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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"ETAR Norte funciona a metade da sua capacidade"


A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR Norte) do Coimbrão é hoje inaugurada oficialmente pelo ministro do Ambiente e marca um dos episódios mais importantes do processo de despoluição da região.
Cerca de um ano depois da sua entrada em funcionamento, a 'jóia da coroa' da Simlis, empresa responsável pelo Sistema Multimunicipal de Saneamento do Lis, encontra-se a funcionar a metade da sua capacidade, já que o saneamento básico de Leiria, Batalha, Marinha Grande e Porto de Mós - concelhos que a estação vai abranger - ainda tem um longo caminho a percorrer, aguardando ainda os efluentes das suiniculturas, provenientes da futura Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas, que irá nascer em Amor.
A maior ETAR da região Centro - que apresentou um investimento de 15,6 milhões de euros, financiados em 80 por cento pelo Fundo de Coesão da União Europeia - foi dimensionada para receber cerca de 250 mil habitantes equivalentes, o que significa que pode tratar diariamente cerca de 38 mil metros cúbicos de águas residuais, dos quais 77 por cento são domésticos e 18 por cento provenientes de indústrias, e o restante de suiniculturas.
No entanto, a ETAR só deverá atingir a capacidade para que foi dimensionada dentro de quatro anos, caso o saneamento básico de todos os concelhos esteja totalmente concluído em 2013, data apontada por todas as autarquias, tendo em conta que nesse ano termina o Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Neste momento, segundo apurou o nosso jornal, a percentagem de cobertura do saneamento básico no concelho de Leiria é de 80 por cento. Segundo a autarquia, os lugares com ausência de saneamento correspondem a zonas com baixa densidade populacional. Por outro lado, faz saber numa nota informativa, a execução dos trabalhos nas freguesias a Norte do concelho "não poderiam avançar antes da entrada em funcionamento da ETAR Norte". "Com esta em funcionamento, avança agora a concretização das referidas redes", sublinha.
Com menos de 50 por cento de cobertura de saneamento básico, encontra-se o concelho de Porto de Mós, ao passo que, na freguesia da Marinha Grande, os trabalhos abrangem 95 por cento de cobertura e, nas freguesias de Moita e Vieira de Leiria (Marinha Grande) 85 por cento.
O nosso jornal tentou apurar qual a percentagem de cobertura de saneamento da Batalha, mas não foi possível apurar o valor até à hora de fecho desta edição.
A infra-estrutura irá igualmente aguardar que a Estação de Tratamento dos Efluentes Suinícolas fique concluída, situação que deverá levar, pelo menos, mais dois anos.
A cerimónia de inauguração terá lugar pelas 10h00. Além da presença do ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, irá ainda contar com a presença do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.
A inauguração será antecedida pela apresentação do 'Guia para a Avaliação de Impacte Ambiental de Estações de Tratamento de Águas Residuais', elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente.

Rio Lis com "alteração qualitativa"

A ETAR Norte representa para o presidente do Conselho de Administração da Simlis, Sérgio Lopes, a "peça basilar" de todo o sistema de despoluição, alertando, porém, para o trabalho das populações e empresas.
"Há que reconhecer que a ETAR não pode ser a única a despoluir os rios. A despoluição passa, também, por outros instrumentos e pelas pessoas e empresas terem consciência que os rios só se despoluem se estiverem ligados ao sistema", disse. É nesta perspectiva que Sérgio Lopes sublinha a "alteração qualitativa" do rio Lis, fruto do sistema multimunicipal de saneamento.


(surripiado do Diário de Leiria)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Revista de Imprensa

Artur Oliveira mantém pelouros no Executivo

Carta Educativa aprovada em reunião da Câmara da Marinha Grande


Executivo da Marinha Grande
A aprovação da Carta Educativa do concelho da Marinha Grande e a manutenção dos pelouros por parte do vereador Artur Oliveira, que irá agora terminar o mandato como vereador independente, após a entrega do seu cartão de militante do PSD, foram os principais assuntos da reunião de câmara do Município da Marinha Grande, no dia 13 de Novembro.

Estiveram presentes, na reunião que decorreu no Salão Nobre dos Paços do concelho da Marinha Grande, o presidente Alberto Cascalho e os vereadores Sérgio Moiteiro, João Marques Pedrosa, Artur Oliveira, João Paulo Pedrosa, José Grácio e Cidália Ferreira.

O vereador eleito pelo PSD na Câmara Municipal da Marinha Grande, Artur Pereira, entregou o cartão de militante na passada semana, e devolveu ao presidente da autarquia os pelouros que tinha, justificando a decisão com o facto de a Comissão Política Concelhia do PSD lhe ter “retirado a confiança política há alguns meses.” Contudo, Artur Pereira continuará como vereador porque Alberto Cascalho, presidente do município, decidiu não lhe retirar os pelouros por lhe merecer confiança e não existirem “razões para lhe retirar os pelouros.”

Artur Oliveira deixou assim de ser vereador eleito pelo PSD, passando a vereador independente, e continuará com os pelouros das Obras Públicas; Comunicações e Transportes; Abastecimento Público; Ambiente; Saneamento Básico e Abastecimento de Água.

A manutenção de Artur Oliveira como vereador com pelouros foi alvo de algumas críticas dos vereadores socialistas, considerando que esta situação só vem determinar a fragilidade de um Executivo” que “garante a maioria com um vereador que já não representa um partido”. João Paulo Pedrosa referiu inclusive que a decisão de Artur Oliveira manter os pelouros “deveria ser tomada em reunião de Câmara” e “não resolvida entre duas pessoas.”

O vereador do PS considera também que a passagem de Artur Oliveira para vereador em regime de independência tem “consequências do ponto de vista da fragilidade do Executivo”, uma vez que “o presidente eleito não está em funções” e agora “o vereador que sustenta a maioria já não representa um partido”. João Paulo Pedrosa lembrou também que o prazo de suspensão de mandato de João Barros Duarte termina no dia 14 de Novembro e que o Executivo ainda não recebeu nenhum comunicado sobre essa situação.

