quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
"Cabecinha Pensadora!..."
Tal como o Jornal do TóZé anunciou a semana passada (roidinho de inveja...), o nosso Exmo. Presidente concedeu uma brilhante entrevista ao Primeiro de Janeiro a qual foi dada à estampa encimada pelos dizeres "Câmara Municipal da Marinha Grande" seguida do sugestivo título "O renascer do vidro".
A entrevista é forte, personalizada e eloquente, recomendando-se vivamente a sua leitura (atenta) e posterior discussão (estéril) - para lêr clique aqui.
Não podemos contudo deixar de transcrever um dos melhores momentos do nosso édil, quer pelo arrojo, quer pela galhardia. Bem haja Sr. João por levar tal alto (pelo menos até ao Porto) o nome da nossa terra. Vamos a isto:
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Pergunta do Sr. jornalista - "Sendo assim, quais são os prognósticos da Câmara quanto a uma superação desta crise?" (da indútria vidreira)
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Resposta do Sr. João - "Um dos factores que consideramos poder ser decisivo é a história. Temos uma história desta indústria na região que ultrapassa os 250 anos e, durante este período, outras crises existiram. Actualmente, consideramos que é preciso serem criadas novas e mais abrangentes políticas internacionais. Mas os próprios organismos e entidades públicas devem olhar mais para dentro, pois são os primeiros a recorrerem a empresas do estrangeiro quando é em Portugal que estão os maiores especialistas desta arte. Por isso, uma das primeiras medidas para passar esta dificuldade é precisamente a mudança de mentalidade dos próprios portugueses em geral. Depois é necessário o Governo criar uma propaganda forte de imagem do vidro e a entrega de subsídios a empresários que perderam muito dinheiro com o Estado e, por isso, deixaram de acreditar no Poder Central."
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Viste? Afinal sempre há solução!
sábado, 10 de fevereiro de 2007
afinal, estamos todos de acordo!...
(retirado do Região de Leiria)
Concelhia do PSD desiludida com coligação que... integra
Concelhia do PSD desiludida com coligação que... integra
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Texto de Mário Rui Nicolau
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A Comissão Política Concelhia (CPC) da Marinha Grande do PSD mostra-se insatisfeita com “os atrasos sucessivos no cumprimento das promessas eleitorais” dos dois partidos (PCP e PSD) que formam a maioria na Câmara Municipal. Esta é uma das principais conclusões da I Convenção Autárquica dos social-democratas, que decorreu no passado sábado. Esta posição vem no seguimento das intervenções na última sessão da Assembleia Municipal e colocam também em causa o vereador do PSD, Artur Pereira, que tem, entre outros, o pelouro das Obras Públicas. Para a CPC do PSD, é chegada a hora “de decidir e não adiar, de agir e não reagir”, criticando o trabalho que tem sido feito pela autarquia no último ano e meio. Fonte dos social-democratas considera que há grandes decisões que estão por tomar, apontando o saneamento e o problema dos dois edifícios do mercado municipal da Marinha Grande como exemplos. E avança: “2007 é o ano do tudo ou nada. Ou se avança com projectos ou perdemos o barco”, afirma, adiantando que não se trata de retirar confiança ao vereador eleito pelo PSD. Artur Pereira, por seu turno, concorda em parte com as críticas ao executivo, mas afirma que a câmara está a trabalhar com grande contenção orçamental, o que não permite fazer mais. “Tudo o que é aprovado tem sido feito. Há algumas questões, como a do saneamento em que o PSD e o PCP estão em desacordo, e penso que é neste aspecto que os meus colegas de partido mostram insatisfação”, refere. Da convenção autárquica saiu a decisão de continuar o debate em jornadas temáticas e abertas à população sobre assuntos específicos da gestão autárquica com vista à apresentação em 2009 de uma nova estratégia para o concelho da Marinha Grande.Foi ainda pelos social-democratas decidido intensificar a intervenção e fiscalização nas assembleias (municipal e de freguesia) e órgãos executivos (câmara e juntas de freguesias).
ed. 3647, 09 de Fevereiro de 2007
ed. 3647, 09 de Fevereiro de 2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Afirmações "Desajeitadas"
Manda a seriedade e o rigor que uma qualquer afirmação, dita ou escrita, não seja retirada do seu contexto, sob pena de se pretender dar um sentido diferente daquele que o seu autor originário pretendeu dar, quando a proferiu ou registou.
Porém, há coisas que são ditas ou escritas e que, correspondendo a generalizações (sempre redutoras e injustas), são facilmente entendíveis e valem por si só e pela forma como atingem indiscriminadamente, salvo melhor opinião.
O exemplo que se transcreve é paradigmático, mas a sua leitura não dispensa a consulta completa do documento de onde foi retirada, a acta nº 17 da reunião de Câmara de 20 de Julho de 2006 (pág. 8), disponibilizada no site da CMMG (aqui).
(...)
“2 - PEDIDO DE ESCLARECIMENTO APRESENTADO PELO SR. VEREADOR ARTUR DE OLIVEIRA
O Sr. Vereador Artur de Oliveira solicitou esclarecimentos em relação ao seguinte assunto:
Novo Mercado Municipal:
O Sr. Vereador Artur de Oliveira apresentou dois pedidos de esclarecimento, cujo conteúdo se dá por integralmente reproduzido e se anexam (Anexo 1 e 2).
