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segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
A má rolha
sexta-feira, 12 de março de 2010
Extraordinário
Esta máquina foi construída pela Sharon Wick School - Faculdade de Engenharia da Universidade de Iowa com a colaboração do conservatório de
Música Robert M. Tramm
Surpreendentemente, 97% dos componentes de máquinas vieram da John Deere
Industries and Irrigation Equipments de Bancroft, Iowa ....sim equipamentos
agrícolas!
A equipa gastou 13.029 horas entre o set-up, alinhamento, calibragem e
ajustes antes de filmar este vídeo que está neste momento em exibição no
Matthew Gerhard Alumni Hall. Vai ser doado ao Museu Smithsonian.
Há uns tempos, mão amiga deu-me a conhecer esta preciosidade. Hoje, quando me apetecia escrever quaquer coisa sobre o debate no parlamento, lembrei-me não sei porquê, desta peça musical... Claro que não há semelhança possível.
quinta-feira, 11 de março de 2010
O PEC(ADO)
O PEC peca por parco
"É irónico que os problemas económicos possam ser responsáveis pelas maiores desigualdades sociais mas que a economia, enquanto ciência, seja tão igualitária. Alguns dos maiores especialistas em economia previram tanto como eu o aparecimento da crise. A economia tem essa característica fascinante: por muito que alguém se dedique a estudá-la, aparentemente continua a ser um leigo. Um grande administrador tem tanta dificuldade em evitar a calamitosa falência de um banco como um merceeiro versado apenas em contas de somar. Por isso, é com a consciência invulgarmente tranquila que me dedico à análise económica: na pior das hipóteses, os meus comentários farão tão pouco sentido como os de um professor de economia. Quando o governo propôs o Programa de Estabilidade e Crescimento, a minha primeira impressão foi a de que o PEC tinha um E a mais. Duvido de que a nossa economia precise da ajuda de um programa para estabilizar, uma vez que se encontra estável (no sentido em que um paciente em estado comatoso se mantém estável) há muitos anos. As críticas de alguma oposição parecem-me ainda menos pertinentes. É falso que o Programa de Estabilidade e Crescimento obrigue uma parte significativa dos portugueses a apertar o cinto. E é falso sobretudo na medida em que aquilo que os portugueses têm à cintura já não é um cinto há algum tempo: é um garrote. O que vai ser preciso apertar agora é o garrote.
O grande raciocínio que sustenta a actual estratégia económica é importado da caça: o importante é não afugentar. Não convém taxar os lucros dos bancos e das grandes empresas para não afugentar o investimento. É desaconselhável taxar as transacções da bolsa para não afugentar o capital. Quem sobra? Os trabalhadores - que, além de serem muitos, são gente que não se deixa afugentar, porque precisa mesmo do emprego. Um trabalhador por conta de outrem trabalha, na verdade, por conta de dois, digamos, outrens: por conta do empregador e por conta do Estado. São os trabalhadores, e não as empresas e os bancos, os grandes "criadores de riqueza". Criam a riqueza dos patrões e a do Estado, que depois toma essa parte da riqueza e a devolve às empresas e aos bancos, sob a forma de nacionalização do que der prejuízo e privatização do que der lucro. Nota-se muito que estou a assobiar a Internacional enquanto escrevo isto?
A política fiscal é igualmente clara: as pessoas que ganham menos do que eu pagam menos impostos do que eu; a generalidade das que ganham mais também paga menos impostos do que eu. O governo alega que irá aumentar a taxa de impostos a quem ganha mais de 150 mil euros por ano, o que seria uma excelente medida, mas não é exactamente verdadeiro. O governo vai aumentar a taxa de impostos a quem declara mais de 150 mil euros por ano, o que é ligeiramente diferente. Não há assim tantos contribuintes nessas condições.
Resta a consolação de constatar que o congelamento dos salários dos funcionários públicos não é uma medida assim tão áspera. Os salários, a bem dizer, têm estado no frigorífico. Não vão propriamente sofrer um choque térmico."
Revista de Imprensa
Marinha Grande vai criar mais um reservatório de água
O concelho da Marinha Grande vai ser abastecido por mais um reservatório de água de grandes dimensões no próximo ano. A autarquia quer garantir uma alternativa ao reservatório do Alto dos Picotos, principal infra-estrutura que fornece grande parte da cidade.
