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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Revista de Imprensa

BE alerta para atentado à saúde pública

"A Comissão Concelhia do Bloco de Esquerda (BE) revelou anteontem os resultados de análises efectuadas à água da Bacia Hidrográfica do Lis, que registam um aumento "preocupante" de dejectos fecais, considerando os números apurados de "crime" e "atentado à saúde pública".
O BE encomendou análises a um laboratório privado de Leiria, cujas amostras foram recolhidas nos dias 10, 11 e 14 de Maio, com valores que apresentam índices elevados de resíduos poluidores.
Manuela Pereira, elemento da concelhia bloquista, disse que os números são "verdadeiramente perigosos" e "intoleráveis", principalmente agora que se inicia a época balnear. "É um verdadeiro atentado ao ambiente e à saúde pública", salientou.
O deputado do BE eleito por Leiria, Heitor de Sousa, acusou as Câmaras Municipais de Leiria e da Marinha Grande de "sacudirem a água do capote", apelando às autarquias para "serem parte activa de resolução do problema". O responsável adiantou que o Governo deve ser chamado à responsabilidade para o controlo da actividade suinícola e criar um meio para ajudar a resolver o problema.
Heitor de Sousa revelou também que aguarda pela resposta da Comissão Europeia para saber "onde param as linhas de financiamento" para a construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES): "Quero saber se são 44 milhões de euros e onde foram aplicados, porque parece que ninguém sabe."
O deputado defendeu uma gestão da ETES "virada para o interesse público" e "não para dar lucro" e revelou que vai entregar os resultados das análises às Comissões do Ambiente e da Agricultura da Assembleia da República, bem como às Câmaras de Leiria e da Marinha Grande.
Heitor de Sousa pretende incentivar as autarquias a "monitorizarem mensalmente" a água da Bacia Hidrográfica do Lis e a publicarem os valores, para que a população tenha conhecimento.
O porta-voz da Associação de Defesa da Ribeira dos Milagres, Rui Crespo, defendeu ainda o afastamento definitivo de David Neves, presidente da Recilis, e lembrou que, desde que a licença com o Governo não foi renovada, os suinicultores ficaram limitados no despejo dos efluentes.
"A ETAR [Estação de Tratamento de Águas Residuais] Norte tem capacidade para 270 metros cúbicos por dia. São produzidos entre 2.300 e 2.500 efluentes por dia, pelo que tudo o resto tem de ir para o curso de água ou terrenos", referiu, defendendo ainda a nomeação de um gestor "sem interesses" pelo Governo "sem interesses" para avançar com o processo.


(surripiado do Diário de Leiria)

Será?



Com os devidos agradecimentos ao Zé Lérias.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pois! Portugal está a jogar, futebol....



Dado que meio Portugal neste momento está parado e como há um meio outro que tem que trabalhar, mas que apesar de tudo está inquieto, por vários razões. Aqui partilho uma cantiga com todos os inquietos que eventualmente visitam o nosso largo, (nem que seja no intervalo). Ao menos que Portugal ganhe!

DICA DA SEMANA


Uma das apostas de José Sócrates tem sido a procura de investimento estrangeiro e de mercados para internacionalizar as empresas portuguesas. São disso exemplo as recentes viagens ao Brasil, Venezuela e Marrocos. É por isso legitimo deduzir que o primeiro-ministro não imagina sequer que por cá, questões de fácil resolução, como por exemplo o alargamento de zonas industriais, arrastam-se durante anos e anos sem solução à vista.
Assim sendo, já que o primeiro-ministro não deverá saber o que se passa, sugerimos que todos os que frequentam o nosso/vosso Largo enviem uma mensagem ao próprio, através do Portal do Governo, dando-lhe conta do bizarro processo de alargamento da Zona Industrial do Casal da Lebre. Não custa nada e é uma forma de utilizar os novos meios tecnológicos de que este governo tanto gosta, para vincarmos a nossa cidadania e o nosso protesto.

domingo, 13 de junho de 2010

As Vuvuzelas e o Largo das Calhandreiras

Certamente que os usuais visitantes do nosso Largo têm reparado numa proibição que aparece logo que “abrimos” o Largo.
Tratou-se de uma decisão colectiva da comissão de moradores, pois de “cornetas” já estávamos fartos e para prevenir mais cornetadas, proibiu-se o uso daquelas coisas barulhentas aqui no largo. Pronto.

