
terça-feira, 16 de novembro de 2010
E já lá vão 5 anos...

(embora com uns dias de atraso)
.
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terça-feira, novembro 16, 2010
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Luis Cilia Canta José Saramago
Hoje José Saramago comemoraria 88 anos se por cá estivesse. Como escrevi em comentário num blogue amigo, "a melhor forma de o homenagear é perceber hoje o que nos queria dizer ontem".
Na Tv Francesa num programa de divulgação discográfica, Luís Cília apresenta a sua canção "Contracanto" com poema de José Saramago, em meados de Abril de 1968
Revista de Imprensa

Marinha Grande
Feira de Artesanato
e Gastronomia espera 21 mil
visitantes na 21.ª edição
Certame abre portas a 26 de Novembro e apresenta algumas novidades, como a primeira mostra de Artes Decorativas da Marinha Grande e um cartaz musical mais diversificado para atrair juventude
A FAG (Feira de Artesanato e Gastronomia) da Marinha Grande vai já na 21.a edição e este ano o certame, que vai estar de portas abertas entre 26 de Novembro e 5 de Dezembro, apresenta algumas novidades e, para a vereadora da Cultura do município marinhense, Cidália Ferreira, "é um evento cada vez mais consistente e de qualidade comprovada, com projecção à escala nacional, que se inscreve entre os melhores do País".
O projecto para 2010, orçado em 79 mil 150 euros, foi apresentado ontem, na cidade vidreira por membros da organização, a Associação Social Cultural e Desportiva de Casal Galego, e da autarquia e do Instituto de Emprego e Formação Profissional.
"É um orgulho para a Câmara Municipal da Marinha Grande poder associar-se a uma realização que é um caso exemplar de boas práticas associativas, pela mobilização de pessoas, de vontades, de saberes e capacidade de execução", sublinhou Cidália Ferreira.
A vereadora do Pelouro da Cultura sublinhou que todos os anos a organização, que conta com a parceria da Câmara Municipal, "visa garantir não só um projecto de animação cultural e gastronómico, mas acima de tudo criar na FAG um verdadeiro palco daquilo que são potencialidades do desenvolvimento local e nacional".
Este certame, referiu a responsável, "pretende promover aquilo que são as potencialidades no domínio do artesanato, envolvendo várias componentes, quer no artesanato contemporâneo quer no tradicional, mas também nas áreas que estão associadas aos serviços, à economia".
Para Cidália Ferreira, a FAG representa "uma montra onde são promovidos, exibidos e dinamizados exemplos" da identidade cultural da Marinha Grande e, nessa medida, o certame representa "um momento importante de afirmação" do município.
A FAG, assegurou a vereadora da Cultura, "é um projecto cada vez mais consistente e de qualidade comprovada. Um evento que, ano após ano, alcança maior prestígio e reconhecimento, atraindo mais participantes e visitantes", sendo que este ano, e porque é a 21.aª edição, Cidália Ferreira gostava que o certame recebesse 21 mil visitantes.
Refira-se que no certame participam também diversas entidades locais e regionais, com responsabilidade nas áreas social, cultural, desportiva, económica e turística, o que, na opinião da vereadora, "demonstra a importância do evento".
Também as cidades geminadas com a Marinha Grande foram convidadas pelo município a estarem representadas na FAG, sendo que o objectivo é promover o intercâmbio cultural entre os vários locais e regiões e fortalecer os laços de união que estiveram subjacentes à geminação.
Este ano, sublinha-se a participação dos municípios de Fundão, Montemor-o-Novo, Oeiras, Oliveira de Azeméis e Salvaterra de Magos.
As novidades deste ano
Pela primeira vez, a FAG tem um tema, tendo o 'Vidro' sido o escolhido.
A comissão executiva do certame explicou que decidiu, este ano, "dar uma nova dinâmica ao certame" e, por isso, atribuiu-lhe um tema.
Esse tema, explicam, "esteve na génese do desenvolvimento da cidade que hoje, e pelos mais diversos motivos, se encontra quase em vias de extinção, daí ter-se sentido a necessidade de o realçar", pelo que durante a FAG a arte de trabalhar o vidro estará sempre presente, nomeadamente com um forno e um vidreiro a trabalhar.