“Os serviços estão a efectuar alguns estudos de prospecção, à procura de um lençol de água com capacidade de extracção de água com qualidade”, revela Paulo Vicente, vereador da Câmara da Marinha Grande, acrescentando que o estudo deve estar concluído no final do ano.
O autarca esclarece que a rede em baixa e em alta está a ser “renovada”, de modo a ser possível “melhorar o sistema de abastecimento de água, para não depender apenas de um ponto”. A Marinha Grande possui outros reservatórios mais pequenos, mas com menor cobertura de abastecimento.
“Se houver um problema mais complicado, como existiu há uns meses, aquele é o principal abastecedor e a cidade fica sem água, o que nos está a preocupar”, afirma. Por isso, “é importante termos uma reserva estratégica”.
O vereador anuncia ainda um investimento na renovação dos adutores das condutas de água da freguesia da Vieira de Leiria e de mais um reservatório, de apoio para quando é necessário “fazer a manutenção”. Nas obras de requalificação das estradas e no saneamento, a câmara está a substituir os adutores.
“Na renovação que estamos a fazer da rede em baixa de água, saneamento e gás, os adutores estão a ser colocadas por baixo dos passeios. Não tem tanta sobrecarga de peso e quando há alguma ruptura é mais fácil de resolver.”
(surripiado do Jornal de Leiria)
quarta-feira, 10 de março de 2010
A corrida de Mafra
A corrida tem três candidatos à partida e na zona das boxes cheira bem, cheira a poder. Como ingrediente adicional, existe a expectativa de que Cristo possa descer de novo à terra, que Marcelo vá fazer a rodagem do seu carro lá para os lados da região saloia e que oportunamente entre também na corrida.terça-feira, 9 de março de 2010
Onde pára a polícia?


Quando estas coisas acontecem, o que se deseja é que a situação volte à normalidade o mais rapidamente possível, decorrendo das palavras do vereador Paulo Vicente que a câmara está a tratar do assunto com carácter de urgência. O que não se percebe, uma vez mais, é a passividade das autoridades que têm a seu cargo a segurança pública, incluindo a rodoviária, e que pura e simplesmente não mexem uma palha para minimizar a situação. Será pedir muito à PSP para dar uma ajuda nas horas de maior intensidade de tráfego, nomeadamente no cruzamento em frente à sua esquadra? Será que a CMMG não podia solicitar à PSP a sua colaboração?
Ai que saudades que eu tenho do polícia sinaleiro no cruzamento da Avenida do Vidreiro com a 1º de Maio!... Lembram-se?
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
89 anos
A todos os homens e mulheres que deram grande parte da sua vida (nalguns casos,toda) para que a liberdade seja uma realidade, presto a minha homenagem
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Revista de Imprensa
A Câmara da Marinha Grande vai construir um canil/gatil na antiga Estação de Tratamento de Águas Residuais, no lugar de Garcia. De acordo com o presidente, Álvaro Pereira, a obra deverá ser brevemente lançada em concurso público. O espaço deverá também cumprir funções pedagógicas, podendo ser visitado por alunos.
Indústria química procura Instalações
A Marinha Grande poderá receber uma empresa do sector da indústria química, criando cerca de 60 postos de emprego. O presidente da autarquia, Álvaro Pereira, anunciou sexta-feira, em Assembleia Municipal, que a empresa pretende instalar-se na zona industrial. O edil preferiu não mencionar o nome da empresa em causa, mas notou que esta está disposta a comprar terreno ou a adquirir uma antiga fábrica de vidros.
Parque para camiões
A Câmara Municipal da Marinha Grande está a construir um parque de estacionamento destinado a camiões TIR, na zona industrial. De acordo com o presidente da autarquia, Álvaro Pereira, o objectivo é criar um espaço onde os pesados possam permanecer em segurança. Até à data, os camiões têm ficado espalhados em vários pontos da cidade, junto das empresas. O parque será instalado ao fundo da avenida principal daquela zona industrial. Os trabalhos tiveram início na passada semana.