Alberto Cascalho referiu por sua vez não ser essa a sua leitura dos acontecimentos e que mais uma vez agiu de acordo com a sua consciência. O autarca informou ainda que após consultar os serviços jurídicos do município, estes o informaram que a decisão de manter os pelouros na posse de Artur Oliveira era uma competência exclusiva do presidente da Câmara.

O Executivo camarário aprovou por maioria, com os votos a favor de Alberto Cascalho, Sérgio Moiteiro, João Marques Pedrosa e Artur Oliveira, e as abstenções dos vereadores socialistas João Paulo Pedrosa, Cidália Ferreira e José Grácio a reapreciação da alteração à Carta Educativa do Concelho da Marinha Grande, que já tinha sido aprovada por unanimidade pelo Conselho Municipal de Educação no dia 7 de Novembro. A Carta Educativa irá ser discutida em Assembleia Municipal extraordinária de dia 20 de Novembro.

A Câmara Municipal considerou a Carta Educativa como uma mais valia, enquanto instrumento de planeamento e ordenamento prospectivo de edifícios e equipamentos educativos a localizar no concelho, e de acordo com as ofertas de educação e formação que se impõem satisfazer, tendo em vista a melhor utilização dos recursos educativos e financeiros, no quadro do desenvolvimento demográfico e socio-económico do município.

João Paulo Pedrosa referiu que “esta é uma matéria que devia evitar questões de briga política e aspectos partidários”, lamentando que a maioria camarária “não tenha promovido nenhuma reunião com os vereadores para discussão.” O vereador do PS adiantou que o partido tem “dúvidas que tenha sido procurada a melhor hipótese e que tenham sido esgotadas todas as possibilidades na procura da melhor solução”, concluindo mesmo que “esta é uma má solução.” João Paulo Pedrosa referiu ainda que “a Assembleia Municipal reprovou a carta educativa porque pretendia outra e não a mesma” e alertou que “as nossas crianças ficam sem condições e em desigualdade com as crianças dos concelhos vizinhos.”

Por sua vez, Alberto Cascalho saudou a alteração de voto do PS, que passou de voto contra para abstenção, e interpretou-o como “um sinal positivo no sentido de encontrar o necessário consenso em matéria de tão grande interesse e responsabilidade.” O presidente da Câmara respondeu adiantando que procurou esgotar todas as possibilidades e acolher diversas sugestões para a resolução do problema, considerando também que “foi dado um passo decisivo para, caso a Assembleia Municipal venha a aprovar, o município dispor das condições necessárias no âmbito do QREN encontrarmos financiamentos indispensáveis à execução desta obra e à requalificação de todo o nosso parque escolar até ao 1º ciclo”.


(surripiado do Tinta Fresca)



Nota: o site da CMMG continua a disponibilizar as actas das reuniões de câmaras com vários meses de atraso. Não se percebe o motivo.

sábado, 15 de novembro de 2008

O ERRO DO CRIADOR


E ao sexto dia Deus criou o homem...
Mas mal o Criador se aprestava para voltar aos céus e aliviar fadiga de tão intensa jornada, sentindo passos atrás de si, virou-se. A correr em sua direcção vinha um desassisado camarista de farta cabeleira branca, acenando freneticamente com algo na mão direita, enquanto a esquerda se enterrava no bolso, como que impedindo que algo se escapasse. “Olhe, se faz favor. Queria entregar o cartão do partido. É que os juvenis já não me dão crédito e tomaram-me por aziago.” E logo Deus se amargou de arrependimento por ter concluído a criação.
Porém, para assombro do próprio Criador, um anjo êufono e titubeante que vagueava por perto sem GPS, tomou-lhe a mão e proclamou em tom grave: “Segue-me camarada, que enquanto a luta de classes precisar de ti, serás um dos nossos. Busquemos o norte magnético!”. Perturbado, o Criador rompeu num pranto inconsolável.

Depois de um Outubro generoso, solarengo, com o astro rei a bailar por entre os ramos semi nus das árvores de folha caduca, entraram pelas frinchas da janela esconsa da minha sala-de-estar os primeiros arrepios de frio, um gélido calafate soprado do grande glaciar em degelo, fazendo recordar aos homens que a natureza acusa sinais evidentes de cansaço, de maus tratos e de sobre-saturação. Pela primeira vez este ano, aconchego três cavacas de sobreiro do Redondo na lareira ainda fria do verão, e acendo o lume com caruma, pinhocas e pequenos gravetos de pinheiro, apanhados na recta de Pedreanes numa tarde de sábado por finais de Setembro. Este é um luxo a que me permito, não tanto por vaidade mas mais por necessidade - sentar-me em frente ao lume num final de tarde a que a mudança da hora já acrescentou noite, lâmpadas de baixo consumo apagadas, um cálice de licor de leite degustado em pequenos sorvos, apenas iluminado pelo lume que baila em labaredas de azul-laranja, exalando resina, labendo as paredes escuras da chaminé - o ambiente que se impõe para um momento de introspecção. Talvez seja isso que falta a muito bom comuneiro cá da paróquia, parar para pensar! Reflectir!
Os acontecimentos patéticos sucedem-se e asseveram a crise de valor acrescentado que mina a nossa desventurada corte de homens d’ estado, o barriguismo prospera, a política decente, tão imprescindível como o cereal para o pão da boca, está mais do que nunca em roda livre, a preciosa alteridade esfuma-se numa prática de tiques comuns de la droite à la gauche, pois o denominador é o comum, insensatez e muito, mas mesmo muito, despudor!
Talvez por isso um duche frio e uma valente coça de bagaço de medronho pudessem pôr cobro às mais que evidentes e previsíveis estratégias já no terreno, gizadas em bolorentas reuniões de comparsas – gestão de silêncios à la carte, rajadas de metralha ao neo-liberalismo que engorda a própria continha, limpeza a seco das consciências e das responsabilidades, fazer crer que a preocupação maior somos nós, e tudo isto revelado apenas num facto, a tremenda incompetência para escolher os melhores. E será que estão disponíveis?
Mas a culpa de toda esta tragédia é sem dúvida da democracia, essa patomina das sociedades civilizadinhas que atribui um cheque-voto-surpresa a cada imberbe eleitor. A culpa é da porra do sofá que amolece o nervo da inquietação. A culpa é da merda da televisão que nos emprenha com novelas. A culpa é dos gajos que lá estiveram. A culpa é dos cicranos que lá estão. A culpa é da testosterona e da bola e do filho da puta do árbitro. A culpa é sempre dos outros. A culpa nunca é minha, tua, ou de outro cabrão qualquer! Neste país pequenino, nunca ninguém é culpado, e porquê? Porque os culpados são sempre uma desculpa para a nossa própria culpa. Fiz-me entender?
Pois que, para terminar, permito-me (permitam-me!), a contra-gosto, um inusitado pedido de desculpas pela severidade deste arrazoado, ela é apenas a expressão da desilusão que sinto ao olhar o lume que baila nesta modesta lareira do Casal da Formiga, mas que não liberta o calor que tanto desejo. Isto, confesso, para além do facto de hoje ter olvidado tomar o comprimido para os nervos. Coisas da andropausa. Mas, para além dessa milagrosa pílula que me põe os ditos nervos sossegados, como poderei eu ultrapassar esta incontida descrença? Poderá ainda restar a fé, dir-me-ão vossas senhorias. Mas, returco eu, como poderei confiar em quem cometeu tamanho disparate ao sexto dia?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

