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sexta-feira, 4 de maio de 2007

"Presidente da autarquia acabou com transportes urbanos"

02-05-2007
António Rosado

MARINHA GRANDE
Presidente da autarquia acabou com transportes urbanos

Alegando "ilegalidades" da empresa municipal de transportes urbanos, o presidente da câmara fez aprovar a extinção dos serviços que nunca chegaram, verdadeiramente, a funcionar.
Uma circunstância excepcional ocorrida durante a última reunião da autarquia da Marinha Grande levou a que o equilíbrio de forças em presença tivesse permitido que a proposta do presidente da câmara, Barros Duarte, fosse aprovada com apenas dois votos favoráveis, embora o órgão seja composto por seis vereadores, mais o presidente eleito pela CDU. Assim, foi extinta a empresa de Transportes Urbanos da Marinha Grande (TUMG), mesmo antes de ter sido possível implementar o serviço regular de transportes, como era seu objectivo quando o serviço foi criado há seis anos atrás, durante a vereação socialista.
Mesmo com a abstenção do vereador comunista Marques Pedrosa, foi possível fazer aprovar a proposta, uma vez que o vereador socialista Álvaro Pereira (que votaria contra, segundo disse aos DIÁRIO AS BEIRAS), estava ausente por razões profissionais e o vereador do PSD Artur Oliveira não podia votar, sendo administrador da TUMG.
O presidente Barros Duarte justificou a sua decisão porque "a empresa nunca andou bem desde o princípio", funcionando com motoristas e três autocarros da câmara, ao mesmo tempo que "as máquinas pesadas que foram transferidas para a empresa ficaram a enferrujar". O autarca revelou que não podia pactuar com "coisas que eram ilegais", como é a situação de os motoristas serem pagos pela autarquia. Aliás, os TUMG nunca prestaram serviço regular, diário, de transporte de passageiros, limitando-se a cumprir uma agenda de serviços eventuais de circulação entre escolas e por solicitação de instituições do concelho. Barros Duarte considera mesmo que "havia uma duplicação de serviços" entre a autarquia e a empresa municipal, acrescentando que "não estava para ficar aqui até ao fim do mandato a assinar coisas ilegais". Agora, os cinco funcionários administrativos da TUMG vão regressar aos quadros do Município, ficando a aguardar pelo "estudo de mobilidade" entretanto encomendado, que poderá recomendar a adjudicação das respectivas funções a uma entidade privada.

Fonte: Jornal As Beiras
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Sabem onde é que este artigo pode ser consultado? Nem mais, no site da cambra!
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(... e para os menos impressionáveis e com robustez física acima da média, aconselhamos a leitura do discurso do Sr. Presidente da Assembleia Municipal na comemorações do 25 de Abril, aqui)

Ração de Combate

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segunda-feira, 30 de abril de 2007

"Também tu, Brutus?"

Abril floriu, a Primavera rompeu o céu cinzento de Inverno, o Equinócio irmanou os dias e as noites, tornou-os iguais, desabrochou o cravo rubro da Liberdade - floriu a esperança, grelou o discurso. O psitacismo deitou grelo, não um grelo úbere, antes uma incontrolável mas previsível verruga arapuca.

Do cimo da varanda dos Paços do Concelho a centúria saudou o povo trabalhador e outros. O Presidente democraticamente eleito, demais autarcas, acólitos, capatázios, emplastros, empresários de espírito de Abril, imbuídos da mais fina e imaculada cultura democrática, impregnados do delicado aroma da liberdade, devolvem à cidade o esplendor das comemorações, a fulgência doutros tempos...
Barba non facit philosophum, é bem certo, mas o povo aguentou a pé-firme, para ouvir o que lhes tinha para dizer o mestre-de-cerimónias. Quando tem tempo o povo sabe esperar.
O exórdio nem correu mal, banal, como habitual, um pouco viscoso mas, fluído. A dinâmica e a capacidade de empolgar não são coisa que se adquira com facilidade, sabe-se, são um dom com que o Criador assinala os predestinados (o que manifestamente não é o caso!).
Bem, mas o pior, pior, estava para vir. A “ocasião faz o ladrão” e o parlador não se fez rogado. Passado o intróito seguiram-se pétalas de neo-sectarismo atípico, desenterrado sempre que convém identificar e afrontar o inimigo para não nos olharem para o umbigo. Clamando contra outros “neo”, os do grande capital (sim, que os do pequeno são uma bênção dos céus!…), o iluminado não resistiu a falar em nome da classe operária, a dar conselhos, a alertar os assalariados desatentos para os perigos dissimulados que apenas a bola de cristal da ortodoxia desvenda ante tempus, na saúde e na doença, no trabalho e no emprego, na educação. Moralista, discorre sobre os pecados da carne, da carne de meninas de alterne, de rameiras que ocuparão sem pudor e sob o olhar complacente dos obcecados pelo défice, as escolas dos meninos. Adulteram-se e aviltam-se os valores morais duma sociedade justa mas dá-se às putas o direito de por uma vez na vida frequentarem um estabelecimento de ensino oficial.
Mas o imaculado estava impenetrável e “avante camarada”, zurziu sem dó nem piedade neste governo de classe (estranho epíteto vindo de quem vem…) que procura na construção dos centros educativos mais umas negociatas para o apetite voraz do grande capital, zurziu sem dó nem piedade nos governos anteriores que também esbulharam o povo (sem que o compadre se apercebesse da alusão a Durão e a Santanão), zurziu sem dó nem piedade nos magnatas da comunicação, da propaganda, da manipulação, Balsemões e Tózés, que o tamanho não conta, o que conta é a intenção. Enfim, e com tanto por onde zurzir…
Foguetes anunciando o fim de festa e já Carla Alexandra, aluna do 11º ano, volta a casa sem saber o que o presidente pensa do futuro, Joaquim Rosa, vidreiro desempregado, sem saber o que se pode fazer para salvar a indústria vidreira, Cármen Sousa, viúva, pensionista, sem saber quando poderá ir de Picassinos ao Centro de Saúde nos transportes públicos, Afonso Prata, artista, sem saber qual é a política cultural para os próximos anos, Claudete Bernardes, comerciante, sem saber qual o futuro do Centro Histórico, Marco Rafael, fresador, sem sabor como a industria de moldes vai ultrapassar a crise, Zélia Aires, universitária, sem saber se um dia poderá voltar à sua terra, Relaxoterapeuta, andarilho, sem saber se vale a pena…

É bem certo, os nossos prosélitos políticos parecem talhados para esbanjar oportunidades, mas o povo não dorme. Quando tem tempo o povo mantém-se vigilante.
E já agora, não me venham com a conversa da “legitimidade democrática”, porque o uso que faço da "pena" tem a mesma natureza, se o presidente debita o que mais lhe aprouver também eu posso discordar do destempero da prosa. Viva Abril! Tenho dito!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

25 de Abril - O Discurso

Discurso do Presidente da Câmara, Sr. João Barros Duarte, na noite das comemorações da Revolução de 25 de Abril de 1974, na Praça Stephens.



Amigos

Camaradas

Nesta data festiva, comemorativa da Revolução dos Cravos, que devolveu ao povo Português a liberdade e a cidadania democrática, em meu nome próprio e em nome da Câmara Municipal, desta tribuna, vos dirijo uma saudação Amiga e Fraterna.
Aos Militares de Abril, autores dessa preciosa herança que doaram ao Povo Português, aqui os recordamos com saudade e reconhecimento pela sua coragem e empenhamento democrático, que os determinou ao derrube da ditadura Salazarista, que nos oprimia, inspirada nos regimes de Mussolini e Hitler e, na altura apoiada pelo Governo da vizinha Espanha, dirigido pelo ditador fascista Francisco Franco.
Franco que na última Grande Guerra se havia aliado, e disso beneficiou para chegar ao Poder, aos Governos Fascistas beligerantes da Alemanha e da Itália.
A herança democrática da Revolução dos Cravos que os militares de Abril legaram ao País e ao Povo, trouxe-nos mudanças muito significativas e substanciais, que alteraram profundamente para melhor a qualidade de vida de todos os Portugueses.
Passou a haver Liberdade, direito de opinião e de reunião, sem risco de se ser preso e torturado pela polícia política como até então.
Passou a haver uma mais justa distribuição da riqueza produzida no país, que melhorou os ordenados dos trabalhadores alargou-se e democratizou-se no país, o direito ao ensino e à educação.
Melhorou-se e alargou-se significativamente a assistência social aos Portugueses, com aumento do número de beneficiados e do valor das miseráveis pensões de reforma.
Melhorou-se e alargou-se a assistência à saúde, com melhores cuidados médicos a custos acessíveis a todas as camadas da população a que até então muitos trabalhadores não tinham acesso.
Iniciou-se em todos os Concelhos do país, o alargamento das redes públicas de distribuição de água ao domicílio e de esgotos domésticos, que até então beneficiavam apenas reduzidas camadas da população.
A Revolução Militar e Social do 25 de Abril, foi o acontecimento mais importante na história de Portugal do século passado.
Acabou com a guerra colonial que ceifou milhares de jovens, estropiou outros milhares e destroçou centenas de famílias.
Cumpre-nos, em defesa de um futuro melhor, evocar neste dia a Revolução dos Cravos, como o marco que trouxe mais qualidade de vida, mais justiça social e mais alegria a mais alargadas camadas da população Portuguesa.
Foi o acontecimento com repercussão e admiração mundial, que repôs internacionalmente a credibilidade de Portugal como país livre e democrático.
Evocamos, agradecidos, com respeito e admiração, nesta data, do 33º Aniversário do 25 de Abril, a todos os seus Heróis, Civis e Militares, que tornaram possível o êxito da Revolução que nos retornou a Liberdade.
Aos militares que a concretizaram, desalojando do Poder o Governo despótico e obscurantista que governava, daqui os saudamos.
E aos civis, que com seus sacrifícios, alguns da própria vida, vinham há muitos anos, lutando contra a ditadura policial e belicista, daqui lhes prestamos a nossa homenagem. Esses civis com o seu trabalho revolucionário que desenvolveram ao longo dos quarenta e oito anos de ditadura, e que criaram junto do povo as condições para o êxito dos militares de Abril, na Revolução Social que hoje aqui e sempre comemoramos com regozijo e alegria.
É com sentido cívico e de justiça que nesta data comemorativa e festiva, recordamos com saudade, os momentos felizes que a todos e ao povo Português em geral, proporcionou a vitória dos ideais e da luta desses civis e militares do 25 de Abril.
Passados que estão trinta e três anos, rendemo-nos reconhecidos pela virtuosidade da vossa luta, numa entrega total pela conquista dos valores mais nobres do Homem . A Liberdade, Solidariedade e Fraternidade.

