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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Largo das Calhandreiras Escabicha (Qualquer-Coisa)



Porque não temos o mesmo poder argumentativo dos Gato e porque os políticos a nós não ligam peva, lamentamos muito mas não podemos esmiuçar. Infelizmente esmiuçar, não dá, não está ao nosso alcance. Paciência.
Mas como quem não tem gato caça com cão, vai daí a Comissão de Moradores decidiu unir esforços e de hoje até às eleições autárquicas vamos ESCABICHAR qualquer coisa. Fixem bem: ESCABICHAR! A partir de hoje o termo ESCABICHAR vai entrar definitivamente no léxico calhandreiro. Os visados só respondem se quiserem, não obrigamos ninguém, mas lá que vamos ESCABICHAR, lá isso vamos! E se calhar às vezes também vamos CASCABULHAR! Há pois é! CASCABULHAR e quem sabe ESPENICAR! Cuidem-se!

Mera Especulação e Uma Promessa



Por se tratarem de duas realidades diferentes, legislativas e autárquicas não são de todo comparáveis. Porém, num mero exercício académico (que estou convencido os partidos já terão feito), se os números de ontem fossem extrapolados para as autárquicas, daqui a quinze dias obteríamos os seguintes resultados (vereadores por partido):
PS – 3
CDU – 2
BE – 1
PSD – 1
Por outro lado, tendo em conta que o CDS não concorre às autárquicas e que já houve quem num comentário a um post anterior reclamasse os 1.258 votos obtidos por aquele partido nas legislativas de ontem para o PSD, os resultados seriam os seguintes:
PS – 3
CDU – 1
BE – 1
PSD – 2
Embora estes dois cenários sejam mera especulação, eles levantam uma questão que resulta da hipotética (mas mais que provável) pulverização dos sete mandatos em disputa: quais as políticas de alianças das diferentes forças políticas a sufrágio?
Habitualmente avessos a este tipo de explicações, os partidos, de forma calculista, costumam remeter estas questões para depois das eleições. Assim, e uma vez mais, os eleitores votam sem terem na sua posse todos os elementos que lhes permitam uma avaliação consciente da sua decisão, cedendo muitas vezes à pressão dos partidos que os “empurram” deliberadamente para o chamado “voto útil” ou para o “cheque em branco”.
Tendo em conta que todos os votos são úteis e que em democracia têm o mesmo valor, não seria mais transparente que os diferentes partidos assumissem, antes de eleições, as políticas de alianças que estão dispostos a assumir num cenário pós-eleitoral de maioria relativa? Eu que sou muito ingénuo acho que sim, que seria muito mais transparente! E para que as palavras não “morram” de forma inconsequente, enquanto cidadão marinhense com direito a voto, declaro aqui solenemente que não votarei em nenhum partido que não me diga o que pensa fazer na hipótese de um cenário destes acontecer! Está prometido!

Resultados II (Revista de Imprensa)

PSD perde deputado e BE ganha assento na AR por Leiria

O PSD saiu vencedor nas Eleições Legislativas pelo Círculo Eleitoral de Leiria mas perdeu um deputado. O lugar foi para o Bloco de Esquerda (BE), que, pela primeira vez, no distrito, consegue eleger um candidato para a Assembleia da República (AR), neste caso o cabeça de lista Heitor de Sousa.
O BE chegou aos 9,5 por cento (%), o que se traduz numa subida a rondar os 4%.
O deputado perdido pelos sociais-democratas, tendo em conta os resultados de 2005, seria a eleição de Pedro Pimpão, de Pombal e dirigente nacional da Juventude Social Democrata, assegurando o PSD a eleição de Maria Teresa da Silva Morais, Fernando Marques, Paulo Batista Santos e Maria da Conceição Bretts. Em todo o caso, o PSD desce quase 5% dos votos comparativamente com as eleições de há quatro anos, alcançado, ontem, 34,97%.
O PS voltou a ser a segunda força política no distrito, com 30,18, mas baixou mais de 5,5%. Manteve, em todo o caso, quatro deputados, elegendo Luís Amado, José Miguel Medeiros, Odete João e João Paulo Pedrosa.
Por sua vez, o CDS-PP sobe pelo mesmo círculo (mais de 3%), chegando aos 12,63, resultado que permitiu manter o deputado na AR, elegendo Assunção Cristas.
Também a coligação PCP-PEV (CDU) subiu no distrito, no entanto os 5,11% alcançados ontem traduzem-se num crescimento inferior a um por cento.
Nas Eleições Legislativas de 2009 votaram no distrito de Leiria 58,81 dos eleitores inscritos (421.010) - menos cerca de 5% do que em 2005 -, registando-se neste círculo eleitoral 2,81% votos brancos e 1,53% nulos.



