carreira a cegos oportunistas, ética e moralmente desqualificados.

mercador disse...

Caro Armando Constâncio,

Pelo que diz, entendo que corrigimos o problema do mercado da resinagem, criando outro problema com o mercado do Atrium. A minha discordância em relação a esta decisão, não é pelo dinheiro, ou os bens envolvidos (quaisquer que sejam), nem se houve ou não utilização indevida. Isto cabe aos meios competentes, tribunais incluídos, apesar de achar que podiam ter sido utilizados noutras acções (ou noutro mercado) que melhor satisfizesse a população.

O que discordo completamente é que se tenha decidido que era viável um mercado nas condições do Atrium, naquele local. É isto que chamo desconhecimento da realidade ou irresponsabilidade de quem decidiu a obra.

Mais uma questão. Será que quem está a assinar os posts como Armando Constâncio, é o próprio ? É que escreve que “Os comerciantes a instalar no Atrium, poderiam beneficiar de isenção de taxas durante o período de experiência, para verificar se o Mercado funciona ou não”. Então não foram V.Exas. que decidiram a taxa que os comerciantes tinham de pagar para mudarem para o Atrium ? E não foram os Senhores que foram irredutíveis neste ponto, de modo a que os comerciantes se recusassem a ir para lá, tais eram os valores das taxas.

Esta não é uma postura que “… honra um nome que quero manter honrado…”

Por último, parece-me incompreensível que coloquemos a questão do Atrium nestes termos: “Se funcionar, tudo bem. Se não,…”. Então que autarcas temos que experimentam fazer as obras, sem a garantia que irá satisfazer os municipes. Terá sido assim que fizeram as outras obras ? Isto parece navegar ao sabor das ondas, ou então é como dizia o outro dêem-lhe o medicamente, se curar óptimo, se morrer, faz-se o funeral.

Marinhense de Gema disse...

Desculpem meter a colher, mas com todas estas calhandrices, mais parece
que a Marinha Grande, de facto não é dos marinhenses, mas apenas de algumas individualidades que se metem em assuntos muito complicados que a maioria não percebe, mas que nos afecta a todos. Para concluir, informo que apenas sou um marinhense que gostava que os interesses desta comunidade,com uma História tão rica, prevalecesse a todos os outros.

curioso disse...

Podem eliminar os posts que quiserem, pois são soberanos para tal.

No entanto, notem que não fui mal-educado, nem desrespeitador, nem provocador e a duvida que escrevi, tem todo sentido, pois está no centro de toda a desconfiança que há sobre Armando Constâncio.

Da minha parte, e porque o próprio teve a gentileza de vir aqui ao fórum, fiz-lhe a pergunta, até para que de uma vez por todas eu (e outros) fiquemos esclarecidos.

Podem também eliminar este post, mas vejam antes que o anónimo das 12:30 também tem a mesma duvida

ai ai disse...

Senhor curioso.

O senhor será certamente um daqueles funcionários das finanças que recebe prémio por descobrir evasões fiscais. Se não é parece: Então depois do que foi escrito pelo A.C (não sei se leu ou passou logo aos "finalmentes" vem para aqui fazer perguntas que não lembra ao diabo num blogue de discussão publica... valha-me deus!!! Chiça o homem até se identificou claramente, basta digitar lá na secção onde exerce, o nome ou o nª contª para saber o que vendeu, comprou ou reparou... chiça valha-me Deus!!!

Pena que esta discussão tenha descambado para isto, quando se fosse levada a sério poderia ter grande utilidade, mas pronto é a vida! Mas (espero não ser mal entendido e o barrete é para, a quem serve) Dar pérolas a porcos...

Armando Constâncio disse...

Ao Mercador e ao "curioso"
Em relação ao primeiro, o ónus da prova está invertido. Quem teria de demonstrar que o Mercado nâo funcionava, seriam aqueles que inviabilizaram a sua instalação, elencando um conjunto de problemas, parte deles entendível, mas com resolução e outros não passam de cabalas montadas para sustentar a tese do elefante branco e a recusa do projecto.
A minha tese é simples. Temos um edifício novo, temos comerciantes que precisam de um mercado para garantir a sua sobrevivência, temos comerciantes que investiram no Centro Comercial e precisam do Mercado como alavanca de atracção de clientes àquela zona e não são só os que compraram lojas no Atrium, são também aqueles que se instalaram nas imediações, temos centenas de lugares de estacionamento e temos a obrigação de rentabilizar investimentos públicos que foram feitos de boa fé, para contribuir para o desenvolvimento económico na zona central da cidade.
Se tivermos coragem política e vontade de corresponder às expectativas dos marinhenses, encomende-se um estudo sério do que terá de ser feito para eliminar alguns obstáculos, que são mais visíveis ao nivel da facilidade de movimentação de cargas e faça-se um teste, durante um período mínimo de um ano, sendo que nesse hiato de tempo, os comerciantes não pagariam.
Em paralelo, mude-se o Mercado do Levante para o espaço aberto no Parque da Cerca e construa-se o que estava previsto para o Parque da Mobil.
Depois, a população e os comerciantes que digam de sua justiça, com base em factos e não em palpites e bocas de quem conhece mal as condições que lá estão criadas. Abra-se o espaço ao público JÁ! Deixem as pessoas ir ver. Têm medo de quê?
Fala de taxas exorbitantes, mas na realidade, se lhe perguntar se conhece alguma delas, vai-me responder que não e se lhe perguntar que regras contabilísticas se aplicam à taxação de serviços prestados pelo Município, também me vai dizer que não.
Por isso, nem sequer lhe pergunto e deixo-lhe o mérito da "graça" dos medicamentos.
Quanto ao "curioso", peço ao administrador do Blogue que reponha as perguntas, porque não tive oportunidade de as ler, permitindo-me assim esclarecer quaisquer dúvidas que ainda subsistam, mesmo depois de 2 anos de sistemática investigação judicial, de um julgamento em que foi dada ao réu, acusado por mim e pelo M. Público de calúnia, de trazer para a praça pública tudo o que sabia sobre ilegalidades por mim cometidas e se ficou pela piedosa declaração de que nada de pessoal o moveu, que nunca me quiz ofender e que tudo não passou de uma confrontação "política" (argumento estranho que a Juiza aceitou, na medida em que ambos éramos eleitos pelo mesmo partido, mas enfim..)

A VERDADE CHATEIA está confusa e disse...

Ai que giro que isto está.

A VERDADE é que:
- O AC é um dos responsáveis pela decisão de instalar o Atrium naquele local
- Por muito que lhes custe os comerciantes e os clientes estão muitos mais satisfeitos nas barracas;
- Quem já visitou o espaço sabe que o mercado no Atrium não cumpre os requisitos;
- Mesmo sem o mercado é difícil estacionar ou circular naquela zona;
- Foi o AC quem negociou, em nome da Câmara, com uma empresa privada as contrapartidas para o Atrium;
- Foi o AC que fez um importante negócio privado com a mesma empresa;

O que CHATEIA é que:
- Se continue a insistir em defender a colocação do mercado num local que não cumpre os requisitos;
- O AC ainda não tenha percebido que "à mulher de César não basta sê-lo, também é preciso parecê-lo" e fique muito admirado com as suspeitas levantadas.