Mas Amigos e Amigas

Dirijo-me agora às camadas mais jovens sobretudo.
Não basta recordarmos e reconhecermos do porquê do 25 de Abril e dos benefícios que ele nos trouxe.
Alerta!
Porque o Regime de Liberdade e Democracia implantado após o 25 de Abril, começou de imediato a ser traído pelas Forças Políticas e Sociais, que com ele perderam algum Poder e Privilégios.
Perderam poder, mas não perderam influência e meios que lhes possibilitou moverem-se nos salões onde se armaram as traições, e definiam os ataques contra a Democracia e os seus defensores.

E meus Amigos,

Aqueles de nós que viveram esses difíceis momentos da periclitante consolidação da transformação, do que muitos pensavam ser apenas um golpe militar, mas que veio a ser uma Revolução Social o 25 de Abril, sabem por experiência própria, de que em política, nenhuma vitória é eterna, e nada se pode dar como conquistado em definitivo.
Hoje como então, temos um Governo de classe, que privilegia os poderosos e os interesses do grande capital que, como os Governos anteriores, vai a pouco e pouco esbulhando o povo que vive do trabalho, dos benefícios que o 25 de Abril deu.
Atente-se na política de propaganda e manipulação que tem ao seu serviço os patrões dos grandes órgãos de Comunicação Social, e até de alguns pequenos.
Como eles vendem gato por lebre.
É assim que, em nome de melhores cuidados de saúde encerram centros de saúde, roubando ao povo a única possibilidade que têm as pessoas de ter acesso a um médico.
Em nome, de falta de médicos, que se fosse real, e razão suficiente só os Governos eram os únicos culpados, pela continuada politica de numerus clausus que têm mantido no ensino superior, contra os interesses do país e das populações.
Nisso escondem que a principal razão e único objectivo da política de encerramento que o Governo está a levar a cabo dos Centros de Saúde, das maternidades e das urgências que deixa a maioria da população sem acesso a cuidados médicos, tem por único e exclusivo objectivo, criar condições para entregar aos interesses de capital privado a exploração do negócio da saúde.
É para favorecerem interesses privados e colocar professores no desemprego, domando e castrando a sua consciência democrática de resistência á implantação rasteira e sub-reptícia do autoritarismo e de programas elitistas, que o medo do desemprego alcança, que este Governo define e propõe como politica o encerramento de escolas por esse país fora.
Não importa que isso desenraíze os alunos das suas aldeias, e os retire do seio das famílias, criando condições para se adulterarem os valores de família e de solidariedade entre gerações.

Não importa, porque os edifícios onde actualmente funcionam as escolas vão ser vendidos contribuindo assim para no imediato ajudarem a tapar o buraco do Orçamento Geral do Estado.
E, nesses edifícios ex . escolas, passarem a funcionar discotecas e bares de alterne e prostituição, que adultera e avilta os valores morais duma sociedade justa.
É preciso criar negócios ao grande capital fabricando desta forma artificiosa, necessidade de construção de novos edifícios para instalação dos anunciados Centros Escolares.

É assim Meus Amigos:

Que este Governo com a capa da democracia, nos vai adormecendo e, impondo aumentos dos bens de primeira necessidade, como do pão, da saúde, dos combustíveis, da água, da luz e dos impostos.
E vai, causticando as classes mais modestas da população, depois de castrar
o poder reivindicativo do povo trabalhador com o desemprego e favorecimento dos salários em atraso, do encerramento de Empresas, que o grande capital, face á condescendência e até colaboração dos políticos que nos governam, vai deslocando seus negócios para outras paragens, onde têm melhores condições de exploração da classe trabalhadora.
E o atrevimento deste Governo dito Socialista mas ao serviço do capital, já chegou ao ponto de reduzir as pensões de reforma e os ordenados e demais regalias, que há anos estavam concedidas e consignadas nos contratos de trabalho, negociadas entre empregados e empregadores.

Foi assim, caros amigos, que se implantou o regime ditatorial que governou e explorou o país durante 48 anos, antes do 25 de Abril.

Meus amigos,

Nesta hora, em que há 33 anos a canção do Zeca Afonso foi a palavra de ordem da Revolução dos Cravos contra a opressão e a exploração de um povo martirizado pelas condições que agora o Governo vem tentar repornos, é hora de dizermos BASTA!
Tomemos consciência dos sinais preocupantes de desigualdades em que os ricos cada vez o estão a ser mais e em menor quantidade, e os pobres cada vez mais pobres, com mais dificuldades, impostas pela terrível política do desemprego e da precariedade.
Os salários dos trabalhadores cada vez são mais baixos e, escândalo dos escândalos, as remunerações dos administradores e outros dirigentes das empresas e instituições nacionais estão muito acima de média europeia.
Chegou-se ao cúmulo de a um ex-administrador da instituição bancária, a única ainda nacionalizada, se conceder uma pensão de reforma superior ao ordenado do Presidente da República pela prestação de, apenas, meses de trabalho.
Isto não são apenas sinais, são factos deveras preocupantes, que nos devem mobilizar para lutarmos contra o retorno ao passado, sem futuro para os nossos filhos.

Camaradas e Amigos,

A miséria e a pobreza nas formas mais deprimentes e odiosas, porque fruto da exploração do homem pelos poderosos detentores do capital, estão aí.
Só no nosso distrito são actualmente 23 mil os desempregados.
Não obstante, o crescimento exponencial do trabalho precário e sem direitos, é assustador.
Os jovens, as mulheres e os demais idosos são sempre os mais atingidos e os que mais sofrem.

Camaradas e Amigos,

É preciso todos tomarmos consciência das dificuldades e sacrifícios que esta política está a impor ao povo e determinarmo-nos e integrarmo-nos na luta por políticas que retomem os ideais de Abril e contra a recuperação das condições de exploração do passado.
Estamos numa terra de fraternidade, cheia de história, de tantas lutas pelas causas da Democracia, da Liberdade e por melhores condições de vida, onde o POVO É QUEM MAIS ORDENA.
Como cidadão e como autarca, convosco reafirmo o compromisso de prosseguir a luta pelo progresso e pela justiça social e pelos direitos e liberdades consagrados na Constituição de Abril de 1976.

Precisamos de Abril sempre renovado que valorize quem trabalha e quem produz. Precisamos de transmitir aos mais novos os valores e os princípios de Abril que nos animaram nos primeiros anos da Revolução dos Cravos.
Viva a LIBERDADE,
Vivam os revolucionários que fizeram a Revolução de Abril, civis e militares,
Vivam os trabalhadores,
Vivam os empresários de espírito de Abril,
Viva Portugal.

Marinha Grande, 24 de Abril de 2007

Discurso proferido pelo sr. Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande nas comemorações do 25 de Abril de 2007


Para ler e digerir...
Já agora, por acaso alguém sabe se o Sr. Bereador Artur aplaudiu o discurso do camarada presidente?

quarta-feira, 25 de abril de 2007

O Pior Português de Sempre!



Este homem,
mandou assassinar
mandou torturar
mandou calar
mandou prender
não descolonizou
alimentou uma guerra colonial sem sentido
fechou Portugal ao mundo
favoreceu o corporativismo
fomentou o analfabetismo
foi um ditador
foi um facínora!

Que jamais se apague da memória, para que jamais se permita que se volte a repetir.

VIVA O 25 DE ABRIL!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Já era!...

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Para sermos sérios numa matéria destas há duas coisas que era importante nós, humildes municípes desta cidade, sabermos:
1) em que circunstâncias, por quem e com base em que argumentos é que a cambra tomou esta decisão
2) qual é a política de transportes e de mobilidade para a nossa cidade
Já agora, só para avivar a memória:
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REDE VIÁRIA, TRANSPORTES, E TRÂNSITO
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Criação de novos parques de estacionamento, nomeadamente na zona central da cidade.
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Criar um novo Terminal Rodoviário.
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Implementar o sistema de transportes urbanos do concelho.
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O FLC oferece um balde de pipocas a quem adivinhar que coligação ou partido inscreveu estas medidas no seu programa eleitoral. Vá lá, eu sei que há por aí quem saiba...
Aqui também havia qualquer coisa, mas pelo sim pelo não a informação já não está "on line".
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(tratou Agência Barbas & Autocolante)

sábado, 21 de abril de 2007

REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS!

