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sábado, 31 de maio de 2008

(I)mobilidade

A propósito dos problemas da mobilidade e dos transportes públicos, o Largo das Calhandreiras publica este fim-de-semana um suplemento sobre a TUMG que talvez valha pena ler e reflectir, uma vez que a memória dos homens é curta. Trata-se do resultado de simples pesquisas feitas na internet sobre o nascimento e evolução da empresa de transportes municipais.
Pensamos que há uma conclusão que é óbvia, inegável e factual, o poder político está há oito anos para implementar um sistema de transportes urbanos na nossa cidade. E isso é muito mau para todos nós, a começar por aqueles que não dispõem de alternativas.
Se este facto por si só já é motivo para alguma reflexão, tudo o que tem acontecido a respeito deste desta matéria, remete-nos para uma questão de fundo, relativamente à qual não se vislumbra resposta: qual é a estratégia dos nossos decisores políticos para a resolução dos problemas de mobilidade do concelho?
Porém, uma coisa parece cada vez mais fazer todo o sentido. Tendo a Marinha Grande condições de relevo excepcionais, as quais permitiriam resolver com relativa facilidade os problemas de mobilidade existentes, uma solução inteligente e sustentável terá obrigatoriamente de passar pela reintrodução da bicicleta com meio de transporte por excelência. A aposta na sensibilização das gerações mais novas para este meio de transporte e a criação de ciclovias dentro dos perímetros urbanos das três freguesias do concelho, poderão ser um primeiro passo. Assim haja inteligência, sensibilidade e vontade política.



terça-feira, 21 de agosto de 2007

Lixo & Lixo, Lda.

Li com muita atenção o Regulamento de Publicidade e Ocupação de Espaço Público cá da terra e fiquei quase na mesma. Aliás, fiquei mais baralhada. Será que ninguém se preocupa com a selva de cartazes, faixas, pendões, placares, etc, que poluem a Marinha?

Cá, como em muitas outras cidades, vilas e aldeias de Portugal, parecem não existir regras relativamente à colocação, em espaço público, de propaganda quer privada quer institucional, pública ou não. Mas se as há (as ditas regras), a sensação que fica é a de que, ou estão mal feitas ou não estão a ser cumpridas.

O que acontece na Marinha é uma vergonha. E nem sequer me refiro aos partidos políticos, os quais até têm maiores responsabilidades, num tempo em que assumem preocupações ecológicas e em que apelam ao sentido cívico dos cidadãos alertando-os para os perigos da poluição e para a necessidade da preservação do ambiente. Refiro-me sobretudo à propaganda relativa a festa, eventos e iniciativas diversas, que invadem as ruas do concelho por tempo indeterminado.

Aqui ficam dois exemplos, um cartaz anunciando uma festa mesmo nas “barbas” da câmara e um outro colocado pela autarquia anunciando um evento realizado em Fevereiro deste ano, mas que ainda lá permanece (Junto ao Parque Mártires do Colonialismo).

Resumindo e concluindo, há pequenas coisas que podem e devem ser feitas para melhorar a qualidade de vida de todos e quem nem envolvem grandes verbas, só que para isso é preciso iniciativa…

Já agora, aproveitava para recordar à comissão das festividades de S. Pedro que ainda lá permanecem as bandeirinhas penduradas de poste a poste, bem como o cartaz que se encontra na rotunda à entrada, anunciando as referidas festas. Nós cá em casa quando acabamos a paródia temos por hábito deixar tudo arrumadinho, é uma questão de princípio.