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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sugestões dos nossos calhandreiros

(recebido por e.mail)

Calhandrice

Reabriu no Largo das Calhandreiras a Livraria LIVROS&COMPANHIA, espaço de cultura aberto a todos os calhandreiros agora com nova gerência.

Convidamo-los para umas belas conversas ao sol no átrio da nossa casa.

LIVROS&COMPANHIA
Largo Ilídio de Carvalho, n.º 1
2430-259 Marinha Grande


M. Odete Marques



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Revista de Imprensa

PCP diz que “o rei vai nú” na Câmara da Marinha Grande

O PCP dá nota de “medíocre para baixo” aos 100 dias de governação do PS à frente da Câmara Municipal da Marinha Grande. Os vereadores e a concelhia comunista criticam a falta de projectos dos socialistas.

Alberto Cascalho, porta-voz do comunicado do PCP e vereador, acusou a autarquia de “trabalhar para a imagem” propondo medidas “sem projecção para o futuro”. “Pode-se dizer que o rei vai nu”, acrescentou, exemplificando que a descida do IRS é uma prova do “show off” socialista.

“”Desbaratam-se centenas de milhares de euros para se acentuarem as desigualdades sociais, entregando alguns cêntimos por ano a cada família dos escalões mais baixos do IRS (esmagadora maioria) e cerca de meio milhar de euros a cada família de mais altos rendimentos”, referiu Alberto Cascalho.

Para o PCP, estão em risco os projectos que foram candidatados aos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). “Têm sido apontados vários problemas em alguns projectos. Mas isso é normal, porque têm alguma complexidade. Também nos deparámos com alguns problemas no anterior executivo e tivemos de os resolver”, frisou Alberto Cascalho.

Considerando que os 100 dias foram “marcados pela marginalização da oposição e pelo assalto do aparelho partidário socialista”, Alberto Cascalho referiu ainda que a autarquia mostra uma “incapacidade para desenvolver projectos estruturantes para o concelho”, não se prevendo “opções claras que garantam o desenvolvimento sustentado” da Marinha Grande.

“Durante quatro anos, a palavra que os socialistas fizeram passar na Marinha Grande foi que não se via nada e que o concelho estava parado. No dia 4 de Novembro, no discurso que fez, o presidente falou em desenvolvimento. Não se viu nada ainda que possa apontar nesse sentido”, adiantou o vereador.

Álvaro Pereira, presidente da câmara, garante que não são “estas críticas” que fazem o PS “desviar-se do seu caminho”. Quanto aos projectos do QREN, o autarca afirmou que já se reuniu com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Centro para avaliar as propostas aprovadas, que rondam os oito milhões de euros, valor que “ultrapassa em muito a capacidade de endividamento da autarquia”.

“Teremos de ver quais poderão avançar. Não sei como é que o anterior executivo teria capacidade para realizar todos os projectos”, questionou, acrescentando que “a câmara está sempre aberta a responder a todas as dúvidas dos munícipes”.


(surripiado do Região de Leiria)


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Meter o nariz

Partindo do princípio, que os partidos políticos têm uma vida própria que só aos seus membros diz respeito, porque que é que cada vez mais, há comentaristas e opinadores a meter o nariz onde não são chamados.
Primeiro: Conhecendo-se (aproximadamente) o numero de membros no conjunto de partidos políticos existentes no nosso País e sabendo ainda que no seio deles há os filiados pura e simplesmente e os que têm alguma militância, facilmente chegamos à conclusão que o numero de intervenientes na vida interna de cada um deles, corresponde a uma ínfima parte do universo de eleitores e se tivermos ainda em conta que a “militância” aumenta ou diminui consoante cada um dos partidos está mais perto ou longe do poder, a nível nacional ou local, chegaremos à conclusão que a muitos de nós, que ainda vota, está reservado o papel de esperar pelo dia das eleições, para aí e só aí, podermos dizer qualquer coisa através da cruzinha que pomos à frente de um dos partidos que na altura nos parece ser o que melhor corresponde à nossa opção.
A partir daí resta-nos ficar calados e ficar à espera que o nosso gesto seja correspondido e o partido em que votámos mereça a confiança que lhe demos, dado que ao não sermos filiados nesse partido, nunca mais ninguém nos vai perguntar nada e mesmo aos filiados que não estejam muito “perto” dos aparelhos partidários, também.

Naturalmente que os meus olhos e ouvidos, neste momento estão virados para o partido que está no poder e o problema passa por aí. Obvio que sou um dos eleitores que votou PS (sem grande entusiasmo) como aqui tive oportunidade de escrever, mas perante as opções na altura postas, não vi qualquer outra opção a não ser aquela que tomei.
Perante as queixas, lógico que não é difícil ouvir aquela velha expressão: “Votaste neles, agora aguenta-os”.
É evidente que quando votamos estamos a dar o nosso voto ao partido respectivo e naturalmente à liderança do momento. Mas também o fazemos pela convicção de que os lideres passam e os partidos, a sua história e o seus princípios, ficam. Acreditamos que se os lideres falharem há no universo desse partido gente que é capaz de pegar nos cactos e recompor o partido de forma a não defraudar o capital que lhe foi dado pelo eleitorado que nesse partido confiou.

No caso do partido que actualmente está no poder, é claro que em cada minuto que passa e não se vislumbre alternativa ao actual estado de coisas, a desconfiança aumenta e quanto mais tempo passar mais eleitores como eu, questionam o seu sentido de voto.

Resta-me perguntar onde estão e o que fazem os homens do PS que não se revendo nesta liderança e não tendo nada a ver com as "embrulhadas"e "negociatas" que em cada dia que passa são mais evidentes, têm o dever moral de pôr ordem na casa e retirar as maçãs podres antes que contaminem todo o pomar e o mesmo se torne irremediavelmente perdido.
Se o não fizerem (muito rapidamente) arriscam-se a ser considerados, fruta da mesma arvore, não tendo eu duvidas que muitos deles são socialistas por convicção e independentemente do lugar que eventualmente ocupem , não têm nada a ver com o estado de coisas que por mais desculpas que se inventem, são demasiado evidentes para que não sejam reais,

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

se isto não bateu no fundo, deve faltar muito pouco...