Ao contrário de outros o FLC não anuncia que vai fazer revelações bombásticas, o FLC faz revelações bombásticas. Ora aqui vai:

- Aproveitando a “boa onda”, a Universidade Dependente vai abrir um pólo em Leiria. O Ministério da Justiça já autorizou e deu luz verde às pretensões da Dependente de se instalar na Prisão Escola.

- Afinal confirma-se. O Primeiro Ministro é detentor duma Pós-Graduação em Engenharia Sanitária e o FLC pode prová-lo. Apresentamos aqui em primeira-mão o trabalho final de avaliação do Dr. Engº. Sócras relativo a essa Pós-Graduação, esta magnífica e revolucionária peça de mobiliário sanitário simplex, também conhecida por “Galactika”. Esta trabalho valeu a Sócras dezassete valores e o Prémio de Excelência e Inovação atribuido pela APLEPGES - Associação Portuguesa de Licenciados em Engenharia com Pós-Graduação em Engenharia Sanitária.
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- João Barbas Pedrosa, guia espiritual dos Socialistas do Distrito de Leiria e mentor do projecto "Fazer Filhos dá Saúde e Faz Crescer", afirmou estar convenciado que Marques Mentes está por trás de toda a “campanha difamatória” montada em torno da licenciatura de Sócras. O que JBP não sabe é que Marques Mentes está imparável e que depois de não ter ficado convencido com as explicações do primeiro ministro se prepara para desmascarar mais um “falta de carácter”. Desta vez as baterias vão ser apontadas a Rui Costa. Marques Mentes está “firmemente convencido” de que o médio benfiquista não é Maestro. As dúvidas parecem ter sido levantadas no decorrer duma conversa que Mentes teve com Vi Torino d'Almeida. Marques Mentes ter-se-à referido a Rui Costa como “o seu colega maestro”, ao que Vi Torino largou a rir - “meu colega, ah, ah, ah, essa é boa!”. Ganda nóia!
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- O neo-liberal João Barbas "the president" (inspirado pelo pequeno líder laranja), obcecado com o equilíbrio orçamental e preocupado com a falta de flexibilidade da lei que não lhe permite despedir pessoal e com o excesso de doutores & inginheiros na cambra, já mandou recolher todos os certificados de habilitações a ver se apanha algum com curso tirado na Dependente. Cuidado pessoal, pelo sim pelo não mais vale apresentarem o diploma da quarta classe dos adultos do que o canudinho. Vai lá vai...

terça-feira, 17 de abril de 2007

2007 Odisseia na Praça

Fez sábado de Aleluia oito dias que cumpri um ritual que há anos deslembrara. Desde que Dona Cintinha foi devolvida-sem-retorno à sua mamã (e minha prestimosa sogra!), por manifesta “falta de condições psicológicas para aturar um matóide da pior espécie”, que não madrugava pelas sabatinas para ir à praça.
Espreguicei-me a primeira vez marcavam os ponteiros sete e dez, mas só me ergui, constrangido por um incontrolável aperto na bexiga e com a uretra quase alagada, já o das horas tocava no oito. Levei a coisa a rigor como noutros tempos - tomei banhoca, escanhuei, untei os sovacos de desodorizante e vesti o fato de treino Desportex, impecavelmente vincado pela Lurdes Rata, a minha nova mulher a dias. Sobre uma camisa às riscas com três botões por casar, casaco de fato de treino aberto a três quartos, a adivinhar as peitaças, lá parti eu de bicicleta para a praça, exibindo com garbo um magnífico fio de oiro com a cruz de Cristo e um corno em marfim de dimensões generosas.
“É carago, Relaxoterapeuta, não foste à cama ou quê? Onde é que o vacão vai todo apinocado?” disparou Maria Suzete, calhandreira profissional do Bairro Mariano, mal tinha eu transposto o portão do quintal. “Foscasse Suzete, já um gajo não se pode levantar cedo para ir à praça. E a seguir vou à comprativa. Queres que te avie alguma coisa?”, “não vale a pena que ainda ontem fui ao Lider com a minha comadre”, despachou a vinagreira.
Chegado à praça decidi introduzir-me no funcional e arejado equipamento pelo “portão do peixe”. “Ó freguês, ó freguês, olha o carapau fresquinho!”, esganiçava uma pexina entradota acenando com dois exemplares meio esverdeados, agitados freneticamente nas mãos erguidas acima da cabeça. Olhei em redor, um asseio, um brinco, digno duma vistoria de olho arregalado dum zoiatra atento e dum acipreste voluntarioso. Ainda aprecei um robalote p’ra escalar, dos poucos que não eram de aviário (afiançou-me a pexina), mas quebrou-se-me logo o talante ao ver a balbúrdia que reinava na baiuca imunda e sarrosa - peixe, tripas, escamas, moscas, baldes de água suja por onde passava todo o “pexinho” amanhado, mais moscas, uma balança suja e desconchavada, um saco com notas e moedas (e escamas), uma caneca de café, restos de pão do pequeno almoço, uns tamancos e uma tabela de preços com moscas. Literalmente “uma caldeirada”. Mas pior fiquei quando olhei para o chão e vi a porra das calças de fato de treino, impecavelmente vincadas pela Lurdes Rata, e as alpercatas beiges, completamente encharcadas e decoradas com escamas. Francamente irritado não consegui conter um “foscasse, já me caguei todo!”. Pus as calças por dentro da meia branca com raqueta de ténis e segui caminho desconfortado.
Deixei para trás a gritaria das pexinas, mais as moscas, mais o peixe de aviário, mais as tripas, mais o ambiente climatizado, mais-grau-menos-grau, mais os baldes de “águas correntes” e mais as escamas, e entrei na “nave” principal da praça. Leguminosas, tubérculos, frutas, verduras, “o que me apetecia mesmo era um caldinho verde!”, pensei. Numa busca rápida tentei localizar a D. Alice do Valado, ou a D. Conceição de Amor, ou a Edite dos Cavalinhos. Em vão. “Já não conheço ninguém”, conformei-me. Foi então que ouvi uma voz trémula: “não leva nada?”. Virei-me e fixei um rosto cujos traços há muito não via mas que me eram familiares. “Então não se lembra de mim?” perguntou a anciã. “Sou eu, a Velhinha das Maçãs”. E era. “Aos anos que a não via…”, suspirei de saudade, “e eu a si”, retorquiu ela. “Então e a sua senhora, a dona Cintinha?”, “Está melhor que nunca!...”, despachei eu. “Então e vossemecê, como vai a venda?” questionei-a. Foi então que a Velhinha das Maçãs começou a desfiar o rosário. Contou-me que era a última (e a única) vendedora que ainda cultivava o que vendia, que o resto do pessoal não estava para isso e que compravam tudo aos espanhóis para depois venderem na praça e alguns nas suas lojas. Queixou-se da falta de fregueses, dos supermercados onde se vende tudo o que ali se encontra “e a preços mais em conta”, da falta de condições, e mais isto e mais aquilo e aqueloutro. A ladainha terminou como seria suposto, com a previsível e invariável frase “antigamente é que era bom!”. “Pois era, mas já lá vai…” rematei eu. Acabou por me oferecer uma couvinha p’ró caldo verde, com votos de “muitas felicidades e cumprimentos à dona Cintinha”. “Serão entregues!” afiancei-lhe despedindo-me da Velhinha das Maçãs.
Retomei a marcha e caminhei para nascente sem ter de romper por entre magotes de povo, como noutros tempos. Fui ao pão. O mesmo esmero, o mesmo asseio, o mesmo rigor regulamentar, aqui com a nítida vantagem dos farináceos não terem escamas nem cheiro a “pexinho”. Broa, bolos, enchidos, queijos. “Eram dois de centeio e uma broa, se faz favor”, pedi eu à jovem “padeirinha”, vestida com uma bata que carregava mais nódoas do que pecados a minha almanicha. Mostrou-me um sorriso com menos três dentes e enfiou a mão, envolta num saco de plástico “higiénico”, no ceirão do pão. “Aiiii, aiiii, um rato! Aiiii, aiiiiii, acudam...”. Rapazes, quando vi a cachopa a desfalecer e um ratinho empoleirado no cesto, saltei p’ra dentro da banca em socorro da catraia, espetei dois pontapés no ceirão, foi rato, foi padeirinha, foi pão! Pus cobro à aflição. O povo rodeou a banca, a padeirinha recobrou o ânimo e pasme-se, começou a insultar-me: “já viu, deu-me cabo da fornada! E agora? Parece impossivel, este espalhafato só por causa dum ratinho! E agora, quem é que me paga o prejuízo? E agora?”. “Agora, vou-me embora!” atirei eu já com a mostarda a subir-me ao nariz, “olha qui carago, vou em socorro da menina e ainda sou eu que tenho a culpa de estar um ratinho no poceiro do pão? Já não chegavam as calças a feder a peixe, ainda caguei o casaco de fato de treino com a porra da farinha!”. Senti-me injustiçado. Virei costas e deixei “meia praça” a discutir o sucedido e a dar razão à padeirinha. O costume...
Varado, contornei o recinto para me ir embora “por hoje e para os próximos dez anos já chega de praça!”. Absorto nos meus pensamentos de auto-comiseração nem reparei que entrei na zona das aves de criação. Apressado tentei alcançar o mais rapidamente possivel a porta da rua para evitar uma infindável sessão de espirros alérgicos. Mas a visita de estudo estava destinada a terminar em beleza. O chão, anti-derrapante e lavável, desinfectado três vezes ao dia, como obriga o normativo aplicável, encontrava-se abetumado de poia de galo, galinha, pintainho e pato. Nem vos conto. Perdi o pé numa cloaca avantajada e espalhei-me ao comprido, de bruços, sob a macia couvinha do caldo verde e meia dúzia de ovos duma senhora que estava a comprar pintos. Uma desgraça. Uma merda. Uma autêntica merda foi como ficou o fato de treino e mais a bela da couvinha oferecida pela Velhinha das Maçãs, decana dos produtores dos campos do Liz.
Ferido no orgulho (e numa asa), levantei-me e pontapeei com toda a fúria o que sobrava da couvinha. Passei pelo corredor das flores sem lhes respirar o pólen, para evitar novo ataque alérgico, e apressadamente cruzei a porta da rua com o alívio de quem acorda dum pesadelo. No preciso momento em que transpunha a soleira, em sentido inverso, um senhor já de idade, cabelho grisalho e pose institucional, envergando uma impecável réplica da fatiota de D. Quixote de la Mancha, entrava ufano e triunfal no mercado, saudando graciosamente vendedores, vendedeiras e fregueses, seguido de perto por um minorca barbudo que lhe servia de escudeiro. Ainda hoje estou para saber quem eram aquelas figuras saídas do livro de Miguel de Cervantes.
A caminho de casa, com a auto-estima em farrapos e o fato de treino em frangalhos, matutei na questão: “Será que vale a pena perder tempo com esta coisa do mercado? Por mim está o assunto arrumado! Enterrado! Vou à “comprativa” que é mais barato!”.

