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sábado, 25 de abril de 2009

Discurso do Sr. Presidente da Assembleia Municipal

25 de Abril de 2009


Caros concidadãos
Caros amigos

A todos boa noite

Comemoramos hoje, mais um aniversário de uma data histórica que, se bem que sentida em todo o Portugal, foi particularmente sentida e vivida, aqui, no nosso concelho, e especialmente aqui, nesta praça.
Ainda que também muito outros, nós, aqui no nosso concelho, e particularmente aqui na Marinha Grande, tínhamos infinitas razões para comemorar, porque nessas comemorações recordávamos tantos filhos desta terra que, a par de outros, tudo deram de si, alguns até a própria vida, para que o dia da liberdade chegasse. È a esses Homens e Mulheres que ajudaram a construir Abril e, especialmente aos da minha terra, que quero, juntamente convosco, nestes 35 anos de Abril, começar por homenagear, da melhor forma possível. Não os esquecendo.
Mas estas comemorações servem também para comemorar a esperança. E também para a renovar. A esperança que tínhamos de que dias viriam em que, em comunhão com os ideais da liberdade, seria possível construir qualquer coisa nova, alicerçada em novos valores, nos quais seria possível edificar uma sociedade mais humana, mais fraterna, mais justa.
Passados 35 anos, muitas das nossas esperanças ficaram pelo caminho, travadas aqui e ali por aqueles que, dizendo-se com Abril, o procuraram subverter e utilizar de forma a provocarem novas desigualdades e novas injustiças.
Mas este dia serve também para renovar a esperança, e é também essa mensagem de renovação da esperança que, aqui, vos quero hoje trazer. Bem sei que os dias estão mais difíceis do que nunca. O desemprego alastra de forma incontrolável, trazendo consigo a depressão, a fome e a miséria. Agravam-se as condições sociais e atacam-se os direitos de quem menos tem. Mas se não soubermos renovar a esperança, se nos dermos por vencidos na luta por dias melhores, só veremos as coisas piorarem. È preciso fazermos das fraquezas forças e, em conjunto, travarmos essa batalha, difícil, por melhores dias, mas que pode ser vencida se continuarmos o caminho que Abril abriu. Bem sei que a crise está aí. Instalada de forma irreversível. Provocada, não por aqueles que tiveram esperança que Abril faria da sociedade uma coisa diferente, e que por essa sociedade nova se bateram e batem, mas sim por aqueles que, aproveitando muitas das liberdades que Abril abriu, abusaram delas, aproveitando-as em benefício próprio, e em prejuízo de todos aqueles que, vivendo do seu trabalho, se viram, e vêm, cada vez com menos, para que esses outros tivessem e tenham cada vez mais.
Hoje procuram-se estratégias para minimizar os efeitos nefastos que muitos desses criaram na sociedade. Apontam-se caminhos. O curioso é que, foram aqueles que mais loas teceram e mais endeusaram o caminho que o Mundo levou, e que conduziu á situação em que hoje estamos, que apresentam, agora, propostas para mudar as coisas. Por certo apresentam mais do mesmo, para continuarem a sua vida da mesma forma que antes, para que possam continuar a especular e a viver da melhor forma possível, não se importando, como não se importaram, se isso causa, a muitos outros, dificuldades de toda a ordem. Tenho por isso muitas dúvidas, que aqui partilho, se é com mais do mesmo que as coisas se vão resolver.
Mas, apesar de tudo, tenho esperança que a liberdade que Abril abriu, e que todos queremos ver continuada, nos permita mudar de rumo para que, quem menos tem, possa vir a ter mais, para que a vida venha a ser melhor e para que todos sintamos, continuadamente, que Abril está vivo. Tenho especialmente esperança que, aqui no nosso concelho, seja possível minimizar a crise. Tenho esperança que, a capacidade empreendedora de que os nossos empresários têm dado sobejas provas, aliada á capacidade de trabalho dos nossos trabalhadores, seja suficiente para que, entre nós, as coisas não atinjam a dimensão que, noutros lados, menos preparados e menos capazes, podem vir a atingir.
Não posso deixar, e para terminar, de vos fazer aqui um pedido. Pedido que é um apelo e uma homenagem a Abril, pois foi ele que criou as condições para que em conjunto, e em liberdade, possamos decidir do nosso futuro colectivo. Para isso Abril deu-nos uma arma. A arma que Abril nos deu tem nome. Chama-se voto. Estamos num ano particularmente importante para usarmos essa arma. Façamos pois dela um bom uso, utilizando-a bem. Para isso pensemos em Abril. Pensemos na liberdade. Pensemos no nosso bem-estar. Pensemos no que queremos da sociedade. E depois de bem pensar, vamos utilizar a arma. Vamos votar. Neste ano, em Portugal, vão haver 3 actos eleitorais. Como prova de que estamos com Abril, peço-vos, votemos todos. Que ninguém fique em casa. Utilizemos essa arma da forma como melhor entendermos. As opções são muitas, por isso não será difícil escolher. Escolhamos então e bem, e não deixemos para outros escolhas que a todos nós interessam. Por isso, vamos todos, este ano, demonstrar que estamos com Abril, da forma que Abril criou para todo nós. Votando.
Viva o 25 de Abril!
Viva o concelho da Marinha Grande!
Viva Portugal!


Luís Guerra Marques
Presidente da Assembleia Municipal da Marinha Grande


Discurso proferido nos Paços do Concelho, em 25/04/2009, nas comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril de 1974.

terça-feira, 21 de abril de 2009

QUEM É QUE VAI ARRASAR, MAIS UMA VEZ?

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Enquanto a oposição vai entretendo o pagode, nós mostramos o jogo... e o resto.