Quiosque vende jornal Sol em fotocópias

"Um quiosque na Marinha Grande está a vender o semanário Sol em fotocópias, uma medida tomada para responder à grande procura que o jornal está a ter em todos os quiosques da região de Leiria, onde se encontra praticamente esgotado.

O jornal está a ser vendido em fotocópias a preto e branco, em formato A3. Os clientes podem optar por adquirir toda a edição, ou apenas oito páginas com a reportagem sobre o caso Face Oculta, pelo preço de 1,30 euros. Uma leitora contou ao REGIÃO DE LEIRIA ter observado a situação esta manhã, quando se dirigiu ao quiosque para registar o Euromilhões.

Na ocasião, apareceram clientes a tentar adquirir o jornal, tendo recebido a informação de que se encontrava esgotado, mas havia possibilidade de adquirir o jornal em fotocópias, conta Maria Pereira, acabou também por adquirir um exemplar. Os responsáveis pelo estabelecimento explicavam aos clientes que optaram por fotocopiar o jornal, por recearem que não haja reforço da edição.

Na rua, Maria Pereira encontrou várias pessoas na posse das fotocópias do jornal, que está esgotado também em Leiria onde o jornal desapareceu pouco depois da abertura dos pontos de venda."


Exclusivo i/Região de Leiria

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Opiniões das nossas gentes

Com a devida vénia ao autor e ao Jornal de Leiria

Crónicas sobre o futuro - Henrique Neto

As faces ocultas de José Sócrates

As notícias publicadas no final da semana passada pelo jornal O Sol, sobre as escutas que envolvem o Primeiro Ministro num plano para controlar alguns órgãos de comunicação social e a descrição dos despachos dos juízes, são demolidoras para José Sócrates e não vejo forma de ele evitar, mais tarde ou mais cedo, ser forçado a pedir a demissão ou ser demitido. A razão principal para esta medida extrema reside, absurdamente, no facto do secretário geral do PS, aparentemente, não compreender a gravidade das sucessivas golpadas em que se mete e de querer acusar os meios de comunicação pela sua própria incapacidade de explicar o que, por todas as razões, surge aos olhos da opinião pública a precisar de uma explicação clara. Mas vamos por partes:
1-Ao contrário do que diz José Sócrates, as conversas em causa não são privadas, na medida em que tratavam de organizar a subversão das regras constitucionais do pluralismo informativo, tema que está no cerne dos regimes democráticos. Como não seriam privadas, por exemplo, as conversas entre membros da ETA a organizarem um ataque terrorista.
2- Acresce que são envolvidas“ na operação” algumas das mais importantes empresas portuguesas cotadas na Bolsa, em negócios com objectivos políticos, que nada têm a ver com o interesse dos accionistas e da economia nacional. Além disso, a linguagem usada pelos diferentes intervenientes –Armando Vara, Paulo Penedos e Rui Pedro Soares - revela de forma muito clara os métodos, as solidariedades e as pressões utilizadas por estes membros do PS relativamente a alguns altos quadros dessas empresas, tornando mais transparentes os objectivos de José Sócrates quando nomeia comissários políticos, pagos a peso de ouro, para as grandes empresas do regime. Quer o BCP quer a PT, instituições ditas “os nossos” nas conversas gravadas, são tratadas como agentes políticos ao serviço do primeiro ministro e dos objectivos do PS e não como uma parte relevante da economia nacional.
3- Com a publicação das escutas, tornou-se também insustentável a posição do procurador-geral da República, de recusar prosseguir com a investigação, conforme foi proposto pelo juiz de Aveiro. Porque qualquer pessoa pode agora verificar que realmente existiu um plano secreto de controlo de diversos órgãos da comunicação social e, inclusivamente, condicionar o Presidente da República. Também é claro que esse plano teve algum sucesso, porque dos jornalistas acusados no congresso de Aveiro, por José Sócrates, de fazerem mau jornalismo Eduardo Moniz deixou a TVI, Manuela Moura Guedes e o jornal das sextas desapareceram, José Manuel Fernandes foi forçado a sair do Público. Ou seja, se o procurador-geral da República não mudar a sua posição, no sentido de prosseguir as investigações, torna-se demasiado evidente que não está a cumprir a sua obrigação de defesa do Estado de Direito.
4- A leitura das transcrições das escutas demonstra também, de forma espantosamente clara, que o grupo actuava como uma máfia: em grande segredo, falando por vezes em linguagem cifrada e com objectivos obviamente ilegais. Por exemplo, diz Armando Vara: “ Esta operação era para tomar conta da TVI e limpar o gajo”. Ou na fala de Paulo Penedos: “O Zeinal já arranjou maneira de, não dizendo que não ao Sócrates, fazer a operação de forma a que ele nunca aparece”. Ou ainda Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT, que conta como “se inventou uma solução de antologia”, mais concretamente: “compram activos em baixa, o que permite que a PT, directamente, possa comprar a Internet e a produtora de novelas, e que outras entidades mais inócuas vão comprar 30% da televisão”. A entidade mais inócua acabou por ser a Ongoing, com o dinheiro da PT e do BCP. Esta máfia é, obviamente, um produto do actual Partido Socialista, partido fundado por Mário Soares e por outros prestigiados democratas e socialistas, muitos dos quais felizmente vivos, mas desgraçadamente calados.
Até quando?

Crónica publicada no Jornal de Leiria de hoje.

Foi há 20 anos...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Revista de Imprensa

Lápis, canetas, cadernos, mochilas, entre outro material de estudo, e 375 euros em dinheiro estão a caminho de Luanda, Angola, para ajudar as crianças do Lar Consoladora dos Aflitos.
A acção de solidariedade que juntou produtos escolares que encheram cerca de uma dezena de caixotes com produtos escolares foi desenvolvida pelas turmas do pré-escolar e primeiro ciclo e algumas do segundo ciclo do Agrupamento de Escolas Guilherme Stephens, na Marinha Grande, no âmbito de um projecto pedagógico.