Outra das novidades é a realização da 1.a Mostra de Artes Decorativas da Marinha Grande.
A comissão explicou que após a análise das candidaturas recebidas pela participação na FAG, "constatou que na sua maioria eram artesãos marinhenses, criadores de artes decorativas nas mais diversas vertentes" e, se por um lado, decidiu relembrar a arte mais antiga da cidade, o vidro, "não podia de deixar de dar importância à nova arte do século XXI, a arte decorativa".
Também a música vai ser este ano ligeiramente diferente, com uma aposta na actuação de jovens bandas, de modo a levar mais juventude ao certame.
Também a Confraria da Sopa do Vidreiro vai marcar presença, com mais um dos seus capítulos, a realizar a 4 de Dezembro, e que vai homenagear um vidreiro.
Surripiado ao "Diário de Leiria"
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terça-feira, novembro 16, 2010
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Silêncio (de Ouro)
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segunda-feira, novembro 15, 2010
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domingo, 14 de novembro de 2010
Poema destinado a haver Domingo
Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.
Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.
Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.
Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre
Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o Amor por fim tenha recreio.
Natália Correia
Poesia Completa
Publicações Dom Quixote
1999
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.
Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.
Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.
Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre
Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o Amor por fim tenha recreio.
Natália Correia
Poesia Completa
Publicações Dom Quixote
1999
sábado, 13 de novembro de 2010
Intervalo (11)
Zeca Afonso revisitado por Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti.
Surripiado no site da AJA (associação José Afonso)
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sábado, novembro 13, 2010
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Opiniões Certas ditas pelas pessoas Erradas
Pacheco Pereira: "Afastamento voluntário" de Sócrates é essencial para sair da crise (JN)
Confesso que não sou, nunca fui e provavelmente nunca serei, admirador das várias e multifacetadas vertentes conhecidas do Dr. Pacheco Pereira.
Mas parece-me que o que ele disse corresponde ao pensamento de muitos Socialistas, que como se vai lendo por aí, implicitamente e mesmo explicitamente, defendem o mesmo que Pacheco Pereira.
Confesso que não sou, nunca fui e provavelmente nunca serei, admirador das várias e multifacetadas vertentes conhecidas do Dr. Pacheco Pereira.
Mas parece-me que o que ele disse corresponde ao pensamento de muitos Socialistas, que como se vai lendo por aí, implicitamente e mesmo explicitamente, defendem o mesmo que Pacheco Pereira.
Como penso que há que encontrar uma solução que acabe com a situação insustentável em que vivemos, transcrevo para aqui através do link publicado uma opinião que me parece certa, independentemente de quem a profere.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Revista de Imprensa
Arte Xávega
Marinha Grande e Leiria querem
venda de pescado nas praias
Manter a tradição da arte xávega é um dos objectivos
para o pedido de excepcionalidade ao Governo na venda
do pescado nas praias da Vieira e do Pedrógão
Representantes autárquicos da Marinha Grande e de Leiria, em conjunto com o deputado parlamentar do PS, João Paulo Pedrosa, vão apresentar um ofício ao secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, com vista à venda do pescado nas praias da Vieira e do Pedrógão.
A reunião decorreu no início desta semana, na cidade vidreira, e reuniu à mesma mesa a Câmara Municipal da Marinha Grande, o deputado socialista João Paulo Pedrosa, a vereadora com o pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Leiria e os presidentes das Juntas de Freguesia da Vieira e do Coimbrão.
O objectivo: criar um regime de excepção na venda de pescado nas lotas daquelas localidades piscatórias.
Em comunicado, a autarquia marinhense faz saber que na reunião foi proposto "diligenciar a excepcionalidade da venda de pesca nas lotas da Praia da Vieira e do Pedrógão, uma vez que a venda de pescado é feita tradicionalmente nestes locais há décadas e para a qual é necessária encontrar a respectiva regulamentação".
"Por se tratar de uma pesca muito peculiar da região (Arte Xávega) será apresentado um ofício ao secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, Luís Vieira, com o objectivo de criar uma portaria de excepcionalidade para estas lotas", esclarece o município, justificando ainda a medida pelo "diminuto volume de pescas, pela manutenção desta tradição ancestral e para evitar a deterioração do pescado nas deslocações, a vender nas lotas da Nazaré ou Figueira da Foz, considerando uma distância superior a 50 quilómetros.