(surripiado do Diário de Leiria)

domingo, 27 de setembro de 2009

Resultados I (sujeito a actualização)


Resultados para o concelho de
Marinha Grande

Partido / % Votos / Votos
PS 34.74% 6760
PCP-PEV - 17.85% 3473
BE 16.92% 3293
PPD/PSD 16.6% 3230
CDS-PP 6.46% 1258
PCTP/MRPP 1.54% 299
MMS 0.37% 72
MEP 0.29% 57
MPT-PH 0.29% 57
POUS 0.28% 54
PPM 0.24% 46
PND 0.21% 41
PPV 0.2% 39
PTP 0.2% 38
PNR 0.12% 24



(fonte: Sapo)

Espera

PORTAL DO ELEITOR


(consulte AQUI)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Kama-Sutra

Posição I (falta de aptência)

(JMG – 11/12/08)

À pergunta “Admite voltar a ser o cabeça-de-lista do PS à Câmara da Marinha Grande às próximas eleições autárquicas, ou estará mais virado para uma candidatura para a Assembleia da República nas legislativas de 2009?”, João P. Pedrosa, vereador do PS na CMMG e presidente da Federação Distrital do mesmo partido, respondia assim:

"Eu não tenho grande aptência para a vida parlamentar. Sei que essa é uma condição praticamente exclusiva de um líder federativo, e quem lidera um partido num distrito tem assento nas listas de deputados e é praticamente eleito deputado, mas essa nunca foi a minha grande ambição do ponto de vista da actividade parlamentar."


Posição II (uns meses depois, após o tratamento para a falta de aptência)


(JMG – 17/09/09)

JMG - "O que o motivou a candidatar-se ao parlamento?"

JPP.- “Depois de alguns anos como autarca no concelho e onde me orgulho de ter deixado obra visível na educação, na cultura e no desporto, entendi que também poderia dar um bom contributo ao meu concelho e ao meu distrito na Assembleia da República. Sou o único candidato do concelho da Marinha Grande com possibilidades de ser eleito.”


Conclusão: embora não sinta grande aptência para a função, se for eleito lá terá de fazer o sacrifício, a bem do concelho e do distrito. É bonito. Agora aquela do "sou o único candidato do concelho da Marinha Grande com possibilidades de ser eleito" é que eu não percebi. Será que o Dr. JPP está a fazer figas para o Dr. O. Castro não ser eleito? Ó Dr. Castro, com amigos destes...

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AVISO: POR FAVOR, NÃO TENTEM ISTO EM CASA! PODE CAUSAR DANOS IRREVERSÍVEIS NA COLUNA E NOUTRAS PARTES MOLES DO CORPO!

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QUERES TER VOTO NA MATÉRIA?

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ENTÃO VOTA!
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Revista de Imprensa (II)


Assunto ainda vai ser discutido
Câmara da Marinha Grande propõe adquirir Dâmaso

Marinha Grande vai propor na próxima reunião do executivo a compra da empresa Dâmaso, que se dedicava à produção de vidro de cristalaria, em Vieira de Leiria. O presidente da Câmara, Alberto Cascalho, pretende assim assegurar a criação de novos postos de trabalho no concelho.
O autarca revela que na sexta-feira recebeu um e-mail do administrador da insolvência da Dâmaso a dar conta que uma empresa “fora do concelho” estaria interessada em adquirir a infraestrutura pelo valor de 825 mil euros, sendo que a base de licitação para venda é de um milhão de euros.
“Queremos salvaguardar a actividade da empresa e a criação de postos de trabalho. Só é aceitável que seja uma empresa daqui a adquirir a Dâmarso para que seja uma unidade industrial”, frisa Alberto Cascalho. “Uma vez que a empresa interessada, não irá criar postos de trabalho, porque se trata da transferência de um armazém para a Vieira, não me parece que seja uma proposta que interesse à freguesia e ao concelho, com vista a uma consolidação económica”, acrescenta.
Alberto Cascalho salienta que a intenção da autarquia é integrar a área na expansão industrial e constituir lotes que sejam disponibilizados para a implementação de unidades de produção, “criando postos de trabalho”.

J. FERREIRA CUSTÓDIO
A Câmara da Marinha Grande está em negociações com o Estado para adquirir o edifício onde esteve instalada a empresa J.Ferreira Custódio. O preço estipulado pela Direcção-Geral do Tesouro é de 460 mil euros, mas Alberto Cascalho já ofereceu contrapartidas para que o valor seja reduzido. “Uma delas é pagar a pronto pagamento.”
O projecto da autarquia para o local passa pela construção de habitações, tendo em conta o enquadramento urbanístico e a criação de estacionamento “contribuindo para resolver este problema no centro da cidade”.



(surripiado do Jornal de Leiria)

Revista de Imprensa (I)


Impasse com uma expropriação atrasa trabalhos
Marinha Grande arrisca perder financiamento do Polis


O programa Polis da Marinha Grande corre o risco de perder o financiamento de cerca de 1.3 milhões de euros se não concluir até final do ano a última etapa do projecto.
As obras de reabilitação da segunda fase da ribeira das Bernardas estão quase concluídas. Para o trabalho ficar pronto é necessário expropriar parte do terreno, onde se encontra uma casa no local e cujas negociações entre autarquia e proprietário se têm revelado infrutíferas.
Alberto Cascalho, presidente da Câmara da Marinha Grande, afirma que tem estado em contacto com o advogado do proprietário quase diariamente. “Põe em causa a última tranche do financiamento, que só nos será entregue após a execução final e total do projecto Polis”, revela.
A intervenção da última fase do Polis incidiu na recuperação da ribeira das Bernardas para utilização pública e a criação de uma zona desportiva, no Casal do Malta. Foi também melhorada a ligação rodoviária entre a rotunda junto ao estádio e a PSP.
O autarca explica que o Centro de Monitorização Ambiental era para ter sido construído no Parque da Cerca, no local onde existiam os depósitos da Mortensen. No entanto, um diferendo entre as partes adiou o projecto, que “agora já não faz sentido”, por estarem previstos centros idênticos.