A coordenadora pedagógica do ensino pré-escolar, Diana Oliveira, explica que a iniciativa teve início no último ano lectivo. “Este projecto, denominado “Amigos em África”, tem como objectivo educar para os valores. Pretende que as nossas crianças tomem contacto com crianças de outro continente para perceberem a diferenças e as semelhanças. No ano passado, juntámos dinheiro para as inscrições nas escolas. Agora arranjámos material graças à grande adesão e os órfãos do Lar Consoladora dos Aflitos vão receber esse material”, explica.

O agrupamento de escolas estabeleceu uma parceria com a – ATLAS – Associação de Cooperação para o Desenvolvimento, uma organização não governamental que já desenvolve trabalho voluntário em Angola e com o Lar Consoladora dos Aflitos. É precisamente a ATLAS que vai fazer chegar a África o material escolhido recolhido nos últimos dois meses nas escolas do agrupamento.

Segundo Helena Vasconcelos, membro da direcção do ATLAS, o Lar Consoladora dos Aflitos alberga 49 crianças órfãs e tem grande necessidade de ajuda.


(surripiado do Região de Leiria)

janela de oportunidade (a verdadeira)


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ó Manel, vê lá se tomas rapidamente uma posição clarificadora que a piquena está a ficar cheia de frio e ainda se constipa...
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Petição e manifestação “pela liberdade” em marcha na Internet - Política - PUBLICO.PT

Petição e manifestação “pela liberdade” em marcha na Internet - Política - PUBLICO.PT

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Correio dos Calhandreiros

(recebido por e.mail)


Abril, sempre!


Porque já muitos viram que o rei vai nu e que nua segue a corte, crescem as vozes dos que duvidam da saúde do reino.
Ouvindo políticos, banqueiros, empresários, e alguns intelectuais mais ou menos independentes que alimentam debates, sessões, jornadas parlamentares, convenções, e toda a sorte de eventos, é natural que como na cantiga, cada vez mais se sinta a raiva a crescer-nos nos dentes e a força a crescer-nos nos dedos.
Com fraseados elegantes e tecnológicos quanto baste, alinhados ou irreverentes, tais figuras têm em comum serem ou terem sido, apoiarem ou terem apoiado o Poder. O Poder, o duradouro lugar ao sol, o trampolim para outros poderes, ou apenas o bocadinho da fama, pelos quais quase todos se dispõem a vender a alma ao diabo.
O Poder que sempre lhes pertenceu, a si ou aos seus pares, ora a uns ora a outros; o único Poder exercido nestas quase quatro décadas da liberdade.
A vaidade permite-lhes emitir elaboradas opiniões sobre a situação desprezando quase sempre a inteligência da plebe. Corajosos, propõem soluções que invariavelmente, ou são utopias ou ameaças de novos sacrifícios, com o que, pasme-se, querem remediar os erros do passado que eles, aliás, nunca cometeram. Após tantos anos em democracia falam dos resultados da incompetência acumulada nas governações, exercidas geograficamente na Europa dos ricos, usufruindo de todos os apoios e do regime virtuoso da economia de mercado, enfim, dos principais requisitos que os delfins definiram e os arautos apregoaram e com os quais tão mal souberam conviver.
Perante tão rotundo fracasso, teremos que concluir que estes sábios auto convencidos, poderão ser imbecis alienados que angelicamente nos enganam, simples incompetentes fala-barato, ou pior, esconder debaixo daquele manto erudito e paternal, por vezes venerando, o mais vil e cruel dos oportunismos. E dizem dizer a verdade aos portugueses.
Porque ao Povo apenas tem sido dado legitimar os representantes que lhe propõem e ser dirigido trabalhando como lhe mandam ou lhe permitem, é a esta corte de dirigentes e de pares que devemos os resultados que vergonhosamente alcançámos: No contexto das nações, falta de competitividade, subalternidade e dependência económica; Internamente, o flagelo do desemprego crescente, a torpe justiça, as assimetrias, desigualdades, e as exclusões sociais. E no ano de todas as crises, de todas as ameaças e de todos os desencantos, de seguro só os resultados como sempre milionários que bancos, seguradoras e outros poderosos vão ter o despudor de divulgar.
Estas realidades, ora omitidas, ora mitigadas nos discursos protocolares com que os representantes do momento ensejam alimentar-nos a esperança, não são as promessas de Abril.
Porém, feliz com o comodismo, o séquito prossegue alheio sem valorizar os anseios dos desesperados, continuando a acenar com sinais de falsa cumplicidade e de indignação solidária. E lá vão debitando iluminadas visões estratégicas fundamentadas nas ciências económicas e sociais, esmagador conhecimento que obtiveram e armazenaram à nossa custa durante vidas inteiras e que exibem com prazer e orgulho mas cuja inutilidade está infelizmente à vista de todos.
A tão eruditos não é dado ver o básico, que é, salvo afortunadas excepções, o de que em vez do progresso e da prometida coesão solidária, cada dia é maior a parcela de portugueses que vive em manifesta ou camuflada pobreza, ou no pavor desse destino.
Oxalá algo mude rapidamente neste rumo, porque se não se vislumbrarem intenções de repor a decência, assistiremos amanhã a um novo bramar da corte, dessa vez contra os perigosos marginais a quem, enquanto puderam, por linhas enviesadas negaram os caminhos do progresso e do bem-estar social.