Surripiado ao "Diário de Leiria"
Marinha Grande e Leiria querem
venda de pescado nas praias
Manter a tradição da arte xávega é um dos objectivos
para o pedido de excepcionalidade ao Governo na venda
do pescado nas praias da Vieira e do Pedrógão
Representantes autárquicos da Marinha Grande e de Leiria, em conjunto com o deputado parlamentar do PS, João Paulo Pedrosa, vão apresentar um ofício ao secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, com vista à venda do pescado nas praias da Vieira e do Pedrógão.
A reunião decorreu no início desta semana, na cidade vidreira, e reuniu à mesma mesa a Câmara Municipal da Marinha Grande, o deputado socialista João Paulo Pedrosa, a vereadora com o pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Leiria e os presidentes das Juntas de Freguesia da Vieira e do Coimbrão.
O objectivo: criar um regime de excepção na venda de pescado nas lotas daquelas localidades piscatórias.
Em comunicado, a autarquia marinhense faz saber que na reunião foi proposto "diligenciar a excepcionalidade da venda de pesca nas lotas da Praia da Vieira e do Pedrógão, uma vez que a venda de pescado é feita tradicionalmente nestes locais há décadas e para a qual é necessária encontrar a respectiva regulamentação".
"Por se tratar de uma pesca muito peculiar da região (Arte Xávega) será apresentado um ofício ao secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, Luís Vieira, com o objectivo de criar uma portaria de excepcionalidade para estas lotas", esclarece o município, justificando ainda a medida pelo "diminuto volume de pescas, pela manutenção desta tradição ancestral e para evitar a deterioração do pescado nas deslocações, a vender nas lotas da Nazaré ou Figueira da Foz, considerando uma distância superior a 50 quilómetros.
Surripiado ao "Diário de Leiria"
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quinta-feira, novembro 11, 2010
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Revista de Imprensa
Marinha Grande
Câmara investe mais de 17 milhões de euros
em obras
Em 2011, a autarquia marinhense vai lançar projectos orçados em mais de 17 milhões de euros. Oito milhões irão sair dos cofres do município
A Câmara da Marinha Grande vai investir, em 2011, mais de 17 milhões de euros na execução de vários projectos, suportados na sua maioria por fundos comunitários, cabendo à autarquia disponibilizar oito milhões.
Entre as obras que a edilidade pretende lançar no próximo ano está o complexo de piscinas, a requalificação do Teatro Stephens, da antiga fábrica da resinagem, os centros educativos de a cidade e na Vieira de Leiria, orçadas em milhares de euros, apesar de a situação financeira da autarquia não ser folgada. A dívida global da autarquia ronda os quatro milhões de euros e, segundo Álvaro Pereira, presidente da autarquia, a capacidade de endividamento ronda os oito milhões.
Apesar das fragilidades financeiras, o autarca diz não estar preocupado, fundamentando a sua posição no orçamento de “rigor” e de “verdade” para 2011 e “não empolado” como “ocorreu no passado”.
“Não podemos governar uma casa pobre com vícios ricos, por isso é que queremos fazer uma gestão municipal com responsabilidade aliada ao desenvolvimento do concelho”, referiu, ontem, Álvaro Pereira, na conferência de imprensa, que serviu para os três elementos do executivo camarário, com pelouros, fazerem o balanço do primeiro ano de mandato socialista.
No primeiro ano, Álvaro Pereira referiu que o trabalho desenvolvido consistiu na reorganização interna dos vários serviços, a criação do Gabinete de Apoio ao Munícipe (GAM), a implementação de várias medidas, entre as quais o Sistema de Avaliação de Desempenho dos Trabalhadores (SIADAP), o regulamento de taxas e licenças, ou seja, foi um ano para “arrumar a casa”.
Segundo o autarca, o trabalho a desenvolver no próximo ano será direccionado para o lançamento das obras de maior vulto, aproveitando os fundos comunitários, abrindo um novo ciclo em termos de investimento.