(tudo surripiado do Jornal de Leiria)
O PM vai nu

quarta-feira, 3 de março de 2010
ALTO ASTRAL - CONSULTAS GRÁTIS


INVEJA
MAU OLHADO
AMANTES
PROCESSOS EM TRIBUNAL
VÍRUS INFORMÁTICOS
PROBLEMAS NO CARBURADOR
LICENÇAS CAMARÁRIAS
FALTA DE PRESSÃO
DORES NA COLUNA
DINHEIROS
ETC, ETC, ETC… E MUTO MAIS…
PERGUNTE JÁ! MESTRE DANYELE KATANA TEM A RESPOSTA!
terça-feira, 2 de março de 2010
O Processo
Cheguei ao tribunal pouco faltava para as três da tarde, enfiado no velho fato de cotelê verde seco que herdei do padrinho Arnaldo, no dia em que o saudoso mecenas entregou a alma ao criador, um fato que me assentou que nem uma luva durante anos, mas que agora ameaçava explodir a cada inspiração menos controlada. Às vezes para parecermos arrumadinhos e peralvilhos, acabamos por passar momentos muito desconfortáveis, não é? Adiante.
No átrio, onde aguardei sereno mas ansioso pela chamada do oficial de justiça, encontravam-se mais quatro ou cinco cidadãos que não reconheci. Penso que nenhum deles me reconheceu também.
À hora marcada, três e meia em ponto, a justiça chamou-me. Estranhei a pontualidade. O diligente funcionário fez-me entrar na sala de audiências onde se perfilavam sentados, lado a lado, três magistrados de ar cinzento e sábio. Pelo canto do olho direito consegui perceber que a sala se encontrava praticamente vazia. Pelo canto do olho esquerdo consegui divisar dois indivíduos de sobrancelhas grossas e calvice acentuada que marcavam presença com ar desconfiado e conspirativo. Não reconheci nenhum deles.
Plantado em frente ao triunvirato pelo oficial de justiça que me havia encaminhado ao banco dos réus, aguardei. Depois de segundos de incerteza, que mais pareceram uma eternidade, fui mandado sentar pela justiça. Assim fiz. Apenas o magistrado do meio falou:
- Como se chama?
- Relaxoterapeuta, meritíssimo.
- Ah, tem nome… e bilhete de identidade? E número de contribuinte?
- Também, meritíssimo.
- Estou a ver! Onde mora?
- No Casal da Formiga, meritíssimo.
- Sabe porque é que aqui está?
- Não faço a mínima ideia, meritíssimo.
- Parece que o senhor anda a escrever umas coisas… Tem ideia do transtorno que causa escrever coisas ocultando a face?
- Meritíssimo, apenas escrevo o que penso, quando acho oportuno.
- Ah! E pensa, e tudo! Deixe-se de rodriguinhos e diga-nos lá o que esconde! O que ambiciona afinal?
- Mas, meritíssimo, não escondo nada. O que escrevo é aquilo que sou, apenas.
- Tem alguma coisa de mais substancial a contar-nos?
- Meritíssimo, sou um homem simples. Não sou letrado nem culto, apenas tive bons pais e bons companheiros. Não ambiciono mais do que viver uma vida feliz, os meus vizinhos do Casal da Formiga podem testemunhá-lo. Sou sócio dos bombeiros e do Império, gosto de partilhar o pouco que tenho e nunca chamei a ninguém de cobarde, pedante ou ressabiado, sem ser olhos-nos-olhos. Mas já dei e levei uns murros nas trombas. Perdão, estou-me agora a lembrar, uma vez chamei “vaca de merda” à minha ex-mulher, mas isso foi no calor dos pós-separação, depois de ter descoberto que a desgraçada antes de partir, por vingança, me tinha partido uma garrafa de Barca Velha e colocado à disposição do Piruças, o cão de um vizinho meu, um Pata Negra que me tinha custado os olhos da cara. E essas coisas custam muito, meritíssimo! Felizmente não tocou nas Ginas...
- Continua pois a relativizar a situação! Pensa que pode brincar com a justiça, é?
- Longe de mim tais pensamentos, meritíssimo! Mas afinal o que há contra mim?
- Um processo.
- De intenções?
- O senhor me dirá…
domingo, 28 de fevereiro de 2010
“Os parvos úteis”
Este intróito para dizer que rapidamente me integrei na comunidade de bitateiros do Largo. Se pensar muito no assunto penso que a primeira vez que escrevi um bitaite assinei com o nick de “ folha seca” adjectivo com que eu e mais umas dezenas de milhares de militantes do PCP no principio dos anos oitenta do século passado fomos classificados pelo Dr. Álvaro Cunhal, quando apoiámos uma tendência que pura simplesmente queria discutir os estatutos e que no congresso que então estava em preparação se procurou que as teses em discussão não fossem só as oficiais.