Ainda se fossem uns pífaros ou coisa parecida a gente aguentava, agora aquela coisa com nome esquisito, náh!
Eu sei que este post devia ser escrito pelo relaxaterapeuta, ou por um dos meus outros camaradas da comissão, mas hoje deu-me para isto, ainda me lembrei de ligar a uns dos únicos (que conheço) que é, o Vinagrete, mas ele perdeu a palavra passe e cá estou eu , a ir a coisas a que habitualmente não vou.

É assim ! Quem diria que um simples blogue arrumado aqui no largo Magalhães, conhecido outrora pelo Largo das calhandreiras, teria um tão grande eco por esse mundo fora ao proibir no seu seio o uso daquela coisa esquisita e barulhenta que dá pelo nome de Vuvuzela, hã?
Pois fiquem sabendo que neste momento, as mais altas individualidades mundiais, que fazem parte das mais altas entidades mundiais, ligadas ao acontecimento mais alto e importante a nível mundial, estão a discutir a provável proibição daquela coisa barulhenta. E então a gente tem razão ou não?

Imaginem se não for proibido o uso de tal instrumento barulhento, como é que vai ser quando o nosso Primeiro Ministro for aí a um sítio qualquer e em vez de se ouvirem os já habituais apupos e assobiadelas, se começarem a ouvir umas cornetadas. Como é que a gente sabe se é a favor ou contra? A não ser que mandemos lá o nosso ilustre deputado cá da terra, fazer a contagem. “ Pronto lá vai ele dizer que não o gramo”. ( Mas alguém tem que fazer as contas).

No dia de Lisboa uma canção dedicada ao seu Povo



. Para além de dedicar esta canção ao Povo de Lisboa quero tambem homenagear dois vultos da nossa Cultura: Adriano Correia de Oliveira e Manuel da Fonseca

sábado, 12 de junho de 2010

Uma anedota...

Ao ler a imprensa de hoje lembrei-me duma anedota das muitas que circulam por aí.

Numa tasca algures, os ânimos aqueceram entre dois contendores e zás sai navalhada.
Um deles levou 3 naifadas vindo a falecer ainda no próprio local. Vêm os bombeiros tentar socorrer a vitima mais a GNR tomar conta da ocorrência e identificar o criminoso. Este disse que não matou ninguém. Então se a arma do crime é sua, como é que afirma que não foi você o assassino? Não senhor dizia o homem, não fui eu! Eu apenas estava a descascar uma maçã para ganhar apetite para mais um copo e o agora morto, como já estava bêbado ia caindo para cima de mim. Eu só o empurrei 2 ou 3 vezes e disse-lhe: chega-te para lá, como tinha a navalha na mão olhe, ele espetou-se nela.

Tomada conta da ocorrência e identificadas as testemunhas a GNR lá levou o presumível assassino para ser presente ao Juiz no dia seguinte.
Depois dos procedimentos habituais nestas coisas, toda a gente jurou dizer a verdade e só a verdade.
O presumível, manteve sempre sem alterar um milímetro, a versão inicial. As testemunhas, todas elas, não se lembravam de ter visto nada, a não ser a vitima no chão e o outro a limpar a navalha para acabar de descascar a maçã.
O juiz teve que tomar como verdade a versão do presumível assassino dado que não havia provas de que o mesmo não falava verdade, absolvendo-o, dado que até a naifa era legal porque não ultrapassava o tamanho permitido.

Moral da história: Manter sempre a primeira versão da mentira e não alterar uma vírgula, mesmo que os factos demonstrem o contrário.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um bitaite que deveria ser post

