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quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Sessão Ordinária"

A Assembleia Municipal da Marinha Grande reúne em sessão ordinária no dia 30 de Abril, sexta-feira, pelas 20h30, no Auditório Municipal, sito na Av. Dr. José Henriques Vareda.

A ordem de trabalhos é a seguinte:

1. APRECIAÇÃO DO RELATÓRIO, BALANÇO E CONTAS DE 2009 DA TUMG - TRANSPORTES URBANOS DA MARINHA GRANDE, E.M;

2. APRECIAÇÃO DO RELATÓRIO, BALANÇO E CONTAS DAS ENTIDADES PARTICIPADAS PELO MUNICÍPIO;

3. APRECIAÇÃO DO INVENTÁRIO DE TODOS OS BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES PATRIMONIAIS E RESPECTIVA AVALIAÇÃO RELATIVA AO EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2009;

4. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DOS DOCUMENTOS DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MUNICÍPIO RELATIVOS AO EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2009;

5. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DO PROJECTO DE REGULAMENTO DE TAXAS MUNICIPAIS;

6. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DO PROJECTO REGULAMENTO MUNICIPAL DE EDIFICAÇÃO E URBANIZAÇÃO;

7. AFECTAÇÃO DE PARCELAS AO DOMÍNIO PÚBLICO - TERRENOS SITUADOS NA FREGUESIA DA MOITA;

8. ACTIVIDADE CAMARÁRIA E INFORMAÇÃO FINANCEIRA.



(surripiado do site da CMMG)



Nota da Comissão de Moradores:
Uma vez que se vão discutir as contas da TUMG, era interessante que as mesmas fossem disponibilizadas no site da câmara.

vão trabalhar! Malandros...

IOL Diário - Subsídios de desemprego podem baixar até 20%

Ora tomem lá! Eu cá tambem acho que a solução passa por pôr muito mais gente a trabalhar, os desempregados e os que têm emprego mas fazem muito pouco e ainda os que querem trabalhar mais e aparece muito pouco para fazer.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alerta Rosa Alaranjado


Soaram as sirenes de alarme e o Casal da Formiga parou para escutar, de forma patriótica, o bloco central da junta de salvação nacional. Inaudito.
De olhos bem abertos permaneci colado ao televisor, como uma criança que aguarda o castigo por se ter portado de forma inconveniente diante das visitas, para ouvir a declaração conjunta dos dois lindinhos, o interino e o candidato, que reuniram hoje de emergência para responderem veementemente (pufff…) ao ignóbil ataque especulativo das agências de rating, uns tipos porreiros que classificam as dívidas das nações com a mesma notação com que os produtores de frigoríficos classificam a eficiência energética dos aparelhos que produzem. Ciganices.
Os lindinhos, previsivelmente, comportaram-se como aqueles patrões que mandam reunir a canalha para anunciar que as vacas vão ter de jejuar face à escassez de palha e aos proibitivos preços da ração:
“Meus senhores a situação é muito grave e tem de ser tratada com pinças. A partir de hoje vamos ter de cortar na mesada, o papel higiénico passa a ter dois lados, vão começar a ir em grupos à retrete para só terem de puxar o autoclismo uma vez, atenção aos desperdícios com a fita-cola, acabaram-se os agrafos e os clipes, e se quiserem escrever tragam esferográficas de casa pois isto não está para brincadeiras!”
“Ó chefe, então e o leasing para o carro novo e aquele negócio da casa do Algarve, sempre são para avançar?” – pergunta um caramelo do escritório armado em diligente sindicalista de algibeira.
“Isso é outra conversa… isso são investimentos inadiáveis, indispensáveis para a estratégia que desenhei, para uma imagem e sinal de solidez e confiança que há que passar aos mercados, e para a boa performance empresarial de quem vos sustenta a família todos os meses!… Ou será que preferem que tenha uma depressão e fuja para o Brasil?”
Grande porra é o que é! Eu bem que andava desconfiado que ter um xerife com nome de filósofo grego era mau presságio…


Imagem do Dia

Especulações e Especulações...

Quem está na actividade económica, seja na indústria ou comercio, não pode deixar de estar atento às notícias com que somos bombardeados, no que respeita à situação económica do País, da Europa e mesmo dos restantes continentes.
Ontem foi a notícia bombástica de que uma agencia de rating, a Standadar & Poor`s (S&P) ter cortado o rating da dívida pública portuguesa. Deixando para os especialistas a análise aprofundada desta questão, não podemos deixar de ficar preocupados com as consequências que vêm aí provocadas por este facto.