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL NA PRAIA VELHA
“O Centro de Interpretação Ambiental só ainda não foi construído na praia Velha, devido à morosidade burocrática”, revela o presidente da câmara. Alberto Cascalho explica que este projecto está financiado pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira, que também patrocinou a requalificação do Vale de S. Pedro e os courts de ténis.
“A construção do centro avança no início do próximo ano, vai contar com a cooperação de várias associações e terá um funcionamento sazonal.” O Museu Nacional da Floresta também prevê a construção de um Centro de Educação e Interpretação Ambiental.




(surripiado do Jornal de Leiria)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Legislativas

A poucos dias das eleições legislativas, apetece-me escrever qualquer coisa sobre esse importante acontecimento, crucial em qualquer regime democrático.

Numa altura em que em tudo o que é media praticamente não se fala noutro assunto, que não os relacionados com o acto e os variados “casos” da campanha, sinto que cá por fora, não existe essa correspondência. Basta olhar aqui para o nosso largo onde este assunto é quase ignorado.

Já algumas vezes escrevi aqui e ali sobre a importância da representatividade dos nossos eleitos. Sabemos que nas últimas eleições, (Parlamento Europeu) menos de metade dos eleitores votou, o que quanto a mim reduz a legitimidade dos deputados eleitos.

Continuo a pensar que a abstenção não é apenas originada pela caloíce dos eleitores, mas sobretudo pela capacidade de mobilização que o conjunto dos partidos que se candidata ao não apresentar propostas suficientemente mobilizadoras para levar a ressuscitada “maioria silenciosa” às assembleias de voto.

Se eu estivesse à espera desta campanha eleitoral para me esclarecer e definir o meu sentido de voto, também seria um dos que ficava em casa no próximo Domingo, porque apesar dos meios e valores à disposição dos aparelhos partidários, sinto uma tristeza enorme pela má utilização feita dos mesmos. Posso estar enganado, mas parece-me que esta campanha eleitoral em vez de esclarecer, baralha ainda mais.

Sabemos que grande parte dos nossos concidadãos vive em grande incerteza. A nossa sociedade vive momentos de angústia. Mais do que nunca era necessário que aparecesse a tal luz ao fundo do túnel. Sinceramente eu não a vejo. No entanto se não tiver os tais sintomas de gripe (e seguir as instruções da SMS da DGS) vou sair de casa e vou votar e apesar de tudo ainda não é desta que altero o meu sentido de voto de há mais de 20 anos, confessando tristemente que não é com um entusiasmo por aí além.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O ESTRANHO CASO DAS MICRO-ALGAS, VERDES!

É man, já não se pode estar sossegadito de volta dumas ingalesas, c’um caneco!... Eu a gozar os últimos raios de sol aqui na Praia da Concha, com as girls e mais umas beares, e o télélé que não pára sossegado. Desta vez a culpa foi do Quim das Vacas (nome de código) que me ligou a contar que o Ilmo. MCI Autocolante tinha dito que aquilo lá na cambra era uma balbúrdia. Pois tá claro que é! E como quem conta a verdade não merece castigo (toda a gente tem direito a uns escassos momentos de lucidez), até achei um gesto bonito. Porreiro pá! Mas... e agora pergunto eu: antão e o suave presidente de todo nós e mais a sua fabulosa equipa, não tuge nem muge com a acusação feita pela muleta que usam há quatro primaveras? Só aqui p'ra nós que ninguém nos ouve: eu acho que eles estão caladinhos porque também concordam, aquilo deve ser um granel que ninguém se entende…
Mas como nestas coisas o melhor é mesmo ao vivo e a cores, só para não dizerem que estes tipos das Calhandreiras é só má língua, aqui vai um pequenino episódio da novela, ou como eles dizem “os passos dos paços” na tregédia do cócó vazado na ribeira da Escoura que resultou no sucesso "O estranho caso das micro-algas, verdes". Cá vai disto: e um, e dois, e três - SOLTEM A CASSETE!



Recado: se o sr. director encartado tiver por aí alguma cassete perdida, faça favor de a amandar que a malta solta-a…

Um por dia - artº 9º

Artigo 9.º
Tarefas fundamentais do Estado
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São tarefas fundamentais do Estado:

a) Garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam;
b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático;
c) Defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais;
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;
f) Assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa;
g) Promover o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional, tendo em conta, designadamente, o carácter ultraperiférico dos arquipélagos dos Açores e da Madeira;
h) Promover a igualdade entre homens e mulheres.

Correio dos Leitores

Verificámos que existe um post sobre este assunto.

Junto enviamos o texto integral da nossa Nota à comunicação social 03/09.

Os melhores cumprimentos

A Comissão de Utentes



Assunto:
Lombas redutoras de velocidade na estrada da Amieira à Marinha Grande

Objectivos da nota:
Informação aos utentes.