Anexo 1 – Pedido de esclarecimento dirigido ao Sr. Vereador Dr. João Paulo Pedrosa.
Relativamente a este pedido de esclarecimento, o Sr. Presidente referiu que os blogs são ignóbeis, considerando-os um acto ilícito e imoral criando situações embaraçosas.
O Sr. Vereador Dr. João Paulo Pedrosa respondeu dizendo que desde o 25 de Abril de 1974 que vivemos numa Democracia, onde existe liberdade de expressão, pelo que assume tudo o que escreve no seu blog pessoal, no qual exprime a sua opinião, procurando ser o mais rigoroso possível.”
(...)
... e para terminar, com o mesmo destaque, uma nota de (aparente) bom senso (pág. 9):
Porém, há coisas que são ditas ou escritas e que, correspondendo a generalizações (sempre redutoras e injustas), são facilmente entendíveis e valem por si só e pela forma como atingem indiscriminadamente, salvo melhor opinião.
O exemplo que se transcreve é paradigmático, mas a sua leitura não dispensa a consulta completa do documento de onde foi retirada, a acta nº 17 da reunião de Câmara de 20 de Julho de 2006 (pág. 8), disponibilizada no site da CMMG (aqui).
(...)
“2 - PEDIDO DE ESCLARECIMENTO APRESENTADO PELO SR. VEREADOR ARTUR DE OLIVEIRA
O Sr. Vereador Artur de Oliveira solicitou esclarecimentos em relação ao seguinte assunto:
Novo Mercado Municipal:
O Sr. Vereador Artur de Oliveira apresentou dois pedidos de esclarecimento, cujo conteúdo se dá por integralmente reproduzido e se anexam (Anexo 1 e 2).
Anexo 1 – Pedido de esclarecimento dirigido ao Sr. Vereador Dr. João Paulo Pedrosa.
Relativamente a este pedido de esclarecimento, o Sr. Presidente referiu que os blogs são ignóbeis, considerando-os um acto ilícito e imoral criando situações embaraçosas.
O Sr. Vereador Dr. João Paulo Pedrosa respondeu dizendo que desde o 25 de Abril de 1974 que vivemos numa Democracia, onde existe liberdade de expressão, pelo que assume tudo o que escreve no seu blog pessoal, no qual exprime a sua opinião, procurando ser o mais rigoroso possível.”
(...)
... e para terminar, com o mesmo destaque, uma nota de (aparente) bom senso (pág. 9):
(...)
“O Dr. Alberto Cascalho interveio para pedir a todos os membros do executivo, tal como fez o Sr. Presidente, e como já fez em reuniões anteriores, que haja mais ponderação na forma como as discussões são conduzidas, pois a essência das reuniões de Câmara é discutir assuntos que servem os interesses das populações e não estar com contínuas picardias e jogos políticos que não levam a lado nenhum e só ajudam a desarmonizar o órgão.”
Calhandrado por
Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras
às
sábado, fevereiro 03, 2007
1 comentário:
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Estamos Esclarecidos!
(ao abrigo do pratocólio com o Director Encartado, excertos extraídos do Jornal do TóZé)
.
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"Amieira recebe Junta e Câmara"
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(...)
"CONDUTAS EM FIM DE VIDA
As condutas de água da Amieira estão velhas e já não aguentam a pressão a que são submetidas. A solução passa por reduzir a pressão, explicou o autarca." (vereador Artur respondendo a um freguês)
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Vivam as Feiras!
A semana passada ficámos a saber que a coligação maravilha se prepara para dar mais um passo em direcção ao futuro, um passo firme e seguro como é seu apanágio. E só alguém com evidente falta de visão estratégica não reconhece a importância de haver na Marinha uma feira semanal, pujante e dinâmica, um importante polo de atracção e dinamização sócio-económico. As razões que o justificam são mais que muitas, mas não podemos esquecer qui ça a mais importante: se assim não fosse (se não se apostasse nas feiras), onde é que os moços poderiam montar as barracas que têm dado? Convém também não esquecer que as feiras são cenários ideais para as campanha eleitorais (rima e é verdade), que o digam o Paulinho das Feiras e Cª.
Tudo foi pensado ao pormenor, a localização (por exemplo) será estratégica – zona desportiva! Estratégica porquê? Porque se pretende que seja uma feira competitiva e com preços de campeão! (Toma!)
Mas há sempre detalhes, aspectos a melhorar, por isso o FLC sugere:
- estabelecimento duma parceria estratégica com a Feira de Pataias;
- transportes gratuitos para a feira, nos simpáticos “Use e Abuse”, a partir de vários pontos do concelho
- feiras temáticas (semana da bifana, semana da couve lombarda, semana da roupa gamada, semana da k7 ranhosa, etc)
- criar a figura do Regedor da Feira (convém que seja um tipo cheio de ideias – estou a pensar num, mas... não digo!)
- criar “Arrota da Feira”, um projecto de itinerante de divulgação desta actividade de excelência (como se diz agora) e de extremo interesse, noutros locais do concelho (por exemplos: no verão, criar um polo da feira em S. Pedro cujo tema poderia ser “A Feira vem à praia!”).
Pensamos contudo que a cereja em cima do bolo seria (esta é de borla!) candidatar a Marinha a palco da final da Taça das Cidades com Feira (lindo!).