No entanto creio ter que fazer um paralelo com o comportamento dos bancos que operam em Portugal, que como sabemos de Portugueses já têm muito pouco, com a excepção da CGD e não sabemos até quando.
Também os bancos em Portugal atribuem rantings aos seus clientes tendo como consequência a atribuição das taxas de juro praticadas nos empréstimos concedidos, quando o são.
Assistimos desde 2008 a um aumento dos juros (spreeds) praticados pela generalidade dos bancos, assumindo esses aumentos uma autentica prática de agiotismo, pois no momento em que as empresas mais precisavam e precisam de apoio, esse mesmo “apoio” tornou-se muito mais caro, quando não foi mesmo retirado. Quantas empresas não soçobraram por esse motivo? Quantas empresas não tiveram que reduzir drasticamente o número de postos de trabalho, para reduzir custos? Quantos investimentos programados deixaram de ser feitos? Quanto deixou de se exportar?
Poder-se-ia aceitar o argumento de que era a crise internacional e o aumento do custo do dinheiro (lá fora) argumento utilizado quando nos comunicavam o aumento das taxas, até aí praticadas. Mas ao ver os resultados apresentados pelos diversos bancos, verificamos que houve muita especulação e os bancos agiram, como os agiotas fazem em todas as crises, aproveitam-nas para melhor rentabilizar o seu negócio.

Sabemos que os especuladores internacionais desencadearam um ataque a Portugal, que certamente nos vai custar caro?
Mas como se vão comportar os nossos "especuladores" por cá?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Discurso do Sr. Presidente da CMMG

Discurso do Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande proferido na madrugada do dia 25/04/2010, na varanda dos Paços do Concelho, no âmbito das comemorações do 36º aniversário do 25 de Abril de 1974.



Caros Marinhenses, Moitenses e Vieirenses:

Celebramos hoje 36 anos sobre o dia em que o nosso País marcou o encontro com o futuro. Os protagonistas, os factos e o contexto em que se deu a revolução marcaram para sempre o percurso de Portugal e ditaram que nada voltaria a ser como antes.
Foi graças a homens de coragem e de esperança que o regime foi derrubado. Deixo, por isso, a nossa homenagem aos Capitães de Abril, que lutaram para que hoje seja possível vivermos em liberdade. E, para evocarmos aquela noite de 24 de Abril de 1974, está em exposição na Praça Guilherme Stephens, durante este fim-de-semana, uma chaimite.
Nenhuma outra efeméride é tão oportuna para fazermos o balanço da nossa democracia.
Há ainda um caminho a percorrer no desafio de melhorar a sua qualidade e credibilidade. Ao Estado, às Autarquias, aos Partidos Políticos e aos seus titulares compete a responsabilidade de intensificar a democracia e contribuir para o prestígio das instituições.
A classe política deve ser alicerçar a sua intervenção em critérios éticos, de exigência e competência, pautando as suas decisões pela legalidade, rigor e transparência. É importante que todos adquiram confiança e respeito pela actividade política, nomeadamente os jovens de quem se espera uma atitude revitalizadora do sistema democrático.
O Portugal de ontem sonhou com a liberdade e com uma sociedade equilibrada.
O Portugal de hoje, embora possa estar marcado por alguma dualidade no seu desenvolvimento, é também um país de igualdade, promovendo igual acesso de todos os cidadãos aos seus direitos, sem privilégios ou limites.