“CARINA À PRESIDÊNCIA DA JUNTA DA RIVIERA DE LEIRIA”

Os leitores do Largo das Calhandreiras merecem!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ASSEMBLEIA EXTRA ORDINÁRIA

ACTA Nº ??

(algures entre a 68 e a 70)

Por volta das 19h43m23s (mais coisa, menos coisa) do décimo oitavo dia do mês de Abril do ano da desgraça de 2009, na cave esquerda do nº 4 do Largo das Calhandreiras, reuniu em assembleia extra ordinária a Comissão de Moradores deste honrado e asseado Largo, para analisar a revisão em baixa anunciada pelo governador do Banco de Portugal e para decidir o futuro.
Após acalorada discussão, a qual envolveu duas alheiras de caça, uma chouriça de sangue e quatro morcelas de arroz, tudo regado com um monocasta (Touriga Nacional), e acamado com pão caseiro da padaria por detrás da cooperativa, ficou o Zézé de lavrar a presente acta na qual se verterá a moção de estratégia que a seguir se transcreve, aprovada por unanimidade, aclamação, lágrimas e champanhe.

Moção de Estratégia


Tendo presente a gravidade da situação económico-financeira que o país atravessa, reflectida de forma particular no dia a dia dos moradores do Largo das Calhandreiras, e tendo em conta que o mesmo Largo vem sendo palco privilegiado para a promoção e despromoção de candidatos à Câmara Municipal, assim como para uma acesa troca de galhardetes entre os respectivos apoiantes, assessores, directores de comunicação e outras figuras de idêntico calibre, decidiu esta comissão de moradores pôr o blogue “Largo das Calhandreiras” à venda, para fins politico-eleitorais, pela simbólica quantia de 5.550€, subordinada às seguintes condições:
- o blogue será vendido a qualquer partido, coligação ou grupo de cidadãos com pretensões de ascender ao poder nas próximas autárquicas, à condição de não ser revendido, cedido, ou emprestado a, seitas religiosas, movimentos independentes de beatas ou grupos de apoiantes da causa monarquica;
- a entidade compradora compromete-se a manter o (bom) nome do blogue e o nível de conteúdos a que a marca “Largo das Calhandreiras” se encontra indissociavelmente ligada;
- as propostas, devidamente identificadas, devem ser enviadas por e.mail para largodascalhandreiras@gmail.com;
- o pagamento será efectuado em dinheiro vivo, contra a entrega dos códigos de acesso, em local, dia e hora a indicar pela comissão de moradores;
- no caso de existirem várias propostas de compra, a venda será efectuada pela oferta mais elevada;
Decidiu ainda a comissão de moradores que deverão ser providenciados anúncios públicos de divulgação da venda do blogue.

Uma vez que o futuro está decido e a merenda já é passado, decidiu a comissão de moradores encerrar a presente reunião e aprovar a acta em minuta (como fazem na câmara).


A Comissão de Moradores

(uma série de rabiscos que nem o
Álvarito da Farmácia conseguia decifrar)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ração de Combate


eu bem me queria parecer que aquilo lá na assembleia era uma coisa calma...

Hoje há festança, camaradas!



À pois é, bébé! E para além da apresentação dos candidatos surpresa, o Largo das Calhandreiras está em condições de assegurar que o momento alto da noite será a subida ao palco de Pereirita, para interpretar o seu novo tema “Foste tu CDU”, um tema de despedida com um poema lindíssimo, onde o jovem artista agradece a oportunidade que lhe foi dada para ser vereador, uma coisa que nunca lhe tinha passado pela cabeça.
Vamos ouvir um bocadinho para aquecer o ambiente?
Minhas senhoras e meus senhores, camaradas, convosco, Pereita One Man Show e o tema “Foste tu CDU"! Avante camarada!

E já agora, antes que me esqueça, alguém sabe se o João das Barbas vai?



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"ACIMG tem de devolver verbas"

A Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande (ACIMG) vai ter de devolver 15.424 euros à câmara. A decisão foi tomada na última reunião do executivo.
Segundo um relatório da autarquia, dos 45 mil euros recebidos pela ACIMG para actividades de animação natalícia, “apenas se comprovou ter gasto 29.576”, em Dezembro de 2008. Alberto Cascalho, presidente da câmara, recomenda à ACIMG a elaboração “com a necessária antecedência do seu programa de actividades natalícias, apresentando à câmara o respectivo orçamento”, de modo a atribuição do subsídio seja antecipada. Paulo Ferreira, presidente da ACIMG, revela que desde o primeiro momento reconheceu que a qualidade da iluminação ficou “muito aquém” do esperado. Por isso, exigiu à empresa que fizesse reflectir o preço sobre a qualidade. Assim sendo, Paulo Ferreira esclarece que se disponibilizou a devolver à autarquia o valor do apoio que não foi utilizado, lembrando, no entanto, que a ACIMG organizou outras actividades além da iluminação.



(surripiado do Jornal de Leiria)


Breaking News - Pára Tudo!