sábado, 14 de abril de 2007

Dois em Um - Frase da Semana e Adivinha da Semana

"Eles (comerciantes) têm aqui um aliado"

(Artur Oliveira ao Diário de Leiria)

Pois, pois...
Ainda segundo a notícia do Diário de Leiria sobre o transtorno que as obras no centro da Marinha estão a causar aos comerciantes e a alegada falta de estacionamentos, ficamos a saber que:
"Quanto ao estacionamento, Artur Oliveira garante que após a conclusão das obras serão criados lugares, com paquímetros, sendo que a primeira meia hora será gratuita. Revelou ainda que o actual estaleiro das obras será transformado num parque de estacionamento com capacidade para 300/400 lugares, e que estão já a ser estudados outros locais, como por exemplo a antiga fábrica de vidro J. Ferreira Custódio."
É caso para dizer: Em terra de moldes quem tem paquímetro é rei! (parece que os paquímetros são para medir a espessura da primeira meia hora)
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Adivinha da semana:
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como é que se introduz uma moeda num paquímetro?
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(fotografias do beredor das obras, devidamente autografadas, para as dez primeiras respostas correctas)

Ração de Combate


quarta-feira, 11 de abril de 2007

"Mercado Municipal - Não Obrigada!"

"Socialistas fizeram declaração de voto e ausentaram-se da sala"

Vereadores do PS recusaram discutir futuro do Mercado

A tentativa de discussão sobre o futuro do novo Mercado Municipal fracassou ontem em reunião de Câmara da Marinha Grande, depois dos três vereadores do PS terem feito uma declaração de voto e de se ausentarem da sala.
O presidente do Executivo , João Barros Duarte, não gostou da posição dos socialistas e transmitiu aos vereadores com pelouros, que a reunião de Câmara ficaria suspensa e continuou à tarde (18h00), como acabou por acontecer., mas os socialistas informaram o Executivo de que não podiam estar presentes por motivos de ordem profissional.
As divergências entre o Executivo liderado por João Barros Duarte e os vereadores da oposição, prendem-se com o destino a dar ao novo Mercado Municipal, construído há três anos junto ao Centro Comercial ‘Atrium’, mas que nunca funcionou por razões de ordem técnica.
Na declaração de voto, os vereadores do PS acusam o presidente da autarquia de ter adjudicado o estudo, para correcção das anomalias ao espaço apontadas pelo delegado de saúde, a uma empresa sua conhecida.
“Em 12 de Janeiro de 2007, o presidente da Câmara adjudicou a uma empresa por si escolhida, cujos critérios, capacidade e saber para esse efeito concreto nos é totalmente desconhecida, para sabermos agora avaliar da viabilidade da recuperação das instalações do Mercado Municipal e para fazermos uma avaliação económica do imóvel”, alegam os socialistas, criticando o facto da autarquia ter encomendado o estudo, que custou cinco mil euros, e que aponta um investimento de 2,3 milhões de euros no Mercado Municipal para que a infra-estrutura possa funcionar.
Na opinião dos socialistas, o estudo serviu apenas para “corroborar as posições políticas contra a abertura do mercado e não para solucionar as suas insuficiências. É o que se chama o dinheiro público ao serviço das posições político-partidárias”. “Não se trata efectivamente de um estudo, trata-se apenas de meter para o papel a posição política de um partido (PSD) que sempre se manifestou contra a abertura do novo mercado. Acredito até que este seja o tributo a pagar pela CDU ao PSD pela manutenção de coligação no Executivo camarário”, referem os vereadores.


Novo mercado?

O vereador das Obras Públicas do PSD, Artur Oliveira, lamenta a posição dos socialistas por não quererem decidir sobre o futuro do Mercado Municipal, que poderá passar pelo investimento de 2,3 milhões de euros, como aponta o estudo, ou pela construção de um novo edifício noutro local. “Estas são as duas soluções, mas em primeiro lugar é necessário a autarquia decidir, porque herdamos o problema do anterior Executivo”, alega o vereador.
O presidente da autarquia, João Barros Duarte, afirma que o estudo vai ser enviado à Assembleia Municipal - uma vez que a sugestão da elaboração do estudo partiu dos membros que integram o órgão deliberativo -, e só depois é que o Executivo tomará uma decisão
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(notícia retirada do Diário de Leiria)
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Vá lá a gente perceber estas cabecinhas pensadoras. Então a malta manda fazer um estudo para correcção das anomalias (em português corrente leia-se: um orçamento para obras de adaptação) pela módica quantia de 5.000 aerios, o dito estudo diz que as obras custam 2,3 milhões de aerios (milhões? ou andam a jogar muito monopólio ou anteciparam o dia de S. Martinho!...), e como ainda há muito tempo para decidir enviam o estudo à assembleia municipal para coisa nenhuma. E o Sr. Bereador das Obras ainda fica muito indignado porque os beriadores da oposição não querem decidir o futuro do mercado municipal. Ó Sr. Artur, então o Sr. ainda não percebeu que o único que está contra a abertura do novo mercado é V. Exa. e que o que está em causa é uma decisão política que compete aos senhores tomá-la?
Bom, uma coisa parece certa a crer nas palavras do ilustre responsável pelas obras, só há duas soluções, ou se gastam o 2,3 milhões ou se constroi um mercado novo, pelo que o velho só pode ser para fechar. Até porque, se para remodelar o novo são 2,3 milhões, para acondicionar os ratos no velho, upa, upa, nem consigo dizer o número que se me enrola a língua...
E já agora, não seria bom que a cambra disponibilizasse o estudo para consulta pública no seu sítio?

Agenda Cultural - Efemérides

A 1 de Abril comemora-se:

- Dia Internacional das Aves
- Dia Nacional dos Políticos
- Dia das Mentiras
- Dia Internacional do Livro Infantil

(informação retirada da Agenda Cultural de Abril/2007 da CMMG)

As coisas que a gente aprende...

terça-feira, 10 de abril de 2007

Premonição


Sempre que passo ao pé do Cristal Patium acontece-me uma coisa estranhíssima, sinto umas vibrações, uns tremores, uma espécie de energia transcendente. De súbito na minha mente forma-se uma imagem, a imagem duma sala de cinema e dou comigo a dizer de mim para: ó Zézé, o que aqui ficava bem era um cineminha.

Estou a ficar preocupado e começo a suspeitar que estou possuído. Se por acaso já mais alguém sentiu o mesmo, agradeço que partilhe essa experiência comigo.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

E nós por cá?

Já começaram as obras em S. Pedro e esta é uma das placas que foi colocada à entrada.




Sr. Bereador Responsável Pelas Obras, não seria possivel arranjar umas placazinhas destas para por no centro da Marinha? É que ainda a semana passada fui para ir a um funeral e perdi-me...