Vento Norte

O 5º PODER

No país dos Crespos, dos Monizes e das Cabritas, a vida corre com inexorável vertigem em direcção ao abismo, ao ritmo do défice e da dívida pública, do malhão e do bailinho, dos bufos e das bufas, das escutas, do segredo de justiça esguichado nas rotativas como um pútrido fluxo de ventre, a conta gotas – aliás como convém num estado de direito com uma "democracia consolidada" - consolidadíssima, upa, upa!
Sob o olhar complacente e conivente de todos, o pilar da Justiça, pedra angular da construção democrática, ameaça ruir já hoje (!), tomado que foi pelo justicialismo entregue ao 4º poder em salva de casquinha. Uma ordem da Justiça vale tanto como um caracol e as escutas mandadas incinerar no Outão são postas ao Sol em pleno rigor do inverno, arrasando a credibilidade das instituições, reduzindo a cinza aquele que deveria ser o nosso maior penhor de confiança - o Sistema Judicial. Tudo normal.
A moral e os bons costumes, e a decência, vá, recomendariam que o país fechasse para obras e para limpeza geral, mas não. Os zelosos governantes, os abnegados opositores e a carneirada eleitora, em geral, acham que tudo não passa de uma enxaqueca do período, uma daquelas cirúrgicas e oportunas dores de cabeça que adiam para amanhã o que se deveria fazer hoje. É que bem vistas as coisas a verdade verdadinha é que somos um país adiado há mais de oitocentos anos, e o que vem a seguir é, por regra, tão bom ou pior que o antecedente. Razão tinha o saudoso Almirante Alves de Aragão quando, da imponência dos seus metro e noventa e dois e cento e quinze quilos, acentuados pela voz grave de canhão de proa, pulverizava os jovens cadetes da Escola Naval, impecavelmente alinhados no anfiteatro principal, com a sapiência da sua notável folha de serviços: “para se comandar um navio exigem-se nobreza de carácter, qualidades pessoais acima da média e o domínio de noções tão fundamentais como: estratégia, táctica, eficiência e eficácia. É assim na guerra, deveria ser assim na política!” E o que é que se vê? Nem nobreza, nem qualidades, nem domínio das noções. Ser pulário do aparelho, peralta e bom palrador é o que se exige para ascender aos senáculos. “Mas a participação democrática não se esgota nas urnas” repetem-nos vezes sem conta, fazendo crer que o seu interesse pelos cidadãos é genuíno e vai muito para além dos nossos preciosos votos. Uma porra, é o que é! Se um gajo não vota, é porque não vota. Se um gajo vota, é porque só vota. Mas se um gajo se predispõe a pôr a sua inteligência e o seu saber ao serviço da causa pública é porque o gajo se está a candidatar, não a um tacho que isso é tão vulgar como obrar sentado, mas a um trem de cozinha em aço inoxidável, a expensas do Estado-Teta. "N'é filho?"
Mas a merda toda é que um azar nunca vem só e para compor o ramalhete, em semana de desorientação geral, tinha de vir o Almunia, esse quadrúpede castelhano feito moço de recados da Comissão de Mr. Cherne, destilar o ódiozinho figadal ao vizinho ibérico, assinalando aos mercados a verdadeira fonte das metástases. Acto contínuo, os fulaninhos das agências de rating, paladinos do regular funcionamento da mão invisível, logo trataram de puxar o lustro à bola de cristal e, entre uma coçadela de tomates e um café expresso, lá aumentaram a notação da República, sem qualquer peso na consciência. E agora, carago? “Corta-se na despesa, baixam-se os salários!” Isso, isso, pois que seja: comecem por reduzir a metade os parlamentares da corte e as benesses à legião de assessores, consultores e associados, a bem do erário público e das insónias do Teixeira dos Santos, que eu assino por baixo com a minha melhor caligrafia. Só que desmantelar a mama do Estado é uma maçada porque, no fim de contas, no fim de contas dá para quase todos, isto é assim em todo o lado, no poder central e no poder local, nas empresas públicas e nas municipais, nas obras e nos pareceres, nas derrapagens. Deixemo-nos de pruridos e ponhamos os nomes nas coisas, o que se passa de uma forma geral e banalizada é aquilo que até um humilde funcionário do Pingo Doce consegue identificar com rigor: trata-se da aplicação em larga escala da famosa “engorda química”, um tratamento de sais e água destinada à engorda artificial do polvo, sem qualquer criação de valor, sem qualquer criação de riqueza, com excepção da riqueza do próprio.
É pois certo que nós também temos um Sócrates. Mas não somos a Grécia, c’uma porra! Nada de confusões, qu’é isto?! Ó Senhor Professor Presidente, diga lá aí aos mercados para não se baralharem, se faz favor. Explique-lhes que o Sócrates lá dos gregos era lá um fulano mal-odoroso e feio, que se divertia a pensar o mundo e a vida, e que o nosso é um charmoso sósia do George Clooney, com o ego do tamanho da Grécia e com toda a subtileza política que se pode encontrar concentrada numa ervilha, um galã que se dedica a tratar do país e da saúde aos que não lhe são agradáveis aos tímpanos. Só tem um pequeno problema, aparece muitas vezes no sítio errado à hora errada. E isso é muito azar, pá.
Mas a maior ironia de todas é que estas dificuldades são ultrapassáveis. Bastava que nos ouvíssemos, que ouvíssemos os melhores, sem reservas mentais, que usássemos na gestão da República da mesma inteligência, da mesma ponderação e da mesma parcimónia que procuramos usar na condução das nossas insignificantes vidas, quando arriscamos e quando jogamos pelo seguro, quando decidimos se havemos de comprar um T2 na Rua dos Outeirinhos ou uma vivenda na Embra, um Toyota ou Porche, quando decidimos se havemos de poupar ou fazer uma viagem de férias, quando decidimos se havemos de comer peixe ou carne, se havemos de comer a patroa ou a sopeira, brasileira. Irónico não é?
Deixemo-nos por isso de vacuidades e dêmos pois lugar ao quinto poder – a inteligência!
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

TUMG

Estou feliz pelo movimento que vai no “Largo”.

Esta é a grande vantagem dos meios de comunicação onde há comunicação bidireccional - preciosismos à parte, julgo mesmo tridimensional - em tempo real. O excesso de linguagem, a ofensa, o insulto, a falta de educação (Exemplo: JPP referindo-se ao ex-PCA da TUMG, Artur Oliveira, “…havia apenas uma caricatura.”) e, sobretudo, a contra-informação, são a expressão da terceira dimensão.

