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domingo, 14 de março de 2010

A má rolha

Hoje ao almoço a pessoa que habitualmente me prepara o almoço e outras refeições que faço em casa, cozinhou-me um excelente bacalhau assado acompanhado com umas batatas "esmurradas". Nada melhor para acompanhar este excelente prato, que um bom tinto. Dirigi-me à minha pequena garrafeira onde guardo alguns exemplares antigos e a minha atenção ficou presa num tinto da zona de Mafra que estava para ali a um canto. Embora a idade e a região vinícola prometesse e o tratamento durante a abertura mais a decantação primorosamente efectuada, na verdade saiu mal. Apesar de todo o arejamento havia um mau gosto que o meu fraco conhecimento nestas coisas da vinicultura, atribui-o à velha expressão "sabe a "rolha". Pronto, como insisti em beber cá estou eu num Domingo a lanchar umas torraditas e um chá de cidreira para ver se acalmo esta persistente azia que me está a estragar o dia.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Extraordinário

Leia antes de ver o vídeo

Esta máquina foi construída pela Sharon Wick School - Faculdade de Engenharia da Universidade de Iowa com a colaboração do conservatório de
Música Robert M. Tramm
Surpreendentemente, 97% dos componentes de máquinas vieram da John Deere
Industries and Irrigation Equipments de Bancroft, Iowa ....sim equipamentos
agrícolas!
A equipa gastou 13.029 horas entre o set-up, alinhamento, calibragem e
ajustes antes de filmar este vídeo que está neste momento em exibição no
Matthew Gerhard Alumni Hall. Vai ser doado ao Museu Smithsonian.




Há uns tempos, mão amiga deu-me a conhecer esta preciosidade. Hoje, quando me apetecia escrever quaquer coisa sobre o debate no parlamento, lembrei-me não sei porquê, desta peça musical... Claro que não há semelhança possível.

quinta-feira, 11 de março de 2010

O PEC(ADO)

Não resisto à tentação de trazer ao Largo o texto do Ricardo Araújo Pereira publicado hoje na revista Visão. Sem espinhas…


O PEC peca por parco

"É irónico que os problemas económicos possam ser responsáveis pelas maiores desigualdades sociais mas que a economia, enquanto ciência, seja tão igualitária. Alguns dos maiores especialistas em economia previram tanto como eu o aparecimento da crise. A economia tem essa característica fascinante: por muito que alguém se dedique a estudá-la, aparentemente continua a ser um leigo. Um grande administrador tem tanta dificuldade em evitar a calamitosa falência de um banco como um merceeiro versado apenas em contas de somar. Por isso, é com a consciência invulgarmente tranquila que me dedico à análise económica: na pior das hipóteses, os meus comentários farão tão pouco sentido como os de um professor de economia. Quando o governo propôs o Programa de Estabilidade e Crescimento, a minha primeira impressão foi a de que o PEC tinha um E a mais. Duvido de que a nossa economia precise da ajuda de um programa para estabilizar, uma vez que se encontra estável (no sentido em que um paciente em estado comatoso se mantém estável) há muitos anos. As críticas de alguma oposição parecem-me ainda menos pertinentes. É falso que o Programa de Estabilidade e Crescimento obrigue uma parte significativa dos portugueses a apertar o cinto. E é falso sobretudo na medida em que aquilo que os portugueses têm à cintura já não é um cinto há algum tempo: é um garrote. O que vai ser preciso apertar agora é o garrote.

O grande raciocínio que sustenta a actual estratégia económica é importado da caça: o importante é não afugentar. Não convém taxar os lucros dos bancos e das grandes empresas para não afugentar o investimento. É desaconselhável taxar as transacções da bolsa para não afugentar o capital. Quem sobra? Os trabalhadores - que, além de serem muitos, são gente que não se deixa afugentar, porque precisa mesmo do emprego. Um trabalhador por conta de outrem trabalha, na verdade, por conta de dois, digamos, outrens: por conta do empregador e por conta do Estado. São os trabalhadores, e não as empresas e os bancos, os grandes "criadores de riqueza". Criam a riqueza dos patrões e a do Estado, que depois toma essa parte da riqueza e a devolve às empresas e aos bancos, sob a forma de nacionalização do que der prejuízo e privatização do que der lucro. Nota-se muito que estou a assobiar a Internacional enquanto escrevo isto?

A política fiscal é igualmente clara: as pessoas que ganham menos do que eu pagam menos impostos do que eu; a generalidade das que ganham mais também paga menos impostos do que eu. O governo alega que irá aumentar a taxa de impostos a quem ganha mais de 150 mil euros por ano, o que seria uma excelente medida, mas não é exactamente verdadeiro. O governo vai aumentar a taxa de impostos a quem declara mais de 150 mil euros por ano, o que é ligeiramente diferente. Não há assim tantos contribuintes nessas condições.


Resta a consolação de constatar que o congelamento dos salários dos funcionários públicos não é uma medida assim tão áspera. Os salários, a bem dizer, têm estado no frigorífico. Não vão propriamente sofrer um choque térmico."


Revista de Imprensa

Autarquia quer precaver situações de falta de abastecimento

Marinha Grande vai criar mais um reservatório de água


O concelho da Marinha Grande vai ser abastecido por mais um reservatório de água de grandes dimensões no próximo ano. A autarquia quer garantir uma alternativa ao reservatório do Alto dos Picotos, principal infra-estrutura que fornece grande parte da cidade.
“Os serviços estão a efectuar alguns estudos de prospecção, à procura de um lençol de água com capacidade de extracção de água com qualidade”, revela Paulo Vicente, vereador da Câmara da Marinha Grande, acrescentando que o estudo deve estar concluído no final do ano.
O autarca esclarece que a rede em baixa e em alta está a ser “renovada”, de modo a ser possível “melhorar o sistema de abastecimento de água, para não depender apenas de um ponto”. A Marinha Grande possui outros reservatórios mais pequenos, mas com menor cobertura de abastecimento.
“Se houver um problema mais complicado, como existiu há uns meses, aquele é o principal abastecedor e a cidade fica sem água, o que nos está a preocupar”, afirma. Por isso, “é importante termos uma reserva estratégica”.
O vereador anuncia ainda um investimento na renovação dos adutores das condutas de água da freguesia da Vieira de Leiria e de mais um reservatório, de apoio para quando é necessário “fazer a manutenção”. Nas obras de requalificação das estradas e no saneamento, a câmara está a substituir os adutores.
“Na renovação que estamos a fazer da rede em baixa de água, saneamento e gás, os adutores estão a ser colocadas por baixo dos passeios. Não tem tanta sobrecarga de peso e quando há alguma ruptura é mais fácil de resolver.”