Quem Mente? (vá lá ver se a gente descobre)

Afinal parece que o Quinho tinha razão, já há candidatos para inaugurar o gabinete de mediação de conflitos:

"Construção embargada em S. Pedro de Moel divide vereador e presidente de Câmara"
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João Paulo Pedrosa abandonou reunião de câmara
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O vereador do PS na Câmara da Marinha Grande, João Paulo Pedrosa, abandonou a reunião do Executivo de quinta-feira passada em conflito com o presidente da autarquia, João Barros Duarte.
A posição assumida por João Paulo Pedrosa surge na sequência de um artigo publicado no seu blog, onde chama mentiroso ao presidente da edilidade, por causa do sentido de voto numa reunião de Câmara em relação à construção (embargada) de duas vivendas em S. Pedro de Moel.
O vereador do PS diz que votou contra o projecto e o presidente da autarquia alega que o assunto foi aprovado por unanimidade. Na acta do dia 26 de Maio de 2006, João Paulo Pedrosa assegura que votou contra, mas o presidente da edilidade justifica que o assunto foi aprovado por unanimidade, numa outra reunião do dia 4 de Outubro de 2006.
“Estou de consciência tranquila porque o assunto estava bloqueado há vários anos e este Executivo desbloqueou-o, por isso não admito que me chamem mentiroso, como fez o senhor vereador”, afirma João Barros Duarte.
O autarca acusa João Paulo Pedrosa de “irresponsável” e “desonesto” ao ter abandonado a reunião de câmara de quinta-feira. “Sempre falei a verdade, e por isso não aceito a posição dele”, acrescenta Barros Duarte, adiantando que o assunto foi tratado pelo Executivo com toda a transparência.
Por seu turno, João Paulo Pedrosa justifica que a “deselegância” do presidente da autarquia levou-o a decidir pelo abandono da reunião. “Não gostei da forma como fui tratado pelo senhor presidente, por essa razão abandonei os trabalhos”, sublinha o vereador.
Com o abandono de João Paulo Pedrosa e a saída dos outros dos vereadores do PS antes do final da reunião, por razões de ordem pessoal, os restantes elementos do Executivo decidiram suspender os trabalhos e dar-lhe continuidade hoje de manhã.
Dois dos assuntos que irão estar em discussão são a reparação do mercado novo e a análise do parecer jurídico sobre as viaturas pesadas e ligeiras de mercadorias dos Transportes Urbanos da Marinha Grande.
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(notícia retirada do Diário de Leiria)

Bom, da reunião de cambra de 26 de Maio, confirma-se que o bereador João Barbas Pedrosa votou contra e com declaração de voto. Agora quanto à reunião de 4 de Outubro ninguém sabe porque as actas a partir de 21 de Setembro não estão disponíveis no sítio da cambra. Estranho não é? Vá lá Sr. Presidente João Barbas Duarte, dê lá indicações aos "técnicos que não têm utilidade" para botarem lá no sítio as actas em falta, dava tanto jeitinho...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Ainda a Entrevista (DeFundo)

Um biataite do Vinagrete Doce a respeito da grande entrevista (ou será entrevista grande?) do "Presidente de Quase Todos os Marinhenses", ou seja, dos marinhenses que o convidaram a candidatar-se e que dos que votaram nele, e que merece chamada de 1ª página em forma de "poste":
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vinagrete doce disse
Isto não foi uma entrevista de "fundo". Isto foi uma entrevista que bateu no "FUNDO".
Um autarca com o perfil e a experiência de JBD, deveria ter a honestidade intelectual para dizer:
1 - As Câmaras só podem contrair empréstimos para obras de INVESTIMENTO. Isto é, o dinheiro adiantado pelos bancos é utilizado para antecipar obras, que sem esses empréstimos, obrigariam os munícipes a esperar por elas muitos anos.
Dito isto, JBD deveria ter identificado, claramente, que obras faraónicas ou elefantes brancos foram construidos pela Câmara anterior, com votos contra da CDU e dele próprio, que era vereador da oposição.
Para lhe avivar a memória, vou só citar algumas que representam uma grande fatia do total do endividamento, sendo que as mais importantes foram para adquirir património, a saber:
1 - Aquisição de um terreno de pinhal para permutar com o Estado a área suficiente para ampliar a Zona Industrial, vital para o desenvolvimento económico, por 1.700.000,00 €, cerca de 20 vezes menos do que o Estado avaliou o pinhal do Casal da Lebre e que exigia que a Câmara pagasse.
2 - Aquisição ao Estado do terreno da Cerca Stephens, ao abandono desde há décadas, para o transformar num parque público. Os 65 hectares custaram 1.300.000,00 € e o seu valor real não tem preço.
3 - Remodelação do Palácio Stephens e construção do Museu do Vidro, que o Estado Novo prometia desde 1969 e a CDU inscrevia em todos os seus planos de actividade desde que dominou a autarquia durante 15 anos.
4 - Remodelação do edifício central da FEIS e construção e instalação da BIBLIOTECA MUNICIPAL, outra obra emblemática que a CDU prometia desde 1980.
5 - Construção do Arquivo Municipal, no espaço da Feis, para guardar a memória histórica dos marinhenses, que os ratos comiam no sótão do velho mercado municipal, perante a criminosa indiferença dos autarcas que só se preocupavam em inspecionar a conta bancária.
6 - Aquisição e remodelação da Casa do Vidreiro e do Palácio Barosa, para instalar o Museu Joaquim Correia, impedidndo que o espólio deste ilustre marinhense fosse parar a Leiria.
7 - Remodelação do Parque Municipal de Exposições que a CDU deixou ao abandono durante anos, (enquanto a Expolação se consolidava) criando condições para a realização de grandes eventos, com qualidade e dignidade.
8 - Construção de Pré-Primárias na Comeira, nas Trutas, na Fonte Santa, no Pilado e noutros locais, ao mesmo tempo que todas as Escolas do Primeiro Ciclo foram restauradas e criados espaços exteriores com grande qualidade.
9 - Construção da Piscina Coberta aquecida de Vieira de Leiria.10 - Construção do Pavilhão Gimno Desportivo Nery Capucho.
11 - Aquisição e recuperação do teatro Actor Álvaro e construção de uma moderna sala de cinema.
12 - Construção da Estrada Atlântica com pista de ciclistas, estrada para o Pilado, estrada do Pero Neto, estrada da Pedra Fonte Santa, a estrada Picassinos Albergaria, estrada Marinha Grande/Vieira de Leiria, acessibilidades à Ordem, a Picassinos, etc, etc.
13 - Concretização do Programa Polis, no valor superior a 7.000.000,00 €, 30% dos quais tiveram que ser financiados pela autarquia.
14 - Construção de mais de 50 fogos de habitação social, na forma de moradias unifamiliares, coisa que a CDU nunca fez, nos 15 anos em que dominou a Câmara.
Não é preciso ser-se economista ou revisor oficial de contas, ou mesmo inspector bancário, para se perceber que a Câmara está mais rica, porque nas suas contas tem inscrito, como património, um valor 5o vezes superior ao seu passivo de médio longo prazo.
Já é tempo de JBD assumir a realização de um debate aberto e democrático, onde se possa discutir o conceito do endividamento e do bom ou mau investimento, deixando de se esconder por detrás da pouca informação da população, para disfarçar a sua falta de competência para assumir os desafios dos tempos modernos.
Só mais um comentário para tentar interpretar o seu pensamento quanto aos chamados bloqueis de gestão por ter poucos pedreiros e carpinteiros e excesso de técnicos.
Qualquer cidadão normal, com dois dedos de testa, percebe que num Concelho Industrial como o nosso, a gestão do Poder Local não pode estar focada na prestação de serviços operativos, com legiões de cantoneiros, pedreiros, asfaltadores, carpinteiros, condutores de máquinas, etc.Basta fazer contas, coisa que JBD reclama fazer melhor que ninguém.
O horário dos funcionários é de 35 horas por semana. Pegam às 8H00 no estaleiro, picam o ponto e ficam à espera de transporte para se seslocarem para a obra. Chegam à dita cerca de meia hora depois das 8. Tirar ferramenta, começa, não começa, por volta das 9H00, dão a primeira marretada. Às 10H00 param para a bucha. Cerca das 11H35 param para arrumar a ferramenta e esperar o condutor e a viatura que os deve trazer ao estaleiro a tempo de formar fila antes das 12H00 para poderem marcar o ponto.Tudo recomeça no período da tarde, com a agravante de que o tempo é mais curto. Às quintas feiras saem às 16H00 e às sextas não trabalham de tarde. Contas feitas, o tempo real de trabalho, que deveria ser de 35H00 semanais, é, na verdade e por excesso de 20.
Nestas condições, como é que alguém, com a responsabilidade de um JBD, pode afirmar que é a falta desta estrutura que o impede de fazer obra?Como é que se pode dizer, num ambiente de trabalho em que a macro gestão se faz com a integração da mais avançada tecnologia, que se tem técnicos a mais e que isso bloqueia a Câmara?
Pensava eu, que os novos desafios que se colocam às Câmaras exigiam recursos altamente qualificados. Estava eu convencido que a grande tarefa dos responsáveis políticos deveria ser o planeamento estratégico da cidade, o controlo de execução, a fiscalização de obras contratadas, a capatação de investimento, a definição de uma política de educação, a implementação de um modelo de intervenção cultural, a adopção de políticas de formação dos funcionários.
Pelos vistos, interpretando o que li, JBD acha que não. Ele precisa é de cantoneiros para levantar as tampas de esgotos, para desentupir sargetas, para tapar buracos, para....para...??Já nem seque comento as insinuações de que se previlegiou a sub-contratação de serviços em empresas especializadas, porque elas seriam "próximas" de alguns autarcas. Estas insinuações são próprias de um homem já desequilibrado, com o seu carácter feito em farrapos e intelectualmente desonesto.Só mais uma nota. Concordo com ele quando diz que os dossiers Valorliz e simlis foram mal conduzidos.
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1 de Abril de 2007 5:32:00 PDT

domingo, 1 de abril de 2007

Eles Andem Aí...




"5 - NOVA LOCALIZAÇÃO DO MERCADO DO LEVANTE
01 - A proposta para a nova localização do mercado do levante, constante do projecto anexo (Anexo 1), apresentada pelo Sr. Vereador Artur de Oliveira, foi aprovada por maioria, com 3 votos a favor, 2 votos contra dos Srs. Vereadores Dr. João Paulo Pedrosa e Dr. Álvaro Pereira, e 2 abstenções dos Srs. Vereadores Dr. João Pedrosa e Dr.ª Cidália Ferreira."



