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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Discussão Pública


Nas últimas semanas o PCP encheu a cidade com cartazes como este e outros, onde se acusa, para além do PS que tomou a iniciativa de aumentar as taxas, o MCI, o BE e o PSD por não se oporem a esses aumentos.
O aumento das taxas pouca ou nenhuma discussão originou na sociedade marinhense, seguindo aliás o estado de apatia geral que se abateu sobre o nosso concelho. Exemplo desta apatia é, por exemplo, a gravíssima situação que a EPAMG atravessa e que poderá culminar com o seu encerramento, despejando para outras escolas cerca de quinhentos alunos e lançando no desemprego mais de cem professores e funcionários.
Olhando para os valores dos aumentos enunciados nos cartazes do PCP, quer em termos absolutos quer em termos percentuais, eles representam um aumento brutal em relação aos anteriormente praticados. Bom seria que todos os partidos explicassem publicamente porque estão contra ou porque estão a favor, para percebermos da injustiça ou da justeza da medida. Fica lançada a discussão, recordando-se que a taxa de disponibilidade da água, uma taxa ilegal, continua a ser cobrada aos munícipes marinhenses e que a cidade continua ser inundada por toda a espécie de cartazes, alguns deles colocados de forma a tirar a visibilidade aos condutores.
A luta continua!

Revista de Imprensa

Requalificação da foz do rio Lis vai receber 900 mil euros


A margem esquerda do rio Lis, entre a ponte das Tercenas e o mar, vai ser requalificada, num projecto orçado em 900 mil euros e cujo protocolo foi assinado a 26 de Junho em Coimbra, anunciou hoje a Câmara da Marinha Grande.

Os trabalhos, que vão começar depois da época balnear e durar dez meses, vão recuperar uma zona degradada e descaracterizada devido “às obras de regularização do rio”, à “utilização desregrada das áreas marginais” e “à falta de ordenamento dos espaços”, segundo a autarquia.

“O ecossistema estuarino da Foz do Rio Lis reveste-se de um elevado potencial ecológico, de grande relevância para o desenvolvimento turístico do concelho da Marinha Grande”, considera a autarquia.

O plano de reabilitação e valorização do património natural visa, nomeadamente, consolidar uma rede de caminhos pedonais e cicláveis, plantar pinheiros-mansos e promover a biodiversidade local. Na margem direita do rio Lis será plantada vegetação “capaz de garantir a interligação entre a mata e o rio”.

As autoridades que assinaram o protocolo - Câmara Municipal da Marinha Grande e a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) – querem restabelecer o corredor ripícola no troço final do rio e permitir a utilização da área de forma sustentada.

O projecto prevê também a instalação do Parque Temático do Pinheiro Manso, que vai reforçar a ligação entre esta zona do concelho e a Mata Nacional do Pinhal do Rei.


(surripiado do Público)


terça-feira, 29 de junho de 2010

Imagem da Noite


"Saímos de cabeça erguida"

Imagem do Dia

Palavras para quê?...

Homenagens às nossas Gentes...


Confraria da Sopa organiza homenagem a Zé do Ernesto - 3 de Julho

A Confraria da Sopa do Vidreiro promove no dia 3 de Julho, Sábado, no Museu do Vidro, uma homenagem a “Zé do Ernesto”, um artista da indústria vidreira marinhense.
O programa de homenagem é o seguinte:

15h15 | Homenagem Pública
16h00 | Inauguração de exposição de obras do homenageado.

José António Duarte Carvalho nasceu na Marinha Grande, a 5 de Abril de 1928 e desde muito cedo passou a ser conhecido no seu meio como “Zé do Ernesto”, por ser filho do conceituado vidreiro Ernesto Duarte Carvalho.

Aos 12 anos começou a trabalhar na “Fábrica de Vidro Neutro”, de Alípio Morais. Aos 14 transitou para a Fábrica Marquês de Pombal, onde ingressou na obragem de seu pai, nessa altura já muito perto da reforma, e foi dele que herdou e aprendeu a mestria de trabalhar o vidro. Mais tarde foi transferido como ajudante para a obragem de seu irmão, também conhecido como o “Quim do Ernesto”.

“Zé do Ernesto” manifestava excepcionais qualidades e foi célere na sua ascensão profissional, produzindo peças artesanais com grande procura no mercado. Cedo chegou a oficial vidreiro e, depois da Fábrica Marquês de Pombal, trabalhou na Vicriz e na Crisal, vindo a ingressar na Ivima nos finais da década de 70.