A. Constâncio disse...
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Por falta de tempo, não tenho tido uma intervenção directa mais assídua neste Largo.
Devo reconhecer que, quer ao nível dos conteúdos, quer dos comentários, se verifica um aumento claro de nível, o que revela que os visitantes normais deste blogue desejam participar de forma construtiva, na diversidade das suas opiniões, deixando de lado o amesquinhamento pessoal dos que se pronunciam sobre aquilo de que se não gosta.
Quanto à Conferência, devo dizer que fui um dos convidados para moderador, convite que muito me honrou e que decidi aceitar, depois de me entregarem o programa e me terem explicado os objectivos.
Para mim, estavam reunidos quatro pressupostos essenciais, dos quais muito vai depender o futuro da Marinha Grande:- Desde logo a intervenção do Sr. Presidente da Câmara, porque tinha a expectativa de que ele iria enunciar os princípios fundamentais de uma estratégia nova para o Concelho, onde ficassem plasmadas as razões que levaram ao anúncio do Mercado para os Estaleiros e o fim do Plano de Pormenor da Zona Desportiva, amputando-o do Complexo de Piscinas que agora se anunciam para a Stephens.
Apoiei o Dr. Álvaro Pereira na sua candidatura e ainda não encontro razões suficientes para retirar apoio ao Presidente eleito. No entanto, por coerência e por respeito pelas minhas convicções, confesso que a sua comunicação ficou aquém do que era expectável.
O outro tema que me suscitava interesse, era o das empresas e sectores em fim de ciclo e devo dizer que Henrique Neto foi igual a si próprio e, depois do diagnóstico, a receita que deixou é que, sem uma aposta forte na educação das nossas crianças, a partir dos primeiros meses de idade, é vital para quebrar os ciclos de pobreza, criar igualdade de oportunidades e fomentar uma formação intelectual e cívica que seja o motor da mudança deste País.
Manuel Queiró trouxe-nos um tema que deveria ser bandeira das forças vivas da Região, o futuro Aeroporto de Monte Real, que é verdadeiramente estratégico para o desenvolvimento do nosso distrito e finalmente Paulo Bàrtolo, que nos deu a conhecer que é possível, a partir daqui, na Z. I. da Marinha Grande, começar a dar passos decisivos para o aparecimento de empresas e produtos de segunda geração.
Medina Carreira, como sempre, estando certo e sendo acertivo no que diz e denuncia, deixa-me sempre com um nó no estômago e com a terrível sensação de que uma ditadura a prazo seria a solução para os nossos problemas.
Em resumo, assentar uma estratégia de desenvolvimento na educação, criando redes de Infantários, de equipamentos pré-escolares e de escolas modernas, é garante de sucesso.
Lutar por modernas e rápidas acessibilidades e aproximar os nossos empresários aos centros de decisão, através de um Aeroporto Internacional é correcto e necessário, podendo o Turismo tirar grandes vantagens.
Apostar nos Centros de Excelência e de saber, localizando-os junto às empresas, parece-me fundamental para nos continuarmos a manter entre os melhores na Inovação e Tecnologia.
Falta aqui o cimento que una tudo isto e é aí que a Câmara, se olhar para estas iniciativas como ferramentas que se querem ao dispor do Concelho e não como armas de arremesso contra moínhos de vento, pode ser crucial.
Aproveite a oportunidade Sr. Presidente. Ninguém quer disputar a liderança ou assumir o protagonismo. Assuma as responsabilidades que tem e use as disponibilidaes dos que querem o melhor para o Concelho.

10 Junho, 2010 18:42

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas



Portugal, Portugal

Jorge Palma
Composição: Jorge Palma

Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória
Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta
Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças
Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Uma salsicha a Garcia