Adiante. Se é certo que encontrei no largo uma forte fonte de informação e de discussão, onde claramente apareciam opiniões contra e a favor, foi certo para mim, que ali todas as opiniões tinham lugar (desde que respeitassem o mínimo de urbanidade). Nunca vi que este blogue tivesse um objectivo politico partidário . Mas claro como recentemente foi dito (as virgens já eram) .
No verão passado houve a primeira ideia de que o largo poderia ter os dias contados. Fui dos bitateiros (modéstia á parte) que quase diariamente encontrei qualquer coisa para escrever, como outros o fizeram, o que fez com que após aquelas férias “compridas" o largo voltasse com a dinâmica que lhe conhecíamos e já lhe sentíamos a falta.
Não sei nem me “interessa” quem são os dinamizadores do largo. O que sei é que fizeram deste blogue uma coisa séria e de referência a nível Nacional, quando a ideia era o de um blogue ali encostado no largo. Se alguém pensou que era um blogue com um objectivo anti-qualquer coisa, para favorecer outra coisa qualquer. Parece que se enganou.
Talvez por isso o largo foi nos últimos tempos alvo de uma campanha que a mim me entristece, em que não só puseram em causa os recentes bitateiros como os dinamizadores mais antigos. Porquê?
Será que algumas cabeças que definiram excelentes estratégias acharam que o largo lhes servia enquanto oposição? E agora que o espírito critico que se tornou apanágio do largo está a criar alguns engulhos aos detentores do poder local? Há que abatê-lo? E se não o puder ser feito em campo aberto, aproveita-se a aberta de qualquer comentário poder ser publicado e entrar por aí?
Enganam-se. Alguns dos dinamizador tornados “opinadores” e que corajosamente deram o nome e revelaram a sua identidade, não estão sós, no que me diz respeito fálo-ei quando achar necessário.
Por fim . Não me deixarei afectar por algumas “bocas” maldosas que por aqui vão aparecendo, continuarei a “plantar” algumas opiniões” mas aceitarei que tal como fui convidado, o facto de ser desconvidado, se for essa a decisão de quem me convidou.
Ps.: Mas p.f. não acabem nem deixem acabar com o Nosso LARGO:
Melhorar a Democracia, a Revolução Serena
Nestes dias em que o “Largo” vai calmo – muitas visitas, muitos “calhandreiros” online, mas pouca participação – é uma boa altura de reflectirmos sobre metodologias para encontrar “pontes” que nos unam. As verdadeiras mudanças são feitas em serenidade e harmonia.
Que tal “vermos” alguns exemplos de metodologias inovadoras?
Orçamento Participativo – Falar a Sério, a Brincar
Orçamento Participativo – Bons Exemplos Autárquicos - Lisboa
Estes e outros exemplos em http://forummunicipal.blogspot.com/:
Ø Orçamento Participativo - Realidade Mundial
Ø Orçamento Participativo - Realidade Portuguesa
Ø Orçamento Participativo - Portugal
Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - São Brás de Alportel
Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - Odivelas
Ø Orçamento Participativo - Bons Exemplos Autárquicos - Lisboa
Ø Orçamento Participativo - Falar a Sério, a Brincar
Ø Constituição Interactiva - Constituição 2.0
Ø Constituição Interactiva - Vitor Bento
Ø Constituição Interactiva - Fernando Nobre
Ø Cidadania - EQUAL - Inovação Social
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
COMUNICADO DA COMISSÃO DE MORADORES
Marinha Grande, 25 de Fevereiro de 2010
Zézé C’a Marinha
FLC
Relaxoterapeuta
Mr. Bean
Torrente
Quinho
Madeira: uma tragédia anunciada
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Iniciar o Diálogo
Sou dos que defende o princípio, (obrigatório por lei), de que a CMMG deve vender os seus serviços e produtos a um preço, no mínimo, igual ao seu real custo. Defendo, também, que este princípio só deve ter 2 excepções:
1- Descriminação positiva dos mais desfavorecidos
2- Planos integrados que visem objectivos a longo prazo, isto é, os prejuízos previstos na fase de implementação dos projectos terão de ser compensados pelos lucros gerados a longo prazo.