“Em cada Rosto Igualdade”.
É este o lema que escolhemos para as comemorações do 25 de Abril, porque acreditamos ser possível construir uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva, em que seja assegurada a justiça e equidade entre gerações.
Somos responsáveis pela sociedade em que vivemos e que é fruto daquilo que construímos diariamente.
O País precisa de crescer em termos económicos, mas também em termos cívicos. E esse tem de ser um compromisso de todos, entidades e cidadãos.
A actual conjuntura nacional e internacional exige uma atitude pró-activa, por parte de todos os agentes, quer sejam do sector público ou dos sectores empresariais, da educação e formação, da acção social, da cultura e do turismo, do desporto e do ambiente, que contribua para consolidar uma visão estratégica de desenvolvimento económico e social no Concelho.
À Câmara Municipal compete promover essa participação cívica activa como factor potenciador do investimento, da garantia das condições de emprego e riqueza e da melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes.
As indústrias de vidro de embalagem, de moldes e de ferramentas especiais são um claro exemplo de reconhecimento a nível nacional e internacional, que têm apostado na incrementação da qualificação, nos processos de inovação, no empreendedorismo e na participação em projectos transnacionais.
Desde que tomei posse, tenho recebido dezenas de pedidos de empresários que desejam gerar a sua actividade económica no concelho. Fazem-no porque vêem na Marinha Grande um território de centralidade geográfica, com potencialidades, qualificações, know-how e competitividade.
Mas para que estes e outros empreendedores possam investir no concelho e os que já aqui se encontram possam potenciar os seus desafios empresariais, terão de ser garantidas condições à sua fixação. Esse trabalho deve ser assegurado pela Autarquia mas também pela Administração central.
Aguardamos do Governo o desbloqueio do alargamento da Zona Industrial da Marinha Grande, para termos condições de instalação de mais empresas, sendo certo que tudo temos feito para que tal seja uma realidade.
A Câmara Municipal está a desenvolver projectos que visam a melhoria das acessibilidades à Zona Industrial da Marinha Grande, à qual acorrem, diariamente, milhares de veículos. Pretendemos beneficiar o principal acesso – a Estrada dos Guilhermes - e construir uma ligação alternativa desta via à freguesia da Maceira.
As pessoas deste concelho são também motivo do enfoque do nosso trabalho. Preocupamo-nos com o seu bem-estar, criando medidas que as auxiliem.
Além do já anunciado apoio à natalidade, que deverá entrar em vigor ainda este ano e da oferta dos livros escolares a todas as crianças do 1º ciclo do ensino básico no próximo ano lectivo, ambicionamos criar creches para crianças até aos três anos.
Está em estudo a implementação a breve prazo de duas salas a funcionar 24 horas por dia nas instalações da antiga fábrica IVIMA, que sirvam mães e pais que trabalhem por turnos nas nossas empresas.
Serão criadas e implementadas medidas de apoio a famílias numerosas e desempregados, nomeadamente através da redução de preços dos serviços municipais.
Temos a firme convicção de criar melhores condições para as nossas empresas e de proporcionar uma melhor qualidade de vida para as nossas famílias, ambicionando um concelho mais próspero, capaz de enfrentar o presente e perspectivar o futuro.
Queremos fixar os jovens no nosso território e criar condições para que se sintam felizes e realizados na sua terra.
Contem com a Câmara Municipal para tornar o concelho da Marinha Grande um território de excelência, onde é bom viver, empreender, investir e ser feliz.
Trinta e seis anos depois, a melhor homenagem que podemos fazer ao 25 de Abril é respeitarmos a liberdade e tornarmo-la activa e inspiradora das nossas acções.
A liberdade deve ser um meio para vencermos os desafios. A liberdade não foi oferecida, foi conquistada, a pulso, durante décadas e por muitos homens e mulheres deste País que se debateram contra a opressão. É uma condição para a nossa realização individual e colectiva, numa sociedade plural e democrática.
Não deixemos que a erosão do tempo transforme o 25 de Abril numa mera efeméride.
Hoje e sempre, saibamos cumprir Abril!
Não adiemos o sonho dos que derrubaram a ditadura, porque como imortalizou o poema de António Gedeão, “A Pedra Filosofal”:
“Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.”

VIVA O 25 DE ABRIL!
VIVA A LIBERDADE!
VIVA O CONCELHO DA MARINHA GRANDE!
VIVA PORTUGAL!



Álvaro Manuel Marques Pereira
Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande


(surripiado do sítio da CMMG)

Damas de Branco impedidas de protestar em Havana

Damas de Branco impedidas de protestar em Havana

Talvez seja importante pensar um pouco e imaginar este País (o nosso) sem o direíto à liberdade de manifestação.

domingo, 25 de abril de 2010

Uma Gaivota Voava

Alvorada

Esta madrugada, atravessada pela esperança e pela lancinante insónia que me consome parte da existência, vigiei. Dei por mim sentado no cadeirão da sala a ouvir o rádio, o mesmo rádio que escutei horas a fio há 36 anos com o Manel, o Zé e o Chico, eternos companheiro de viagem.
Esta madruga, sozinho nesta incógnita casa do lugar do Casal da Formiga, na era da ciência e da tecnologia, dei por mim a ouvir o velho rádio a válvulas e a pensar alto: supremo bem este que conquistámos – A LIBERDADE!
Mesmo que o conciliábulo nos faça vaguear no torpor dos dias, mesmo que a inquietação nos tolha a abnegação, ignorar esta conquista seria, enfim, desonrar a coragem de tantos e ignorar este bem precioso. É pouco? Às vezes parece… Mas nunca nada está acabado e nunca se morre em vão. Prefiro pensar assim a não respirar. "Deixem-me ser feliz, porra!"