“Havia obras que estavam prontas a ser concursadas, designadamente a variante à cidade, mas, por implicaram um esforço financeiro da autarquia na ordem dos quatro milhões de euros vamos executar outras“, acrescentou o autarca socialista.
Neste pacote de investimentos previstos, o autarca anunciou que quatro empresas - duas nas áreas dos moldes, uma de plástico e outra de madeira -, já mostraram interesse em instalar-se na cidade, após o alargamento da Zona Industrial, um processo que se arrasta de anteriores mandatos.
Relatório preliminar da inspecção na câmara
O presidente da autarquia marinhense revelou estar na posse do relatório preliminar da inspecção feita às contas da autarquia, referentes aos anos de 2008/2009 e adiantou que esse documento traduz uma conclusão “diferente” do “que se fala por aí”, mas os resultados só “serão divulgados” depois de ”termos a versão final do documento”.
Surripiado ao "Diário de Leiria"
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quarta-feira, novembro 10, 2010
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
FMI
Sim, é uma repetição. Mas depois das notícias da hora do almoço, apetece-me voltar a ouvir esta "repetição" Antes não apetecesse...
Agenda
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terça-feira, novembro 09, 2010
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Vamor aprender Chinês?
Não é por nada mas como o "saber não ocupa lugar" e como vai sobrando algum tempo, vou procurar um sítio onde possa aprender rápidamente Chinês. Cá por mim isto devia ser integrado naquele programa governamental, muito badalado que dava pelo nome de "Novas Oportunidades"
domingo, 7 de novembro de 2010
Domingo à Noite...

Praticamente desde que me conheço que os Domingos à noite se transformaram apenas na véspera de enfrentar uma nova semana com vários tipos de desafios.
Desde os tempos em que a única preocupação se limitava em estar em condições físicas para enfrentar mais uma semana árdua de trabalho braçal, passando pelos tempos em que para além dessa preocupação fui juntando também a necessária preparação para o trabalho mental para o qual tinha que estar preparado. Como nunca encarei qualquer dos empregos por onde passei, como para toda a vida lá fui andando, tendo como preocupação principal, o estar bem comigo próprio, única forma de conseguir estar de bem com os outros.
Desde os tempos em que a única preocupação se limitava em estar em condições físicas para enfrentar mais uma semana árdua de trabalho braçal, passando pelos tempos em que para além dessa preocupação fui juntando também a necessária preparação para o trabalho mental para o qual tinha que estar preparado. Como nunca encarei qualquer dos empregos por onde passei, como para toda a vida lá fui andando, tendo como preocupação principal, o estar bem comigo próprio, única forma de conseguir estar de bem com os outros.
Acontece que quase sem me dar conta assumi responsabilidades profissionais que me levaram a não ser só responsável por mim e pela minha família, mas também por mais algumas dezenas de pessoas. Nesta fase que já conta quase 20 anos, nunca um só deles, fácil sempre soube quais os obstáculos que tinha pela frente e os Domingos à noite serviam precisamente para me preparar para eles.
Hoje num Domingo à noite como tantos outros tento não pensar muito no dia de amanhã, pois se nos prepararmos para um dia de “verão de Sº Martinho” podemos ser surpreendidos por fortes chuvadas. Aliás estou a ficar um bocado numa de só conseguir ver nuvens negras no horizonte e a não encontrar nenhum “meteorologista” capaz de me animar com previsões mais optimistas.
Hoje num Domingo à noite como tantos outros tento não pensar muito no dia de amanhã, pois se nos prepararmos para um dia de “verão de Sº Martinho” podemos ser surpreendidos por fortes chuvadas. Aliás estou a ficar um bocado numa de só conseguir ver nuvens negras no horizonte e a não encontrar nenhum “meteorologista” capaz de me animar com previsões mais optimistas.