Também estou confusa porque:
- Ainda não percebi porque é que o AC agora voltou a querer ter tanto protagonismo.
- Tal como outros bitaiteiros não percebi qual a diferença entre o Folha Seca e o AC (parecem a sombra um do outro);
- Será que tem tudo a ver com aquilo que escreveu o anónimo das 08:26 sobre o "AMAR A MARINHA" e já se está a preparar para daqui a 4 anos?

Anónimo disse...

Ao AI AI de vez em quando salta-lhe a máscara.

Ele bem gostaria de ser ponderado e construtivo. Como a verdade é como o azeite e vem sempre ao de cima, quando começa a descambar lança bitaites infelizes e malcriados, piores do que aqueles com os quais diz discordar.

Aquele dirigido ao curioso é uma bela estampa do que eu quiz dizer.

Chiça valha-me deus !!!

COMO ELES SE APANHAM disse...

De vez em quando fala-se aqui do "AMAR A MARINHA". Mas que raio é isso? No outro dia alguém escreveu aqui que o Folha Seca sabia o que era. Agora parece que também o Constancio tem a ver com aquilo. Também já ouvi dizer que o Vítor Pereira participou em qualquer coisa. Por acaso, fui blogue do Folha Seca e vi que ainda há mais gente. Tentei entrar mas o blogue do "Amar a Marinha" é de acesso restrito. Deve ser um grande segredo!
Mas há aqui qualquer coisa que não bate certo. Será que o Folha Seca se vomitou quando se encontrou com o Vitor Pereira ou não se encontaram? Ou isto não é verdade?
Que ganda confusão!

A. Constâncio disse...

Ao travesti " averdade chateia", sugiro que adopte outra identificação que melhor se enquadre no seu estilo, como "a mentira envergonha"
Quanto às suas verdades, tenho pena mas só lhe reconheço estar a ser verdadeiro no primeiro parágrafo onde diz que eu fui "um dos responsáveis por.." - è absolutamente verdade, porque fui eu que negociei os 6.000 m2 do terreno da Abrigada, depois de a Câmara o ter autorizado, por unanimidade, para aí se vir a construir o novo Mercado, prometido aos Marinhenses desde as primeiras eleições autárquicas.
Esta compra, com a finalidade de construir o mercado, não só foi aprovada pela Câmara, como também pela Assembleia Municipal e por unanimidade. Como vê, fui um dos sete do executivo da Câmara e um dos 23 da Assembleia Municipal.
Acertou esta. Parabens!!
"Os comerciantes e os clientes estão muito mais satisfeitos nas barracas", afirmação sua,de dificil comprovação, pelo que vale pouco, para além da sua própria opinião.
Coloque-os no novo mercado e ponha a funcionar a feira de levante no Parque da Cerca e irá ter uma surpresa. Se quizer olhar um pouco para além dos curtos horizontes onde se fixa, pergunte aos comerciantes do Atrium e da Rua das Portas Verdes, se não estariam mais contentes com o Mercado no seu local próprio.
Se já visitou o novo mercado e constatou que, por razões objectivas, ele lá não pode funcionar, indique-nos algumas, em concreto, que não tenham solução.
Afirmar que é dificil estacionar naquela zona é um exercício de desfaçatez dificil de engolir.
O parque de estacionamento subterrâneo tem sempre lugares disponíveis.
No Parque da Mobil há sempre centenas de lugares por ocupar e na zona circundante da Cerca, num raio de 300 metros do Atrium, existem 600 lugares de estacionamento.
É evidente, se for um daqueles que pega no carro para andar 200 metros para tomar café e quizer sentar o carro consigo à mesa, é capaz de ser complicado.
É absolutamente falso e repudio esse tipo de insinuação, de que terei sido eu a negociar contrapartidas com o promotor.
Se não sabe fica a saber, quando fui convidado para integrar as listas do PS, puz como condição, por escrito, não aceitar vir a ter o pelouro das Obras Particulares, o que aconteceu nos 12 anos que lá estive e escolhi a Educação, a Cultura, os Mercados e Feiras, o Desenvolvimento Económico, o Turismo e a Gestâo financeira do Município.
Como as contrapartidas eram lotes de terreno com viabilidade de construção, nunca, em tempo algum movi qualquer influência para tornar a galinha mais gorda, nem isso aconteceu, porque o negócio foi favorável à Câmara.
A última afirmação, para além de falsa, revela a personalidade de quem a produz. A empresa promotora do Atrium foi a Empolis e para que não restem dúvidas, use o anonimato para citar qualquer negócio privado que eu, ou alguem da minha família, ou suspeito de ser meua amigo, tenha celebrado com essa empresa.
Conheço a técnica stalinista dos assassínios de carácter e também conheço alguns especialistas em usá-la. Por isso lhe peço que dê forma à insinuação e aqui diga, que raio de negócio é que eu fiz com esta empresa, que escapou à investigação do Ministèrio Público.
Em termos de ditados também há um conheço, que diz "Quem é sério, mais vale sê-lo do que parecê-lo".
Finalmente, vou reafirmar aqui o que também disse a quem me convidou para participar num movimento cívico de reflexão sobre a Marinha Grande.
Não tenho ambições políticas. Já dei para esse peditório quatro anos a mais do que devia, mas não abdico de ter opinião e de exercer a minha participação cívica em todo o tipo de acções que considere relevantes para o progresso da terra que me viu nascer e não me vou deixar condicionar por gente sem escrúpulos e sem carácter, incapaz de fazer uma acusação concreta assumindo as responsabilidades por aquilo que diz.

anarcabe disse...

Não façam coisa nenhuma sem um parecer arquitectónico geral sobre toda a baixa marinhense, não se ponham a inventar caso a caso.

Tudo o que era estudos tem mais de dez anos e está completamente ultrapassado. É preciso repensar a MG como um todo, em termos de mobilidade, de habitação e comércio. Não como edifícios separados e abstractos.

Tive oportunidade de exprimir a AC, a minha discordância em relação ao Átrio e ao mercado naquele sitio, mas note-se, sem envolver toda aquela quantidade de contas em que se mostra sempre perito. Assumiu-o e construiu-o, o azar (dele), foi não o colocar em funcionamento. A única razão que lhe retiro e porque é minha, é que continuo a ter a certeza que aquele não era o sitio para o mercado, não era e não é!

zé lérias disse...

Também eu gostaria de saber o que faz correr Constâncio.


Mas não se zanguem por causa do Mercado. Se pensarmos bem, para que serve o novo Mercado depois de termos tantos pequenos e médios centros comerciais, sem contar com o maior que vem para o Campo da Portela. Aí afinal há de tudo o que nos mercados tradicionais há. E depois quantos são os produtores agrícolas ou pescadores que vivem na Marinha?
Preocupa-me mais com muitos dos pequenos comerciantes locais que por força das circunstâncias têm que arranjar outro modo de vida.
Para mim o Mercado é uma falsa questão. Apenas serve de arma de arremesso político, chegada a ocasião.

Anacleto Fontaínhas disse...

Aplaudo a coragem de Armando Constâncio, pela forma como expõe as suas convicções e promove a sua defesa! Parabéns, Armando.

Confesso que não subscrevo todas as suas propostas e admito mesmo ter mudado de opinião relativamente ao Átrium como sítio de mercado. Reconheço, hoje, que a localização foi um erro.