Informação:
Foi com agrado que a Comissão de Utentes recebeu a informação do Sr. Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande de que fora aprovada uma proposta de, na via referida, substituir as “passadeiras elevadas” – lombas –, por semáforos controladores de velocidade, como forma de garantir a acalmia de tráfego. Foi também informada da instalação de 2 semáforos no lugar de Amieira.
A Comissão de Utentes agradece ao Sr. Presidente da CMMG – Dr. Alberto Cascalho – pelas decisões atrás referidas, que resultaram, seguramente, do interesse com que tratou este assunto.
Um agradecimento muito especial aos 730 subscritores do abaixo-assinado, à população da Amieira e a outros utentes da via pelo permanente apoio e pela elevação e sentido cívico com que aguardaram os resultados e confiaram no empenho não só dos membros desta Comissão, mas de todas as pessoas que os apoiaram e ajudaram na tomada de decisões. Este último facto foi enaltecido pelo Senhor Presidente da Câmara que considerou que neste processo “foi demonstrado um elevado sentido de cidadania activa”.
Uma referência ainda para todos aqueles que se interessaram pelo assunto e que, de uma forma ou de outra, manifestaram a sua solidariedade para com as pretensões dos utentes, nomeadamente os membros da Assembleia Municipal da Marinha Grande que apresentaram o assunto durante as reuniões deste Órgão, e a Comunicação Social local e regional que divulgou tanto as Notas de Imprensa emitidas por esta Comissão, como as queixas de alguns dos utentes.
Esta Comissão de Utentes, a extinguir a partir da data da concretização das suas pretensões, em nome da população da Amieira manifesta ainda o desejo de que, tão breve quanto possível, a segurança daquela via seja reforçada através da colocação noutros locais, de sistemas similares, que garantam a segurança dos utentes.
Resta apenas enaltecer o facto de este exemplo ser claramente demonstrador que, embora exigindo grande perseverança, é possível às populações defenderem, dentro da lei, os seus legítimos interesses de forma firme e com lealdade, junto dos Órgãos do poder local.

Dia Europeu Sem Carros

Depois da insistência e persistência do Largo das Calhandreiras, é com agrado que constatamos a adesão da CMMG ao “Dia Europeu Sem Carros”. Finalmente!
Esta é mais uma prova de que vale a pena insistir na mudança de mentalidades, pelo que nos congratulamos por termos contribuído para tal. Este é para nós, o melhor reconhecimento de quase quatro anos a pregar ao peixinhos. Infelizmente não lêem blogues, mas sabem o que neles se escreve, o que já não é nada mau.


(mais informações no sítio da CMMG)


Cortes e alterações ao trânsito

No dia 22 de Setembro, das 08h00 às 20h00, verificar-se-ão alterações ao trânsito, para as quais o Município apela à atenção dos automobilistas.

Corte permanente do trânsito:
- Rua do Montepio;
- Rua Joaquim Carvalho de Oliveira / Rua Pereira Crespo.

Corte de trânsito no eixo abaixo indicado, com circulação automóvel condicionada a transportes públicos, táxis e veículos prioritários nas ruas:
- Av. 18 Janeiro 1934 / Rua Bernardino José Gomes / Rua dos Bombeiros
Voluntários

Corte definitivo do trânsito automóvel na:
- Av. Infante D. Henrique.


PROGRAMA DIA EUROPEU SEM CARROS

“Melhoremos o Ambiente na Cidade”

22 de Setembro de 2009 – Terça-feira


08h00
Corte de Trânsito

09h30 Praça Guilherme Stephens
Abertura Oficial do Dia Europeu Sem Carros na Marinha Grande

10h00 Praça Guilherme Stephens
Fun & Cycle até final da manhã

11h00 Parque da Cerca
Aula de Cycling - Fisicoloucura

13h00 Parque da Cerca
Paragem Fun & Cicle

14h30 Praça Guilherme Stephens
Fun & Cicle até final do dia

16h00 Praça Guilherme Stephens
Enjoy Segways

17h30 Parque da Cerca
Subidas de Balão de Ar Quente - actividade sujeita à existência de condições
meteorológicas no próprio dia.

18h00 Parque da Cerca
Demonstração de Capoeira – Grupo Muzenza

18h30 Praça Guilherme Stephens
Actuação da Orquestra Juvenil da Marinha Grande

20h00
Reabertura ao trânsito


ESPAÇOS DE ACTIVIDADES PERMANENTES

Espaço Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 36 Parque da Cerca
Exposição de Carrinhos de Rolamentos

Espaço Bicimax Parque da Cerca
Exposição de bicicletas normais e eléctricas para experimentação

Espaço Bioeste Parque da Cerca
Exposição de divulgação de alternativas de combustíveis

Espaço Honda Parque da cerca
Exposição de “Veículos Verdes” – Híbridos

Outras actividades Praça Guilherme Stephens/Parque da Cerca
Acção de divulgação do projecto Eco-condução
Animação de Rua pela Escola Profissional e Artística da Marinha Grande
Carrinho de Gelados da Iceberg
Distribuição de Material Promocional da Semana da Mobilidade - Dia Europeu
Sem carros - Agência Portuguesa do Ambiente

Transportes Urbanos Gratuitos – patrocínio da TUMG

O Dia Europeu Sem Carros tem o patrocínio de:
Modelo
TUMG.


(fonte: sítio da CMMG)

domingo, 20 de setembro de 2009

Um por dia - artº 8º

Artigo 8.º
Direito internacional
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1. As normas e os princípios de direito internacional geral ou comum fazem parte integrante do direito português.
2. As normas constantes de convenções internacionais regularmente ratificadas ou aprovadas vigoram na ordem interna após a sua publicação oficial e enquanto vincularem internacionalmente o Estado Português.
3. As normas emanadas dos órgãos competentes das organizações internacionais de que Portugal seja parte vigoram directamente na ordem interna, desde que tal se encontre estabelecido nos respectivos tratados constitutivos.
4. As disposições dos tratados que regem a União Europeia e as normas emanadas das suas instituições, no exercício das respectivas competências, são aplicáveis na ordem interna, nos termos definidos pelo direito da União, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Kama-Sutra

Posição I (para as legislativas)

(Jornal de Leiria – 02/07/09)

À pergunta “Maioria relativa permitirá governar?”, Luís G. Marques, Presidente da Assembleia Municipal da Marinha Grande, respondia assim:

"Pode governar. As democracias não se fizeram para haver maiorias absolutas. A democracia não é mais do que um compromisso entre as forças, que fazem negociação permanente. Há todas as condições para que uma maioria não absoluta possa fazer acordos pontuais. É até uma forma mais democrática de governar.”