Barroso na presidência da Comissão Europeia
Guterres como alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados
Bo na Casa Branca
O que é que querem mais, hã? O Artur Autocolante na Greenpeace?
Não exagerem...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"Politécnico de Leiria quer aproximar ciência das empresas"

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) vai transferir até ao final do mês a unidade de investigação Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto para o Centro Empresarial da Marinha Grande.
Esta mudança é objecto de um contrato a assinar no final do dia de hoje entre o IPL e a Câmara Municipal da Marinha Grande, cerimónia na qual vai ser também feita a escritura que dará ao estabelecimento de ensino o direito de superfície de um terreno no qual vai ser construído um edifício de raiz para a instalação do centro.
À agência Lusa, o presidente do Politécnico de Leiria, Luciano de Almeida, explicou existirem duas razões – «uma de filosofia e outra de meios» – que determinam a transferência do centro.
«É importante que esta unidade de investigação ocupe o mesmo espaço que empresas e que haja uma relação de proximidade entre a ciência e quem a valoriza economicamente», afirmou Luciano de Almeida.
Por outro lado, o presidente do Politécnico de Leiria sublinhou que «a expansão da actividade do centro impõe ou exige a necessidade de instalações de maior dimensão, que o Centro Empresarial da Marinha Grande dispõe».
O responsável acrescentou que a mudança do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto (CDRsp), onde actualmente cem alunos fazem investigação no âmbito de cursos de mestrado, permite, ainda, «a afectação do espaço que vai ser libertado para outras unidades».
Luciano de Almeida destacou igualmente que as unidades de investigação «são uma frente muito, muito importante» do Instituto Politécnico de Leiria, adiantando que na passada semana terminou a fase de candidatura interna a um programa de apoio à investigação no valor de 1,3 milhões de euros.
Já o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Alberto Cascalho, regozijou-se com esta transferência, apontando as «mais-valias» que o centro trará para o concelho e região.
«Temos instaladas no concelho empresas, sobretudo do sector de moldes, que lideram em termos tecnológicos o que há de melhor a nível mundial e fortemente implantadas no mercado externo», referiu Alberto Cascalho.
O autarca apontou ainda a existência do Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos e um incubadora de empresas, acreditando que a presença do CDRsp vai «potenciar recursos e novas sinergias que aumentem a competitividade do tecido económico».
O CDRsp tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico, conduzindo a produtos, materiais e processos mais adequados, efectivos e eficientes, revela a página na Internet do IPL.
Ao mesmo tempo quer contribuir para a geração de valor acrescentado à indústria e promover na sociedade a consciência da importância e do papel do desenvolvimento rápido e sustentado de produto.



(surripiado do Diário Digital)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

“Onde está o Wally?”

Bolas, bolas, bolas! Ele há coisas fantásticas n’um há? Atão n'é que, por falar em bumbeiros e em candidatos, a malta “descobriu” uma foto d’arquivo c’um candidato d’outros tempos, no antigo quartel dos bumbeiros? Será que a história se repete?
Vá lá ver, 250 gr de camarão tigre e uma lambreta, para quem descobrir o Wally!...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Revista de Imprensa

Bombeiros querem obras de remodelação ou novo quartel

Os Bombeiros Voluntários da Marinha Grande querem obras de remodelação ou um novo quartel. Assim o expressaram ao 'cabeça-de-lista' do PSD que vai candidatar-se à presidência da câmara da 'capital vidreira', no âmbito de uma visita do candidato ao quartel dos soldados da paz, na passada semana.
No âmbito do ciclo de actividades 'Um dia com as forças de segurança', António Santos - que se candidata na qualidade de independente pelo PSD -, ouviu dos elementos da Direcção daquela corporação e do seu comandante, Vítor Graça, algumas das necessidades que enfrentam, nomeadamente a necessidade de criar um novo quartel noutro local, ou remodelar o espaço actual, divulga o candidato do PSD, que deixou a promessa, caso vença as eleições, de fazer uma "análise das opções para dignificar esta corporação", tendo demonstrado que o facto de o actual edifício estar inserido na zona histórica e sem potencialidade de ampliação, poderá levar a ponderar uma nova localização.
"No decorrer desta visita, foi possível verificar a degradação do edifício, nomeadamente a falta de portões nas garagens e a própria falta de espaço coberto para guardar alguns dos veículos, o que levanta sérias questões de segurança", adianta a candidatura de António Santos, sublinhando ainda "a falta de um carro de combate a acidentes químicos".
Mas o que mais surpreendeu o candidato foram as condições "muito abaixo do aceitável", disse, referindo-se às camaratas onde os bombeiros descansam.
"É incrível o esforço que têm feito pela manutenção do edifício", referiu ainda António Santos. "Os bombeiros agradeceram, tendo ainda manifestado o seu apoio a qualquer decisão que leve ao melhoramento das condições actuais", adianta a mesma candidatura. "Os bombeiros nunca serão parte do problema mas sempre parte da solução", referiu, por sua vez, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros da Marinha Grande, António Guterres.


(surripiado do Diário de Leiria)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Oposição Distraída

A propósito do início da demolição da Ivima e das grandes preocupações do Sr. J. P. Pedrosa, vieram-me à memória as palavras que o Sr. L. G. Marques escreveu há algumas semanas atrás no JMG, as quais não mereceram qualquer comentário por parte do principal partido da oposição, “entretido” com outras coisas por ventura bem mais importantes.
Dizia o Sr. Marques:

(...) "E que vantagens, para além das directamente dadas à empresa [BA Vidros] que se reflectem na economia local, nos traz este projecto. Primeiro, recuperar um edifício histórico da cidade. Dos poucos com história. Claro que, para o PS, que nos 12 anos em que esteve na Câmara mais não fez que permitir a sua degradação e o deixou transformar num centro de droga “A Fábrica da Droga”, custa muito que haja um outro executivo que cria condições para que o edifício se recupere, que seja entregue à fruição da população, e se acabe com o antro de terror e com o inferno em que aquela fábrica se transformou. Custa, mas para arranjar soluções é preciso pensar e saber negociar." (...)