(surripiado do Jornal de Leiria)


quarta-feira, 10 de março de 2010

A corrida de Mafra

Mafra foi o palco escolhido para a corrida à presidência do PSD. Barões e militantes anónimos do partido já estão a fazer as suas apostas e a posicionarem-se para saírem vencedores de mais esta disputa interna no Partido Social Democrata.

A corrida tem três candidatos à partida e na zona das boxes cheira bem, cheira a poder. Como ingrediente adicional, existe a expectativa de que Cristo possa descer de novo à terra, que Marcelo vá fazer a rodagem do seu carro lá para os lados da região saloia e que oportunamente entre também na corrida.
Neste partido dominado por barões há três duques que ocupam, neste momento, a pole position, cada um com as suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Forças:

Paulo Rangel: Já venceu umas eleições nacionais (Europeias). Nortenho, elitista e intelectual.
Passos Coelho: Em campanha eleitoral interna há vários anos, é o candidato mais próximo das bases. Nortenho, populista e liberal.
Aguiar Branco: Tem experiência governativa (Ministro Justiça do governo de Santana Lopes). Nortenho, elitista e liberal.

Fraquezas:

Paulo Rangel: “Cristão novo”, tem passado político ligado ao CDS.
Passos Coelho: Tutelado por Ângelo Correia, é considerado uma cópia de Sócrates, com a diferença de nunca ter militado na juventude socialista.
Aguiar Branco: Demasiado conotado com Manuela Ferreira Leite e com o estado de agonia do partido.

Oportunidades:

Paulo Rangel: Ser primeiro-ministro
Passos Coelho: Ser primeiro-ministro
Aguiar Branco: Ser primeiro-ministro

Ameaças:

Paulo Rangel: Os outros candidatos e Marcelo Rebelo de Sousa
Passos Coelho: Os outros candidatos e Marcelo Rebelo de Sousa
Aguiar Branco: Os outros candidatos e Marcelo Rebelo de Sousa

O congresso de Mafra tem, certamente, uma considerável dose de imponderabilidade. Os três duques serão protagonistas mas não está excluída a hipótese de haver também algumas cenas tristes… Menezes, Jardim ou Santana têm a palavra, para ajudar à festa.

terça-feira, 9 de março de 2010

Onde pára a polícia?

O Diário de Leiria noticiava na sua edição de ontem que os semáforos avariados ou desligados por motivos de obras, estavam a provocar diversos acidentes na nossa cidade, tal como a “reportagem fotográfica” do Presidente Eduardo Lino, (que a seguir se reproduz, com a devida vénia), bem documenta.



Quando estas coisas acontecem, o que se deseja é que a situação volte à normalidade o mais rapidamente possível, decorrendo das palavras do vereador Paulo Vicente que a câmara está a tratar do assunto com carácter de urgência. O que não se percebe, uma vez mais, é a passividade das autoridades que têm a seu cargo a segurança pública, incluindo a rodoviária, e que pura e simplesmente não mexem uma palha para minimizar a situação. Será pedir muito à PSP para dar uma ajuda nas horas de maior intensidade de tráfego, nomeadamente no cruzamento em frente à sua esquadra? Será que a CMMG não podia solicitar à PSP a sua colaboração?
Ai que saudades que eu tenho do polícia sinaleiro no cruzamento da Avenida do Vidreiro com a 1º de Maio!... Lembram-se?

sábado, 6 de março de 2010

89 anos

Pode-se gostar, amar ou odiar, mas dificilmente se pode ser indiferente a um partido que hoje comemora 89 anos.
A todos os homens e mulheres que deram grande parte da sua vida (nalguns casos,toda) para que a liberdade seja uma realidade, presto a minha homenagem




quinta-feira, 4 de março de 2010

Revista de Imprensa

ETAR transformada em canil

A Câmara da Marinha Grande vai construir um canil/gatil na antiga Estação de Tratamento de Águas Residuais, no lugar de Garcia. De acordo com o presidente, Álvaro Pereira, a obra deverá ser brevemente lançada em concurso público. O espaço deverá também cumprir funções pedagógicas, podendo ser visitado por alunos.


Indústria química procura Instalações

A Marinha Grande poderá receber uma empresa do sector da indústria química, criando cerca de 60 postos de emprego. O presidente da autarquia, Álvaro Pereira, anunciou sexta-feira, em Assembleia Municipal, que a empresa pretende instalar-se na zona industrial. O edil preferiu não mencionar o nome da empresa em causa, mas notou que esta está disposta a comprar terreno ou a adquirir uma antiga fábrica de vidros.


Parque para camiões

A Câmara Municipal da Marinha Grande está a construir um parque de estacionamento destinado a camiões TIR, na zona industrial. De acordo com o presidente da autarquia, Álvaro Pereira, o objectivo é criar um espaço onde os pesados possam permanecer em segurança. Até à data, os camiões têm ficado espalhados em vários pontos da cidade, junto das empresas. O parque será instalado ao fundo da avenida principal daquela zona industrial. Os trabalhos tiveram início na passada semana.



(tudo surripiado do
Jornal de Leiria)



O PM vai nu

Palavra de Borda d’Água
Esta é a semana da preparação da terra para o milho e a batata de regadio, e nas regiões com menos geada é altura para a semear trigo, aveia, centeio e cevada. No Minguante deve podar as árvores frutíferas e continuar os seus tratamentos. As laranjeiras devem ser pulverizadas com cal em pó ou em leite. Este é ainda o tempo propício para resinar os pinheiros e concluir as trasfegas do vinho e na vinha combater o oídio. Ler jornais e reler alguns contos infantis, como o que se segue, é também aconselhável.