Ãããhh? Já não há? Foi no século passado? Ahh, pois... pois... mas nós não estamos a caminhar p’ra lá, não? No problem, a malta é revivalista...
Tudo foi pensado ao pormenor, a localização (por exemplo) será estratégica – zona desportiva! Estratégica porquê? Porque se pretende que seja uma feira competitiva e com preços de campeão! (Toma!)
Mas há sempre detalhes, aspectos a melhorar, por isso o FLC sugere:
- estabelecimento duma parceria estratégica com a Feira de Pataias;
- transportes gratuitos para a feira, nos simpáticos “Use e Abuse”, a partir de vários pontos do concelho
- feiras temáticas (semana da bifana, semana da couve lombarda, semana da roupa gamada, semana da k7 ranhosa, etc)
- criar a figura do Regedor da Feira (convém que seja um tipo cheio de ideias – estou a pensar num, mas... não digo!)
- criar “Arrota da Feira”, um projecto de itinerante de divulgação desta actividade de excelência (como se diz agora) e de extremo interesse, noutros locais do concelho (por exemplos: no verão, criar um polo da feira em S. Pedro cujo tema poderia ser “A Feira vem à praia!”).
Pensamos contudo que a cereja em cima do bolo seria (esta é de borla!) candidatar a Marinha a palco da final da Taça das Cidades com Feira (lindo!).
Ãããhh? Já não há? Foi no século passado? Ahh, pois... pois... mas nós não estamos a caminhar p’ra lá, não? No problem, a malta é revivalista...
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Os Grandes Marinhenses
Terminamos esta semana o desafio que lançámos sobre os Grandes Marinhenses, sobre os homens e mulheres que se notabilizaram para glória e grandeza da sua e nossa terra. Reconhecemos que esta inicitiva ficou aquém do previsto, vendo-se assim de alguma forma goradas as nossas expectativas quanto ao reconhecimento público dessas figuras. Era pois também nossa intenção que esta iniciativa, embora limitada à sua natural dimensão e importância, pudesse dar a conhecer pessoas e histórias esquecidas. Talvez numa próxima oportunidade.Independentemente das razões que possam ter contribuido para tal desinteresse, podemos contudo afirmar que hoje, mais do que nunca, é necessário, senão obrigatório, enaltecer e reconhecer a grandeza dos nossos e tomar o seu exemplo como alento, embora seja mais fácil e tentador cair na critica fácil, no comentário casual, na indiferença reveladora do conformismo atávico que só nos poderá levar para um beco sem saída.
Esta semana o tema é:
SOCIEDADE
Dirigente associativo, pessoa ligada a causas sociais, mecenas, voluntariado, dinamizador cultural, etc, etc, etc...
Quem é para si o marinhense que mais se distinguiu ou tem distinguido nesta área? Partilhe a sua escolha connosco e enalteça os GRANDES MARINHENSES!
SOCIEDADE
Dirigente associativo, pessoa ligada a causas sociais, mecenas, voluntariado, dinamizador cultural, etc, etc, etc...
Quem é para si o marinhense que mais se distinguiu ou tem distinguido nesta área? Partilhe a sua escolha connosco e enalteça os GRANDES MARINHENSES!
domingo, 21 de janeiro de 2007
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
E Covelinhas lá tão longe...
“Já que a alma está perdida, negrinha que nem um carvonito pronto a entregar-se ao demonarca, a ser lançada no aqueronte flamejante do codenamento, pois castigue-se o corpo no triclínio, com lautos manjares, assaduras, fritaduras, esturgídos, iguarias conventuais e generosos néctares”. Às malvas com as pílulas de salmão e com o Enalapril 20 mg, o terror da hipertensão.
E foi sob o signo da boa mesa e da aconchegante hospitalidade com que a família Correia Faria sempre me acolhe, que rumei a Covelinhas, uma idílica e acolhedora aldeia na margem direita do Douro, para passar as Festas.
Contei os dias da demanda - “ora, um para ir (não conta!), mais um para vir e cinco para pernoita” – seis dias fora, dividi por dois e juntei três pares de peúgos e igual número de cuecas Gitanes no fundo do pequeno saco de viagem - direito e avesso, direito e avesso, direito e avesso... que a coisa não está para luxos e o banhito diário sempre poupa na roupa! Por descargo de consciência preveni-me com mais umas “truces” Abandeirado (a estrear!) para o caso da visícula dar de si e uma inoportuna crise intestinal desarmar-me em pleno reveillon. Juntei a escova de dentes, uma descartável da Gillette e dois ou três livros. Está a trouxa emalada, p’ra Covelinhas a toda a mecha.
Foram cinco dias memoráveis naquela aldeia quase comunitária, onde ainda, praticamente, tudo se partilha. Não há coutos, nem coutadas, nem feudos. Há gente igual entre iguais. Até Lucinda Correia Faria, a minha anfitriã, mulher de incontáveis talentos que a afamaram, entre os quais a mestria de transformar os “frutos da terra” em sabores do céu, há muito que passou de “simples mãe da família Correia Faria” a património da aldeia! Que inveja!