Posição II (para as autárquicas)

(JMG – 17/09/09)

“Na Ocasião, o candidato à Assembleia Municipal da Marinha Grande, Luís Guerra Marques, mostrou-se «esperançado na vitória e com maioria absoluta», o que será possível tendo em conta «a equipa forte, dinâmica, credível, e capaz que apresentamos ao eleitorado».”


Conclusão: maiorias absolutas, NÃO! Com excepção da Coreia do Norte, de Cuba e da Marinha Grande…


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AVISO: POR FAVOR, NÃO TENTEM ISTO EM CASA! PODE CAUSAR DANOS IRREVERSÍVEIS NA COLUNA E NOUTRAS PARTES MOLES DO CORPO!
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Coisas da vida real

Lombas na Amieira substituídas por semáforos de velocidade

Acabo de ler esta notícia no diário de Leiria, não deixando de estar de acordo, até que só por um triz não fui uma das vítimas de um acidente, naquele local.

Sob pena de dizer alguma enormidade, parece-me que a existência de este tipo de lombas, a que anedoticamente alguns chamam “policias deitados” é uma aberração que pegou moda não só por cá mas diria quase a nível Nacional. Não sei qual a diferença de custo entre aqueles empedrados e alcatroados barrigudos e a instalação de semáforos de velocidade, tendo em conta que hoje é perfeitamente possível pô-los a funcionar através da energia solar, parecendo-me que o maior custo seria a sua alimentação através de energia tradicional, especialmente a sua instalação. Desconheço se é possível através, de energias alternativas, torna-los 100% autónomos.

Já que a pressão popular neste caso funcionou e o actual executivo teve que ceder porque não levar a mesma solução a outros lugares começando por aquela enormidade na Av. Vítor Galo?

No entanto parece-me que a existência do semáforo só por si não resolve tudo se o civismo dos condutores não subir de nível. Por razões profissionais e pessoais, circulo com alguma regularidade pela estrada Garcia Pilado, onde estão instalados diversos desses equipamentos e não raro me acontece ao circular à velocidade legal, para manter o verde aceso, ser ultrapassado, passando o transgressor com o vermelho aceso, obrigando-me a mim a parar, quando circulo dentro dos limites. Não sou apologista de que se meta um agente de autoridade em cada semáforo, mas creio ser possível equipar alguns com um registo fotográfico para que o seu papel se torne efectivamente eficaz.

Os semáforos só por si não evitam os acidentes se não houver civismo e naturalmente alguma fiscalização e repressão aos infractores.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um por dia - artº 7º

Artigo 7.º
Relações internacionais
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1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.

2. Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.

4. Portugal mantém laços privilegiados de amizade e cooperação com os países de língua portuguesa.

5. Portugal empenha-se no reforço da identidade europeia e no fortalecimento da acção dos Estados europeus a favor da democracia, da paz, do progresso económico e da justiça nas relações entre os povos.

6. Portugal pode, em condições de reciprocidade, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático e pelo princípio da subsidiariedade e tendo em vista a realização da coesão económica, social e territorial, de um espaço de liberdade, segurança e justiça e a definição e execução de uma política externa, de segurança e de defesa comuns, convencionar o exercício, em comum, em cooperação ou pelas instituições da União, dos poderes necessários à construção e aprofundamento da união europeia.

7. Portugal pode, tendo em vista a realização de uma justiça internacional que promova o respeito pelos direitos da pessoa humana e dos povos, aceitar a jurisdição do Tribunal Penal Internacional, nas condições de complementaridade e demais termos estabelecidos no Estatuto de Roma.

Revista de Imprensa

Município vidreiro em ‘força’ na cimeira da indústria europeia de plásticos e moldes

É já na próxima semana, mais precisamente na quinta e sexta-feira, que o município da Marinha Grande se fará representar no Clusterplast/ European Tooling Fórum, iniciativa considerada como a cimeira de excelência da indústria europeia de plásticos, moldes e ferramentas especiais.
A representação portuguesa no certame será assegurada pelo 'cluster' constituído pelo Centimfe, Cefamol, OPEN, IST - Instituto Superior Técnico e pelo município da Marinha Grande. Participam ainda 'clusters' oriundos da Áustria, Espanha, França, Itália, República Checa.
O projecto 'Clusterplast', explica o município da Marinha Grande, é financiado pela Comissão Europeia e pretende, sobretudo, "apoiar e a tornar mais competitivas as regiões europeias com forte presença da indústria de plásticos e moldes para plásticos".
Naquele âmbito, a autarquia marinhense diz estar certa que o projecto 'Clusterplast' "dará lugar a um novo modelo de cooperação entre regiões europeias assim como entre as empresas, centros de investigação e de pesquisa e dará um forte impulso à promoção de um desenvolvimento económico sustentável e da competitividade destas regiões". Refira-se que o 'Clusterplast' é um projecto da União Europeia, que tem como principal objectivo a promoção de sinergias entre os 'clusters' Europeus da Indústria de Moldes e Plásticos, através da definição de um plano de acção conjunto, que alavanque complementaridades, melhores práticas e oportunidades de colaboração, face a criação de bases para a sustentabilidade, emprego e competitividade dos sectores preconizados.