O Sr. Castro às vezes faz-me lembrar os cábulas. Lê umas coisas e, com a devida vénia, copia e cola links no seu blog como os putos a colar cromos da bola na caderneta. Mas o que é verdadeiramente da sua lavra reza assim:
“Sem dúvida, são dois posts excelentes...sérios, mas também divertidos e que, se lidos pelo tal Sr. Nobre, seguramente o farão pensar que se meteu em andanças para quais não parece ter pedalada... Obrigado por me permitirem fazer os links e abraços, OC “
O teor desses dois textos só interessa aos interessados e eu pouco interesse tenho neles. Ainda assim, desinteressadamente direi que criticam o ainda-não-candidato Dr. Fernando Nobre a propósito de uma entrevista ao DN e umas declarações na TVI. Que é inculto pois não sabe a data da cedência de Gibraltar à Inglaterra, que é demagogo e populista por revelar preocupação pela agricultura deste país que um presidente da República não têm funções governativas, que é mais isto e mais aquilo e que “ LIVREM-NOS DE UM CANDIDATO A PR ASSIM!!!!!! QUANTO MAIS A UM FUTURO PR !!!”. Claro que estes “analistas citados” são Laicos, Republicanos, Alegres e Socialistas, caso contrário pediriam a Deus que nos livrasse de semelhante "peste". Imagino que gostariam que se passasse a fazer poesia em Belém! Realmente gente erudita é outra coisa.
Mas voltemos ao Sr. Castro que confunde um respeitável cidadão com o Sr. Nobre, inventor da salsicha portuguesa. Não acredito que um político como o Sr. Castro não perceba nada de charcutaria! É certo que também não é candidato a coisa nenhuma (está ali para as dobras) mas podia consultar a Wikipédia que não vem lá nada sobre o assunto. Saberá o Sr. Castro com quantas salsichas se faz uma candidatura a Belém? Pois o Dr. Fernando Nobre não tem nada a ver com isso, embora confesse que tem, para mim, algum encanto a alegria de encher chouriços.
O leitor poderá pensar que estou a passar das marcas, que devo ter alguma coisa contra o Sr. Castro. Nada disso. Estou apenas a retaliar, civicamente a retaliar contra o menosprezo ou apoucamento com que este senhor deputado trata um cidadão que, no seu perfeito juízo da situação do País, meteu na cabeça que quer ser Presidente da República. Cada um tem direito ao seu nome e a pedalar pelos sonhos que entender (até pareço um poeta lol).
Pelo que vejo na Net, o Dr. Fernando Nobre ainda está a precisar de assinaturas para poder oficializar a sua candidatura. Mesmo que o Sr. Castro não vote neste candidato ficava-lhe bem dar uma assinaturazinha para viabilizar a candidatura do Dr. Fernando Nobre. Ora aqui está uma boa forma de se redimir, Dr. Osvaldo Castro.
Leve lá uma salsicha a Garcia!
A Posta Restante é a seguinte: http://www.fernandonobre.org/fnp/index.php?m=2&opcao=reg&id

Discurso de encerramento da conferência "Marinha Grande, que futuro?"

Quero confessar o enorme prazer em ter colaborado na organização deste evento.

Independentemente do brilhantismo das intervenções dos Conferencistas - que amavelmente acederam ao nosso convite e a quem agradeço – não esperávamos respostas concretas aos nossos problemas e anseios.

Definimos, pois, a “facilitação do diálogo” e a “união de esforços” como principais objectivos da conferência. Estou certo que foram inteiramente atingidos e que os resultados serão visíveis no futuro.

O diagnóstico à actual situação e a análise aos erros cometidos é, sem dúvida, importante. No entanto, o crucial é centrarmo-nos nas soluções.

Para a Marinha Grande, o mais urgente, é a elaboração - de uma forma alargada e inclusiva – do “Plano Estratégico para o Concelho”, traçando objectivos, definindo metodologias e estabelecendo prioridades.

O combate pela criação, no concelho, de infra-estruturas de relevância nacional, o desenvolvimento de uma forte indústria do “saber” e de um sector dinâmico de “turismo diferenciado” são, seguramente, alguns dos caminhos a percorrer.

A Câmara Municipal não tem de ser a solução dos nossos problemas, deve, contudo, ser o agente facilitador da mudança e do progresso. Nesse sentido, quero aproveitar a oportunidade para lançar um desafio ao executivo: A criação do “Concelho Comunitário”, órgão consultivo, constituído por um grupo significativo de Munícipes, resultado de uma escolha alargada de correntes de opinião, actividades e vivências.

Mesmo acreditando que os objectivos, da conferência, foram inteiramente atingidos, sabemos que para terem consequencia, estas acções não podem ser isoladas. Por isso, prometemos voltar com novos eventos, com iguais objectivos e envolvendo, sempre, um vasto leque de correntes de pensamento.

Muito obrigado!

Carlos Logrado

Marinha Grande, 05 de Junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

Ainda a Conferência ( em jeito de reportagem telegráfica)

Num sábado em que me apetecia fazer tudo, menos enfiar-me numa sala a ouvir um leque alargado de conferencistas falar sobre o futuro da Marinha Grande, lá estava às 2 Horas em ponto.