Era uma vez um primeiro ministro muito vaidoso que gostava do fato do poder acima de todas as coisas. Um dia vieram ter com ele dois trapaceiros que lhe falaram assim:
- Chefe, sabemos que o senhor gosta de andar sempre com o fato do poder impecável - investido como ninguém nas funções de mandar em Portugal; e bem o merece! Urdimos um tecido muito poderoso e de tal qualidade que os tolos não são capazes de o ver. Com uma protecção assim o nosso amado Chefe poderá distinguir as pessoas inteligentes das tolas, parvas e estúpidas que não servirão para a vossa corte.
- Oh! Mas é uma descoberta espantosa! - respondeu o primeiro ministro. Teçam já essa urdidura, quero ficar vistoso no poder... até à eternidade!
Os dois homens tiraram-lhe as medidas, inventaram um plano e, daí a umas semanas, apresentaram-se ao PM dizendo:
- Aqui está a roupa, Chefe.
O PM não via nada, mas como não queria passar por tolo, respondeu:
- Oh! Como é bela esta urdidura!
Então os dois aldrabões fizeram de conta qua estavam a vestir a roupa com todos os gestos necessários e exclamações elogiosas:
- O senhor fica tão elegante! Será imbatível no combate político!
- Será um verdadeiro animal feroz! - retorquia o outro - Todos o invejarão!
Como ninguém da corte queria passar por tolo, todos diziam que a roupa urdida pelos aldrabões era uma verdadeira maravilha. O PM até parecia um deus!
A notícia correu todo o país: o primeiro ministro tinha uma roupa que só os inteligentes eram capazes de ver- estava ungido e imune pelo poder!
Para se mostrar, o PM resolveu sair em acções de propaganda a que chamou “o Governo Presente”. Toda a gente admirava a pose, a verborreia e a vestimenta de poder que o PM apresentava, porque ninguém queria passar por estúpido, até que, a certa altura, uma menina jornalista de nome Manuela, em toda a sua inocência, gritou:
- Olha, olha! O PM vai nu!
Foi um espanto! Gargalhada geral. Só então o PM compreendeu que fora descoberto nas suas ambições e enganado pelos aldrabões. Envergonhado e furioso apressou-se a mandar calar a menina e correu a esconder-se atrás do Segredo de Justiça.

O que dizem os jornais

Primeiro Ministro de Portugal veste-se na loja mais cara do mundo, em Los Angeles.
O «prime minister of Portugal» tem o seu nome inscrito na montra da "House of Bijan", a loja mais cara de Rodeo Drive que só aceita um cliente de cada vez e por marcação, vendendo cada par de meias a 50 dólares e os fatos a 50 mil dólares.
Para além de José Sócrates, também Steven Spielberg, Vladimir Putin, Bill Clinton ou George W. Bush (um dos mais entusiastas) frequentam esta luxuosa loja instalada em plena Beverly Hills. É normalmente considerada «a loja mais cara do mundo». (Surripiado do TVI24)

quarta-feira, 3 de março de 2010

ALTO ASTRAL - CONSULTAS GRÁTIS




NÃO PERCA ESTA SEMANA NO LARGO DAS CALHANDREIRAS, A ESTREIA DA RUBRICA QUE VAI MUDAR A SUA VIDA E MUITO MAIS! VOCÊ PERGUNTA E O MESTRE DANYELE KATANA RESPONDE! ESTÁ TUDO NAS CARTAS E O MESTRE JOGA COM O BARALHO TODO! ARRISQUE! ENVIE-NOS UM MAIL OU UM BITAITE E SUPREENDA-SE!

INVEJA
MAU OLHADO
AMANTES
PROCESSOS EM TRIBUNAL
VÍRUS INFORMÁTICOS
PROBLEMAS NO CARBURADOR
LICENÇAS CAMARÁRIAS
FALTA DE PRESSÃO
DORES NA COLUNA
DINHEIROS
ETC, ETC, ETC… E MUTO MAIS…


PERGUNTE JÁ! MESTRE DANYELE KATANA TEM A RESPOSTA!

terça-feira, 2 de março de 2010

O Processo



Cheguei ao tribunal pouco faltava para as três da tarde, enfiado no velho fato de cotelê verde seco que herdei do padrinho Arnaldo, no dia em que o saudoso mecenas entregou a alma ao criador, um fato que me assentou que nem uma luva durante anos, mas que agora ameaçava explodir a cada inspiração menos controlada. Às vezes para parecermos arrumadinhos e peralvilhos, acabamos por passar momentos muito desconfortáveis, não é? Adiante.
No átrio, onde aguardei sereno mas ansioso pela chamada do oficial de justiça, encontravam-se mais quatro ou cinco cidadãos que não reconheci. Penso que nenhum deles me reconheceu também.
À hora marcada, três e meia em ponto, a justiça chamou-me. Estranhei a pontualidade. O diligente funcionário fez-me entrar na sala de audiências onde se perfilavam sentados, lado a lado, três magistrados de ar cinzento e sábio. Pelo canto do olho direito consegui perceber que a sala se encontrava praticamente vazia. Pelo canto do olho esquerdo consegui divisar dois indivíduos de sobrancelhas grossas e calvice acentuada que marcavam presença com ar desconfiado e conspirativo. Não reconheci nenhum deles.
Plantado em frente ao triunvirato pelo oficial de justiça que me havia encaminhado ao banco dos réus, aguardei. Depois de segundos de incerteza, que mais pareceram uma eternidade, fui mandado sentar pela justiça. Assim fiz. Apenas o magistrado do meio falou:
- Como se chama?
- Relaxoterapeuta, meritíssimo.
- Ah, tem nome… e bilhete de identidade? E número de contribuinte?
- Também, meritíssimo.
- Estou a ver! Onde mora?
- No Casal da Formiga, meritíssimo.
- Sabe porque é que aqui está?
- Não faço a mínima ideia, meritíssimo.
- Parece que o senhor anda a escrever umas coisas… Tem ideia do transtorno que causa escrever coisas ocultando a face?
- Meritíssimo, apenas escrevo o que penso, quando acho oportuno.
- Ah! E pensa, e tudo! Deixe-se de rodriguinhos e diga-nos lá o que esconde! O que ambiciona afinal?
- Mas, meritíssimo, não escondo nada. O que escrevo é aquilo que sou, apenas.
- Tem alguma coisa de mais substancial a contar-nos?
- Meritíssimo, sou um homem simples. Não sou letrado nem culto, apenas tive bons pais e bons companheiros. Não ambiciono mais do que viver uma vida feliz, os meus vizinhos do Casal da Formiga podem testemunhá-lo. Sou sócio dos bombeiros e do Império, gosto de partilhar o pouco que tenho e nunca chamei a ninguém de cobarde, pedante ou ressabiado, sem ser olhos-nos-olhos. Mas já dei e levei uns murros nas trombas. Perdão, estou-me agora a lembrar, uma vez chamei “vaca de merda” à minha ex-mulher, mas isso foi no calor dos pós-separação, depois de ter descoberto que a desgraçada antes de partir, por vingança, me tinha partido uma garrafa de Barca Velha e colocado à disposição do Piruças, o cão de um vizinho meu, um Pata Negra que me tinha custado os olhos da cara. E essas coisas custam muito, meritíssimo! Felizmente não tocou nas Ginas...
- Continua pois a relativizar a situação! Pensa que pode brincar com a justiça, é?
- Longe de mim tais pensamentos, meritíssimo! Mas afinal o que há contra mim?
- Um processo.
- De intenções?
- O senhor me dirá…
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

“Os parvos úteis”

Por sugestão de um amigo, visitei pela primeira vez o Largo, para aí nos primeiros tempos do início da governação do nosso concelho pela coligação CDU/PSD. Confesso que para mim a blogosfera era uma coisa que me dizia pouco, isto porque sou da geração que aprendeu a ler e a escrever nos quadros de ardósia e nos cadernos de 2 linhas. Mas como a “necessidade faz o engenho” e a utilização da informática fez parte daquilo que obrigatoriamente tive que aprender.