Pela parte que me toca, devo referir que as palavras do Sr. Marques, para além de me terem tranquilizado (porque agora estamos em boas mãos), ainda serviram para me esclarecer e para poder formar opinião sobre diversos assuntos relativamente aos quais eu não tinha certezas, mas andava desconfiado. A saber:


- ao contrário do que se pensa (e diz) o PC defende a economia de mercado e não se importa de dar vantagens às grandes empresas uma vez que essas vantagens se reflectem na economia local; (Bem visto! Os Srs. dos sindicatos que ponham os olhos no camarada Marques!)
- a culpa do problema da droga na Marinha, é do PS;
- a culpa da degradação do edificio da Ivima, é do PS;
- com a recuperação do edifício da Ivima o problema da droga fica resolvido;
- o actual executivo PCP/Verdes?/AA é muito bom a negociar;
- o PS tem inveja do PCP/Verdes?/AA;

Se o Sr. Pedrosa estivesse atento aos escritos do Sr. Marques, de certeza que agora não teria dúvidas quanto à recuperação e preservação do edifício e, pelo contrário, estaria nesta altura a agradecer-lhe pelos bons serviços prestados por esta câmara, ao concelho. Pede-se por isso à oposição mais atenção ao bom trabalho que este cavalheiros estão a desenvolver e, quem sabe, o seu eventual apoio para mais um mandato duma coligação que tudo tem feito para levar o nome da nossa cidade bem alto.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Revista de Imprensa

"Toxicodependentes obrigados a abandonar fábrica devoluta na Marinha Grande"

A PSP da Marinha Grande foi ontem chamada a intervir na IVIMA, para que o início das obras de demolição da antiga fábrica de vidro pudesse correr sem quaisquer incidentes.
Há vários anos que a fábrica está votada ao abandono, servindo de 'casa' para toxicodependentes e sem-abrigo. Por isso, ao longo da semana, agentes da PSP estiveram no interior da IVIMA para tentar dissuadir os 'residentes' a abandonar as instalações antes que as obras avançassem.
Ontem, a PSP voltou ao local, depois de a empresa a quem foi adjudicada a obra ter dado o alerta de que ainda estavam pessoas no interior do edifício.
"Já estava à espera que isto acontecesse", referiu Sara Santos, da construtora, mostrando-se pouco optimista que as obras possam avançar com o local totalmente vazio. "Por muito que o espaço seja fechado, eles voltam sempre", frisou.
Já com a PSP no interior do edifício, alguns 'residentes' acabaram mesmo por abandonar o espaço, outros optaram por fugir para outro pavilhão da fábrica, mas as autoridades reconhecem que, "só com as máquinas a demolir o espaço é que abandonam o local". "É uma questão muito sensível e com raízes", reconheceu um dos agentes.
Os trabalhos de ontem consistiram apenas em vedar a entrada do edifício e criar condições para que os trabalhos de demolição possam avançar hoje ou amanhã. Conforme explicou ao nosso jornal Sara Santos, apenas uma chaminé e a fachada do edifício irão manter-se. As obras de demolição deverão decorrer durante três meses.
O projecto de arquitectura da empresa Barbosa e Almeida foi aprovado na última reunião de câmara, e visa a demolição dos antigos armazéns e zona de fabricação, a requalificação da fachada do edifício e a recuperação do interior e parte histórica.
Ao Diário de Leiria, Sérgio Moiteiro, vereador do pelouro da Acção Social da Câmara Municipal da Marinha Grande, adiantou que o espaço renovado "poderá servir para estabelecer protocolos de utilização entre a empresa e associações que necessitem de espaço para desenvolver as suas actividades ligadas, por exemplo, à educação e cultura".
Contactado pelo nosso jornal, um dos colaboradores do Centro de Atendimento a Toxicodependentes da Marinha Grande não quis prestar qualquer informação, alegando não ter autorização para o fazer, adiantando que os dois responsáveis pelo centro se encontram de férias.
O Diário de Leiria tentou apurar o tipo de trabalho que as equipas estão a desenvolver neste caso ou se existe algum apoio aos toxicodependentes que utilizam a IVIMA como refúgio.

População satisfeita com demolição da fábrica

Há 50 anos que Júlia Maria reside 'paredes-meias' com a IVIMA e as notícias da demolição da antiga fábrica de vidro vieram trazer "descanso" a esta moradora.
"Vejo-os sempre a entrar e a sair e, desde que o meu marido morreu, chega aquela hora e meto-me para dentro", disse ao nosso jornal.
Júlia Maria, de 86 anos, admitiu sentir alguma "insegurança", adiantando já ter sido alvo de vandalismo. "Há três semanas, partiram-se as persianas das janelas", frisou. "Há muito tempo que deviam ter feito alguma coisa à fábrica", sublinhou, lamentando o estado de abandono do edifício. "É uma pena uma coisa tão linda estar assim", disse.
A mesma opinião é partilhada por Afonso Manuel Roldão, de 82 anos, que lamenta o abandono do edifício, manifestando algum sentimento de "insegurança" pela presença toxicodependentes e sem-abrigo no local.
"Aqui dentro já roubaram tudo o que tinham para roubar. Não imagina a romaria que é todos os dias", referiu ao nosso jornal.


À procura de um novo espaço

A movimentação de trabalhadores na IVIMA, ontem de manhã, não apanhou de surpresa aqueles que 'residem' ou utilizam o interior da fábrica. "Já sabia. A polícia disse que não podíamos ficar mais aqui", contou ao nosso jornal um dos frequentadores do espaço.
Com 45 anos e 20 de uso, este toxicodependente enfrente agora um novo dilema. Depois de utilizar o Parque dos Mártires, uma casa abandonada na Marinha Grande e as instalações da IVIMA, resta-lhe a casa onde reside com a mãe ou um novo espaço, talvez "no meio do Pinhal".
"Se não se pode estar aqui, também não vou estar a consumir no meio da rua", disse, considerando, porém, que será uma "questão de tempo até arranjarem um outro local".



