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segunda-feira, 9 de abril de 2007

Quem Mente? (vá lá ver se a gente descobre)

Afinal parece que o Quinho tinha razão, já há candidatos para inaugurar o gabinete de mediação de conflitos:

"Construção embargada em S. Pedro de Moel divide vereador e presidente de Câmara"
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João Paulo Pedrosa abandonou reunião de câmara
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O vereador do PS na Câmara da Marinha Grande, João Paulo Pedrosa, abandonou a reunião do Executivo de quinta-feira passada em conflito com o presidente da autarquia, João Barros Duarte.
A posição assumida por João Paulo Pedrosa surge na sequência de um artigo publicado no seu blog, onde chama mentiroso ao presidente da edilidade, por causa do sentido de voto numa reunião de Câmara em relação à construção (embargada) de duas vivendas em S. Pedro de Moel.
O vereador do PS diz que votou contra o projecto e o presidente da autarquia alega que o assunto foi aprovado por unanimidade. Na acta do dia 26 de Maio de 2006, João Paulo Pedrosa assegura que votou contra, mas o presidente da edilidade justifica que o assunto foi aprovado por unanimidade, numa outra reunião do dia 4 de Outubro de 2006.
“Estou de consciência tranquila porque o assunto estava bloqueado há vários anos e este Executivo desbloqueou-o, por isso não admito que me chamem mentiroso, como fez o senhor vereador”, afirma João Barros Duarte.
O autarca acusa João Paulo Pedrosa de “irresponsável” e “desonesto” ao ter abandonado a reunião de câmara de quinta-feira. “Sempre falei a verdade, e por isso não aceito a posição dele”, acrescenta Barros Duarte, adiantando que o assunto foi tratado pelo Executivo com toda a transparência.
Por seu turno, João Paulo Pedrosa justifica que a “deselegância” do presidente da autarquia levou-o a decidir pelo abandono da reunião. “Não gostei da forma como fui tratado pelo senhor presidente, por essa razão abandonei os trabalhos”, sublinha o vereador.
Com o abandono de João Paulo Pedrosa e a saída dos outros dos vereadores do PS antes do final da reunião, por razões de ordem pessoal, os restantes elementos do Executivo decidiram suspender os trabalhos e dar-lhe continuidade hoje de manhã.
Dois dos assuntos que irão estar em discussão são a reparação do mercado novo e a análise do parecer jurídico sobre as viaturas pesadas e ligeiras de mercadorias dos Transportes Urbanos da Marinha Grande.
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(notícia retirada do Diário de Leiria)

Bom, da reunião de cambra de 26 de Maio, confirma-se que o bereador João Barbas Pedrosa votou contra e com declaração de voto. Agora quanto à reunião de 4 de Outubro ninguém sabe porque as actas a partir de 21 de Setembro não estão disponíveis no sítio da cambra. Estranho não é? Vá lá Sr. Presidente João Barbas Duarte, dê lá indicações aos "técnicos que não têm utilidade" para botarem lá no sítio as actas em falta, dava tanto jeitinho...

5 comentários:

Praça Stephens disse...

Ah, mas não é por falta de actas que eu deixo de esclarecer, então vamos lá:
em 4 de outubro (votação em que eu não estive presente, o vereador àlvaro pereira também não e a vereadora cidália só chegou às 17.30) o presidente levou para ratificar um despacho dele onde autorizava as especialidades (águas e esgotos) daquela obra. Ora acontece que as especialidades de águas e esgotos não carecem de aprovação, de acordo com a legislação, basta apenas o termo de responsabilidade de técnico devidamente habilitado. Mesmo que, eventualmente, viessem a carecer de autorização nunca necessitariam de uma deliberação de câmara pois esta, por unanimidade, no início do mandato aceitou delegar esta competência no presidente da câmara. Portanto para resumir: Em 4 de outubro foi levada a deliberação umas alterações de águas e esgotos da habitação em causa que não careciam de deliberação nenhuma. Os estimados leitores já estão mesmo a ver os queixosos desta construção a protestarem pela altitude a que passam a rede de água e esgotos eh eh eh.
Por outro lado não deixa de ser uma contabilidade assaz interessante verificar como é que nas contas do presidente da câmara as votações são por unanimidade, então reparem:

Nestas duas votações, numa delas votei contra e na outra não estive presente;
O verador Àlvaro Pereira esteve ausente das duas;
A vereadora Cidália na primeira esteve ausente e na segunda chegou às 17.30 não sabendo ainda se antes ou depois desta votação.
Portanto, como é que numa reunião onde, à partida, não há nenhum voto favorável do PS, se pode dizer que há unanimidade ? Eu sei que gostavam que fosse assim, mas a totalidade da câmara não é constituida apenas pelos votos da coligação PCP/PSD
os melhores cumprimentos a todos

João Paulo Pedrosa

Praça Stephens disse...

peço desculpa pela ocupação do espaço, relendo o texto, o sr presidente da câmara declara que a obra estava bloqueada há vários anos. Não ! peço desculpa. a obra não estava bloqueada, estava embargada (o que é diferente). Estava embargada justamente por construção em desconformidade com o projecto aprovado.
JPP

avatar disse...

Ora que excelente avatar, excelente mesmo...
Agora espero pelo avatar do Seu João...
Há uma coisa que não entendo, porque razão o Seu João leva tudo a reunião de Câmara, eu julgo que é para as estatisticas, "levámos x processos de obras, mais y que o anterior executivo", assim, no outro dia se estava a gabar o Vice do Seu João, mas as contas não se fazem assim, há que verificar apenas os processos que são da competência da Câmara (essencialmente as Licenças) e aí segundo fonte segura (ou não, porque os técnicos, segundo o Seu joão e o vice do Seu João, são incompetentes) não há mais processos, até porque há tecnicos nas vistorias o que é pelo menos 1 dia sem ver processos.
Ehehehe
Espero pela resposta do Seu joão aqui neste pasquim...
Bom avatar a todos

Anónimo disse...

Esta da “maioria absoluta” faz-me lembrar uma história da Guerra Fria.
Um dia a URSS e os EUA fizeram uma competição para ver qual o país que tinha o atleta mais forte. Em competição apenas dois atletas e o americano ganhou. No dia seguinte um jornal de Moscovo dava a notícia: "Atleta soviético conquista brilhante segundo lugar e atleta americano fica em penúltimo".

cmjl disse...

Então Sr. democrático e transparente
Presidente da autarquia, a ACTA do dia 4 de Outubro aparece, ou por magia sumiu como o fumo, porque terá isso acontecido. Mistéeeeeeeerio..