Para perder as peneiras bastaram-me trezentos e tal quilómetros de regresso e uma placa a indicar “Marinha Grande”. Aqui, ao contrário de Covelinhas, há campeões da verdade, da razão, da democracia, do anti-fascismo. O sectarismo doentio que há muito adoptámos como cartilha, turva-nos a mente e faz-nos esquecer o essencial. A generosidade e abnegação colectivas dos que lutaram e lutam por uma terra com grandeza e alma, feitos heróicos em nome de valores e princípios defendidos com a própria vida, são transformados em bandeiras de outras lutas menores.
Enquanto não olharmos para o futuro com a mesma vontade colectiva de vencer e de honrar o passado, nunca chegaremos aos calcanhares da pequena aldeia de Covelinhas, na margem direita do Douro, a dois passos do Peso da Régua.
PS. Aproveito a deixa para um recado. Também eu não sei o que se passou com o “apagão”. Embora prejudicado pelo facto (perdi toda a colecção de textos), nunca exigi qualquer explicação ao Arrebispo (ao que sei, o único que dispõe de poderes para administrar o blog), nem me parece que isso seja muito relevante. Por isso o meu contributo continuará até ao dia em que me sinta a mais. Até lá, respeito mas não aceito, os que aqui deixam comentários sobre falta de dignidade, falta de coragem, má condução do Fórum, medo, desvio dos seus objectivos, etc. Num blog com estas características (fórum de discussão) o importante é o contributo de todos, com as opiniões de cada um. Ao que parece a única preocupação de alguns é confirmar suspeitas, sangue, portanto. E se não houver sangue?
Eu cá por mim reconheço o mérito que este blog teve de se abrir à participação de todos (incluindo a postagem directa) e de dizer coisas e suscitar discussões em tom mais ou menos sério. Por isso dou a cara em nome dos que aqui escrevem, de forma solidária. Cada um fará o que achar melhor, mas seria desejável mais contributos para que não pudéssemos dizer que venceram os “incomodados”. Contributos de todos...
E foi sob o signo da boa mesa e da aconchegante hospitalidade com que a família Correia Faria sempre me acolhe, que rumei a Covelinhas, uma idílica e acolhedora aldeia na margem direita do Douro, para passar as Festas.
Contei os dias da demanda - “ora, um para ir (não conta!), mais um para vir e cinco para pernoita” – seis dias fora, dividi por dois e juntei três pares de peúgos e igual número de cuecas Gitanes no fundo do pequeno saco de viagem - direito e avesso, direito e avesso, direito e avesso... que a coisa não está para luxos e o banhito diário sempre poupa na roupa! Por descargo de consciência preveni-me com mais umas “truces” Abandeirado (a estrear!) para o caso da visícula dar de si e uma inoportuna crise intestinal desarmar-me em pleno reveillon. Juntei a escova de dentes, uma descartável da Gillette e dois ou três livros. Está a trouxa emalada, p’ra Covelinhas a toda a mecha.
Foram cinco dias memoráveis naquela aldeia quase comunitária, onde ainda, praticamente, tudo se partilha. Não há coutos, nem coutadas, nem feudos. Há gente igual entre iguais. Até Lucinda Correia Faria, a minha anfitriã, mulher de incontáveis talentos que a afamaram, entre os quais a mestria de transformar os “frutos da terra” em sabores do céu, há muito que passou de “simples mãe da família Correia Faria” a património da aldeia! Que inveja!
Para perder as peneiras bastaram-me trezentos e tal quilómetros de regresso e uma placa a indicar “Marinha Grande”. Aqui, ao contrário de Covelinhas, há campeões da verdade, da razão, da democracia, do anti-fascismo. O sectarismo doentio que há muito adoptámos como cartilha, turva-nos a mente e faz-nos esquecer o essencial. A generosidade e abnegação colectivas dos que lutaram e lutam por uma terra com grandeza e alma, feitos heróicos em nome de valores e princípios defendidos com a própria vida, são transformados em bandeiras de outras lutas menores.
Enquanto não olharmos para o futuro com a mesma vontade colectiva de vencer e de honrar o passado, nunca chegaremos aos calcanhares da pequena aldeia de Covelinhas, na margem direita do Douro, a dois passos do Peso da Régua.
PS. Aproveito a deixa para um recado. Também eu não sei o que se passou com o “apagão”. Embora prejudicado pelo facto (perdi toda a colecção de textos), nunca exigi qualquer explicação ao Arrebispo (ao que sei, o único que dispõe de poderes para administrar o blog), nem me parece que isso seja muito relevante. Por isso o meu contributo continuará até ao dia em que me sinta a mais. Até lá, respeito mas não aceito, os que aqui deixam comentários sobre falta de dignidade, falta de coragem, má condução do Fórum, medo, desvio dos seus objectivos, etc. Num blog com estas características (fórum de discussão) o importante é o contributo de todos, com as opiniões de cada um. Ao que parece a única preocupação de alguns é confirmar suspeitas, sangue, portanto. E se não houver sangue?
Eu cá por mim reconheço o mérito que este blog teve de se abrir à participação de todos (incluindo a postagem directa) e de dizer coisas e suscitar discussões em tom mais ou menos sério. Por isso dou a cara em nome dos que aqui escrevem, de forma solidária. Cada um fará o que achar melhor, mas seria desejável mais contributos para que não pudéssemos dizer que venceram os “incomodados”. Contributos de todos...
domingo, 14 de janeiro de 2007
Mais um atleta encarnado apanhado no controlo anti-doping
A história repete-se e desta vez foi São Luisão a ser apanhado nas malhas do doping. A seguir a São Assis, o novo mártire da Luz é o santo central brasileiro, apanhado em flagrante com o Kit Novo Sócio enquanto conduzia.