(surripiado do Diário de Leiria)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Hora do Professor Pardal


Reunião ordinária da Câmara Municipal da Marinha Grande realizada no dia 12/03/2009 - Acta n.º 06

PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA
O Sr. Vereador Dr. João Paulo Pedrosa solicitou os seguintes esclarecimentos:
(...)
- ETAR da Escoura - o Sr. Vereador perguntou se houve alguma descarga da referida ETAR.
O Sr. Vereador Artur de Oliveira explicou sucintamente o que se passou, referindo que as águas derramadas e provenientes da ETAR são limpas, contudo, ao secarem no terreno, deixaram uma espécie de nata composta por microalgas. Já foi pedida a análise dessas algas, aguardando-se ainda para hoje os resultados.


Nota da Comissão de Moradores
Em qualquer país civilizado do mundo, uma situação destas daria naturalmente origem à demissão dos implicados e a um pedido de desculpa à população.
Uma vez que por cá o que prevalece é o princípio da irresponsabilidade, só vemos uma maneira destes cavalheiros se retractarem: vão ter de papar a nata toda e, para ajudar a empurrar, beber três goladas da dita água limpa! E não se fala mais no assunto.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

VACUIDADES



Baralha, parte e dá, baralha, parte e dá - pim-pam-pum - já está! Atenção cavalheiros, useiros e vezeiros, damas ao bufete que se vai dar início às quadrienais Lutas Intestinas! Os costumeiros alfarricoques vão tomar posições e em suas mãos os destinos da nação e a defesa da honra, uma espécie de jogos florais em que ganham sempre as tubas canoras e belicosas que insuflarem o mais imponente e habilidoso vazamento de tripa, apoiados por aperaltados comparsas lambe-botas. Brruuummmm – já está! Mas, convenhamos camaradas, apesar do aparato e das parangonas que vendem papel de rotativa a rodo, é o momento mais incolor, inodoro e insípido da nossa desbotada democracia, um momento tão previsível como a quantidade de cuecas borradas que sobram em consequência da fratricida peleja, um pungente e lancinante dó d’alma e de assaduras cutâneas, polvilhadas com camadas de talco e unguento gordo, para apaziguar as dores dos que não viram reconhecido um lugarzinho nas listas. E colunas vertebrais partidas? Também, algumas. Muitas. Talvez nem tantas, que muitos há que a deixam com frequência dependurada no guarda-fatos.
Para os que não têm estratégia nem rasgo, a aposta vai toda para genialidade da figura providencial, para o candidato papal, o homem iluminado que trará progresso e bonança, alegria e fartança, o eleito dos eleitos, que para cair em desgraça basta que não tenda bem a massa, que não a acomode ao jeito dos siliginários de cacete e fralda. Não, este é muito melhor que o outro, que os outros... este é que é!...
Já para os que evidenciam grandes dificuldades em triar o dito candidato, ou a paridade, o segredo não está na massa mas no molho, nas ervas aromáticas e nas azeitonas, que o importante são a iluminura das intenções e a lustreza das ideias, as mais eruditas e avançadas, desenhadas a régua e esquadro por perspicazes visionários, fruto de aturada esculca e denudado debate com a sociedade civil cantas-bem-mas-não-me-alegras. Um fartote...
Mas para os que vertem sabedoria, ciência e água de fezes inócuas nos leitos dos ribeiros, transformando as suas águas em miraculosos, purificadores e providenciais fluídos medicinais, termais, a esses predestinados que fervilham ideias como pipocas, a esses não há mal que lhes chegue, c’um carago, a esses haver-lhes-á de valer o povo trabalhador, o povo que mais ordena, o povo que crê pio na mansidão do tom coloquial e na bondade circunspecta do Benedito, que sucedeu ao outro, o proscrito. “E a obra, catano?” questionam vossas excelsias, desconfiadas, mirando o espectro. A obra dela, da estouvada coligação pois claro, está aqui, está ali, está em toda a parte - numa lomba altaneira, numa barraca de legumes, no leito de um ribeiro, numa moderna escola de proximidade, na "ilha" da Bernarda, num armazém de garrafões, num piquenicão, no Tarrafal, em Cuba, na lua, eu sei lá – está em todo o lado, c’um carago!...
E é por tudo isto e por muito mais, que há-de vir, que se afigura oportuno rememorar as palavras sábias, intemporais e avisadas do Brigadeiro Tomás Candeias de Sá, meu ilustre professor de álgebra:
“Um líder sem equipa, é uma perda de tempo. Uma equipa sem líder, é uma desgraça. Um líder e uma equipa sem estratégia, é um embuste!”
Estranha terra esta que para debelar extensas e dolorosas metástases, corre insana atrás de uma aspirina... Enfim!...

Revista de Imprensa

Álvaro Pereira é o escolhido do PS para câmara da ‘capital vidreira’