Mas isso não significa que não reconheça também uma enorme mais valia na forma como Armando Constâncio pensou a cidade da Marinha Grande.
Certamente que, nem tudo o que pensou estará correcto ou que não seja passível de ser amplamente discutido e até contraditado.
De resto e em minha opinião, o que faz falta à nossa cidade (ao nosso concelho) é um profundo e sério debate sobre aqui que para ela e para ele pretendemos, e a forma como os queremos construir.
Mas essa discussão não pode ser feita, de forma avulsa e através de comentários nem sempre bem estruturados, quando não mesmo verrinosos, como acontece aqui e do que, tudo isto, é bem o exemplo.

Este Fórum é um excelente espaço de liberdade que devemos preservar, mas não é, de forma alguma, o sítio talhado para a discussão séria que este assunto exige e merece.

Ter-se-á, pois, de encontrar a forma de promover um tal debate e, isso, parece-me, deve ser uma das grandes prioridades da nova Câmara!

Não posso deixar de registar também o facto de Armando Constâncio ter feito a sua defesa da forma clara e frontal, não deixando margem para dúvidas no que à sua honra se refere. E fez muito bem que expôs as coisas da forma clara como as apresentou.
É evidente que os detractores, que os tem (e muitos), continuarão com farpas envenenadas e remoques maldosos, mas isso é incontornável…

Anónimo disse...

Só me apetece ir para a minha vivenda de S.Pedro este domingo, carago!

Anónimo disse...

Há aqui um grupo de bitaiteiros que manifestam o desejo que este site não abuse do tipo de questões da forma inflamada como algumas vezes tem sido feito.
Estou perfeitamnete de acordo.

O curioso é que não dão o exemplo e, em simultaneo, lançam uma serie de provocações exactamento ao estilo de quem criticam.

Também têm outra caracterisitica interessante. Escrevem bem mas não foram abençoados com a capacidade de sintese.

A. Constâncio disse...

Ao Zé Lérias, cujas intervenções aprecio, quero-lhe garantir que a única coisa que me faz correr é o amor à minha terra e a tristeza imensa que sinto, por ver esfumar-se, progressivamente, a grandeza e o prestígio industrial, tecnológico e artístico dos nossos operários e empresários, que soubemos construir ao longo de décadas, mas em particular de 1998 a 2002, com a liderança do Álvaro Órfão.
Hoje tenho uma pequena empresa, oito famílias que dela dependem, compromissos com fornecedores e com a banca e esta é a minha corrida de fundo.
Como não gosto de perder, nem a feijões, vou ganhá-la e se puder dar alguns contributos, aqui ou em qualquer outro forum, não abdicarei de o fazer.
Uma certeza lhe deixo. Não me passa pela cabeça voltar à política activa.
Aceite os meus cumprimentos.

A verdade Chateia disse...

Senhor Armando Constâncio,
Já que deu o corpo às balas (como diz a anarcabe) aqui vai.

Não vou contrapor argumentos sobre o mercado porque quase todos os factos que constato são diferentes daqueles que diz constatar. Se partimos de premissas diferentes, obviamente chegaremos a conclusões diferentes.
Apesar das nossas diferenças de opinião, não utilizei nem utilizarei termos provocatórios e menos correctos para expor o meu ponto de vista. Apresentei apenas as minhas constatações e fiz perguntas.

Reconheço que o meu último bitaite tinha uma imprecisão. De facto, talvez não tenha sido só o AC a negociar e tanto quanto sei, a Câmara fez negócio com a EMPOLIS e não com a empresa ou entidade com que fez os seus negócios privados. Mas fez negócios privados com pessoas ou empresas com ligadas directa ou indirectamente à EMPOLIS. Isso é verdade. Certo?
Aproveite esta oportunidade e esclareça o pessoal daqui do largo de uma forma clara e sem margem para continuarem as dúvidas.

Já agora e para não pensar que não lhe vêm qualidades. Uma das iniciativas mais inovadoras e mobilizadoras do tecido empresarial da Marinha Grande ,que me recorde, foi a 1ª FAE.
Penso que a organização foi da sua responsabilidade.

A. Constâncio disse...

Exmo. Sr. "averdade chateia"
Como voltou à carga, sem nenhum argumento sobre as razões objectivas que o levaram a concluir que o mercado não pode funcionar no Atrium, nem teve a humildade de reconhecer que não se enganou só nos autores do negócio, e no nome da empresa, tenho que admitir que o seu bitaite é um pantanal de inverdades e uma montanha de insinuações caluniosas.
Vou encerrar aqui esta tentativa que lhe estou a dar, a si e a todos os que não têm mais nada que fazer do que denegrir a imagem de quem não gostam e invejam, de apontar algum ilícito ou situação de favorecimento para alguém, como contrapartida de qualquer acto por mim praticado enquanto autarca.
Regressei de Angola em 24 de Novembro de 1974.
Comecei a trabalhar na Iberoplás em Abril de 1975.
Durante mais de dois anos vivi com a minha mulher e o meu filho em casa dos meus pais e a nossa cama estava na sala, o meu filho dormia no chão e este espaço estava separado da zona de estar, por um armário.
Comprei um apartamento no Casal de Malta,em 1976 vendido pela Câmara Municipal e financiado pela CGD.
Em 1985, comprei uma vivenda geminada na Comeira, a um empresário da construção civil em nome individual, josé Brilhantino Felismino Gaspar, de Casal dos Claros.
Em 1995, depois da morte da minha mulher e do meu segundo casamento, resolvi vender a moradia e foi a Imobiliária Rosa Alves que fez o negócio.
Como a minha esposa tinha um apartamento T1 na Quinta das Nespereiras, resolvemos adquirir um T3 naquele bairro, que foi comprado a um sargento da Força aérea, através da imobiliária Ima.
Penso que em 1999, como o ambiente no bairro se estava a degradar, resolvemos pôr o apartamento à venda e foi a Loja das Casas que mediou o negócio.
Passámos então a viver numa casa alugada, de um dos filhos do Sr. Américo Gonçalves, em S. Pedro de Moel, até podermos investir numa casa em Picassinos, que estava alugada ainda por dois anos e pertence à minha mulher.
Para resolver o problema das mais valias, até que pudéssemos reinvestir, fiz um contrato promessa, na IMA, ainda só na fase de projecto, de um apartamento num edifício construido mais tarde, localizado a seguir ao condomínio da Quinta das Nespereiras. Cedi algum tempo depois essa posição a uma funcionária da Câmara.
Em 2001, comprei uma casa velha, para demolir, em S. Pedro de Moel, com 56 m2 de área, quase a 1.000,00€ o metro. Esta casa foi comprada à Pasolis, tendo este negócio legítimo suscitado uma campanha de suspeições e denúncias anónimas ao M.P. que abriu um processo de investigação que decorreu durante mais de dois anos e foi arquivado nos primeiros meses de 2006, porque a investigação concluiu que não se verificou nenhum acto ilícito, ou favorecimento ilegal das partes, estando o negócio de compra e venda conformado com a Lei.
Desta casa, ainda hoje devo ao Banco mais de 180.000,00€.
Todos estes negócios constam das minhas declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional, onde estão as minhas contas bancárias, os meus carros "tôpo de gama", os meus PPR's e todos os meus actos e acções, dentro e fora da Câmara, foram passados a pente fino pela PJ, face às denúncias e suspeições de pessoas despidas de carácter e do mais leve pingo de vergonha na cara.
Agora, se alguns destes intervenientes nestes negócios, tem ou teve, ligações directas ou indirectas ao construtor a) ou b) ou c), ou a todos, eu não sei, mas garanto-lhe que tenho o direito constitucional de negociar com quer que seja, desde que o faço dentro da Lei.
Para mim, este assunto está encerrado, para si, pode ser que me engane, não estará e não irá perder qualquer outra oportunidade de se sacudir e lançar odores para cima dos outros.
Passe bem.