Uma boa semana de trabalho (para os que ainda o vão tendo)
sábado, 6 de novembro de 2010
Intervalo (10)
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sábado, novembro 06, 2010
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Mestre "Pimenta"

São cada vez menos os homens da Marinha Grande que sabem, com o sopro, moldar o vidro
que deu fama à cidade. A indústria vidreira e do cristal resume-se a meia dúzia de empresas a
braços com ameaças de deslocalização para locais onde a mão-de-obra é mais barata. A arte e as mãos ágeis dos mestres de outros tempos tem sido substituída por máquinas e moldes. Sobra algum vidro artesanal. Tempos actuais que contrastam com o cenário vivido há algumas décadas, quando milhares de pessoas procuravam, todos os anos, emprego na “capital do vidro”. Um pouco por toda a cidade permanecem grandes naves industriais vazias, esqueletos urbanos
desprovidos do suor da massa humana que, durante gerações, ali criou obras de arte em vidro ou a mais utilitária garrafa, destinada ao pior vinho carrascão. No sábado, o município homenageou, Diamantino dos Santos, 94 anos, um dos mais antigos
artesãos do vidro da Marinha Grande, no âmbito da Bienal Internacional de Artes Plásticas
e Design Industrial. O mestre Pimenta, como é conhecido, foi fazer 6 anos à Fábrica-escola, mais tarde Fábrica-escola Irmãos Stephens.
que deu fama à cidade. A indústria vidreira e do cristal resume-se a meia dúzia de empresas a
braços com ameaças de deslocalização para locais onde a mão-de-obra é mais barata. A arte e as mãos ágeis dos mestres de outros tempos tem sido substituída por máquinas e moldes. Sobra algum vidro artesanal. Tempos actuais que contrastam com o cenário vivido há algumas décadas, quando milhares de pessoas procuravam, todos os anos, emprego na “capital do vidro”. Um pouco por toda a cidade permanecem grandes naves industriais vazias, esqueletos urbanos
desprovidos do suor da massa humana que, durante gerações, ali criou obras de arte em vidro ou a mais utilitária garrafa, destinada ao pior vinho carrascão. No sábado, o município homenageou, Diamantino dos Santos, 94 anos, um dos mais antigos
artesãos do vidro da Marinha Grande, no âmbito da Bienal Internacional de Artes Plásticas
e Design Industrial. O mestre Pimenta, como é conhecido, foi fazer 6 anos à Fábrica-escola, mais tarde Fábrica-escola Irmãos Stephens.
Fechava os moldes onde o vidro incandescente era vertido e era depois insuflado, ganhando a
forma definitiva. “Ganhava seis escudos por mês [menos de três cêntimos de euro]. Já era bom”, diz com orgulho, apesar da infância perdida prematuramente. Estava em sexto lugar na “equipa de obragem”, que era constituída, no mínimo, por um “oficial” e seis ajudantes. “Tinha medo de me queimar. Por vezes, ardia um bocado da camisa e levávamos muita ‘porrada’ se as coisas se estragassem”, conta com um sorriso sardónico. O vidro é um material que precisa de ser moldado enquanto está a uma determinada temperatura e grau de viscosidade. Ultrapassados os limites, já não se consegue moldar e a peça vai para o lixo ou é recusada devido aos defeitos.
“Durante o dia trabalhava no vidro e à noite fazia ‘catraios’ [dava forma ao vidro noutra fábrica
para ganhar mais qualquer coisa ao fim do mês].” Trabalhou sempre na mesma fábrica, dos 5
aos 74 anos, mesmo depois de se ter reformado aos 65. Para não ficar parado em casa, ia ajudar
no vidro artístico. “Não ganhava nada, nem o almoço, mas ia na mesma.”
“Soprar o vidro na cana não tem segredos. Só é preciso uma cana limpa e muito escovada,
e cuidado para não rebentar a bolha de vidro”, refere o mestre Pimenta (o nome pegou quando
o pai e o tio num baile em Monte Real espalharam pimenta, numa brincadeira). De resto, o
trabalho é duro, realizado o ano inteiro sob uma atmosfera tórrida, alimentada pelos fornos onde
a mistura de areia se transforma em vidro incandescente. Aos 94 anos anos, brinca, dizendo que começa a preocupar-se com a imortalidade. É que dois
dos seus irmãos deixaram esta terra com a mesma idade. “Já ando a pensar: ‘mau... o que é que
vem aí?’” Mas não são apenas as questões sobre a
presença no plano terreno que lhe ocupam a mente. Não gosta de ver a Marinha Grande no
estado actual. Preferia os tempos, quando unidades como a Ivima, Fábrica-escola, Marquês
de Pombal, Ivima, José Custódio ou Manuel Pereira produziam o melhor cristal que Portugal exportava ou consumia, ainda antes da globalização
e da inundação dos mercados por produtos de qualidade e de preço inferior, vindos de outras
partes do Mundo.