A obra de “Zé do Ernesto” foi fértil e original na produção de peças de qualidade artística pois, contam-se por milhares as peças produzidas nos seus 60 anos de profissão. A sua arte e o seu profissionalismo - à “boca do forno”- estão reflectidos desde os simples copos até aos artísticos castiçais, peças originais de arte em vidro, que são hoje pertença de muitos coleccionadores ou ainda em uso no quotidiano de muitos lares marinhenses.

Aos 76 anos ainda produzia peças em vidro, por entretenimento. Não esqueceu o tempo das fábricas. Sentiu algum desgosto pelo facto de, devido ao encerramento de fábricas, “se terem perdido tantos bons mestres vidreiros, porque ainda há muitas mãos engenhosas na Marinha Grande que não continuaram a profissão”.

E, momentos antes de falecer, endereçou um conselho a quem tem na indústria vidreira o seu ofício: “O mais importante é um vidreiro saber colher o vidro redondinho, dentro do forno. O vidro tem de ser tratado, como um homem deve tratar uma senhora: com delicadeza”. Palavra de um Mestre Vidreiro.

“Zé do Ernesto” faleceu a 14 de Julho de 2004.

Foi homenageado pela Câmara Municipal da Marinha Grande no âmbito da “5ª Bienal de Artes Plásticas”, em Outubro de 2004, decisão que tinha sido deliberada ainda antes do seu desaparecimento.

Fonte: Câmara Municipal da Marinha Grande
28 de Junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Maravilhoso! Vale a pena dispensar algum do nosso Tempo.

Não deixe de ver este vídeo incrível… mas leia o texto antes.

Este vídeo apresenta a ganhadora do programa "Ukraine’s Got
Talent", Kseniya Simonova, de 24 anos, a desenhar uma série de
imagens, com areia numa mesa iluminada, mostrando como as pessoas
comuns foram afectadas pela invasão alemã durante a Segunda Guerra
Mundial. O seu talento, é claramente diferente e fascinante.

As imagens, projectadas numa grande tela, levaram várias pessoas
do auditório às lágrimas e ela ganhou o primeiro prémio de cerca de £
75.000,00. Começa, criando uma cena com um casal sentado,
dando as suas mãos, num banco sob um céu estrelado. Mas, quando
chegam os aviões de guerra, a feliz cena é desfeita. Ela é
substituída por um rosto de mulher a chorar, quando chega uma
criança, a mulher volta a sorrir. A guerra volta novamente e a
artista manda areia formando o caos, onde o rosto de uma jovem
aparece. Rapidamente se transforma numa velha viúva, com o rosto
enrugado e triste, antes da imagem se transformar no monumento ao
Soldado Desconhecido da Ucrânia.
Esta cena externa fica emoldurada por uma janela, como se o
observador estivesse a olhar para o monumento de dentro de uma casa.
Na cena final, uma mãe e uma criança aparecem do lado de dentro, com
um homem parado do lado de fora da casa, pressionando a sua mão sobre o
vidro, dizendo adeus.
A Grande Guerra Patriótica, como é chamada na Ucrânia, resultou na
morte de ¼ da população, com 8 a 11 milhões de mortos numa
população de 42 milhões de pessoas.

A artista Kseniya Simonova diz:

“Acho bastante difícil criar arte usando papel e lápis ou pincéis,
mas usar a areia e os dedos está além do meu entendimento. A arte,
especialmente quando a guerra é usada como tema, chega a levar as
pessoas às lágrimas. E não existe maior elogio do que este.”

"Roube" ao se tempo, cerca de 8 minutos, para ver esta incrível obra de arte.




O nosso opinador convidado "vinagrete" mandou-me um mail com esta obra de arte, sugerindo que o mesmo daria um excelente post. Dado que ainda não encontrou a palavra chave, aqui está a seu post.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Eu até acho isto um bocado foleiro, mas não me ocorreu mais nada...



Com um pedido de desculpas aos melómanos mais puristas.

E o burro sou eu? Claro!


Cavaco ontem:

"Aos jovens empresários, Cavaco Silva aconselhou que “não esperem que nos anos mais próximos o Estado seja um agente impulsionador directo da nossa economia”. “O Estado português está sob escrutínio muito rigoroso vindo do exterior no que diz respeito à sua situação financeira e não vai ter meios nos anos mais próximos para conduzir uma política expansionista que possa levar Portugal à aproximação de níveis de desenvolvimento mais próximos da média da União Europeia”, declarou."