Para pessoas mais sensíveis, admito, pode ser difícil de aceitar. Para mim é fácil! Salvo alguns comentários indignos, a maioria, diverte-me! Mas, não é o meu género e não esperem resposta do mesmo nível, não a terão!

Também acho que o Administrador do blogue elimina demasiados comentários. Os que disserem respeito à minha pessoa, peço-lhe para não eliminar!

Já agora, aos Administradores do “Largo”, coloquem sempre marcadores (etiquetas) nas intervenções. È muito mais fácil seguir cada tema!

Sendo um apologista do diálogo, não podia deixar de responder às questões que me têm colocado. As que envolvam outras pessoas não terão resposta. Às não relacionadas com a intervenção pública, poderei responder pessoalmente, basta para isso mandarem-me por e-mail o nome e telefone (forummunicipal@gmail.com).

Aqui vai!

1- As propostas que apresentei ao Presidente da Câmara e Vereadores são “a sério”?

Absolutamente sério!

Já o tinha dito em escrito anterior. Não faço propostas levianas e irresponsáveis. As propostas foram entregues na reunião de Câmara, lidas em voz alta aos vereadores e anexadas à acta da reunião (https://docs.google.com/fileview?id=0B56QZdBPrZftNjlmYWE0ZTAtZmUwYS00MmFlLTkyNmQtYmE4Yzc1ODAxZDdm&hl=pt_PT). Posso começar o trabalho, gratuito, já segunda-feira. Em resumo são 2 propostas: Anulação da nomeação da Administração da TUMG; Oferta dos meus serviços, gratuitamente.

2- Quais são as minhas reais motivações?

Contribuir para o estabelecimento de uma cultura de diálogo e respeito pelos Munícipes, com objectivo de transformar o nosso Concelho num Município de Excelência, colaborando construtivamente com quem, legitima e democraticamente, detém o poder.

3- As minhas iniciativas são isoladas e pontuais?

Não são pontuais nem se iniciaram agora! Penso a Marinha há muitos anos!

Embora de uma forma menos visível, orgulho-me, de um projecto que co-liderei (também este de forma gratuita e que me consumiu centos de horas) e que considero ter sido o exemplo da cultura de diálogo, que defendo. Esse projecto – Modelo para implementação do 1º programa de Enriquecimento Curricular do 1º ciclo no Agrupamento Escolar Nery Capucho -, numa lógica de vantagens múltiplas e cumulativas, previa a participação de colectividades de reconhecida importância. Foi entregue, simbolicamente, na tomada de posse de Barros Duarte. Infelizmente os decisores não o tiveram em conta e substituíram-no por outro, de tão má memória.

Não são pontuais! A partir de agora, na medida do meu tempo disponível, publicarei de uma forma contínua e sistemática, outros escritos que contribuam para a definição de um Plano Estratégico do Município (cuja visão pessoal já a tenho elaborada). Possivelmente, os meus próximos escritos serão: “Plataformas de comunicação (imprensa) no Município”; “Politica de subsidiação - Subsídios versus pagamento pelos serviços prestados à Comunidade”; “Projecto integrado de reabilitação do centro tradicional”.

Aproveito para pedir ao executivo, que não lance as obras de adaptação do “Atrium”, antes de ouvir os Munícipes. Existem outras formas, que para além do encaixe financeiro para o Município, geram menores custos e maior eficácia dos serviços. Estes e outros assuntos importantes, podem e devem ser objecto de diálogo, em reuniões alargadas com os Munícipes, antes da concretização das medidas. Depois da concretização, já só nos restará a triste sina de criticar, sem podermos contribuir construtivamente.

3- As minhas iniciativas enquadram-se nalguma estratégia do grupo "Amar a Marinha"?

As iniciativas são de minha exclusiva e inteira responsabilidade, não são sujeitas a comentário, parecer ou aprovação prévia de ninguém, e apenas a mim vinculam.

Como sabe, fui mentor e principal impulsionador deste grupo informal de reflexão Municipal, pelo que as minhas iniciativas estão em linha com o que defendo nesse ou em qualquer outro grupo.

4- Há algum tabu ou secretismo em torno do grupo "Amar a Marinha"?

Absolutamente não!

"Amar a Marinha" é um grupo informal de reflexão Municipal, que reuniu meia dúzia de vezes. A última das quais a 4 de Agosto, não tendo tido nenhuma actividade depois disso. Participaram nessas reuniões Munícipes, oriundos de todos os quadrantes políticos e partidários, interessados no equilibrado desenvolvimento do Concelho.

Informal como é, pode participar em reuniões ou outras iniciativas (a existirem no futuro), qualquer Munícipe, independentemente das opções partidárias, religiosas ou de outra qualquer natureza. Quem desejar ser convocado, por favor, envie e-mail com o nome e telefone amaramarinha@gmail.com. O acesso ao blogue é possível após participação numa, qualquer, iniciativa.

Pessoalmente, para além deste grupo, pertenço a outros onde, muitas vezes, o tema de conversa é o Concelho.

Para partilhar, com todos, informações e elementos interessantes para o desenvolvimento do Município, criei um sítio, completamente livre e público, que convido a visitarem http://forummunicipal.blogspot.com/.

5- Será positivo o balanço desta exposição pública?

Se conseguir contribuir para a melhoria do Município e para a alteração do “modus operandi” do que tem sido a gestão Municipal, claramente o balanço será positivo!

Estou consciente dos inconvenientes. O menor dos quais, será, eventual represália, que não acredito possível, na aprovação de projectos de loteamento que tenho na CMMG, um dos quais, vergonhosamente, desde 2003.

Mais cómodo seria, gozar dos meus privilégios, confortavelmente no anonimato, e ter tentado “favores” de amigos que ocuparam cargos nos sucessivos executivos camarários. Não concordo com tais procedimentos, recuso-me a tais “favorecimentos”.

6- Move-me a necessidade de protagonismo e/ou ambição de poder?

Absolutamente, não!

Sou mais dado ao recato da meu lar e à harmonia da minha família, do que à exposição pública.