Se fosse para fazer frete, naturalmente que não punha lá os pés, mas tinha a percepção de que esta conferência vinha na altura certa e o painel de conferencistas prometia um debate vivo. Pena que os temas tratados fosse tão alargado que saímos muitos de nós com a sensação de que apesar das cerca de 6 horas em que lá estivemos, muito ficou por debater.
Uma certeza ficou. A Marinha Grande tem no seu seio gente conhecedora e com provas dadas de que este tipo de iniciativas (raras infelizmente nos últimos tempos) fazem todo o sentido e os resultados nunca são estéreis .
O Jornal da Marinha Grande ao promover esta conferência a par de outras iniciativas, está de parabéns . Goste-se muito ou pouco das pessoas que detém a direcção do único jornal do Concelho, ele é por si uma instituição a que não conseguimos ficar alheios.
Sem pretender tirar conclusões, há uma que para mim ficou clara. Há gente neste terra capaz de chamar as coisas pelos nomes e sobretudo ideias muito claras sobre o que fazer para que esta terra contribua com a sua quota parte para ultrapassamos o marasmo que nos querem impor, aqui e no País. Uma dessas ideias claras é que é necessário juntar as pessoas e pô-las pura e simplesmente a discutir o nosso futuro colectivo

Naturalmente que o que aqui pretendo fazer é pura e simplesmente prolongar o debate, deixando aqui o mote. Sei que outros habituais frequentadores do nosso Largo estavam lá e aqui lhes deixo o repto.

Porque é Domingo

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Conferência “Marinha Grande, que futuro?”

Dialogar, sempre!

O melhoramento faz-se congregando esforços e vontades, não deixando ninguém de fora.

Aqui fica o convite a participarem na conferencia “Marinha, que futuro?”, amanhã, Sábado, 5 de Junho.

Tema: Marinha Grande, que futuro?

Data: Sábado, 05 de Junho de 2010

Horário: 14:00 às 18:00 horas

Local: Hall de entrada do Parque Municipal de Exposições

Número de lugares sentados: 150

Entrada Livre

Programa:

Ø 14:00 Horas

Ø Boas vindas e abertura da conferência

Ø Apresentador:

Ø António José Ferreira (Director do JMG)

Ø 14:15 Horas

Ø Estratégia de desenvolvimento do concelho

Ø Orador:

Ø Álvaro Pereira (Presidente Câmara Municipal Marinha Grande)

Ø 14:45 Horas

Ø Infra-estruturas nacionais como pólo de desenvolvimento regional

Ø Aeroporto Internacional do Centro (Monte Real)

Ø Plataforma de aviação low-cost para o Centro-Lisboa

Ø Aerodromo de Fátima

Ø Plataforma de pequenos aviões para formação, lazer e turismo religioso de Fátima

Ø Linha de comboio de média velocidade Porto – Monte Real – Lisboa

Ø Orador:

Ø Manuel Queiró (Fórum Centro Portugal)

Ø 15:15 Horas

Ø O QREN como ferramenta do relançamento económico da região

Ø Orador:

Ø Alfredo Marques (Presidente do CCDR-Centro)

Ø 15:45 Horas

Ø Debate

Ø Moderadores:

Ø Álvaro Orfão (Ex-Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø Armando Constâncio (Ex-Vice-Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø João Pereira (Provedor Santa Casa da Misericordia Marinha Grande e Ex-Vereador da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø Cristiano Chanoca (Ex-Candidato à Assembleia Municipal da Marinha Grande)

Ø Carlos Logrado (Fórum Municipal da Marinha Grande)

Ø 16:00 Intervalo

Ø 16:15 Horas

Ø O saber como ferramenta do desenvolvimento sustentado

Ø Fundação e campus para a investigação e ensino universitário na Marinha Grande

Ø Incubação de actividades em inicio de ciclo, na Marinha Grande

Ø Orador:

Ø Paulo Bártolo (Investigador e Director do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto)

Ø 16:45 Horas

Ø Actividades em fim de ciclo, a transformação inevitável

Ø Alteração do modelo da indústria de moldes

Ø Alteração do modelo da indústria do vidro

Ø As novas actividades em inicio de ciclo

Ø Orador:

Ø Henrique Neto (Empresário)

Ø 17:15 Horas

Ø O Estado da Nação

Ø Orador:

Ø Medina Carreira (Ex-Ministro das Finanças)

Ø 17:45 Horas

Ø Debate

Ø Moderadores:

Ø Osvaldo Castro (Deputado à Assembleia da República)

Ø Alberto Cascalho (Ex-Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø João Faustino (Empresário)

Ø Amândio Fernandes (Ex-Candidato à Câmara Municipal da Marinha Grande)

Ø António José Ferreira (Director do JMG)

Ø 18:00 Horas

Ø Encerramento da conferência

Ø Apresentador:

Ø Carlos Logrado (Fórum Municipal da Marinha Grande)

Jorge Palma



Jorge Palma comemora hoje 60 Anos

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E o burro sou eu?