GT disse...

O estimado Armando Constâncio (especialmente porque já não exerce funções de relevo na sociedade Marinhense...) continua a defender o indefensável.
Torna-se óbvia a sua vontade em auto-excluir-se do leque de responsáveis pela criação do dito "mono", mas compreende-se. AC não deseja, certamente, ser lembrado por mais uma barbaridade que fez à nossa cidade.
Felizmente o estimado AC teve o bom senso de referir "lutas contra os interesses partidários de alguns e interesses de outros"... afinal de contas, será que existe alguém melhor que ele próprio para o fazer? Estou convencido que não...

A Verdade Chateia disse...

Senhor Armando Constâncio,

Não posso encerrar este assunto sem antes lhe dizer o seguinte:

-Se reler os meus bitaites verificará que nunca utilizei termos caluniosos como o Senhor utilizou, nem lhe fiz nenhuma acusação. Sugiro-lhe que antes de responder a qualquer comentário, tente perceber o que o autor quis transmitir e não responda baseado naquilo que pensa que ele queria dizer. Assim, talvez evitasse respostas "a quente", extensas e não focalizadas no essencial das questões.

-Depois de reler tudo continuo a pensar que pelo facto de a EMPOLIS e a PASOLIS terem, no minimo,
importantes ligações, o Senhor A. Constâncio foi imprudente e colocou-se a jeito para as suspeitas levantadas (isto não é uma acusação e uma constatação). Que sirva de exemplo para outros.

-Estes assuntos poderiam estar encerrados não fosse o Senhor ter vindo a terreiro levantar questões sobre um assunto que foi fracturante mas que, felizmente, já obteve a quase unanimidade das diferentes forças politicas.

Desejo-lhe os melhores sucessos na sua actividade empresarial.

mercador disse...

Parte 1/2

Vou deixar o meu ultimo post, para que fique claro a minha opinião.

Sem qualquer duvida que a Marinha merece ser repensada em função das actuais premissas. No entanto, o tema de toda esta conversa levantado por Armando Constâncio foi “Mercado Municipal ? Que formato ? Onde?”. Que pena não ter sido feita esta discussão publica, alargada a toda a comunidade, antes da decisão de se fazer o mercado do Atrium. E se a quase todos os membros deste fórum não foi pedida qualquer opinião, lamento que Armando Constâncio só agora sinta necessidade desta reflexão ou até de um estudo.

Alguém que viveu ao lado do mercado da resinagem, sabe concerteza as dificuldades que os Clientes tinham para lá chegar, não tendo onde estacionar, nem corredores para lá entrar e sair. Os acessos para os vendedores ficavam distantes, fazendo que muitos deixassem as suas carrinhas no Largo Ilídio de Carvalho (ou no Parque do Barroca) e acartavam às costas ou em carrinhos os seus produtos. A turbulência a partir de muito cedo era imensa e concerteza foi muitas vezes acordado aos sábados pelas discussões que se tinham pelas 4 ou 5 da manhã, quando se queria apenas uma lugarzito mais perto da porta do mercado.

Foram estes, entre outros, os motivos para se fazer um novo mercado, fora da resinagem.

O que inquieta, é que conhecendo tudo isto, Armando Constâncio não teve duvidas em fazer o mercado no Atrium, onde o estacionamento dos Clientes, mas sobretudo os acessos dos vendedores têm o mesmo problema. A entrada do mercado do Atrium ou o único elevador de serviço iria provocar o pânico senão a confusão ainda maior do que no edifício da resinagem.

A bondade da execução de um novo mercado é reconhecido por todos os utentes, ainda hoje. Querendo acreditar que tudo o que fez foi transparente, não consigo compreender que tenha estado (profundamente) envolvido na construção do mercado do Atrium, tanto do ponto de vista técnico, como politico.

Desculpe a franqueza, mas a forma como agora vem a terreiro defender a sua donzela ofendida, faz-me desconfiar que tenham razão os detractores (como lhe chama) que têm dito tanto de si.

Como eu, foram muitos os que também achavam ridícula a decisão de continuar num mercado sem condições, e muito menos higiene, e não iam para o mercado novo do Atrium. E por isso visitei o local, como fizeram alguns do seu partido. Podia até nomear-lhe nomes, mas vou-me ficar pelos bitaiteiros aqui do FLC: Anacarbe, folha seca, anacrónico, curioso, ai ai, a verdade chateia, Zé lérias, Anacleto Fontainhas, que já aqui confessaram. Após a visita e conversa com outras pessoas entendidas, percebemos que efectivamente não há condições para ter o mercado no Atrium.

mercador disse...

Parte 2/2

Porque não aceita que errou e duma vez por todas se coloca uma pedra sobre o assunto. Até parece a historia da formiga do Zeca ou do carro em contramão.

Foi com essa teimosia e essa prepotência que insistiu para que os vendedores fossem para o Atrium. Mas esqueceu-se que as decisões dos Autarcas devem ser pensadas para os munícipes e não para polir a arrogância de uns (poucos) que acham que sabem mais que todos os outros. E por isso os vendedores não quiseram ir para o Atrium. Como ainda hoje não querem.

Esta sua postura, bem acompanhada por Alvaro Órfão, já foi escrutinada em 2005, com os resultados que se conhecem. Ouçam o que disse o Moita Flores esta semana, “os presidentes e vereadores, não são donos do poder, porque esse é emprestado”. Obras como o Centro Empresarial, a Open, os Museus, só têm sentido se forem úteis aos munícipes. Não tem sentido fazer obras para o prazer individual, ou porque tenho uma visão estratégica, onde não se enquadram os munícipes, mas isso não importa. Estas opiniões, assim como as reuniões secretas que tem mantido no Olimpo, até podiam ser úteis, mas teriam de ser esmiuçadas (está na actualidade) pelos terráqueos, e não ficar no Concilio dos Deuses, como se apenas esses fossem os supremos e nós todos os imbecis.

Gostava de lhe dizer que os vendedores do mercado não são apenas os casaleiros, valadeiros ou pixinos, que vinham de burro vender ao mercado. Não, são micro e pequenas empresas, muitas familiares, organizadas, provavelmente semelhantes à sua, e até pode acreditar que há vendedores no mercado das tendas que são licenciados.

Como deve ter percebido sou um dos vendedores do mercado, que jamais irei para o mercado do Atrium, porque não tem condições. É bom que saiba que nós, os vendedores, e posso extrapolar o meu exemplo, estamos a vender no mercado das tendas, muito mais do que vendíamos na Resinagem. Não queremos ir para o Atrium, porque para alem de não ter condições para o acesso dos nossos produtos, vai afastar os Clientes, e com isso será o fim dos mercados na Marinha Grande. Aliás este é o seu prenúncio, que tal irá acontecer em detrimento dos centros comerciais e das grandes e medias superfícies. Se quer saber, há dezenas de famílias que dependem da venda do mercado, e se fechar, acredite que o problema será muito maior que a sua empresa de 8 famílias.