Sócrates hoje:

Executivo lança nova linha de crédito de 700 milhões



O país amanhã:



TIREM-ME DAQUUIIII!...

Um complemento ao post do Torrente...

Portugal ganhou 600 novos milionários no ano passado

Crise! Qual Crise? Alguns até são bastante conhecidos. O do post do Torrente gamou a massa ao Belmiro, mas há para aí uns marmelos que nos gamam a nós. Claro que haverá quem o faça honestamente, acho eu.

cá por mim estava escolhido o próximo ministro das finanças...


quarta-feira, 23 de junho de 2010

E o burro sou eu? Claro!




Simão Sabrosa, jogador ao serviço da selecção nacional, pago pela Federação Portuguesa de Futebol para representar o futebol do nosso país, marcou um golo à Coreia e festejou-o assim:


É por estas e por outras que tenho por estes tipos o mesmo desprezo que tenho pelos mercenários. Isto não é desporto, isto é uma máquina de facturar milhões à conta de lorpas como nós. E burro sou eu e o Sá Fernandes que não quis receber o donativo do Domingos Névoa.

se o Bush invadiu o Afeganistão para apanhar o Big Laden, qual é a dúvida?

Pescadores espanhóis detidos com explosivos para apanhar sardinha

Que raio de "Tango" tão mal Amanhado...

PSD ameaça votar pela suspensão das portagens nas SCUT - Expresso.pt

É no que dá escolher o par errado.

Eu não queria ser pessimista mas estou a ver-me "Grego" para o não ser...

Portugal abaixo da Grécia - Expresso.pt

Vá lá a gente perceber!


Só para desanuviar...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Património Esquecido



O vasto património do Estado constituído pelas casas florestais e postos de vigia situados na nossa mata, património esquecido, degradado e abandonado, é uma daquelas coisas que faz doer a alma a qualquer marinhense.
O mesmo Estado que exige aos cidadãos tudo e mais alguma coisa, é o primeiro a delapidar por omissão e inércia, aquilo que pertence a todos nós e que faz parte integrante da nossa cultura e do nosso imaginário. A pergunta é por isso pertinente e oportuna estando de parabéns os deputados que a formularam.
Se a resposta demorar tanto tempo com a resposta à questão das arribas de S. Pedro de Moel, estamos conversados. Daqui a poucos anos nada mais restará do que um amontoado de ruínas e de memórias. É por isso urgente que o Estado tome medidas, quanto mais não seja, entregar este património a quem sempre pertenceu de facto, ao povo do concelho da Marinha Grande.


Revista de Imprensa (actualizada)

Monte Real procura low-cost para se afirmar como aeroporto de turistas


Um edifício parecido com um grande stand de automóveis, uma pista militar (que já existe desde os anos 1940), um parque de estacionamento e uma central eléctrica. É assim, simples e barato, o aeroporto de Valladolid, a infra-estrutura que serve de exemplo para o lobby em formação no Oeste e na Região Centro para construir, algures na zona de Leiria, uma infra-estrutura deste tipo vocacionada para o mercado turístico.

A ideia passa por aproveitar a base aérea de Monte Real, ou construir de raiz um pequeno aeroporto em Fátima ou em Leiria, perto da estação do TGV e da Linha do Oeste e da bifurcação da A8 com a A17 (numa prática de intermodalidade aero-rodo-ferroviária).
Em Valladolid, a adequação da base militar a aeroporto civil data de 1964, mas o grande salto qualitativo realizou-se em 2000, com a construção de um novo edifício terminal no valor de 9,6 milhões de euros. Um valor que António Carneiro, presidente da Turismo do Oeste, considera ao alcance de qualquer grupo de autarquias e que representa 1 por cento do aeroporto de Alcochete. "Não tem nada a ver", diz, explicando que pretende apenas uma pequena infra-estrutura que receba voos charter e low cost para os mercados dos resorts que estão a nascer no Oeste (ancorados no golfe), para o turismo religioso de Fátima e para as viagens de negócios do eixo Leiria-Marinha Grande.