Nesta 2ª excepção, nem sempre os prejuízos e lucros, a que me refiro, são tangíveis (dinheiro), muitas vezes são intangíveis, relacionados com a qualidade de vida dos Munícipes ou objectivos estratégicos Municipais a longo prazo. A decisão da CMMG de reduzir a taxa de IRS, poderia estar englobada nesta excepção e teria todo o meu apoio - independentemente de contrariar a 1ª excepção – desde que fosse uma ferramenta de um plano estratégico Municipal, global e integrado, com objectivo de aumentar a população do Município (dos actuais 30.400 eleitores, para 40.000 em 2014 e 60.000 em 2018). Infelizmente a decisão foi um erro de “casting”:
Ø Não descrimina positivamente os mais desfavorecidos;
Ø Reduz receitas e capacidade de investimento da CMMG;
Ø Não faz parte de nenhum plano estratégico com benefícios a longo prazo.
Vem isto a propósito de outra “tarefa” recém apresentada pelo executivo, “Regulamento Municipal da Edificação e Urbanização” (RMEU) e “Taxas das Operações Urbanísticas”. É verdade que tal tarefa deveria ter sido feita há já muito tempo, nessa medida elogio o actual Executivo. No entanto, a julgar pelos excessivos valores das taxas, comprova-se que não existe um plano de melhoria da eficácia dos serviços camarários, assente na redução de custos, isto é, para cumprir o principio PREÇO>=CUSTO, em vez de reduzir o CUSTO, aumenta-se o PREÇO. Senão analisemos 2 exemplos da proposta de taxas:
1- 10 Fotocopias, formato A4, de peças de um processo de operação urbanística
Ø Taxa a pagar à CMMG, apenas, pelas fotocópias: 10*4,25=42,5€.
Ø Para validar esta informação: Página 45, alínea 1.14, do novo RMEU,
2- Construção de muro de vedação num terreno com 2000m2 (100x20m, isto é 240m de muro):
Ø Não é necessário projecto ou licença de construção, basta uma comunicação prévia (Artigo 6.º -A, Lei n.º 60/2007).
Ø Taxa a pagar à CMMG, apenas, pela admissão de comunicação prévia: 250+240x0,55=382€.
Ø Para validar esta informação: Página 52, alínea 5, do novo RMEU,
Preços (taxas) absurdamente elevados! Não é verdade?
A pergunta é: que alternativas existem a esta politica de taxação? Seguramente muitas! Pessoalmente, apenas quero apresentar uma, e nada inovadora:
1- Adesão ao SIMPLEX AUTARQUICO, http://www.simplex.pt/autarquico/00_index.html, (CM Pombal aderiu em Julho de 2008);
2- Implementação do “Sistema Integrado de Informação de Suporte ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação”, ou “Portal do Licenciamento”, https://servicos.portalautarquico.pt/enterprise/, (CM Campo Maior iniciou a 2ª fase do Portal do Licenciamento em Fevereiro de 2009, nesta mesma data existiam outras 24 Câmaras Municipais aderentes, http://www.seaal.gov.pt/seaal/pt/int/20090206.htm).
Para além da comodidade e rapidez, para os Munícipes, estes sistemas reduzem, significativamente, o trabalho dos serviços municipais - por isso reduzem os custos - permitindo cobrar taxas mais baixas, (Veja estas e outras “Boas Praticas Autárquicas” em http://forummunicipal.blogspot.com/).
Ainda estão a tempo! Se precisarem, voluntario-me, gratuitamente, para ajudar.
Numa análise, preconceituosa, deste meu escrito, pode concluir-se que apenas me move o interesse de criticar o Executivo. Absolutamente falso! O que pretendo demonstrar, é que, a única forma de melhorar a performance do Executivo e torna-lo mais assertivo, relativamente aos que o antecederam, é “abri-lo” à participação dos Munícipes.
Sei que esta abordagem é inovadora mas difícil. Sei, também, que rompe com velhas tradições, dogmas e preconceitos, e, sobretudo, põe em causa a “intocabilidade” e “infalibilidade” dos “profissionais” da política, que, para garantirem o “ganha-pão” preferem defender o princípio: “ganhámos as eleições”, “temos inteira legitimidade”, então, “governamos orgulhosamente sós”.
Mas os tempos são de mudança, é necessário procurar novos caminhos para melhorar a “arruinada” credibilidade na nossa democracia e não nos expormos a eventuais galopadas extremistas, já vistas em outras paragens. Lembram-se da recente história da Áustria? E da Holanda!? E de França, com Le Pen?