(surripiado do Diário de Leiria)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dica da Semana




Porque o grau de desenvolvimento civilizacional duma cidade também se mede pelo seu ordenamento e pela sua limpeza, porque não fazer da Marinha Grande uma “Cidade Livre de Cartazes”? Se somos pioneiros em tantos domínios, não o poderíamos ser neste?

Porque pensamos que este é um compromisso que vale a pena, sugerimos um “pacto de regime” entre todas as forças vivas da cidade, salvaguardando sempre que tal compromisso nunca se poderá traduzir numa limitação das liberdades cívicas e políticas de expressão, para o que devem ser criadas condições tendo em vista o respeito por esse princípio, nomeadamente através da criação de espaços específicos, devidamente ordenados e regulamentados, para a afixação de propaganda.

Por uma “Cidade Livre de Cartazes” junta-te a nós!

Quer encontrar o norte?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um por dia - artº 6º

Artigo 6.º
Estado unitário
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1. O Estado é unitário e respeita na sua organização e funcionamento o regime autonómico insular e os princípios da subsidiariedade, da autonomia das autarquias locais e da descentralização democrática da administração pública.

2. Os arquipélagos dos Açores e da Madeira constituem regiões autónomas dotadas de estatutos político-administrativos e de órgãos de governo próprio.

sábado, 12 de setembro de 2009

Mudando de assunto

Correndo o risco de entrar em campos, pouco habituais neste fórum, atrevo-me a trazer para aqui um tema que considero oportuno e duma forma enviesada (embora a ele não me vá referir)tenha a ver com as questões tratadas sobre a industria vidreira e a sua decadência.

Recordo o tempo em que quando me dirigia a uma drogaria ou loja de ferragens para comprar um parafuso ou chave de fendas, ser posto perante a pergunta, quer Nacional ou importado? Em geral preferia logo o importado. Comprar o importado era sinónimo de estar a comprar o melhor, pois como muitos de nós interiozei que comprar o vindo de fora era sempre melhor, independente do preço.

Esta realidade levou muitos pequenos e médios fabricantes a perceber que só com um grande esforço, na melhoria da qualidade dos produtos que produzia, se poderia quebrar esta tendência absurda de os Portugueses preferirem o “importado” ao Nacional independentemente da sua origem. Lembro ainda que, quando jovem e queria comprar umas calças de ganga parecidas com as usadas pelos meus heróis dos filmes de cow boys tinha que escrever para um determinado endereço, que secretamente me foi fornecido, dando a altura e largura da cintura aos pés e meter o valor respectivo em notas, claro, no sobrescrito e lá recebia as tais calças que depois de umas banhocas com elas vestidas e uma sarrafadas com areia na praia das Pedras Negras, lá ficavam parecidas com as vestidas pelos meus heróis dos filmes do teatro Stephens e nas televisões do Zé Folia; Quim Matos, ou sede da Ordem, porque a oferta em termos de media, era nessa altura muito escassa.

Toda esta conversa porque sinto que a nossa"necessidade" de comprar muito e barato nos leva a cair permanentemente em barretes, o que me tem acontecido com alguma frequência, sendo a vergonha tanta que nem me atrevo a reclamar. Ele é o restaurante que anuncia o prato do dia a 4.5€ e ou fico cheio de fome ou vou a correr para a casa de banho mais próxima com uma diarreia inesperada e sem “justificação”. Ele é o candeeiro que vem sem lâmpada e entre o apertar e desapertar o parafuso, a rosca foi-se e a solução passa por a segurar com um arame. Ele é o conjunto de chaves de luneta compradas a um preço espectacular, mas que depois de uns tempos a enfeitar a prateleira de ferramentas lá da garagem, que mostro com orgulho às visitas, mas quando é usada pela primeira vez, me deixa com metade na mão e a outra na porca que não cheguei a desapertar. Ele é as febras, mais as costeletas e lentriscas anunciadas num folheto promocional que comprei para um churrasco com os amigos e sem perceber bem esses convidados nunca mais aceitaram os meus convites. Ele é o detergente de marca branca e a metade do preço que enfiei na máquina de lavar e a roupa saiu esquisita e a carecer de nova lavagem e lá foram os 50% poupados. Enfim só falo naquilo que a mim me aconteceu e recentemente, porque quando sou enganado (e já o fui tantas vezes)faço um esforço para esquecer (para não me sentir o vacão da história do Relaxoterapeuta).

Passando à nossa realidade. É conhecido o esforço que muitas das nossas empresas, fizeram para modernizar,inovar e criar produtos de qualidade comparáveis ao que de melhor se fazia lá fora. Sabendo até que em diversos sectores ultrapassámos esse patamar.