forma definitiva. “Ganhava seis escudos por mês [menos de três cêntimos de euro]. Já era bom”, diz com orgulho, apesar da infância perdida prematuramente. Estava em sexto lugar na “equipa de obragem”, que era constituída, no mínimo, por um “oficial” e seis ajudantes. “Tinha medo de me queimar. Por vezes, ardia um bocado da camisa e levávamos muita ‘porrada’ se as coisas se estragassem”, conta com um sorriso sardónico. O vidro é um material que precisa de ser moldado enquanto está a uma determinada temperatura e grau de viscosidade. Ultrapassados os limites, já não se consegue moldar e a peça vai para o lixo ou é recusada devido aos defeitos.
“Durante o dia trabalhava no vidro e à noite fazia ‘catraios’ [dava forma ao vidro noutra fábrica
para ganhar mais qualquer coisa ao fim do mês].” Trabalhou sempre na mesma fábrica, dos 5
aos 74 anos, mesmo depois de se ter reformado aos 65. Para não ficar parado em casa, ia ajudar
no vidro artístico. “Não ganhava nada, nem o almoço, mas ia na mesma.”
“Soprar o vidro na cana não tem segredos. Só é preciso uma cana limpa e muito escovada,
e cuidado para não rebentar a bolha de vidro”, refere o mestre Pimenta (o nome pegou quando
o pai e o tio num baile em Monte Real espalharam pimenta, numa brincadeira). De resto, o
trabalho é duro, realizado o ano inteiro sob uma atmosfera tórrida, alimentada pelos fornos onde
a mistura de areia se transforma em vidro incandescente. Aos 94 anos anos, brinca, dizendo que começa a preocupar-se com a imortalidade. É que dois
dos seus irmãos deixaram esta terra com a mesma idade. “Já ando a pensar: ‘mau... o que é que
vem aí?’” Mas não são apenas as questões sobre a
presença no plano terreno que lhe ocupam a mente. Não gosta de ver a Marinha Grande no
estado actual. Preferia os tempos, quando unidades como a Ivima, Fábrica-escola, Marquês
de Pombal, Ivima, José Custódio ou Manuel Pereira produziam o melhor cristal que Portugal exportava ou consumia, ainda antes da globalização
e da inundação dos mercados por produtos de qualidade e de preço inferior, vindos de outras
partes do Mundo.
Não foi apenas no vidro que o Pimenta deixou a sua marca. Jogador de futebol do Marinhense,
quando as bolas de couro cru pesavam como chumbo e não havia contratos milionários,
chegou a treinar no SLB, ainda no antigo campo da Tapadinha, antes do “Inferno da Luz”
existir. Durante a sua carreira, foi sócio número um, treinador e capitão do Sport Império Marinhense. E também deixou a sua marca no atletismo regional.
quando as bolas de couro cru pesavam como chumbo e não havia contratos milionários,
chegou a treinar no SLB, ainda no antigo campo da Tapadinha, antes do “Inferno da Luz”
existir. Durante a sua carreira, foi sócio número um, treinador e capitão do Sport Império Marinhense. E também deixou a sua marca no atletismo regional.
Jacinto Silva Duro "Jornal de Leiria"
Este texto foi surripiado da versão em Pdf do referido Jornal, daí algumas deficiências na forma como o texto é apresentado, apresentamos as nossas desculpas. O objectivo é dar o nosso contributo para se conhecer a "estória" de vida do "Mestre Pimenta"
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sexta-feira, novembro 05, 2010
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Fogo de artificio do reveillon dá lugar a maior apoio social

O fim-de-ano será sem fogo-de-artifício, mas com mais apoio social. “Sabemos que a população irá compreender que há verbas que têm de passar a ser gastas de outra forma”, explica a vereadora da Acção Social da Câmara da Marinha Grande, Cidália Ferreira.