São Luisão já disse que está inocente e nós acreditamos!
São Luisão já disse que está inocente e nós acreditamos!

E para acabar só dois comentários desportivos. O primeiro é para afirmar que cada vez percebo melhor porque que é que os jogadores de futebol querem pagar menos IRS. É porque se trata duma profissão de desgaste rápido. Pudera, se eu na véspera de um dia de trabalho fosse apanhado com a gazua às quatro da matina, é claro que ía trabalhar desgastado (muito desgastado, mesmo)...
O outro comentário é mais um desabafo. No outro dia fiquei sem carta só porque molhei o bico em 3,5 dl de aguardente de medronho para desinfectar a traqueia. Ainda argumentei: "Ó sr. agente, então não me conhece? Sou o Zézé, o último macho latino!" Pois olha que o homem nem se comoveu e o meretissimo muito menos. Agora vai-se a ver e o São Luisão apanha 40 dias de trabalho comunitário. Então em que é que ficamos? É mais importante um jogador da bola do que um jogador das bolas? Hum? Hum? Este país está perdido.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Os Grandes Marinhenses
Depois do fiasco no tema do desporto (pelo menos ficámos a saber que ninguém aprecia nenhum desportista marinhense em particular... nenhum... nada, mesmo nada... nem sequer esse grande mito do ciclismo marinhense que dá pelo nome de Galinha... ou o outro, aquele o que deu um pêro no arbitro e foi salvo pelo Papa, pois... esse mesmo!) a malta não desmobiliza e continua a propor uma alargada discussão sobre "filhos da terra" que mais se notabilizaram.Esta semana o tema é:
POLÍTICA
Autarca, dirigente partidário, local, nacional internacional, barão, tubarão, cola-cartazes, promotor de manifes, o que vocês quiserem...
Quem é para si o marinhense que mais se distinguiu ou tem distinguido nesta área? Vá lá pense um bocadinho e vai ver que encontra uma carrada deles - pois, pois, o dificil vai ser escolher! Partilhe a sua escolha connosco e ajude a escrever páginas de glória da nossa história colectiva.
Vamos enaltecer os GRANDES MARINHENSES!
sábado, 6 de janeiro de 2007
"Antividades e Orçamente"

Ontem era notícia que uma criança norte-americana foi submetida a tratamentos hormonais e cirúrgicos para impedir o seu crescimento.
De acordo com fontes bem colocadas, esta foi também a receita seguida pela coligação vodka-laranja para elaborar o plano de "antividades e orçamente" aprovados a semana passada pela maioria, para que a nossa "menina" não cresça.
Ainda de acordo com as mesmas fontes sabe-se que o porquinho-mealheiro continua a engordar a olhos vistos, sob o olhar atento dos tratadores. Teme-se contudo que a engordar a este ritmo e com a evidente falta de actividade, o anafado suino venha a ter uma trombose. Ou então poderá haver matança lá para 2009.
ML
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Ano Novo...
Pediu-me o Sr. D. Arrebispo D'Almarrubra que em nome do FLC formulasse votos para 2007. Ora, efectivamente, só hoje regressei do sul, da companhia das "ingalesas" e por conseguinte só agora me é possivel cumprir o seu desejo. Pois com todo o respeito, o Poderoso que me perdoe (e o Arrebispo que me absolva), desejo que 2007 não seja mais um ano de oportunidades perdidas nem de enganos (ver vídeo com atenção - trata-se duma bela metáfora). Que tudo corra lindamente e que a gente se vá por aqui encontrando.
E já agora, mais vale tarde do que nunca, Boas Festas... no corpo todo!
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Os Grandes Marinhenses
Face ao grande êxito da iniciativa, continuamos a propor-vos uma alargada discussão sobre "filhos da terra" que mais se notabilizaram.Esta semana o tema é:
DESPORTO
Basquete, hóquei, atletismo, futebol, volei, andebol, ping-pong, xadrez, ciclismo...
Quem é para si o marinhense que mais se distinguiu ou tem distinguido nesta área? Partilhe connosco a sua escolha e ajude a escrever um pedacinho da nossa história colectiva.
Vamos enaltecer os GRANDES MARINHENSES!
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
"O Papel! Qual Papel? O Requerimento? Qual Requerimento?"
A História escreve-se todos os dias e há factos que devem ficar registados para memória futura.
No passado mês de Outubro comemorou-se o primeiro aniversário do mais trágico desastre ecológico ocorrido na Marinha em Grande, (de que há memória), a contaminação do Parque da Cerca com metais pesados.
Para a posteridade aqui fica mais uma prova de que há políticos preocupados com o nosso bem-estar e que cumprem as suas tarefas com denodo e afinco, nomeadamente, os nossos deputados nacionais (tantas vezes injustamente criticados!). Chama-se José Luis Ferreira e, ao tempo, era deputado à Assembleia da República pelo PEV. Com base em notícias então divulgadas por um jornal local, o Sr. Deputado dirigiu um requerimento (nº 925/X (1ª) – AC) ao Sr. Presidente da A.R. no sentido de solicitar ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional informações sobre o alegado caso da contaminação do Parque da Cerca (ler requerimento).