O farmacêutico Álvaro Pereira é o escolhido para vir a 'encabeçar' a lista socialista à Câmara da Marinha Grande, nas Eleições Autárquicas do corrente ano. O marinhense e militante do PS é "o único nome que está em 'cima da mesa'" que vai ser submetido a votação da Comissão Política Concelhia (CPC) da ‘capital vidreira’, o que acontecerá, somente, depois da Páscoa, confirmou ao nosso jornal a presidente daquele órgão partidário.
"Ainda não marquei a reunião, mas como quero que seja participativa, só acontecerá depois das férias da Páscoa", esclarece ao nosso jornal Teresa Coelho, concluindo "que é aos militantes que cabe decidir" sobre a aprovação de Álvaro Pereira para liderar a lista à autarquia marinhense, pelo que o avanço do socialista depende, apenas, do voto dos elementos que integram a CPC. Contudo, a 'luz verde' deverá confirmar-se, uma vez que Álvaro Pereira é a escolha do Secretariado daquele órgão partidário.
"Neste momento ainda não está nada definido", diz, por seu turno, Álvaro Pereira, que assume a sua disponibilidade para avançar, desde que essa seja a vontade dos militantes. "A minha disponibilidade em servir o partido e a minha terra é total", afirma, adiantando: "Claro que não rejeito nenhuma possibilidade, mas mais do que isso [neste momento] é pôr o carro à frente dos bois. As pessoas têm de se pronunciar".
Álvaro Pereira é proprietário, há 15 anos, da Farmácia Moderna, na Marinha Grande, onde, até há oito anos, e por um mandato, o socialista presidiu à Junta de Freguesia local. Actualmente, o farmacêutico ocupa o lugar de vereador na câmara da capital vidreira, para o qual foi eleito há quatro anos.
O empresário Jorge Martins foi outra 'personalidade' marinhense equacionada para avançar pelo PS. Como noticiámos na última semana, o administrador da Inteplástico, empresa sedeada na Marinha Grande, não desmentiu o interesse dos socialistas, afirmando apenas que não era candidato e que "não houve nenhum convite formal".
Jorge Martins foi, até há quatro anos, e por vários mandatos, deputado na Assembleia Municipal, primeiro pelo ex-PRD e mais tarde como independente nas listas do PS.


(surripiado do Diário de Leiria)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ração de Combate


Revista de Imprensa

"Autarquia promete estudar legalidade de lombas"

Alberto Cascalho, presidente da Câmara da Marinha Grande, prometeu estudar a legalidade das lombas na estrada Marinha Grande-Amieira, na reunião em que participou com o grupo de cidadãos utentes, na sexta-feira, na sede do clube da Amieira.
“Admiti esclarecer todas as dúvidas das pessoas e assumi que vou colocar a questão aos técnicos da câmara. Quando tiver uma resposta volto a reunião com os representantes dos utentes”, adianta ao JORNAL DE LEIRIA Alberto Cascalho.
Segundo a população das localidades de Amieira e Trutas, as lombas redutoras develocidade não respeitam a legislação em vigor e têm provocado acidentes. O problema estará na geometria das lombas, que são demasiado altas, inclinadas e pouco visíveis.
O presidente mostrou-se satisfeito com a presença de cerca de 150 pessoas no encontro e convidou os representantes dos utentes a trabalhar em conjunto com o município. Alberto Cascalho revelou também que estão em estudo medidas de acalmia de tráfego para toda a via, salientando que a autarquia cumpriu “tudo o que se tinha comprometido com o grupo de utentes”.



(surripiado do Região de Leiria)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

FIM

O Largo das Calhandreiras termina hoje as suas emissões regulares a partir deste espaço que foi um fórum de discussão diário de muitos marinhenses (e não só), ao longo de mais de três anos de serviço público e de uma quantas piadolas.
Correspondendo a um convite endereçado por um importante e prestigiado jornal regional de grande tiragem, o Largo das Calhandreiras passará a ser “servido” a toda a região através de um suplemento semanal dessa publicação.
Reconhecidos a todos quantos contribuíram generosamente com as suas visitas e com os seus comentários para a divulgação e para o enriquecimento deste Largo, o nosso reconhecido obrigado, esperando que passem a ser nossos leitores semanais no novo espaço comunicacional.
Gratos pela vossa atenção, deixamos o nosso caloroso abraço, sublinhado o prazer que tivemos na companhia de todos, sem excepção, ficando no ar a inevitável pergunta: é tão bom, não foi?


sábado, 28 de março de 2009

Revista de Imprensa

"Manifesto"

A Coligação Democrática Unitária é um espaço de convergência e ampla participação dos que querem construir uma verdadeira alternativa de esquerda às políticas de direita que tanto mal têm causado aos trabalhadores e ao povo. A CDU assume-se como a força da mudança necessária que o Distrito de Leiria e Portugal precisam.
Os valores e o projecto de Abril orientam e estimulam a fazer mais e melhor pela nossa terra, pelo distrito, pelo país e pelo povo. A CDU congrega forças e pessoas que se juntam com base no respeito mútuo para alargar, consolidar e reforçar um projecto democrático inspirado na Constituição da República Portuguesa, para construção de uma sociedade com amplos direitos de cidadania e laborais, mais justa, mais fraterna e mais desenvolvida.
Espaço de unidade, de labor e de realização, com trabalho e obra feita, a CDU projecta a criatividade, o engenho e a iniciativa de homens e mulheres abnegados na concretização dos seus compromissos com o povo de que emanam.
Temos uma forma de estar e intervir assentes na verdade, no trabalho, na honestidade, na competência e na luta que os trabalhadores, outras camadas sociais e as populações em geral travam em prol de uma vida melhor e digna, pela defesa do emprego e melhoria dos serviços públicos, pela preservação ambiental e pelo desenvolvimento sustentável do distrito.
É assim no Parlamento Europeu e na Assembleia da República, onde a acção dos deputados da CDU se pauta por uma intensa actividade em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos pequenos agricultores, dos pescadores, dos micros e pequenos empresários, das mulheres, dos reformados e idosos, da juventude e dos interesses nacionais e regionais.
Os deputados eleitos pela CDU na AR realizaram inúmeras visitas de trabalho ao Distrito de Leiria e fizeram muitas intervenções em defesa do emprego, das indústrias regionais, nomeadamente da cristalaria, da cerâmica, dos moldes e da pedra, do comércio tradicional independente, das pescas, da agricultura familiar, do ambiente, nomeadamente pela despoluição da Bacia do Lis, da Lagoa de Óbidos, da Baía de S. Martinho do Porto, do Fosso da Muralha de Peniche e da reabilitação paisagística de pedreiras e orla marítima, e pelo reforço do investimento público necessário ao desenvolvimento regional, em relação ao qual o distrito tem sido inadmissivelmente desprezado quer pelo PS quer pelo PSD, com ou sem o CDS/PP.
Nas autarquias locais, apesar do boicote sistemático de outras forças políticas, temos obra feita, melhorámos as condições de vida material e cultural das populações e promovemos o desenvolvimento integrado nos concelhos da Marinha Grande e de Peniche.
Lutamos por um distrito coeso, desenvolvido, com o investimento público a que tem direito e com futuro, no respeito pelos direitos sociais e laborais. Lutamos por uma sociedade mais digna, por um país desenvolvido e sem assimetrias regionais, socialmente justo e ambientalmente sustentável. Lutamos por uma Europa de amizade, solidariedade e igualdade entre povos e países e por um Mundo de paz. Somos a alternativa, a força de um Abril sempre renovado.
Estamos sempre com quem resiste lutando pelos seus direitos e com quem luta por uma vida melhor; lutamos ao seu lado, trabalhamos para o povo. Não aparecemos só nos momentos eleitorais e rejeitamos a acção política como espectáculo mediático para auto-promoção.