Porque questionou se sabia do que estava a falar, durante a semana que terminou o mercado recebeu a visita de 3 jovens que andavam a “ver as condições do mercado”. Será o pronuncio do que irá acontecer, ou é mais que isso.

Como nestas coisas não há fumo sem fogo, acredite que se os seus desejos se concretizarem e acabarem com o mercado na Marinha, vou (vamos) responsabiliza-lo a si, e antes de fechar a minha empresa tudo farei para sobreviver.

Sobre as taxas posso dizer-lhe que pago no mercado das tendas, exactamente o que pagava no mercado da Resinagem: 7 euros/mês (sim porque não continuamos a pagar). Para se entender a disparidade para o que vocês pretendiam que pagássemos no mercado do Atrium, digo-lhe apenas que nos era exigida a compra de uma banca, que seria leiloada e a base de licitação era 2.500 euros, obviamente estes valores iriam subir. Dá para entender a diferença de preços. Sobre as taxas que iríamos então pagar, dá para imaginar.

Desculpem ter-me alongado, mas foi o meu ultimo post. Até podia escrever isto no Jornal da Marinha Grande, mas acho que aqui o contraditório foi mais rápido, não tendo de esperar por uma semana. Talvez o Antonio José Ferreira veja e lá coloque este post.

Bem hajam a todos os marinhenses

Sempre Atento disse...

Caro mercador

Aceite os meus cumprimentos.
Finalmente alguém, genuinamente, falou do objecto da discussão, ou seja, correspondeu àquilo que o artigo de opinião do A.C. queria suscitar. Fê-lo com elevação e também com a paixão de quem é parte interessada.
Tenho observado, lateralmente, os contornos desta questão e não posso deixar de ter em conta o seguinte:
1 - A decisão de localizar o novo mercado naquele local, se a memória me não falha, terá sido por volta do ano 2000, mais coisa menos coisa.
2 - A decisão de o construir foi votada por unanimidade na Câmara e o modelo de financiamento e construção, para além da Câmara, foi também escrutinado pela Assembleia Municipal e por unanimidade.
3 - Há época, quer a revista editada pela Câmara, quer a comunicação social local e regional, fizeram várias abordagens da problemática do mercado.
4 - Já não me recordo quando foi, mas penso que em 2001, foi feita a Festa de Lançamento da primeira pedra, com a exibição da maquete e um espectáculo dado pelo Fernando Tordo, numa tenda montada no local da futura edificação.
5 - Que eu saiba e sou um marinhense atento, não se verificou a mínima contestação dos empresários que trabalham no mercado, tendo essa contestação sido personalizada por um morador da zona, que escreveu para os jornais e reclamou em reunião pública da Câmara, argumentando que o seu direito ao sossego seria posto em causa.
6 - Se percorrer a imprensa diária
dessa época, certamente não encontra nela reflectida a abordagem que agora fez, ditada por si ou pelas largas dezenas de colegas seus.
7 - Também não me parece que esta decisão de todo o executivo e da Assembleia, tenha sido tomada em alguma reunião secreta e foi, como concordará, bastante divulgada, por forma a ser escrutinada por todos os interessados.
8 - Na verdade, só depois de a Câmara anunciar, no estrito cumprimento do Regulamento Municipal, que a distribuição das bancas, ainda que com a garantia de ocupação dos actuais titulares, seriam leiloadas, é que se instalou a contestação, que começou no sector do peixe.
9 - Pelo que escreveu, ficamos a saber que, nos dias de hoje, os comerciantes que vendem no mercado são entidades legalizadas, na forma de sociedade ou em nome individual e já não são os produtores do Valado, do Casal dos Claros, de Amor ou de Alcobaça.
Compram e vendem, com margem de lucro, como qualquer outro comerciante e pagam 7 euros por mês.
10 - Ora, sendo assim, porque é que os comerciantes do mercado se recusam a pagar um preço justo por um espaço público onde desenvolvem o seu negócio, cujo investimento foi pago por todos nós, quando qualquer outro comerciante que quizer desenvolver a sua actividade, terá de comprar ou alugar uma loja por largas centenas de euros por mês?
11 - Finalmente, e isso está reflectido no artigo publicado, estamos longe de uma solução perfeita, especialmente porque se reconhece um grau de dificuldade elevado no movimento de cargas e descargas. No entanto, são possíveis algumas soluções técnicas para melhorar esse aspecto, nomeadamente a instalação de um grande monta-cargas exterior e o reforço de equipamentos ligeiros de elevação e transporte para o interior.
Considerando que hoje, a esmagadora maioria dos veículos de transporte de mercadorias são furgons ou ligeiros até 3.500 Kgs, é perfeitamente possível que uma elevada percentagem de cargas e descargas possa ser feita em cave, com controlo de acesso semaforizado e tempo de descarga controlado.
Basta organização, rigor e disciplina.
E agora mesmo para acabar, eu também acho que o mercado tem que ficar próximo do Centro da Cidade e não estou a ver, a menos que o Leclerc desista do negócio e a Câmara esteja disponível para comprar o terreno ao Atlético (cerca de 24.000 m2) por mais de 3 milhões de euros e depois mais cerca de 3,5 milhões para o construir, recebendo como contrapartida, rendas de 7 euros por mês.

Anónimo disse...

Entendo melhor depois de ouvir alguém que sente na pele. Mas analisando bem o que conta, sobretudo das visitas da semana passada ao mercado faz-me pensar se não será que estaremos perante uma manobra altamente sofisticada para terminar de vez os mercados da Marinha, e assim cumprirem a missão ? Como ?
Uma decisão (Asae, Delegado saude, ...) de que o mercado das tendas não pode ser utilizado e terá de ser fechado. A Câmara vitimizando-se diz que não tem outra hipótese, a não ser… isso mesmo “experimentar” o mercado do Atrium. Mesmo que seja sem compras de bancas ou taxas, como alguém diz, “grátis para experimentar”. Muitos dos vendedores resistem, mas alguns vão para lá. Os Clientes não encontram os mesmos vendedores e abandonam. O mercado do Atrium, e os mercados da Marinha desaparecem por si.
Parece ficção não é, mas a chamada do tema neste momento trás agua no bico.
Os vendedores, comerciantes e demais ficarão prejudicados, mas os objectivos de abrir o mercado do Atrium fica cumprido.

ai ai disse...

Finalmente fez-ze luz

Se repararam o mercador foi dos primeiros opositores à hipotese defendida no artigo publicado no Jornal da Marinha Grande por Armando Constancio, "surripiado" para o Largo pela comissão de moradores. Para além das "velhas insinuações que entretanto alguns bitateiros useiros e vezeiros em emporcalharem a honra e dignidade de gente honesta escondendo-se por traz de nicks mais ou menos imberbes, ficaram aqui claras 3 questões.

1-Armando Constâncio deixou aqui clarinho, com pormenores que até a mim que lhe sou próximo, surpreendeu o seu percurso de vida e financeiro, onde arrumou ponto por ponto os seus detractores.

2-Muita gente que se pronuncia sobre esta questão, nunca se deslocou ao local, digo ao seu interior e fala de cor, provavelmente alicerçados nas (des)informações que a força politica recentemente derrotada foi pondo a circular.

3-Os grandes opositores(mercadores) tinham e têm a sua motivaçção no baixo custo de utilização, 7€ por renda, luz e água... palavras para quê são artistas Portugueses que vivem à custa dos nossos impostos...