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Abril outra vez

A propósito de uma observação de um bitateiro anónimo que comentou o meu penúltimo post, onde publiquei um vídeo de um espectáculo realizado em 1977 (há 33 anos) em que vários cantores são vistos e ouvidos a cantar uma das emblemáticas canções de Abril, cujo refrão foi importado do Chile (o povo unido jamais será vencido) que vivia ainda (ou estava a acabar de viver) uma das mais sanguinárias ditaduras existentes nesses tempos e que infelizmente algumas ainda subsistem e outras se instalaram à posterior. Ou seja 36 anos depois de conquistarmos a (nossa) liberdade, “vimos ouvimos e lemos” noticias que nos fazem lembrar, não a todos os leitores do largo, felizmente porque já lá vão 36 anos e muitos provavelmente ainda não tinham nascido, a feroz ditadura que muitos de nós vivemos e sofremos.

É evidente que nem tudo correu bem. Está claro que não vivemos tempos de grandes euforias revolucionárias. Os dias que vivemos trazem-nos grandes angústias e incertezas. Os desempregados, os que viram baixar drasticamente o seu nível de vida, podem eventualmente pensar que isto tem algo a ver com o 25 de Abril e responsabilizar o Movimento dos capitães que souberam interpretar o sentimento do povo Português. Para os mais jovens é facilmente compreensível o seu desalento porque nasceram num período em que as coisas eram muito mais fáceis. Para os mais velhos só por esquecimento se pode dizer que “isto está pior”, naturalmente que ressalvo a existência dos”beneficiados” do regime deposto em 25 de Abril de 1974.

Mas há uma coisa! Podemos dizer o que pensamos sem ter que nos esconder. Podemos escolher os representantes nos órgãos do poder e mais! Até mesmo quando nos enganamos, podemos contribuir para depor até aqueles que ajudamos a eleger.
Como tudo o que temos, a democracia é para usar.
Eu vou dar-lhe uso amanhã à noite, mais uma vez, vou estar na Praça Stephens a gritar bem alto: ABRIL PRESENTE! AGORA E SEMPRE!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Delta vai transformar borras de café em cremes e biomateriais

Delta vai transformar borras de café em cremes e biomateriais

O post "Na volta do Correio" lembrou-me esta notícia que tinha lido de manhã. 2 Milhoes de euros para pesquisar a reutilização das borras de café. Até me parece uma boa iniciativa e de louvar pois presumo que as borras de café tenham um efeito poluidor. Mas se lermos a notícia verificamos que se trata de um projecto comercial e que se destina a reciclar apenas 10% das borras produzidas.
Tenho um grande apreço pelo comendador Rui Nabeiro e conheço parte da sua obra. Este post não tem qualquer objectivo critico, virado à sua empresa. No entanto faz-me confusão, haver 2 milhões de euros para financiar um projecto privado, de reduzido impacto e benefício publico e não haver um verba muito inferior para resolver o problema da ponte das tercenas. Naturalmente que não é a única. Mas esta, está à mão de semear e desculpem-me o egoísmo, mas passo por lá muita vez e não me apetece nada tomar banho naquela agua cheia de coliformes fecais, enviados da zona da Boavista e arredores, via ribeira dos Milagres e que ao Liz vem parar e à nossa Praia da Vieira vai desaguar. Mal por mal que sejam borras de café.

Canções de Abril ( versão largo das calhandreiras)



Osvaldo Castro no seu blogue "A Carta a Garcia" e de acordo com a efeméride que se aproxima, tem vindo a publicar quase diáriamente um conjunto de videos com canções "de Abril". No entanto parece-me que dada a alhada em que está metido (membro da comissão de inquérito ao caso PT/TVI) não deve ter tempo para alimentar o seu blogue. Não pretendendo substituir o excelente trabalho que tem feito no seu blogue, aqui deixo um video, onde se reconhecem vários dos cantores vistos e ouvidos nas suas "canções de Abril".
Reconheço que a muitos dos nossos visitantes isto possa não dizer nada. Mas desculpem, a mim diz-me muito.