Não tenho ambição de poder, mas também não tenho, nem medo, nem preconceito de o assumir, quando constato que é imperativo faze-lo. Não é claramente o caso! Pretendo contribuir, afincadamente, para o pleno sucesso do actual executivo, independentemente das opções partidárias.

Por mim não há equívocos nem ambiguidades, sou um livre-pensador, convictamente apartidário, não refém de interesses instalados, bato-me pelo tratamento equitativo de todos os Munícipes, com descriminação positiva dos mais necessitados e defendo uma gestão do Município baseado no sólido triangulo, TRANSPARÊNCIA, DIÁLOGO e RIGOR.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Revista de Imprensa

Entrevista

"A maior parte das candidaturas ao QREN estão engatilhadas e um pouco complicadas"

"A maior parte das candidaturas ao QREN estão engatilhadas e um pouco complicadas"
Presidente da Câmara da Marinha Grande, Álvaro Pereira, revela que encontrou alguma desorganização na autarquia e que os primeiros três meses de governação têm sido “arrumar a casa”. Uma das preocupações é tentar resolver as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional e construir duas creches nas antigas instalações da IVIMA


Diário de Leiria (DL) Passados praticamente três meses após ter tomado posse, como tem sido este primeiro contacto com os serviços autárquicos?
Álvaro Pereira (AP) Em termos pessoais tem sido muito bom, porque tem havido muita colaboração dos funcionários. Em termos daquilo que encontrámos, pensava que a casa estava mais bem arrumada, daí que a nossa prioridade seja arrumá-la.

DL Esse ‘arrumar de casa’ passa por que 'divisão'?
AP Tem passado por encontrar melhores instalações para alguns departamentos da autarquia, nomeadamente na secção de pessoal, onde 11 pessoas trabalhavam num gabinete, e, agora, nesse mesmo espaço, funciona o gabinete jurídico com apenas cinco. Os gabinetes da presidência regressaram ao edifício principal, porque não se justificava estarem fora, criámos o gabinete jurídico, junto do gabinete do presidente, para uma colaboração e por ser uma área dependente directamente do presidente.
A verdade é que estava tudo desorganizado. Só processos de contra-ordenação atrasados são mais de três centenas. Há muito trabalho a fazer.

DL Face a essa desorganização, qual tem sido a estratégia definida para conseguir ultrapassar essas dificuldades com que se tem deparado no dia-a-dia?
AP Estamos a tentar ter uma visão o mais correcta possível de todas as situações, porque o que encontrámos é que a maior parte das candidaturas ao QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional] estão engatilhadas, um pouco complicadas e atrasadas.
Ou são os projectos de arquitectura propriamente ditos que estão atrasados, ou então são dificuldades nas negociações com os parceiros, alguns dos quais com debilidades, e estamos à procura de tentar resolver essas debilidades desses parceiros, da posse efectiva de alguns edifícios, para podermos avançar com algumas candidaturas. Enfim, existem algumas dificuldades.

DL Sobre essas dificuldades, refere-se a candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional?
AP Sim, do QREN. Nas parcerias na parte da regeneração urbana, temos algumas dificuldades com alguns parceiros, e até nos próprios projectos.
Depois, dentro da contratualização também existem alguns problemas, que pensamos tentar resolver durante o mês de Fevereiro. Posso dizer, por exemplo, que a reabilitação da fábrica da resinagem, que é, de alguma maneira, aquele projecto que toda a gente fala, que permitia requalificar aquela zona, onde em tempos funcionou o mercado, e com isso aproveitar para fazer toda a requalificação do centro da cidade, estamos com dificuldades por não termos a posse administrativa do edifício. Como é que podemos apresentar uma candidatura a uma coisa se o espaço não é nosso?

(toda a entrevista na edição impressa)



(surripiado do Diário de Leiria)


O "frenesim" continua

Para algumas virgens ofendidas com tudo o que aqui se tem escrito sobre a TUMG, limito-me a transcrever um pequeno parágrafo de um artigo do Jornal de Leiria desta semana:

Dada a dimensão da empresa, no mínimo, é estranho que existam três administradores. Mais estranho ainda é o facto do PS se ter mostrado insatisfeito com a TUMG e mantenha os dois executivos que já lá estavam”, refere fonte do PS, criticando ainda que haja “deputados nacionais a defender esta situação em blogues”.

Se eu fosse o especialista desportivo da SIC, o inconfundível Rui Santos, diria: “temos aqui um caso!” Mas como não sou, limito-me a perguntar de forma inocente: haverá delito de opinião dentro do PS?

Só neste País...




Bem! Como é fim de semana, uma musiquinha para animar.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

TUMG

Como se previa, aos Munícipes disseram, nada!

Conclui-se pois, que não está pensado nenhum plano, inovador e criativo, que revolucione a TUMG, de forma a justificar o nível remuneratório aprovada para a Administração.

Não estando em causa, os nomes dos membros da Administração, carácter, honestidade, currículo e capacidade profissional, muito menos a legitimidade da escolha, podemos também concluir, que a medida aprovada rivaliza com o que de “melhor” faz Alberto João Jardim.

Assim, quero partilhar com a comunidade do “Largo” o documento que tenciono entregar, hoje às 17:30, na reunião de Câmara (a única mensal aberta aos Munícipes). Digo, tenciono, porque não me aceitaram a marcação para intervir ou entregar o documento, porque, pasme-se, as marcações têm de ser feitas com 1 semana de antecedência.

PROPOSTA PARA A TUMG

Confesso que estou, sempre, de pé atrás, no que diz respeito a empresas municipais (EM). Salvaguardando honrosas excepções – de que não me lembro, agora, nenhuma - a análise do histórico, demonstra que têm, essencialmente, servido para furar o tecto de endividamento das autarquias, servir clientelas partidárias e pagar principescamente a quem pouco faz para o merecer. A vantagem da flexibilidade é largamente ultrapassada pelo inconveniente do despesismo e pouco rigor de gestão, que desvirtuam, quase sempre, os propósitos para os quais são criadas.