Diz a Constituição da República:
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Artigo 103.º

Sistema fiscal
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1. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza.

2. Os impostos são criados por lei, que determina a incidência, a taxa, os benefícios fiscais e as garantias dos contribuintes.

3. Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos que não hajam sido criados nos termos da Constituição, que tenham natureza retroactiva ou cuja liquidação e cobrança se não façam nos termos da lei.


Diz o Sr. Ministro das Finanças:

"É por estar em causa a economia, o emprego e o futuro de todos nós que temos que avançar com estas medidas e este é um valor que se sobrepõe ao princípio da retroactividade, que é um princípio protegido na Constituição", diz o ministro das Finanças.


Cometário de um burro (eu mesmo):

Abre-se assim uma excelente janela de oportunidade para se pouparem mais uns cobres. Pois que se acabe com o Tribunal Constitucional, que nos custa a todos uns milhões, e de agora em diante todas as matérias que se prendem com questões de natureza constitucional passam a ser interpretadas pelo douto parecer do Dr. Teixeira dos Santos, que se revelou como o verdadeiro Oráculo da nossa lei maior.
Publique-se!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

1ª PÁGINA - EDIÇÃO Nº 3






AFINAL AINDA HAVIA UM "PLANO B" PARA CALAR MOURA GUEDES
De acordo com escutas a que o "Calhandreiro Mor" teve acesso, fica provado que havia um "Plano B" para o caso da PT não conseguir a compra da TVI, plano esse que nunca chegou a ser posto em prática porque o Jornal Nacional acabou por ser suspenso.
De acordo com fonte próxima do investigação, o plano passaria por uma entrevista de Moura Guedes a Ricardo Rodrigues, em que este deputado repetiria vezes sem conta "eu já tive os mês azares, todos têm os sês azares", até conseguir que a pivot o começasse a insultar, o que, de acordo com alguns especialista na matéria "até nem seria muito difícil". Nessa altura, alegando forte "coacção psicológica", Ricardo Rodrigues "guardaria" discretamente Manuela Moura Guedes na sua algibeira direita e na esquerda uma câmara com o respectivo operador e sairía dos estúdios da TVI dizendo que a conversa tinha sido muito agradável. Esta tese é confirmada pela escuta a que tivemos acesso, em que Ricardo Rodrigues estabelece contacto telefónico com o mágico Luis de Matos, procurando aconselhamento para "um truque de magia para fazer desaparecer uma grande boca".


VIDA DE DEPUTADO É DURA
Que o diga o nosso deputado JP Pedrosa que no âmbito da Comissão Parlamentar de Agricultura tem calcorreado a lavoura de lés a lés.
Só que desta vez as habituais dificuldades com a comissão se depara no seu périplo pelo mundo rural, tais como o cheiro a bosta de boi, ou a sovaco de agricultor mal lavado, ou mesmo as sopas de cavalo cansado que são obrigados a devorar logo pela manhã a convite da gente rija que trabalha nos campos, não passaram de uma brincadeira de crianças. Desta feita, ao cintilante deputado que conta já com cerca de dois vídeos de intervenções no hemiciclo publicados no You Tube, foi dada a secreta e espinhosa tarefa de contar manifestantes. Por indicação da direcção do grupo parlamentar, no passado sábado JP Pedrosa misturou-se na manif da CGTP e, fazendo uso da sua estatura, contou por alto os promotores de "campanhas contra governos democraticamente eleitos" tendo chegado aos 50 mil, altura em que adormeceu porque segundo nos confidenciou "pensei que estava a contar carneirinhos e deu-me a cobra".