A CMMG tem uma capacidade de endividamento de 6 milhões? 8 Milhões? 10 Milhões? Não! O problema não é esse! A CMMG tem capacidade de INDUZIR investimentos, directa e indirectamente, de mais de 100 milhões nos próximos 4 anos. Para isso, deve colocar a ênfase na definição do plano estratégico do Município e deixar para 2º plano, a politica do imediatismo:
1- Admissão de novos 50 funcionários camarários? Não! Agrava os custos e não corrige nenhuma injustiça social.
2- Transferência de serviços, camarários, dispersos pela cidade, para o Arium? Não! Agrava os custos, não aumenta a eficácia dos serviços, não contribui para a reanimação do centro tradicional e elimina a possibilidade de um encaixe financeiro, com a venda ou aluguer do Atrium. Necessário é concentrar todos os serviços na sede do Município, aumentando-a “modestamente” para a rua Machado Santos.
3- Circulares exteriores, à cidade? Sim! Mas não a expensas do Município. São da responsabilidade do governo central (aqui está uma boa causa para JPP e OC!). A Câmara não deve gastar nem um tostão com elas!
4- Projectos de urbanismo, em zona REN, pagos pelo Município e antes da eventual desafectação dos mesmos? Nunca! A solução para os Munícipes interessados, foi, por eles, proposta ao executivo: criação, pelo Município, de uma bolsa de terrenos edificáveis e troca de terrenos, numa relação, justa, a acordar.
5- Troca de terrenos com o governo central, numa relação injusta, para alargamento da Zona Industrial? Nunca! Que contrapartidas tem o Município pela ocupação de 65% da sua área, pelas matas nacionais? Quase nenhumas! O governo central deve ceder ao Município, sem contrapartidas financeiras ou de terrenos, o direito de utilização da área necessária e não permitir a venda de lotes a terceiros, mas sim a cedência renovável em condições pré-estabelecidas, (outra boa causa para JPP e OC!).
6- Uma USF para o Município e só agora? Muito pouco! No Pais já existem 230 USF a funcionar e no rácio preconizado na legislação, o Município deve ter 4 USF. Claro que, para quem sabe, as USF não aparecem por perguntas dos políticos, mesmo sendo Deputados Nacionais. As USF configuram modelos de gestão. Na maioria dos casos, não trazem mais médicos aos CS e são criados por iniciativa voluntária dos profissionais de saúde. O que o executivo pode fazer é persuadir os profissionais de saúde, do Município, a candidatarem-se a mais USF e exercer influencia junto da “ACES Pinhal Litoral II” - temos um membro no Conselho da Comunidade do ACES; o Presidente do Conselho da Comunidade da ACES, Raul Castro, é, politicamente, PS; O Director Executivo, Isidro Costa, é, politicamente, PS - (outra boa causa para JPP e OC!). (Para mais informação sobre USF, http://forummunicipal.blogspot.com/).
7- Projecto QREN? É péssimo! Precisa de ser, urgentemente, reformulado e renegociado com a comissão QREN, de forma a não se perderem os fundos e cumprir-se o prazo de execução (Sim, é possível!).
8- Manter a TUMG como está? Não! Podem ser acrescentadas outras valências à TUMG, de forma a torna-la rentável e justificar 3 Administradores profissionais, eventualmente, com aumento de ordenado (indexado aos proveitos gerados).
Álvaro Pereira é “homem” para esta mudança de atitude? Estou certo que sim!
Ø Abra o diálogo à comunidade;
Ø Esqueça os erros dos Executivos anteriores;
Ø Corte radicalmente com o “modus operandi” tradicional;
Ø Não permita a “clubização” partidária;
Ø Tenha presente que, no Município, para além do PS e CDU, existem outras forças partidárias, movimentos, associações, clubes, grupos e pessoas, igualmente muito válidas e cooperantes em soluções sustentáveis e de qualidade.
Algumas notas sobre as Unidades de Saúde Familiar (USF’s)
1) Para quando está prevista a criação de USF no concelho da Marinha Grande?
2) A criação de USF no concelho da Marinha Grande garante, durante 24 horas, atendimento médico aos respectivos utentes?
Ora não sendo eu especialista na matéria e apenas tendo lido algumas notícias sobre a criação de outras USF’s aqui bem perto, procurei perceber do que se falava e qual o papel dos dirigentes políticos na sua criação.