jpp promove medida discriminatória para os homossexuais passivos do distrito...

Revista de Imprensa (actualizada)

"Marinha Grande - Artur Pereira de Oliveira entrega cartão de militante do PSD"

O vereador Artur Pereira de Oliveira entregou na segunda-feira o cartão de militante do PSD, gesto que justificou com “falta de democraticidade” dentro do partido, que ajudou a fundar na Marinha Grande. Na terça-feira “devolveu” os pelouros ao presidente da autarquia, mas acabou por reconsiderar a sua posição depois de Alberto Cascalho lhe ter expressado a sua confiança. Desempenha agora essas funções como independente.


Artur Pereira de Oliveira esclarece que não sai por razões ideológicas, mas por não concordar com as atitudes da Comissão Política Concelhia e da Comissão Política Distrital do PSD.
São várias as queixas apresentadas em relação à Comissão Política Concelhia. A começar por ter sabido, há cerca de seis meses, que lhe tinham retirado a confiança política pela comunicação social, passando por “acusações difamatórias nos jornais” e, mais recentemente, por não o terem convidado para a apresentação dos candidatos da Marinha Grande às autárquicas.
“É dentro do partido que as coisas se devem resolver. As coisas foram-se tornando cada vez mais graves, inclusivamente com insultos na Assembleia Municipal por elementos do PSD, que demonstraram um total desconhecimento das matérias de que me acusaram”, explica Artur Pereira de Oliveira, em alusão a dossiers como a Simlis, TUMG, saneamento básico e mercado municipal.

Mal-entendidos
Em relação à Comissão Política Distrital, o vereador do PSD lamenta que nunca tenha promovido uma reunião consigo e com a concelhia para esclarecer o que considera serem “mal-entendidos”. “A distrital é responsável por não ter tomado decisões atempadamente para evitar estas questões desagradáveis.”
Apesar de considerar que os políticos não se reformam, Pereira de Oliveira afasta uma eventual candidatura à autarquia como independente. “Com 75 anos ainda me sentia com coragem para mais.” Contudo, revela que está empenhado em contribuir para a resolução dos “graves problemas económicos e sociais” no concelho, enquanto munícipe. “A social-
-democracia é isso mesmo, e não estar à procura de tacho.”
Apesar de não ter esclarecido se irá votar no PSD nas autárquicas, Pereira de Oliveira afirmou ter “simpatia” pelo cabeça de lista, António Santos, por ser uma “pessoa capaz e com valor”. Em relação aos resultados eleitorais, desejou que “ganhe o melhor para o bem da Marinha Grande”. n
Alexandra Barata


Concelhia reage com indiferença
“Não atribuímos muita importância a esse episódio, porque já nos tínhamos demarcado da sua postura enquanto vereador do PSD. Estava demasiado colado à CDU, independentemente das nossas posições. ”É desta forma que Manuel Teles, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD da Marinha Grande, reage ao afastamento de Pereira de Oliveira. Teles deixa claro que a sua desvinculação foi uma decisão pessoal, para o qual não foi forçado. n




(surripiado do Jornal de Leiria)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

POR FAVOR EXPLIQUEM-ME, MAS COMO SE EU FOSSE MUITO BURRO

Para a CDU JBD deveria demitir-se pois já não tinha a confiança politica do partido e os cargos para os quais os políticos são eleitos devem sempre ser geridos e manifestar os desígnios de um colectivo (leia-se o partido) que os elegeu.

AA já não tem a confiança política do PSD, o Senhor Presidente da Câmara manifestou-lhe total confiança e não lhe retirou os pelouros.
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Revista de Imprensa (quentinha)

Câmara municipal

"Vereador do PSD da Marinha grande entrega cartão de militante e devolve pelouros"

O vereador eleito pelo PSD na Câmara Municipal da Marinha Grande, Artur Pereira, entregou o cartão de militante e devolveu hoje ao presidente da autarquia os pelouros que detinha, confirmou o próprio à agência Lusa


«Entreguei o cartão de militante do PSD à Assembleia Distrital do partido e devolvi os pelouros que me estavam atribuídos ao presidente da Câmara», afirmou Artur Pereira, justificando a decisão com o facto de a Comissão Política Concelhia do PSD lhe ter «retirado a confiança política há alguns meses».