Na Volta do Correio


ASSUNTO: Pergunta nº 1677/XI/1ª de 08 de Março de 2010 – Construção da Ponte das Tercenas sobre o Rio LIS na Ponte da Praia da Vieira Concelho da Marinha Grande


Encarrega-me Sua Excelência a Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, em resposta à Pergunta n.º 1677/XI/1ª, de informar V. Exa., do seguinte:

A construção da ponte das Tercenas foi objecto de uma candidatura ao Programa Operacional Regional Mais Centro – Acções de Valorização e Qualificação Ambiental, submetida em Julho de 2009.

Esta candidatura foi indeferida, conforme notificação de decisão comunicada ao Instituto da Água (INAG), em 8 de Março do corrente ano, com indicação de que a intervenção em causa não se enquadrava na tipologia das acções acima referidas. Para ultrapassar esta situação encontra-se agendada uma reunião com o PORCentro, para o próximo dia 14 de Abril, com o objectivo de encontrar uma alternativa.

Informa-se ainda que na actual ponte estão garantidas as condições de segurança, de acordo com as indicações do LNEC, embora condicionadas, apenas, à circulação de veículos ligeiros, utilizando a faixa central de forma alternada. A evolução da degradação da estrutura está ser acompanhada pelo LNEC através de inspecções periódicas.

Em face do exposto e em resposta à pergunta em causa, informa-se que o início da obra de substituição da ponte está dependente da obtenção de fundos comunitários, dado que as verbas envolvidas que ascendem a cerca de 1,4 x 106 Euros, não se encontram disponíveis no orçamento do PIDDAC do INAG.

Com os melhores cumprimentos,

O Chefe do Gabinete


Luís Morbey

Revista de Imprensa

Contrapartidas dos submarinos deixam 20 projectos parados

Iberomoldes ainda espera negócio de 15 milhões


O Grupo Iberomoldes, da Marinha Grande, tem um dos 20 projectos “inactivos ou cancelados” no âmbito das contrapartidas dos submarinos, avançou o Expresso, com base no relatório de 2009 da Comissão Permanente de Contrapartidas.
De acordo com o documento, só um terço do valor negociado de contrapartidas está cumprido, de um total previsto de 1200 milhões de euros. Além disso, esse valor baixou dos 40% para os 32% de 2008 para 2009. “Há mais de uma dezena de contratos que os alemães querem pura e simplesmente deitar para o lixo”, acrescenta o semanário.
No que respeita ao Grupo Iberomoldes, o projecto prende-se com a área de moldes, padrão e ferramentas e o fornecedor é a MAN Ferrostaal. O negócio ronda os 15 milhões de euros, mas a percentagem de aprovação é de 0%.
O presidente do Conselho de Administração do Grupo, Joaquim Menezes, disse ao JORNAL DE LEIRIA que o negócio “continua de pé”. Portanto, “as contrapartidas continuam em jogo e a empresa continua à espera de fazer negócio”.
Já o ex-administrador do Grupo, Henrique Neto, lembrou que, nos últimos cinco anos, tem vindo a falar com insistência do assunto. “Há dois ou três anos fui à Comissão de Economia explicar que as contrapartidas estavam congeladas por falta de interesse do Estado. Fiz tudo para denunciar”, sublinha. Contudo, “os governantes não estão minimamente interessados” em que as contrapartidas funcionem.
Paulo Portas, ministro da Defesa de Durão Barroso, negociou o maior programa de contrapartidas de que há memória em Portugal: 1200 milhões de euros pela compra de dois submarinos.


(surripiado do Jornal de Leiria)

terça-feira, 20 de abril de 2010

1ª PÁGINA - EDIÇÃO Nº 1




Pela mão dos deputados do distrito
LEIRIA FOI AO PARLAMENTO
Mostra de produtos e sabores do distrito põe deputados a arrotar a morcela de arroz e a beber água das pedras em plena sessão plenária. Face à evidente degradação da qualidade do ar do hemicíclo Os Verdes falam em “flagrante violação do Protocolo de Quioto”.