Apartidário disse...

Tem havido uma calorosa troca de argumentos e parece-me que só se pode decidir levando em linha de conta os interesses dos actores mais importantes - os CLIENTES e os VENDEDORES. Ouvi-los é mesmo ouvi-los e não ser haver um grupo de "sábios" a imaginar o que é que eles querem.

Dois dos pontos que são o centro da discórdia, são as acessibilidades (para os clientes e para os vendedores) e os custos para os vendedores.

ACESSIBILIDADES - No mercado antigo, existiam graves problemas para as pessoas de fora da cidade e que tinham de se deslocar em viatura. A localização do ATRIUM nada melhoraria este problema e, ao contrário dos hipermercados que têm os carrinhos, as pessoas que vão à "praça" e levam as cestas e/ou sacos nas mãos e necessitam ter a viatura perto ou de esperar por alguém que o/a venha "apanhar". Tem de haver espaço para paragens rápidas em 2ª fila sem perturbar o trânsito e estacionamento muito próximo. Aliás não é por acaso que todos os hipermercados têm grandes espaços de estacionamento muito próximo dos acessos. Isso é para facilitar a vida aos CLIENTES. Isto é o que eu penso mas o melhor é perguntar-lhes.

Pelo que tenho visto o espaço de estacionamento e os acessos para os GROSSISTAS e VENDEDORES é bastante exíguo. As viaturas dos vendedores não são só para transporte também são, muitas vezes, o seu armazém. Mas o melhor, mais uma vez, é perguntar-lhes.

Sobre os custos, direi que se 7 euros é pouco, um leilão com base de licitação de 2500 euros não me parece ter o mínimo de razoabilidade.

Volto a dizer que qualquer solução a adoptar deve ser vista na perspectiva dos CLIENTES e dos VENDEDORES por forma a acautelar os seus interesses. Tudo o resto é só conversa.

duvidoso disse...

Ao ai ai a quem chegou a luz,

Como explica que a Autarquia há muitos anos tenha decidido e feito o mercado do Atrium, o mesmo executivo não conseguiu abri-lo e agora passados todos estes anos, depois do PS dizer que não vai abrir o mercado no Atrium, Armando Constancio venha questionar o "mercado Municipal? Que formato e onde?"

Só agora ? Com que objectivos ?

Anónimo disse...

Alvaro Pereira já afirmou, por várias vezes, que o mercado não vai para o Atrium. Reconheceu que foi um erro e, por isso, o PS foi penalizado nas Eleições Autarquicas de 2005.

IDEIA FANTÁSTICA disse...

Quero partilhar convosco uma ideia fantástica!

O problema tem a ver com os VENDORES que SE RECUSARAM a ir para lá
ACABAMOS COM OS VENDEDORES!
Se não houver vendedores também não são precisos os clientes. Mas melhor, se não houver clientes até nem precisamos do mercado.
4 em 1
Acabando com os chatos dos VENDEDORES, acaba-se com os CLIENTES e assim não precisamos de MERCADO. Se não precisarmos de mercado a Câmara poupa 6,5 milhões de euros (pelas contas do sempre atento).
ACABAM-SE AS DISCUSSÕES SOBRE O MERCADO E A CÂMARA AINDA POUPA.

Os CLIENTES, esses esquisitos e ingratos, vão mas é ao Pingo Doce, ao LIDL, ao Intermarché, ao Mini-Preço, ao Modelo, ao DORA e brevemente ao L´Eclerc (têm muito por onde escolher). E os VENDEDORES, para não serem parvos e ingratos, vão para lá trabalhar (também são tão pequenos).

Mas mais, até se acabavam com os detractores do AC e o ai ai também ficava contente.

Anónimo disse...

O Mercador é que não vai achar piada.

Anónimo disse...

O mercador que vá chular para outra freguesia.
7 euros por mês, dormida, comida e roupa lavada e aqui o Zé é que paga.
Livra, não admira que o homem goste das barracas. Vende mais e não paga quase nada!
Vai lá vai..

Anónimo disse...

Realmente, pensando bem, outro mercado para quê?
No Modelo, no Pingo Doce, no Intermarchê, no Lidle, no Mini Preço, no Lumar, no Dora e no futuro Leclerc, nós temos tudo o que se vende nas Barracas da Feira dos Porcos. E se, como diz o "mercador", eles agora não produzem e são intermediários do compra e vende, porque carga de água é que se tem que investir dinheiro público em mais oferta?
Por alma de quem? Hum..Hum..
Viva o Benfica! Hum..Hum..

chicaneiro disse...

Prontos. Avacalhou-se a coisa!
E isto quia tão bem!
Chatos de caraças.
Venha outro tema qu'este morreu. Sepultemo-lo.

comerciante em pulgas disse...

Alto lá porra!!
Não sepulta coisa nenhuma.
Eu investi numa loja no Centro Comercial e quero lá ao lado as couves e o peixe congelado, descongelado, novamente congelado, até à venda final! E já!!!
Atão puseram escadas rolantes, sanitas suspensas que eu não tenho em casa e estão a mandar a malta cag... em contentores.
Isto é serviço que se faça?
Ou então, devolvem-me o dinheiro da loja e dos impostos e passo a pagar 7,00€ por mês.
Isso é que é serviço!!!

zé lérias disse...

A. Constâncio disse...

"Ao Zé Lérias, (...) é o amor à minha terra e a tristeza imensa que sinto, por ver esfumar-se, progressivamente, a grandeza e o prestígio industrial, tecnológico e artístico dos nossos operários e empresários, que soubemos construir ao longo de décadas, mas em particular de 1998 a 2002, com a liderança do Álvaro Órfão."

Prezado amigo A.Constâncio: Lendo o que precede, a história e progresso da Marinha Grande começa verdadeiramente em 1998 tendo acabado irreversivelmente em 2002? - Entendi bem?

Embora com interpretação do Processo Histórico diversa da sua, não posso deixar de lhe reconhecer mérito e hombridade, aproveitando a oportunidade para o cumprimentar.

Nota: a alusão ao título da obra de Budd Schulberg (What Makes Sammy Run?), foi uma pequena provocação (como a que hoje lhe coloco) por ser legítimo pensar que não era altura para tirar esqueletos do armário. Satisfeito por ter entendido e encaixado com dignidade.

ai ai disse...

Ao Duvidoso

Já que pergunta eu tento responder.

Talvez não saiba que o PS, que construiu o Atrium, não conseguiu abri-lo porque os vendedores encabeçados por um tal peixeiro da Vieira, que acomulava essas funções, com a de funcionário do PCP e ainda uma reforma dos tempos em que parece ter trabalhado numa metalurgica, mas estava a tempo inteiro no sindicato... interpuseram uma providencia cautelar no tribunal porque o preço base de 2.500€ era insuportável para quem há largos anos pagava 7€ ( e continuam) pudera???

Agora ainda uma questão de fundo!

O direito de estar em desacordo, protestar, propor alternativas, participar na discussão da coisa publica é ou não um direito existente nas sociedades democráticas. Mesmo que se tenham opiniões diferentes da maioria, podem ou não manifestar-se... se não que "porra de Democracia é esta"?

duvidoso disse...

Ao ai ai ainda mais iluminado,

Claro que não respondeu à minha pergunta, mas eu reformulo:
Porquê esta tema aparece só agora e com que objectivos ?