IEFP COM FORMAÇÃO INOVADORA E NOVAS OPORTUNIDADES
De forma a dar resposta às crescentes situações de desemprego e à falta de formação da maioria da nossa população activa, o IEFP acaba de abrir candidaturas para os seguintes cursos de grau 5 (com equivalência a Lincenciatura Bolonhesa ou mesmo Mestrado, por mais 250€):
- Especialista em Vuvuzelas
- Engenheiro Técnico de Vuvuzelas
- Técnico de Manutenção de Vuvuzelas .
- Solistas de Vuvuzela (em cooperação com o Conservatório do Soweto)
A formação, que é financiada pela UE e pelo Estado Português, conta com uma dotação inicial de 65.000 milhões de euros mais sande de coirato e mini (subsídio de bucha) e é patrocinada pelo gabinete do Primeiro Ministro, que até já mostrou interesse no curso de Engenheiro Técnico de Vuvuzela.

estava a ver que nunca mais começava a época de incêndios...

via Edulino de Rãs, aqui vai a primeira queimada florestal da época:


Governo Mata, Câmara Esfola




diz que só em água do luso foi uma fortuna…
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sábado, 29 de maio de 2010

Hoje também fui “para a rua Gritar”



As angustias têm cura, ou pelos menos aliviam-se.

Numa altura em que nos querem “obrigar a vir para a rua gritar.”
Hoje acedi ao convite da AJA (associação José Afonso) e fui participar nas comemorações dos 80 anos deste monstro sagrado da musica Portuguesa. O programa no átrio do Coliseu do Porto, tinha como participantes, os portugueses: Samuel, Francisco Fanhais ,Gabriela Marques, José Luís Guimarães, Luís Beirão, Tino Flores, Ana Afonso, Manuel Freire ( que há ultima hora não pode estar presente, por razões de saúde) e a escola de musica da Ponte, de Vila das Aves, composto por crianças. Da Galiza vieram Xico de carrilho e Tino Baz.

O espectáculo realizado na rua Passos Manuel, cujo transito foi interrompido para o efeito fez-me reviver a emoção de outros tempos, pois há largos anos que não assistia a um tão emocionante e sim, estive na rua a gritar a plenos pulmões acompanhando as musicas que conhecia e especialmente a que encerrou o espectáculo, claro, a Grândola Vila Morena.

Dois momentos de grande emoção: a actuação dos alunos da escola da ponte que mostra que a musica e as canções do Zeca se transmitem de geração em geração e o ter estado pela primeira vez com uma lenda viva da luta antifascista de seu nome Alípio de Freitas a quem o Zeca dedicou a canção que aqui postei.

Caros calhandreiros, não curei as minha angustias, mas que as aliviei, aliviei…

Uma Nesga de Oportunidade

Inspirado pelas mais profundas, insuspeitas e genuínas preocupações, do Senhor Presidente da República Portuguesa, do Senhor Primeiro Ministro, do Senhor Ministro das Finanças, do Grupo dos Antigos Ministros das Finanças, dos Alunos de Apolo, dos três pastorinhos, do metalúrgico Jerónimo, e vigilantemente atento aos inquietantes sinais dos mercados, ao raspanete da angélica Merkel e às mais recentes sessões sado-porno da Standard & Poors, da Moodys e da Fischer, tudo em horário nobre, aquiesci e entrei em meditação transcendental, procurando no ronco das vuvuzelas e no discurso redondo dos insuflados mundialistas, já coroados de pré-campeões, a resposta para as minhas inquietações e mais para as angústias do Folha Seca.
Apesar do aparato da intricada equação e de toda a disponibilidade a que me predispus para a dita meditação, a verdade é que a conclusão final não demorou mais de um frame, uma flashada de polaróide – “Rapaz, o buraco é tal que nem a Sondalis tem capacidade para perfurar tão fundo. Estamos literalmente quilhados se não mudamos de rumo e a responsabilidade, por acção ou omissão, é geral! Ah pois é!”. Pacífico.
E ainda o flash não se esfumara, como digno descendente da turba de desenrascadinhos que habita há oitocentos anos, e de forma por vezes bastante dolosa, o extremo ocidental do velho continente, já me ocorria a solução mais rápida e eficaz contra os problemas crónicos da falta de liquidez e do desvario despesista do reino. A célebre e premonitória frase do Botas, grunhida em Maio de 61, ressoou na minha cabeça como um trovão - “Para Angola e em força!”. “Somos uns revivalistas dos caraças” – pensei eu. Afinal de contas, e apesar de tantos séculos de cabeçadas no tijolo, a solução não tem sido sempre a mesma, pergunto eu? Expulsámos os mouros e apropriámo-nos da sua tecnologia, fomos sacar as especiarias à Índia, gamámos o ouro, o Deco, o Pepe e o Liedson ao Brasil, o Eusébio a Moçambique, fanámos os fundos comunitários à Alemanha e à França, a vuvuzela aos zulus, e por aí adiante. Nosso, mesmo nosso, só estou a ver aquela padeira que vivia na zona da Batalha e o inefável Mourinho. Bem, mas, verdade seja dita, até mesmo o Mourinho teve de ir gamar o nome aos berberes e a determinação dos campeões ao Olimpo. Afinal, de genuíno, genuíno, só temos mesmo a padeira -concentremo-nos por isso na determinação da padeira e esqueçamos por momentos o Estado gorduroso, o Estado que frita em lume forte na sua própria banha, queimando-nos de forma desleixada com salpicos de unto fervente, inflingindo dor e sacrifício aos rapa-o-tacho.
Ponto de ordem à mesa: afinal de contas, ontem, tal como hoje, o problema é de sobrevivência e de independência, diria mesmo, de LIBERDADE. Porque não “temos”? Não! Simplesmente porque não “somos”, porque nos recusamos a “sermos”. E é aqui que, citando o nosso vizinho e deputado carteiro, eu vejo uma “nesga de oportunidade”. O apelo que uma vez mais aqui faço à massa cinzenta, ao esforço e à vontade, tem tanto de inocente como de autêntico. Podemos de facto não “ter”, mas podemos seguramente “ser”, pois tudo o resto virá por acréscimo. Toda essa nesga que vislumbro para nos livrarmos da aflição sustentada dependerá de nós e da maneira habilidosa como soubermos encarar o futuro e manejar a pá do forno que a valente padeira nos deixou testamentado. Haja por isso a coragem de enfrentar os nossos próprios medos e limitações, ideologicamente entranhadas por anos e anos de rangomango e de indiferença desleixada. Façamos por uma vez o exercício simples de querer de forma consciente o melhor para todos.