Este intróito para dizer que rapidamente me integrei na comunidade de bitateiros do Largo. Se pensar muito no assunto penso que a primeira vez que escrevi um bitaite assinei com o nick de “ folha seca” adjectivo com que eu e mais umas dezenas de milhares de militantes do PCP no principio dos anos oitenta do século passado fomos classificados pelo Dr. Álvaro Cunhal, quando apoiámos uma tendência que pura simplesmente queria discutir os estatutos e que no congresso que então estava em preparação se procurou que as teses em discussão não fossem só as oficiais.

Adiante. Se é certo que encontrei no largo uma forte fonte de informação e de discussão, onde claramente apareciam opiniões contra e a favor, foi certo para mim, que ali todas as opiniões tinham lugar (desde que respeitassem o mínimo de urbanidade). Nunca vi que este blogue tivesse um objectivo politico partidário . Mas claro como recentemente foi dito (as virgens já eram) .

No verão passado houve a primeira ideia de que o largo poderia ter os dias contados. Fui dos bitateiros (modéstia á parte) que quase diariamente encontrei qualquer coisa para escrever, como outros o fizeram, o que fez com que após aquelas férias “compridas" o largo voltasse com a dinâmica que lhe conhecíamos e já lhe sentíamos a falta.

Não sei nem me “interessa” quem são os dinamizadores do largo. O que sei é que fizeram deste blogue uma coisa séria e de referência a nível Nacional, quando a ideia era o de um blogue ali encostado no largo. Se alguém pensou que era um blogue com um objectivo anti-qualquer coisa, para favorecer outra coisa qualquer. Parece que se enganou.

Talvez por isso o largo foi nos últimos tempos alvo de uma campanha que a mim me entristece, em que não só puseram em causa os recentes bitateiros como os dinamizadores mais antigos. Porquê?

Será que algumas cabeças que definiram excelentes estratégias acharam que o largo lhes servia enquanto oposição? E agora que o espírito critico que se tornou apanágio do largo está a criar alguns engulhos aos detentores do poder local? Há que abatê-lo? E se não o puder ser feito em campo aberto, aproveita-se a aberta de qualquer comentário poder ser publicado e entrar por aí?
Enganam-se. Alguns dos dinamizador tornados “opinadores” e que corajosamente deram o nome e revelaram a sua identidade, não estão sós, no que me diz respeito fálo-ei quando achar necessário.

Por fim . Não me deixarei afectar por algumas “bocas” maldosas que por aqui vão aparecendo, continuarei a “plantar” algumas opiniões” mas aceitarei que tal como fui convidado, o facto de ser desconvidado, se for essa a decisão de quem me convidou.

Ps.: Mas p.f. não acabem nem deixem acabar com o Nosso LARGO:

Melhorar a Democracia, a Revolução Serena

Nestes dias em que o “Largo” vai calmo – muitas visitas, muitos “calhandreiros” online, mas pouca participação – é uma boa altura de reflectirmos sobre metodologias para encontrar “pontes” que nos unam. As verdadeiras mudanças são feitas em serenidade e harmonia.

Que tal “vermos” alguns exemplos de metodologias inovadoras?

Orçamento Participativo – Falar a Sério, a Brincar

Orçamento Participativo – Bons Exemplos Autárquicos - Lisboa

Estes e outros exemplos em http://forummunicipal.blogspot.com/:

Ø Orçamento Participativo - Realidade Mundial

Ø Orçamento Participativo - Realidade Portuguesa

Ø Orçamento Participativo - Portugal

Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - São Brás de Alportel

Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - Odivelas

Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - Lisboa

Ø Orçamento Participativo - Falar a Sério, a Brincar

Ø Constituição Interactiva - Constituição 2.0

Ø Constituição Interactiva - Vitor Bento

Ø Constituição Interactiva - Fernando Nobre

Ø Cidadania - EQUAL

Ø Cidadania - EQUAL - Inovação Social

Ø Cidadania - EQUAL - Diver Cidades

Ø Cidadania - EQUAL - KCidade

Ø Cidadania - Exemplo de Vida - Fernando Nobre

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Canta, Calhandra!

COMUNICADO DA COMISSÃO DE MORADORES

O Largo das Calhandreiras nasceu um dia e meteu-se ao caminho. Foi andando e crescendo, andando e crescendo, uns dias com sol, outros com chuva. Para uns, foi pelo rumo certo. Para outros, pelo rumo errado. Para outros ainda, nem sim, nem não. Talvez. É seguro que um dia morrerá, como tudo na vida. Só não conhecemos nem o dia nem a hora. Mas nesse dia este blog quer apenas deixar boas memórias e nunca rancor. Quer deixar um Largo Ilídio de Carvalho, limpo, arejado e aprazível, honrando a memória de quem justamente lhe deu o nome. Não quer ter vergonha do caminho percorrido nem das coisas ditas, conscientes de que umas vezes foram ditas com razão e outras sem ela. Mesmo sabendo que uma vezes fomos justos e outras injustos. Mas ser recordado pelas piores razões significaria que tudo teria sido inútil e desnecessário, já que inconsequentes sempre nos assumimos. Esse foi o risco que aceitámos correr quando deixámos os nomes e os rostos do lado de fora, quando franqueámos as portas e quando acreditámos que o respeito, o carácter e as ideias eram os valores mais importantes que se poderiam viver e respirar neste Largo. Oxalá todos tenham percebido o mesmo, embora seja pouco provável.


Marinha Grande, 25 de Fevereiro de 2010


Zézé C’a Marinha
FLC
Relaxoterapeuta
Mr. Bean
Torrente
Quinho


Madeira: uma tragédia anunciada


Irremediavelmente tenho que invocar o tempo.