Outra questão prende-se com o comportamento das nossas autoridades no que respeita à fiscalização. Se montamos uma qualquer actividade num “vão de escada” sem licenciamento e sem inscrição nas entidades oficias respectivas, safamos-nos vendendo sem facturar (acho que a expressão usada, é “ao negro”) e aí ninguém nos chateia. Se fizermos tudo como manda a lei, é uma carga de trabalhos. São finanças; é o ministério do trabalho e do ambinte mais o da economia; é a delegação de saúde; é a protecção civil e os bombeiros, para não citar a famigerada ASAE, que vem verificar se não faltam uns azulejos nos WC do pessoal e se existem autocolantes suficientes a proibir fumar; a proibir comer; a proibir beber e mais uma porrada de coisas que seria fastidioso enumerar. Ou seja neste País o problema é ter uma morada fiscal. “Se não a tiver,safamos-nos”.

Sobre questões alimentares deixo aqui uma nota: Sabemos que as empresas que produzem alimentos e têm a sua actividade em território nacional, desde a padaria ao produtor de carnes, passando pelo produtor de frutas, são fiscalizados e reprimidos ferozmente (esta expressão é apenas coincidência, com a outra do animal feroz) no entanto se dermos uma volta pelos hiper; super, minis mercados e até algumas mercearias, verificamos a existência de uma panóplia de produtos alimentares à venda de origens tão diversas e se perguntamos quem fiscaliza a sua salubridade e condição alimentar, dificilmente encontramos alguém que nos dê uma resposta concreta. Entretanto, vimos ouvimos e lemos, noticias sobre o fecho compulsivo de umas centenas de padarias; pastelarias; talhos e peixarias; unidades produtoras de alimentos dos vários ramos e até fábricas de rações para animais,como aconteceu recentemente na nossa região.

Perante o que disse, perguntar me-ão? Estou contra que as normas de higiene e segurança alimentar sejam rigorosamente aplicadas? Claro que não! O que sou contra é que só os alimentos produzidos em Portugal sejam rigorosamente fiscalizados. E os outros? Das proveniências mais diversas e por vezes suspeitas? Quem fiscaliza?

Entretanto lá vamos enchendo os carrinhos de compras, com produtos baratos que nos enfiam através de promoções cupões e outras coisas acabadas em ões e vamos assistindo ao cada vez maior número de desempregados, até que um dia quando menos o esperamos a mesma sorte nos bate à porta, mas se tivermos sorte, talvez consigamos arranjar um empregozito(das centenas prometidos) no novo empreendimento comercial a construir nos terrenos do campo da Portela, ou então um subsidiozito do fundo de desemprego, que complementaremos com umas horitas extras, numa qualquer actividade exercida por aí num "vão de escada".

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Correio dos Leitores


(...)

Sou mãe de duas crianças (de 5 e 8 anos) e em Abril de 2009, por razões profissionais, tive de vir morar para a Marinha Grande. Não tenho qualquer família na Marinha Grande e vivo sozinha com as minhas filhas pois estou divorciada. O meu ex marido está no estrangeiro o que dificulta ainda mais as coisas.
Quando me mudei para a Marinha Grande senti logo diferenças em ralação ao concelho onde residia (não muito longe daqui), no que diz respeito ao apoio que é dado às famílias com filhos pequenos a frequentar a escola pública, quer no que diz respeito às Actividades Extra Curriculares (AECs - 1º ciclo), quer no que diz respeito na Componente de Apoio à Família (CAF – pré-escolar).
A primeira dificuldade que senti foi a de ter de ir buscar a minha filha mais velha à escola após as AECs, ou seja, às 17,30h. Como o meu horário é até às 18h e como não tenho mais ninguém a quem recorrer, com a compreensão da minha entidade patronal passei a fazer apenas meia hora de almoço para poder sair às 17,30.
No final do ano lectivo, como as aulas do 1º ciclo e as AECs terminaram a 20 de Junho, tive de mandar a minha filha mais velha para casa dos avós, que vivem a cerca de 150 km daqui, até ao início de Agosto. Em relação à mais nova não foi preciso uma vez que a CAF funcionou até final de Julho.
Como a maioria dos pais deste país, tive de tirar férias em Agosto para poder ficar com as miúdas. Só que a verdade é que um mês não chega, pois ao contrário do concelho onde vivia, na Marinha Grande ninguém assegura o regresso das crianças que frequentam a escola pública, a partir do dia 1 de Setembro. Lá ficaram mais uma vez os avós sobrecarregados e as miúdas longe da mãe.
Esta semana tive as reuniões para o início das aulas e fiquei ainda mais surpreendida e indignada pois fiquei a saber que as aulas começam na próxima segunda feira dia 14 (só de manhã), mas as AEC’s e a CAF só começam no dia 22 e os almoços no dia 17 (quinta feira), sendo estas actividades da responsabilidade da Câmara Municipal.
Uma vez que considero esta situação inaceitável, dirigi-me aos serviços camarários para obter explicações, tendo sido informada que não tinham a culpa, porque as coisas se tinham atrasado, uma vez que a pessoa responsável tem estado de baixa e que só a semana passada é que foram escolhidas as empresas que vão assegurar as AEC’s e a CAF deste ano. Nem quis acreditar. Então as coisas ficam paradas porque uma pessoa está doente? Não seria mais lógico que no final do ano lectivo anterior se preparasse o novo ano em vez de chegar a Setembro para decidir tudo? Não obtive resposta.
Porque acho esta situação vergonhosa e porque tenho falado com outras mães com os mesmos problemas, decidi fazer esta chamada de atenção no vosso blog. Esta é uma questão que deveria ter a maior atenção dos nossos políticos e sobre a qual não ouvi uma única palavra. Com tantos bons exemplos em concelhos perto da Marinha Grande, não percebo como é que aqui dão tão pouca importância a um assunto que representa tanto para a qualidade de vida das famílias. Ainda por cima numa cidade tão industrial.
É claro que me podem responder que ponha os meus filhos num ATL ou numa jardim de infância privado, como fazem muitos dos meus vizinhos. Mas eu não quero acreditar que a Câmara Municipal me esteja a empurrar para recorrer ao sector privado, relativamente a um serviço que municípios aqui bem perto prestam com grande qualidade aos seus habitantes.
Agradeço desde já a vossa atenção e se acharem importante publicar este e.mail, agradeço que o façam.