Segundo o vereador, agora independente, a retirada da confiança política «nunca foi justificada» por parte dos órgãos concelhios do partido.

«Aguardei o tempo mais do que suficiente para ser informado dos motivos da decisão, o que não aconteceu», explicou Artur Pereira, sublinhando «não estar chateado com o partido», mas também «não poder continuar assim».

O autarca, que exerce as funções de vereador a tempo inteiro, informou ainda ter comunicado a iniciativa ao presidente da Câmara, Alberto Cascalho, eleito pela CDU, a quem devolveu os pelouros.

«O senhor presidente manifestou-me total confiança e disse que não me iria tirar os pelouros», referiu Artur Pereira, militante do PSD desde a sua fundação e que esteve na génese do partido na Marinha Grande.

Confrontado com a entrega do cartão de militante por parte do vereador, o presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) da Marinha Grande, Manuel Teles, esclareceu que «nunca o partido lhe retirou a confiança política».

O dirigente reconheceu, contudo, ter havido «uma difícil articulação entre o vereador e a CPC», sobretudo ao nível das deliberações que Artur Pereira tomava na Câmara e que não eram coincidentes com as que tomavam os eleitos na Assembleia Municipal.

«[As decisões] não se aproximavam», referiu Manuel Teles, acusando o autarca de «não seguir a linha do partido».

«Por isso, ao delinearmos a estratégia para as próximas eleições autárquicas, entendemos que não se integrava na nova equipa de candidatos», adiantou o presidente da CPC, admitindo ser esta uma decisão de «ruptura».

Lusa/SOL


(surripiado do SOL)

CENAS DO PRÓXIMO EPISÓDIO

“Como já estávamos fartinhos de enfardar salsichas e de andar dum lado para o outro a olhar embasbacados para um muro todo escavacado, mais parecia que estávamos na Rua da Indústria, o compadre Abano teve uma ideia: Ó pessoal e se fizessemos um intervalo cultural e fossemos à bola? Boa, dissemos todos. E lá fomos nós à bola de Berlim, enfardar antes do jogo. Só ficámos admirados porque ainda não foi desta que vimos a ASAE. Paciência. A pastelaria era jeitosa e asseadinha, ainda cheirava a Sonasol com amoniacal. Também ainda não foi desta que sentimos o cheiro da cidade maldita. Parece que fizeram uma ETAR nova e os problemas com os cheiros estão resolvidos, por agora. Esperem só até os tugas começarem a libertar a salsichada e as bojecas, que vão como é que é. SLB, SLB, SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB, GLORIOSO SLB.”

Classificados

Numa altura em que se começam a perfilar as barbas brancas do costume, aqui fica uma alternativa bem interessante. A causa, é uma boa causa e até parece que não se ganha nada mal. Pode ser que pegue...

sábado, 8 de novembro de 2008

Então como é que vai essa "saúde"?

(Acta nº 25 - Reunião Ordinária da Câmara Municipal da Marinha Grande realizada no dia 15.11.2007 2007 e no dia 16.11.2007)

(…)

1 - PEDIDO DE SUSPENSÃO DE MANDATO DO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA


1547 - Presente pedido de suspensão de mandato datado de 07/11/2007, apresentado pelo Presidente da Câmara, Sr. João Barros Duarte, pelo período de 365 dias, por motivo de doença devidamente comprovada por atestado médico apresentado e arquivado na Secção de Recursos Humanos desta Câmara Municipal.

A Câmara apreciou o pedido, e tendo em conta que o motivo apresentado se enquadra no previsto no art.º 77º, n.º 3, alínea a) da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, alterada e republicada em anexo à Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, delibera aceitar a suspensão do mandato do Presidente da Câmara, Sr. João Barros Duarte, pelo período de 365 dias. Esta deliberação foi tomada por maioria, com 3 votos a favor e 3 abstenções dos Srs.
Vereadores do P.S..


Será que após 365 dias o Sr. João Barros Duarte já resolveu os problemas de saúde? Os munícipes gostariam de ter uma atenção por parte de quem os representa, mais não seja, por uma questão de educação. Ou será que só servimos para votar?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Passatempo das Calhandreiras


Ora aqui vai mais uma e desta vez para uma embalagem de dois quilitos de peixe espada preto para fritar. O peixe espada é de confiança e foi pescado nos mares da Madeira, com a devida autorização do Rei Alberto João I.

"Esta reunião, aparentemente pequena, deu para 2 sessões, devido à habitual troca de acusações entre PS e PCP que, devido à falta de capacidade para governar o Concelho e/ou apresentar propostas alternativas, se perdem em discussões que nada servem para o nosso desenvolvimento."
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e ainda
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"Esta posição deve-se à incapacidade que os sucessivos executivos camarários (PS e PCP) têm demonstrado na resolução deste problema e de outros idênticos, tais como a Angolana, a J. Ferreira Custódio, a Manuel Pereira Roldão, a J. Mortensen e outras unidades industriais que degradam a imagem da nossa cidade."

Como esta também não é fácil, vou dar uma dica extra, a frase não foi dita por ninguém da oposição e mais não digo.
Caso ninguém acerte, é o costume, reverte para o fundo de apoio ao alargamento da Zona Industrial.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

PORQUE SERÁ?


Quinta-feira, Junho 02, 2005

Surpresa

"Na passada semana, na conferência de imprensa em que apresentei os nomes votados pela concelhia do PS da Marinha Grande para os diversos órgãos autárquicos do concelho, apresentei ainda a minha declaração de interesses, rendimentos e património, assumindo o compromisso de os tornar público anualmente e enquanto exercer semelhantes funções públicas. Dada a actualidade destas matérias, pensei que os jornais locais fizessem notícia disso. Ao contrário, não fizeram referencia nenhuma ao assunto e colocaram-me na primeira página com uma bandeira a festejar a vitória do Benfica. Vá lá entender-se a dinâmica dos conteúdos da comunicação social."