O Ministério respondeu cerca de dois meses depois deixando tudo em aberto, as análises efectuadas até ao momento em que a resposta foi formulada, levavam à conclusão de que eram inconclusivas (!...) (ler resposta), pelo que se iriam realizar novas colheitas de solo e de águas para análise.
Por cá, todos sabemos o que aconteceu a seguir... (mais ou menos...)
Por lá, não sabemos se o Sr. Deputado ficou satisfeito com a resposta e se tem dormido sossegado, ou se entretanto esqueceu o assunto. Mas já que estamos no Natal, e à falta de melhor contacto, fica aqui à vossa disposição o endereço do Grupo Parlamentar do PEV (PEV.correio@pev.parlamento.pt) para que, caso queiram, enviarem a Boas Festas aos nossos deputados ecologistas e aproveitarem para perguntar se há desenvolvimentos relativos ao perigo que representa a alegada contaminação dum espaço público, com metais pesados.
No passado mês de Outubro comemorou-se o primeiro aniversário do mais trágico desastre ecológico ocorrido na Marinha em Grande, (de que há memória), a contaminação do Parque da Cerca com metais pesados.
Para a posteridade aqui fica mais uma prova de que há políticos preocupados com o nosso bem-estar e que cumprem as suas tarefas com denodo e afinco, nomeadamente, os nossos deputados nacionais (tantas vezes injustamente criticados!). Chama-se José Luis Ferreira e, ao tempo, era deputado à Assembleia da República pelo PEV. Com base em notícias então divulgadas por um jornal local, o Sr. Deputado dirigiu um requerimento (nº 925/X (1ª) – AC) ao Sr. Presidente da A.R. no sentido de solicitar ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional informações sobre o alegado caso da contaminação do Parque da Cerca (ler requerimento).
O Ministério respondeu cerca de dois meses depois deixando tudo em aberto, as análises efectuadas até ao momento em que a resposta foi formulada, levavam à conclusão de que eram inconclusivas (!...) (ler resposta), pelo que se iriam realizar novas colheitas de solo e de águas para análise.
Por cá, todos sabemos o que aconteceu a seguir... (mais ou menos...)
Por lá, não sabemos se o Sr. Deputado ficou satisfeito com a resposta e se tem dormido sossegado, ou se entretanto esqueceu o assunto. Mas já que estamos no Natal, e à falta de melhor contacto, fica aqui à vossa disposição o endereço do Grupo Parlamentar do PEV (PEV.correio@pev.parlamento.pt) para que, caso queiram, enviarem a Boas Festas aos nossos deputados ecologistas e aproveitarem para perguntar se há desenvolvimentos relativos ao perigo que representa a alegada contaminação dum espaço público, com metais pesados.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Revelação Escaldante!

De acordo com o relato da Sra. D. Creolina Salgada, nas vésperas de um jogo em Leiria e a convite de um famoso portista marinhense, também conhecido pelo "Apito de Cristal", Bimbo da Costa terá passeado pelo Parque da Cerca e ter-se-á descuidado - "Nesse dia o Jójó tinha comido uma sopa da pedra no Ângelus do Casal d'Ossos e aquilo pareciam as festas da Sra. da Agonia, parecia que estávamos em Estarreja, fumei p'ra mais de cinco maços de tabaco p'ra disfarçar! Eu desconfiei logo quando vi dois patos mortos e o Sr. Apito de Cristal a rir-se muito..."
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
"Hum, Hum! Gosto Muito de Queijinho!"
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Síntese do Programa Eleitoral
MARINHA GRANDE MERECE +
8. INDÚSTRIA E COMÉRCIO
FRACÇÕES DE PEQUENA E MÉDIA DIMENSÃO – Sua criação com o objectivo estatégico do surgimento de micro e pequenas empresas, possibilitando custos logísticos e operacionais baixos.
(…)
DIÁLOGO PROFÍCUO E PERMANENTE COM OS COMERCIANTES – Sua promoção, para que se encontrem as soluções viáveis na grave crise que o nosso comércio atravessa, atendendo à importância económica e humana.
RECONVERSÃO DO COMÉRCIO TRADICIONAL – apoiar e fomentar junto das Associações e da Comunidade Europeia, o estudo e análise das alterações urbanas a efectuar nesse sentido.
NOVO MERCADO MUNICIPAL – Resolução imediata e urgente do seu funcionamento. Na impossibilidade, iríamos integrar o actual Mercado no edifício da Resinagem (actual Mercado).
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Síntese do Programa Eleitoral
MARINHA GRANDE MERECE +
8. INDÚSTRIA E COMÉRCIO
FRACÇÕES DE PEQUENA E MÉDIA DIMENSÃO – Sua criação com o objectivo estatégico do surgimento de micro e pequenas empresas, possibilitando custos logísticos e operacionais baixos.
(…)
DIÁLOGO PROFÍCUO E PERMANENTE COM OS COMERCIANTES – Sua promoção, para que se encontrem as soluções viáveis na grave crise que o nosso comércio atravessa, atendendo à importância económica e humana.
RECONVERSÃO DO COMÉRCIO TRADICIONAL – apoiar e fomentar junto das Associações e da Comunidade Europeia, o estudo e análise das alterações urbanas a efectuar nesse sentido.