O tempo do braço de ferro entre Sócrates e Jardim, o tempo do défice democrático na Madeira e da “guerra fria” causada pela Lei das Finanças Regionais. Este é o tempo pretérito. Depois do desastre climático que causou mortes na Pérola do Atlântico, o futuro é pintado de esperança, pelo menos é essa a convicção do Presidente da República. Esperança numa reconstrução rápida e num bom relacionamento institucional entre Sócrates e Jardim para fazer face à tragédia.

Este é ainda o tempo de um certo mimetismo mediático. Uma espécie de febre apoderou-se dos media impelindo-os a “invadir” a ilha, na mais absoluta urgência em fazer a cobertura da tragédia. Para jornais, rádios e televisões este tem sido o grande tema da actualidade e, por isso, têm dado ampla e crescente cobertura à tragédia num processo de auto-estimulação que os tem arrastado, como numa enxurrada, para a superinformação, numa espiral vertiginosa, inebriante, até à náusea. Por outras palavras, dedicam muito tempo e muitos meios à cobertura do acontecimento e estão sempre a repetir o mesmo.

Este fenómeno mediático é a centelha que tem despertado na sociedade civil inúmeras actos de solidariedade para com as vítimas da intempérie. Os políticos têm afinado pelo mesmo diapasão: Francisco Assis, líder da bancada parlamentar do PS, retira da agenda política a questão das Finanças Regionais, quebrando assim o gelo, e Alberto João Jardim garante que o Governo Regional e o Governo da República vão estar juntos na reconstrução da Madeira.

Na semana preparada pelo primeiro-ministro para o contra-ataque político em relação às suspeições levantadas pelos media contra si, esta tragédia veio, de certa forma, facilitar a vida a José Sócrates, na medida em que provocou um fenómeno de alteração do foco mediático que o colocava na ribalta pelos piores motivos.

Apesar de Jardim avisar que “só gente canalha é que tenta fazer política sobre esta tragédia” é inevitável que haja dividendos políticos para distribuir e, no lavar dos cestos, o resultado, sendo satisfatório, ou mesmo bom, para a população da Madeira que sentiu como nunca a solidariedade nacional, pode não ser assim tão vantajoso para o Governo de Alberto João. É que esta tragédia já estava anunciada há muito, como se pode perceber por este vídeo de 2008:


Será que alguém vai aprender alguma coisa com isto?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

23 Anos



Podes ter-nos deixado, mas o teu legado jamais nos vai deixar esquecer-te!

Iniciar o Diálogo

Sou dos que defende o princípio, (obrigatório por lei), de que a CMMG deve vender os seus serviços e produtos a um preço, no mínimo, igual ao seu real custo. Defendo, também, que este princípio só deve ter 2 excepções:

1- Descriminação positiva dos mais desfavorecidos

2- Planos integrados que visem objectivos a longo prazo, isto é, os prejuízos previstos na fase de implementação dos projectos terão de ser compensados pelos lucros gerados a longo prazo.

Nesta 2ª excepção, nem sempre os prejuízos e lucros, a que me refiro, são tangíveis (dinheiro), muitas vezes são intangíveis, relacionados com a qualidade de vida dos Munícipes ou objectivos estratégicos Municipais a longo prazo. A decisão da CMMG de reduzir a taxa de IRS, poderia estar englobada nesta excepção e teria todo o meu apoio - independentemente de contrariar a 1ª excepção – desde que fosse uma ferramenta de um plano estratégico Municipal, global e integrado, com objectivo de aumentar a população do Município (dos actuais 30.400 eleitores, para 40.000 em 2014 e 60.000 em 2018). Infelizmente a decisão foi um erro de “casting”:

Ø Não descrimina positivamente os mais desfavorecidos;

Ø Reduz receitas e capacidade de investimento da CMMG;

Ø Não faz parte de nenhum plano estratégico com benefícios a longo prazo.

Vem isto a propósito de outra “tarefa” recém apresentada pelo executivo, “Regulamento Municipal da Edificação e Urbanização” (RMEU) e “Taxas das Operações Urbanísticas”. É verdade que tal tarefa deveria ter sido feita há já muito tempo, nessa medida elogio o actual Executivo. No entanto, a julgar pelos excessivos valores das taxas, comprova-se que não existe um plano de melhoria da eficácia dos serviços camarários, assente na redução de custos, isto é, para cumprir o principio PREÇO>=CUSTO, em vez de reduzir o CUSTO, aumenta-se o PREÇO. Senão analisemos 2 exemplos da proposta de taxas:

1- 10 Fotocopias, formato A4, de peças de um processo de operação urbanística

Ø Taxa a pagar à CMMG, apenas, pelas fotocópias: 10*4,25=42,5€.

Ø Para validar esta informação: Página 45, alínea 1.14, do novo RMEU,

2- Construção de muro de vedação num terreno com 2000m2 (100x20m, isto é 240m de muro):

Ø Não é necessário projecto ou licença de construção, basta uma comunicação prévia (Artigo 6.º -A, Lei n.º 60/2007).

Ø Taxa a pagar à CMMG, apenas, pela admissão de comunicação prévia: 250+240x0,55=382€.

Ø Para validar esta informação: Página 52, alínea 5, do novo RMEU,

Preços (taxas) absurdamente elevados! Não é verdade?

A pergunta é: que alternativas existem a esta politica de taxação? Seguramente muitas! Pessoalmente, apenas quero apresentar uma, e nada inovadora:

1- Adesão ao SIMPLEX AUTARQUICO, http://www.simplex.pt/autarquico/00_index.html, (CM Pombal aderiu em Julho de 2008);

2- Implementação do “Sistema Integrado de Informação de Suporte ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação”, ou “Portal do Licenciamento”, https://servicos.portalautarquico.pt/enterprise/, (CM Campo Maior iniciou a 2ª fase do Portal do Licenciamento em Fevereiro de 2009, nesta mesma data existiam outras 24 Câmaras Municipais aderentes, http://www.seaal.gov.pt/seaal/pt/int/20090206.htm).

Para além da comodidade e rapidez, para os Munícipes, estes sistemas reduzem, significativamente, o trabalho dos serviços municipais - por isso reduzem os custos - permitindo cobrar taxas mais baixas, (Veja estas e outras “Boas Praticas Autárquicas” em http://forummunicipal.blogspot.com/).

Ainda estão a tempo! Se precisarem, voluntario-me, gratuitamente, para ajudar.