Em Valladolid, a Iberia (através da sua afiliada Air Nostrum) realizava voos para Barcelona e Paris, mas a chegada da Ryanair em 2002 foi decisiva para o sucesso do aeroporto. Aquela low cost voa para Paris, Londres, Bruxelas, Milão, Frankfurt, Alicante e Málaga e representa, segundo Amadeo Estébanez, subdirector do aeroporto de Valladolid, 60 por centro do seu seu tráfego. De 190 mil passageiros em 2002, este aeroporto atingiu um pico de 600 mil em 2007, tendo a crise feito descer a cifra para 350 mil no ano passado (só a Renault, que detém em Valladolid uma das suas mais importantes fábricas, foi responsável pelo fim de algumas rotas para Paris porque, subitamente, cancelou todas as viagens de avião dos seus quadros).

A Ryanair fez com que pessoas de toda a província de Castela e Leão (e até de Madrid, que está agora a 50 minutos de Valladolid com a alta velocidade) acedesse a este aeroporto para viajar a partir daí a preços baixos.

Amadeo Estébanez diz que o perfil dos passageiros é diversificado e inclui viagens de lazer e de negócios e grupos turísticos.

"Nao se pode partir para isto sem ter uma Ryanair ou uma Easyjet", sublinha António Carneiro, presidente da Turismo do Oeste, que quer criar um lobby na região para se bater por um aeroporto deste tipo. Afinal, este tipo de coisas passa por acordos com as autoridades políticas da região, como reconhece o director do aeroporto de Salamanca, Pedro San Martín. Que também opera numa base militar e que, ao contrário do seu colega de Valladolid, não tem a sorte de ali ter uma low cost a operar.

Ainda assim, e mesmo aproveitando os controladores aéreos, que são militares, o aeroporto de Valladolid dá prejuízo (4,9 milhões em 2009). Amadeo Estébanez prefere nao revelar a estrutura de custos fixos da infra-estrutura, que emprega 50 pessoas da AENA (Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea) e mais 70 empregos indirectos.


(surripiado do Público)

Revista de Imprensa

Estudo de viabilidade de abertura da base de Monte Real à aviação civil foi suspenso


O estudo sobre a abertura da base aérea à aviação civil internacional, promovido pelo Fórum Centro Portugal, foi suspenso, embora a estratégia de fundamentar a viabilidade do projecto se mantenha, disse ontem o promotor.
"Os estudos foram suspensos sem se encontrarem concluídos", revelou à agência Lusa Manuel Queiró, presidente do Fórum Centro de Portugal.
O professor universitário e antigo deputado do CDS-PP disse existirem razões - que recusou adiantar - para o estudo não ter sido concluído, apenas afirmando que aquelas "não são imputáveis" ao organismo a que preside.
O grupo de estudo para a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil internacional, coordenado por António Pais Antunes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, iniciou o trabalho em Maio de 2009 e previa a entrega do relatório final em Março de 2010.
Integrava outros professores universitários e investigadores, além de representantes da ANA - Aeroportos de Portugal, da NAV Portugal, do Instituto Nacional da Aviação Civil e da Força Aérea Portuguesa.
O plano de trabalho, apresentado publicamente em Maio do ano passado, contemplava capítulos sobre a importância dos aeroportos no desenvolvimento regional e a utilização de aeroportos militares para fins civis.
Outras áreas do documento residiam na procura de viagens aéreas no Centro Litoral e o papel do aeroporto de Monte Real na rede nacional de aeroportos. O grupo comprometia-se ainda, entre outros aspectos, a analisar impactes ambientais da abertura do aeroporto e as transformações requeridas pela abertura ao tráfego civil da infra-estrutura.
Na sexta-feira, responsáveis do Fórum Centro Portugal reuniram, na Figueira da Foz, com autarcas de Coimbra, Leiria e Caldas da Rainha, encontro que serviu para fazer um balanço do processo e preparar um conjunto de iniciativas a serem divulgadas "oportunamente".
Ouvido pela Lusa, o autarca da Figueira da Foz, João Ataíde, anfitrião do encontro, disse esperar que as iniciativas em preparação "possam acolher receptividade junto do poder central".
"Há um grande interesse regional no sentido de dinamizar a base área de Monte Real e criar um aeroporto", sublinhou o autarca.