Não pretendo nesta “intervenção” manifestar a minha opinião pessoal sobre o assunto (contra ou a favor da criação de USF's), deixarei isso para mais tarde. Por agora pretendo apenas trazer ao Largo alguma da informação que li sobre o assunto (de forma resumida) e fazer alguns comentários como, por exemplo, chamar à atenção de que uma USF é em primeiro lugar e antes de mais, uma iniciativa dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, administrativos e pessoal auxiliar). Esse é o espírito da reforma operada ao nível dos cuidados de saúde primários, colocada que foi na esfera da iniciativa dos referidos profissionais de saúde a criação destas unidades de saúde, posteriormente aprovadas (ou não) pelo Ministério da Saúde, e que se propõem a:
- Aumento da acessibilidade e satisfação dos utilizadores de cuidados de saúde
- Aumento da satisfação dos profissionais envolvidos na prestação de cuidados
- Melhoria da qualidade e continuidade dos cuidados prestados
- Incremento da eficiência nos serviços.
A criação das USF baseia-se numa série de condições a respeitar como:
- Responsabilização de prestação de cuidados de saúde gerais, personalizados, com respeito pelos contextos sócio familiares a um grupo de cidadãos que varia, em geral, entre 4.000 e 18.000 utentes
- Adesão voluntária dos profissionais a envolver
- Trabalho em equipa multiprofissional
- Obrigatoriedade da existência de um sistema de informação
- Regime remuneratório baseado no desempenho profissional
- Regime de incentivos
- Contratualização e avaliação de desempenho.
Assim sendo, e no que à criação das USF’s diz respeito, na minha modesta opinião, “apenas” reconheço aos políticos, às comissões de utentes ou à sociedade civil em geral, o papel de exercerem alguma pressão sobre os profissionais de saúde, no sentido de os sensibilizar para as eventuais bondades da criação dessas unidades (através da apresentação voluntária de candidaturas), não fazendo por isso qualquer sentido (na minha modesta opinião, repito) a apropriação da iniciativa por parte dos políticos, ou a inércia das pseudo comissões de utentes nos periodos pós-manifestações.
(ler também: UNIDADES DE SAÚDE FAMILIAR - Recomendações para constituição)
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Revista de Imprensa
A Câmara da Marinha Grande está com problemas de tesouraria e poderá ter dificuldades para pagar os salários do mês de Fevereiro.
O presidente autarquia, Álvaro Pereira, reconhece que a situação financeira do município não é a melhor e já enviou aos deputados municipais um relatório para ser analisado e discutido na Assembleia Municipal.
Segundo o autarca, a Câmara tem encargos salariais na ordem dos 200 mil euros e dispõe apenas 1.651 euros em caixa e 170 mil euros em depósitos à ordem.
Álvaro Pereira adianta que o executivo está à procura de soluções para os problemas financeiras herdados do anterior executivo. “A situação é complicada e uma das formas de resolvermos o problema é economizarmos o máximo possível, ou seja, não sermos despesistas”, refere, adiantando que serão dadas mais explicações na conferência de imprensa marcada para a próxima terça-feira, 23 de Fevereiro.
(surripiado do Região de Leiria)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Revista de Imprensa
A primeira Unidade de Saúde Familiar (USF) do concelho da Marinha Grande vai ser criada no primeiro semestre deste ano, com uma equipa de seis médicos, seis enfermeiros e cinco administrativos, que terão a seu cargo 10.699 utentes.
Segundo informação do Ministério da Saúde, em resposta a um requerimento apresentado por deputados socialistas, a USF Vitrius, o projeto já foi aceite pela Equipa Regional de Apoio da Administração Regional de Saúde do Centro, estando a decorrer o processo de análise para a sua aprovação.
O serviço funcionará de segunda a sexta feira, entre as 08:00 e as 20:00 e estará dotado de uma consulta aberta para dar resposta aos utentes em "situações de doença aguda no próprio dia".
O Ministério da Saúde adianta que a USF será instalada no centro de saúde local, o que obrigará a um conjunto de "pequenas obras".
A tutela assegura ainda que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) vai manter-se no Centro de Saúde com consultas diárias complementares, no período entre as 20:00 e as 08:00, para dar resposta a situações de urgência.
No sentido de "assegurar a qualidade e eficiência" no atendimento dos utentes do Centro de Saúde da Marinha Grande, o Ministério da Saúde informa ainda que irão entrar em funcionamento, "a curto prazo", duas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, que também servirão de consulta aberta para "assegurar o atendimento de situações agudas do foro ambulatório".