Numa análise, preconceituosa, deste meu escrito, pode concluir-se que apenas me move o interesse de criticar o Executivo. Absolutamente falso! O que pretendo demonstrar, é que, a única forma de melhorar a performance do Executivo e torna-lo mais assertivo, relativamente aos que o antecederam, é “abri-lo” à participação dos Munícipes.

Sei que esta abordagem é inovadora mas difícil. Sei, também, que rompe com velhas tradições, dogmas e preconceitos, e, sobretudo, põe em causa a “intocabilidade” e “infalibilidade” dos “profissionais” da política, que, para garantirem o “ganha-pão” preferem defender o princípio: “ganhámos as eleições”, “temos inteira legitimidade”, então, “governamos orgulhosamente sós”.

Mas os tempos são de mudança, é necessário procurar novos caminhos para melhorar a “arruinada” credibilidade na nossa democracia e não nos expormos a eventuais galopadas extremistas, já vistas em outras paragens. Lembram-se da recente história da Áustria? E da Holanda!? E de França, com Le Pen?

A CMMG tem uma capacidade de endividamento de 6 milhões? 8 Milhões? 10 Milhões? Não! O problema não é esse! A CMMG tem capacidade de INDUZIR investimentos, directa e indirectamente, de mais de 100 milhões nos próximos 4 anos. Para isso, deve colocar a ênfase na definição do plano estratégico do Município e deixar para 2º plano, a politica do imediatismo:

1- Admissão de novos 50 funcionários camarários? Não! Agrava os custos e não corrige nenhuma injustiça social.

2- Transferência de serviços, camarários, dispersos pela cidade, para o Arium? Não! Agrava os custos, não aumenta a eficácia dos serviços, não contribui para a reanimação do centro tradicional e elimina a possibilidade de um encaixe financeiro, com a venda ou aluguer do Atrium. Necessário é concentrar todos os serviços na sede do Município, aumentando-a “modestamente” para a rua Machado Santos.

3- Circulares exteriores, à cidade? Sim! Mas não a expensas do Município. São da responsabilidade do governo central (aqui está uma boa causa para JPP e OC!). A Câmara não deve gastar nem um tostão com elas!

4- Projectos de urbanismo, em zona REN, pagos pelo Município e antes da eventual desafectação dos mesmos? Nunca! A solução para os Munícipes interessados, foi, por eles, proposta ao executivo: criação, pelo Município, de uma bolsa de terrenos edificáveis e troca de terrenos, numa relação, justa, a acordar.

5- Troca de terrenos com o governo central, numa relação injusta, para alargamento da Zona Industrial? Nunca! Que contrapartidas tem o Município pela ocupação de 65% da sua área, pelas matas nacionais? Quase nenhumas! O governo central deve ceder ao Município, sem contrapartidas financeiras ou de terrenos, o direito de utilização da área necessária e não permitir a venda de lotes a terceiros, mas sim a cedência renovável em condições pré-estabelecidas, (outra boa causa para JPP e OC!).

6- Uma USF para o Município e só agora? Muito pouco! No Pais já existem 230 USF a funcionar e no rácio preconizado na legislação, o Município deve ter 4 USF. Claro que, para quem sabe, as USF não aparecem por perguntas dos políticos, mesmo sendo Deputados Nacionais. As USF configuram modelos de gestão. Na maioria dos casos, não trazem mais médicos aos CS e são criados por iniciativa voluntária dos profissionais de saúde. O que o executivo pode fazer é persuadir os profissionais de saúde, do Município, a candidatarem-se a mais USF e exercer influencia junto da “ACES Pinhal Litoral II” - temos um membro no Conselho da Comunidade do ACES; o Presidente do Conselho da Comunidade da ACES, Raul Castro, é, politicamente, PS; O Director Executivo, Isidro Costa, é, politicamente, PS - (outra boa causa para JPP e OC!). (Para mais informação sobre USF, http://forummunicipal.blogspot.com/).

7- Projecto QREN? É péssimo! Precisa de ser, urgentemente, reformulado e renegociado com a comissão QREN, de forma a não se perderem os fundos e cumprir-se o prazo de execução (Sim, é possível!).

8- Manter a TUMG como está? Não! Podem ser acrescentadas outras valências à TUMG, de forma a torna-la rentável e justificar 3 Administradores profissionais, eventualmente, com aumento de ordenado (indexado aos proveitos gerados).

Álvaro Pereira é “homem” para esta mudança de atitude? Estou certo que sim!

Ø Abra o diálogo à comunidade;

Ø Esqueça os erros dos Executivos anteriores;

Ø Corte radicalmente com o “modus operandi” tradicional;

Ø Não permita a “clubização” partidária;

Ø Tenha presente que, no Município, para além do PS e CDU, existem outras forças partidárias, movimentos, associações, clubes, grupos e pessoas, igualmente muito válidas e cooperantes em soluções sustentáveis e de qualidade.

Algumas notas sobre as Unidades de Saúde Familiar (USF’s)

Desde o dia em que escrevi isto e em que fiz uma série de perguntas sobre o Centro de Saúde da Marinha Grande, passou mais de um ano e meio. Desde então, a única novidade chegou há alguns dias através dos jornais da região, os quais noticiaram uma pergunta/requerimento de cinco deputados socialistas (João P. Pedrosa, Osvaldo de Castro, Jorge M. Gonçalves, José M. Medeiros e Odete João) ao Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Saúde onde se questionava:
1) Para quando está prevista a criação de USF no concelho da Marinha Grande?
2) A criação de USF no concelho da Marinha Grande garante, durante 24 horas, atendimento médico aos respectivos utentes?

Ora não sendo eu especialista na matéria e apenas tendo lido algumas notícias sobre a criação de outras USF’s aqui bem perto, procurei perceber do que se falava e qual o papel dos dirigentes políticos na sua criação.
Não pretendo nesta “intervenção” manifestar a minha opinião pessoal sobre o assunto (contra ou a favor da criação de USF's), deixarei isso para mais tarde. Por agora pretendo apenas trazer ao Largo alguma da informação que li sobre o assunto (de forma resumida) e fazer alguns comentários como, por exemplo, chamar à atenção de que uma USF é em primeiro lugar e antes de mais, uma iniciativa dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, administrativos e pessoal auxiliar). Esse é o espírito da reforma operada ao nível dos cuidados de saúde primários, colocada que foi na esfera da iniciativa dos referidos profissionais de saúde a criação destas unidades de saúde, posteriormente aprovadas (ou não) pelo Ministério da Saúde, e que se propõem a:

- Aumento da acessibilidade e satisfação dos utilizadores de cuidados de saúde
- Aumento da satisfação dos profissionais envolvidos na prestação de cuidados
- Melhoria da qualidade e continuidade dos cuidados prestados
- Incremento da eficiência nos serviços.