João Paulo Pedrosa


E agora? Será que a dinâmica dos conteúdos já é mais perceptível?

Revista de Imprensa

"PSD quer ganhar câmara com independente António Santos"

O PSD candidata um independente à presidência da câmara da Marinha Grande e apresenta como objectivo vencer as Eleições Autárquicas do próximo ano. Essa é a fasquia colocada tanto pelo candidato António Santos, de 53 anos, como pelo presidente da Comissão Política concelhia, Manuel Teles. O candidato foi apresentado na última sexta-feira, num jantar que reuniu mais de duas centenas de apoiantes, onde entre eles Luís Marques Guedes, secretário-geral do PSD.
"Estamos aqui para vencer estas eleições. Não vencer por vencer, por vaidade ou por interesse pessoal ou corporativo, mas vencer porque a Marinha Grande precisa da nossa vitória", disse o independente que encabeça a lista do PSD à autarquia da capital vidreira.
António Santos afirmou que a principal preocupação da sua candidatura "é pugnar pela melhoria, em todos os sentidos, da vida das pessoas. No emprego, no desenvolvimento económico, na educação de qualidade, nas obras de carácter social, no apoio aos mais carenciados, na cultura". O candidato, que é quadro superior da Direcção de Finanças de Leiria, disse querer "uma câmara aberta a toda a população", "desburocratizada e simplificada no relacionamento com o munícipe".
"Só vou dar importância a matérias e assuntos que estejam intrinsecamente relacionados com o progresso da Marinha Grande", acrescentou António Santos, traçando o perfil da sua campanha, apontando ainda 'baterias' ao Governo, considerando que "a Marinha Grande está no Centro do País mas não tem estado no centro das preocupações de quem a tem governado. A Marinha Grande tem todas as condições para estar no centro da inovação, da eficiência, da evolução, da justiça social", salientou.

Apresentados todos os 'cabeça de lista'

O secretário-geral do PSD elogiou o currículo e o percurso pessoal e profissional de António Santos, que considerou "notável e exemplar", considerando que o discurso do candidato se identifica com os valores sociais-democratas.
A lista à Câmara Municipal integra ainda Pedro Silva e Dina Gomes, enquanto Pedro André lidera a lista à Assembleia Municipal, secundado por Joaquim Martins e Daniela Teixeira. Nas listas às assembleias de freguesia, Rui Miranda encabeça a da Marinha Grande, Afonso Henriques a de Vieira de Leiria e Manuel Teles a da Moita.
A apresentação dos candidatos, em que estiveram alguns presidentes de câmara do PSD no distrito, também contou com a presença do candidato do partido a Leiria, José António Silva, e o presidente da Comissão Política Distrital, Fernando Marques, o qual garantiu o "apoio total" do órgão que lidera para a concretização do objectivo de ganhar na Marinha Grande, o "único concelho do distrito onde o PSD ainda não governou", salientou
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(surripiado do
Diário de Leiria)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Imprensa Desportiva


Revista de Imprensa de 09-06-2005





«Autárquicas - PSD apresenta cabeças de lista e promete “começar por baixo”»

Saneamento prioritário

O candidato do PSD à Câmara Municipal da Marinha Grande, Artur Oliveira, apontou como principais prioridades o saneamento básico e a melhoria das ruas da cidade, na apresentação da candidatura do partido às eleições autárquicas de 2005, que decorreu na passada segunda-feira. Ideias que foram reforçadas por Pedro Silva, candidato à Assembleia Municipal, ao acrescentar que “não adianta ter jardins modernos, quando não há saneamento básico e quando existem ruas do terceiro mundo”.
Artur Oliveira acusou ainda a Câmara PS de ter destruído o Plano Director Municipal (PDM) e afirmou que é necessário um novo documento, “totalmente renovado”, pois este constitui “um instrumento indispensável de trabalho”.
“Começar por baixo” e “dar aos que nada têm” são os ideais para o candidato do PSD, que entende um possível triunfo como uma vitória da Marinha Grande e não como uma vitória pessoal. “Se não ganharmos é uma derrota dos munícipes e não da nossa equipa”, acrescentou o cabeça de lista.

(...)


(surripiado do Região de Leiria)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Momento Zen da Semana




Embora retirada do seu contexto original, esta frase serve-nos para a construção metafórica “erguida” paredes meias entre os Paços do Concelho e o busto do nosso candidato. É bom recordar que a causa pública vai muito para além dos interesses particulares que povoam os dois lados da “barricada”. Os muros servem para dividir mas também servem para manter afastada a “má vizinhança”. Contudo, viveríamos muito mais felizes sem eles. Bastava para isso que todos respeitássemos as frágeis fronteiras da liberdade.

O Largo das Calhandreiras é talvez o local da cidade onde confluem mais ruas, para sermos mais precisos, seis entradas e saídas. É nossa obrigação mantê-las desimpedidas para que todos possam circular à vontade e em segurança.

sábado, 25 de outubro de 2008

Tarifa de Disponibilidade VII - As Certezas do Sr. Presidente

O assunto não está esquecido e até porque foi recentemente abordado pelo Sr. Presidente da CMMG, voltamos a insistir.

(extracto da entrevista do Sr. Presidente da CMMG ao JMG)

JMG – E a taxa de disponibilidade, não poderia poupar os marinhenses de pagar este imposto?
Dr. A. Cascalho – A taxa de disponibilidade tem sido discutida de forma bastante aprofundada, tanto na câmara como na própria assembleia, como certamente saberá. Nós tivemos a preocupação de auscultar todas as entidades que entendemos terem relevância nesta matéria, nomeadamente a Associação Nacional de Municípios. E, uma coisa podemos garantir: nenhum munícipe passou a pagar mais um cêntimo que fosse pelo facto de ter havido essa alteração.

(...)