S. M.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Porquê?


As crises da cristalaria não são um fenómeno da última década. Elas atravessaram os tempos, quase desde a sua fundação. Se é verdade que a evolução do sector se fez sempre com grande turbulência, também é verdade que às crises sucediam períodos de recuperação e crescimento, que fizeram da Marinha Grande uma terra conhecida no País e no estrangeiro, assumindo a indústria um papel fundamental no crescimento da nossa terra.
As convulsões pós-25 de Abril são de outra natureza. O derrube da ditadura, que artificialmente protegia alguns sectores industriais e os mantinha à custa de baixos salários, veio acelerar um processo de entrada numa economia mais aberta e mais competitiva, ao mesmo tempo que os movimentos operários, legitimamente, reivindicavam melhores condições salariais.
Estes dois factores conjugados, provocaram efeitos devastadores nos resultados das empresas deste sector de mão de obra intensiva. A Ivima, na década de 70, tinha mais de 1300 operários.
Com a democracia, os sindicatos corporativos deram origem a um movimento sindical forte, onde o PCP tinha, e tem, uma forte influência.
Na verdade, enquanto o PCP foi poder na Autarquia, e isso aconteceu até 1994, os problemas graves e estruturais que existiam no sector, eram mascarados com injecções de dinheiro para pagar "formação", mas que, na prática, servia para pagar salários e evitar convulsões sociais que todos tentavam evitar.
Olhando para trás, vem-nos à memória uma Manuel Pereira Roldão que já tinha passado de um Freitas para um Antero e que, em 1993, acumulava prejuizos, tinha salários em atraso e estava em falência técnica.
O grande problema do sector da cristalaria é que, para competir com as novas economias emergentes (Turquia, Polónia, R. Checa, China, Roménia, etc.), alguém deveria ter pensado num novo modelo de exploração, antes que o actual se estivesse esgotado totalmente.
Ao contrário, aquilo que se assistiu foi a uma agudização das lutas e reivindicações sindicais, muitas delas artificiais, que foram usadas como arma de arremesso contra a Câmara Municipal, entretanto perdida pela CDU.
Numa indústria em que os custos da energia têm um enorme peso na formação do preço, sucederam-se os plenários, as greves, as arruadas, os acampamentos na Praça Stephens, sob qualquer pretexto, acusando-se os autarcas de serem responsáveis pelos problemas, quando eles residiam na ausência de estratégia e no vazio do mínimo esforço de concertação.
Se há coisa de que as empresas não se podem queixar é de falta de apoios do Estado ao longo de muitos anos, atrvessando transversalmente os vários partidos no poder.
Mais do que descobrir culpados, é preciso encontrar soluções para o que resta da cristalaria, sendo certo que a dimensão de outrora e a importância que detinha na criação de emprego se perdeu irremediavelmente.
Só como registo, lembrar que de 2005 até agora, já fecharam a Marividros, a Tosel, a Canividro, a Vitroibérica e outras, sem que o Sindicato tenha sequer esboçado uma manifestação pública, mesmo que fosse no Largo do Luzeirão e também sinalizar que a Atlantis está à beira de declarar falência, sem que o risco de perda de mais 500 postos de trabalho leve o Sindicato a abdicar de marcar greves com novas exigências, em vez de se sentar à mesa, como fazem os grandes Sindicatos Alemães, com disponibilidade para negociar as cedências que se revelarem necessárias para salvar a única empresa que produz cristal, mesmo que fora da Marinha Grande.

Um por dia (artº 5º)

Artigo 5.º
Território
.
1. Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.

2. A lei define a extensão e o limite das águas territoriais, a zona económica exclusiva e os direitos de Portugal aos fundos marinhos contíguos.

3. O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras.

OPINIÃO (a minha, claro está)

No dia 28 de Maio de 2008 pelas 15:03, o Director do JMG num bitaite a um texto por mim escrito, a dado passo dizia o seguinte:

...
O que não me parece correcto é que os meus "amigos" utilizem este espaço, sob a capa do anonimato, para denegrir o bom-nome das pessoas.
...

Para quem hoje leu no JMG o texto de “opinião” da autoria de um “autor devidamente identificado”, com o título “O Grão-Mestre da Sopa de Espinha”, poucas dúvidas restam quanto à coerência editorial do Sr. Director e quanto ao uso dessa estranha figura do “autor devidamente identificado”. É que as considerações de natureza pessoal à conduta e à vida privada de alguns dos visados é de tal maneira infeliz, que nem a graçola que antecede o texto serve de desculpa, pois neste caso qualquer semelhança com a realidade não foi pura coincidência. E numa imprensa dita plural e isenta não vale tudo, não é?

estou convencido de que se o Pinho em vez dos corninhos tem chamado mather fucker ao Bernardino, ainda hoje era ministro...