A criação das USF baseia-se numa série de condições a respeitar como:

- Responsabilização de prestação de cuidados de saúde gerais, personalizados, com respeito pelos contextos sócio familiares a um grupo de cidadãos que varia, em geral, entre 4.000 e 18.000 utentes
- Adesão voluntária dos profissionais a envolver
- Trabalho em equipa multiprofissional
- Obrigatoriedade da existência de um sistema de informação
- Regime remuneratório baseado no desempenho profissional
- Regime de incentivos
- Contratualização e avaliação de desempenho.


Assim sendo, e no que à criação das USF’s diz respeito, na minha modesta opinião, “apenas” reconheço aos políticos, às comissões de utentes ou à sociedade civil em geral, o papel de exercerem alguma pressão sobre os profissionais de saúde, no sentido de os sensibilizar para as eventuais bondades da criação dessas unidades (através da apresentação voluntária de candidaturas), não fazendo por isso qualquer sentido (na minha modesta opinião, repito) a apropriação da iniciativa por parte dos políticos, ou a inércia das pseudo comissões de utentes nos periodos pós-manifestações.


(ler também: UNIDADES DE SAÚDE FAMILIAR - Recomendações para constituição)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Revista de Imprensa

"Câmara da Marinha Grande sem dinheiro para salários"

A Câmara da Marinha Grande está com problemas de tesouraria e poderá ter dificuldades para pagar os salários do mês de Fevereiro.

O presidente autarquia, Álvaro Pereira, reconhece que a situação financeira do município não é a melhor e já enviou aos deputados municipais um relatório para ser analisado e discutido na Assembleia Municipal.

Segundo o autarca, a Câmara tem encargos salariais na ordem dos 200 mil euros e dispõe apenas 1.651 euros em caixa e 170 mil euros em depósitos à ordem.

Álvaro Pereira adianta que o executivo está à procura de soluções para os problemas financeiras herdados do anterior executivo. “A situação é complicada e uma das formas de resolvermos o problema é economizarmos o máximo possível, ou seja, não sermos despesistas”, refere, adiantando que serão dadas mais explicações na conferência de imprensa marcada para a próxima terça-feira, 23 de Fevereiro.


(surripiado do Região de Leiria)


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Revista de Imprensa

Marinha Grande: Primeira Unidade de Saúde Familiar criada até final do primeiro semestre


A primeira Unidade de Saúde Familiar (USF) do concelho da Marinha Grande vai ser criada no primeiro semestre deste ano, com uma equipa de seis médicos, seis enfermeiros e cinco administrativos, que terão a seu cargo 10.699 utentes.

Segundo informação do Ministério da Saúde, em resposta a um requerimento apresentado por deputados socialistas, a USF Vitrius, o projeto já foi aceite pela Equipa Regional de Apoio da Administração Regional de Saúde do Centro, estando a decorrer o processo de análise para a sua aprovação.

O serviço funcionará de segunda a sexta feira, entre as 08:00 e as 20:00 e estará dotado de uma consulta aberta para dar resposta aos utentes em "situações de doença aguda no próprio dia".

O Ministério da Saúde adianta que a USF será instalada no centro de saúde local, o que obrigará a um conjunto de "pequenas obras".

A tutela assegura ainda que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) vai manter-se no Centro de Saúde com consultas diárias complementares, no período entre as 20:00 e as 08:00, para dar resposta a situações de urgência.

No sentido de "assegurar a qualidade e eficiência" no atendimento dos utentes do Centro de Saúde da Marinha Grande, o Ministério da Saúde informa ainda que irão entrar em funcionamento, "a curto prazo", duas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, que também servirão de consulta aberta para "assegurar o atendimento de situações agudas do foro ambulatório".

"Esta será a primeira unidade, mas já está a ser constituído o processo para se avançar com uma segunda USF", disse à agência Lusa Álvaro Pereira, presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande.

O autarca acrescentou que a próxima USF vai possuir mais seis médicos, que irão abranger mais utentes, fazendo com que quase todos os marinhenses tenham médico de família.

O autarca mostrou-se convicto de que a USF "vai dignificar os serviços de saúde" a nível local.

Por seu turno, Luís Guerra Marques, porta-voz do Movimento pela Defesa da Permanência do SAP na Marinha Grande, mostrou-se satisfeito pela continuidade do serviço.

"Sempre nos debatemos por isso. Recordo que na Marinha Grande as fábricas trabalham 24 horas por dia, pelo que o SAP e é um serviço muito importante", disse à agência Lusa, salientando que a criação da USF "vai melhorar a qualidade dos cuidados de saúde dos marinhenses".


Lusa



(surripiado da Rádio Batalha)

QREN – uma bomba relógio?

«O PCP alertou, na sexta-feira passada, para a “urgência na concretização dos projectos, para os quais garantiu financiamentos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), que envolvem investimentos globais na ordem dos 20 milhões de euros.
Para os comunistas, o PS “não demonstra” que os queira realizar. “Têm sido apontados vários problemas em alguns projectos. Mas isso é normal, pela sua complexidade”, referiu Alberto Cascalho, vereador do PCP. “Também nos deparámos com alguns problemas no anterior executivo e tivemos de os resolver”, acrescentou.
(…)
Álvaro Pereira, presidente da câmara, defende que já se reuniu com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro “para avaliar as propostas aprovadas pelo QREN, que rondam os oito milhões de euros”, valor que “ultrapassa e muito a capacidade de endividamento da autarquia”. “Teremos de ver quais poderão avançar. Não sei como é que o anterior executivo teria capacidade para realizar todos os projectos” » (…)