O FLC teve acesso a um documento ultra-ultra-secreto da AZIA (Autoridade para a Zegurança Inconómica e Alimentar) dirigido à Cambra que dizia o seguinte:

"A AZIA agradece reconhecidamente à Cambra da Marinha em Grande a mudança da Feira do Alevante para a Zona Desportiva, uma vez que fica mais perto da A8 e assim já não nos perdemos, como aliás aconteceu a semana passda quando nos deslocámos à ex-capital do vidro para vesturiar, entre outros, a referida feira. Já agora agradecíamos que nos enviassem por fax um croqui da localização do mercado velho (o que tem os ratos) para promovermos uma acção de sensibilização junto dos mesmos, no sentido de os alertar para os perigos de saúde que correm pelo facto do seu espaço estar a ser constantemente invadido por humanos cheios de micróbios e outros parasitas e bichos que não se veêm. Obrigados!"

sábado, 31 de março de 2007

Os Alvos LZS 5000




"Os mísseis passaram ao lado de todos os alvos. Falhou o exercício militar com mísseis terra-ar de curto alcance, realizado ontem na Marinha Grande. Nenhum dos oito alvos foi destruído. Não se trata de fraca pontaria, mas da longevidade dos alvos utilizados."




(informação ultra-secreta: dois dos alvos utilizados)


"De acordo com a Agência Lusa, o exercício Relâmpago 07, para testar com fogo real o sistema de míssil antiaéreo Chaparral, não cumpriu os objectivos iniciais e os militares responsabilizaram os alvos, cuja data de validade expirava este ano. "Falhou o espectáculo mas valeu o treino", afirmou o coronel Vieira Borges, comandante do Regimento de Artilharia Antiaéreo 1, que endereçou as responsabilidades dos erros para os alvos LZS 5000. O exercício envolveu 180 militares.

No total, foram apenas lançados quatro mísseis - um dos quais detonou no areal enquanto os outros seguiram para o mar -, já que, nas outras situações, os artilheiros não conseguiram fixar os alvos para disparar os projécteis. Eram "alvos que tinham alguns anos e com data de validade até este ano", e os mísseis não os conseguiram fixar, explicou Vieira Borges."

(outra informação ultra-secreta: Vieira Borges é nome de código deste comandate xuxa)

sexta-feira, 30 de março de 2007

A Entrevista (DeFundo)

(entrevista retirada do Diário de Leiria)
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Segunda-feira, 26 de Março 2007


"Estamos a pagar grandes amortizações de empréstimos e de juros"
Um ano e meio depois das últimas Eleições Autárquicas, o presidente da Câmara da Marinha Grande, João Barros Duarte, faz um balanço negativo do mandato, reflexo da faltade verbas. O edil refere que os problemas financeiros têm entravado o desenvolvimento do concelho e poderão hipotecar compromissos assumidos durante a campanha eleitoral
Diário de Leiria (DL) - A Marinha Grande é um concelho onde se pode viver bem?
João Barros Duarte (JBD) - É um concelho com boas condições, cujos responsáveis pela sua administração se preocupam com o bem-estar dos munícipes.Por outro lado, tem uma situação geográfica maravilhosa, com 25 quilómetros de praia, está a meio do caminho entre Lisboa e o Porto e com boas acessibilidades. Tem uma situação económica que está a passar uma fase menos boa, mas é um concelho que reúne todas as condições para as pessoas se sentirem satisfeitas.
DL - Como encontrou a autarquia em termos financeiros?
JBD - (risos). As contas da autarquia tinham, e ainda têm, um elevado nível de endividamento a longo prazo. Isto quer dizer que muitas das receitas que deveriam ser colocadas à disposição deste Executivo para executar o plano de actividade, está comprometido devido à dívida acumulada pelos meus antecessores. Estamos a pagar grandes amortizações de empréstimos e de juros, que contribuíram para o endividamento máximo da autarquia. Por outro lado, encontrei alguns endividamentos que não estão relevados nas contas da autarquia, com o é o caso do valor da aquisição de um bairro social, chumbada pelo Tribunal de Contas, mas que num acordo de cavalheiros entre o anterior executivo e o Instituto Nacional da Habitação (INH), seria pago quando o endividamento baixasse. Estão a surgir outros, como é o caso da anterior empresa que faz a recolha do lixo, contratada pelo anterior executivo, em que apresentou uma dívida de alguns milhares de euros que não está relevada nas contas da autarquia, que eles reclamam. Além de outras questões, relacionadas, por exemplo, com o Parque da Cerca. Adjudicaram a obra a uma empresa, e uma das concorrentes que perdeu reclamou. O anterior Executivo não atendeu a reclamação, o assunto foi para tribunal, que lhes deu razão, e agora estão a exigir-nos uma indemnização avultada pelos prejuízos causados pela situação. Estamos também a negociar um acordo.
DL - A falta de verbas poderá hipotecar a concretização de promessas eleitorais? Como vai solucionar o problema?
JBD - Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas. É evidente que tínhamos um programa para executar, anunciamos algumas obras, mas que face à situação financeira em que encontrámos a Câmara, não as podemos executar. Vamos tentar solucionar o problema de duas formas: Por um lado, não fazendo as obras previstas, e, por outro, estamos a fazer tudo para não perdermos verbas do Quadro de Referência e Estratégia Nacional (QREN). É aqui que estamos a apostar, com a elaboração de projectos para executarmos as obras que consideramos necessárias para o concelho.
DL - E que obras são essas?
JBD - A construção de duas variantes, um complexo de piscinas e um gimnodesportivo. Não temos infra-estruturas que satisfaçam a procura, essencialmente nas camadas jovens e menos jovens, ao nível da natação. Nos anteriores executivos presididos por mim, passou-se o contrário. Eram pessoas de outros concelhos que vinham à piscina da Marinha Grande, que agora não tem condições.
DL - Aceita a crítica de que a autarquia não investe por estar descapitalizada?
JBD - Isso é mais do que conhecido. Basta olhar para os documentos dos orçamentos e planos de actividade. Estamos a acabar o relatório do ano anterior, onde, efectivamente, vai ser mais evidente esta situação. O desenvolvimento da Marinha Grande já está um pouco hipotecado. O endividamento, a longo prazo, por terem sido investidos largos milhares de euros em obras de luxo, que não eram aquelas e que, do nosso ponto de vista, seriam as ideais para o concelho. Antes de tudo, a prioridade passaria pela construção de vias circulares à cidade, porque não estando feitas, comprometem o desenvolvimento económico do concelho.
DL - Ainda relacionado com a vertente económica. Para quando o alargamento da Zona Industrial?
JBD - Andamos a pressionar as entidades competentes para que o alargamento se faça. Do meu ponto de vista, o Governo está a demorar a tomar a decisão. A este respeito, o Governo exigiu à Câmara que comprasse um terreno para permutar, com vista ao alargamento da Zona Industrial, e a Câmara investiu 300 mil contos no terreno, os quais não estão a ser utilizados.
DL - A Marinha Grande está a perder muitas empresas. Qual tem sido o papel do município para evitar o encerramento das unidades fabris?
JBD - Estamos em negociações com o IAPMEI e pedimos intervenções junto do ministro da Economia. Andamos há muito tempo a pedir audiências, mas o senhor ministro nunca nos deu ouvidos. As soluções na área da cristalaria passam pela redução do preço dos combustíveis, que é um factor que agrava a produção e coloca os empresários em desvantagem em relação aos de outros países, designadamente França, Espanha e Itália. Nestas negociações estão a ser analisadas as situações de algumas empresas, entre as quais a Dâmaso, na Vieira de Leiria.
“PS criou um lobby”
DL - O aterro sanitário da Valorlis, o problema da Ponte das Tercenas e a erosão das arribas em S. Pedro de Moel, têm sido os dossiês mais complicados desde que assumiu a presidência da edilidade?
JBD - Todos são difíceis, mas o mais complicado é o da Simlis. Sobre o da Valorlis, entendemos que ali não é o local ideal para a instalação de um aterro sanitário, visto que está a cinco quilómetros do centro da Marinha Grande, daí defender a saída. Se na altura que foi assinado o protocolo fosse presidente de Câmara, nunca teria aceite a instalação do aterro ali. Até porque já havia uma lixeira que vinha a desenvolver-se há anos e que estávamos a tentar extingui-la. Quando fui presidente da AMAE, tínhamos acordado que o aterro não iria para ali, mas para um local entre as cidades de Leiria e Ourém. Não podemos fazer nada porque somos apenas um voto. Quando numa Assembleia Geral da Valorlis fui confrontado com o problema, tentei encostar-me à posição da Câmara de Leiria, que na altura pareceu-me a que melhor defendia o concelho da Marinha Grande. A Câmara de Leiria fez uma proposta de aceitar, em princípio, a manutenção do aterro, desde que houvesse uma compensação para as povoações que estavam a ser mais prejudicadas. Posteriormente não houve consenso, e o PS criou um 'lobby' ao reivindicar a saída dali. A verdade é que há uma incoerência, porque o maior responsável pela instalação do aterro naquele local foi o PS. Deixaram determinados negócios encravados, e vêm agora exigir aos outros a reparação do mal que fizeram. De qualquer forma, temos de nos sujeitar à manutenção do aterro ali, porque não temos força eleitoral dentro da Valorlis.A herança do processo da Simlis é mais complicada. O anterior Executivo avançou para uma integração da empresa, quando na altura éramos o concelho que tinha uma cobertura maior de saneamento básico e a melhor apetrechada em termos de equipamento.Tínhamos construídas algumas Etar, que correspondiam a quase a 70 por cento da cobertura e resolução dos problemas do concelho nesta área. O Executivo anterior entregou de borla todos os equipamentos, pelo menos é esta a interpretação da Simlis, e, alguns desses equipamentos, como é o caso da Etar da Vieira de Leiria, está a servir para o tratamento de esgotos de outros concelhos. Pagamos pela passagem de uma conduta que instalaram em Vieira de Leiria e depois recebemos pelo tratamento a um custo mais baixo. É um negócio da china para alguém e desastroso para a população da Marinha Grande. Estamos numa fase de negociações para tentarmos solucionar o problema. Se se cumprir o que o senhor ministro diz, que as câmaras em termos individuais vão ter as mesmas oportunidades de aceder aos fundos comunitários que as restantes empresas, a resolução dos nossos problemas vai ter um caminho, se for em sentido contrário, por imposição da legislação e do Poder Central e do encravanço que nos deixou o anterior executivo camarário, vamos ter que adoptar outras soluções.Em relação à Ponte das Tercenas, a infra-estrutura é propriedade do Poder Central, e, como é óbvio, a competência da manutenção e execução das obras necessárias cabe ao INAG. Temos vindo a reclamar a construção de uma nova ponte. O INAG diz que não tem verbas e quer, à força, que sejam as câmaras a fazê-lo, mas também não têm dinheiro. A situação é muito grave, porque coloca diariamente em risco a vida das pessoas. Estamos fartos de reclamar para a reposição dos sinais que foram vandalizados, mas nada foi feito.O problema das arribas é também muito grave, e é tão grave que nem sequer as pessoas que circulam por ali, se apercebem do risco em que incorrem. Há duas semanas o director do INAG telefonou-me, sorrateiramente, a dizer que o instituto está disponível para deixar fazer as obras. Disse-lhe que as obras são muito exigentes em termos técnicos, e nós não temos engenharia nem dinheiro.
Pessoal excedentário
DL - Qual o balanço que faz de ano e meio de mandato?
JBD - É um ano e meio em que encontrámos alguns problemas e um tipo de dificuldades que não esperávamos. Desmantelaram os serviços da câmara para adjudicarem as obras a empresas com o relacionamento próximo de alguns autarcas e encheram a câmara de alguns técnicos que não têm utilidade. Temos necessidade de técnicos em algumas áreas para podermos desenvolver trabalho, mas, em contrapartida, temos a mais noutras áreas e que estão a comprometer o desenvolvimento do nosso trabalho. Por outro lado, o anterior Executivo deixou-nos problemas com fornecedores e com empreiteiros. Tem sido um mandato atribulado, que tem exigido muito trabalho e negociações complicadas. A estrutura da câmara não estava a funcionar, era um quadro de pessoal cheio de vícios, com uma cultura do deixa andar e de irresponsabilidade, ou seja, ninguém é responsável por nada. Pessoas recrutadas à imagem de determinada filosofia de irresponsabilidade, e que a lei em vigor não nos permite adaptar as situações às exigências da nossa gestão.
DL - Espera um resto de mandato mais calmo?
JBD - Penso que sim. Espero que o trabalho que temos desenvolvido dê os seus frutos, mas os resultados só começam a aparecer ao fim de três ou quatro anos. Quando fui presidente de Câmara, coloquei as finanças em dia e o quadro de pessoal a funcionar. O anterior executivo só conseguiu fazer coisas em 12 anos, porque não existiam dívidas, as coisas estavam afinadas e havia dinheiro. A Câmara viveu, nos últimos anos, à custa dos sacrifícios feitos durante os mandatos que liderei o executivo.
DL - Deduzo das suas palavras que poderá recandidatar-se nas Eleições Autárquicas de 2009?
JBD - Ainda não pensei nas próximas eleições, mas, em princípio, o que está programado e combinado não é ser candidato. As pessoas entenderam que a minha experiência ainda podia ser útil e senti-me orgulhoso por isso. Neste mandato, a minha grande preocupação é fazer coisas que não desmereçam a confiança nem dos camaradas que me convidaram nem da população que me elegeu.