(surripiado do Diário de Leiria)


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ração de Combate


Ensaio sobre o Mundial…

Bem! Escrever sobre aquilo de que não se percebe peva é uma aventura cujas consequências são imprevisíveis.
Hora acontece que hoje no restaurante onde habitualmente almoço, com um conjunto de amigos há largos anos, o estamine estava montado para proporcionar aos habituais fregueses uma visão ampliada da transmissão do jogo Portugal- koreia do Norte.
Para além de já ser habitual ter que “gramar” (especialmente à Segunda Feira) os comentários ( sobre as jornadas futebolísticas do ultimo fim de semana, dos referidos amigos, hoje sem ser visto nem achado lá tive que me juntar ao grupo. (por sorte não havia vuvuzelas, só porque a convicção não me parecia muita).
Sem estar lá com grande atenção, até porque aproveito a hora do almoço para pôr algumas ideias em ordem e programar mentalmente para a tarde aquilo que não consegui fazer de manhã, lá fui surpreendido pelo primeiro golo, a seguir a alguns falhanços que apesar disso não deixaram de se fazer sentir pela algazarra ouvida.
Para quem, não percebe mesmo peva de futebol, porque é que me atrevo a vir aqui falar sobre o desporto rei? Pura e simplesmente porque creio que se só os especialistas e os medianamente conhecedores se pronunciassem sobre muito daquilo que se passa no mundo a discussão seria muito mais pobre. É por isso que me atrevo a deixar aqui esta “espécie de comentário” até porque senti uma coisa que demonstra algum sadismo que sobressai por aqui. Alguém, quando Portugal já tinha metido 6 golos, dizer em alto som “Vá lá ! Hoje temos que chegar à dúzia” (pois o adversário era fraco).
VIVA PORTUGAL!

PS: Ainda antes de publicar este post, tive o cuidado de por interposta pessoa, meter uma cunha ao grande amigo da Koreia do Norte, chefe do grupo parlamentar do PCP, para que intercedesse junto do respectivo governo para que não acontecesse nada aos jogadores, até porque a selecção Portuguesa raramente dá abadas destas, mas há dias...

domingo, 20 de junho de 2010

Ficámos mais Pobres..



Um grande Senhor canta um poema de outro grande senhor, que partiu...

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago. As Palavras que nos Deixa...



Com a devida vénia ao Rogério Pereira em " Conversa Avinagrada" aqui deixo um pequeno estraxto das palavras sábias de alguem que ontem nos deixou, mas cujas palavras, em poema, prosa ou ditas, marcou o século XX e XXI e contém verdades que quer gostemos ou não, vão ficar por aqui. Assim nós que por aqui vamos ficando as consigamos interpretar e naturalmente transmitir às gerações mais novas que por sua vez possam fazer o mesmo às vindoras.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago cantado por Manuel Freire



Uma faceta pouco conhecida de José Saramago. Um seu poema brilhantemente interpretado por Manuel Freire.

Eu até estou de Acordo

IOL Diário - PS quer alterar feriados para evitar pontes

Polémicas à parte, creio que é uma boa inicitiva. Tirando quem pode fazer as tais pontes, creio ser melhor para toda a gente, poder ter uns fins de semana maiores e sem interrupção do que passar uma quarta feira a pensar-se o que se vai fazer na Quinta (feriado) e passar o feriado a pensar "que chatice" ter que ir trabalhar amanhã. Para alem disso sabemos que a seguir a um feriado, a rentabilidade decresce abruptamente e a assiduidade tambem.

Eu por mim gostava mais de gozar o nosso feriado Municipal à sexta e poder empaturrar-me com o coelho com ervilhas e regar com um bom tinto e não estar a pensar em ter que trabalhar no dia seguinte.

Põe-se a questão das datas "sagradas" religiosas ou não. Grande parte dos nossos feriados não têm dia certo. Se a Pascoa calha sempre ao Domingo e a Sexta feira Santa, sempre à Sexta, porque é que o Carnaval não pode passar para a Segunda a seguir ao Domingo Gordo?

Acresce ainda que alguns dos feriados existentes não têm qualquer significado para muita gente que os goza, ou seja o unico significado é que é feriado, ou seja é um dia em que se não trabalha.

Pronto aqui plantei um assunto polémico, para ver se a discussão anima.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Revista de Imprensa

Salários em atraso na EPAMG


Após três horas de reunião com a Direcção, as expectativas alimentadas pelos trabalhadores da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande acabaram defraudadas. A médio prazo, a alteração da figura jurídica que gere a EPAMG pode vir a ser uma solução que viabilize o projecto desta instituição de ensino.
Mas a pergunta urgente, feita vezes sem conta ao longo da reunião, que decorreu na segunda-feira, “para quando o pagamento dos salários em atraso?” ficou sem resposta.