BLOCO ENTUSIASMA-SE COM COMISSÃO DE INQUÉRITO
e requer as audições de Hulk e Sapunaru – “Nós ainda não sabemos as conclusões da comissão, mas lá que o Sócrates mentiu, disso não temos a mais pequena dúvida!”



INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA RECONHECE O ERRO
Afinal a nuvem detectada sobre o espaço aéreo nacional é proveniente da destruição das escutas ao primeiro-ministro e não do vulcão da Islândia. Alzinda Porfírio, a padeira da Vagueira em cujo forno as escutas foram destruídas, confirma a origem da nuvem e teme agora que se o forno não for bem desinfectado “o pão venha a ter um sabor esquisito”.

ARTUR OLIVEIRA AMEAÇA COM NOVA PROVIDÊNCIA CAUTELAR
“Ó Ribeirete, ó comes a sopa toda ou ponho uma providência cautelar” - ameaçou o líder do MCI enquanto obrigava o seu colega de movimento a comer uma pratada de canja. O incidente ocorreu durante a última Assembleia de Freguesia na Vieira. .
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Notícias da nossa região



A propósito do definhar dos centros historicos de muitas cidades e vilas, cujo problema não se verifica só na Marinha Grande e a propósito de um artigo publicado no blogue Bom Dia Mondego, copiei para aqui um comentário que fiz na altura, no A Carta A Garcia.

http://bomdiamondego.blogspot.com/2010/04/o-valor-politico-da-baixa-de-coimbra.html

Caro Osvaldo

já li o post do João Silva. A questão que levanta é comum a muitas outras cidades e vilas.
foi no que deu, estarmos de "perna aberta" a tudo o que cheirava a grandes "Magazans" e à falsa ilusão de modernidade em ter uma grande superficie em todas as entradas e saídas das cidades.
Ainda me lembro de há uns tempos um secretário de estado do comercio
(por acaso de um governo socialista) travar o licenciamento de novas superficies comerciais, até que se procedesse a um estudo profundo, para o qual criou o observatório do comércio, cujas conclusões devem ter ficado guardadas num qualquer arquivo bafiento.
Esse secretário de estado fez mais umas coisas de grande utilidade... mas não digo mais, não vá ele ler este comentário e achar que estou numa de bajulice.
Abraço

14 de Abril de 2010 16:02

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Inveja Social"