A responsável refere-se ao habitual espectáculo de pirotecnia nas praias do concelho e na cidade. Este ano não vai ser suportado pela autarquia.
A ideia é canalizar a verba – cerca de 4.500 euros – para instituições que promovam o bem social. De resto, as medidas de cariz social mantêm-se em vigor, sendo o cheque-natalidade a mais emblemática.
Arrancou em Julho e os primeiros cheques começaram a ser entregues. Os pedidos têm chegado diariamente e a medida ganha maior relevância com as restrições no abono de família.
A responsável refere-se ao habitual espectáculo de pirotecnia nas praias do concelho e na cidade. Este ano não vai ser suportado pela autarquia.
A ideia é canalizar a verba – cerca de 4.500 euros – para instituições que promovam o bem social. De resto, as medidas de cariz social mantêm-se em vigor, sendo o cheque-natalidade a mais emblemática.
Arrancou em Julho e os primeiros cheques começaram a ser entregues. Os pedidos têm chegado diariamente e a medida ganha maior relevância com as restrições no abono de família.
Carlos Almeida "Região de Leiria"
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quinta-feira, novembro 04, 2010
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Do Tango Argentino até aos Pauliteiros de Miranda...
Qualquer semelhança deste Post, com o Debate e a votação do OE para 2011 é pura coincidência, até porque eu não brinco com coisas sérias.
Revista de Imprensa
Falhanço na conclusão das obras do POLIS
faz autarquia perder 650 mil euros
faz autarquia perder 650 mil euros
Câmara da Marinha Grande não vai receber a contrapartida financeira do POLIS, no valor aproximado de 650 mil euros, porque prazos das obras não foram cumpridos
A autarquia marinhense admitiu ontem que não conseguiu cumprir os prazos estipulados para a conclusão das obras POLIS, pelo que ficou "impedida de receber a contrapartida financeira, no valor aproximado de 650 mil euros", uma vez que o prazo terminou no passado dia 29.
Contactada pelo Diário de Leiria, a autarquia esclareceu no entanto que "a obra de reabilitação da Ribeira das Bernardas - Troço 1, a montante de Casal de Malta, avançou no dia seguinte à tomada de posse administrativa das parcelas de terreno, ou seja, nos dias 8 e 11 de Outubro", sendo que o prazo estimado para esta última fase das obras é de 45 dias.
A Câmara explicou ainda que informou a CCDRC e o POLIS do "atraso verificado e das razões que o provocaram, tendo ainda sensibilizado a tutela para a necessidade da transferência da verba para 2011".
A autarquia marinhense admitiu ontem que não conseguiu cumprir os prazos estipulados para a conclusão das obras POLIS, pelo que ficou "impedida de receber a contrapartida financeira, no valor aproximado de 650 mil euros", uma vez que o prazo terminou no passado dia 29.
Contactada pelo Diário de Leiria, a autarquia esclareceu no entanto que "a obra de reabilitação da Ribeira das Bernardas - Troço 1, a montante de Casal de Malta, avançou no dia seguinte à tomada de posse administrativa das parcelas de terreno, ou seja, nos dias 8 e 11 de Outubro", sendo que o prazo estimado para esta última fase das obras é de 45 dias.
A Câmara explicou ainda que informou a CCDRC e o POLIS do "atraso verificado e das razões que o provocaram, tendo ainda sensibilizado a tutela para a necessidade da transferência da verba para 2011".
Assim, explica ainda, aguarda a inscrição em sede PIDDAC dessa verba, em orçamento a aprovar pela Assembleia da República.
A autarquia promete ainda que cumprirá o novo prazo estabelecido nas obras de 45 dias, pelo que as mesmas estarão concluídas na primeira semana de Dezembro.
Recorde-se que no passado dia 18, em conferência de imprensa, o presidente da autarquia marinhense, Álvaro Pereira, confessou que o projecto para a reabilitação da Ribeira das Bernardas foi encontrado parado aquando da sua tomada de posse, em 2009, e que duas acções em tribunal mantiveram as obras paradas.
Em causa estavam duas parcelas de terreno que impediam o desenvolvimento dos trabalhos.