Mas tenho uma questão que não é apenas para o ai ai, mas para todos. Os vendedores para estarem no mercado, alem de terem de pagar as taxas, tiveram de comprar as bancas, ou seja compraram o espaço para venderem, tal qual qualquer comerciante. Porque razão os mudavam de mercado e os obrigavam a comprar outras bancas e a pagar quantias exorbitantes ?

Desculpem só mais uma coisinha, óh ai ai a democracia não é uma porra !!!

ai ai disse...

Caro duvidoso

Tem andado muito distraído... Este tema não aparece só agora, aliás nunca deixou de estar presente. Mas não vou estar para aqui a escrever o romance do mercado porque tenho mais que fazer e estou na hora do patrão. Mas repare que esta discussão aqui, começou porque alguem do largo, entendeu republicar o artigo neste espaço.

Não entendo a Democracia como uma porra. Usei apenas uma metáfora habitualmente usada por um conhecido jornalista desportivo.

Anónimo disse...

Ao duvidoso

Este participante no forum é o exemplo provado de que bitaita, mas não sabe do que fala.
As bancas não são compradas ad-eternum. As bancas são atribuidas, através de hasta pública, por um período de um ano. Esta regra nunca se levou à letra e está no Regulamento, porque o mercado não reunia condições mínimas e a Câmara entendeu flexibilizar a sua aplicação.

Anónimo disse...

O melhor mesmo é acabar com os VENDEDORES.
É só gajos ricos e ingratos.

Anónimo disse...

Será que o mercado é o saneamento destas eleições? Há quatro ano só se falava do saneamento. Agora só se fala do mercado. Há problemas bem maiores na Marinha Grande para resolver.
Para mim o mercado ou ia para o Atrium (com algumas obras) ou criava-se uma estrutura polivalente (onde agora é o quartel dos bombeiros) que possa servir de mercado, mas que tenha bancas amovíveis que possam ser desmontadas. Esse espaço poderia servir para exposições, concertos e outros eventos. Ficaria junto ao centro tradicional e seria uma ligação entre Atrium/E.Leclerc e o Centro Tradicional. Se é para gastar dinheiro, que se faça algo com visão. Agora gastar dinheiro a construir o mercado na zona desportiva é puro despesismo e não serve o futuro da Marinha Grande. Os vendedores podem estar muito contentes com a actual localização do mercado. Os consumidores também poderão estar. Mas tanto os vendedores como o utilizadores do mercado apenas pensam nos resultados imediatos.
Pessoalmente, penso que os mercados como hoje existem estão condenados. O futuro - a julgar por aquilo que se assiste em algumas cidades europeias que conheço - passa por estruturas mais pequenas (ou pequenos mercados espalhados pelos bairros mais populosos).
Por isso, fazer um mercado por fazer ou para "comprar" votos é um erro.
Construam uma estrutura junto ao Centro Tradicional com uma dimensão adequada e que possa ser mais do que um mercado.

Anónimo disse...

Arre chiça!!
Até que enfim, alguem com dois dedos de testa.
Aprovado.

Anónimo disse...

Obrigado. Se o pessoal do Largo quiser posso "postar" aqui alguma das ideias que tenho para a Marinha Grande.
Aliás sugiro que abram um tópico em que se possa postar uma ideia por dia.

Anónimo disse...

Mais uma ideia. A Rua Machado Santos está praticamente abandonada. Se as Câmara PS quer centralizar serviços no edifício dos Paços do Concelho sugiro que pense em adquirir alguns dos edifícios daquela rua para instalar alguns serviços.
Por exemplo, os serviços da TUMG poderiam ser instalados nessa rua. O serviços de Água e Saneamento também. A secção de Obras Particulares também necessita de melhores e maiores instalações e também poderiam ir para um edifício na Machado Santos.
Há soluções arquitectónicas para ligar os diversos edifícios. De certeza que grande parte dos proprietários está interessada em vender.

Nova Geração disse...

Já que estamos numa de sugerir, depois da grande afluência que os ultimo posts têm tido, especialmente este em questão, acho que o formato blog começa a ficar "pequeno" e descontextualizado. Pela reacção dos visitantes, o LDC num formato de fórum seria muito mais útil, para além de obrigar todos estes anónimos a registarem-se e a pelo menos manterem um nickname fixo.

É óbvio que gerir um fórum não é o mesmo que gerir um blog, mas aqui fica uma ideia para quem manda aqui no estaminé. É que só neste post já se falaram em muitos temas, que num fórum podiam estar separados por tópicos e assim evitar alguma confusão. Para além disso quando deixamos de vir cá durante alguns dia, depois temos que estar à procura do ultimo comentário que lemos, o que no caso de um fórum não é necessário, pois automaticamente diz-nos qual foi o ultimo comentário lido. É só vantagens, menos para quem tem que administrar que perde muito mais tempo. Contudo tenho a certeza que seria um espaço com muita afluência e de muita discussão. Tivesse eu tempo, e já tinha avançado...

Peço desculpa por este aparte mas pode ser que alguém pegue!

Anónimo disse...

Eu quero um mercado desses no camarnal e também um ao pé da rua dos urinois. Quanto mais pequeninos melhor... olha que ainda não me tinha lembrado desta... obrigado, muito obrigado.

Sejamos sérios disse...

Tenho acompanhado com muito interesse a discussão deste tema e mais remoque menos remoque foi de grande utilidade o largo das calhandreiras ter trazido para o debate o tema do mercado.

Partindo do princípio de que o caminho passa por construir um novo como parece haver consenso nos partidos politicos com assento no nosso parlamento local, queria deixar algumas questões:

Quanto tempo demora um mercado a ser construido? Isto partindo do principio que há em posse da autarquia o terreno ideal e dentro do PDM.

A solução provisória existente aguenta até lá? Sim porque hás vezes chove e faz vento e até há ciclones.

Quanto está a custar a manutenção desta solução provisória?

Os 7 euros que os vendedores pagam, que percentagem dos custos cobre?

Porque não promover um inquérito à população da M.Grande onde fossem ouvidos os interessados e os desinteressados, mas afinal todos pagantes?

Pronto fico por aqui há espera que algum dos iluminados calhandreiros diga qualquer coisinha.

Anónimo disse...

Ó anónimo das 11:40 não atinges a ideia. Ninguém disse que era para construir pequenos mercados. Dei o exemplo de grandes cidades. Na Marinha Grande, se se decidisse por essa via no máximo seriam construídas duas ou três pequenas estruturas (Pilado/Garcia), Picassinos e um central.

Anónimo disse...

O que andaram a dizer de nós...


http://west_side.blogs.sapo.pt/37983.html

Sejamos sérios disse...

Já agora uma sugestão!

Já que temos uma televisão local, não seria uma boa ideia ser feita uma reportagem sobre o interior do mercado do Atrium e outra sobre o funcionamento do das tal barracas.

O operador de Camara teria que fazer uma montagem para não aparecerem as bancadas que os Srs da CDU/PSD mandaram destruir. Seria uma excelente iniciativa, dado que segundo parece há muita gente a mandar palpites sem nunca ter visto O Atrium(mercado) no seu interior.

Anónimo disse...

Boa sugestão.
Mas seria bom que filmassem o exterior e as acessibilidades. É aí que está um dos problemas mais graves.