Mário Pinto

quinta-feira, 29 de março de 2007

Que Maravilha - II


O FLC continua a apresentar "As (outras) 7 Maravilhas da Marinha em Grande" e hoje é a vez da estação dos CTT (Correios Todo o Terreno) - e há lá de tudo como na farmácia!
Situada mesmo ao lado da primeira maravilha (as magníficas instalações da RN), esta explendorosa estação apresenta-se igualmente bem localizada, com bons acessos, estacionamento a perder de vista e um passeio privado para estacionamento de acesso à salinha dos apartados. Que maravilha! Inclui ainda um expedidor de "tiquês" topo de gama, dois magníficos bancos vermelhos de metal para acomodar os clientes em espera, um portão mesmo à medida do camião que leva e traz a correspondência (mas que para lá entrar faz suar as estopinhas ao motorista e irrita os restantes condutores que tentam circular naquela rua), e um magnífico lote de simpáticas funcionárias que se desfazem em mesuras para nos atenderem. É um gosto lá ir, há quem chegue a passar por lá o dia inteiro em ameno convívio enquanto (des)espera, calma e ordeiramente, a sua vez de comprar um simples selinho. Nos dia de "levantar a reforma" a estação acolhe com simpatia os idosos que ali se deslocam e proporciona-lhes boas condições de conforto, comodidade e acessibilidade. À hora de almoço é que a porca torce o rabo, até enerva, os funcionários são tantos que quase se atropelam atrás do balcão, despechando sem demora os clientes havendo quem se queixe de nem ter tempo para o convívio. Que maravilha!
Uma nota final para a nossa cambra que, sempre atenta e preocupada em resolver os problemas dos munícipes em geral e dos trabalhadores em particular, publicita no seu sítio a seguinte nota de imprensa:

2006-12-12
Assessoria de Imprensa da CMMG
Câmara dirige protesto aos CTT

A Câmara Municipal da Marinha Grande prepara um ofício de protesto, para ser dirigido aos CTT, contra a desclassificação das estações de Correios. A acção vem na sequência de um alerta remetido à Autarquia pela Secção Regional de Leiria do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) e de outras fontes credíveis, que apontam para essa medida.
No documento, o SNTCT expõe as suas preocupações, com a intenção da alteração da figura jurídica dos CTT no concelho da Marinha Grande. “Em algumas localidades onde existem Estações de Correios abertas há muitas décadas, tendo sido sempre uma mais-valia para o desenvolvimento sócio-económico das mesmas, vêem agora as suas mais-valias institucionais desaparecer”.
O Sindicato refere que é intenção daquela empresa, “ceder a exploração da actual Estação de Correios a um actual trabalhador dos CTT em regime de avença, a outro(s) empresário(s) em nome individual, à Junta de Freguesia ou mesmo a um particular, assegurando a abertura da Estação dos Correios desclassificando-a para Postos de Correios”.
É lembrado que os CTT deixam assim de gerir e controlar o negócio, “pois a antiga Estação de Correios deixará de fazer parte do Contrato da Concessão do Serviço Postal Universal”.
A desclassificação da Estação dos Correios preocupa o Sindicato, “que irá trazer prejuízo evidente na deterioração da qualidade na eficiência e na forma como o serviço vinha sendo prestado, colocando em causa a confidencialidade e sigilo do Serviço Postal”.
Outro motivo de preocupação manifestado à Autarquia é a transferência de local de trabalho de funcionários do atendimento.
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Assim estamos mais descansados. Que maravilha!

quinta-feira, 22 de março de 2007

O Bugalhão do Alandroal

Vicente Bugalho era raposa velha. Astuto, sabido, teimoso, matreiro, surdo de quando em vez, taralhoco q.b., educado no trato, petisqueiro e bom prato. Quando lhe perguntavam de alhos, respondia bolotas, que de bugalhos já lhe chegava o nome pelo qual respondia a família. E quanto aos alhos, não é que não tivesse resposta de despicadeira, mas preferia enrolar e encanar a perna à rã. Às tantas a pergunta estava esquecida e a resposta que mais lhe convinha, dada. Finório!
A princípio todos julgavam que não dizia coisa com coisa, mas a arte de rodear o tema que aprendera com o avô paterno, Geraldo Bugalho “O Regedor”, começou a levantar suspeitas quando perceberam que por detrás da manha havia patranha. Sabido!
A família, “os Bugalhos”, apesar de o respeitarem e de se absterem de qualquer apostilado público, em privado lá iam dizendo que Bugalhão, como habilidosamente o tratavam, estava a ficar cada vez mais casmurro, migalho e com falta de vistas. Mas se alguém concordava, logo tocavam a reunir e não hesitavam em pegar no cajado pelo abuna. Pois, mas a questão é que todos achavam que Vicente devia fazer partilhas e descansar sossegado pelo resto dos dias em sombra de sobro, olhando a perder de vista a planície entrecortada por suaves montes. O segundo dos seus nove filhos, Bertolino Bugalho de seu nome, de quando em vez lá tocava no assunto “o mê pai devia era descansar e deixar de se maçar com tanta canseira” ao que o patriarca, sempre acompanhado pelo canito, fiel rafeiro que o acompanhava para todo o lado, respondia em voz forte “do mê monte nã saio!”. O canito abanava o rabo em sinal de concordância e lá corria a apanhar uma côdea que Bugalhão lhe atirava, cumprindo o seu papel de companhia. Bertolino insistia “mas mê pai, qualquer dia partimos todos e o monte fica cá, temos de acautelar p’rós netos. Olhe que o futuro não espera…”. “Deixá-lo” dizia Vicente “já com mê avô foi assim, com mê pai tambêm e cómigo tambêm vai ser! Até ver quem manda aqui sou eu!”.

Os anos iam passando, as forças iam sumindo e o monte lá continuava quieto, às ordens de Vicente Bugalho e do seu canito, à espera que o tempo se encarregasse de fazer as partilhas do que sobrasse.