Desde pequenino que me habituei a ouvir dizer que tenho “maus fígados” e que sou rancoroso. É verdade, corroboro. Sobretudo quando a azia resulta daquilo a que o messiânico e multifacetado doutor do Abrupto, no seu superior estado de probidade um dia apelidou de “inveja social”. Nem mais! Sou compulsivamente um “invejoso social”, admito o vício! Pois por muito que tente não consigo esquecer os Mexias e quejandos, os que mamam as uvas e os que, ironicamente, mesmo tendo quota e feitoria na vinha, ficam de atalaia para confirmar se a uvas são mamadas até à grainha. Ao menos que nos deixassem “ir ao rabisco”, expressão utilizada pelo meu avô Serafim, quando no fim de uma jorna de vindima nos obrigava a passar a leira a pente fino, de cócoras, para apanharmos os preciosos baguitos que haviam caído. Mas nem isso - “está tudo congelado até novas ordens da administração!”. Punhetas duma figa!...
Ponhamos tudo em pratos limpos, de uma vez por todas: o que se passa nos privados não é coisa que me apoquente, são dores que não carrego. Agora quando nos toca a todos, aí sim, fico amofinado! Quando o Estado discute o quinhão com uns mas a outros estende-lhes graciosamente a teta engordando-os a leite e mel, até rebentarem a escala lipídica, aí sim, fico chateado, aborrecido mesmo, a-r-r-e-l-i-a-d-o, tal qual o Pinheiro de Azevedo quando foi sequestrado no parlamento. Desabafos…
Mas como em tudo na vida, há nesta descarada subtracção… perdão, nesta justa atribuição de “prémios de performance”, algo a reter, conclusões que os meus agastados neurónios vão arrumando na já atulhada prateleira dos insultos e dos ultrajes, ao ritmo do palavrório dos argumentadores e contra-argumentadores dos prós e dos contras. É que, ao contrário do que se possa pensar, o Portugal límbifero não é só paisagem meus caros, temos dos melhores gestores do mundo, uma raça autóctone de mamíferos que valem o que produzem, o que reproduzem e mais o que defecam, a peso d’ouro, upa, upa! Como diz o povo: “são poucos mas bons”! Mas coincidência das coincidências, geralmente esta fina-flor da estratégia, que saltita graciosamente de nenúfar em nenúfar, está à frente de empresas que, com o beneplácito do Estado, vivem da posição do missionário, subalternizando os tão defendidos e propalados valores liberais da sã concorrência e da mão invisível do mercado, que tudo estabiliza e que tudo regula, subjugando os consumidores a uma posição espúria de companhia de alterne, de usar e deitar fora, de “pagas e não bufas”. Mas há mais. Estas performances de mérito têm um único mentor e lugar-tenente – os gestores de topo – pois toda a maralha e camarilha que se lhes segue na pirâmide do organigrama, não pensa, não produz, não rentabiliza, não tem mérito. Nada! É por isso que essa casta de burros de carga, em vez que quinhoar nos ganhos, é “convidada” a fazer mais um furo na tira de couro que lhes cinge as calças, a bem da estabilidade e do futuro.
Confesso porém que há uma coisa que me intriga nisto tudo. Então e o topo da classe política, não protesta? Está tudo manso? É que comparados com estes gurus do lucro, os seus salários não passam de amendoins e de tremoços. Quer-se dizer, então os fulanos no topo da hierarquia do Estado, aqueles em que de tempos a tempos depositamos as nossas esperanças e a nossa confiança, vivem à míngua? Vivem da migalha e do rissol? Os tipos que meditam horas e horas a fio no PEC, na PAC, no OGE, na escolha dos gestores de topo a colocar no sítio certo, ganham um cinquenta avos dos seus subordinados? Dir-me-ão, é evidente que há aqui uma pequenina questão, que é a da p-e-r-f-o-r-m-a-n-c-e. Deixemo-nos de merdas: isso é apenas um pormenor... De uma coisa tenho a certeza, algo tem de mudar! - Cavaco, Sócrates, Ministros, Secretários de Estado, Deputados: o Relaxoterapeuta está convosco nesta luta! Força! Avancem sem medos! Exorto-vos a avançarem para a rua, por melhores salários, pela dignidade das vossas carreiras! Vamos fazer uma grande concentração em frente à sede da EDP e pedir a cabeça do Mexia. E não se preocupem com a logística, está tudo previsto: o Sérgio Moiteiro leva as bandeiras negras, o João Paulo leva o megafone e eu levo o curriculum. É que se o Mexia cair, alguém tem de o substituir, não é? E eu estou aqui com uma ideias para a EDP que acho que iam resultar. Qual é a dúvida? Pois se até o Artur de Oliveira chegou a vereador, porque é que eu não hei-de chegar a gestor milionário da EDP?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"Um passo à frente e dois atrás"



Segundo me pareceu durante esta semaana para aí na quarta feira a "Lusa" noticiou que Franscisco Assis e josé Socrates se reuniram e decidiram o apoio a Manuel Alegre nas próximas eleições presidenciais. Esta noticia que foi sendo divulgada ao longo do dia e parecia ser um dado adquirido, foi desmentida lá para o fim da tarde.
Hoje ao ouvir esta musica, achei que foi feita de propósito para esta situação. Se tivesse sido escrita agora, até parecia que tinha sido inspirada numa daquelas escutas esquisitas que andam por aí.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ver o Papa sem ir a Roma

Há uns anitos, quando Bagão Félix era ministro do trabalho e S.Social ( penso que era mais ou menos isto) alterou as leis do trabalho prejudicando os trabalhadores nos chamados “direitos adquiridos”. para atenuar as manifestações contra, teve a “esperteza” de aumentar as férias anuais em 3 dias. Ou seja tirou com uma mão e deu com outra. Diga-se de passagem que teve um grande êxito pois os sindicatos logo se ocuparam a discutir a forma de interpretar a lei, pois o importante passou a ser trabalhar menos 3 dias por ano e logo foram esquecidos os “direitos adquiridos” retirados nessa mesma lei.
Ainda me lembro da reacção dum trabalhador da minha empresa ao dizer: “para que é que quero mais dias para gozar férias, se o dinheiro do subsidio já tem para onde ir (dividas acumuladas) e nas férias não vou sair de casa, porque não tenho dinheiro para as gozar”.
Ainda gostava de ver alguém fazer as contas e saber quanto custa em termos de redução de produtividade e do PIB esta “Chico-espertice deste ministro do governo PSD/CDS.