De acordo com as regras actuais, as autarquias deverão, no mínimo, fazer repercutir naquilo que cobram pelos serviços que prestam, no mínimo, os custos que têm com a prestação desses serviços. A ideia que temos é de que, no concelho da Marinha Grande, a água tem um preço que está muito abaixo da média nacional e até mesmo da nossa região.


Face à posição clara do Sr. Presidente, todas as dúvidas que manifestámos sobre a aplicação da nova tarifa de disponibilidade começam-se a dissipar, parecendo confirmar-se que a mesma está a ser aplicada de forma ilegal.
Apesar da pergunta ter sido mal formulada (o Sr. jornalista, que conduziu a entrevista, tinha a obrigação de saber a diferença entre uma taxa e um imposto), a não resposta do Sr. Presidente foi reveladora, senão vejamos:

1. diz o Sr. Presidente que foram auscultadas “todas as entidades que entendemos terem relevância nesta matéria, nomeadamente a Associação Nacional de Municípios”.
A alusão que o Sr. Presidente faz (“nomeadamente”) à ANMP não é por acaso, nem é inocente. Recordemos o que disse o vice do Dr. Ruas a este propósito:

O vice-presidente da ANMP refere que as autarquias não podem perder receitas e por isso vão contornar a lei.
"Isto resulta da disposição legal que impediu que houvesse a taxa de aluguer do contador, mas também há outros dispositivos legais que dizem que os preços têm de ser reais. Os municípios tiveram de encontrar soluções para cumprir todas as leis que estão disponíveis", explicou o responsável pelas águas e resíduos da ANMP.
Fernando Campos disse que os municípios decidiram criar uma taxa de disponibilidade de serviço ou então proceder a acertos no preço do metro cúbico, "sendo certo que o valor final da factura tem de ser o mesmo"
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Regista-se uma vez mais (com espanto!), que um dos interlocutores privilegiados desta câmara seja a insuspeita ANMP e que um partido dito de esquerda e que se arroga de arauto da defesa dos trabalhadores, não ausculte, por exemplo, a DECO, decalcando na integra as directrizes da sua associação de classe, para justificar o injustificável. Talvez por contaminação do camarada de coligação o PCP se esteja a transformar num partido neo-liberal, que privilegia a receita e detrimento da lei. Quem diria!

2. mas se a questão é a aplicação de uma taxa prevista na lei, fazendo repercutir na factura do consumidor os custos relativos à construção, conservação e manutenção do sistema de distribuição de água, o que se retira das palavras do Sr. Presidente é que nem ele parece saber quais são esses custos ao responder que: “A ideia que temos é de que, no concelho da Marinha Grande, a água tem um preço que está muito abaixo da média nacional e até mesmo da nossa região.”
O Sr. Presidente da câmara para aplicar uma taxa que tem de ter correspondência com os custos efectivamente suportados (é isso que diz a lei) não pode ter uma “ideia” sobre a comparação de preços entre municípios, não lhe basta dizer que a nossa água até é mais barata que a água aqui do vizinho do lado, o Sr. Presidente tem é de ter certezas sobre aquilo que custa manter o sistema em bom e regular funcionamento. Até porque a comparação de preços é falaciosa, uma vez que os municípios podem ter custos diferentes para disponibilizar o mesmo serviço. Mas será que o Sr. Presidente sabe efectivamente quanto é que isso custa? Não cremos. Em contrapartida, para criticar a nova lei, revela que o facto da facturação ter passado de bi-mensal a mensal (com a consequente antecipação de receita, que preferiu ignorar) custa à câmara mais 100.000 euros - só esperamos é que estes cálculos não tenham sido feitos pelos mesmo peritos que estimaram as “obras de adaptação” do “nado-morto” (mercado do Atrium).

3. contudo, o Sr. Presidente tem uma certeza: “nenhum munícipe passou a pagar mais um cêntimo que fosse pelo facto de não ter havido essa alteração”.
Pois é Sr. Presidente, só se esqueceu de um pequeno pormenor, é que quando alguém tem de pagar por algo que não deve, tudo o que paga é a mais, nem que seja o tal cêntimo a que se refere.

Para terminar, e até porque as respostas do Sr. Presidente não suscitaram no espirito crítico do entrevistador qualquer questão adicional sobre esta matéria, gostaríamos de deixar uma pergunta que pensamos de resposta fácil, uma vez que se trata de um dado fundamental a quem gere uma rede de tratamento e distribuição de água:
qual a percentagem de água que se “perde” no sistema, entre o total de água tratada e pronta para consumo e a água efectivamente consumida e facturada ao consumidor final?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

EXCLUSIVO LARGO DAS CALHANDREIRAS

Pois é camaradas, cuidem-se, nós tinha-mos avisado, a nossa rede de informadores e infiltrados é potentíssima e ninguém está a salvo dos flashes dos nossos paparazzi. O Largo das Calhandreiras soube em primeira mão da entrevista do João das Barbas, esteve lá e hoje revela em exclusivo uma bela foto do presidente em suspensão no momento em que zancava nos seus camaradas de partido e em que dava mais uma bonita lição de coerência. Olhó passarinhoooooo!... Já está. Não digam que não ficou catita?



E não percam esta noite a partir das 23 horas, no Largo das Calhandreiras, o evento “Todos Contra Uns e Uns Contra Todos”, a luta feroz pelo cinturão de campeão, a luta feroz entre os que perderam a confiança política e os que lha tiraram. João das Barbas versus PêCê e Artur Autocolante versus PêPêDê, os maus contra os bons e os bons contra os maus, um espectáculo com cenas arrepiantes, tudo em directo a partir do Municipal Arena Assembly, onde se vai jogar o título municipal de campeão da CM, a Coligação Maravilha. Vai ser um evento fabuloso, não percam! Fiquem com um cheirinho do que se vai passar (não se preocupem que apesar de parecer verdade é tudo a bricar, como na vida real);



quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Revista de Imprensa (quentinha)

João Barros Duarte, presidente da Câmara da Marinha Grande com o mandato suspenso
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O PCP aburguesou-se muito na Marinha Grande

Sente-se tratado como uma “embalagem descartável” pelo PCP e diz que foi afastado por se recusar a fazer favores a alguns dirigentes locais. Responde às críticas do PS de falta de obra com o facto de ter dado prioridade à organização da autarquia e condena a postura eleitoralista do principal partido da oposição.