Com os dados conhecidos, a análise à TUMG remete-nos para as seguintes conclusões:

1- Os genuínos e louváveis objectivos que lhe deram origem, nunca foram atingidos, porque o processo de criação não reuniu consenso alargado das forças partidárias do eixo da governabilidade do Município;

2- Os estatutos são excessivamente permeáveis à manipulação da EM, de forma a poder servir objectivos, meramente, eleitorais, por parte das forças partidárias que detenham a governação do Município;

3- Os estatutos não são garante da sustentabilidade da EM, nem do princípio da descriminação positiva da subsidiação, apenas, dos desfavorecidos;

3- O processo de implementação das 3 valências para as quais foi criada, gestão do parque de máquinas (GPM), estacionamento pago (EP) e transportes urbanos (TU), foi sempre ziguezagueante, provocando descontinuidades graves nos objectivos e gestão;

4- Apenas os benefícios dos TU reúnem o consenso alargado dos Munícipes, sendo certo, que o seu modelo é insustentável pelos elevados custos e baixas receitas, sendo questionável a vantagem de estarem integrados num EM, em vez de pertencerem directamente à CM;

5- O EP, gerador de maiores custos que receitas, (analisem-se exemplos de aglomerados urbanos, de igual dimensão da MG, onde foram implementados) é claramente um erro, sendo o oposto do que é necessário para revitalizar o centro tradicional da Marinha Grande, entendendo-se apenas numa lógica punidora e não como vantagem competitiva dos pequenos meios face às grandes cidades;

6- A TUMG, no seu modelo actual, é um projecto insustentável, sendo um voraz sorvedor de dinheiros do Município.

Tomando por verdade o que atrás foi dito, impõem-se um processo de reengenharia da TUMG, onde tudo possa ser posto em causa, inclusivamente a sua existência, de forma a encontrar solução sustentável para, pelo menos, os transportes urbanos.

Este processo, tecnicamente rigoroso, deve reunir o consenso alargado das forças políticas do Município e dos Munícipes, ser feito por uma Administração da TUMG impermeável a pressões e interesses partidários, assentar numa cultura de diálogo, e realizar-se num tempo útil de, no máximo, 3 meses.

Por achar imoral a exagerada remuneração da Administração, face á dimensão da TUMG e das tarefas a realizar, e por considerar que não está garantida a independência e equidistância da Administração face ao processo de reengenharia, que defendo, proponho que seja considerada nula, e sem efeito, a deliberação tomada na última reunião camarária e que seja nomeada nova Administração.

Certo que o meu currículo, formação, carácter e honestidade está ao mesmo nível dos actuais Administradores, e no caso de não se encontrarem pessoas com melhor perfil e competência, voluntario-me, a título completamente gracioso (SEM REMUNERAÇÃO E AJUDAS DE CUSTO), para fazer parte de uma Administração com os propósitos atrás referidos.

Sugestões dos Nossos Calhandreiros

(recebido por e.mail)


Caros amigos,

Tive acesso a este comunicado.
Parece-me um trabalho muito interessante sobre um assunto que nosafecta a todos.

As melhores Calhandrices

A Verdade Chateia



relatorio_resumo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Revista de Imprensa

Vidreiros prometem luta por melhores salários


Aumentos entre zero e um por cento na indústria de vidro de embalagem lançaram a indignação entre os trabalhadores, que podem recorrer à greve na luta por melhores salários.

Na Marinha Grande, as actualizações para 2010 são de zero na Barbosa & Almeida, o,5% na Gallovidro e 1% na Santos Barosa. Uma “situação inaceitável” para o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Videira (STIV), que acusa as empresas de acumularem lucros de milhões ao mesmo tempo que usam a crise como desculpa para não partilhar a riqueza criada.

Não há contrato colectivo no sector, mas patrões e sindicatos costumam definir condições válidas para a Gallovidro, a Saint Gobain e a Santos Barosa. Este ano, as negociações terminaram sem acordo. Depois dos plenários que já decorrem nas empresas, a luta dos trabalhadores “pode passar pela greve”, afirma Etelvina Ribeiro, dirigente do STIV.

O vidro de embalagem dá emprego a 1.100 pessoas na Marinha Grande.


(surripiado do Região de Leiria)


Até parece!



Chiça!

olha pra este... eu até já estava a ficar admirado de não se meterem connosco…

Governo não se ocupa de "casos fabricados com base em calhandrices"


(vai-se a ver e tá aqui a explicação de porque é que ninguém nos esclarece sobre a TUMG)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ração de Combate


Sugestões dos Nossos Calhandreiros

(recebido por e.mail)



Mais uma prova que a Marinha Grande está bem representada lá fora:


http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=E58DBD4E-B23B-4835-A3B3-F251CFC5BB29&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&h=3

Cumprimentos

Ferreira

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(recebido por e.mail)


Caros e largos calhandreiros, se quiserem utilizem esta notícia no largo:


http://aeiou.expresso.pt/haitisismo-psicologa-portuguesa-regressou-a-casa-com-a-maior-experiencia-de-vida-na-bagagem=f561139


cumprimentos

af

Sugestões dos Nossos Calhandreiros (novos desenvolvimentos)


(recebido por e.mail)


Afinal sempre existe uma explicação.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Leiria&Concelho=Leiria&Option=Interior&content_id=1482458

Isto de faltas de pagamento acontece a qualquer um, certa vez eu também já me esqueci de pagar ao padeiro!
Esperemos que o "diferendo" acabe depressa!


Ferreira

TUMG

Antes de iniciar o tema, quero agradecer aos Administradores do “Largo” (não sei quem são!), terem-me feito “Opinador Convidado”. Tentarei utilizar esta prerrogativa com seriedade e parcimónia.

Como deixei claro nos meus últimos escritos, não basta criticar. É necessário analisar, sensatamente, os dados e apontar caminhos alternativos ou sugestões. Pela minha parte, é para isso que aqui estou.