"Esta será a primeira unidade, mas já está a ser constituído o processo para se avançar com uma segunda USF", disse à agência Lusa Álvaro Pereira, presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande.
O autarca acrescentou que a próxima USF vai possuir mais seis médicos, que irão abranger mais utentes, fazendo com que quase todos os marinhenses tenham médico de família.
O autarca mostrou-se convicto de que a USF "vai dignificar os serviços de saúde" a nível local.
Por seu turno, Luís Guerra Marques, porta-voz do Movimento pela Defesa da Permanência do SAP na Marinha Grande, mostrou-se satisfeito pela continuidade do serviço.
"Sempre nos debatemos por isso. Recordo que na Marinha Grande as fábricas trabalham 24 horas por dia, pelo que o SAP e é um serviço muito importante", disse à agência Lusa, salientando que a criação da USF "vai melhorar a qualidade dos cuidados de saúde dos marinhenses".
Lusa
(surripiado da Rádio Batalha)
QREN – uma bomba relógio?
Para os comunistas, o PS “não demonstra” que os queira realizar. “Têm sido apontados vários problemas em alguns projectos. Mas isso é normal, pela sua complexidade”, referiu Alberto Cascalho, vereador do PCP. “Também nos deparámos com alguns problemas no anterior executivo e tivemos de os resolver”, acrescentou.
(…)
Álvaro Pereira, presidente da câmara, defende que já se reuniu com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro “para avaliar as propostas aprovadas pelo QREN, que rondam os oito milhões de euros”, valor que “ultrapassa e muito a capacidade de endividamento da autarquia”. “Teremos de ver quais poderão avançar. Não sei como é que o anterior executivo teria capacidade para realizar todos os projectos” » (…)
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Os fundos do QREN aprovados no âmbito do programa Parcerias para a Regeneração Urbana, ameaçam transformar-se numa bomba relógio que poderá explodir nas mãos do actual executivo, caso este não proceda a uma análise correcta e criteriosa das ameaças e oportunidades envolvidas, "optando" por cair na armadilha que o anterior executivo apresentou como trunfo eleitoral mas que se revela (como alguém lhe chamou) um "presente envenenado".
A forma incompetente e leviana como todo o processo foi conduzido pelo executivo do PCP/AA não pode nem deve ser esquecida, antes pelo contrário:
- duas candidaturas chumbadas e a aprovação à terceira, com a perda de cerca de um milhão de euros de financiamento a fundo perdido;
- requalificação de um espaço (Resinagem) que não é propriedade da autarquia havendo fundadas dúvidas que se possa proceder a essa intervenção;
- níveis de investimentos que poderão hipotecar a capacidade de endividamento da autarquia, com o consequente adiamento de outros projectos prioritários;
- investimentos incomportáveis para a realidade económico-financeira dos parceiros envolvidos (nomeadamente EPAMG e SOM);
- estimativas de custos de intervenção desadequados face aos projectos de intervenção apresentados;
O actual executivo tem por isso o dever e a obrigação de tratar deste assunto com todo o rigor e determinação que o mesmo merece, não excluindo por isso qualquer solução, sugerindo-se que mantenha com a população um diálogo franco e aberto quanto às opções a tomar, explicando-as de forma clara e inequívoca. Até porque neste momento o PCP encontra-se no seu terreno favorito (a oposição), palco habitual da mais despudorada demagogia e manipulação, da qual os novos números do investimento total (o PCP já fala em 20 milhões de euros, pasme-se) é apenas um pequeno exemplo.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Eu pecador me confesso
Pronto Senhor Engenheiro, desculpe este curto, mas sincero texto ,mas as lágrimas que ainda estou a enxugar, não me deixam ver bem as teclas… mas conte com o meu apoio e acredite que é de alma e coração.
Como eu, só um dos seus deputados daqui destas bandas que pede no seu blogue o apoio para a petição de uma manifestação em seu favor e a gente vai lá à procura e não encontra o seu nome.
Bem haja… abençoados 3 minutos, que esclareceram tudo.
(ensaio de um post a publicar num qualquer dia 1 de Abril)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Chuva forte para os lados do Rato
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Novidades na Blogosfera
O Largo das Calhandreiras saúda este novo blogue o qual inclui na sua lista de preferências (“Outras Cartas”) o nosso/vosso Largo.