Quando há cerca de um ano suspendeu o seu mandato deixou em aberto a possibilidade de regressar à Câmara da Marinha Grande. Mantém a mesma posição?

Quando pedi a suspensão admiti uma evolução da situação que me proporcionasse retomar a actividade. Pareceu-me contranatura dois ou três camaradas proporem a minha saída. Sem a confiança política do meu partido não havia condições para funcionar. Pedi a suspensão na perspectiva de que as condições pudessem ser alteradas.

E essas condições alteraram-se?

Não. Em alguns casos até era natural que se tivessem esclarecido.

Como estão as suas relações com o partido?

Praticamente não existem. O partido retirou-me a confiança política e eu não reagi. Tenho estado quieto e calado.

Sente-se desapontado?

Desapontado qualquer pessoa fica quando é militante de um partido há 45 anos, cumpriu com dedicação todas as regras partidárias, e chegam dois ou três indivíduos e utilizam-no como uma embalagem descartável.

Quem é que na realidade o afastou?

Foram os principais dirigentes locais do partido.

Sob que justificação?

A questão do terreno do Marinhense é a mais forte. Queriam-me forçar a aprovar aquilo. Sou uma pessoa coerente, ética e respeito a confiança das pessoas. O grosso do meu eleitorado não se sentiria bem se cedesse numa coisa dessas quando sempre disse que não era justo. Uns tinham necessidade de retirar os avales que tinham na Direcção do Marinhense. Outros faziam uns favores uns aos outros. Favorzinhos que não se devia fazer no PCP. Deixei margem para criar condições para passar, mas sem a minha assinatura. Mas eles não quiseram. A partir daí criaram-se outras situações idênticas.
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Se estivesse inscrito na Marinha Grande, votaria no partido?

Quando decidir votar não o faço contra o partido. Posso reconhecer que não é o candidato melhor e abster-me.

E faria campanha pelo PCP na Marinha Grande?

A manter-se a situação, sem qualquer evolução ao nível dos responsáveis locais, não.

Foi acusado, muitas vezes, pelo PS de não ter realizado obra. Como vê estas críticas?

A câmara estava muito desorganizada em termos de estrutura, pessoal, funcionalidade e tesouraria. Quando o partido que está no poder esbanja com um conceito eleitoralista e aproveita até ao máximo todas as possibilidades que tem de fazer investimentos, uns legais e outros menos legais, isso desorganiza uma câmara. Quando cheguei lá a primeira coisa que fiz foi organizar as coisas. Isso levou tempo. Algumas obras que estão a ser agora iniciadas foram planeadas no meu tempo. Vencendo muitas dificuldades. Quando as coisas estavam todas preparadas, foi quando se deu esta situação.

Faltou-lhe tempo para concretizar obras?

Tem sido uma das pechas do meus mandatos não estar mais de um mandato seguido. Um mandato é praticamente para pormos a câmara ao nosso jeito para podermos governar. A CDU não pode contar com os benefícios dos sacos azuis que outros partidos têm contado para auxiliar os seus autarcas. As receitas que as câmaras têm deviam ser para fazermos obras no nosso mandato.

A avaliação dos funcionários da autarquia conotados com o PS gerou alguma polémica. Se tivesse feito essa avaliação, conseguia reconhecer o mérito das pessoas independentemente da cor partidária?

O meu passado, a esse respeito, responde por mim. Sempre tive muito cuidado e respeito com essas coisas, porque durante o fascismo fui muitas vezes discriminado. Muitas vezes contrariei algumas correntes dentro do meu partido, que diziam que devia meter na câmara mais gente da minha cor. Sempre disse que se devem escolher os que mostrarem melhores condições de acesso. Sigo os princípios do partido. O PCP aburguesou-se muito na Marinha Grande. Há algumas correntes burguesas que não têm
nada a ver com o partido. O princípio do partido é haver justiça, não favoritismos. Mas é evidente que em igualdade de circunstâncias opto por indivíduos do meu partido
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(surripiado do Jornal de Leiria)

EDITAL


A menos que este senhor, contra todas as expectativas, se decida candidatar à câmara da Marinha em Grande para dar um novo fôlego e alguma alegria a esta cidade, não vemos razões objectivas para retomarmos as emissões regulares a partir do Largo mais famoso da cidade. Por falar em alegria, alguém sabe quando é que o Barbas abdica?


Em abono da verdade:
ainda estamos a digerir a doce e melodiosa entrevista ao Sr. Presidente em exercício e boquiabertos com a subtileza, ironia e contundência do último escrito do poeta Guerrilha “El Presidente”, no periódico do Sr. Director encartado, pérolas de cultura!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ração de Combate

Passatempo das Calhandreiras



Uma vez que o bacalhau está entregue, aqui vai para um garrafão de azeite extra-virgem de 154 octanas (directamente do lavrador, que o compra em Espanha e o vende no mercado da feira dos porcos, como alguns por malícia lhe chamam). Não, pensando melhor um garrafão é pouco, cinco garrafões e dois quilos de pêra rocha que esta não é para qualquer um. Cá vai alho:

“Não se tolera que um vereador que faz de fiel da balança, vote algumas vezes com a maioria o que também acontecia quando eram poder, o qual, com sentido de responsabilidade, compromete o seu voto com os superiores interesses do concelho e se alheia das tricas partidárias.”

