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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Vemos ouvimos e lemos..."

Apesar de aqui se tratarem em geral assuntos caseiros e nunca faltar matéria para os nossos posts, creio que a nossa Santa terrinha não está isenta e imune ao que se passa a nível Nacional.

Dei como título a este post uma expressão que me marcou nos tempos em que “a cantiga era uma arma” e nas muitas situações com que me vou deparando, no dia a dia encontro sempre um poema muitas vezes tornado cantiga ou canção que se adapta a cada um dos momentos do meu dia a dia.

Como me parece que o nosso largo não depende da publicidade paga pelas empresas participadas pelo Estado, directa ou indirectamente e em consequência não sairá daqui afectado, por uma eventual quebra de receitas, atrevo-me a levantar a lebre em relação a algumas das questões que no momento enchem as páginas dos jornais, rádios e televisões e outra coisas acabadas em (ões)

Não é por qualquer obsessão, mas se repararem (assim como quem não quer a coisa) já publiquei 2 posts em que nas entrelinhas me referia à situação, quanto a mim, complicadíssima que se vive no nosso País.

Numa altura em que aparecem alguns sinais ténues de abrandamento do afundamento e declínio da nossa economia. Na mesma altura em que mais do que nunca, seria necessário pôr todos os remadores (dos que ainda remam) a remar contra a maré, eis que o ”nosso timoneiro” ainda a braços com acusações inconclusivas de outras situações inconclusivas, se depara com outras acusações que provavelmente também nunca serão conclusivas, porque foi apanhado numas escutas telefónicas que não sabemos se alguma vez serão conclusivas ou conhecidas, ou outras coisas que também podem acabar em (idas).

Enfim! "Deixem-nos trabalhar" e não nos façam gastar as (já) fracas energias a pensar que temos um primeiro-ministro em quem "acabamos" de votar, atolado numa teia de corrupção que pelos vistos não existe, e uns pacote de notas que também não tinha notas… etc.… etc.….

Porra! Não brinquem mais com o pessoal. Senhores Juízes; procuradores; investigadores; inspectores e outros Doutores…Trabalhem, de noite e dia, abdiquem das férias e dos fins-de-semana prolongados e curtos que é o que muitos de nós temos que fazer para pagar os impostos que suportam os vossos ordenados e afins.
Mas não nos mantenham presos interminavelmente às vossas doutas opiniões e intermináveis decisões, que nos mantêm agarrados às vossas infindáveis confusões.

10 comentários:

não me fecundem sff disse...

O problema é que os homens e mulheres das leis dizem que elas estão mal feitas. Obviamente não podem ir contra o que decretam as leis dos políticos. Eu sei que é confuso, além de parecer confuso. Aliás, acho mesmo que todos achamos uma confusão de nos fecundar os neurónios, mas...é o que temos...foi neles que votaram...agora vão queixar-se ao...

Zé Parvalhão disse...
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não me fecundem sff disse...

O parvalhão...porque Zé já é nome de gente.
Mordeu-lhe alguma coisa? tem alguma dor?
Correu-lhe algum pacto mal?
Pensava que os outros andavam aqui a ver passar as traineiras, era?
Acalma-se homem e não deixe a boca aberta a adjectivar os outros, porque quando se tem a entrada de ar aberta, ou entra mosca...ou sai asneira.
Basta deixar cair uma casca de banana e catrapuz...
A'tão você pensa, que eu não sei que você pensa, que sabe que eu penso, que eu também sei qual é a ilustre figura do "meu caro".
Sim, Eu sei que esta não é fácil, mas...

Mulher Bidom disse...

E prontos, está "esclarecido"



http://www.publico.pt/Política/pinto-monteiro-arquiva-escutas-a-jose-socrates_1410822

Anónimo disse...

Mário Crespo

A cabeça do polvo

O sistema judicial português enfrenta o imenso desafio de não deixar que o Face Oculta se torne numa segunda Casa Pia. Até aqui o processo tem tido um avanço modelar. Não houve interferências políticas. Lopes da Mota não veio de Bruxelas discutir com os seus pares metodologias de arquivamento e, no que foi uma excelente janela de oportunidade de afirmação de independência, não havia sequer Ministro da Justiça na altura em que o País soube da enormidade do que se estava a passar no mundo da sucata. Mas há ainda um perturbante sinal de identidade com a Casa Pia. É que o único detido, até aqui, é o equivalente ao Bibi e Manuel Godinho, o sucateiro, no mundo da alta finança política não pode ser muito mais do que Carlos Silvino foi no mundo da pedofilia. Ambos serviram amos exigentes, impiedosos e conhecedores que tentaram, e tentam, manter a face oculta. É preciso ter em mente que as empresas públicas são organizações complexas. Foram concebidas para ser complicadas. Com os tempos foram-se tornando cada vez mais sinuosas. Nas EPs, as tecnoestruturas, que Kenneth Galbraith identificou e descreveu como o cancro das grandes organizações, ocupam tudo e têm-se multiplicado, imunes a qualquer conceito de racionalidade democrática, num universo onde não conta o bom senso ou a lógica de produtividade. Parecem ter um único fim: servirem-se a si próprias. Realmente já não são fiscalizáveis. Nas zonas onde era possível algum controlo foram-se inventando compartimentos labirínticos para o neutralizar, com centros de custos onde se lançam verbas no pretexto teórico de elaborar contabilidades analíticas, mas cujo efeito prático é tornar impenetráveis os circuitos por onde se esvai o dinheiro público. Há sempre mais um campo a preencher em formulários reinventados constantemente onde as rubricas de gente que de facto é inimputável são necessárias para manter os monstros a funcionar.Sem controlo eficaz, nas empresas públicas é possível roubar tudo. Uma resma de papel A4, uma caneta BIC, um milhão de Euros, uma auto-estrada ou uma ponte.Tudo isto já foi feito. Por isso mais de metade do produto do trabalho dos portugueses está a fugir por esse mundo soturno que muito poucos dominam. Por causa disso, grande parte do património nacional é já propriedade dos conglomerados político-financeiros que hoje controlam o País. Por tudo isto é inconcebível queManuel Godinho tenha sido o cérebro do polvo que durante anos esteve infiltrado nas maiores empresas do Estado. Ele nunca teria conhecimentos técnicos para o conseguir ser. Houve quem o mandasse fazer o que fez. Godinho saberá subornar com de sacos de cimento um Guarda-republicano corrupto ou disfarçar com lixo fedorento resíduos ferrosos roubados (pags 8241 e 8244 do despacho judicial). Saberá roubar fio de cobre e carris de caminho de ferro. Mas Godinho não é mais do que um executor empenhado e bem pago de uma quadrilha de altos executivos, conhecedores do sistema e das suas vulnerabilidades, que mandou nele. É preciso ir aos responsáveis pelas empresas públicas e aos ministérios que as tutelam. Nas finanças públicas, Manuel Godinho não é mais do que um Carlos Silvino da sucata. Se se deixar instalar a ideia de que ele é o centro de toda a culpa e que morto este bicho está morta esta peçonha, as faces continuarão ocultas. E a verdade também.

Zé Parvalhão disse...
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Zé Parvalhão disse...
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Anónimo disse...

Apaguem para aí há vontade.

Zé Parvalhão disse...
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Anónimo disse...

Ora aqui está um calhandreiro com o nick apropriado...