Precisamos agora da força e da vontade de todos os que lutam e recusam a mentira, a demagogia, as promessas vãs e os embustes.
Somos construtores do futuro, temos a força das convicções justas, da obra realizada, do empenho, do saber e da generosidade de todos quantos não se acomodam e se inquietam.
Por isso partimos para mais estas batalhas com confiança, determinação e a certeza de que é possível ter esperança num futuro com uma vida melhor.
E com esta confiança e determinação inabaláveis, o Encontro Regional da CDU estabelece como principais objectivos eleitorais para o distrito de Leiria: aumentar o número de votos na CDU nas eleições para o Parlamento Europeu, contribuindo para a consolidação e reforço da sua influência de molde a possibilitar uma intervenção mais eficaz em defesa dos interesses dos trabalhadores, da independência e da soberania nacionais; · aumentar o número de votos nas eleições para a Assembleia da República e lutar com determinação e confiança para a eleição de um deputado pelo Distrito; concorrer a todos os órgãos municipais nos dezasseis concelhos e ao máximo possível de assembleias de freguesia; aumentar o número de votos e mandatos nas autarquias locais, nomeadamente consolidar e alargar as maiorias nas câmaras e assembleias municipais da Marinha Grande e Peniche, reforçar a presença da CDU nos municípios de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Leiria e Nazaré e manter e reforçar as responsabilidades nas assembleias e juntas de freguesia de Marinha Grande, Serra d’ El Rei, São Pedro e Ajuda, em Peniche, e trabalhar para alargar a presença da CDU em mais freguesias.
Com consciência do grande desafio que coloca a todos os seus activistas, o Encontro Regional lança um movimento de recolha de apoios à CDU enquanto força · de esperança e ruptura com a política de direita que conduziu o nosso país à grave situação em que se encontra; · portadora de um projecto inequívoco de ruptura com o federalismo, as políticas neoliberais e o militarismo da União Europeia e de luta por uma Europa de paz e cooperação entre os povos; com uma política alternativa, indutora da mudança necessária, em que a dignificação e valorização do trabalho e dos trabalhadores, a elevação cultural e do bem estar físico do povo e o respeito pelo ambiente estejam no centro das atenções; que, com trabalho, honestidade e competência, tem obra feita em prol das populações e do desenvolvimento do território.
O Encontro Regional da CDU decide ainda promover de 6 a 16 de Maio, por todo o Distrito, a realização de reuniões, o mais alargadas possível, com o objectivo de reunir e concentrar esforços e energias para as complexas tarefas eleitorais que se avizinham.
Mobilizar, lutar e transformar o descontentamento e a luta em votos na CDU – força da coerência, da responsabilidade, da exigência e da autêntica mudança – é um desígnio fundamental para o presente e o devir colectivos.

Peniche, 21 de Março de 2009
O Encontro Regional de Leiria da CDU.



(surripiado do Tinta Fresca)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Nova Sala das Sessões, Mais Rambóia…


É com um misto de alegria e de comoção que registamos o facto dos nossos deputados já acederem ao Largo das Calhandreiras a partir da chiquérrima Sala das Sessões da Assembleia da República, agora equipada com potentes Magalhães e intermete. Isso é que é sorte hein!?...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Revista de Imprensa

"As incoerências social-democratas"