NOVO MERCADO MUNICIPAL – Resolução imediata e urgente do seu funcionamento. Na impossibilidade, iríamos integrar o actual Mercado no edifício da Resinagem (actual Mercado).
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Os Grandes Marinhenses
Embora a iniciativa não esteja a ter grande adesão, continuamos a propor-vos a discussão sobre “Os Grandes Marinhenses”, na convicção de que é nosso dever valorizar o exemplo dos mais brilhantes "filhos da terra".Esta semana o tema é:
CIÊNCIA
Matemática, Física, Quimíca, Medicina, Psicologia, Economia, Sociologia, Informática...
Quem é para si o marinhense que mais se distinguiu ou tem distinguido nesta área? Partilhe connosco a sua escolha e ajude a escrever um pedacinho da nossa história colectiva.
Vamos enaltecer os GRANDES MARINHENSES!
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
Há silêncios que não são de Ouro
Há silêncios que são de ouro. Porque há momentos em que as palavras não têm a força suficiente para exprimir o que se vive com toda a fidelidade. Em que as palavras por vezes só atrapalham em vez de esclarecerem, de tornarem mais evidente a realidade. Mas, há também circunstâncias em que o silêncio não tem essa preciosidade. Pelo contrário, torna-se um silêncio ensurdecedor, na medida em que nos gritam cá dentro as palavras e urge a necessidade de as ouvir de alguém, e esse alguém permanece calado. Por medo? Por cobardia? Por cegueira? Por incapacidade? Não o sabemos, não o sei.Na Marinha Grande paira um silêncio assim. Ensurdecedor. Há os que se cansaram de gritar para o ar. Há os que se sentem ameaçados por falar. Há os que não sabem como dizer o que há a dizer. Há os que se escondem no silêncio por falta de argumentos. Há silêncios por táctica. Há silêncios comprometedores. São silêncios a mais.
O Fórum do Largo das Calhandreiras nasceu para dar voz aos que não tinham voz. Durante um ano aquele espaço virtual (na blogosfera) acolheu uma calorosa e saudável discussão sobre a Cidade, este Largo imenso que é a Marinha Grande. Houve críticas, denúncias, desabafos feitas num tom de humor e de sátira (qual Contra Informação local), mas sem nunca se ter colocado em questão a boa-fama, o bom-nome das Pessoas ou das Instituições. Quem assume posições de destaque na sociedade, seja em que sector for, deve estar preparado para ser ‘alvo’ deste tipo de situações. Quem está no topo da hierarquia social deve saber de antemão que é ‘vigiado’ e avaliado permanentemente. Em Democracia, em Liberdade é assim. Mas não na Marinha Grande. Coincidência ou não o certo é que na mesma altura em que num destacado Jornal da Região sai um trabalho de reportagem sobre os Blogues, entre os quais o Fórum do Largo das Calhandreiras, este sucumbe ao ataque de um vírus não identificado. Na verdade já antes havia sido divulgado naquele espaço duas denúncias de que algo semelhante estaria para acontecer. Uma por via de um ‘boicote’ imposto. Terá sido determinado por alguém a não participação dos seus correligionários neste tipo de actividade. Como tal não fez diminuir a expressividade/actividade do mesmo Blogue a coisa foi mais longe e foi sugerido que alguém com poder para tanto terá chamado as autoridades competentes (entenda-se a Polícia Judiciária) para que fossem identificados e criminalmente processados os Autores do Blogue. Perguntamo-nos: qual o crime? Livre Expressão? Direito à opinião?
Pois é em torno desta questão que na Marinha Grande paira um silêncio ensurdecedor. Eu esperava que tivesse havido já algum tipo de iniciativa para se averiguarem bem as causas deste problema, que pode até ser visto como menor, mas que não deixa de insinuar uma certa atitude prepotente e anti-democrática por parte de alguns sectores do concelho.
Como nesta situação, em todas as outras paira um silêncio de morte no Largo (na Cidade).
O Silêncio do Poder autárquico que permanece impávido e sereno, cego e surdo à tempestade em que vive.
O Silêncio da Oposição, que mais não faz que ver e esperar que o inimigo se derrote a si mesmo.
O Silêncio dos Meios Independentes (Comunicação Social), que mais não faz que lançar uma farpa aqui outra acolá, mas sem verdadeiramente aprofundar as questões mais gritantes.
O Silêncio dos Cidadãos, talvez cansados, talvez desesperançados de melhores alternativas que aguentar o mal, enquanto não se torna pior.
Este é um silêncio que não é de ouro.
Quem terá a coragem para o quebrar?
(Ps. Este Artigo vai ser publicado no JMG do próximo dia 7/12/06)
Carta semi-aberta ao Ilustríssimo
Caro Ilustríssimo,
Permita que tome alguns minutos do meu precioso tempo para dirigir a tão salvífica e prezada figura, que a mandato do povo tomou em suas mãos o pesado fardo da condução dos destinos deste lugar da história, algumas palavras ponderadamente maturadas. Mas para além do conteúdo, também ponderei a forma e decidi-me por uma carta semi-aberta em virtude, da pouca apetência que V. Exa. demonstra para esta forma de comunicação a qual, revela também V. Exa., preferir ignorar por falta de importância, e depois porque a abertura (da dita carta) revelava-se demasiado escancarada e oferecida o que, convenhamos, nestas coisas da “sedução” entre eleitores e eleitos, acentua o destempero e retira o picante. Prefiro por isso que a desbague nas entrelinhas, se porventura, após filtrada por um qualquer poderoso “anti-virús”, anti-derrapante e hipoalergénico, o sacro-santo comité para a pureza da informação lha facultar.