Noutra forma e noutros tempos e de acordo com o PEC (que vai ter umas costas muito largas, para justificar muita coisa que se está a fazer e ainda a procissão vai no adro) o governo actual (PS) congelou os salários durante 3 anos à função publica. Com uma série de protestos agendados, zás, sai o coelho da cartola. Mais 1 dia (que se transforma em 2) de férias extra a propósito da visita papal.

Dirão alguns que não faz mal, até se poupa nos subsídios de alimentação. E o resto? Quantos Pais que trabalham nas empresas privadas não vão poder trabalhar, por não terem onde deixar os filhos? Quantos actos administrativos se vão deixar de fazer prejudicando os cidadãos que deles precisam. Quantos julgamentos vão ser atrasados numa justiça que já anda a passo de caracol… etc. , etc.…

Alguém me disse que foi uma alta individualidade colocada no” vértice do estado” que pressionou nesse sentido. Então e o PEC? As recomendações de prudência de Bruxelas? E a real situação do País?
Não tenho nada contra a visita de tão alta individualidade ao País. Não tenho nada contra, que se facilite a ida de quem em Lisboa, Porto ou Fátima queira saudar o Santíssimo. Mas porra ,que não seja à custa de quem fica a trabalhar, porque a tolerância de ponto não é para todos.

Mais, será que nalgum destes locais, cabem os 700 mil funcionários públicos?

Revista de Imprensa

Região vende mais para o exterior do que importa

"Leiria e Marinha Grande exportam mais de metade do distrito"

Contrariando a balança comercial deficitária que, de forma geral, caracteriza a economia do País, o distrito de Leiria registou em 2009 um volume de exportações superior ao das importações. Para esse cenário, contribuíram, principalmente, os concelhos da Marinha Grande e de Leiria que, em conjunto, exportaram mais de metade (54%) do que todo o distrito.
De acordo com os dados do Instituto de Nacional de Estatística (INE), no ano passado, as importações custaram a Portugal mais de 50 mil milhões de euros, sendo que o País só conseguiu exportar o equivalente a 31 mil milhões de euros.
Por oposição, no distrito de Leiria, as importações corresponderam a cerca de 862 milhões de euros, valor largamente superado pelas exportações, que atingiram cerca de mil milhões de euros.
A nível distrital, os concelhos que mais exportaram foram Marinha Grande (301 milhões de euros) e Leiria (279 milhões de euros), seguidos por Alcobaça (134 milhões de euros) e Pombal (mais de 84 milhões de 500 mil euros).
No distrito de Leiria, os produtos exportados relacionaram-se principalmente com o sector das indústrias transformadoras, mas também com o comércio por grosso e a retalho, a reparação de veículos automóveis motociclos e de bens de uso pessoal e doméstico.
O mercado europeu foi o principal destino das exportações. Na Marinha Grande, os valores mais altos das exportações foram conseguidos nos mercados espanhol (93 milhões de euros), alemão (65 milhões), francês (40 milhões) e norte-americano (11 milhões). Já em Leiria, os valores mais altos das exportações foram alcançados com Espanha (86 milhões de euros), Angola (52 milhões), Alemanha e França (ambos na casa dos 38 milhões de euros).


SECTOR DOS MOLDES SOBREVIVE À GLOBALIZAÇÃO

Ao contrário das indústrias de cerâmica, de Alcobaça, que não resistiram ao fenómeno da globalização e à concorrência asiática, o sector dos moldes, com forte incidência na Marinha Grande e em Leiria, soube resistir à chegada do mercado global.
O economista Eduardo Louro explica desta forma que concelhos, como o de Alcobaça, tenham perdido a pujança económica de outros tempos, deixando a Marinha Grande e Leiria numa posição de destaque em matéria de exportação.
Os dados do INE não surpreenderam o presidente da Associação Nacional da Indústria de Moldes, Leonel Costa, “pois é nestes concelhos que se concentram as maiores indústrias exportadoras, de moldes e plástico, que exportam cerca de 90% da sua produção”. Pena é que não se exporte ainda mais, lamenta o presidente, lembrando constrangimentos como o elevado custo da energia e dos combustíveis.


(surripiado do Jornal de Leiria)