Esta história, sem moral, contava-a minha bisavó, Laurinda Bugalho Carloto.

Ração de Combate




terça-feira, 20 de março de 2007

Aviso à População da Vieira



O alarme foi dado pela D. Benta Pinguinhas que ao beber um copo de água partiu a placa. A confirmação veio do SAP onde um morador da Vieira deu entrada com hematomas na cabeça na sequência de um duche.

A ajunta da Vieira, preocupada com a saúde da população e discrente na cambra recomenda: "antes de beber água passe-lhe com um ímano!"
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Entretanto o bereador Doutor João Barbas Pedrosa, sempre a arranjar problemas, diz que em sua (na dele) casa, vai p'ra 15 dias que a água "tem estado praticamente castanha". Ó homem, tire os óculos escuros e deixe a cambra resolver o caso, irra!... Se calhar se estivesse praticamente vermelha glorioso já não se importava, não é? Mantenha lá a calma que ainda se vai a ver e o ferro é do seu tempo...
E já agora, quem é a Cassandra? É da Vieira?





Nós por cá...



Do nosso leitor devidamente identificado Sr. José Boavida Narciso (BI 75875821), morador na zona da Escola EB Nery Capucho, chega-nos esta pérola da toponímia marinhense: a antiga Rua 5 (Embra) deu lugar ao Beco das Cidades Germinadas (perpendicular à Rua Vila Real de Santo António).
Depois das "casas germinadas" a Marinha em Grande volta a ser pioneira e dá honras de nome de beco às "Cidades Germinadas". Enfim, parece que a Carta da Educação deveria ter ído muito mais longe...
Vá lá senhor autarca responsável pelo pelouro, a malta sabe que não lê blogues rascas mas, não custa nada corrigir o erro, aproveite uma noite de nevoeiro e substitua a placa. Vá lá...

sábado, 17 de março de 2007

Allbergaria - Experiências que matam

- Ó João, viste aquela ideia do Allgarve?
- É pá, sabes que eu não leio blogues nem pasquins, isso é coisa do demónio!
- Não pá, Allgarve é a nova marca do Algarve, para chamar os camones. Turismo pá, o futuro. Olha, sabes do que é que eu m'alembrei, sabes?
- Ó Artur, vai com calma que a verba é curta...
- Não te preocupes. Olha, basta mudar os nomes e oferecer turismo de qualidade. Por exemplo, Albergaria passa a Allbergaria e os camones podem visitar por mais dez anos as modernas instalações da FudorLis, incluindo a nova central de Com Bostagem.
- Bem visto Arthur...
- Mas há mais John. Pinkassinos fica perto.
- Mas em Picassinos não há nenhuma atracção!?
- É pá também não posso pensar em tudo. Olha, outra boa é Sir Peter de Moel e damos-lhes com o Olho, the Eye , tudo arranjadinho. Ou então Vyeira, temos é de falar com os porqueiros dos Milagres para porem fraldas nos suínos.
- Ó Arthur, tu és uma cabeça!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Coisas Sérias - A Carta Educativa

Ser um cidadão (e munícipe) consciente implica direitos e deveres. Quanto aos direitos, por regra, são exercidos. Já quanto aos deveres, bom... como dizia um destes dias a São Pedrocas, e passo a citar "Enfim, poderíamos estar para aqui a fazer uma listagem infindável das coisas que condicionam o nosso desenvolvimento, mas acho que todos as conhecemos suficientemente e, sobretudo, teremos a noção que um dos nossos maiores ‘deficits’ se encontra na enorme carência de cultura cívica de que, desde há muito, enfermamos...".
Conhecer os nossos direitos e deveres é por si só um desses deveres, a par da obrigação de nos mantermos informados sobre questões fundamentais, nomeadamente, sobre aquelas que são estratégicas.
Como é do conhecimento público, na última assembleia municipal foi aprovada a Carta Educativa do Concelho com os votos favoráveis da CDU e PSD e com as (politicamente correctas) abstenções do PS e do BE. Vale a pena "perder algum tempo" com este assunto.
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O que é a Carta Educativa?
Quais os objectivos da Carta Educativa?
A quem compete a elaboração da Carta Educativa?
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O que é a Carta Educativa?
A Carta Educativa é actualmente entendida como um instrumento de planeamento, como uma metodologia de intervenção no planeamento e ordenamento da Rede Educativa inserida no contexto mais abrangente do ordenamento territorial, a qual tem como meta atingir a melhoria da educação, do ensino, da formação e da cultura num dado território, ou seja, ser parte integrante do seu desenvolvimento social.
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Quais os objectivos da Carta Educativa?
A Carta Educativa visa a racionalização e redimensionamento do parque de recursos físicos existentes e o cumprimento dos grandes objectivos da Lei de Bases do Sistema Educativo e dos normativos daí emanados, nomeadamente:- prever uma resposta adequada às necessidades de redimensionamento da rede educativa colocadas pela evolução da política educativa e pelas oscilações da procura da educação, rentabilizando o parque escolar existente;- caminhar no sentido de um esbatimento das disparidades inter e intra-regionais, promovendo a igualdade do acesso ao ensino numa perspectiva de adequação da rede educativa às características regionais e locais, assegurando a coerência dos princípios normativos no todo nacional.
A Carta Educativa deverá ser um instrumento fundamental de planeamento que permita aos responsáveis desenvolver uma actuação estratégica no sentido de:
- orientar a expansão do sistema educativo num determinado território em função do desenvolvimento económico e sociocultural;
- tomar decisões relativamente à construção de novos empreendimentos, ao encerramento de escolas e à reconversão e adaptação do parque optimizando a funcionalidade da rede existente e a respectiva expansão;
- definir prioridades;
- optimizar a utilização dos recursos consagrados à educação;
- evitar rupturas e inadequações da rede educativa à dinâmica social e ao desenvolvimento urbanístico.
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A quem compete a elaboração da Carta Educativa?
“A elaboração da carta educativa é da competência da câmara municipal, sendo aprovada pela assembleia municipal respectiva, após discussão e parecer do conselho municipal de educação” (Artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 7/2003, de 15 de Janeiro). Integrando o Plano Director Municipal, a carta está sujeita a ratificação governamental, mediante parecer prévio vinculativo do Ministério da Educação, entidade com a qual as câmaras municipais devem articular estreitamente as suas intervenções, por forma a garantir o cumprimento dos princípios, objectivos e parâmetros técnicos estatuídos.
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E para quem tiver tempo (e vontade) para levar isto mais a sério, ver também:
Modelo de Carta Educativa - ANMP (sugerimos a leitura atenta da pág. 43)
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A nossa estimada cambra, imbuída do espirito do "choque tecnológico" disponibiliza no seu site a dita Carta Educativa ora aprovada, pelo que vale a pena determo-nos na sua leitura atenta e perceber qual a filosofia subjacente (aqui).
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Notas Finais (com o apoio do Prof. Martelo):
- ao contrário de outros municípios, a discussão pública desta matéria foi uma miragem;
- a oposição envergonhou-se e "não deu luta", para além de não ter apresentado alternativas concretas;
- os comentários à Carta aprovada ficam à vossa inteira disposição;
- este é um "poste" deslocado e sem qualquer expressão, porque divulgado num blogue duvidoso, de piada fácil e mal frequentado (mas é certamente um dos que teve mais piada...); o seu papel (in)formativo cabia em primeiro lugar à cambra, aos partidos, aos orgãos de comunicação social.

terça-feira, 6 de março de 2007

Que Maravilha - I



Como o prometido é devido, o FLC orgulha-se de apresentar "As (outras) 7 Maravilhas da Marinha em Grande".
Hoje apresentamos as magníficas instalações da RN, conhecido ex-libris da cidade vidreira. Boa localização, boas áreas, condições de conforto acima da média, pessoal simpático e acolhedor, "banco corrido" exterior, climatizado e panorâmico, estacionamento na via pública em faixa própria, semáforo privativo, a dois passos da estação dos Correios, a três do Mini-Preço e a sete da Resisto Cibil, equipado com "bancos para reformados", uma autêntica jóia da coroa. Algumas mentes retorcidas e mal intencionadas já aventaram a hipótese da sua deslocalização situação que se traduziria num inqualificável atentado a esta maravilha, com consequências sociais e até económicas inimagináveis. Ainda bem que ideia nunca foi avante, livra!...

Referendo IVB - Os Resultados

"O povo é quem mais ordena!"

Foi sob este lema que o FLC levou por diante um referendo vinculativo no qual pôs à consideração dos (e)leitores a dificil decisão sobre a Interrupção Voluntária (deste) Blogue.


Terminada a consulta popular, aqui ficam os resultados:



Principais Conclusões:

- uma esmagadora maioria dos votantes exigiu a continuidade;

- uma minoria vai ter que continuar a gramar com o FLC;

- a maioria dos eleitores esteve-se a marimbar para o referendo;

- (extrapolando) partindo da abstenção registada conclui-se que este blogue não tem praticamente qualquer expressão junto dos eleitores, por isso:

amigos e inimigos, companheiros e camaradas, barbudos e escanhuados, forças vivas e mortas, vermelhos/laranjas e rosas, presidentes e bereadores, cambra e ajuntas, nada temam que ninguém nos liga peva.

Só continuamos sem perceber muito bem aquele senhor que responde a tudo menos ao que lhe perguntam - se o homem não lê blogues porque que é que anda sempre a falar do que neles se diz? Hum? Se calhar um destes dias vamos ter de entrevistar a Alexandra Solnado, pode ser que se trate de poderes sobrenaturais...