Antes de mais, queria dar conta a V. Exa. duma particularidade que temos em comum – ambos não votámos em si – o que em nada diminui as expectativas que legitimamente depositámos no seu mandato já que a democracia é para ser vivida, não é propriamente um estado de alma. A expectativa de V. Exa., em relação a si mesmo, resulta da auto-estima que revelou ao candidatar-se, mesmo sabendo que não podia sufragar-se. A minha, resulta da ausência de qualquer reserva mental em relação a quem, de forma desinteressada, decidiu dar de si o melhor ao serviço dos outros.
Posto que está lavrada esta minha declaração de interesses, permita V. Exa. que formule uma constatação.
Quando o Ilustríssimo decidiu coligar-se à direita para governar em maioria (“livrai-nos Senhor de todo o mal!”), estranhei o facto e questionei-me: como poderão dois partidos com projectos políticos tão diferentes, funcionar em harmonia? Pelos vistos nada mais simples. A conclusão/constatação só a vislumbrei, por mea-culpa, confesso, após um ano de mandato e um "rol de merceeiro" sobre a obra edificada - é que de facto nenhum dos dois tem qualquer projecto. A minha visão turvada e eivada de intrincados e complexos conceitos relativos à assumpção do poder, conferido pelo povo e exercido em proveito deste, projectando no futuro os seus legítimos anseios, não me deixou perceber com clarividência a mais simples e crua das realidades: o poder não é instrumental é antes funcional, a estratégia não existe tendo sido substituída pela cabotagem – o importante é não perder o pé mesmo que se perca a oportunidade, a prioridade vai para o remanso, aguardando quedo e calculista o erro do adversário. Mas não fique sentido porque não é o único.
Eu sei que o adversário caiu numa letargia indolente e preocupante, que continua sonolento e marralheiro a jogar na mesma estratégia calculista do erro do outro. Eu sei que uma conjuntura destas não obriga a esforços e aplicação redobrados. Eu sei que tudo caminha sem que ninguém pronuncie um “aí”, mas no fundo, no fundo, quem perde com tudo isto? A nossa terra! Um ano perdido não significa pouco, significa a perda irreparável de 365 dias gastos sem se antecipar o futuro, sem se decidir, sem se discutirem ideias generosas, mais preocupados em demonstrar que os outros são maus e que lá p’rá frente tudo se há-de resolver.
Ilustríssimo, sem qualquer carga simbólica e despojado de qualquer pudor irrelevante, deixe-me que lhe fale ao coração. É que tão preocupante quanto o que atrás ficou dito é a falta de confiança que se transmite, a falta de alegria, de energia, de esperança, de vontade, de coragem, de convicção num projecto em que se acredita, num sonho, no sonho, na utopia - na utopia, porra! Onde está o sonho camarada? Onde está? Que é feito do nervo? Que é feito da fulgência? Onde está a vontade de mudar? Onde está camarada? Será que sucumbiu à curvatura da vida? Será que não merecemos todos um pouco mais? Mostre-me que estou errado, mostre-me que quer fazer desta terra uma terra de homens e mulheres felizes, de gente solidária, de gerações que se orgulham do seu passado e que se querem projectar no futuro! Convença-me, homem! Convença-me que o 18 de Janeiro, o 25 de Abril, o 1º de Maio não foram um acidente de percurso! Convença-me a votar em si nas próximas eleições, convença-me, porra! Porque se o fizer, estou certo, é porque deu a esta terra o rumo e o alento que ela precisa, o amanhecer que todos ansiamos vislumbrar.
De V. Exa. atentamente, subscrevo-me com elevada estima e consideração;
domingo, 3 de dezembro de 2006
Advento (Há-de vir...)
Caríssimos Irmãos e Irmãs desta Comunidade do Largo das Calhandreiras:Bem sabemos que o tempo que nos é dado viver não é tempo de facilidades.
O Inimigo anda à solta.
Ele ruge como leão que procura dilacerar a sua presa.
Mas não tenhamos medo! Permaneçamos firmes diante do Inimigo, porque, «dias virão em que cumprirei a promessa que fiz... Naqueles dias farei germinar um rebento de justiça que exercerá o direito e a justiça na terra. Naqueles dia, o reino será salvo e viverá em segurança...» (do Livro do Profeta Jeremias).
Sim, Irmãos, há-de vir um dia aquele que nos há-de libertar das mãos do nosso Inimigo.
Por isso não desesperamos.
O Inimigo pensa que nos venceu, gloria-se da sua vitória, desfruta a seu belo prazer dos despojos da nossa luta, mas na verdade o nosso combate ainda não terminou...
Aqueles que agora riem, cantam e gozam, hão-de ainda ser enviados para o lugar do esquecimento, do choro, dos lamentos e do ranger de dentes...
Preparemo-nos, estejamos vigilantes, porque na hora em que menos pensamos virá o momento de darmos lugar àquele que vem para nos libertar da opressão do Inimigo...
Àmãe
sábado, 2 de dezembro de 2006
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