Em Pulgas disse...

Isto ainda vai parar a um daqueles programas da SIC, que retratam algumas aberrações.
Se o câmaraman Caetano tiver estaleca e recursos, deveria filmar o Atrium versus barracas.
Zona circundante da Resinagem, versus Parque da Mobil, estacionamentos da Cerca e parque subterrâneo do Centro Comercial.
Talhos e charcutarias da Resinagem, versus as do Atrium. Sanitários, idem, idem, aspas, aspas e já agora, entrevistar os comerciantes que arriscaram as sua economias para investir em lojas naquela zona e os que chulam o dinheiro de todos nós e pagam 7,00€ por mês para terem um espaço, que mesmo para ser limpo, têm que ser os trabalhadores da Câmara.
Vamos a isso. Dêm pilhas ao homem e que saia reportagem.

Anónimo disse...

De facto os VENDEDORES é que são os culpados.
Acabe-se com eles!
Assim já não e preciso mercado.

Anónimo disse...

é uma vergonha pagarem só 7 euros

Anónimo disse...

Ao anónimo das 20H23.

Sei que é vendedor e faz negócio à custa dos meus impostos.
Mas levo à letra o que diz.
Acabe-se com o mercado e gaste-se o dinheiro a criar infraestruturas de apoio aos deficientes e à terceira idade.
Os comerciantes que pagam 7 euros que invistam em lojas e arrisquem como todos os outros.
Façam-se à vida e deixem-se de merdas.

ai ai disse...

Bem. Parece que está quase tudo dito. Apesar do grande numero de bitaites publicados, não me parece que se possam tirar grandes conclusões e mesmo que se tirassem, as mesmas não teriam qualquer representatividade no sentir do conjunto dos Marinhenses.

A questão mercado continua a ser discutida por um reduzido numero de pessoas e algumas com interesses directos na questão.

Atrevo-me a deixar aqui(pode ser que alguem com responsabilidades autarquicas as aproveite) uma ideia concreta:

Promover uma consulta aos marinhenses, da seguinte forma:

Um impresso tipo RSF distribuido pelas caixas do correio com perguntas simples:

1-Manter o mercado a funcionar nas condições actuais,sim ou não?

2-Construir um novo, sim ou não?

3-Fazer as adaptações necessarias para aproveitar o Mercado Atrium, sim ou não?

Mais 2/3 linhas para observações.

O processo seria conduzido e fiscalizado por uma comissão que integrasse todos os partidos com assento na Assembleia Municipal mais um representante dos logistas do Atrium e um representante dos logistas do Mercado.

Isto é só uma ideia que naturalmente poderá ser melhorada, mas que tem um objectivo claro. Ouvir os interessados e aqueles que ao fim e ao cabo pagam a conta.

Naturalmente que este inquérito não teria validade juridica e não seria vinculativo. Mas ajudaria certamente quem tem que tomar a decisão final.

Anónimo disse...

Nem sempre a maioria tem razão. Aposto que a maior parte das pessoas ia dizer que o mercado estava bem onde está. O problema da democracia costuma ser esse, nem sempre a maioria tem razão.
É preciso ter visão e não ceder à vontade da maioria, porque está errada neste caso.

Anónimo disse...

Ó caro anónimo das 10:30

Então isso quer dizer que a maioria que votou no PS estava errada. Mas repare o ai ai na proposta que faz ressalva que o resultado do tal inquerito não seria juridicamente válido e não seria vinculativo...Mas ainda lhe pergunto qual seria a visão a considerar? A da CDU/PSD que tudo fez para termos a barracada que temos? A visão dos mercadores para continuarem a ter comida, cama e roupa lavada por 7€ por mês? a visão dos logistas do Atrium que estão a definhar, porque a expectativas foram goradas? Quanto a mim tambem acho que há que ouvir o maior numero de pessoas.

E ainda.... disse...

E porque não uma sondagem encomendada a uma empresa com credibilidade?

Anónimo disse...

Esta última proposta pode ter pernas para andar, mas para os marinenses se pronunciarem, devem conhecer bem aquilo para o que se estão a pronunciar.
Os problemas de acessibilidades, estacionamentos e quejandos, são do conhecimento geral e todos estamos de acordo que não são as ideais.
Faça-se uma brochura, devidamente documentada com imagens e com o máximo de detalhes, quer do Novo Mercado, quer das barracas e ponha-se os correios a fazer uma distribuição pela Marinha e Moita. Depois sim. Faça-se a sondagem e a coisa nem fica cara.

ai ai disse...

Então caros bitateiros do contra e tambem a favor... há propostas concretas a secundar as que deram inicio a esta discussão... nada a dizer, ou só há ideias fixas? parece-me que há por aqui muita cassete que não permite qualquer alteração ao préviamente gravado...

COMO ELES SE APANHAM disse...

Releiam os bitaites do ai ai.

-Não apresentou uma ideia concreta acerca do mercado.
-Quase todos deles contém farpas ou respostas provocatórias contra outros bitaiteiros.

Finalmente tem o descaramento de escrever este ultimo bitaite.
Francamente!

Anónimo disse...

Ao que diz que "apanha" mas é "apanhado.

Qual é a tua ou meu!
Pedir para que saiam mais opiniões, contra ou a favor, de preferência dos que não têm interesse directo ( os tais dos 7,00€/mês), é algo de estranho?
Então o homem não se fartou de dar opiniões?
Já há censura ou quê?

ai ai disse...

COMO ELES SE APANHAM disse...
Releiam os bitaites do ai ai.

-Não apresentou uma ideia concreta acerca do mercado

Sem "farpas"
Isto não é uma ideia concreta???

ai ai disse...
Bem. Parece que está quase tudo dito. Apesar do grande numero de bitaites publicados, não me parece que se possam tirar grandes conclusões e mesmo que se tirassem, as mesmas não teriam qualquer representatividade no sentir do conjunto dos Marinhenses.

A questão mercado continua a ser discutida por um reduzido numero de pessoas e algumas com interesses directos na questão.

Atrevo-me a deixar aqui(pode ser que alguem com responsabilidades autarquicas as aproveite) uma ideia concreta:

Promover uma consulta aos marinhenses, da seguinte forma:

Um impresso tipo RSF distribuido pelas caixas do correio com perguntas simples:

1-Manter o mercado a funcionar nas condições actuais,sim ou não?

2-Construir um novo, sim ou não?

3-Fazer as adaptações necessarias para aproveitar o Mercado Atrium, sim ou não?

Mais 2/3 linhas para observações.

O processo seria conduzido e fiscalizado por uma comissão que integrasse todos os partidos com assento na Assembleia Municipal mais um representante dos logistas do Atrium e um representante dos logistas do Mercado.

Isto é só uma ideia que naturalmente poderá ser melhorada, mas que tem um objectivo claro. Ouvir os interessados e aqueles que ao fim e ao cabo pagam a conta.

Naturalmente que este inquérito não teria validade juridica e não seria vinculativo. Mas ajudaria certamente quem tem que tomar a decisão final.

20 Outubro, 2009 10:26

ai ai disse...

Para o "COMO ELES SE APANHAM"

Sem farpas ou provocações, sugeria ao meu caro para mudar o nickname para um mais sugestivo tipo: CAÇADOR DE BRUXAS, podendo manter as maísculas...

É só uma sugestão e espero que não me apanhe outra vez.