Rumores de encerramento da EPAMG, ameaça de greve e de recusa da atribuição de classificações por parte dos professores e o mal-estar geral que se vive na escola e começa a preocupar os pais e encarregados de educação, levaram a direcção da EPAMG a convocar esta reunião geral de trabalhadores para esclarecer a situação financeira e anunciar algumas mudanças que se perspectivam a médio prazo.

Nunca o ditado popular “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” foi tão adequadamente evocado.

Num diálogo difícil, que atingiu picos de exaltação e dramatismo, foi explicada pela Directora-Geral, Piedade Panta, e pela responsável pelo Departamento Administrativo e Financeiro, Gabriela Roldão, a situação financeira da escola, bem como as razões que estão na origem desta asfixia, e que se traduz, no momento, em dois meses de salários em atraso aos professores e funcionários a tempo inteiro e quatro aos que prestam serviço a recibo verde, dívidas a fornecedores e incerteza quanto à possibilidade de pagamento dos próximos meses e do subsídio de férias.

Na origem desta crise estão vários factores que a direcção se esforçou por explicar: o modelo de financiamento por reembolso (que significa que é preciso pagar primeiro, apresentar provas das despesas para ser reembolsado pelo Programa Operacional do Potencial Humano, POPH); os atrasos na aprovação dos dossiers de saldo (do dossier de saldo entregue em Outubro de 2009, só há uma semana foi desbloqueada a verba correspondente), originando longos meses em que, com recurso ao crédito bancário através de conta caucionada e livranças, se procurou ir garantindo alguns pagamentos.

Acresce a estes factores, o recuo estratégico da banca nas últimas semanas, tornando mais difícil o acesso ao crédito.Recorde-se que a Escola Profissional, instituição sem fins lucrativos, não tem património próprio, é gerida por uma sociedade por quotas, de que fazem parte apenas pessoas a título individual, e que, no caso do recurso ao crédito bancário, apenas os bens pessoais dos sócios são dados como garantia.

O agravamento da situação financeira, com dívidas acumuladas ao longo de duas dezenas de anos, tornou evidente a fragilidade deste modelo jurídico e de gestão, levando a direcção a procurar, nos últimos meses, possíveis parceiros para assegurar a continuidade deste projecto, reconhecido por muitas entidades como imprescindível no concelho.

Reuniões diversas, com empresários individuais, a Cefamol e a Câmara Municipal, têm vindo a deixar claro que uma mudança na forma jurídica da entidade proprietária da EPAMG pode vir a constituir-se como uma solução, porque poderá facilitar o acesso a outros financiamentos.

Outra perspectiva de solução, mas a prazo incerto, prende-se com a esperada alteração do modelo de financiamento das escolas profissionais, que há alguns anos está a ser posta em prática nas escolas de Lisboa e Vale do Tejo – o financiamento por aluno, acabando-se com o modelo de reembolso.

A ANESPO - Associação das Escolas Profissionais tem vindo a pressionar o governo no sentido de fazer cumprir esta promessa, anunciada para Setembro de 2010, e que permitiria a muitas escolas, que vivem uma situação de asfixia idêntica à da EPAMG, gerir com mais flexibilidade os financiamentos, e assim, a médio prazo, liquidarem as dívidas que vêm acumulando.

Tais explicações não conseguiram acalmar a ansiedade dos trabalhadores da EPAMG, alguns dos quais enfrentam uma situação dramática, sem condições para assumirem os seus próprios compromissos com os bancos, estando também a acumular dívidas e a viver de empréstimos de familiares e amigos.

Não faltaram por isso as insinuações e acusações explícitas de má gestão, profecias do que já aconteceu, o que levou a um desfecho inesperado da reunião. Gabriela Roldão, na qualidade de responsável pelo Departamento Financeiro, a título individual, propôs aos presentes a votação de uma moção de confiança na sua pessoa.

Muitas vozes de professores se fizeram então ouvir, de recusa de votar esta moção, mas abertos à ideia de votar uma moção à Direcção. Piedade Panta, que detém a quota maioritária da sociedade, e é Directora-Geral da escola, foi peremptória na recusa de se submeter a este plebiscito enquanto se mantiver nessa qualidade. Três horas depois, todos saíram insatisfeitos. Mas sem falsas promessas.

E, apesar de tudo, ainda dispostos a não abandonar o barco!


(surripiado do Jornal da Marinha)