No entanto, mesmo apontando os nomes de quem pode informar, apenas Armando Constâncio o fez. Todos os outros, independentemente da opção ou simpatia partidária, remeteram-se ao silêncio. Pessoalmente, tive o cuidado de, através de amigos comuns, fazer chegar, aos visados, os ecos da discussão que vai no largo.

Assim a analise, sugestões e propostas, que tentarei escrever amanhã, serão baseadas nos poucos dados públicos disponíveis e na observação dos autocarros da TUMG, quando com eles me cruzo.

Muito escasso, para uma análise seria!

Se alguém tiver mais, por favor, informe. Por exemplo:

1- Vendas, por rubrica, 2009;

2- Venda de bilhetes e passes 2009;

3- Passageiros transportados 2009;

4- Nº médio de passageiros por autocarro;

5- Nº máximo de passageiros por autocarro, nos picos de utilização;

6- Variação de passageiros transportados, nos oito meses de utilização;

7- Estrutura de custos 2009;

8- Contrato com a Rodoviária do Tejo;

9- Quadro de pessoal;

10- Transferências da Câmara para a TUMG (Subsídios e outras);

11- Outros Subsídios.

Compilação das intervenções podem ser consultadas em http://forummunicipal.blogspot.com/.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sugestões dos Nossos Calhandreiros


(recebido por e.mail)


A energia noticiosa da nossa região ao nível nacional:

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Leiria&Concelho=Leiria&Option=Interior&content_id=1481736

Cumprimentos e continuação de bom trabalho.

Ferreira


Inspecção-Geral de Finanças investiga contas da RECILIS

A Inspecção-Geral de Finanças vai investigar onde foram gastos 1,3 milhões de euros entregues pelo Estado à empresa responsável pela solução integrada da gestão dos efluentes suinicolas da região do Lis e destinados a custear as obras da ETAR Norte.

A empresa, liderada pela Associação dos Suinicultores da região garante que a verba não desapareceu e promete para hoje esclarecimentos.

O pedido para que seja averiguada a legalidade do uso da verba do Estado foi feito pelo Instituto Nacional da Água (INAG) que em 2006 transferiu para a RECILIS (empresa que abrange os concelhos de Leiria, Batalha e Porto de Mós) 1300 mil euros, sendo que parte dessa verba se destinava ao pagamento de despesas feitas pela SIMLIS - Saneamento Integrado dos Municípios do Lis. Em causa estão obras realizadas na ETAR Norte, de 550 mil euros e cuja factura data de Dezembro de 2006, a que acrescem 1100 mil euros facturados em Dezembro de 2009.

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(notícia completa aqui)

Revista de Imprensa (Região de Leiria)

ó shôr Salgado, por acaso estará a referir-se àquela malta do bcp, bpp, bpn e etc e tal?

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A blogosfera e o execício da Democracia

Há mais de 20 anos, numa sessão (não me lembro a que propósito) no Sport Operário Marinhense, ouvi um ilustre Marinhense dizer mais ou menos isto: “dentro de meia dúzia de anos, quem não souber utilizar um computador, torna-se num autentico analfabeto”. Não foi a primeira vez que uma opinião deste Marinhense me marcou. Desde muito jovem ( para aí desde 1969) que o ouço com muita atenção e ainda hoje, leio com avidez tudo a que dele tenho acesso, nomeadamente a sua regular participação em diversos órgãos de informação regional e nacional.

Nessa altura em que a ideia de que a informática ia ter a curto prazo uma importância crucial nas nossas vidas, não era possível imaginar que para além de tudo o que se conhece e em que todos os dias somos surpreendidos com o aparecimento de novos equipamentos e programas só imagináveis nesses tempos pelos argumentistas de ficção cientifica.
O que também não se imaginava era o aparecimento da blogosfera e a importância que a mesma assumiu na discussão colectiva que diariamente se trava através deste veículo que se move a uma velocidade impressionante. Goste-se ou não. Utilize-se para o bem e para o mal, a verdade é que ela está aí e é uma realidade incontornável.

No nosso caso e sem menosprezo para os outros blogues existentes pelas nossas bandas, onde reconheço alguns que fazem um trabalho meritório, creio não exagerar ao dizer que o Largo das Calhandreiras tem tido um papel, que levou a que algumas dezenas de Marinhenses, regularmente participem num debate permanente sobre assuntos que interessam à nossa terra e também ao nosso País.
Atente-se num dos temas quentes do momento e veja-se as dezenas de opiniões expressas, a favor ou contra, umas fundamentadas, outras não tanto. Umas expostas com elevação e educação, outras não tanto. Mas a verdade é que o assunto tratado, que não passaria dos órgãos Municipais, algumas noticias e um ou outro artigo de opinião no Jornal local, pouco mais se falaria no assunto.

Foi assim no passado onde se discutiram “as barracadas do anterior executivo” e está a ser assim com aquilo que “parece” ser uma das primeiras medidas do novel executivo. Pensarse-à? Que o largo das calhandreiras está sempre “do contra”? Creio que não é nada disso. Aliás é visível que por aqui passam diversas sensibilidade políticas e isso é claro, nos textos que os dinamizadores , opinadores e bitateiros regularmente aqui publicam.

Por ultimo pode-se questionar. Com que direito este conjunto de pessoas em geral cobertos pelo anonimato (salvo honrosas excepções), têm o direito de se meter naquilo para que não são chamados?

Eu sou daqueles que pensa que o exercício da Democracia e já agora “da Cidadania” não se esgota na urna de voto e o direito de intervir sobre o nosso bem colectivo e aquilo que nos diz respeito. Por isso devemos usar (e abusar) dos meios postos à nossa disposição.

Kuriosidades

É kurioso que na edição de hoje do JMG, onde editorialista proclama que na Marinha Grande as pessoas têm de deixar de pensar pequeno e que devem apoiar os novos valores emergentes, inspirado na tese patética do ataque pessoal ao novo presidente do CA da TUMG, não haja uma única linha sobre a eleição da marinhense Dra. Catarina Castro, para o juíza conselheira do Tribunal Constitucional. Felizmente em Leiria andam atentos a estas coisas.