.
Fonte: Jornal de Leiria



Os fundos do QREN aprovados no âmbito do programa Parcerias para a Regeneração Urbana, ameaçam transformar-se numa bomba relógio que poderá explodir nas mãos do actual executivo, caso este não proceda a uma análise correcta e criteriosa das ameaças e oportunidades envolvidas, "optando" por cair na armadilha que o anterior executivo apresentou como trunfo eleitoral mas que se revela (como alguém lhe chamou) um "presente envenenado".
A forma incompetente e leviana como todo o processo foi conduzido pelo executivo do PCP/AA não pode nem deve ser esquecida, antes pelo contrário:
- duas candidaturas chumbadas e a aprovação à terceira, com a perda de cerca de um milhão de euros de financiamento a fundo perdido;
- requalificação de um espaço (Resinagem) que não é propriedade da autarquia havendo fundadas dúvidas que se possa proceder a essa intervenção;
- níveis de investimentos que poderão hipotecar a capacidade de endividamento da autarquia, com o consequente adiamento de outros projectos prioritários;
- investimentos incomportáveis para a realidade económico-financeira dos parceiros envolvidos (nomeadamente EPAMG e SOM);
- estimativas de custos de intervenção desadequados face aos projectos de intervenção apresentados;
(etc, etc...)
O actual executivo tem por isso o dever e a obrigação de tratar deste assunto com todo o rigor e determinação que o mesmo merece, não excluindo por isso qualquer solução, sugerindo-se que mantenha com a população um diálogo franco e aberto quanto às opções a tomar, explicando-as de forma clara e inequívoca. Até porque neste momento o PCP encontra-se no seu terreno favorito (a oposição), palco habitual da mais despudorada demagogia e manipulação, da qual os novos números do investimento total (o PCP já fala em 20 milhões de euros, pasme-se) é apenas um pequeno exemplo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Eu pecador me confesso

Senhor Eng.º José Sócrates, quero pedir-lhe perdão, pois também fui um dos que andei por aqui e ali a alimentar a violenta campanha, em comunhão com as forças ocultas que o querem derrubar, com mentiras e invencionices, que tudo fizeram para denegrir a sua imaculada imagem. Juro Senhor Engenheiro, que após a sua declaração de poucos minutos (de há pouco) fez acender todas as lâmpadas que estavam fundidas no meu cérebro e fez-se luz. Assim como se de um milagre se tratasse. Qual Papa de visita a Portugal no Maio próximo. Eu que até não acreditava em milagres, agora sei que temos um Santo. Garanto-lhe que vou fazer um blogue e lançar uma gigantesca petição a pedir a sua canonização.

Pronto Senhor Engenheiro, desculpe este curto, mas sincero texto ,mas as lágrimas que ainda estou a enxugar, não me deixam ver bem as teclas… mas conte com o meu apoio e acredite que é de alma e coração.
Como eu, só um dos seus deputados daqui destas bandas que pede no seu blogue o apoio para a petição de uma manifestação em seu favor e a gente vai lá à procura e não encontra o seu nome.

Bem haja… abençoados 3 minutos, que esclareceram tudo.

(ensaio de um post a publicar num qualquer dia 1 de Abril)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Chuva forte para os lados do Rato

Quem diria que o “Sol” desta eira-sem-beira que é Portugal, haveria de provocar tamanha inundação no nabal do PS?!

Com as peripécias que envolveram a publicação da última edição do semanário “Sol”, houve momentos em que se temeu que a censura prévia estava de volta num degradante jogo do gato e do rato entre um emissário judicial e a direcção do “Sol”. Afinal, o sol quando nasce é para todos, e a liberdade de imprensa venceu com o jornal a vender que nem pipocas à porta do cinema.
Sócrates é realmente um bom artista. Depois dos filmes da Cova da Beira, das assinaturas de projectos de construção civil e do Freeport, é estreada, com enorme estardalhaço mediático, uma nova fita que conta alegada tentativa do Governo para controlar vários órgãos de comunicação social. A sinopse está feita, mas o enredo é bastante mais rico em pormenores:
Perante a revelação de alegados factos que deixavam a imagem do Primeiro-Ministro em muito mau estado - havia mesmo quem vaticinasse que este seria o “golpe fatal” que deixaria Sócrates em “agonia” até o país estar preparado para novas eleições – entram em cena novos personagem, plebeus do PS, tão voluntariosos como trôpegos no afã de desagravar o chefe.
Uns, fazem uma petição online de apoio a Sócrates que conta com 39 subscritores entre os quais os senhores Eu, Outra Vez Eu, Palhaçada, Socrates Não Confio Em Ti, Portugal Precisa de Educação, Corruptos, Observador Atento, Que Petição Vergonhosa e Rir a Bom Rir.
Outros, convocam uma manif por sms nos seguintes termos: "Está na hora do PS se unir e combater esta baixa campanha urdida pela direita dos interesses! Um partido que sempre lutou pela democracia e liberdade não pode aceitar calado este ataque sujo! Vamos de novo encher a Alameda da Fonte Luminosa [em Lisboa] no próximo dia 20 de Fevereiro, pelas 15 horas! Vamos repudiar esta campanha suja contra o PS e Sócrates e mostrar bem altas as nossas bandeiras. Divulga".
Parece que a direcção do PS não se revê nem numa nem noutra acção de desagravo ao seu chefe e percebe-se bem porquê.
Por ironia, o líder das questões fraturantes na sociedade portuguesa, está também, com mais este filme, a fraturar uma certa unidade interna no PS.
Ana Gomes, no seu blog, Causa Nossa, critica com veemência a política de tachos do seu Secretário Geral. Numa primeira versão, depois alterada, o post chamava-se “Boys will be… bois” e concluía desta forma jucosa: “Com ruminantes destes, para que precisa o PS de boys?", referindo-se a Rui Pedro Soares, administrador-executivo da PT pelo Estado e fã número um de Socrates'09.
Manuel Maria Carrilho, toca com o dedo “No coração da democracia” através de um artigo de opinião que publicou esta semana no Diário de Notícias e aponta, velada mas criticamente, o dedo à acção do Executivo na sua relação com os Media. Diz ele que “A solidez e a riqueza de uma democracia são, por isso, tanto maiores quanto maior for a abertura da sociedade, a diversidade dos seus meios de informação, a pluralidade das suas formas de expressão, a frontalidade dos seus debates.”
António Vitorino, qual Gepeto, já terá mexido, como sempre, alguns cordelinhos e, na RTP, pode afirmar que o espírito combativo de Sócrates não o fará desistir.
O “animal feroz”, acossado como nunca por mais este escândalo, vai por estes dias recuperar energias no interior do seu partido, junto dos militantes, para voltar à arena política com os problemas do país como pano de fundo, mas se o seu futuro político está traçado... que se salve o país.
Cai chuva no largo do Rato.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Novidades na Blogosfera

A Carta a Garcia” é o novo blogue do deputado marinhense Osvaldo de Castro o qual pretende ser, de acordo com as palavras do próprio, um “blog de carácter mais pessoal”, mantendo contudo a sua participação regular no “Praça Stephens”.
O Largo das Calhandreiras saúda este novo blogue o qual inclui na sua lista de preferências (“Outras Cartas”) o nosso/vosso Largo.