Foi por tudo isto, por imperativo de consciência e por querer tomar a minha parte nas dores da resolução do problema, que chamei ao Casal da Formiga a Lurdes Rata, a minha mulher a dias, para lhe transmitir de viva voz, com a gravidade própria do momento mas com uma centelha de esperança no olhar, as medidas de austeridade que decidi eu mesmo adoptar: “Lurdes, quero que saibas que te considero muito e que és para mim como família. Como sabes vivemos momentos de dificuldade e depois de muito pensar decidi que vou ter de cortar no que te pago à hora, um esforço a bem da nação e que espero que compreendas”. Lurdes Rata, que não é mulher de se ficar, fixou-me de frente com raiva e com voz rude soltou -“e sabe que mais? Passe você as camisas a ferro e vá barda-merda mais a crise!”
“C’uma porra” - pensei eu tentando recompor-me, lá voltei a ter uma recaída neo-liberal de pequeno-burguês. Volta e meia está-me a acontecer. Tentei contudo consolar o ego com a costumeira saloiice – será um problema de comunicação? Será que não fui capaz de fazer passar a mensagem? Só pode…

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Até que não é má ideia... Assim poupavam-se uns trocos e os votos contavam à Mesma


Deputados apanhados a votar pelos ausentes (vídeo)
Lei passou com 449 votos a favor, mas só estavam 88 parlamentares na sala...


É um escândalo na Rússia e um grande sucesso no YouTube. Um vídeo da Ren-TV mostra uma votação, ocorrida na quarta-feira, em que os deputados, sem pudor, se levantam e vão votar por outros.
A lei, que penaliza ainda mais os automobilistas apanhados com álcool no sangue, passou com 449 votos a favor... entre os 88 parlamentares presentes.
Apesar de não ser um grande exemplo de democracia, as imagens mostram antes uma grande perícia, já que os deputados apenas tinham 20 segundos para carregarem nos botões antes da votação fechar.



Surripiado ao Portugal Diário

Um autentico tratado sobre bisbilhotices ou "Calhandrices"

cronicasdorochedo: Crónicas de Graça # 12

Surripiado ao Carlos Barbosa de Oliveira em "Cronicas do Rochedo"

Ração de Combate



peanuts...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dançar o Tango sem "pisar" o Par...



Qualquer semelhança com a expressão de que "para dançar o Tango são preciso 2" é pura coincidência.Reparem no pormenor do pontapé no trazeiro ao minuto 1:14.