Querem uma dica? Já dei.
Caso ninguém acerte já sabem, vai para o fundo de apoio ao alargamento da Zona Industrial.
Olhem que o azeite é mesmo do bom...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Passatempo das Calhandreiras



Vá lá pessoal, esta é fácil, um bacalhau graúdo para quem acertar no autor desta magnífica prosa:

“O Mercado da Resinagem é fechado pela ASAE, após uma campanha ignóbil, com o mote de que o mercado não tem condições e que existem no mesmo ratos e outros animais semelhantes. Nos 12 anos em que foram Câmara Municipal estes animais por certo não existiam lá. Nasceram a partir do dia em que perderam as eleições.”

Querem uma ajudinha? As Produções Fictícias já lhe fizeram uma proposta para guionista.
E já sabem, se ninguém responder correctamente o bacalhau reverte para o tal fundo de apoio ao alargamento da Zona Industrial.

e agora algo só para o pessoal muito, mas mesmo muito inteligente...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Bursaphelenchus Xylophilus

A coisa é grave! O bursaphelenchus xylophilus, de baptismo, mais conhecido entre a súcia pelo nemátodo do pinheiro, até agora confinado a algumas regiões a sul do rio grande, está inapelavelmente a dirigir-se para norte. “Que se cuide o Pinhal do Rei”, parece gritar por entre estridentes gargalhadas guturais o longicórnio do pinheiro, insecto vector que transporta na sua traqueia, imagine-se, o microscópico facínora que nutre especial devoção e apetite pelo pinheiro bravo. “Agulhas amareladas e murchas, começando pelas mais jovens, que ficam na árvore por longos períodos de tempo”, “árvores com a copa total ou parcialmente morta”, “murchidão generalizada e súbita”, eis alguns dos sintomas agonizantes, após infligido o letal ataque do bárbaro agressor.



Bastou que o mercado na Wall Street cedesse, para que o mercado na Feira dos Porcos vacilasse, fazendo jus ao dichote popularucho – até a barraca abana! - coisas da globalização. Mas se lá foi a ganância pelo argém que acendeu o rastilho, cá foi a ganância pela legalidade, das leis, essas estranhas e curiosas linhas que delimitam a acção e o modo, umas vezes mais esticadinhas e niveladas que um prumo, outras vezes mais flácidas e serpenteantes que uma jibóia perguiçosa, tudo dependendo do olho director do sicrano ou do beltrano que as mire, de vesgo soslaio ou com modos de mirante conhecedor. É conforme.
A verdade é que, após uns quantos meses a estagiar em cascos de carvalho francês nas bafientas sub-caves dos paços (ainda se está para perceber porquê…), foi servido a contra-gosto à oposição, um parecer de violação dos pormenores da zona de implante do barracame, com rótulo de agarranado e com indicação de proveniência - comissão de região demarcada de origem duvidosa. “Cá está!” exclamou a oposição, finalmente o elemento que faltava para completar o puzzle da infracção e fazer soltar o gás. Logo a madre de Calcultá encabeçou a rebelião e brandindo o documento-prova diante dos prestimosos servidores da comunicação de massas, sequiosos de sangue quentinho para uma cabidela avinagrada, reclamou em tom de cantilena pueril: “violaram, violaram, violaram! Bem-feita, bem-feita, bem-feita!”. Mas espera que não se ficaram sem resposta! Logo um arcediago sabido e um cacifeiro ofendido (este na dupla qualidade de vendedeiro e de utenteiro), a duas vozes, afinadinhos, saltaram em defesa da honra, devolvendo a cantilena monocórdica sob a forma de argumentação barata e bacoca: “vocês é que violaram, vocês é que violaram! Queixinhas, queixinhas, queixinhas!”.
Psschiuu!!! Então meninos? Compostura! Tino, porra! Mas por acaso vocês acham que nós estamos interessados em saber quem violou mais vezes a lei? Vocês acham que nós acreditamos nas vossas intenções quando nos dizem aquilo que vos convém em cada momento? Vocês acham que somos parvos, ou quê? Nós estamos interessados é que as leis se cumpram, e em primeiro lugar pelos que nos devem o exemplo. Nós estamos interessados é que subam, não o tom, mas o nível da discussão. Nós estamos interessados é que tenham e-s-t-r-a-t-é-g-i-a! Nós estamos interessados é que tenham i-d-e-i-a-s e as c-o-n-c-r-e-t-i-z-e-m, que sejam c-o-e-r-e-n-t-e-s! Será que é pedir muito? Vá lá meninos, tento na língua, olhem para o exemplo dos vossos colegas aí à direita, caladinhos, sossegadinhos, bem comportados, com umas asinhas brancas e uma auréola beatífica. E porquê? Porque fazem sempre os deveres e portam-se sempre bem. ENTENDIDO?



Cidadãos de Santa Maria da Marinha, a quem o ministro marquês um dia dispôs que se chamasse, para nossa honra e glória, Marinha Grande, anuncio-vos o óbvio: o bursaphelenchus xylophilus há muito que tomou conta dos pinheiros da nossa cidade, em particular daqueles em quem fomos confiando, seguros das suas fundas raízes, tronco firme, sombra generosa e seiva abundante. Afinal, estão murchos.



Há duas estratégias possíveis para combater este flagelo do nemátodo do pinheiro. A primeira estratégia, a que está em curso, resulta do estado de letargo geral e aponta para uma sépsia generalizada das diversas espécies de pinheiros, no pressuposto de que quando já não houver mais cuníferas para infectar o nemátodo se erradica a si próprio. É uma estratégia destrutiva e causadora de incalculáveis prejuízos.
A segunda estratégia, a mais difícil, resulta da vontande inconformista e de não resignação, apontando no sentido dum combate feroz e ingente ao longicórnio do pinheiro, o tal insecto vector que transporta o minúsculo macaréu. Este insecto de ambição desmedida, que pulula e parasita indiferente em torno das nossas florestas, é ele próprio também uma praga que urge fulminar, pois parecendo inofensivo e inócuo é o terrível e abominável hospedeiro que permite a disseminação desta abjecta doença, que mina a saúde e a alma dos nossos pinheiros.