O Partido Social-Democrata da Marinha Grande poucas vezes toma posições sobre o que quer que seja. Há quatro anos esteve na origem da denúncia pública sobre a presença de metais perigosos no Parque da Cerca que serviram, apenas e só, para alarmar a população.
MAIS recentemente vimos o PSD local muito preocupado com a transformação de uma fábrica devoluta, no centro da cidade, em zona de armazenamento de garrafas e na denúncia de um encaminhamento de águas pluviais da desactivada ETAR do Pilado para um pequeno riacho do lugar.
Ou seja, temos um PSD muito activo em questões ambientais mas extremamente passivo em outras matérias importantes para o concelho.
DENUNCIAR atentados ambientais é um dever de um partido político e os autores deste crime, a existirem, devem ser levados à justiça, embora saibamos de antemão o que vai suceder no futuro. Os seres humanos, infelizmente, têm a memória curta e não tardará que esta matéria caia no esquecimento.
É bom não esquecer que os autores da denúncia são, imagine-se, aqueles que há quatro anos apoiaram o vereador Artur de Oliveira, o alegado responsável pela descarga poluente.
MAIS curioso é o facto do PSD que hoje denuncia este crime ambiental é o mesmo que há poucos meses negociou com o presidente da autarquia a aprovação do orçamento e das grandes opções do plano para o ano em curso.
ou seja, se o PSD acha que se demarca facilmente da conduta do actual executivo comunista está muito enganado. Os eleitores não são tolos pois sabem perfeitamente que um partido não pode ratificar um orçamento hoje e amanhã dizer que não tem nada a ver com a política camarária.
SE fosse um partido de bem, o PSD da Marinha Grande há muito que deveria ter tirado a confiança política a Artur de Oliveira, poupando assim o autarca da humilhação de se desfiliar da família política a que sempre pertenceu.
SE fosse um partido de bem, o PSD da Marinha Grande deveria ter vindo a público assumir que negociou com o PCP a aprovação do orçamento para 2009 e que alguns pressupostos não têm sido cumpridos pela maioria camarária, nomeadamente no que toca à questão da IVIMA.
É por estas e por outras que o PSD da Marinha Grande, até agora, nunca foi além de um vereador no executivo camarário. E ainda bem para o concelho.


(surripiado do Jornal da Marinha – editorial de A. J. Ferreira na edição de hoje do JMG)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Revista de Imprensa

Jorge Martins 'na frente' para ser candidato do PS na ‘capital vidreira’

O empresário Jorge Martins é a 'personalidade' que o PS quer apresentar como 'cabeça-de-lista' na candidatura à presidência da câmara da Marinha Grande. Fontes do partido confirmaram ao nosso jornal que aquela deverá ser a escolha dos socialistas para as Eleições Autárquicas na capital vidreira, onde o nome do vereador Álvaro Pereira também chegou a ser ponderado para 'liderar' a lista a apresentar.
"Não sou candidato. Não houve nenhum convite formal", respondeu, ao Diário de Leiria, Jorge Martins, sem querer pronunciar-se mais sobre o assunto.
Também o farmacêutico Álvaro Pereira, e militante do PS, foi parco em palavras, adiantando apenas que "não há nenhum convite formal. Penso que ainda não houve convites a ninguém", acrescentou.
O socialista, eleito para a câmara da Marinha Grande nas últimas eleições autárquicas, chegou a ocupar a presidência da Junta de Freguesia local. É proprietário, há 15 anos, da Farmácia Moderna, naquela cidade.
Por sua vez, o empresário Jorge Martins foi, até há quatro anos, e por vários mandatos, deputado na Assembleia Municipal. Primeiro pelo ex-PRD, mais tarde como independente nas listas do PS. É administrador da Inteplástico, empresa sedeada na capital vidreira, que dirige a sua actividade para a produção de componentes para o sector automóvel. Fundada em 1992, é uma sociedade anónima com um capital social de dois milhões de euros, integrando o grupo francês Bourbon Fabi. Com mais de duas centenas de trabalhadores, tem como principais clientes finais a Toyota e a Citroën.
Conhecida é já a candidatura do independente António Santos, à câmara da Marinha Grande, pelas 'cores' sociais-democratas.

(…)


(surripiado do Diário de Leiria)

creio que temos o problema da primeira página desta semana resolvido…

Suspeito de violação de sobrinha julgado à porta fechada

segunda-feira, 23 de março de 2009

Revista de Imprensa

"Descarga de ETAR desactivada provoca polémica"

Uma descarga a partir de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) já desactivada em Escoura, Marinha Grande, poluiu uma linha de água próxima, estando o caso a provocar polémica local, por ter sido de iniciativa da autarquia.
A descarga ocorreu no final do mês de Fevereiro e, poucos dias depois, o PSD local recolheu amostras de água para análise, tendo sido detectada "carência biológica de oxigénio" no limite permitido por Lei (40 mg/l) e 250 mg/l de "sólidos suspensos totais", o que ultrapassa o parâmetro legal de 60 mg/l.
Em comunicado, a Comissão Política Concelhia do PSD considera a descarga "um crime ambiental" e participou o caso à GNR.
"Esperemos que os responsáveis não permaneçam anonimamente impunes dos seus actos ilegais e nefastos para as populações, tal como infelizmente tem acontecido frequentemente por parte do actual executivo da CDU", lê-se no documento.
Alberto Cascalho (CDU), presidente da Câmara da Marinha Grande, disse à Agência Lusa que os tanques da ETAR foram "completamente esvaziados aquando da desactivação" da infra-estrutura.
Porém, com a "forte pluviosidade" registada entretanto, os tanques ficaram "quase a transbordar" e a autarquia concluiu que a água se apresentava "limpa, transparente e inodora, nada indicando que estivesse poluída", pelo que foi ordenada pelo vereador do Ambiente, Artur Oliveira (PSD), a abertura da parede de uma bacia de tratamento de água, levando ao esvaziamento do tanque para uma ribeira próxima.
O presidente da autarquia adiantou que quando foi alertado para a situação - de possível contaminação das águas - já o tanque se encontrava com a água das camadas mais profundas expostas.
"Era então visível a opacidade da água, o que me levou a ordenar o fecho imediato do tanque e a realização de análises", disse, adiantando que os resultados dessas análises revelam que "alguns parâmetros estão acima dos valores de referência", por "serem águas estagnadas há cerca de um ano".
Ainda segundo Alberto Cascalho, a autarquia está a tomar medidas para que as águas ainda retidas nos tanques tenham o tratamento adequado.
O objectivo é "aterrar o tanque de oxidação e o decantador secundário, de modo a nivelar o terreno, garantindo assim as condições de segurança necessárias e desejáveis a este espaço", acrescentou.


(surripiado do Diário de Leiria)