Maria de Lurdes Domingos, proprietária de 173 m2 de terreno e José António Quiaios, proprietário de 294 m2, viram a sua situação resolvida quando a autarquia colocou à ordem dos interessados, numa conta bancária específica, o valor dos terrenos, avaliados por dois peritos oficiais.
A autarquia promete ainda que cumprirá o novo prazo estabelecido nas obras de 45 dias, pelo que as mesmas estarão concluídas na primeira semana de Dezembro.
Recorde-se que no passado dia 18, em conferência de imprensa, o presidente da autarquia marinhense, Álvaro Pereira, confessou que o projecto para a reabilitação da Ribeira das Bernardas foi encontrado parado aquando da sua tomada de posse, em 2009, e que duas acções em tribunal mantiveram as obras paradas.
Em causa estavam duas parcelas de terreno que impediam o desenvolvimento dos trabalhos.
Maria de Lurdes Domingos, proprietária de 173 m2 de terreno e José António Quiaios, proprietário de 294 m2, viram a sua situação resolvida quando a autarquia colocou à ordem dos interessados, numa conta bancária específica, o valor dos terrenos, avaliados por dois peritos oficiais.
No entanto, a situação mais problemática foi protagonizada por Fernando Vicêncio Rosa "que se dizia proprietário de uma parcela com 1320 m2", de acordo com o autarca.
O terreno era uma peça essencial no projecto para a instalação do relvado sintético e a construção do Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, agora inviabilizado pela falta de espaço.
Divergências entre as duas partes impediram o consenso, apesar das "conversações na base do diálogo".
A tomada de posse administrativa com carácter de urgência surgiu na sequência das dificuldades das 'negociações'. "Pedimos ao tribunal um perito oficial para avaliar o valor da parcela de terreno em questão, fizemos o depósito na mesma instituição bancária e partimos para a tomada de posse", conta o autarca.
A acção, "um pouco musculada", contou com a colaboração do Governo Civil e da PSP. "Uma situação muito difícil e tensa", de acordo com o vereador Paulo Vicente, marcada pelas ameaças directas e com a presença de forças policiais equipadas com coletes à prova de bala.
Apesar de drástica, a posse administrativa com carácter de urgência revelou-se a melhor solução para acabar com os impasses que impediam a reabilitação da Ribeira das Bernardas. "Quando fomos eleitos foi para tomarmos decisões agradáveis e menos agradáveis", justifica o vereador Paulo Vicente.
Ainda na mesma conferência de imprensa, Álvaro Pereira disse acreditar que tudo iria correr bem, já que "os trabalhos começaram a decorrer a uma velocidade que nos permite pensar que a obra pode ser concluída antes do prazo.", o que acabou por não se verificar
O terreno era uma peça essencial no projecto para a instalação do relvado sintético e a construção do Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, agora inviabilizado pela falta de espaço.
Divergências entre as duas partes impediram o consenso, apesar das "conversações na base do diálogo".
A tomada de posse administrativa com carácter de urgência surgiu na sequência das dificuldades das 'negociações'. "Pedimos ao tribunal um perito oficial para avaliar o valor da parcela de terreno em questão, fizemos o depósito na mesma instituição bancária e partimos para a tomada de posse", conta o autarca.
A acção, "um pouco musculada", contou com a colaboração do Governo Civil e da PSP. "Uma situação muito difícil e tensa", de acordo com o vereador Paulo Vicente, marcada pelas ameaças directas e com a presença de forças policiais equipadas com coletes à prova de bala.
Apesar de drástica, a posse administrativa com carácter de urgência revelou-se a melhor solução para acabar com os impasses que impediam a reabilitação da Ribeira das Bernardas. "Quando fomos eleitos foi para tomarmos decisões agradáveis e menos agradáveis", justifica o vereador Paulo Vicente.
Ainda na mesma conferência de imprensa, Álvaro Pereira disse acreditar que tudo iria correr bem, já que "os trabalhos começaram a decorrer a uma velocidade que nos permite pensar que a obra pode ser concluída antes do prazo.", o que acabou por não se verificar
Surripiado ao "Diario de Leiria
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
às
quarta-feira, novembro 03, 2010
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